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    #Futebol Francesco Farioli - Treinador
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    Depois de ontem acho que vale a pena reconhecer firmemente o fabuloso trabalho de toda a estrutura técnica do clube, que não posso deixar de personalizar na figura do Farioli, por ser o líder. Numa época em que tanto se falou de transição, de plantel novo e de necessidade de reconstrução, começa a ser cada vez mais difícil não reconhecer o mérito do nosso treinador nesta temporada.

    Se começarmos pelo quadro mais geral, o dado mais forte é simples: liderança do campeonato sem derrotas com os rivais, com uma primeira volta histórica com apenas um empate. Numa liga onde qualquer deslize pesa muito, manter este nível de consistência durante metade da época não é sorte. É trabalho estrutural. E convém lembrar que estamos a falar de uma equipa que começou a época com uma quantidade muito grande de jogadores novos e muitos deles sem qualquer histórico no clube. Conseguir resultados imediatos nesse contexto raramente acontece sem que exista uma ideia muito clara de jogo sendo que esse trabalho estrutural vê-se sobretudo numa coisa: no facto de o treinador ter conseguido implementar rapidamente um modelo e uma ideia de jogo claros. A equipa percebe o que quer fazer em campo, como quer pressionar, como quer sair a jogar e como quer atacar. Essa espinha dorsal apareceu muito cedo na época e tem sido a base dos bons resultados. Aliás, foi precisamente essa ideia clara que permitiu ganhar ontem, porque com tanta rotação as micro-parcerias desaparecem e o que sobrevive são as rotinas enquanto estrutura coletiva. Isso é normalmente o sinal mais claro de que existe um modelo bem trabalhado: quando mudam os jogadores mas o comportamento coletivo continua reconhecível.

    Também merece destaque a forma como foi gerido o plantel e as contratações. Tirando o caso do Karamoh, que é um caso especial e sinceramente não deveria sequer contar para a análise às contratações, praticamente todos os reforços têm tido utilidade real na rotação da equipa. Não são apenas números no plantel mas sim peças integradas no funcionamento coletivo. Aliás, a integração desses jogadores vê-se claramente na gestão recente da equipa. Nos últimos jogos tivemos exemplos muito fortes disso:

    - Em Alvalade, na meia-final da Taça, o Porto apresentou 5 reforços no onze e mais 4 a sair do banco, começando apenas com 4 “titulares habituais”, e mesmo assim fez um jogo extremamente competente no campo do adversário mais forte da época, perdendo apenas por um penalty.
    - Na Luz, com 6 reforços no onze e mais 3 a sair do banco, a equipa faz uma primeira parte de domínio claro, contra um Benfica que estava obrigado a ganhar, que tinha tido mais um dia de descanso e que na jornada anterior tinha ido jogar a Barcelos enquanto o nós tínhamos ido a Alvalade.
    - E depois há o jogo na Alemanha contra o Estugarda, atual 4º classificado da Bundesliga, num estádio onde, quando a equipa alemã realmente quis ganhar jogos esta época, apenas o Bayern conseguiu vencer (duas vezes). E convém não esquecer o contexto, já que começámos o jogo com 7 reforços no onze e com 8 alterações em relação à equipa que tinha jogado na Luz. Ainda assim, a equipa foi extremamente competitiva e conseguiu pontuar depois de duas deslocações internas extremamente exigentes. Isto diz muito sobre o trabalho que tem sido feito na integração dos jogadores e na forma como o modelo está assimilado por todo o plantel.

    Tudo isto encaixa numa gestão muito consciente da época. Desde o início que o treinador nunca exigiu constantemente o máximo físico da equipa, mesmo em jogos onde poderia ter arriscado mais pressão ou intensidade. Houve sempre cautela na gestão da carga e isso começa agora a fazer sentido, já que chegamos a março com a sensação de que a equipa ainda tem pernas para a fase decisiva da temporada, mesmo depois de uma sequência de jogos muito pesada. Um exemplo de planeamento foi a gestão da fase de grupos da Liga Europa, com a rotação da equipa para manter o campeonato como prioridade absoluta. Mas mesmo essa gestão foi cautelosa apenas q.b. já que mesmo quando as coisas não correram perfeitamente, a equipa manteve margem para terminar nos oito primeiros, evitando o playoff de acesso aos oitavos. Isso significou dias extra de descanso e treino, algo que numa época longa pode fazer muita diferença.

