16 jogos.
A sério?
O que escreveste na tua mensagem original não bate com a tua tentativa de recuo agora. Quando dizes que “isso de custar 10 milhões não pode ir para B é ridículo” e “devia andar à beira do Miranda, Mide e outros talentosos”, estás explicitamente a assumir a equipa B como contexto competitivo. Não há como interpretar isso de outra forma. Agora vir dizer que “nunca disse mandar para a B, só fazer jogos na B” é uma contradição óbvia. É um recuo a posteriori para tentar sair por cima, mas não muda o que estava escrito nem anula o facto de teres ignorado completamente os pontos centrais: o percurso sénior do Oskar, o patamar competitivo adequado, a coerência no desenvolvimento e a maturação real do jogador. Focas-te numa nuance semântica e ignoras tudo o resto só para fugir ao essencial. O argumento técnico continua: o Oskar já está preparado para competir e evoluir no nível mais alto, e a ideia de reduzir o patamar competitivo não faz nenhum sentido.
Se tudo correr normalmente, e por “normalmente” entenda-se não haver lesões, castigos e conseguirmos ficar nos oito primeiros da Liga Europa, imagino que será titular frente ao Rio Ave ou frente ao Arouca.
A ideia de que o Oskar devia ir para a equipa B não é uma opinião alternativa é um erro de leitura sobre desenvolvimento de jogadores contexto competitivo e gestão de talento de elite. O Oskar não é um miúdo acabado de sair dos juvenis. Chegou ao Porto depois de já ter sido jogador regular numa equipa principal numa liga profissional, com jogos a sério, pressão real, adversários adultos, impacto objetivo, minutos consistentes, desequilíbrio e tomada de decisão em contexto sénior. Isso coloca-o num patamar de maturação completamente diferente de um jogador que ainda está a dar os primeiros passos fora da formação por mais talento que tenha.
É assim que se resolve o problema e se ganha um jogador.
Ao contrário de Conceição, que colocava o Militão à direita independentemente do adversário apenas porque tinha de meter o Pepe no onze, esta escolha de Farioli está relacionada com a expectativa de maior pressão por parte do Gil. A dupla polaca regressa na quinta-feira, com o Moura na esquerda.
O ano passado bastaram 14 pontos e +6 em golos para o Rangers ficar em 8o.
Compreendo o sentimento e até o partilho em parte.
Apesar da uma elevada sequência de jogos poder deixar o corpo dele um pouco mais vulnerável, o caráter traumático desta lesão impede que ela seja associada de forma direta à sobrecarga competitiva. O desgaste acumulado está normalmente ligado a lesões de aparecimento gradual, como problemas musculares ou inflamações, que surgem sem um momento específico claramente identificável. Neste caso, existe um episódio concreto que desencadeia a lesão, o que a enquadra numa lógica completamente diferente. É verdade que um jogador com os minutos do Froholdt pode estar menos protegido do ponto de vista físico e reagir pior a um choque, a uma queda ou a um movimento forçado. Mas também temos de ter em conta a idade dele e a sua evidente predisposição para um rendimento físico elevado. Está longe de ser um perfil que sinta de forma acentuada a acumulação de minutos, sobretudo quando comparado com jogadores mais frágeis do ponto de vista físico ou em fases mais avançadas da carreira. Tudo isto, para mim, não transforma uma lesão traumática numa consequência direta do número de jogos realizados. No máximo, pode ser um fator de contexto, nunca a causa principal.
Não estou a dizer que ele esteja bem, mas se a sua condição física depende da forma como sobe aquelas escadas, então para o jogo com o Gil vamos ter de recorrer aos juvenis para compor o banco.