|
Opinião no Portal dos Dragões
[Todas as crónicas da secção de opinião]
Uma derrota inesperada... - 23-11-09 Foi uma semana com dois desfechos diferentes no basquetebol, com o FC Porto na quarta-feira a deslocar-se a Torres Vedras e venceu o Física por 90-49, numa excelente vitória por parte do conjunto orientado pelo espanhol Moncho López e destacar o facto de vencer por 41 pontos num pavilhão onde ainda no ano passado a equipa surpreendentemente averbou uma derrota, mas o momento é outro e o FC Porto apresentou-se demasiado forte, apesar de contar com três baixas de registo (Rui Mota, Paulo Cunha e Nuno Marçal) e logo nos primeiros dez minutos a vantagem já era de 13 pontos e que veio consolidar ainda mais com o passar do tempo, dando possibilidade a jogadores menos utilizados de somar mais uns minutos, como foi o caso do jovem André Pereira, que registou 8 pontos neste jogo, sendo que o melhor marcador do encontrou acabou por ser o Jeremy Hunt, autor de 21 pontos e curiosamente todos eles foram obtido através de lançamentos exteriores. Além do Hunt, destacar o Jorge Coelho com 18 pontos (certamente muito mais minutos do que o habitual), Stempin com 11 pontos e o jovem João Soares, que converteu 10 pontos, perante uma equipa do Física que esta época aparenta estar mais fraca do que o ano passado e neste jogo propriamente dito, os mais pontuadores foram o Carlos Dias (10 pontos), Amadeu Cordeiro e Austen Powers com 12 pontos cada, no entanto não deixou de ser um fraco registo, ainda para mais na segunda a equipa de Torres Vedras apenas obteve 19 pontos e até no quarto e último período, somou apenas 5 pontos e naturalmente o FC Porto teve muito mérito na forma como construiu este resultado, revelando boa atitude quer em termos defensivos como ofensivamente e assim permite à turma portista seguir em frente na Taça. Se o jogo da Taça não teve história, no domingo o FC Porto teve um teste difícil pela frente, defrontando a Ovarense e foi derrotado por 59-57, numa derrota inglória e que veio premiar o esforço e principal a atitude demonstrada pela Ovarense nos últimos minutos, num jogo mal perdido e com erros que deverão ser corrigidos no futuro, até porque neste jogo havia condições mais do que suficientes para vencer este adversário, que apresenta-se este ano mais fraco do que em anos anteriores e sobretudo por encontrar-se com diversas limitações, desde a questão do base (o Jason Jamerson foi dispensado) e a lesão do John Waller, que podia ser das principais armas desta equipa para superiorizar-se ao FC Porto, que provavelmente desde há muitos anos não era favorito a vencer um jogo realizado em Ovar. Tecnicamente o jogo foi mal jogado de parte a parte, mas tacticamente teve momentos interessantes, sobretudo no plano defensivo, que claramente veio superiorizar-se às acções ofensivas das duas equipas, num desafio nem sempre bem jogado, mas contando sempre com bastante equílibrio no marcador e por isso não estranhou este jogo ter ficado resolvido apenas perto do fim Neste jogo foi visível a preocupação por parte da Ovarense de evitar o aparecimento do jogo interior do FC Porto e assim não estranhou o facto da equipa portista ter utilizado como principal recurso os lançamentos exteriores, no entanto esta foi uma utilização que a equipa não soube tirar o devido proveito, se bem que do outro lado a percentagem de triplos não foi igualmente famosa e outros dos pontos onde as equipas equivaleram-se entre si foi no número de turnovers (18 contra 17) e uma das diferenças esteve nos lançamentos-livres conretizado, uma vez que o FC Porto conseguiu apenas 50% de eficácia. Este jogo podia ter caído para qualquer um dos lados, mas na entrada dos últimos minutos, o FC Porto chegou a estar a vencer por seis pontos de diferença e inexplicavelmente permitiu a recuperação da Ovarense, numa altura em que coincidiu com a mudança defensiva dos dragões, passando a defender à zona 2-3, permitindo espaço para a turma