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	<title>Wiki Portal dos Dragões - Contribuições do utilizador [pt]</title>
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	<subtitle>Contribuições do utilizador</subtitle>
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		<updated>2021-01-31T12:24:03Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Fil: /* Recintos */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== &amp;lt;big&amp;gt;História&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===  '''A Fundação e os primeiros anos''' ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Antonio Nicolau d'Almeida.jpg|miniaturadaimagem|António Nicolau d'Almeida, fundador do FC Porto]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 28 de setembro de 1893 no dia do aniversário do rei D. Carlos e da rainha D. Amélia, o Foot-Ball Club do Porto é fundado, por obra e graça do jovem de 20 anos António Nicolau d'Almeida, um comerciante do vinho do Porto que descobriu o futebol nas suas viagens a Inglaterra. O FC Porto inicia então os seus primeiros treinos no Campo do Prado, em Matosinhos, e no dia 8 de outubro disputa o primeiro jogo da história do clube, contra o Clube de Aveiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 25 de outubro de 1893, Nicolau d'Almeida convida o Club Lisbonense para uma partida de futebol, que decorreria no dia 2 de novembro. O Diário Ilustrado, com sede em Lisboa, é quem noticia o convite, e até a resposta do Club Lisbonense. Guilherme Pinto Basto, o então presidente do Club Lisbonense, aceitara então o convite mas não no dia previsto. A data escolhida foi o dia 2 de março do ano seguinte e para além disso, Pinto Basto conseguiu convencer D. Carlos a patrocinar o jogo, oferecendo também uma taça por parte do rei. O nome escolhido foi Taça D. Carlos I, ou ainda Cup d'El Rey. Jogado no Campo Alegre, no Porto, também chamado Campo dos Ingleses, casa do Oporto Cricket and Lawn-Tennis Club, o jogo acaba com uma derrota do FC Porto, por 1–0.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1896, António Nicolau d'Almeida casa-se com Hilda Rumsey e esta pede-lhe para se afastar do futebol, que considerava uma modalidade demasiado violenta. António aceita o seu pedido e afasta-se do clube que entrou num período de letargia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== '''A Refundação''' ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:JMC.jpg|miniaturadaimagem|José Monteiro da Costa, responsável pelo renascimento do Clube]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Doze anos depois, em 1906, José Monteiro da Costa regressou de Inglaterra, fascinado pelo mesmo desporto que encantara o seu amigo há mais de uma década e resolveu criar uma equipa de futebol, sob o nome &amp;quot;Grupo do Destino&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entretanto, José conversou com Nicolau d'Almeida sobre o projeto que iniciara em 1893. José não hesitou e extingue o Destino, refundando assim o FC Porto e instalando a primeira sede do clube nas instalações do recém-extinto Destino. A nova fundação ocorre no dia 2 de agosto de 1906, assumindo desde logo uma faceta de clube eclético, no qual se começaram a praticar também diversas outras modalidades. José decidiu o azul e branco como as cores do clube e manteve o nome do mesmo. Para além disso, foi desenhado o primeiro emblema do clube, que consistiu numa bola de metal azul com as iniciais &amp;quot;FCP&amp;quot;. Entretanto, é alugado à Companhia Hortícola Portuense o primeiro campo do clube, o Campo da Rainha, que fora simultaneamente o primeiro relvado de Portugal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
