Autor Tópico: Sérgio Conceição - Treinador  (Lida 810804 vezes)

Offline Eclipsisboy

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Este tipo de malta merecia ter o Rui vitória como treinador.

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Não percebeste que era ironia!

Offline sassukeTuga

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Não percebeste que era ironia!
Sendo assim peço desculpa!

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Offline MVB

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Fim da 1ª volta e estamos na liderança isolada com 5 pontos de avanço sobre o 2º classificado (Benfica tem de vir ao Dragão, ir a Alvalade, a Guimarães e Braga) e tendo já jogado fora contra Benfica e Sporting. Se em Agosto propusessem a todos portistas este cenário, 99% assinariam com satisfação.

Resultado de hoje foi bom, queremos sempre vencer e temos que lutar sempre por isso, mas analisando racionalmente e friamente, empatar no campo que historicamente é o mais difícil para nós, é sempre um bom resultado.

Estamos a meio, ainda falta muito, mas até agora a equipa e o seu líder estão a cumprir todos os objectivos, por isso estão de parabéns.

Sinceramente, eu sou suspeito pois adoro o Sérgio, mas parece-me muito injusto qualquer critica ao trabalho global do Sérgio esta temporada. Até agora, globalmente o trabalho está ser estupendo.

Como isto não pára, 3ª feira temos que eliminar da taça esse clube de anti portistas primários chamado Leixões. Força equipa e força Sérgio.

Vou ter que discordar, empatar nunca e um bom resultado. Não e assim que me habituaram a ser enquanto portista. Não confundas resultado que se aceita com muita resignação com bom resultado.

Vencer o sporting, sim, teria sido um bom resultado.


Offline joaoalvercafcp

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https://www.fcporto.pt/pt

"A HAVER UM VENCEDOR SERÍAMOS NÓS"

Sérgio Conceição vincou a superioridade do FC Porto na segunda parte, após o empate frente ao Sporting (0-0), em Alvalade, na 17.ª jornada da Liga NOS
Sérgio Conceição admitiu que o empate frente ao Sporting (0-0), em Alvalade, na 17.ª jornada da Liga, teve um sabor amargo, frisando que o FC Porto foi superior na segunda parte e que merecia ter trazido os três pontos para o Norte do país. Apesar da igualdade, a primeira no campeonato, os azuis e brancos mantêm a liderança isolada da prova, com 43 pontos, mais cinco do que o Benfica, segundo classificado.

Melhorias no segundo tempo
“Nós queríamos vir aqui para ganhar o jogo, tínhamos preparado a equipa para isso, como fizemos nos últimos 18 jogos. Penso que foi um jogo não muito bem jogado, mas muito competitivo e com muitas faltas. Uma primeira parte equilibrada, praticamente sem ocasiões de golo para as duas equipas. O Sporting a dar-nos o incentivo de jogo, com receio de dar espaço nas costas da sua linha defensiva. Nós podíamos e devíamos ter tido mais paciência com a bola, mas foi uma primeira parte com as equipas muito encaixadas. A segunda parte foi diferente. Estivemos por cima do jogo, tivemos dois lances em que podíamos ter feito golo, o Sporting teve um ou outro remate de fora que causou pouco perigo. A haver um vencedor seríamos nós, não tenho a menor dúvida. Notava-se e sabia-se que o Sporting podia estar com um bocadinho mais de pressão do que nós para este jogo, podíamos ter aproveitado melhor, principalmente na primeira parte.”

Combater estratégias do adversário
“Nós preparamos o jogo naquilo que foi este percurso deste novo treinador, mas depois chegámos aqui e deparámo-nos com uma situação completamente diferente. Isso faz parte da estratégia. Como uma equipa grande, como primeiro classificado e como campeões, temos de encontrar uma solução de forma de ultrapassar essas dificuldades. Na primeira parte, não o conseguimos fazer, ainda que sempre seguros defensivamente, mas na segunda parte conseguimos, criando oportunidades. Muitas das vezes, se tivéssemos definido melhor os lances, podíamos ter saído daqui vencedores.”

Empatar depois das 18 vitórias consecutivas
“Teve um sabor amargo, queríamos ganhar. Sentimos que somos mais fortes, mas às vezes não se consegue. Tivemos agora na parte final duas ou três oportunidades para definir melhor para uma situação de finalização e não conseguimos fazer. Há jogos assim, mas agora temos de pensar já no encontro da próxima terça-feira frente ao Leixões para a Taça de Portugal e recuperar ao máximo os jogadores, porque temos um acumular de jogos grande, e queremos continuar em todas as competições. Depois jogamos logo a seguir, na sexta-feira, frente ao Chaves para o campeonato, que será um jogo muito complicado também.”