de Ovar colocar em prática o jogo exterior, onde nesse momento só tinha aparecido por uma vez e pelo inevitável Miranda e talvez a pensar nesse pormenor, o técnico portista pretendia que o adversário fosse obrigado a lançar de três pontos, algo que veio acontever mais uma vez pelo Miguel Miranda (apareceu sozinho na zona central e onde costuma ser muito forte) e a partir daí o jogo mudou totalmente de figura e a Ovarense apoiada pelo seu público voltou a aparecer no encontro. O momento do jogo aconteceu a dois segundos do fim, quando o Gregory Stempin fez uma falta completamente desnecessária sobre o Miguel Miranda, uma vez que o internacional português encontrava-se numa posição complicada para efectuar o lançamento e o americano além de fazer a falta, proporciou três lances-livres ao seu ex-companheiro e com poucos segundos pela frente e estando o resultado empatado a 57, dificilmente o FC Porto daria a volta, sendo que o extremo concretizou dois dos três lances-livres e assim a Ovarense venceu por 59-57, numa vitória que se aceita, até pelo equílibrio existente no jogo, onde qualquer das equipas podia ter levado a melhor. Em termos exibicionais, os destaques na equipa portista infelizmente não foram muitos, com o Stempin e o Julian Terrell a estarem uns furos abaixo do esperado, sobretudo por terem sofrido uma marcação bastante apertada, fazendo com que não tivessem muitas oportunidades para lançar. Sendo assim, o Carlos Andrade merece nota positiva, ele que foi um dos jogadores mais inconformados da equipa e contabilizou 15 pontos, 9 ressaltos, 2 assistências e 2 roubos de bola e o aparecimento nos últimos minutos do Jeremy Hunt, mas infelizmente não foi suficiente para levar a melhor sobre este adversário, que contou com as boas exibições Nuno Manarte, Miguel Miranda e o Chris Lee, que esteve muito forte na luta das tabelas e até registou 9 ressaltos ofensivos, ele que foi considerado o MVP da partida. No entanto, não será por um jogo menos conseguido que se vai colocar em causa o trabalho desenvolvido por esta equipa e pelo treinador e a melhor resposta concerteza será dada no próximo domingo quando o FC Porto receber o Sampaense, uma equipa que foi finalista na Proliga e até ao momento na Liga soma três vitórias em outros tantos jogos realizados e no último jogo efectuado, venceu o Vitória de Guimarães por 90-87, num jogo onde se destacou o americano Crutchield e os portugueses João Balseiro e Alexandre Gama, sendo que esta equipa tem um cinco interessante, claudicando ao nível das soluções de banco e até neste jogo com o Vitória só utilizou dois suplentes, um deles o experiente Jorge Sing, que já passou pelo FC Porto. No andebol, o FC Porto mais uma vez esta semana teve dois compromissos pela frente, jogando na quarta-feira diante do frágil Marítimo e venceu por 37-17, num jogo sem qualquer história e apenas nos primeiros minutos a turma madeirense foi capaz de colocar alguma réplica, mas naturalmente a formação de Obradovic foi construindo uma vitória tranquila e acima de tudo deu para rodar todos os jogadores e o técnico deu-se ao luxo de colocar no banco o Hugo Laurentino (defendeu apenas um livre de sete metros) e o trio Filipe Mota, Tiago Rocha e Inácio Carmo (não foram utilizados), permitindo assim a entrada no sete inicial do croata Dragan Jerkovic, Álvaro Rodrigues (colocando desta feita o Wilson na sua posição de origem), Filipe Martins e o Pedro Spínola. Destacar o Dario Andrade, que foi o melhor marcador da equipa com oito golos, sendo um jogador que espera-se muito esta época e pouco a pouco vai certamente adquirir a sua melhor forma, num desafio onde contou igualmente como figuras o Álvaro Rodrigues, que só tem sido utilizado praticamente nas tarefas defensivas, mas claramente podia ter tido outro aproveitamento a nível ofensivo, no entanto isso era algo que devia ter sido rectificado ainda quando estava no ABC e a formar-se enquanto jogador. Além destes dois