#HóqueiEmPatins Campeonato Placard, 7ª J.: Sporting CP-FC Porto 5-2

pensador

Tribuna Presidencial
29 Maio 2015
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Há aqui pessoas com muito mais conhecimentos da modalidade que eu, mas também tenho a minha opinião de leigo.

Acho que o problema podendo passar pelo treinador vai mais além.

Não foi por acaso que o ano passado com o Aires a época também foi muito atribulada e valeu pelos últimos jogos que permitiram o título

Como todo o hóquei de hoje se calhar também é diferente do hóquei do passado. Agora todos os jogadores têm de ter disponibilidade para defender.

O ano passado o que permitiu o título no fim foi mesmo essa mudança de atitude nos últimos jogos do play-off onde até Gonçalo Alves defendia e nesses existiu um verdadeiro colectivo.

Não havendo essa intensidade, energia e propensão de certos jogadores para defender as coisas naturalmente ficam mais complicadas.

Com tudo isto não pretendo desculpar o treinador que naturalmente tem a sua dose de culpas.
 

petric

Bancada central
27 Julho 2021
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Espero que acordem a tempo como na época passada, mas este ano não me parece que vá ser tão fácil.
 
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bluevertigo

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Há aqui pessoas com muito mais conhecimentos da modalidade que eu, mas também tenho a minha opinião de leigo.

Acho que o problema podendo passar pelo treinador vai mais além.

Não foi por acaso que o ano passado com o Aires a época também foi muito atribulada e valeu pelos últimos jogos que permitiram o título

Como todo o hóquei de hoje se calhar também é diferente do hóquei do passado. Agora todos os jogadores têm de ter disponibilidade para defender.

O ano passado o que permitiu o título no fim foi mesmo essa mudança de atitude nos últimos jogos do play-off onde até Gonçalo Alves defendia e nesses existiu um verdadeiro colectivo.

Não havendo essa intensidade, energia e propensão de certos jogadores para defender as coisas naturalmente ficam mais complicadas.

Com tudo isto não pretendo desculpar o treinador que naturalmente tem a sua dose de culpas.
Bom ponto.
Ares conseguiu convencer a jogarem em contra-traço ao seu registo mais ofensivo principalmente nesses dois jogos decisivos que deram dois campeonatos. Em pistas tão difíceis como Luz e Barcelos. Mas mesmo aí teve que gerir os minutos de quem não adere tanto à persistência defensiva. Só que tinham todos mais tempo de trabalho juntos, numa base de maior dinâmica e liberdade mas com ordem em como finalizavam ataques. Tinham o saber fazer no coletivo, não só no individual. Ajudou quando decidiram ativar.

Acho Freitas demasiado metódico e mais limitado e estático na proposta no seu global. E até se defende pior. Não acho que seja só por vontades (ou falta delas) individuais. Pode até ter sido já desafiado pelos jogadores a jogar mais ofensivo. Pelo que se vê em pista, está difuso e não é carne nem peixe.

Mas ontem foi demasiado gritante a diferença de intensidade e agressividade defensiva para o Sporting. Freitas queixou-se disso e deixou recados.
Espero que alguns se espicacem para melhorarem agilidade, rins, viradas e "torços" e disponibilidade para aguentarem marcações. Mas não haverá milagres.

É preciso a ajuda do treinador para jogarem "outro" hóquei, mais inteligente, com a bola mais rápida e movimentos para aclarar.
No genuíno e preferido de Freitas, não vão lá. Muitas dúvidas se saberá propor diferente.
 

bluevertigo

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Com o avançar da idade de grande parte do plantel, fica complicado fazer 2 jogos por semana...
Mali, 36
Lamas, 34
Rafa, 34
Telmo, 32
Gonçalo, 32
Hélder, 31

Vai pesando mas assumindo que nenhum tem limitação de condição física específica, ainda devia dar para alguns mostrarem mais agilidade e rins, mudanças de direção e velocidade, do que se tem visto.
Mais velhos, mais difícil. Mas não impossível. Só que depende também do perfil físico, esquema de treino, vontade e autodeterminação.

Com este plantel e suas "fatalidades" acho que se podia tentar ir por um estilo de jogo que proteja debilidades no ritmo e pressing defensivo que nunca teremos e que possa lucrar da posse e organização ofensiva. Problema é treinador para isso.
 

bluevertigo

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31 e 32 anos deveriam estar no pico de carreira.

Basta ver a idade de Bargallo ou Nolito, por exemplo
Pico de carreira no hóquei pode até ser mais tarde, olhando a rendimento global de atleta. Mas referia mais o perfil e estado fisico que contribuirá para esse rendimento ainda que não o tenha que limitar. E até olhava mais ao lado defensivo.

Acho que depende bastante da genética inata de cada um, mas bastante também no que se quer e trabalha em treino, na vontade e autodeterminação.
Bargalló (antes da lesão) e Romero estão no pico há anos com muito poucos abaixamentos. Fisicamente têm enorme agilidade e disponibilidade para atacar e defender (Bargalló gosta muito menos).
Romero é um touro físico de energia e força em técnica suprema. De uma visão e percepção de elite máxima, cheio de golo. Do melhor que já vi nesse estilo.

Para lá de golos, assistências, curioso ver como o Gonçalo patina, acelera e vai na potência, mesmo no seu biótipo robusto. Precisava talvez de estar mais vezes picado e espicaçado.
É uma pena o Hélder (não sei se tem alguma limitação menor atualmente). Mesmo no seu "corpo inato", como melhor se cuidou e mostrou antes de sair e depois em Barcelona. Perro e preso que está agora. Que inevitavelmente lhe limita a expressão maior da soberba inteligência de jogo que tem. Não é (ainda) só a idade...

É fodida a rotina para estar sempre no top físico.
Não há milagres ao inato mas há o lado trabalhável. Em continuidade...De que a equipa técnica também não está isenta de influência.
 
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