    Há ainda um fator importantíssimo que ajuda a contextualizar um dos principais problemas da equipa nos últimos tempos que é a disponibilidade, ou falta dela, dos pontas de lança. Durante toda a temporada, o Samu e o Luuk só estiveram disponíveis a 100% ao mesmo tempo em quatro jogos. E desde o início de fevereiro que o Farioli não tem nenhum deles disponível, tendo contado essencialmente com a terceira opção e com o Moffi, que vinha de dois meses sem treinar. Isto ajuda a explicar algo que se tem visto recentemente: mesmo conseguindo produzir ofensivamente, a equipa tem tido dificuldades na concretização. E quando passas praticamente a época toda sem pelo menos um dos teus dois melhores finalizadores, e nas últimas semanas sem os dois, é natural que esse problema se acentue. Mas mesmo com essas limitações, a equipa mantém competitividade em todas as frentes. Imaginam o que seria termos tido todas as opções disponíveis em Alvalade e na Luz. Tudo indica que teria sido extremamente benéfico.

    Por isso, olhando para o quadro completo, liderança do campeonato, modelo consolidado, integração de reforços, gestão física, gestão europeia e competitividade mesmo com limitações no plantel, parece-me justo dizer que o trabalho do Farioli esta época tem sido, no mínimo, muitíssimo competente.
    E talvez o mais impressionante seja que quando a época entra agora na fase decisiva, a equipa parece preparada para o que falta. Isso raramente acontece por acaso. Normalmente acontece quando a época foi preparada com critério desde o primeiro dia.

    Claro que ainda há coisas a melhorar. Sobretudo ao nível do controlo dos jogos com bola e também na forma como podemos e devemos aproveitar melhor o volume ofensivo que conseguimos criar, onde deveríamos conseguir ser muito mais eficazes. São tudo aspetos que espero que venham a ser trabalhados e afinados a médio prazo mas, olhando para o quadro geral e tendo em conta o ponto de partida desta época, é difícil não sentir um enorme orgulho nesta equipa. E, acima de tudo, confiança para o que aí vem.

    Seguimos.
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    Oskar Pietuszewski
    Certo.

    Apenas digo que em termos matemáticos, de qualidade, e profundidade através de adaptações (de qualidade) o primeiro a poder ficar de fora só poderia ser o Thiago.
    E isso parece-me completamente incontestável.
    Concordo.
    Existem é outros factores a considerar, e com isso em mente, ter ficado o Oskar de fora, penso ter sido a melhor opção.
  • Hangyodon
    Oskar Pietuszewski
    O nível de qualidade do Rosario a defesa central sobrepõe o que oferecem em rendimento proporcional os extremos disponíveis, menos o Oskar.

    O Froholdt não tem substituto directo que não seja o Fofana.

    Não temos outro ponta de lança que não o Gul.

    Bednarek, Kiwior, Prpic, Rosario.

    Froholdt, Fofana, Rosario,

    Mobi, Gul

    Oskar.


    Futebolísticamente, num cenário de mal menor, o único que dava para não levar, era o Thiago, porque nos centrais tens 3 jogadores para usar até chegares a um verde. Na posição do Froholdt tinhas um - que não transporta a bola. Na posição do Gul, um. E nos extremos, atualmente, só tens um. Que é o Oskar. Tudo o resto ou não produz produto final, ou está péssimo em todos os aspectos ou é inconstante como o William.

    Acho que o argumento é bem lógico.
    Por outro lado, dos quatro reforços, apenas um tem sido titular na Liga. Ou seja, se não houvesse limitações em termos de escolha de jogadores para a europa, apenas um deles estaria naturalmente limitado em termos de minutos na Liga Europa para chegar a 100% aos jogos do campeonato. Se a prioridade fosse ter sempre a melhor equipa possível na Europa, concordo que o Oskar tivesse de estar na lista. Nesse cenário, provavelmente seria o Thiago a ficar de fora. Não pelo que ele oferece, mas porque há menos alternativas diretas para substituir o Froholdt ou o Gül.

    Mas olhando para toda a gestão do Farioli na Europa esta temporada, nada indica que a importância da Liga Europa seja sequer comparável à do campeonato. Tudo aponta para o contrário. Por isso, faz sentido assumir que a lógica interna seja manter a equipa o mais próxima possível do 100% para a Liga, usando os jogos europeus sobretudo para gerir minutos, sem nunca deixar de pensar na vitória mesmo que com menos armas disponíveis. E nessa lógica, ter o Oskar na lista implicaria, mais do que lhe dar minutos a ele, acabar por ter de dar minutos ao Bednarek/Kiwior, ao Froholdt ou ao Gül para compensar a ausência de um dos outros três o que numa fase da época em que provavelmente convém tê-los o mais frescos possível para fecharmos o campeonato o quanto antes, poderia funcionar contra nós.
  • Hangyodon
    Oskar Pietuszewski
    Argumentos pertinentes para ti.

