Opinião no Portal dos Dragões

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Tsah - Geneticamente Portista. Alguém que um dia percorreu 1300 km, num só dia, para ver (e não viu) um jogo do FC Porto, porque acabou na cama de um hospital, poli-traumatizado. Em coma profundo. Quando despertou era campeão nacional. Dezanove anos depois...


Quando querer é poder - 30-04-10

Quando o primeiro-ministro inglês, Winston Churchill, saiu às ruas bombardeadas de Londres para pedir aos ingleses que defendessem o solo pátrio, a sua mensagem foi singela e sucinta: desejar o triunfo, ambicionar a glória, sonhar com o êxito, é o caminho correcto, mas, o que é verdadeiramente importante, o que realmente faz a diferença, é merecer a vitória, e esta só chega para aqueles que trabalham no duro e por muito tempo; para aqueles que estão dispostos a sacrificarem-se e a pagar um preço mais alto do que os outros.

Desde há muitos anos e baixo uma liderança forte, o FC PORTO construiu [e realizou] o sonhou de ganhar títulos, de realizar projectos á altura da sua verdadeira dimensão, conseguir o que antes não passava disso mesmo: um sonho. Mas, e como também disse Churchill, uma coisa é imaginar, planear, e outra muito diferente é merecer o triunfo, ser digno da conquista, porque nada de significativo, valioso ou único, é alcançado sem antes ter sido feito um esforço extraordinário.

Ninguém em Portugal tem exemplificado melhor esta premissa do que o FC PORTO. A explicação é fácil e breve: não há nenhum clube, neste país, que trabalhe de maneira tão árdua quanto o NOSSO. E o que me orgulha de sobremaneira, é que em todos estes anos nunca ninguém nos viu fazer as figuras tristes e decadentes, para não usar outro termo, como é apanágio dos nossos rivais, ora um, ora outro. O FC PORTO nunca usou o pretexto das desculpas esfarrapadas para deixar de fazer o que tem que ser feito.

A definição que NÓS, PORTISTAS, temos do êxito, é muito mais profunda do que o simples facto de ganharmos campeonatos, guia-nos uma missão superior e estamos comprometidos com os nossos ideais, de uma maneira irrefutável.

Outro “pormaior”, a NOSSA organização tem sido capaz de sobreviver aos êxitos. O segredo está em não alinharmos em conformismos, nunca pensarmos em deter-nos. Logo que um objectivo está consumado, instantaneamente, outro já está marcado, mais difícil e mais arriscado. A ambição de conquistar novos horizontes está muito para lá da dos nossos antagonistas. O pensamento está sempre virado para o futuro, saber qual a melhor forma de tomar o pulso aos novos tempos, saber que deixar de crescer é começar a decair.

As vitórias não acontecem por mero acaso, não chegam por obra e graça de um qualquer direito divino ou como uma prenda da natureza. Os NOSSOS êxitos têm sido arduamente trabalhados e suados, havendo sobejas razões para que os PORTISTAS se sintam vaidosos com tudo o que o CLUBE lhes tem, digna e honradamente, proporcionado e que ninguém se esqueça pelo que temos passado nos últimos trinta anos. Mais importante do que o jogo do próximo Domingo, mais importante do que todo o folclore que está, desde há muito, montado em torno do futuro campeão, é essencial não perdermos a noção daquilo que somos e o que representamos para este enfezado, triste e, pelos vistos, moribundo país.

Não somos o que querem fazer crer. Somos o que eles gostariam de ser e não são.

Como diria Nietzsche: “Da escola de guerra da vida - o que não me mata, fortalece-me”