A maioria não está na maior parte das vezes calada porque concorde ou goste da sapoa, é mais por comodismo.
Depende sempre do nível, quanto pior mais deixam o silêncio como é óbvio.
Eu sou apologista de fazer barulho com razão, não por fazer.
Isso é só agitação.
Neste caso há motivos, o FC Porto viu o seu nome ser arrastado na lama desportiva e a sua reputação bombardeada perante o mundo com este Mundial, e com os últimos 7/8 meses principalmente. As pessoas nota-se, encheram de Anselmi de uma forma que eu acho que já não via desde o Octavio Malvado.
Pronto! No essencial estamos de acordo. O que eu não consigo perceber é que em todas as acções de protesto começam sempre por pedir a cabeça do presidente e isto é assim desde o inicio da época, sabendo de antemão todas as condicionantes, desde logo a tomada de posse tardia, o resto nem vou escrever que é mais do mesmo. Desta forma retira o foco do principal, contestar as decisões erraticas, só assim é que se ajuda a melhorar, se inclinam logo para a demissão do presidente, não estão a ajudar a agregar, aliás revela uma certa agenda, por exemplo, no protesto de hoje, pediam somente a demissão do Anselmi.
Pedir a cabeça do homem à primeira oportunidade, ignora o contexto e dificulta qualquer trabalho de reconstrução.
A crítica útil, aponta o erro com propósito de melhorar, quem apenas ataca a liderança continuamente, sem propostas e alternativas viáveis, não está a ajudar o clube, está a minar tudo por dentro.
A crítica é legítima, necessária e deve ser firme, mas deve ser orientada para a correção das decisões erráticas e não para a destruição da estrutura. Quem quer realmente ajudar, contesta com argumentos e propõe alternativas. Quem quer apenas desestabilizar, exige demissões a qualquer custo e há uma grande diferença entre uma coisa e outra, fazem lembrar o PCP, que na primeira sessão da legislatura após eleições, lança uma moção ao governo.
Criticar, sim. Sempre que necessário e direcionada, porque quem só sabe dizer rua com ele a cada cambalhota, não quer construir nada, só quer ver o circo a arder.