Esta parte é curiosa;Eu não acho que justifique alguma acção mais errada que tenha.
No entanto contextualiza muitas coisas, como a ligação emocional a PdC, e onsequentemente estar sempre do lado deste etc.
Estás a falar como bemsabes com um homem que perdeu este ano, masi ou menos com a idade que perdeste o teu pai, a sua mãe.
Há de me marcar sempre, embora de uma maneira diferente dessas pessoas, como o SC ou a minha amiga, porque somos inerentemente personalidades e pessoas distintas.
A minha avó paterne cresceu mesmo sem pais, a mãe morreu no pós-parto, o pai faleceu quando ela era criança com uns 4 anos e ela foi criada pela madrinha, uma jovem beata, que era ele própria uma pessoa demasiado jovem (19 anos) e demasiado conectasda com a religião e com o padre (pooois).
E isso definiu muito a personalidade dela, não por dor de peda, não chegou pratiamente a conhecer os pais, mas criou uma pessoa demasiado fã da discilplina férrea.
Que por um lado depois ajudou muito um certo jovem a ter uma certa disciplina e saber fazer muitas coisas, mas também deu uns despiques jeitosos![]()
"ela foi criada pela madrinha, uma jovem beata, que era ele própria uma pessoa demasiado jovem (19 anos) e demasiado conectasda com a religião e com o padre (pooois).
E isso definiu muito a personalidade dela, não por dor de peda, não chegou pratiamente a conhecer os pais, mas criou uma pessoa demasiado fã da discilplina férrea."
A minha mãe creio que cresceu com os pais, ela tinha muitos irmãos e irmãs, mas foi para um colégio de freiras muito nova fruto da madrinha que a trouxe para o Porto e a meteu lá. A minha mãe era realmente muito afeta à religião e tentou educar-me à maneira dela o que deve ter conseguido até aos 12 anos porque dos 13 anos em diante eu rompi com aquela educação e fui por caminhos totalmente opostos. Muitos anos mais tarde a irmã do meu pai já eu com 40 e muitos anos uma vez veio a minha casa e com aqueles olhos azuis, para mim frios, disse-me olhando-me fixamente " tu és o espelho do teu pai um herege" - eu não respondi, ia lá discutir o quê com uma velha daquelas, mas fiquei a pensar será que...procurei informar-me junto dos meus irmãos que já eram grandes quando ele morreu (eu tinha 5 anos e as memórias ténues ou nulas) e era verdade - se não era ateu como eu estava fora da casca da religião. Conclusão minha; ele não me influenciou logo o caminho que escolhi seguir tinha algo a ver com genes ou uma mera coincidência. A minha mãe era fã da disciplina férrea que eu detestava, os meus filhos criei-os a fazer totalmente o oposto do que a minha mãe fazia comigo - um lIberalismo por vezes excessivo, tinham boas notas a estudar não andavam com más companhias eu deixava-os fazer o que queriam - como não davam problemas eu deixava andar.
Mas há o reverso da medalha e soube não muitos anos atrás; acusam-me de forma cordial de ter sido um pai ausente na comunicação - talvez tenham razão mas a vida é o que foi e não o que devia ter sido e não podemos reverter. Filha não conservadora mas muito mais tímida que eu, filho conservador demais para o meu gosto (não na política ou teologia aí convergimos) não conseguí até hoje ter uma conversa digamos decente com ele e recentemente numa conversa sem sentido foi "buscar piças muito antigas"para me acusar disto e daquilo - falar da vida dele fodias-te (o que sei é pela irmã a quem ele conta tudo) mas é o que temos.