jogadores, registar igualmente os cinco golos do lateral direito Pedro Spínola e para os sete golos do lateral Nuno Grilo, que após um jogo menos conseguido na Taça EHF surgiu em bom plano, num jogo que permitiu mais uma vez aos jovens Gilberto Duarte e ao juvenil Alexandre Relvas somarem mais uns minutos e cada um marcou dois golos. O Marítimo muito dificilmente irá conseguir a permanência e tal como referi na antevisão a este jogo, é uma equipa com muitas limitações e o jogador que mais se destaca é o José Coin e inclusivé neste jogo foi o melhor marcador da equipa com oito golos, seguindo do João Teixeira e do José Castro com três golos cada. Referir que na segunda parte a equipa madeirense só marcou por cinco ocasiões e na bancada encontrava-se o Victor Tchikoulaev, que será o novo treinador do Marítimo e terá uma missão muito complicada pela frente e dificilmente esta equipa vai fugir à despromoção, a menos que venha reforçar-se com outra qualidade. Se o jogo de quarta, mais cedo ou mais tarde ia ser resolvido, o desafio de sábado era tudo menos fácil e a exigência naturalmente era outra, com o FC Porto a deslocar-se à EWS Arena para defrontar o Goppingen, num jogo a contar para a segunda mão da 3ªEliminatória da Taça EHF, onde no jogo realizado na semana anterior no Dragão Caixa, registou-se um empate a 24 golos e assim a equipa alemã era mais do que favorita a passar, se bem que do outro lado estava uma equipa igualmente com ambições e a verdade é que a pressão estava toda para o adversário, no entanto os campeões nacionais acabaram por ser eliminados da prova ao perder por 31-23, num resultado que podemos considerar normal, até porque a realidade do nosso andebol não se pode comparar às principais potências da modalidade e esta equipa do Goppingen é uma das candidatas a vencer a Taça EHF. Ao nível das figuras do encontro, nos alemães a principal estrela da equipa (Lars Kaufmann) marcou 5 golos, mas o principal destaque esteve no central Michael Haab que marcou nove tentos e foi o melhor marcador do encontro, num jogo que certamente deu para rodar outros jogadores e quanto ao FC Porto enorme destaque para o Pedro Spínola, que esta semana apareceu de pontaria muito bem afinada e foi o melhor marcador dos dragões com 7 golos e certamente este jogo poderá ter dado a confiança que este jogador necessitava, ele que foi um dos reforços desta equipa, após ter estado em muito bom nível no Belenenses, mas nesta fase tem sido inevitavelmente suplente do Inácio Carmo. Além do Spínola, assinalar os 5 golos marcados pelo capitão Ricardo Moreira, onde infelizmente não foi o suficiente para obter um resultado positivo, mas esta equipa deu muito bem conta de si e nós portistas, só temos que estar orgulhosos do trabalho que está a ser desenvolvido pela equipa (grande mérito do Obradovic) e certamente o futuro será risonho e só com adversários desta qualidade, é que o nosso andebol poderá evoluir e dando passos seguros e firmes rumo ao sucesso. Esta semana o FC Porto volta a jogar para o campeonato, deslocando-se a Aveiro para defrontar o São Bernardo, uma equipa que ocupa actualmente a décima posição e no último jogo realizado, saiu derrotado no confronto com o Águas Santas por 28-26, sendo uma equipa bem orientada pelo Ricardo Tavares e neste jogo vai marcar o regresso do portista Nuno Grilo a uma casa que bem conhece e do outro lado estará o central Carlos Martingo (curiosamente foi o melhor marcador da sua equipa na Maia) e além do central, destacar nesta formação o Telmo Ferreira, Jorge Sousa (internacional), Marco Sousa, José Coelho (irmão de Eduardo Filipe) e o Gonçalo Carvalho. O jogo realiza-se no sábado (dia 28) pelas 17h15 e conta com transmissão na RTP 2. Quanto ao hóquei em patins, iniciou-se mais uma edição da Liga Europeia, com o FC Porto a estar inserido no grupo D juntamente com o ERG Iserlohn, Valdagno e Cronenberg (Viareggio) e na primeira jornada, recebeu e bateu o Iserlohn por 15-3, estando