    Eu sou um maluquinho e mantenho a minha ida em contra mao em relaçao aos génios que sabem tudo.

    Eu, maluquinho, continuo a dizer/achar que o Oskar ficou de fora por uma questao de estatuto. Nada mais.

    Podem tentar suavizar isso com argumentos falaciosos do género de "posiçoes X e Y e tal rotaçao e coiso".

    Fofana alto salario e se veio foi com garantia de inscriçao na Europa caso contrario ficava na Ligue 1 em vez de vir para o tugao.
    Moffi é um conhecido do treinador.
    Thiago Silva, julgo que o nome dispensa apresentaçoes. Nao deixas "isto" de fora. Ponto.

    Oskar é um menino de 17 anos. Muito mais facil deixar de fora porque isto e porque aquilo.

    Samu lesiona-se ja depois da lista ser enviada. Tinhamos ja 2 avançados. Jogamos apenas com 1 (e nem sequer o servimos por isso é quase como nem jogar nenhum...). Claro que agora que Samu se lesionou é facil dizer que "ainda bem" mas amanha podem-se lesionar extremos e depois? Ainda por cima Moffi já nao calçava ha muito tempo.
    Ja nem falo do facto de estarmos quase a meio de Março e Gul continuar titular porque o Moffi está fisicamente péssimo.

    Prpic e Rosario nao podem jogar no centro da defesa?
    O proprio Rosario nao pode jogar a 8?

    Possibilidades nao faltavam para rodar.

    Mas preferiu-se deixar de fora um extremo abre-latas porque "temos muitos extremos" quando os que temos mal passam por portas abertas.

    Sao opinioes, cada um com a sua.
    Seja por gestão de minutos, seja por estatuto, seja pelo que for, a consequência prática é a mesma: o jogador que é titular e que está a render no campeonato não deve acumular desgaste nas noites europeias numa fase em que a liga está renhida e cada ponto conta.

    Portanto podes insistir na teoria que quiseres sobre o “verdadeiro motivo”, se gestão se estatuto. No fim do dia isso é irrelevante. O que interessa é se a decisão faz sentido no contexto da época. E olhando para um campeonato apertado, calendário carregado e um miúdo que está a ser titular na liga, deixar-lo fora da lista europeia não é propriamente um escândalo estratégico. Aliás, se calhar até é exatamente o contrário.
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    #Futebol Francesco Farioli - Treinador
    Nem tudo no futebol são estatísticas! Estatísticas para mim são iguais aos troféus de cartolina dos montes de esterco vermelhos.

    Contra o Arouca tiveste quase a perder pontos. Contra o Nacional do Margarido não perdemos pontos em casa porque o Diogo ao fim faz uma grande defesa. Corra o Santa Clara não perdemos pontos porque o GR “ofereceu” o golo ao Samu. Contra o Estoril em casa, outra merda de jogo..Etc etc. Para mim jogos bem conseguidos são aqueles que tu materializas em golo o que crias.

    Que adianta dizermos que a percentagem de golos esperados era X se chegares ao fim e ganhares um ponto? Alguém nos vai dar uma taça de papel por isso? Vamos aos aliados festejar isso?

    Deixemo-nos de andar sempre a agarrar na merda das estatísticas que isso não nos dá título nenhum. Quero é jogar bem, derreter os adversários e marcar golos. O nosso processo ofensivo no jogo contra os das taças de cartão já foi muit melhor, e pecamos pela finalização. Resultado? Perdemos 2 pontos. Deixou-me aqui doente que ainda hoje estou.

    Se me agarrasse as estatísticas hoje ainda era o dia que estava a festejar. Assim estou aqui fodido.
    O futebol não são só estatísticas, mas as estatísticas são uma ferramenta importante para analisar coisas que muitas vezes não são tão evidentes a olho nu. Não servem para substituir o jogo nem o resultado, mas ajudam a perceber se a equipa está a criar condições para ganhar ou não.

