Um mês e meio entre os dois jogos dificulta a preparação?
Farioli:
"Se compararmos com a situação do Nottingham, em que fizemos os jogos das duas mãos em sete dias, há uma diferença grande e é uma história diferente, mas para nós a imagem que devemos recordar emocionalmente é o último sprint do Pepê no minuto 90'+6', em que ele impede o golo de um jogador do Sporting [n.d.r.: Daniel Bragança preparava-se para entrar na área isolado]. Acredito que essa corrida pode ter sido a corrida da qualificação, que nos coloca em condições de amanhã termos mais hipóteses de nos qualificarmos e também é muito representativa de como nós nos comportamos, de como nos sacrificamos e do esforço que colocamos em campo. Pepê, mais do que qualquer outro, é a imagem deste grupo, porque já foi muito criticado por não marcar tanto na Liga, mas é invisível - na minha opinião é muito visível - mas a sua contribuição, às vezes invisível, está sempre lá. Quando ele não pode ajudar com golos, é com assistências e com um trabalho que cria melhores condições para os colegas e essa corrida em Alvalade no último minuto é o que levamos desse jogo. Essa ação pode ter sido aquela que amanhã vamos lembrar como tendo sido decisiva para a nossa passagem".