José Monteiro da Costa escolheu pintar o FC Porto de azul e branco, então as cores da bandeira nacional, e aprovou o primeiro emblema: uma bola de futebol azul, com as iniciais FCP em branco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== '''Divergências sobre o ano de fundação ''' === &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Até ao ano de 1988 era oficial a data de fundação do FC Porto como tendo sido a 2 de agosto de 1906, por iniciativa de José Monteiro da Costa. A 26 de fevereiro de 1988, realizou-se mais uma Assembleia Geral Ordinária, que tinha como principal ponto agendado a apreciação e votação do Relatório e Contas da Direção e Parecer do Conselho Fiscal referente à anuidade de 1987. Após várias intervenções de apoio ao presidente em funções, Jorge Nuno Pinto da Costa, o sócio Custódio Castro, encarregado da comissão nomeada para apreciar a problemática da fundação do clube, dissecou a questão, tendo decidido que &amp;quot;o FC Porto foi fundado em 1906 embora a semente tenha sido lançada em 1893&amp;quot;.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Foi, no entanto, a apresentação de Rui Guedes, autor da &amp;quot;Fotobiografia do FC Porto&amp;quot; quem haveria de dominar a noite, apresentando dois recortes de jornais da década de 90 do século XIX que, a seu entender, corroboraram a sua teoria de fundação do clube. Tendo sido apresentada e votada por ampla maioria a sua proposta de alteração dos estatutos, a redação do artigo primeiro passou a referir que o FC Porto, pessoa coletiva e de utilidade pública, foi fundado em 28 de setembro de 1893, tendo iniciado imediatamente a sua atividade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durante a vida do Futebol Clube do Porto existiram múltiplas atividades dos seus aniversários e comemorações centradas na sua data de fundação de 2 de agosto de 1906. Ao completar 50 anos de atividade, em 1956, foi uma vez mais campeão nacional, um objetivo que perseguia há 16 anos, tendo constituído ainda maior júbilo. Na obra &amp;quot;História do F.C. Porto&amp;quot; publicada por António Rodrigues Teles nesse mesmo ano comemorativo, na sua página 68 entre os 100 primeiros sócios do clube não consta António Nicolau d'Almeida. Uma das mais ativas diligências para a angariação de sócios realizou-se com as festividades do 70º aniversário do clube, entre agosto e novembro de 1976, com a Campanha dos 70.000 sócios. No final da década seguinte, festejando o 80º aniversário, a Companhia Seiva Trupe criou uma atraente obra intitulada &amp;quot;Um cálice de Porto: 1906-1986, 80 anos do Futebol Clube do Porto&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==='''Primeiros títulos nacionais e períodos de menor fulgor (1922–1981)'''===&lt;br /&gt;
Em junho de 1922, arranca a primeira edição do Campeonato de Portugal, primeira prova nacional oficial, criada pela União Portuguesa de Futebol, antecessora da Federação Portuguesa de Futebol, com o objetivo de juntar os campeões regionais de Lisboa e Porto. É o FC Porto quem leva a melhor na primeira edição, ganhando ao Sporting por 3–1, na finalíssima, a 18 de junho, e tornando-se no primeiro campeão português de futebol. Nesse mesmo ano, o futebolista &amp;quot;Simplício&amp;quot;, que fora também artista gráfico, conjugou o antigo símbolo do FC Porto com as armas da cidade do Porto, dando origem ao atual emblema do clube.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dois anos depois, na primeira prova de sempre nas piscinas do FC Porto, Luíz Canto Moniz ganha os 200 metros livres do campeonato nacional de natação, iniciando-se no mesmo ano a prática do hóquei em patins. Na modalidade de futebol, dias depois da derrota do FC Porto contra o Deportivo por 7–3, já na época seguinte a 15 de julho de 1925, Velez Carneiro, então jogador portista, é assassinado com quatro tiros pelo escriturário Carmindo Duarte, tendo a sua homenagem sido feita por Coelho da Costa, jogador que marcou o golo que valeu o título de campeão nacional de futebol. A 1926, inicia-se o basquetebol, por iniciativa de três jogadores, e três anos depois o clube estreia-se no hóquei em campo, a 20 de outubro de 1929.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O FC Porto conseguia tanto público que o Campo da Constituição começou a ficar pequeno. Por isso em 1933, foi proposta em Assembleia Geral a aquisição de terrenos para a construção de um novo estádio, o futuro Estádio das Antas. Enquanto não estava disponível, o clube jogava não só na Constituição, mas também em outros campos emprestados, de vez em quando, como o Campo do Ameal ou o Estádio do Lima.