Lesão de Danilo
“Tem o pé bastante inchado, sei que foi uma entorse. Vamos amanhã analisar melhor aquilo que ele tem.”

Offline Noventa e Nove

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Há dois jogadores que acho que não estão a ser bem aproveitados. Um é claro, é o Óliver. Impressionante como melhora quase sempre a nossa qualidade de jogo, mas tem sempre o seu lugar reservado no banco.

O outro é o Adrian. Sempre que entrou, entrou bem. Acho que a jogar como segundo avançado podia oferecer-nos algo que nem o Soares nem o Marega oferecem, porque o espanhol consegue receber e passar bolas com qualidade. Com estes dois jogadores em campo podíamos jogar com mais pés e cabeça e menos chutão na frente.

Depois há outros jogadores como o João Pedro, o Mbemba o Jorge e mesmo o Sérgio Oliveira que podiam e deviam ter bem mais minutos do que os que têm neste momento.

Subscrevo. Temos jogadores de qualidade que nunca jogam e jogadores de qualidade que jogam sempre, eu não sei em que mundo é que isto pode dar certo. Quer pela questão motivacional, como principalmente pela gestão física.

Eu percebo que o Sérgio Conceição tenha jogado numa época em que havia um bom onze, eventualmente mais dois ou três jogadores que entravam muitas vezes, e depois os outros. Mas hoje em dia as equipas não são um onze, são um plantel. O ano passado ainda havia a desculpa de haver um plantel muito curto, mas este ano isso já não cola.

O lateral esquerdo que era titular no Mónaco não serve nem para a Taça da Liga?? Já nem falo dos outros, onde se inclui o melhor médio a jogar em Portugal, mas bolas...

Offline sirmister

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O SC está a fazer um grande trabalho, disso não há dúvidas, eu também não percebo como insiste em jogar estes jogos nestes 4-2-4, não percebo a não opção pelo Oliver ao mínimo jogo que não corre bem enquanto Herrera é indiscutível e a opção na lateral também é questionável mas e antes dele?

4 anos sem ganhar nada...

é pior que isso, o porto joga em 2-2-6 porque os laterais andam sempre no ataque, uma loucura.

Online Cheue

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"O exponencial aumento da análise de futebol com base online, através de sites ou perfis de redes sociais, permite-nos hoje ter um acesso muito mais diversificado ao que se faz no jogo.

No entanto, parte dessa análise sofre de um mal que se poderia chamar de “treinadorismo”, uma espécie de doença infantil de quem se propõe a analisar substituindo-se ao treinador.

Para os “treinadoristas”, as equipas vivem numa escala de valor que mede a aproximação à sua ideia de jogo. Quantos mais itens do seu próprio plano de jogo cumprirem, melhor cotadas serão.

A essa luz, aquilo que o “treinadorista” pretende é uma purificação do estado do jogo, acreditando que existe uma maneira melhor de jogar, de tomar decisões, de resolver as incidências contextuais de cada partida.

Mesmo sem acesso aos treinos, à análise interna de cada equipa ou aos planos da mesma para cada jogo, o “treinadorista” sabe sempre o que seria melhor, porque há um estado superior do jogo que ele acredita que todos devem alcançar.

Uma das consequências do “treinadorismo” é a tendência para a avaliação do jogador fora do seu contexto. Uma esperança de encontrar num determinado jogador a solução para os problemas da equipa que observa.

Isso leva a leituras irrealistas de integração de determinados jogadores em plantéis. Porque, numa equipa, o pré-existente plantel e treinador se sobrepõem, de forma dialética, às características um atleta individual.

Sendo que as qualidades de um jogador podem ser parte da solução, a crença na capacidade salvador desse mesmo jogador acaba, muitas vezes, por ser parte do problema.

Finalmente, no “treinadorismo”, a escala de valor que mede a aproximação à sua ideia de jogo tende a ser irredutível. O que, pelo caminho, acaba por retirar o peso do processo de treino da equação.

Nesse caminho, uma boa ideia é sempre uma boa ideia, mesmo quando deficientemente aplicada. Uma má ideia é sempre uma má ideia, mesmo quando trabalhada de forma consistente.

