ATP World Tour 2021

Ripas

Fodei-vos
6 Março 2019
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Tenho vista para o Dragão.

"O que ficámos a saber com a final do US Open, sem a mais microscópica dúvida, é que há formas de ganhar quando se perde, até quando a derrota tem toneladas de perfume em cima com a fragrância de uma irrepetível oportunidade perdida. Daniil Medvedev chegou a cilindrar Novak Djokovic e venceu-o (6-4, 6-4, 6-4) para conquistar o seu primeiro Grand Slam, mas, quando o fim já estava perto, o sérvio ganhou a consensualidade no apoio que nunca sentira em tantos anos. E o sérvio acabou desfeito em lágrimas..."
 

eljoni

Bancada central
7 Julho 2019
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Conquistas
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  • Alfredo Quintana
  • Reinaldo Teles
  • Sérgio Conceição
  • Lucho González
Pelo que se lê até parece que o Djoko está acabado. Neste ano só ganhou 3 GS e foi à final de outro. :LOL:
Daniil fez um bom jogo e tem todo o mérito, aproveitando o desgaste (físico e emocional) do sérvio.

Ao nível que o Djokovic ainda apresenta, o 21o pode aparecer já no AO.
 

njsilva84

Bancada central
10 Junho 2013
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Se o Djoko já é velho somos os dois velhos porque somos mais velhos que ele.

O Federer Sampras foi um dos jogos que mais tedio causou de sempre, alias os gajos mudaram a relva mais ou menos por essa altura porque já ninguem aguentava aquilo.

Convem definir genialidade, o Ronaldinho ou o Messi eram geniais e os melhores sem que se diga que aquele estilo não tem futuro ou que tenham uma lacuna, é só nascerem mais, a genialidade do Federer é quebrada pelo Nadal e pelo Djokovic porque o Federer tem uma lacuna na esquerda.

A integração de jogar na rede tem tambem que ver com o facto dos courts serem mais lentos, que está tambem relacionado com o que o espectador mais gosta em geral, podia haver alguns courts mais rapidos e mais terra batida tambem.

E tambem essa questão de estar a falar no treino tambem e um mito, o Federer não treina menos que os outros, por exemplo nunca se viu o Federer abandonar um jogo porque estava com caimbras, alias ele uma vez referiu-se a jogadores que estavam a desistir no AO por causa do calor referindo que tinham que trabalhar

Mas depois claro que tambem depende sempre do que se quer ver, eu gosto essencialmente da competição e da tensão, e gosto mais da defesa e do contra ataque.

Shapo é excelente.

E o estilo deste medvedev? tem as pancadas do mais bizarro possivel, tem que ter aprendido aquilo sozinho, nenhum professor lhe ia ensinar a bater assim.
Eu nunca disse que o Djokovic está velho, ele consegue té ter níveis físicos equiparáveis com jogadores mais jovens.
Já não é como já foi mas não há milagre, a idade pesa a todos, embora ele ainda tenha físico para ganhar muita coisa.

Cada um tem a sua definição de genialidade, quando eu falo em talento ou génio falo na capacidade de jogar bonito de maneira fluída.
Para mim, jogar bonito é jogar de maneira variada com alguma constância e usar vários recursos técnicos como amorties, volleys, half-volleys, drive-volleys, entre outros. Eu não desgosto de um rally bem jogado mas aprecio que haja algum dos recursos técnicos acima mencionados, que tornem as jogadas menos iguais.
Os jogadores da velha guarda faziam isso com muito mais frequência do que os da nova geração, que preferem jogar do fundo do court.
É uma questão de preferência pessoal, nada contra quem prefere o contrário.
Tal como eu gosto de jogar mais na rede, a arriscar mais, do que a bater bolas do fundo do court, aprecio mais ver esse tipo de ténis na tv.

Acho que é seguro dizer que a nova geração terá um estilo de jogo muito mais parecido com o do Djoko do que com o do Federer, porque é um estilo de jogo mais eficaz e o importante é ganhar. Por isso é que eu gosto tanto de ver gajos como o Dustin Brown, o gajo joga o ténis que quer, diverte-se como poucos e diverte o público. O jogo mais surreal que me lembro de ver foi aquela vitória frente ao Nadal, em Wimbledon 2015, onde tudo lhe saiu bem, foi um espetáculo inédito. Isso é que me diverte a ver o ténis, tenho pena que haja poucos, ou nenhuns, jogadores como ele.
Obviamente que aquilo resulta de vez em quando, mas mesmo quando perde é divertido de se ver.
E é para isso que eu vejo desporto, maioritariamente para me divertir. Só apanho secas pegadas quando o NGC está naqueles dias, que ultimamente têm sido muitos, em que o amor ao clube fala mais alto.
Mas no ténis, ou noutro desporto qualquer, não consigo ver um jogo em que parece que estamos a ver dois ou três rallies em loop, muito previsíveis e nada entretedores.

Em relação ao treino, não acho nada que o Federer treine menos que a maioria dos jogadores, caso o fizesse a sua carreira teria durado tanto quanto a do Ronaldinho, esse sim, treinava pouco.
Mas também tenho poucas dúvidas que há jogadores que treinam mais do que a maioria, no futebol é sabido que o CR era o gajo que treinava mais do que qualquer um no United, no Real ou na Juve. No ténis também os haverá, no caso do Nadal, por exemplo, não se nasce com a capacidade física de bater as bolas com aquele spin todo, aquilo treina-se. Tal como a capacidade defensiva do Djoko, entre outras qualidades, como é óbvio.
Obviamente que o Federer não nasceu com todo aquele repertório técnico, aquilo aprende-se e treina-se, mas nem toda a gente consegue lá chegar.
O CR nunca conseguiria ter o drible do Messi, nem o Messi conseguiria ser tão bom cabeceador como o CR, e nem é pela altura, pois há jogadores baixos que cabeceiam melhor.
Eu considero a capacidade de treinar arduamente um talento, não é só aquela ginga tipo Messi que deve ser considerada talento, porque se não se nasce com um talento, resolve-se uma lacuna com o talento do trabalho árduo.

Em relação ao Medvedev, gosto da personalidade, é irreverente e algo rebelde mas humilde ao mesmo tempo.
O ténis dele é fora dos padrões normais, não é um estilo que me atrai muito mas aquilo resulta e como tal, tem de ser apreciado.
Sinceramente prefiro aquele estilo meio de "ténis de rua" (se é que isso existe) do que do ténis mais robotizado que é cada vez mais comum.
 
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Reações: Paolitik e otilious

Special Too

Tribuna
21 Dezembro 2014
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  • Domingos
  • Kostadinov
O João Sousa passou a primeira ronda da qualificação para o Indian Wells. Vai agora defrontar o turco Altug Celikbilek, 169 do mundo.