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Rangel - Move-se pela causa FC Porto, como se de uma religião se tratasse! De Coimbra a Luanda, leva a imensa chama do Dragão.


Notas soltas: Scolari vs Queiroz - 02-07-10

Scolari é mau treinador, mas foi bafejado pela sorte.
Queiroz é mau treinador e teve azar com os jogadores.

Queiroz foi o Pai da geração de ouro e foi Scolari que se serviu dela e se banqueteou.
A geração de ouro acabou e Queiroz não tirou benefício da sua criação.

Scolari dividiu para reinar e disse que o Porto ficava longe…
Os presidentes dos chamados três grandes apoiam Queiroz, mesmo que em entrelinhas a unanimidade não seja total.

Scolari conquistou o povo com bandeiras e captou o apoio mais importante.
Queiroz não apelou ao patriotismo bacoco e a sua simpatia colheu menos consensos.

Scolari teve dois anos para fazer uma equipa e aproveitou o trabalho de base de Queiroz e o presente oferecido por Mourinho.
Queiroz não teve dois anos, serviu-se do que restava e tardiamente conseguiu o apuramento.

A fartura era tanta, que deixou de fora os verdadeiros campeões da Europa, tão mesquinho era o seu orgulho. Scolari queria ganhar com o seu cunho pessoal.
Queiroz, destes campeões, só alguns encontrou e todos em fim de carreira e outros de igual calibre não descobriu.

Scolari ousou, mas não abusou, tamanha poderia ser a queda se com a Espanha falhasse. A custo, lá teve que apelar aos guerreiros da Invicta e aos únicos campeões da Europa.
Contra nuestros hermanos, também Queiroz inventou, ainda que os mesmos que utilizou já não fossem em igual número e sobretudo em qualidade.

Scolari atreveu-se a abdicar do melhor guarda redes da Europa e fez de um vulgar, um héroi acidental.
Queiroz teve um homem a sério na baliza em carácter e dedicação, mas não ousaria se pudesse utilizar um melhor, o seu Baía preferido.

Scolari teve um capitão chamado Figo, homem de carácter e soube aproveitar a sua presença no balneário e ainda o seu futebol para a equipa dentro do campo.
Queiroz dizem que tem o melhor do mundo, mas só se for para as revistas cor-de-rosa.

Scolari finalizou o seu trabalho na selecção com fracas prestações. Um apuramento sem vencer os melhores e um europeu abaixo do esperado.
Queiroz ainda que com menos soluções manteve a bitola no mesmo patamar.

Ousaria Scolari treinar uma selecção actual com tão fracos recursos, carente de soluções em várias posições e fraca em carácter?
Seria Queiroz capaz de ter alcançado um feito nacional não perdendo duas vezes, ainda que com uns helénicos guerreiros?