    Olhando para os números que o @Roma colocou em cima:

    Rio Ave
    2.06 xG vs 0.25
    16 remates vs 6
    5 grandes oportunidades vs 1

    Arouca
    3.34 xG vs 0.26
    20 remates vs 7
    5 grandes oportunidades vs 0

    Isto, em termos de análise futebolística, indica algumas coisas claras. Primeiro, o Porto controlou os jogos e os adversários não produziram praticamente nada em termos ofensivos já que valores de 0.25 ou 0.26 xG são muito baixos e normalmente correspondem a equipas que quase não criaram perigo.

    Depois, há produção ofensiva. Gerar entre 2 e 3 xG num jogo é, em média, criação suficiente para marcar dois ou três golos. Além disso, cinco grandes oportunidades num jogo é um número alto e normalmente leva a vitórias confortáveis na maioria das partidas ao longo de uma época. O que os números apontam não é tanto para falta de jogo ofensivo, mas sim para falta de eficácia na finalização. A equipa criou o suficiente para resolver os jogos, mas não materializou.

    E quando se comparam com os jogos do início da época que foram mencionados, a produção é praticamente a mesma. Contra o Guimarães houve 2.73 xG e contra o Casa Pia 2.63 xG, números muito semelhantes aos jogos recentes contra Rio Ave e Arouca. Ou seja, a diferença na perceção vem muito mais do resultado final do que da produção de jogo. Quando a bola entra duas ou três vezes diz-se que foi um grande jogo, quando não entra passa a ser um jogo péssimo, mesmo que as oportunidades criadas sejam semelhantes.


    Ninguém ganha campeonatos com xG, isso é evidente. Mas ignorar completamente estes dados também não ajuda a perceber o que realmente aconteceu no jogo. As estatísticas não substituem o futebol, ajudam é a contextualizar o que se vê. E há aqui uma diferença importante: se o Porto estivesse a ganhar jogos por 1-0 criando pouco, com 0.7 ou 0.8 xG, aí sim podia ser preocupante, porque significaria que o processo ofensivo não está a funcionar e que a equipa tem dificuldade em criar ocasiões — e isso normalmente demora tempo a corrigir, porque implica trabalho tático, rotinas e dinâmicas ofensivas. Mas aqui está a acontecer quase o contrário: a equipa ganha curto mesmo criando muito. Quando tens jogos com 2, 3 ou mais xG e várias grandes oportunidades, o problema tende a estar muito mais na eficácia da finalização, que é algo mais localizado e muitas vezes mais momentâneo. Ou seja, os números sugerem que o processo de jogo, a forma de criar e a estratégia da equipa continuam muito semelhantes ao que eram no início da época. Não há uma quebra clara no modelo de jogo nem mudanças estruturais que justifiquem alarmes. O que há é falta de eficácia em certos momentos, e isso é um tipo de problema que em condições normais oscila muito mais ao longo de uma época. E com tudo isto em mente também temos de ter em conta quem temos de fora por lesão, o que torna a questão da falta de aproveitamento ofensivo ainda mais identificável.
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    Oskar Pietuszewski
    Ah ok.

    Eu pensava que o ideal é sempre ter as melhores opçoes disponiveis para tentarmos a nossa sorte na competiçao (mesmo que nao a ganhemos) mas pelos vistos é para cumprir calendario apenas.

    Mas realmente, a desperdiçar pontos no fim como temos feito impedindo o cavar de uma grande vantagem na frente, se calhar mais vale...

    Ainda assim, ainda bem que o little mouro nao se lembrou de inscrever o Maciel em vez do Carlos Alberto em 2004.
    O talento do jovem e inexperiente brasileiro acabou por dar um jeitaço e tal.
    Ninguém disse que a Liga Europa é para “cumprir calendário”. O que foi explicado é algo bastante simples e que insistes em não atingir: há prioridades e há gestão de plantel, sobretudo quando o campeonato está totalmente em aberto. Ter “as melhores opções disponíveis” não é só empilhar nomes numa lista. Também é garantir que tens formas de rodar o plantel nas noites europeias para que os titulares cheguem frescos aos jogos onde a época se decide. Neste momento esses jogos são claramente os do campeonato.

    A referência a 2004 é completamente absurda pois acaba por ir contra o que estás a tentar provar. O Mourinho não teve problemas em levar o Carlos Alberto para a Champions pois podia arriscar mais aí porque o campeonato estava praticamente resolvido desde cedo, o que permitia gerir o desgaste na liga enquanto se atacava a Champions. Era um contexto completamente oposto do atual.
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  • Hangyodon
    Oskar Pietuszewski
    Se formos à Champions pro ano, é melhor deixa-lo de fora para atacar o bi campeonato ou o titulo que nos escaparia ha 4 anos se ficarmos em segundo.