desde logo na liderança do grupo, uma vez que o outro desafio entre o Valdagno e o Cronenberg não se realizou, em virtude da CERH decidir apenas no dia 28 de Novembro qual será a equipa a substituir o OC Barcelos, onde numa primeira fase a escolha recaiu nos alemães do Cronenberg, mas a FIHP (Federação Italiana) não aceitou esta decisão e apresentou recurso, uma vez que o Viareggio ocupa a 20ªposição no ranking Europeu de Clubes e o Cronenberg é somente 24º. No jogo disputado no Dragão Caixa, curiosamente foi o Iserlohn a primeira equipa a marcar e isso provocou uma reacção imediata do conjunto portista, que é claramente mais forte e assim num espaço reduzido de tempo marcou por cinco vezes e assim veio dar outra confiança à equipa, se bem que ainda permitiu a reacção aos germânicos e a verdade é que ao intervalo o resultado apresentava uma diferença de "apenas" três golos (6-3), onde secalhar se deveu a um eventual excesso de confiança por parte dos jogadores e certamente o técnico Fraklim Pais veio fazer uns ajustes e assim não estranhou uma segunda parte completamente dominada pelos dragões, marcando por mais nove vezes, num jogo que deu para rodar todos os jogadores, incluindo o guarda-redes suplente Nélson Filipe e o júnior Henrique Magalhães, que tal como na sua estreia com o Valongo para o campeonato, estreou-se da melhor maneira nesta competição com um golo e assim o jovem hoquista soma mais um registo interessante e quem sabe ao longo da época irá ter novas oportunidades para mostrar o seu valor. Os golos do FC Porto foram apontados pelo Reinaldo Ventura (4), Jorge Silva (3), André Azevedo (2), Emanuel Garcia (2), Filipe Santos, Pedro Moreira, Pedro Gil e Henrique Magalhães, enquanto na frágil equipa do Iserlohn, o português Sérgio Pereira esteve em destaque com dois golos, com o Kevin Karschau a marcar o último tento da sua equipa. Após este jogo para a Liga Europeia, o FC Porto joga neste sábado com o Paço de Arcos, num jogo a contar para a sétima jornada do campeonato e na qual a equipa comandada por Franklim Pais lidera juntamente com o Benfica e certamente vai aproveitar este jogo para somar mais três pontos, mas tradicionalmente este é um pavilhão onde os adversários costumam passar por algumas dificuldades, se bem que este Paço de Arcos não está tão forte como em anos anteriores, uma equipa que subiu este ano à primeira divisão, tendo como treinador o Pedro Nunes (ex-treinador do Candelária) e em termos de jogadores, destacar as entradas do regressado Nélson Ribeiro (estava no OC Barcelos) e do Johe (logo na sua estreia marcou três golos), enquanto os restantes jogadores transitam da temporada anterior, com destaque para o Gonçalo Pestana e Rui Ribeiro. O jogo disputa-se no dia 28 (sábado) pelas 18 horas, sendo transmitido pelo site do Paço de Arcos. Quanto às figuras da semana, o treinador da semana será o técnico Franklim Pais, não só pela vitória natural e esperada diante do Iserlohn, mas pelo facto desta equipa manter a mesma regularidade de anos anteriores e apresentar-se cada vez mais forte e por isso merece destaque. No andebol o eleito será o Pedro Spínola, onde além dos 5 golos frente ao Marítimo, foi o grande destaque da equipa ao nível da concretização na Alemanha, sendo um jogador que por norma tem sido suplente do Inácio Carmo. A eleição no basquetebol, a escolha recai no Carlos Andrade e tal como já havia dito, não foi por ele que o FC Porto saiu derrotado em Ovar e foi claramente o jogador mais inconformado da equipa. Por fim, no hóquei, mais uma vez podiam ser várias as figuras e desta vez o eleito será o Jorge Silva, que nem sempre soma provavelmente os minutos desejados, mas é sempre um jogador muito útil a esta equipa e neste jogo marcou três golos e por isso merece a distinção. Treinador da semana: Franklim Pais Jogador da semana/andebol: Pedro Spínola. Jogador da semana/basquetebol: Carlos Andrade. Jogador da semana/hóquei em patins: Jorge Silva. |