Opinião no Portal dos Dragões

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Tsah - Geneticamente Portista. Alguém que um dia percorreu 1300 km, num só dia, para ver (e não viu) um jogo do FC Porto, porque acabou na cama de um hospital, poli-traumatizado. Em coma profundo. Quando despertou era campeão nacional. Dezanove anos depois...


Um cheiro nauseabundo - 20-02-10

Uma das frases que mais me marcaram, dita por um professor meu, foi aquela de que “sem justiça, não haverá paz”, porque sintetiza, em poucas palavras, uma gigantesca realidade: nenhuma sociedade pode erguer-se tendo por base, pessoas injustiçadas, pelas quais ninguém se responsabilizou, montanhas de impunidade, sorrisos tétricos de assassinos exculpados, perdoados, ou simplesmente prófugos da justiça.

Quem não é lacaio do “regime”, será julgado por ele. Esta parecer ser a máxima que domina o futebol cá do burgo. Começo a ficar cansado da impunidade que protege os “assassinos” (confessos), desta justiça desportiva. Dá-me asco, raiva, ao ver do que é capaz, este CD da Liga. Fazem e desfazem, a seu bel-prazer, castigando uns e perdoando outros, sem critério, prejudicando conscientemente quem muito bem querem e favorecendo, descaradamente, a quem lhes convém. É realmente vergonhoso, e tanto que é, que se estivéssemos a falar fora do âmbito desportivo, seria caso para levar a tribunal muita gente. Uma ideia que não seria, de todo, descabida: fazer responder perante a verdadeira justiça, todos os desenvergonhados que dirigem o futebol português e, no caso em particular, o CD, da Liga Portuguesa de Futebol Profissional.

Não é só uma opinião, os factos falam por si, irrefutáveis, não são uma interpretação, são a pura verdade e a triste realidade. Jogadores agredidos, insultados e ameaçados nos túneis. Não se passa nada. Adepto que invade o campo e agride o bandeirinha. Não se passa nada. Partem-se pernas a jogadores, deixando-os no estaleiro por longos meses. Não se passa nada.

Por outro lado temos as sanções a futebolistas. A última desfaçatez, cometida pelos senhores da raça pura, é para deitar as mãos à cabeça.

Pelo futebol, pelo respeito aos princípios fundamentais do direito e justiça, haja vergonha e decoro.