Volta a França (e Vuelta) fora do World Tour em 2017

Estado
Não está aberto para novas respostas.

admin

Tribuna Presidencial
14 Julho 2006
38,239
5
Cascais, 1966
http://www.ojogo.pt/Modalidades/Ciclismo/interior.aspx?content_id=4943680


A ASO vai retirar a Volta a França em bicicleta do World Tour a partir de 2017, inscrevendo-a no escalão imediatamente abaixo, designado Classe Especial, anunciaram os organizadores da mais importante competição velocipédica mundial

Em comunicado, a ASO justifica a decisão de "inscrever as provas das quais é organizadora na Classe Especial em 2017" com base na oposição à reforma promovida pela União Ciclista Internacional (UCI), que criou "um sistema desportivo fechado".

Se o Tour de 2017 integrar a segunda divisão do ciclismo mundial, os seus organizadores são livres de poderem escolher equipas de vários escalões e não apenas as pertencentes ao World Tour, ainda que com isso possam ficar privados de contar com alguns conjuntos de topo. "Mais do que tudo, a ASO permanece fiel ao modelo europeu e não está disponível para transigir nos valores que ele representa: um sistema aberto, colocando sempre em primeiro lugar os critérios desportivos", indica o comunicado.

Além do Tour, a ASO é também responsável pela organização de provas tão relevantes como o Paris-Nice, Paris-Roubaix, Flèche Wallonne, Liège-Bastogne-Liège, Critérium Dauphiné e Vuelta e a sua eventual saída do World Tour enfraquecerá bastante a divisão principal.

O anúncio da empresa organizadora de eventos desportivos, que é responsável também pelo Dakar, prova rainha do todo-o-terreno mundial, surge após um braço-de-ferro com a UCI que já dura há vários meses.

 

admin

Tribuna Presidencial
14 Julho 2006
38,239
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Cascais, 1966
Tiur e Vuelta no segundo escalão...não travam a reforma que a UCI quer implementar

http://www.ojogo.pt/Modalidades/Ciclismo/interior.aspx?content_id=4944460


A União Ciclista Internacional (UCI) mostrou-se, esta sexta-feira, determinada em prosseguir com a reforma da modalidade, ignorando assim a decisão da empresa ASO de retirar a Volta a França e a Volta a Espanha do WorldTour. "A reforma do ciclismo profissional de estrada, que assegurará uma evolução razoável e gradual desta parte importante do nosso desporto, foi aprovada pelo Conselho do Ciclismo Profissional em junho e ratificada pelo Comité Diretor da UCI em setembro. Ela foi desenvolvida durante dois anos de um diálogo muito aberto e profundo e da consulta de um grupo composto pelas diversas partes interessadas, incluindo os organizadores das provas, as equipas e os corredores", pode ler-se no comunicado da entidade que tutela o ciclismo a nível mundial.
A nota destaca que a reforma do ciclismo oferecerá uma grande estabilidade a todos e permitirá à modalidade desenvolver-se, tendo em conta os interesses das partes interessadas. "A UCI continua determinada a levar a cabo as reformas aprovadas no quadro deste vasto processo de consulta", remata.

A ASO anunciou, esta sexta-feira, que vai retirar o Tour e a Vuelta do WorldTour a partir de 2017 e inscrever as duas grandes provas no escalão imediatamente abaixo, designado Classe Especial.

Em comunicado, a empresa que organiza algumas das principais provas do calendário mundial justificou a decisão de "inscrever as provas das quais é organizadora na Classe Especial em 2017" com base na oposição à reforma promovida pela UCI, que criou "um sistema desportivo fechado".

Se o Tour de 2017 integrar a segunda divisão do ciclismo mundial, os organizadores são livres de escolher equipas de vários escalões e não apenas as pertencentes ao WorldTour, ainda que com isso possam ficar privados de contar com alguns conjuntos de topo.

"Mais do que tudo, a ASO permanece fiel ao modelo europeu e não está disponível para transigir nos valores que ele representa: um sistema aberto, colocando sempre em primeiro lugar os critérios desportivos", indica o comunicado.



 
S

sinal

Guest
Está em causa o WT e as reformas da UCI para 2017.

A Volta à França é de muito longe o maior evento de ciclismo do planeta, nada se aproxima. Aliás a Volta à França é maior do que a própria modalidade, é o maior evento desportivo realizado anualmente.

Além do Tour, a ASO detém a Vuelta, mas mais importante que a Vuelta é o Paris-Roubaix, a clássica raínha do ciclismo mundial. E ainda têm a Liège-Bastogne-Liège, que é um dos monumentos do ciclismo e também têm as clássicas das Ardenas.

Basicamente a ASO, controla grande parte das maiores provas do ciclismo, têm um poder espantoso e a UCI terá de ceder nalguns pontos, porque senão, o World Tour simplesmente vai pelo cano abaixo. Alguém acredita que as melhores equipas vão faltar ao Tour, ou ao Roubaix ou à Liège-Bastogne-Liège? Nem pensar.
 

pedro89

Bancada central
26 Maio 2014
1,074
0
Os patrocinadores das equipas WT jogam muito no TdF. Para algumas é mais importante aparecer em muitas fugas frequentemente, mesmo não ganhando, do que ganhar etapas em outras corridas menores.
 

Cancellara

Arquibancada
3 Agosto 2015
352
0
admin disse:
ASO fiel ao modelo europeu....meaning?
A UCI quer implementar uma série de medidas que basicamente transformaria o ciclismo na F1. É uma decisão politica e a UCI vai ter que recuar em algumas medidas, porque o WT sem as provas da ASO desaparece.
 

Dragon Lonis

Bancada central
19 Julho 2006
1,049
15
Famalicão
admin disse:
ASO fiel ao modelo europeu....meaning?
Meaning que a ASO não quer um modelo de competição fechado, à americana, ou seja, serem sempre e só as mesmas equipas (as WorldTeams) a participarem nas provas principais (as provas do World Tour). A ASO quer um modelo aberto, com a possibilidade de outras equipas participarem nas provas deles, mesmo as provas do World Tour, nomeadamente as Professional Continental Teams (e há boas equipas Pro-continental).
 
Estado
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