Opinião no Portal dos Dragões

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Otilious - Portista deste pequenino, é fiel mensageiro da «palavra» azul pelos Açores. Adora o FC Porto, o futebol e foi tomando o gosto pelas restantes modalidades.


Nada está perdido - 01-04-10

O FC Porto averbou a sua segunda derrota na Liga Europeia e novamente por 5-3 diante do Valdagno, terminando desta feita na segunda posição deste grupo, sendo que somente em caso de vitória daria acesso ao primeiro lugar e por consequência o apuramento directo para a final-six. Perante um pavilhão muito bem composto (como seria de esperar), o FC Porto foi a primeira equipa a marcar e logo num dos seus primeiros ataques, através do Reinaldo Ventura, inaugurando assim o marcador para os octacampeões nacionais, no entanto os italianos reagiram e pouco a pouco foram criando perigo junto da baliza do Edo Bosch e aos 11 minutos o inevitável Carlos Nicolia restabeleceu a igualdade e diga-se que na altura era um resultado que se ajustava ao equílibrio evidenciado por ambas as formações, sendo que o Valdagno era a equipa que criava mais perigo, contudo o FC Porto através de contra-ataques colocava em sentido a defesa italiana e foi mesmo os dragões a terem uma soberana oportunidade de irem para os balnários em vantagem, mas infelizmente o Reinaldo Ventura desperdiçou uma grande penalidade, onde o Oviedo conseguiu travar (mais uma vez fez uma exibição excepional). Assim sendo as equipas foram para o intervalos empatadas a uma bola e pela forma como o jogo se estava a desenrolar, certamente seria de esperar mais golos e foi isso que precisamente aconteceu, com o Valdagno a entrar fortíssimo no segundo tempo e a marcar dois golos praticamente de forma consecutiva, primeiro com o avançado Raed a marcar e depois na sequência de uma grande penalidade, o veterano Dario Rigo fez o 3-1 para gáudio dos adeptos da equipa da casa e nessa altura o FC Porto estava obrigado a marcar três golos para assegurar a primeira posição no grupo, reduzindo através do espanhol Pedro Gil, mas volvidos poucos minutos o também avançado Pranovi fez o quarto golo para a sua equipa, aproveitando bem um contra-ataque mortífero iniciado no Nicolia, quer aproveitou e bem o desequílibrio defensivo do FC Porto.

Os dragões não desistiram e ainda conseguiu reduzir mais uma vez, com o André Azevedo a fazer o 4-3, só que na resposta o grande goleador desta equipa (Tataranni) fez o 5-3 e estabeleceu assim o resultado final, mas ainda antes do terminus da partida ainda deu para o Reinaldo Ventura e o Pedro Gil desperdiçaram uma grande penalidade e um livre directo respectivamente. No Valdagno, destacar a enorme exibição do guardião Oviedo, bem como do quase quarentão Dario Rigo (parece um jovem de 20 anos, dada a enorme disponibilidade que ainda confere ao jogo) e também destacar o Nicolia, sendo que este argentino joga e faz jogar, onde é claramente o "motor" desta equipa. Quanto ao FC Porto, os menos maus digamos assim foram os espanhóis Edo Bosch e o Pedro Gil, mas no geral a equipa falhou em quase todos os sentidos, principalmente a nível defensivo, onde a ausência do Filipe Santos fez-se notar. Ficando em segundo lugar no grupo, o FC Porto terá que marcar presença no play-out e assim discutir a passagem à fase final frente ao Follonica, uma equipa que se ficou pelo segundo lugar no grupo A atrás do líder Vic, sendo que esta equipa italiana possui uma boa equipa e em termos de individualidades, os argentinos Mariano Velasquez, Sebastian Molina e o Ordonez são de longe os jogadores em maior foco no conjunto italiano, sendo de esperar dois jogos extremamente complicados. O outro jogo deste play-out vai opor o Réus ao Lloret, sendo desde logo garantido que vamos ter uma equipa espanhola na final da Liga Europeia, uma vez quem vencer esta eliminatória irá estar no grupo do Vic e do Noia.

Neste fim de semana não haverá jogos, regressando então no próximo dia 10 de Abril em Itália com o Follonica, naquela que será a primeira mão do play-out, que vai apurar uma das equipas para a final-six e assim juntar-se ao Barcelona e Valdagno num dos grupos, sendo que no dia 14 o FC Porto vai receber o Paço de Arcos em jogoa a contar para o campeonato.

