Vitória daquelas que valem muito mais do que três pontos.
Ganhámos 1-0 num campo dificilíssimo, num jogo em que claramente não estivemos no nosso melhor, mas a vitória é precisamente o mais importante. Mesmo jogando pouco, fomos competentes, solidários e soubemos sofrer. Este tipo de jogos pode decidir campeonatos.
No fim da primeira volta, reforçamos o primeiro lugar, com os dois principais rivais já a 7 e a 10 pontos. Isto não é um detalhe estatístico. É uma vantagem psicológica enorme nesta fase da época. Mostra que a equipa tem maturidade, que sabe ganhar quando tudo conspira contra e que não precisa de estar sempre a brilhar para sair por cima.
Entrar agora numa semana e meia sem jogos nestas condições é ouro. Descanso físico. Tranquilidade mental. Tempo para corrigir sem pressão. Confiança reforçada no grupo.
Para quem está à frente, a paragem serve para consolidar. Para quem está atrás, serve para ruminar.
E é aqui que entra o outro lado da moeda, os rivais. Eles olham para a tabela e sabem que mesmo quando jogamos mal, ganhamos. Mesmo nos campos mais difíceis, não caímos. Mesmo no nosso dia menos bom, a distância aumenta.
Isso desgasta. Cria urgência, ansiedade e obriga a correr atrás do prejuízo. Cada empate deles passa a saber a derrota. Cada erro pesa o dobro.
Os títulos não se ganham só nos grandes jogos nem nas exibições perfeitas. Ganham se nestes 1-0 feios, nestes campos complicados, nestes momentos em que a equipa prova que é adulta.
Primeira volta fechada. Liderança reforçada. Margem criada. Cabeça fria.
O caminho ainda é longo, mas estamos exatamente onde queríamos estar.
Seguimos juntos!