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Rangel - Move-se pela causa FC Porto, como se de uma religião se tratasse! De Coimbra a Luanda, leva a imensa chama do Dragão.


Rentabilização da marca FC Porto nos PALOP - 25-06-10

Estando eu por terras Africanas, mais concretamente em Angola e pela sua capital Luanda, não posso deixar de me congratular por ver diariamente uma imensa massa adepta do FC Porto que ostenta com vaidade as riscas azuis e brancas e o símbolo do dragão. Não querendo exagerar ao ponto de dizer que somos o clube português com mais adeptos neste Pais, que já foi Portugal, garanto que tal aspiração não faltará muito para ser concretizada! Saliento convictamente: a camisola do FC Porto é a que mais se vê vestida no africano de Luanda!

As crianças e os jovens de Angola, agora uma pátria sem guerra, são Portistas, identificam-se com o clube da cidade do Porto, porque ganha quase sempre! Há camisolas azuis e brancas a rodos, umas verdadeiras, outras imitações mais ou menos conseguidas, pois a pobreza é muito grande e nem todos podem ostentar a oficial.

O povo africano vibra com sua selecção e se ela não estiver presente nos grandes eventos, torce pelas selecções de África. Ainda há pouco, quando junto de adeptos portugueses sofria pelo meu Pais, ao meu lado, angolanos vibravam intensamente com qualquer jogada de perigo da selecção da Costa do Marfim. Se não houver ligação parental com Portugal, nada representamos! África para eles é tudo e unem-se como se estivessem a torcer por um Pais único. Não quero emitir o meu juízo de valor, apenas deixar bem claro esta realidade!

Com os clubes, as coisas são um pouco diferentes, pois o gosto pelos da sua pátria não os impede que simpatizem também com os clubes portugueses. Aqui, a explicação é um pouco mais difícil de ser dada, mas o mais importante é ver que a paixão existe e tem ser explorada.

Onde quero chegar, é saber qual a razão ou as razões para que não haja um maior aproveitamento para engrandecer o clube através de uma ligação mais estreita e próxima com os Países de África, designadamente os PALOP. Sei que nos restantes Países o fenómeno é idêntico a Angola, ora por relatos de amigos, uns em visita a Cabo Verde e Moçambique, outros porque são de lá, e a informação que me transmitem é sempre a mesma: o FC Porto tem muitos adeptos…

As delegações do clube espalhadas por estes Países não são garante de um crescimento da massa adepta local. Muitos não frequentam as delegações do clube, pois estas funcionam muitas vezes como clubes mais ou menos privados, local de convívio, entre os portugueses radicados, os que se encontram em trabalho e um ou outro local, tal como existe por exemplo nas delegações da Suíça, França ou Canadá.

Por isso, o trabalho a efectuar nos PALOP com o objectivo de engrandecimento da marca FC Porto, do crescimento da massa adepta local, passa por muito mais que a criação de delegações do clube. Penso que deveria haver uma área específica na SAD, relacionada com a exploração e expansão da sua marca e não se deveria deixar todo o trabalho entregue a um Conselho de Filiais e Delegações, insuficiente para tratar destas matérias.

Será imprescindível um contacto mais directo com o adepto e este tem que ser feito obviamente pela casa Mãe, ainda que tenha a ajuda das delegações locais.

Vi com bastante agrado, a possibilidade do FC Porto vir a Angola durante este verão. Será a altura apropriada para os seus dirigentes tomarem o pulso a toda esta realidade emergente, e duma vez por todas estabelecerem as condições necessárias para o crescimento do FC Porto nos PALOP e para uma correcta e vantajosa exploração da sua marca. Penso que a estrutura da SAD saberá melhor que ninguém criar as sinergias correctas para tornar o FC Porto o maior embaixador de Portugal na África, outrora portuguesa.