Opinião no Portal dos Dragões

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Tsah - Geneticamente Portista. Alguém que um dia percorreu 1300 km, num só dia, para ver (e não viu) um jogo do FC Porto, porque acabou na cama de um hospital, poli-traumatizado. Em coma profundo. Quando despertou era campeão nacional. Dezanove anos depois...


Os cobardes - 06-02-10

Estão por todo lado. No trabalho, no balcão de um bar, no autocarro, nas filas do supermercado...

Não levam consigo algo que assim os identifique, pelo que não são reconhecidos à primeira vista. Mas deixam o seu rasto de cobardia de cada vez que falam, de cada vez que calam, de cada vez que assentem, de cada vez que consentem. Fazem-se passar por pessoas respeitáveis porque não querem reconhecer que são cobardes, porque não se atrevem, porque têm medo, porque não são capazes. Dizem que não, mas com os seus actos condenam, com as suas palavras ferem, com a sua indiferença cegam. Consentem barbáries, de grandes injustiças, de enormes atropelos.

E não olham. Não olham nos olhos porque não querem ver, porque dizem que não querem saber, porque assim não se comprometem. Com nada, nem com ninguém. Não gosto dos cobardes, enojam-me, enraivecem-me, não consigo entende-los. Os cobardes não podem ser felizes. Escondem a sua cobardia, disfarçam-na com condescendência, com tolerância e profanam, com a sua postura, estas palavras.

Há muitos cobardes, milhões. Que não defendem nada, que não estremecem, que não “os” têm no sítio, que nada lhes importa excepto a sua própria barriga, com o seu lindo umbigo, e adoram circo. Meu Deus! Como eles gostam de circo. A única felicidade dos cobardes é a sua própria cobardia e, como são muitos, esta não tem limites. Ameaça extravasar o planeta e inundar a galáxia. Mas a parte mais tenebrosa e assustadora disto tudo, é que, actualmente, um bom cirurgião plástico fabrica seres que cantam, actuam, lêem, representam, atraiçoam e riem automaticamente...como um verdadeiro cobarde. A irracionalidade e o absurdo não têm limites. Os cobardes também não.