Um processo dialético, por sua vez, defende a organização do trabalho da equipa, permitindo a sua evolução até ao máximo das suas capacidades e características.

O “treinadorismo” impõe uma tabela de valores única, que conduz a uma certa ditadura de gosto, estilo e estratégia a todos os que o seguem. Não se respira bem, nesse ambiente. E por isso não faz grande falta a quem pensa o futebol.

Aproveitando os bons contributos de todos os analistas, é certo que um futebol mais interessante, inteligente, livre e produtivo, dispensa o “treinadorismo” por princípio."

Date: 8 de Janeiro de 2019
Author: Luís Cristóvão
« Última modificação: 13/Jan/19, 22:24 por Cheue »

Offline RuiDias

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Isto é a mesma coisa do pessoal discutir economia, não percebem nada mas discutem.
De qualquer forma, se não fosse assim o futebol não tinha interesse  Por outro lado, existe muita malta que até entende alguma coisa e, muitas vezes, como se tem uma perspetiva fora da caixa conseguir-se ser mais imparcial.
Mas isto é só a opinião de quem tem consciência que não entende a vertente técnica do futebol mas apenas a da gestão de pessoal.
Apesar disso, gostei bastante do artigo.

Offline VisceraEater

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Isto é a mesma coisa do pessoal discutir economia, não percebem nada mas discutem.
De qualquer forma, se não fosse assim o futebol não tinha interesse  Por outro lado, existe muita malta que até entende alguma coisa e, muitas vezes, como se tem uma perspetiva fora da caixa conseguir-se ser mais imparcial.
Mas isto é só a opinião de quem tem consciência que não entende a vertente técnica do futebol mas apenas a da gestão de pessoal.
Apesar disso, gostei bastante do artigo.

Sem querer tirar mérito ao trabalho técnico desenvolvido pelos treinadores, que admito não conhecer muito bem, julgo que existe um excessivo misticismo em torno do seu trabalho.

Claro que tal como na política ou na economia, mesmo pessoas sem qualificações suficientes o podem discutir e o devem fazer. Pois essas pessoas são parte do sistema político e económico e devem fazer o possível para o entenderem e darem o seu ponto de vista.
Cabe aos políticos e economistas e em particular aos comentadores e jornalistas tentar simplificar a informação para que os leigos a entendam melhor e tenham contributos mais válidos.

Isso também se aplica a outros domínios. Imagina a saúde, onde os doentes querem saber mais acerca dos medicamentos e tratamentos prescritos bem como obter uma melhor e mais precisa descrição sobre as doenças e suas causas. Ou então em engenharia, onde normalmente os leigos pedem a execução de projectos, como por exemplo Software, sem perceberem nada do assunto e cabe aos engenheiros tentar transformar a informação dos clientes em algo mais técnico e ao mesmo tempo descodificar a informação técnica em algo mais compreensível para os utilizadores.

No futebol existe uma legião de treinadores, na qual incluo entre outros o JJ e o SC, que mistificam ao máximo o seu trabalho. Que tentam exponenciar os seus feitos e detalhes como se de rocket science se tratasse. Mas quando confrontados com comentários ou questões mais técnicas dão respostas super vagas, ou dizem um qualquer cliché do tipo "isso é parte da identidade da nossa equipa" ou "isso é o trabalho diário" ou ainda "tem haver com o plano tecnico tático".
« Última modificação: 14/Jan/19, 10:47 por VisceraEater »

Offline Devenish

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"Mas quando confrontados com comentários ou questões mais técnicas dão respostas super vagas, ou dizem um qualquer cliché do tipo "isso é parte da identidade da nossa equipa" ou "isso é o trabalho diário" ou ainda "tem haver com o plano tecnico tático". "

Ainda meia hora atrás na conferência de imprensa acerca do Leixões-Porto o SC não deu "respostas super vagas" sobre várias questões que lhe foram colocadas:
exemplos;
Pepe é também médio (há semanas que ando aqui a dizer isso e parece que a pregar no deserto mas o SC que sabe 1000% mais que eu disto corroborou o que eu pensava).
Mbemba é central e lateral.
Sobre Militão deu uma explicação muito técnica do que pode fazer como lateral (não há melhor que ouvir o que ele disse).
Sérgio Oliveira não foi para o banco porque segundo SC não trabalhou o suficiente durante a semana (não é surpresa para mim mas como é um ativo do Clube limito-me a repetir o que ele disse, e se disse...).
Ainda sobre o que pensava que Pepe podia trazer à equipa disse que o Pepe nos treinos é que o tinha que convencer - e não apenas ele mas qualquer um.

