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Opinião no Portal dos Dragões
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Os ridículos - 04-02-10 A verborreia dos científicos do “pontapé-na-bola”, é a máxima expressão de uma nação atrofiada pelo pequeno ecrã. O património dos pés é a alegria dos vendedores de ilusões. Até à data ainda não foi possível fazer-lhes compreender que a semântica é a alma das palavras. "Siiiiiim, o jogador X a trabalhar muito bem por baixo das pernas do adversário" No entanto, o transcendental do fenómeno da comunicação de elite, sucede, quando os “génios” informam: “A técnica da força ao serviço da força da técnica”. Estes comentários, criminosos, obrigam a uma rápida mudança de canal e, para demonstrar o seu nível de insolência, uma pérola: "Ele é excelente nestes lances porque a bola está morta e passa a estar viva". Assim, a infâmia contra o léxico, misturou-se com a linguagem coloquial. O idioma português agoniza nos estádios. Os microfones e as câmaras apenas servem para vender vícios e enganos, porque não existe capacidade para construir uma notícia. A notícia vernácula, a que não se plagia do satélite, é um adorno político versado em intrigas. A notícia, dizem os super-entendidos na matéria, cá do burgo, tem que ser esmiuçada porque não é tão simples como parece. Para quê complicar o valor informativo se nunca questionam a infâmia dos silêncios? Alguém, um dia, proferiu uma frase que se ajusta como uma luva a este pseudo-jornalismo desportivo da treta, que diariamente nos tentam impingir: “a chave do êxito depende do que possamos fazer da melhor maneira possível”. Como é óbvio, a esmagadora maioria dos nossos “especialistas”, nunca ouviu ou leu, semelhante “disparate”. |