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Opinião no Portal dos Dragões
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Regresso às vitórias - 05-01-10 Esta foi uma semana diferente, onde apenas competiu-se de forma oficial no basquetebol, com o FC Porto a receber o Ginásio Figueirense e como seria de esperar venceu por 77-56, numa vantagem que começou a ser construída logo nos primeiros 20 minutos de jogo, estando os dragões na frente ao intervalo por 19 pontos de diferença no marcador, permitindo desde logo encarar os restantes dois períodos com outra tranquilidade e sobretudo rodando os jogadores e neste jogo mais uma vez o técnico deu oportunidade a todos os elementos que estavam sentados no banco de somarem alguns minutos, como foi o caso dos jovens André Bessa, José Almeida e o David Gomes, sendo que o Paulo Cunha vem sendo utilizado de forma cuidadosa e a verdade é que ainda está longe do que pode e deve apresentar, contudo é natural acusar ainda falta de ritmo competitivo e por isso o fundamental é precisamente registar mais minutos jogo após jogo, até para aumentar os seu índices de confiança. Destacar neste jogo o Julian Terrell com 10 pontos, 12 ressaltos, 2 assistências e 1 roubo de bola, Jeremy Hunt a somar 15 pontos, 3 ressaltos, 4 assistências e 2 roubos de bola, Carlos Andrade com 15 pontos, 9 ressaltos e 1 assistência e ainda o Gregory Stempin com 15 pontos, 11 ressaltos, 3 assistências e 1 roubo de bola, foram os elementos que mais destacarem-se no FC Porto, sendo que o extremo/poste foi considerado o jogador mais valioso da partida. Quanto ao Ginásio, é uma equipa que apresenta diversas limitações no seu plantel e praticamente vive da inspiração do seu cinco inicial, principalmente do trio composto pelo veterano José Costa e os americanos Brandon Dagans e Devon Austin, sendo que foram os melhores marcadores da sua equipa, contudo registaram percentagens de lançamento muito fracas, como foi o caso do José Costa, que em 12 tentativas de três pontos, apenas converteu em três ocasiões e até nessa vertente o Austin costuma apresentar boas percentagens, algo que neste jogo felizmente não aconteceu e muito da diferença no resultado também se deveu a isto. No entanto, não foi apenas o Ginásio a claudicar nos lançamentos exteriores, uma vez que igualmente o FC Porto esteve desastrado ao lançar de três pontos (6/21) e isso terá que ser uma situação a rever pela equipa técnica e jogadores. Se neste jogo foi suficiente a equipa estar forte no jogo interior, possivelmente perante um adversário com outros argumentos técnico-tácticos, podia não ser o suficiente para levar a melhor e mesmo as derrotas frente à Ovarense e Benfica "bastava" um melhor acerto no jogo exterior, que o desfecho no marcador ia ser outro. Neste domingo, O FC Porto terá uma deslocação teoricamente um pouco mais complicada, jogando em Coimbra diante da Académica, uma das boas equipas da Liga, onde no passado levou à "negra" o Benfica nas meias-finais do playoff. No último jogo realizado pela briosa, saíram derrotados no confronto com o Vitória de Guimarães por 75-69 e os principais destaques na equipa visitante foram para o americano Quin Humphrey e ainda o Manuel Johnson, um jogador que foi uma das figuras no ano passado e tal como o seu compatriota Anthony Williams mantiveram-se, sendo que o Williams apenas se juntou à equipa em Dezembro, para colmatar a lesão do AJ Jackson. Comparativamente ao ano passado e ao cinco inicial apresentado, a única mudança é mesmo a saída do Mims (muito importante na época passada) e a entrada do Quin Humphrey, sendo que o Diogo Simões, Anthony Williams (regressou há pouco tempo), Fernando Sousa e o Manuel Johnson mantém-se na equipa, no entanto o momento da Académica não é bom e nesta altura a equipa vem de uma série de três derrotas consecutivas, o que não traduz a qualidade da equipa. Tal como o Ginásio, a Académica tem um problema chamado....banco. Apesar de um ou outro elemento dar garantias de ser útil ao jogo da equipa, a