    Com 18 anos nao estará pronto para isso tudo. Se nao está para uma Liga Europa nao poderá estar tao pouco tempo depois para uma Champions com equipas a sério.
    A ironia só tem piada quando é inteligente e neste caso parte de um pressuposto completamente errado.

    O Pietuszewski não ficou de fora por falta de capacidade para jogar a Liga Europa. Ficou de fora porque há limite de 3 alterações na lista e a gestão teve de ser feita a pensar no calendário e nas prioridades da época. Neste momento o campeonato está completamente em aberto e é claramente o objetivo principal. A Liga Europa vai servir sobretudo para rotação sendo que as entradas na lista permitem precisamente isso: dar minutos a jogadores que permitem descansar titulares importantes nas noites europeias, para chegarem a 100% aos jogos da liga.

    Se o Pietuszewski estivesse na lista europeia não poderia lá estar ou o Thiago, ou o Fofana ou o Moffi, tudo jogadores "suplentes" que permitem rodar posições onde jogam os "titulares" Bednarek/Kiwior, o Froholdt e o Gül. Ou seja, ficávamos com menos margem para gerir o desgaste dos titulares que são fundamentais no campeonato. A tua ironia é absurda e falha redondamente o alvo. Ele não está fora porque “não está preparado”. Está fora porque é demasiado importante no campeonato para andar a gerir minutos na Liga Europa nesta fase da época.

    Se chegarmos a um ponto em que sentimos falta dele na Europa, então será pelas melhores razões pois indicará que o campeonato já está bem encaminhado e há margem para atacar mais forte a competição europeia. Não me vou queixar.
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    Francisco Moura
    Para o ano teremos o El Karouani, mas isso é para o ano.

    Agora, andar neste momento a gastar energias exageradas a atacar as limitações de um dos nossos, quando o que devíamos estar a fazer é manter o apoio e o foco no objetivo principal da temproada que a equipa tem mantido vivo com tanto trabalho e esforço, é simplesmente lamentável.
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    #Futebol Francesco Farioli - Treinador
    Há um ponto recorrente no debate em torno do Farioli que vale a pena analisar com algum distanciamento. Ao longo da época foi várias vezes criticado por “defender resultados curtos”. O exemplo mais apontado foi o jogo em casa com o Sporting, em que protegemos o 1-0 e acabámos por sofrer o 1-1 nos descontos. A crítica era clara: devia ter procurado o segundo golo para matar o jogo. Ontem, na Luz, aconteceu precisamente o contrário. A equipa estava a ganhar 0-2 e, em vez de baixar linhas e gerir o resultado de forma conservadora, continuou a procurar o terceiro golo. O Benfica acabou por chegar ao 2-2 perto do final e as críticas surgiram novamente, desta vez por não ter “fechado o jogo”. Não é necessariamente o mesmo grupo de pessoas a fazer ambas as críticas mas o que esta dinâmica expõe é algo importante: muitas destas análises são fortemente moldadas pelo resultado final. São observações feitas com o jogo já terminado, quando já se sabe o desfecho. Esse é um luxo que quem toma decisões durante o jogo simplesmente não tem. As decisões de um treinador são tomadas em tempo real, com informação incompleta, sob pressão e num contexto competitivo em constante mudança. Avaliá-las exclusivamente à luz do resultado final ignora completamente o momento em que elas têm efetivamente de ser tomadas.

    Existe também outro problema de fundo neste tipo de crítica pois revela uma certa dificuldade em aceitar a natureza do próprio desporto competitivo. No futebol, como em qualquer modalidade, ganha-se, perde-se e empata-se. Não há resultados garantidos, nem decisões que eliminem completamente o risco. Procurar o 3-0 pode expor a equipa. Defender o 1-0 pode convidar à pressão adversária. Qualquer escolha tem vantagens e riscos associados. Por isso, reduzir a análise a “devia ter defendido” ou “devia ter atacado” simplifica demasiado uma realidade muito mais complexa. Avaliar uma equipa exige olhar para o plano de jogo, o comportamento coletivo, o contexto do adversário, o estado físico dos jogadores, o momento da competição e as dinâmicas que se desenvolvem ao longo da partida. O futebol raramente se explica por uma única decisão isolada. É um processo feito de probabilidades, contexto e execução.