Passando para o andebol, o FC Porto estreou-se no passado domingo para a segunda fase do campeonato e não começou da melhor forma, ao sair derrotado no Pavilhão Acácio Rosa diante do Belenenses por 29-23, naquela que foi o primeiro desaire dos comandados de Obradovic esta temporada frente à formação do Restelo. Esta derrta soube muito a pouco, uma vez que era fundamental vencer, mas este desaire não vem surpreender, uma vez que estamos perante as seis melhores equipas da primeira fase e apesar da nossa equipa estar a ter uma perfomance extraordinária, mais dia menos dia ia ser derrotada, no entanto continua a liderar o campeonato e a depender exclusivamente dos nossos jogos, se bem que outro resultado menos favorável na segunda jornada, poderá ser muito perigoso para o que restar desta fase final, se bem que ainda estamos tudo muito no início e convém não esquecer que vamos ainda ter três jogos consecutivos em casa e atendendo ao equílibrio que se prevê em todos os jogos, não será apenas o FC Porto a claudicar aqui ou ali, portanto a confiança que eu tinha desta grande equipa naturalmente se mantém e nesta fase seria completamente injusto alguém criticar o quer que fosse por um jogo menos conseguido... Quanto ao jogo, só nos últimos minutos é que a vantagem do Belenenses foi-se distanciando e apesar da arbitragem poder ter tido influência, a verdade é que também do outro lado houve uma equipa que fez por vencer e a começar pelo Tozé, que contabilizou 19 defesas. É um excelente guarda-redes e diga-se que uma das hipóteses desta equipa vencer o FC Porto seria mesmo a começar pela exibição do seu guardião e só mesmo um António Campos em grande nível poderia proporcionar esse distanciamento, isto sem esquecer o contributo do António Areia, Tiago Fonseca e claro do veterano Francisco Bacalhau. Curiosamente neste jogo o FC Porto não ter teve muitos contra-ataques e também esta diferença no marcador passou por aí, sendo que a nível dos nove metros a equipa já teve bem melhor do que na semana passada, mas infelizmente não foi o suficiente para levar a melhor.

Ao nível dos destaques, o Ricardo Moreira, Inácio Carmo e o Wilson Davyes foram os melhores marcadores da equipa com cinco golos cada. Este desafio ficou igualmente marcado com a lesão do Ricardo Moreira, ele que teve depois de sair e incluvie está em dúvida para a próxima jornada e esperemos que esta lesão não seja grave, até porque estamos a falar de um dos intocáveis da equipa e principalmente porque não existe alternativa ao mesmo (claramente não ter um ponta direita à altura do titular é uma grande lacuna do nosso plantel) e assim o que vai acontecer é o Inácio e o Spínola alternarem entre si, porque não acredito que o Relvas seja chamado, mas também o máximo que poderá acontecer é o capitão falhar apenas um jogo.

Em virtude da semana pascal, o campeonato só regressa dia 10 (se bem que no dia 7 o Sporting recebe o ABC para fechar as contas da primeira jornada), com o FC Porto a deslocar-se à Madeira e para defrontar o Madeira SAD, que ocupa actualmente a segunda posição, estando somente a dois pontos da nossa equipa e por isso será crucial vencermos, até para aumentar distâncias em relação aos nossos adversários.

