É o frutozinho de décadas de Salazar cuja pila os clubes da capital não querem parar de mamar.Eu acho que a questão nem se prende com a dimensão do país mas com a divisão demográfica dos adeptos do futebol.
Holanda, Bélgica, Suíça, etc as pessoas são do clube da região/cidade. Não há cá essas coisas de ir a Zurique e metade do povo acudir pelo Young Boys.
Portugal vive um fenómeno único que não consigo sequer encontrar paralelo em mais lado nenhum. Em Espanha há algumas semelhanças pois também se encontram adeptos do Real e do Barcelona fora das suas regiões mas não é como aqui.
É um fenómeno sociológico muito talhado pelos anos de ditadura, associado à ignorância e à própria dimensão do país. Mas deixo essa discussão para outras núpcias.
A realidade é esta e uma das formas de contraria-la passa por dotar dos clubes pequenos de mais capacidade financeira para que estes possam ter mais condições de lutar por lugares maiores nas tabelas e fidelizar as pessoas da região ao clube local.
A centralização dos direitos televisivos é uma boa ferramenta para diminuir essa diferença mas este filha da puta é o típico gajo a quem se lhe dá um dedo e ele pede logo um braço. Se não se põe fino nem braço, nem dedo, nem unha.
É por figuras tacanhas como esta que o futebol em Portugal não sai do marasmo.
Franco em Espanha provocou um pouco do mesmo fruto apesar de que em Portugal é pior.
Noutros países, clubes de Berlim, Londres ou Roma não são os clubes do regime com tiques fascistas.
Mesmo Paris só tem de facto clube digno desse nome há 30 anos por aí...
Portugal sofre da enfermidade do tecido social do Salazar.