Opinião no Portal dos Dragões

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Tsah - Geneticamente Portista. Alguém que um dia percorreu 1300 km, num só dia, para ver (e não viu) um jogo do FC Porto, porque acabou na cama de um hospital, poli-traumatizado. Em coma profundo. Quando despertou era campeão nacional. Dezanove anos depois...


Amigos de estimação - 29-01-10

A RTP já tem mais de meio século a vender imagens. Não poderia ser outro, o seu contributo. A estação televisiva portuguesa, além de ter nascido durante o mandato de uma ditadura, nasceu com o defeito da novidade. Ninguém sabia como lidar com ela, nem para que servia.

Até que o negócio iluminou a mente dos mercadores da informação e é um fartar vilanagem. Os outros, os canais privados, limitam-se a produzir depressões, porque são o paradigma da vacuidade. As respectivas programações ilustram bem o porquê da decadência se ter convertido, na meta das banalidades.

Meio século depois comercializa-se com as mesmas imagens do consumismo, tão só e nada mais. E não se pode fabricar a cultura audiovisual, estatal ou privada, porque impera o monopólio da vaidade. O ponto do declive começa com a degradação da linguagem nas vozes dos doutorados em futebol. Estes vendedores da banha da cobra, têm a nefasta capacidade para idealizar o fracasso em tudo que diga respeito ao FC Porto, ou ao seu Presidente.

São a alma da derrota. Nas suas longas e fastidiosas arengas, mora o infortúnio, porque são uns autênticos mestres em desastre linguístico. Estão tão convencidos das asneiras que debitam, que até parece que o telespectador é um ente sem capacidade de raciocínio. Será que é muito difícil explicar a diferença estrutural que existe entre um árbitro e um jogo? Não, mas, pelo visto, custoso, árduo e trabalhoso, é que consigam explicar esse autêntico negócio das Arábias, como foi o acordo celebrado entre a Câmara e um certo e determinado clube, de uma cidade convertida no umbigo de Portugal. Estou à espera de os ouvir, sentado, como é óbvio.

Seríamos nós, portugueses, capazes de vivermos sem a luz obscura dos amos do circo? Claro que sim, mas não seria a mesma coisa.