No basquetebol, o FC Porto realizou uma jornada dupla e levou a melhor em ambos os jogos, vencendo primeiro o Benfica por 78-69 (sendo a primeira derrota desta equipa numa fase regular desde 2008) e no dia seguinte o Ginásio por 87-78, fixando-se então no terceiro lugar, aproveitando as derrotas do Guimarães para distanciar-se ainda mais e com uma derrota da Ovarense, aproxima-se do sgundo lugar, numa altura onde falta somente três jogos para o final desta fase. Falando no jogo realizado no Dragão Caixa, podemos dizer que durante a primeira parte as defesas superiorizaram-se aos ataques e a diferença nessa altura era mesmo a nível dos ressaltos, onde o Benfica estava a dominar nas tabelas e por isso esta vantagem de um ponto se deveu muito a isto, até porque em termos técnicos foi um primeiro tempo não muito bem jogado e com vários erros de parte a parte, onde de um lado praticamente só o Terrell se destacava e do outro o Heshimu, que estava a rubricar uma exibição de grande qualidade. No terceiro período entrou melhor e chegou a estar com oito pontos à frente, no entanto o jogo exterior do FC Porto começou a aparecer e rapidamente voltou a encostar-se ao adversário, sendo que no final deste período o marcador registava uma igualdade a 52, deixando tudo em aberto para os restantes dez minutos, que viria a ser de domínio do FC Porto e então neste quarto período apareceu o Jeremy Hunt, que juntamente com o Terrell foram fundamentais neste triunfo e aniquilaram o Benfica, que não conseguiu reagir da melhor maneira à superioridade evidenciada pelos dragões e nessa altura apenas o Sérgio Ramos ia dando conta de si, perante um Heshimu Evans apagado e isso também se deveu à marcação apertada que lhe foi imposta e com isto o FC Porto venceu então por 78-69, fazendo com o que o Benfica somasse a primeira derrota nesta fase regular, contudo é preciso não esquecer que em três jogos oficiais realizados entre estas equipas, o FC Porto lidera este confronto directo por 2-1. Em termos colectivos foi uma exibição bastante personalizada e com grande atitude dos nossos atletas, no entanto é de destacar as exibições de quatro jogadores. Primeiro o João Figueiredo, ele que foi decisivo em alguns momentos e efectivamente neste jogo assumiu o jogo tal como um base o deve fazer e só é pena o internacional português não ser constante nas suas exibições, no entanto é de realçar a importância que teve nesta vitória e mesmo defensivamente foi de uma garra extraordinária e esperemos que nos próximos jogos mantenha a mesma perfomance em termos de entrega e certamente os números (estatisticamente falando) vão aumentar consideravelmente. Outro destaque foi o Carlos Andrade, ele que ofensivamente praticamente só deu apareceu nos lançamentos exteriores (e que muita importância teve!), mas fundamentalmente quero destacar o enorme trabalho que teve ao nível da defesa e se o Heshimu teve uma segunda parte algo apagada muito se deveu à marcação colocada pelo extremo e há falta do Stempin, o Andrade mostrou ser um substituto à altura, sendo que registou 13 pontos, 7 ressaltos, 2 roubos de bola e 1 desarme de lançamento. A forma como vibra com o jogo é fabulosa e sem dúvida mereceu a grande ovação que recebeu quando foi excluído com cinco faltas já perto do final da partida e com o resultado praticamente decidido. Quanto ao Hunt, rapidamente ficou marcado pelas faltas e jogou todo o quarto período estando a uma falta da exclusão e curiosamente foi o melhor período que o americano teve neste jogo e só não é considerado o MVP da partida, porque o Terrell esteve simplesmente gigantesco e rubricou uma das suas melhores exibições com a camisola do FC Porto. Uma exibição tremenda, sendo que no final somou 25 pontos, 8 ressaltos, 1 assistência e 2 roubos de bola e atendendo ao que produziu em campo, só podia ser eleito MVP, no entanto o Hunt esteve igualmente próximo desta distinção e por isso é justo referir a importância destes quatro jogadores, sendo que desta vez o Marçal esteve relativamente discreto. No lado do Benfica, contou com um Ben Reed a zeros (fez claramente uma das suas piores exibições desde que está em Portugal) e mesmo o João Santos deixou um pouco a desejar, com as figuras a serem então o Sérgio Ramos e o Heshimu e falando mesmo no americnao, foi impressionante o espaço que teve em muitos momentos para entrar para o cesto sem oposição e felizmente tanto no terceiro como no quarto período já não apresentou o mesmo rendimento dos primeiros 20 minutos, mas mesmo assim acabou por ser o jogador mais valioso da sua equipa ao contabilizar 24 pontos e 9 ressaltos, enquanto o Sérgio Ramos somou 20 pontos e 5 ressaltos. Após uma excelente vitória diante do Benfica, o FC Porto deslocou-se a Montemor-o-Velho para defrontar o Ginásio (onde vinha igualmente de um triunfo importante) e voltou a vencer, desta feita por 87-78, somando a quarto vitória consecutiva e aproveitando o duplo desaire do Vitória de Guimarães, está cada vez mais próximo de garantir pelo menos a terceira posição e assim evitar nas meias-finais do playoff o Benfica, que também já está muito próximo de garantir matematicamente o primeiro posto. Neste jogo o FC Porto esteve sempre na frente do marcador e rapidamente foi ganhando uma boa vantagem e já no final dos primeiros minutos vencia por 29-14 (15 pontos à maior) , fruto de uma boa entrada da equipa na partida, sendo que esta diferença foi aumentando com o passar do jogo e assim no final da primeira parte, o FC Porto estava na frente por 54-26 e apesar de não surpreender liderar o marcador, a verdade é que tendo em conta o valor do adversário e a nossa equipa estar privada de uma das grandes referências no seu jogo, não esperava uma diferença tão dilatada ao fim de 20 minutos e por isso seria de esperar outro tipo de reacção do Ginásio e isso veio acontecer sobretudo no quarto e decisivo período, onde ia acontecendo o impensável, com o FC Porto a vencer por 15 pontos e faltando 10 minutos, no basquetebol é muito tempo, no entanto como o jogo se estava a desenrolar e com domínio evidente dos azuis e brancos, certamente ninguém acreditaria numa recuperação do adversário e a verdade é que na entrada do último minuto o resultado registava 81-78 para o FC Porto, sendo que o Marçal com um triplo veio sentenciar a partida e o adversário não conseguiu reagir e a vitória já não ia fugir. Tal como no dia anterior, o grande destaque esteve novamente na dupla Julian Terrell e Jeremy Hunt, sendo que desta vez o Nuno Marçal apreceu em bom plano, registando excelentes percentagens de lançamento (100% de dois e 67% de três), somando então 14 pontos, 1 ressalto, 2 assistências e 2 roubos de bola, num jogo onde o MVP foi precisamente o Terrell, que contabilizou 18 pontos, 10 ressaltos, 2 assistências e 3 desarmes de lançamentos e sem dúvida foi de longe o melhor em campo, surgindo depois o Hunt com 19 pontos, 3 ressaltos, 1 assitência e 1 roubo de bola. Quanto ao Ginásio, desta vez o Brandon Dagans esteve bastante apagado (ele que na véspera só à sua conta apontou 36 pontos na vitória em Guimarães) e desta vez marcou apenas 5 pontos, numa equipas onde os jogadores que maior se evidenciaram foi o trio Devon Austin, Jason Hartford e o Marco Gonçalves, sendo que o português foi inclusive o melhor marcador do jogo com 21 pontos. Foi uma vitória que não merece qualquer contestação, no entanto o FC Porto ia deitando tudo a perder no último período, se bem que temos que dar igualmente mérito à forma como o adversário se bateu, contudo após o "susto" de ver o Ginásio somente a três pontos na entrada do último minuto, a superioridade dos dragões veio ao de cima e acabou assim por vencer a partida por 87-78 e assim com esta vitória isola-se cada vez mais no terceiro lugar, onde está apenas a um triunfo de ser garantido, havendo ainda possibilidade de chegar à segunda posição nesta fase regular.