verdade é que esta formação depende e muito da prestação do seu cinco, contudo é mais forte que o apresentado pelo Ginásio por exemplo, mas com isto quero dizer, que a Académica tal como no ano passado apresenta um plantel curto, mas isso por vezes não quer dizer nada e convém não esquecer que no ano passado chegaram às meias-finais do Playoff e levaram o Benfica à "negra". Do cinco apresentado, provavelmente o Diogo Simões é o "elo mais fraco", mas sem o Karlton Mims pode assumir o lugar de base. O outro português titular é o Fernando Sousa, onde é claramente um dos melhores extremos portugueses deste campeonato e ano após ano vem rejeitando convites atrás de convites, também muito por culpa dos estudos e da profissão que exerce. Se dois americanos já são bem conhecidos do ano passado (destaco o Manuel Johnson, que é muito bom jogador), o Quin Humphrey tem igualmente somado registos interessantes e mesmo neste último jogo perante o Vitória de Guimarães foi o melhor marcador da sua equipa. Como já referi as opções de banco não são muitas e por norma os que mais se destacam são o Bruno Costa (bom triplista) e o Daniel Caluico, mas nem sempre aparecem no jogo e por isso será sempre uma dúvida, se podem ou não contam como armas a apresentar neste jogo. O jogo realiza-se no Pavilhão Multidesporto em Coimbra no dia 10 de Janeiro pelas 18 horas. No andebol, em termos oficiais o FC Porto terá apenas o próximo compromisso no dia 21 de Janeiro, onde vai disputar a Supertaça Andebol Portimão 2010, com a presenças dos seis primeiros classificados da primeira volta do campeonato, contando então com a presença do Benfica, ABC, Belenenses, Madeira SAD, Xico Andebol e claro está do FC Porto, que foi o primeiro classificado. O sorteio está marcado para o dia 6 de Janeiro pelas 16 horas no Auditório do Portimão Arena, sendo que vão estar inseridos dois grupos com três equipas cada e os primeiros classificados de cada grupo apuram-se para a final, numa prova que vem substituir a Taça da Liga, que teve como último vencedor o Benfica. Apesar da interrupção no campeonato, o FC Porto manteve-se em competição até final do ano, disputando o Limburgse Handbaldagen 2009, um torneio prestigiado do andebol internacional, contando com a presença de oito equipas, estando dívidas em dois grupos, com o FC Porto a ser incluído no Grupo A juntamente com os croatas do Porec, Haugaland da Noruega e a equipa holandesa do Eurotech, que curiosamente foi adversário do FC Porto na Taça das Taças na época de 2007/2008. Esta primeira fase era composta por três jogos e logo na primeira jornada a equipa de Obradovic evidenciou a sua superioridade ao bater o Eurotech por 38-28, sendo que o segundo jogo realizou-se no mesmo e frente aos Porec o FC Porto voltou a evidenciar todas as suas qualidades e levou a melhor por 30-28, no entanto este já foi um desafio com outro grau de dificuldade, na qual a equipa correspondeu da melhor maneira. No dia seguinte e para concluir a primeira fase, os campeões nacionais defrontaram o Haugaland e voltaram a vencer, desta feita por 30-23 e assim garantiram o acesso às meias-finais como líderes do grupo A, tendo possibilidade de enfrentar o segundo classificado do grupo B, neste caso o K-Sports HC, uma mistura de jogadores japoneses e coreanos e na qual formaram esse nome, para disputar exclusivamente este torneio e o FC Porto ultrapassou mais um obstáculo e venceu por 38-23, o que diz bem das diferenças existentes entre uma e outra equipa... Para o jogo da final, os dragões tiveram pela frente a equipa do Polva Serviti, uma equipa da Estónia e apesar do favortismo ser claro para o FC Porto, a verdade é que uma final é sempre uma final, mas mais uma vez a superioridade da melhor equipa veio ao de cima e o resultado final de 32-25 é esclarecedor, quanto ao domínio no jogo e sobretudo ao longo do torneio. Esta vitória no torneio não surpreendeu até porque o FC Porto é mais forte que qualquer uma das equipas presentes no torneio, no entanto não é fácil ter pela frente quatro jogos em três dias e fisicamente vai obrigar a um esforço diferente e por isso existe bastante mérito nesta conquista e o fundamental é a equipa continuar a evoluir cada vez mais no seu jogo. É sempre uma boa experiência e uma coisa importante que foi referida pelo Dario Andrade (no final do jogo com o Eurotech...)