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Opinião no Portal dos Dragões
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Justiça no túnel, parte I - 25-03-10 Caiu que nem uma bomba. O CJ da Federação desautorizou o CD da Liga, e pulverizou os castigos aplicados a Hulk e Sapunaru, que se encontram finalmente livres de uma penalização que faz lembrar os velhos tempos da ditadura. A decisão centrou-se à volta da correcta interpretação do enquadramento dos stewards, e que implicaria penas muito mais reduzidas do que as que foram aplicadas. Fica claro que o CD da Liga poderia ter agido assim inicialmente, mas sabe-se que o objectivo estratégico era prejudicar gravemente o FC Porto. Nesta «cegueira» com costas bem aquecidas pelo principal interessado nos prejuízos do tetracampeão, ficou claro o conluio que existe entre esta Liga e o Benfica. Ficou também claro que nessa ânsia de prejudicar o FC Porto, que o CD da Liga feriu de morte a pouca credibilidade que esta edição 2009/10 da Liga Sagres, tantos foram já os episódios sombrios relacionados com a arbitragem, quase sempre em benefício dos «suspeitos do costume». Reagiu logo o FC Porto, dando imediatamente a entender que pretende ser indemnizado. Se existem mais cartas debaixo da manga, não sabemos, nem é apanágio do FC Porto dá-las a conhecer antes do tempo. Para já, a administração da SAD pediu igualmente a demissão de todos os orgãos da Liga... Do CD da Liga, sempre tão atraído por protagonismos nos "média" à custa do FC Porto, nem uma reacção. Num naufrágio diz-se que os ratos costumam ser os primeiros a abandonar o barco. Neste caso escabroso - e que nem nisto poderia ser igual a tantos outros «naufrágios» - os ratos ficaram quietinhos, e o primeiro a abandonar o barco foi...o «comandante» Hermínio Loureiro. Sai com a primeira desculpa de contrariedade que lhe aparece pela frente, não sem deixar uma "forçinha" para que os outros orgãos continuem. Mais um absurdo só possível pelo facto da Liga ter estatutos ilegais e desenquadrados à luz da nova lei de bases do desporto. Já está bem longe, e confortavelmente sentado na poltrona de Azeméis, longe do mar revolto e em terra bem firme... Também já reagiu o empresário de Hulk, que exige um pedido de desculpas "internacional", algo que poderá ajudar a denunciar lá fora a pouca vergonha que se tem passado esta época na Liga Portuguesa. Claro, também fala em indemnizações, pela prejuízo na imagem do jogador e pelo facto da sua inactividade poder resultar na sua ausência do próximo campeonato mundial. A nível interno, fica bem claro o desconforto que todas estas práticas mafiosas provocaram, com o nítido propósito de prejudicar o FC Porto e afastá-lo precocemente da luta pelo «Penta». Por mais voltas que tentem dar...por mais branqueamentos mediáticos que organizem. E começaram logo minutos após a comunicação desta decisão. Nos estúdios de uma televisão, o «ardina» João Querido Manha vomitava o seu ódio habitual ao FC Porto. De frente para um «pivot» lampião que estava preocupado com impugnações e com o facto de a eventual festa do seu clube do coração ser manchada por estes «fantasmas», o Senhor Manha ainda arranjou maneira de defender o Hermínio Loureiro, que segundo ele muito fez pela transparência e credibilização do futebol português. Quando lhe perguntaram sobre o futuro da Liga, foi taxativo relativamente a uma eventual candidatura do Dr. Fernando Gomes: ninguém remotamente ligado ao FC Porto deveria ser considerado para liderar a Liga, pelo que se veio a «saber» do processo Apito Dourado. Realmente, uma escolha a dedo para as reacções a quente, este «ardina» manhoso. Ao nível da escolha que fizeram na SIC Notícias quando anunciaram os castigos em primeira instância... Enquanto aguardamos outros capítulos da novela, não será demais lembrar que o FC Porto, através do seu advogado, já fez saber que não iria impugnar o campeonato, porque não quer ganhar na secretaria o que não ganhou no campo, bem ao contrário dos «suspeitos do costume». É realmente uma boa jogada de relações públicas, sobretudo porque provavelmente já terão visto que a impugnação é capaz de não levar a coisa alguma. Ou então...vamos esperar, de facto, pelos próximos capítulos. Falta falar do clube mais beneficiado por esta e outras histórias, o Benfica, que reagiu acima de tudo à demissão de Hermínio Loureiro, afinal de contas um fiel discípulo da sua concepção de transparência e credibilidade para o futebol português. Na realidade, estão preocupados a ver o edifício onde tiveram tanto trabalho em colocar os «amigos», a desmoronar-se rapidamente. Estão naturalmente apreensivos, porque virão por aí tempos bem dificéis. Com a nova lei de bases e com o novo regime jurídico das federações aplicado na futura FPF, isto vai «apertar» e de que maneira... Uma palavra final para o Sporting de Braga, co-lesado nesta história toda, mas que não teve a mesma sorte. Ou seja, continua com um jogador injustamente afastado da competição. Porquê? É muito simples...enquando o FCP já há muito não pode causar dano, estes Guerreiros do Minho aguentaram-se perante a adversidade e ainda são uma ameaça muito concreta ao «desígnio nacional» de interromper a série de títulos do FC Porto, e de recolocar na Liga dos milhões um clube que tem investido tanto como o FCP vende. Era este ano, ou se calhar nunca mais! Há muito mal que já está feito, mas esta guerra está longe de estar terminada... |