O FC Porto recebe então nesta sexa-feira (feriado nacional) a Académica, num jogo a contar para a 20ª jornada da Liga, opondo o terceiro ao quinto classificado, numa altura onde se aproxima o início dos playoff, restando então três partidas para o desfecho desta fase regular. Tal como o FC Porto, a Académica vem de uma jornada dupla 100% vitoriosa, vencendo primeiro em Ílhavo o Illiabum por 68-67, estando em evidência o trio Diogo Simões, Francisco Destino e o Fernando Sousa, numa vitória complicada mas muito saborosa e ainda para mais a Académica à entrada para o último período perdia por 14 pontos de diferença. No dia seguinte, a Académica teve mais um jogo muito complicado pela frente, recebendo o Vitória de Guimarães e levou a melhor por 77-74 e desta feita os grandes protagonistas deste encontro esteve nos americanos Anthony Williams e no Manuel Johnson. No jogo realizado na primeira volta em Coimbra, o FC Porto venceu por 69-56, numa partida onde contou como elemento mais valioso o Julian Terrell, sendo que no lado da briosa o Fernando Sousa e o Manuel Johnson foram dos elementos mais inconformados. Neste desafio o técnico Moncho López provavelmente já poderá contar com o Gregory Stempin, ele que já está à duas semanas a recuperar de uma lesão e a confirmar o seu regresso naturalmente será uma óptima notícia e vem fortalecer a nossa equipa. ele que tem sido um dos destaques desta Liga, algo que não surpreende até porque estamos a falar de um dos melhores jogadores do campeonato. O jogo disputa-se no dia 02 de Abril, no Dragão Caixa, pelas 17h00.

Nos destaques individuais, o treinador da semana será o espanhol Moncho López. Quanto ao andebol, o escolhido é o Wilson Davyes, ele que juntamente com o Ricardo Moreira e o Inácio Carmo foram os jogadores mais concretizadores na partida do Restelo. O jogador da semana no basquetebol, será naturalmente o Julian Terrell, pelos dois grandes desempenhos que teve na jornada dupla. No hóquei, infelizmente é uma semana complicada para destacar qualquer razão pelos motivos que se sabe, no entanto o Edo Bosh foi provavelmente o menos mau desta partida e por isso será eleita a figura da semana.

Treinador da semana: Moncho López
Jogador da semana/andebol: Wilson Davyes.
Jogador da semana/basquetebol: Julian Terrell.
Jogador da semana/hóquei em patins: Edo Bosch.