...o FC Porto é a única que competiu nestas "férias" e isso diz muito do trabalho que está a ser desenvolvido pela equipa técnica e a forma como estão a tentar aperfeiçoar e elevar o nível de jogo da equipa é algo de realçar e naturalmente o treinador tem muito mérito. Realçar que o FC Porto foi a primeira equipa portuguesa a conquistar este torneio e ao nível dos destaques do torneio, o Hugo Laurentino foi considerado o melhor guarda-redes, o Filipe Mota melhor jogador de campo e o Dario Andrade foi o melhor marcador do torneio, sendo que na final o melhor marcador foi o capitão Ricardo Moreira. Tal como no andebol, no hóquei em patins a equipa não competiu oficialmente e certamente aproveitou esta pausa natalícia para recuperar forças, regressando então à competição neste sábado, sendo que o FC Porto desloca-se a Espinho para defrontar a Académica, uma das equipas que subiu esta temporada à primeira divisão, ocupando nesta altura a nona posição, no entanto após um início de época interessante ao nível de resultados, a turma espinhense nesta altura não vence há quatro jornadas e inclusivé no último jogo efectuado, foi derrotado na Madeira frente ao Porto Santo SAD por 5-2, com os golos do Espinho a serem apontados pelo Frederico Saraiva e por Vítor Oliveira. É sempre complicado saber como uma equipa reage a uma paragem competitiva, ainda para mais quando está na senda das vitórias, no entanto existe condições mais do que suficientes para o FC Porto levar a melhor, mas a Académica de Espinho não é um adversário pêra doce como alguns podem fazer querer e muito deste jogo poderá depender o que se vai passar nos primeiros minutos e se o FC Porto tiver uma entrada forte no jogo, poderá encarar o resto do tempo com outra tranquilidade e sobretudo segurança no marcador. A AA Espinho apresenta bons elementos e por norma o cinco inicial é constituído pelo André Girão na baliza (excelente guarda-redes), como defesas-médios o Filipe Sousa e o Rui Silva, estando na frente o João Pinto e o goleador desta equipa o Vítor Hugo, um jogador que veio do Benfica e claramente é o principal reforço desta equipa para esta temporada, sendo que por norma o Vítor Oliveira e o Eduardo Brás começam no banco. Apesar ao nível das soluções de banco não apresentar tantas limitações como um Porto Santo SAD, OC Barcelos ou um Paço de Arcos, a verdade é que ao nível da qualidade naturalmente não está ao nível do apresentado pelo FC Porto, que sobretudo tem estado muito forte nos segundos 25 minutos, uma vez que por norma os adversários vão apresentando outro desgaste físico em virtude da intensidade proporcionada pelo FC Porto na primeira parte. Seja com o AA Espinho ou Barcelona, um jogo requere sempre certos cuidados, mas a exigência e a dificuldade é que vai variando e neste caso o FC Porto tem condições mais do que suficientes para vencer e convencer, se bem que este Espinho em boa forma pode criar dificuldades às equipoas mais fortes, como foi o caso do Benfica, onde apesar da derrota, a turma espinhense deu muito bem conta de si e pecou mesmo pela eficácia. O jogo realiza-se no sábado pelas 18h30. Em virtude de não ter existido jogos no andebol e hóquei oficialmente, esta semana apenas destaco o jogador da semana no basquetebol e a escolha recaiu no Gregory Stempin, que mais uma vez registou números muito interessantes e além de ser um dos melhores marcadores da partida, contabilizou novamente um duplo-duplo (juntamente com o Terrell) e claramente foi um dos grandes desequilibradores da equipa, no entanto jogadores como o Hunt, Carlos Andrade e até o próprio Terrell podiam estar como figuras da semana. Jogador da semana/basquetebol: Gregory Stempin. |