Autor Tópico: FC Porto B Pré-Época 2018/19  (Lida 25251 vezes)

Offline apocalypto

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Creio que deverá ser anunciado em breve, mas aposto numa sucessão natural: a subida do Mário Silva.

Então teremos alteração nos sub-17, e, pelos resultados, talvez nos sub-15.

Offline Ablon

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Creio que deverá ser anunciado em breve, mas aposto numa sucessão natural: a subida do Mário Silva.

Não me parece que tenha justificado. Para mim tinha uma geração fantástica nas mãos e podia ter feito melhor mas quem vê o trabalho dele diariamente sabe melhor do que nós.

Offline simao977

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Não me parece que tenha justificado. Para mim tinha uma geração fantástica nas mãos e podia ter feito melhor mas quem vê o trabalho dele diariamente sabe melhor do que nós.
Só perdeu 2 jogos, precisamente contra uma equipa sénior.


Offline Paul Ashworth

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Não me parece que tenha justificado. Para mim tinha uma geração fantástica nas mãos e podia ter feito melhor mas quem vê o trabalho dele diariamente sabe melhor do que nós.

Percebo a lógica de tentar avaliar o desempenho de um treinador pelos resultados. É o mais natural, sobretudo nas equipas Seniores. Mas neste caso específico, e sem descurar o resultado porque também é importante, convém fazer sempre algumas perguntas quando queremos avaliar um treinador de Formação:

Os jogadores que treinou, de uma forma geral, demonstram evolução individual? Os jogadores de potencial claro no início do processo, continuam a demonstrar esse potencial? Os de segunda linha, aproximaram-se das referências?

No que diz respeito à geração de 2001, com a qual o Mário Silva esteve 2 anos, parece-me que a resposta para estas perguntas é "Sim". Levi Faustino, Tiago Matos, Rodrigo Valente, Rafael Pereira, Mané, Gonçalo Borges são exemplos de atletas dos quais já se tinha algumas expectativas, e estas continuam "intactas".

Outros tiveram um crescimento significativo e parecem hoje melhor preparados: Rúben Amaral, Major, Raí, Meixedo (embora aqui será mérito do Departamento de GR).

No sentido inverso, o Edgar Pereira "desapareceu", mas aí creio que também se deve considerar o facto de ter tido sempre alguma preponderância pela sua dimensão física, algo que nos Sub-17 pouco impacto tem. Situação similar ao José Esteves, na minha opinião.

Há ainda os casos do Tomás Esteves e do Fábio Silva que, sendo de 2002, estiveram nos Sub-17 ao nível das expectativas.

Para mim estes são bons argumentos para se apostar no Mário Silva, para além de ter já vários anos de clube e estar habituado e identificado com as suas dinâmicas.

Não sei se esta será a opção do clube. Se for, para mim fará todo o sentido, embora só o tempo dirá se foi acertada ou não.

« Última modificação: 09/Jul/18, 13:13 por Paul Ashworth »

Offline Celta7

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Para mim estes são bons argumentos para se apostar no Mário Silva, para além de ter já vários anos de clube e estar habituado e identificado com as suas dinâmicas.


Esses são bons argumentos (com os quais eu concordo) para o manter precisamente onde está, onde ele mostrou competência. Mas o Porto é incapaz de segurar os melhores treinadores para cada escalão especifico, continua a ir subindo os treinadores atá ao dia em que eles saem do clube. E depois lá terá o clube de procurar mais um novo treinador, quase sempre um tiro no escuro como foi o Tulipa, na esperança que saia dali um bom treinador.

Às vezes isto mais parece um centro de formação de treinadores do que de jogadores.

Online Edarf

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Alguém sabe quem se apresentou?

Offline Paul Ashworth

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Esses são bons argumentos (com os quais eu concordo) para o manter precisamente onde está, onde ele mostrou competência. Mas o Porto é incapaz de segurar os melhores treinadores para cada escalão especifico, continua a ir subindo os treinadores atá ao dia em que eles saem do clube. E depois lá terá o clube de procurar mais um novo treinador, quase sempre um tiro no escuro como foi o Tulipa, na esperança que saia dali um bom treinador.

Às vezes isto mais parece um centro de formação de treinadores do que de jogadores.

Compreendo e concordo com a ideia, mas temos de ter em conta também a ambição do treinador. Praticamente todos, e em especial os ex-jogadores, têm a ambição de chegar aos Seniores. Um bom exemplo disso é o Bino. Preferiu sair a continuar nos Sub-17, por achar que já estava na altura de "dar o salto", e está há um ano sem clube.

