O Conselho de Disciplina da FPF abriu um processo disciplinar a Frederico Varandas.
A ação disciplinar teve origem numa participação apresentada pela SAD do FC Porto, na sequência das declarações do presidente do Sporting após o encontro entre os leões e o V. Guimarães, a 23 de dezembro de 2025.
Recorde-se que, depois da partida da Liga – que o Sporting venceu por 4-1 – o dirigente apontou concretamente ao FC Porto e ao Benfica, acusando-os de estratégias e de uma comunicação de «histeria, de terrorismo e de ruído», numa reação a comunicados divulgados após o Santa Clara-Sporting (Taça de Portugal), jogo que os leões venceram no prolongamento depois de terem empatado já em descontos com um penálti que Varandas admitiu, também nessas declarações aos jornalistas, não ter existido.
O presidente do Sporting referiu ainda o passado, alegando que a arbitragem e o futebol português estiveram controlados pelo FC Porto e pelo Benfica. «Durante décadas a arbitragem não era independente. Tinha um dono: FC Porto e Benfica. Durante décadas e com nomes: Pinto da Costa e Luís Filipe Vieira. Eu tenho 46 anos e crescemos assim. (…) Desde que Fontelas Gomes, o anterior presidente do Conselho de Arbitragem e, hoje, Luciano Gonçalves que a arbitragem é livre: não tem dono. Sou presidente do Sporting e garanto que a arbitragem não tem dono. (…) Lembram-se do que foi a arbitragem nos anos 90, 2000, 2015, 2017? E os paraquedistas que chegaram agora dizem que isto atingiu um nível insustentável. Insustentáveis foram 40 anos de fruta, 40 anos de reuniões de presidentes entre Luís Filipe Vieira e Pinto da Costa a escolherem quem vai ser o presidente da Liga e da Federação. Quarenta anos de escutas a dizer-se quem vai ser o árbitro para um determinado jogo, 40 anos de missas, de padres, de agentes de futebol a comprar jogadores para perderem jogos. Isso é que é insustentável», disse o dirigente dos leões.
Veja aqui as declarações de Frederico Varandas na íntegra:
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