- Esta tática dos 3 centrais tem tido efeitos mais negativos do que positivos na evolução desta geração. Estou plenamente convencido disso. O resultadismo do qual ela brota trará mais dividendos aos treinadores do que aos jogadores e, consequentemente, ao Clube. Vejo sim (!!) talento desaproveitado por puro gosto pessoal do técnico ou por não se moldar ao que o esquema pede. E não me refiro só a talento que inexplicavelmente joga pouco ou não joga. Refiro-me também a talento que joga assiduamente mas que executa funções em campo demasiado díspares daquelas que o tornam e tornarão especial.
De acordo. Mas pior do que isso é a total falta de coordenação entre quase todas as equipas do Porto. Sub 15 e sub 17 jogam em 4 - 3 - 3. Equipa B e sub 19 jogam com 3 centrais. Equipa principal em 4 - 4 - 2. Cada um por si....
O presidente só sai quando quiser.. no final do mandato se calhar.Vamos ser campeões e começar a ganhar outra vez com regularidade.O poder do futebol vem com as vitórias. Com a dinâmica de vitória! Mas tem de ganhar.. se não ganhar sou da opinião também que deveria sair.. mas como vamos ganhar.. não se coloca isso.
A serio?? Melhor em campo Pires? Devemos ter visto jogos diferentes... com o Justiniano concordo, excelente, provavelmente o melhor em campo.
Resultado ingrato. Para ganharmos, os três Diogos teriam de fazer um jogo imaculado. Face às nossas limitações ofensivas, eram eles que teriam de fazer a diferença, tal como aconteceu nas eliminatórias anteriores, ainda para mais com a ausência do Dalot. Os esquema de três centrais surge em sequência da inclusão do Dalot na equipa A. Não tenho dúvidas que se chegou até às meias-finais, porque este ano vários juniores tiveram um enorme tempo de utilização na equipa B. Caso contrário, poderíamos nem ter passado a fase de grupos.Para a próxima época, colocar vários jogadores de 2000 (J. Mário) na equipa B, dispensar quem não tem condições para cá estar, fazer subir o Fábio aos sub-19 e ter maior acerto nas contratações.
Próximo passo- Elevar a qualidade da formação a nivel de jogadores que ocupam posições mais ofensivas. É visível que o Porto após um período mais ou menos longo de grande cinzentismo a nivel de formação já consegue apresentar alguma qualidade a nivel de formação e a prova disso é o aparecimento de jogadores com Rúben Neves, André Silva, D.Costa, D.Dalot, D.Queiroz, Leite e Fabio Silva. Mas continua a dificuldade em formar jogadores de qualidade para posições muito especificas com extremos e médios ofensivos por exemplo.Em suma a situação está melhor que a poucos anos atrás mas há ainda muita margem para evoluir e é fundamental elevar mais um degrau na capacidade de formar.
São as posições que exigem mais paciência, pois construir é sempre mais difícil do que destruir. Os jogadores dessas posições são os que estão mais expostos à crítica. É ver o caso do J. Mário. Há um ano atrás, muitos diriam que dificilmente teria algum futuro no clube e no entanto, graças à insistência do treinador, começa-se a colher alguns frutos. Aliás a aposta nele a titular logo no primeiro jogo oficial da época já indiciava isso. Agora, é necessário que o treinador da B tenha a mesma paciência que o treinador dos sub-19. E quem diz para com o J. Mário, poder-se-á dizer para outros no futuro. Pelo menos, a mesma paciência que se teve em relação ao Irala.
Conheço familiares do João Mário (é natural de S.João da Madeira) e dizem que o rapaz é muito calado, reservado, quase que nem fala. Parece-me ser daqueles jogadores que tem de se mexer com a cabeça dele, porque o futebol dele é o oposto da sua personalidade.