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Opinião no Portal dos Dragões
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Um futebol conspurcado - 12-02-10 Jorge Nuno Pinto da Costa é alvo de um injusto e geral ódio por parte dos lisboetas adeptos do futebol ou, para ser mais exacto, por parte dos apaniguados (leia-se sócios e adeptos) de uma agremiação da Segunda Circular. Note-se, que ao dizer lisboetas não aludo apenas a quem é natural da capital, mas a quem ali vive. Dizer-se que há uma guerra Norte-Sul, e que uma fronteira dentro país o divide, poderá ser exagerado, mas não andará muito longe da verdade, atendendo ao que se tem passado nos últimos anos. O que se pensava que seriam apenas birras de “futebóis”, tem passado para outros planos da vida quotidiana do comum português. Mas isso são outras questões, outros “negócios”, outras “andanças”, que não têm nada a ver [ou será que tem?], com o motivo desta crónica. Agora, o que é indesmentível e incontornável, é uma realidade incómoda e facilmente detectável ao longo das últimas três décadas e que se traduz na passagem para segundo plano, do Porto, das suas gentes e interesses da cidade, sempre e quando estão em causa os interesses, as conveniências e a primazia da capital do Império. E o que acontece há já longos anos, é que o FC Porto, um clube nortenho e como tal considerado provinciano, tem conseguido ser o melhor do país e além fronteiras. É aqui que a “porca torce o rabo”. É a partir do momento em que o FC Porto começa a deter uma hegemonia avassaladora, no futebol, e quase diria no desporto nacional, que se abrem as hostilidades e as máscaras caem sem pudor. Numa guerra suja, e calculada, contra o único clube que, nos últimos quarenta, anos foi capaz de vencer várias competições internacionais, uma delas e por duas vezes, tão só a mais importante ao nível do planeta. É irracional esta hostilidade, que atingiu níveis de paroxismo no ano passado com a tentativa de exclusão, do clube, das competições internacionais. Criticam o chamado bairrismo dos nortenhos, mais ainda quando se fala do FC Porto, esquecendo-se do clubismo fanático da massa adepta do clube do Regime. O que causa admiração, ou nem por isso, é que alguns dos seus adeptos têm um nível cultural que deveria impedi-los de se deixarem acometer por delírios verbais. Essa espécie de clubismo fecha-se sobre si próprio, anda à volta de um túnel, perdão, de um estádio e de um emblema, não encontrando mais horizontes por onde se expandir. Por muitos «kit’s» que tentem vender. Neste momento, há uma supremacia demasiado evidente, na rota do êxito, para não poder ser reconhecida com maldade e demência. Mas é o que acontece, de facto. Não deixa, por isso, de ser curioso verificar que jornais, alguns com tradição e que já tiveram prestígio, dediquem nas suas edições escassas e pequeninas letras, àqueles que na véspera se sagram campeões nacionais e conquistam troféus à escala planetária, levando-os a ombrear com o segundo, ou terceiro, classificado, no resto da página. São estes factos que acabam por estabelecer marcos de divisão e tiram objectividade à apreciação do fenómeno desportivo. Mas uma instituição tem sempre um nome sobre o qual recaem as responsabilidades, os elogios e também os insultos, estes últimos habitualmente asquerosos. Nestes anos consecutivos de êxitos desportivos, Jorge Nuno Pinto da Costa, tem sido, por parte de toda a imprensa de Lisboa (rádios, jornais e televisões), alvo, mais do que de contestação, de uma perseguição cega, por vezes alucinada, em que avulta uma vontade demencial de abater não só o dirigente, mas também o homem. As campanhas contra Jorge Nuno Pinto da Costa têm sido, além de miseráveis, acima de tudo torpes. Ao invadirem o foro da sua vida pessoal, põem a nu a indignidade e a falta de decoro de quem as promove. A distante ironia com que o nosso Presidente tem fustigado, sempre, aqueles que o provocam, e o nunca ter saído vencido, mesmo em momentos em que muitos julgavam que iria soçobrar, capitalizaram contra ele uma hostilidade que, em alguns, ultrapassa as fronteiras da paranóia. Alguma coisa apodreceu nos corredores da competição e está a cancerar todo um comportamento em que falham mais os dirigentes do que os jogadores. A época ainda não acabou, mas, como é óbvio, tudo se prepara para a próxima. Só que a melhor preparação, em todo este contexto, será mais do que a de se adquirirem novos jogadores, a de se higienizar uma atmosfera que, de tão poluída que está, se torna, por vezes, dificilmente irrespirável. |