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Opinião no Portal dos Dragões
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Carta aberta a André Villas-Boas - 23-06-11 Meu caro Após três dias de mal-estar e observando as circunstâncias sobre o que tu, e o teu novo patrão, fizeram ao FC PORTO, à massa associativa e adepta, estou a escrever-te para manifestar a minha indignação, desconcerto e raiva, pela tua atitude arrogante prepotente e plena de soberba. Sou bisneto, neto e filho de PORTISTAS, pertenço a uma família que sempre sofreu com e pelo FC PORTO. Gente simples, gente humilde, pessoas para quem a palavra dada valia cinco, ou quinze, milhões de fortunas de um magnata qualquer. Sou do tempo em que, NÓS, os PORTISTAS, andávamos ano após ano cabisbaixos, tristes e amargurados, mas orgulhosos das NOSSAS raízes, da NOSSA bandeira e dos nossos valores. Sei, desde o berço [que não era de ouro], o que é ser FC PORTO, contrariamente ao que apregoaste durante a tua estadia entre nós. Assim como sei que a ganância, a ingratidão e o oportunismo não são palavras vãs no teu vocabulário. Quero também dizer-te que tenho filhos, aos quais tento dar uma educação baseada em sólidos valores morais e éticos, fundamentados na honestidade, verdade, justiça, ética, disciplina, integridade, auto-estima, autocontrole, autoconfiança, auto-aceitação e desapego. Valores que, além de serem instrumentos indispensáveis para o bom funcionamento da sociedade e integração dos indivíduos nela, também significa respeito à vida. À nossa vida e à dos outros. Doeu-me, e de que maneira, que um auto-propalado portista e tripeiro, na sua apressada ânsia de poder e de riqueza, por desejo próprio, tenha descido tão baixo na consideração da esmagadora maioria dos verdadeiros PORTISTAS. Um acto lastimável e reprovável, uma pulhice. Como não sou ingrato, também não olvido todos os momentos fantásticos que NÓS, os PORTISTAS, vivemos nestes últimos dez meses. Momentos para os quais contribuíste de sobremaneira, o que torna mais injustificável a tua facada, pelas costas, à nação PORTISTA. Uma traição que jamais te perdoarei e que o FC PORTO não merecia. Como diria o escritor brasileiro José Alencar, "Os ingratos são como as varejas; pois assim como estas empeçonham o corpo que as sustenta, eles vendem os protectores que os agasalham." Até nunca mais. |