    No caso concreto de ontem, diria até que o problema esteve muito menos no plano estratégico do que na execução no último terço. Em termos de organização coletiva e de comportamento da equipa, o jogo foi preparado e interpretado de forma muito competente. O que faltou foi capacidade de decisão nos momentos finais das jogadas. Houve várias situações em que o último passe, o último remate ou a escolha final foram claramente deficientes, impedindo a equipa de matar o jogo quando teve oportunidades para isso. Nesse sentido, o lance do Oskar não deve ser visto necessariamente como uma exceção irrepetível. Se o ataque for reforçado de forma condizente, algo que parece bastante evidente que será uma prioridade no próximo verão, é perfeitamente plausível que esse tipo de situações passe a ter outro desfecho. Convém também lembrar que no verão passado foi necessário reformular praticamente todo o plantel, algo que naturalmente limita aquilo que é possível resolver de uma só vez.

    Deixo também uma nota mais pessoal. Em agosto fomos ganhar a Alvalade por 1-2 num jogo em que, honestamente, não fomos tão superiores como fomos ontem na Luz. E isso aconteceu frente a um Sporting que ainda não estava ao nível competitivo a que chegou entretanto, enquanto ontem defrontámos um Benfica que está provavelmente no melhor momento da época. Esta constatação, para mim, serve sobretudo para valorizar o que a equipa tem feito, o que tem vindo a construir e aquilo que ainda pode fazer no futuro próximo. Ontem doeu termos deixado escapar o segundo pré-match point no campeonato, isso é inegável. Mas parece-me muito mais produtivo reconhecer os méritos do trabalho que está a ser feito do que concentrar toda a análise num foco excessivo, e muitas vezes injusto, sobre aquilo que correu mal.
  • Hangyodon
    #Futebol Francesco Farioli - Treinador
    Ganhámos, mas é mais uma vez inegável que o futebol apresentado tem sido pouco entusiasmante. Ainda assim, convém olhar para o contexto antes de cair em críticas fáceis. Grande parte desta quebra exibicional explica se não só pela quantidade, mas também pela natureza das lesões. Estamos sem o Martim a DD, o Nehuén a DC, o Kiwior a DC ou DE, o Francisco Moura a DE, e o Luuk de Jong e o Samu a PL. Não é apenas o número que pesa, é também o facto de muitas dessas ausências incidirem nas mesmas posições, o que obrigou o Farioli a recorrer a jogadores que, em condições normais, seriam terceiras opções. Casos do Gül a PL ou do Zaidu a DE.

    A isto soma-se outro fator essencial, já imensamente discutido. Esta é uma equipa nova, com um treinador novo, construída no verão passado, onde mais de metade do plantel actual chegou desde julho. É perfeitamente normal que, sendo ainda uma equipa em construção e sem rotinas plenamente consolidadas, as lesões tenham um impacto ainda maior no rendimento. Quando somos forçados a uma reconstrução constante em plena competição, qualquer tentativa de evolução sustentada torna se muito mais difícil. Nesse enquadramento, conseguir manter estabilidade competitiva, especialmente depois de duas jornadas sem vencer e num campo difícil, era o mínimo exigível e foi conseguido. Até ao final da época, a realidade será esta, vamos ter de saber viver com um futebol menos atrativo, concentrando esforços no que a equipa tem mostrado ter de melhor neste momento, a consistência defensiva.

    Há aqui um ponto importante. Cobrar mais ao ataque não pode ser o mesmo que cobrar demasiado. Exigir produção ofensiva muito acima do actual, sem as peças chave, ao ponto de desmontar o equilíbrio defensivo, seria um erro grave. A aposta, muitas vezes pedida, de ter o Gabri e o Mora ao mesmo tempo para desbloquear o jogo ofensivo enquadra se precisamente nesta discussão. Já vimos no passado recente onde isso leva, resultados terríveis e perda de confiança coletiva. Neste momento, pragmatismo não é falta de ambição, é inteligência competitiva. Quando o plantel estiver mais completo e as dinâmicas mais trabalhadas, aí sim fará sentido exigir outro tipo de futebol. Até lá, o foco tem de ser ganhar, competir e proteger a base da equipa.
  • Hangyodon
    Samu Aghehowa
    Com a certeza que seria uma das grandes vendas deste verão, e conta mim falo dado não ser o seu maior fã, acho que temos aqui o primeiro reforço para 2026/27.
  • Hangyodon
    Samu Aghehowa
    Por cá não existe a possibilidade de se inscrever alguém fora do período previsto quando se trata de uma lesão de longa duração? O Barça, na altura, foi buscar o Braithwaite em finais de fevereiro quando o Dembélé se lesionou.