Comparar SC com JJ na minha opinião é um exagero. JJ sabe da poda mas "excita-se" demasiado com o seu ego e não tem a mesma energia que SC, embora isso seja normal porque JJ tem a minha idade e muitos anos de treinador e já não tem aquela vontade ou energia de se afirmar - tem carreira feita - Mourinho igual.
Nem todos são Ferguson ou Robson que com a idade melhoravam.

Offline Marmita

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Sérgio Conceição: "Mbemba também é médio, Pepe também é médio, Mbemba também é lateral e central..."

Offline ryback

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o nosso grande líder ! o resto é letra !

todos podemos ter queixas ... todos podemos ter pontos negativos a apontar .... mas as contas finais são bem favoráveis ao Sergio .

Ficamos todos tristes por termos empatado em Alvalade mas quem tinha 8 pontos de atraso eram eles e que fizeram para os recuperar ? Nada de nada !

Offline sirmister

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No futebol existe uma legião de treinadores, na qual incluo entre outros o JJ e o SC, que mistificam ao máximo o seu trabalho. Que tentam exponenciar os seus feitos e detalhes como se de rocket science se tratasse. Mas quando confrontados com comentários ou questões mais técnicas dão respostas super vagas, ou dizem um qualquer cliché do tipo "isso é parte da identidade da nossa equipa" ou "isso é o trabalho diário" ou ainda "tem haver com o plano tecnico tático".

O SC é dos poucos treinadores que dá respostas objectivas ao que lhe perguntam, é um treinador que sempre que fala partilha os méritos com a equipa técnica, até é sabido que partilhou o prémio da vitoria do campeonato com eles.

A comparação com o JJ é de ir ás lágrimas.

Offline VisceraEater

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O SC é dos poucos treinadores que dá respostas objectivas ao que lhe perguntam, é um treinador que sempre que fala partilha os méritos com a equipa técnica, até é sabido que partilhou o prémio da vitoria do campeonato com eles.

A comparação com o JJ é de ir ás lágrimas.

Sirmister,

Eu não comparei os dois. Nem comparo. Nem compararei. Nem compararia. Porque não há comparação.
Um espero que se mantenha por muitos anos e outro que nunca cá ponha os pés.

O que disse é que ambos mistificam/exageram um pouco quando confrontados com questões relacionadas com o seu trabalho.

Eu não estou a dizer que o Sérgio é mau ou que é um bronco como diria do JJ. Estou isso sim a dizer, que ao contrário de outros treinadores (que não são melhores ou piores),  muitas vezes regam um pouco relativamente ao seu trabalho.

O Porto tem jogado mal algumas vezes e o Sérgio responde sempre com o "há jogos assim", "não se joga sempre bem", "vinho da tasca sabe bem", ou "fomos melhores que o adversário".  Eu, enquanto adepto, não entendido na vertente técnica gostaria de perceber o que se passa sob outro ponto de vista do tipo: "o adversário conseguiu anular a nossa profunidade e tentamos inicialmente entregar alguma iniciativa para que pudessemos atacar na resposta a uma recuperação de bola alta", ou "O nosso jogo exterior não funcionou porque...".

É isto que queria dizer. Podemos concordar ou não sobre se ele o faz ou se o devia fazer. Mas concordamos de certeza que JJ e SC são bem diferentes e ainda bem.

Offline Mustaine

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Nunca perdi muito tempo com conferências de imprensa de treinadores de futebol, pois em 99% das vezes parecem coreografias ensaiadas semana após semana. Sempre as mesmas perguntas, sempre as mesmas respostas. Quase sempre inúteis e desinteressantes.

Com Sérgio Conceição dá vontade que as conferências se prolonguem no tempo. Adoro a forma como fala de futebol e a forma aberta, honesta e direta, como aborda qualquer tema. As conversas sobre futebol, presencialmente, tendem a ser aborrecidas, mas era capaz de ficar a falar com o Sérgio o dia todo.

Porra, depois das missas do Espírito Santo (amén, diziam os adversários), acho que merecemos, sem falsas modéstias, uma riqueza ao nível do discurso e do conhecimento como propala o nosso treinador todas as semanas.

Este homem salvou o clube.