Não é fácil encontrar um treinador/formador que não tenha a ambição de chegar mais acima e que se mentalize que as suas qualidades assentam melhor nos escalões de iniciação ou especialização do que nos Seniores, principalmente depois de mostrarem resultados. E há ainda a questão financeira, mas nem queria ir por aí pela complexidade do tema.


Offline Filipe Sá

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Consigo ver nas fotos:

Rui Pires
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Mata (parece-me ele, cara meia tapada).

Offline Ablon

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Percebo a lógica de tentar avaliar o desempenho de um treinador pelos resultados. É o mais natural, sobretudo nas equipas Seniores. Mas neste caso específico, e sem descurar o resultado porque também é importante, convém fazer sempre algumas perguntas quando queremos avaliar um treinador de Formação:

Os jogadores que treinou, de uma forma geral, demonstram evolução individual? Os jogadores de potencial claro no início do processo, continuam a demonstrar esse potencial? Os de segunda linha, aproximaram-se das referências?

No que diz respeito à geração de 2001, com a qual o Mário Silva esteve 2 anos, parece-me que a resposta para estas perguntas é "Sim". Levi Faustino, Tiago Matos, Rodrigo Valente, Rafael Pereira, Mané, Gonçalo Borges são exemplos de atletas dos quais já se tinha algumas expectativas, e estas continuam "intactas".

Outros tiveram um crescimento significativo e parecem hoje melhor preparados: Rúben Amaral, Major, Raí, Meixedo (embora aqui será mérito do Departamento de GR).

No sentido inverso, o Edgar Pereira "desapareceu", mas aí creio que também se deve considerar o facto de ter tido sempre alguma preponderância pela sua dimensão física, algo que nos Sub-17 pouco impacto tem. Situação similar ao José Esteves, na minha opinião.

Há ainda os casos do Tomás Esteves e do Fábio Silva que, sendo de 2002, estiveram nos Sub-17 ao nível das expectativas.

Para mim estes são bons argumentos para se apostar no Mário Silva, para além de ter já vários anos de clube e estar habituado e identificado com as suas dinâmicas.

Não sei se esta será a opção do clube. Se for, para mim fará todo o sentido, embora só o tempo dirá se foi acertada ou não.

Concordo com tudo mas apenas realço não ter falado apenas nos resultados. Não gostei muito da evolução do Tomás, do Rafa e do Gonçalo, por exemplo.

Offline jmj

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Percebo a lógica de tentar avaliar o desempenho de um treinador pelos resultados. É o mais natural, sobretudo nas equipas Seniores. Mas neste caso específico, e sem descurar o resultado porque também é importante, convém fazer sempre algumas perguntas quando queremos avaliar um treinador de Formação:

Os jogadores que treinou, de uma forma geral, demonstram evolução individual? Os jogadores de potencial claro no início do processo, continuam a demonstrar esse potencial? Os de segunda linha, aproximaram-se das referências?

No que diz respeito à geração de 2001, com a qual o Mário Silva esteve 2 anos, parece-me que a resposta para estas perguntas é "Sim". Levi Faustino, Tiago Matos, Rodrigo Valente, Rafael Pereira, Mané, Gonçalo Borges são exemplos de atletas dos quais já se tinha algumas expectativas, e estas continuam "intactas".

Outros tiveram um crescimento significativo e parecem hoje melhor preparados: Rúben Amaral, Major, Raí, Meixedo (embora aqui será mérito do Departamento de GR).

No sentido inverso, o Edgar Pereira "desapareceu", mas aí creio que também se deve considerar o facto de ter tido sempre alguma preponderância pela sua dimensão física, algo que nos Sub-17 pouco impacto tem. Situação similar ao José Esteves, na minha opinião.

Há ainda os casos do Tomás Esteves e do Fábio Silva que, sendo de 2002, estiveram nos Sub-17 ao nível das expectativas.

Para mim estes são bons argumentos para se apostar no Mário Silva, para além de ter já vários anos de clube e estar habituado e identificado com as suas dinâmicas.

Não sei se esta será a opção do clube. Se for, para mim fará todo o sentido, embora só o tempo dirá se foi acertada ou não.

O "desaparecimento" do Edgar deve ter sido o aspecto menos positivo do trabalho do Mário Silva, nestas últimas duas épocas. Oxalá que se consiga recuperá-lo, um pouco à semelhança daquilo que se fez com o J. Mário. É preciso aprender com os erros do passado.
Houve também a questão do lateral-esquerdo, que não foi resolvida devidamente, na minha opinião. Em Janeiro, o Rui Ferreira deveria ter sido integrado nos sub-17. 

