Autor Tópico: Lendas do futebol internacional  (Lida 72919 vezes)

Offline André Farinha

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Ronaldinho imortalizado no Maracanã




Offline André Farinha

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Offline juliolopes

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Nunca fui fã da personalidade, mas como jogador foi incrivel. Jogava tanto, tanto.



Está-se a tornar uma lenda subvalorizada para os mais novos. Melhor extremo puro que vi jogar, era bom com as duas pernas, excelente no 1x1, excelente capacidade de passe, recepção, protecção de bola. Era bom em tudo.

Offline Di Charis

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Nunca fui fã da personalidade, mas como jogador foi incrivel. Jogava tanto, tanto.



Está-se a tornar uma lenda subvalorizada para os mais novos. Melhor extremo puro que vi jogar, era bom com as duas pernas, excelente no 1x1, excelente capacidade de passe, recepção, protecção de bola. Era bom em tudo.

O Figo foi simplesmente fantástico, muito desvalorizado, não foi minimamente inferior ao Zidane, faltando-lhe apenas uma vitória com a selecção - deviam ter sido os Euros 2000 e o 2004 e talvez qualquer coisa no mundial 2006 para fechar o ramalhete.

Tenho uma camisola de jogo dele do Barça.

Offline André Farinha

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Offline JAEP

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Duas lendas...



PS: Não creio que Messi seja tão alto assim.

Offline Di Charis

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Erik Mykland.



Erik "Myggen" Mykland, um dos meus jogadores favoritos de sempre.

Jogador à Porto, "Myggen" traduz-se por mosquito, tal a raça do Erik em campo, sempre em cima do adversário, como um mosquito.

(O Mykland até comemorava os golos simulando as asas de um mosquito)

Fez parte da geração de ouro do futebol norueguês, foi até o jogador mais técnicista daquela geração, geração que falhou apenas o Euro 92 - eram só 8 equipas na fase final - e o Euro 96, no entanto, participaram no mundial de 94, 98 e no euro 2000.



Henning Berg, Ronny Johnsen, Stig Inge Bjørnebye, Mykland, Tore Andre Flo, Ole Gunnar Solskjær entre outros, numa altura em que o Rosenborg era presença assidua na liga dos campeões - e quase sempre jogava connosco.

Pelo meio, deram cabo de um mega Brasil, duas vezes.



Primeiro um simpático 4-2 e depois no campeonato do mundo  por 2-1:



Mas voltemos ao Mykland.

A primeira vez que o vi jogar foi no mundial de 94, quando me "apaixonei" foi no mundial de 98, onde foi para mim um dos melhores no mundial - ele e os manos Laudrup pela Dinamarca.
Na altura, jovem adolescente, comprei uma camisola da Noruega, estampei-a na loja verde dos Lagartos - era o que havia ao pé - com o 7 do Mykland.
Camisola da Umbro, super pesada e eu a jogar com ela no verão alentejano.

O Mykland não era só bom técnicamente, era também excelente a passar e a ler o jogo, a rematar bem de longe.
Jogou pelo Panathinaikos - na altura em que o Panathinaikos era equipa de champions league - e na alemanha, jogou na dinamarca pelo Kopenhagen onde acabou pela primeira vez a carreira em 2004 (voltou a jogar mais tarde pelo Start, onde deu nas vistas antes de sair para o Utrech e depois para o Linz na austria, de onde deu o salto para o já citado PAO).



Na altura em que jogava, era conhecido pela vida "bohemia".

Normalmente quando gostamos de um músico, um escritor ou um futebolista, temos sempre a vontade de encontrar qualquer coisa que valide a simpatia que temos, queremos saber que o Aloisio é um gajo porreiro, cinco estrelas e não que anda a gamar carteiras aos turistas ou pior, promove alojamento temporário em zonas históricas e vota no bloco.

O Mykland não andava bem, copos, etc e como era mediático, chegou a um ponto em que desapareceu do mapa - para quem conhece os escritos do Patrick Suskind(escreveu o perfume), foi um bocado como "a história do senhor Sommer", o Mykland desapareceu porque queria que o deixassem em paz e foi a última coisa que soube dele, de um dos meus jogadores favoritos.

Umas semanas atrás, surgiu-me a oportunidade de eu ter uma camisola de jogo do Mykland, usada num amigável pós-mundial de 98 e dei por mim a escrever o nome do Mykland no google, ver o que era feito.



(Mykland a fazer o que a equipa inteira da Inglaterra não conseguiu fazer no estádio Azteca)

E o Mykland tinha voltado a ribalta, consagrado e premiado o projecto do Mykland de ajuda a refugiados de guerra na Noruega.



Não só o Mykland está bem e dá-se a validação que eu falava de quem gostamos, o Mykland afinal, é um gajo porreiro.

E a camisola de jogo do Mykland?.



Está ali na colecção à espera que me perguntem:" e esta era de quem?" para eu responder... Essa foi do Mykland.. Do Mosquito.

« Última modificação: 19/Abr/19, 22:59 por Di Charis »