Em relação ao Brandão, a sua saída não é minimamente surpreendente. Os resultados dos primeiros da segunda volta da fase final do campeonato com o D. Costa e Leite na equipa foram fatais.

Offline Paul Ashworth

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Concordo com tudo mas apenas realço não ter falado apenas nos resultados. Não gostei muito da evolução do Tomás, do Rafa e do Gonçalo, por exemplo.

Em relação ao Rafa concordo que não foi tão preponderante na parte final da época como se esperava. Faltou-lhe agressividade e intensidade para "sobreviver" num contexto de extrema competitividade.

Em relação aos outros dois, para mim o Tomás foi um pouco o oposto do Rafa, início mais discreto mas na parte final cresceu muito. O Gonçalo teve uma preponderância que nunca tinha tido até aqui. Acho que aí houve dedo do treinador, até porque tem uma personalidade difícil e que é preciso saber levar.

Offline Celta7

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Compreendo e concordo com a ideia, mas temos de ter em conta também a ambição do treinador. Praticamente todos, e em especial os ex-jogadores, têm a ambição de chegar aos Seniores. Um bom exemplo disso é o Bino. Preferiu sair a continuar nos Sub-17, por achar que já estava na altura de "dar o salto", e está há um ano sem clube.

Não é fácil encontrar um treinador/formador que não tenha a ambição de chegar mais acima e que se mentalize que as suas qualidades assentam melhor nos escalões de iniciação ou especialização do que nos Seniores, principalmente depois de mostrarem resultados. E há ainda a questão financeira, mas nem queria ir por aí pela complexidade do tema.


Mas esses treinadores não deveriam interessar ao Porto. Eu compreendo que haja treinadores que começam a carreira com o objectivo de um dia chegarem aos Seniores, mas que vão aprender a ser treinadores noutro clube. É um luxo a que o Porto não se pode dar.

Os melhores treinadores de formação, seja em modalidade for, nem são ex-jogadores que se destacaram nos Seniores, são precisamente aqueles que não deram nada enquanto futebolistas e se começaram a dedicar ao treino mais cedo. E é possivel encontrar noutros clubes e noutras modalidades excelentes treinadores de formação que se mantêm no mesmo escalão durante anos porque é ali que eles são mesmo bons. E são esses que o Porto deveria ir buscar.

Offline Asterix

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Rui Pires
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Mata (parece-me ele, cara meia tapada).
Se forem à aplicação do nosso clube aparece o plantel da equipa B. Alguns nomes já foram apagados como o Bidi João Cardoso  Danúbio e... mas continua o Chidera  Chikhaoui. Falts é os reforcos..

Offline Paul Ashworth

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Mas esses treinadores não deveriam interessar ao Porto. Eu compreendo que haja treinadores que começam a carreira com o objectivo de um dia chegarem aos Seniores, mas que vão aprender a ser treinadores noutro clube. É um luxo a que o Porto não se pode dar.

Os melhores treinadores de formação, seja em modalidade for, nem são ex-jogadores que se destacaram nos Seniores, são precisamente aqueles que não deram nada enquanto futebolistas e se começaram a dedicar ao treino mais cedo. E é possivel encontrar noutros clubes e noutras modalidades excelentes treinadores de formação que se mantêm no mesmo escalão durante anos porque é ali que eles são mesmo bons. E são esses que o Porto deveria ir buscar.

Não há muito a contrapor, deveria ser esse o caminho.

Offline Paul Ashworth

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O "desaparecimento" do Edgar deve ter sido o aspecto menos positivo do trabalho do Mário Silva, nestas últimas duas épocas. Oxalá que se consiga recuperá-lo, um pouco à semelhança daquilo que se fez com o J. Mário. É preciso aprender com os erros do passado.
Houve também a questão do lateral-esquerdo, que não foi resolvida devidamente, na minha opinião. Em Janeiro, o Rui Ferreira deveria ter sido integrado nos sub-17. 

Em relação ao Brandão, a sua saída não é minimamente surpreendente. Os resultados dos primeiros da segunda volta da fase final do campeonato com o D. Costa e Leite na equipa foram fatais.

Em relação ao Edgar não consigo dissociar o seu "desaparecimento" com a questão da dimensão física. O Edgar sempre foi muito desenvolvido fisicamente para a idade, com muito rendimento porque era mais forte e mais rápido que os adversários. Conforme essas forças se foram equilibrando, foi perdendo preponderância. Um pouco o que acontece com os atletas "martelados", embora neste caso a idade cronológica estivesse certa.