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1934–35, arranca a primeira edição do Campeonato Nacional da Primeira Divisão, ou simplesmente da Primeira Divisão, estimulada pela necessidade de se estabelecer uma estrutura futebolística mais forte no país, tendo essa ideia surgido após Portugal ter perdido com a Espanha por 9–0, na eliminatória de acesso ao Mundial de 1934. É o FC Porto quem a vence, com dois pontos de avanço sobre o segundo classificado, o Sporting, sob a gerência do húngaro Joseph Szabo. Contudo, o FC Porto só volta a ser campeão nacional quatro anos depois, em 1938–39, no mesmo ano em que o Campo da Constituição aumenta a lotação para 20 mil lugares. Foi por pouco que o FC Porto não garantiu a descida à Segunda Divisão na temporada seguinte, pois a equipa futebolística acabou o campeonato regional na terceira posição nesse mesmo ano, lugar que não dava acesso à Primeira Divisão. Mas devido ao alargamento de clubes do principal escalão, o clube manteve-se na mais alta competição de futebol e curiosamente foi bicampeão pela primeira vez na sua história, em 1939–40. O mesmo aconteceu em 1941–42, quando o FC Porto voltou a ficar num lugar do campeonato regional que não dava acesso à Primeira Divisão, mas graças a um novo alargamento efetuado pela Federação, o FC Porto manteve-se novamente na Primeira Liga.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Logo na temporada seguinte, em 1942–43, o clube conseguiu um humilhante sétimo lugar no campeonato, pior da história até aquela altura. Os 12–2 sofridos pelo Benfica para o campeonato no dia 7 de fevereiro de 1943, e a eliminação na Taça de Portugal, sucessora do Campeonato de Portugal, pelo Vitória de Setúbal por 7–0, reforçaram ainda mais a fraca época dirigida pelo técnico húngaro Lipo Herczka. Apesar disso, o clube é hexacampeão nacional de andebol na temporada seguinte, e o número de sócios dos dragões aumenta, passando dos 1800 sócios para 4 mil.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1948, Fernando Moreira vence a 13ª edição da Volta a Portugal em bicicleta, e em 1952 o clube vence pela primeira vez o campeonato de basquetebol. Ainda no mesmo ano, desta vez na modalidade de futebol, o FC Porto venceu o poderoso Arsenal num amigável, considerado a melhor equipa do mundo na altura, por 3–2. Para compensar o feito, um grupo de seis sócios lançou uma campanha para a compra de uma taça: a &amp;quot;Taça Arsenal&amp;quot;, a maior taça do mundo, tendo custado duzentos contos e pesando cerca de 250 quilos, repartidos por 130 quilos de prata, os restantes num relicário com quase três metros de altura.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Depois das obras terem começado em inícios de 1951, o &amp;quot;Estádio do Futebol Clube do Porto&amp;quot; é inaugurado em 28 de maio de 1952, mas ficou para a história como Estádio das Antas. Na inauguração, os dragões perdem por uns incríveis 8–2 contra o convidado Benfica. Apesar de tudo, o clube chega à sua primeira final da Taça de Portugal na época seguinte, mas é novamente vencido pelo mesmo Benfica por 5–0. Estes episódios dramáticos chegaram ao fim em 1955–56, quando o clube portuense venceu a primeira dobradinha de futebol da sua história, ganhando ao Torreense na final da Taça por 2–0, e terminando em igualdade pontual com o Benfica no campeonato, que só deu o título de campeão por ter perdido 3–0 nas Antas e empatado em casa 1–1,campeonato esse que foi ganho quinze épocas depois. Com efeito, o clube participa pela primeira vez em competições europeias na época seguinte, mas o sonho de seguir longe terminou rapidamente após a eliminação contra o Atlético de Bilbao na 1ª eliminatória da Taça dos Clubes Campeões Europeus (derrota por 2–1 em casa na primeira mão e por 3–2 fora no segundo jogo).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nas épocas posteriores, entraram para o palmarés do clube duas Taças de Portugal de futebol, em 1958 e em 1968, um campeonato da mesma modalidade em 1959, quatro títulos consecutivos de Volta a Portugal em bicicleta em 1963 e o primeiro título de campeão nacional de voleibol em 1965. No futebol, o cenário inverteu-se quando o FC Porto termina a liga em nono lugar em 1969–70, pior da história, e é eliminado tanto na Taça de Portugal pelo Tirsense, como na Taça das Cidades com Feiras pelos ingleses do Newcastle. O número de sócios aumenta para cerca de 41 mil em 1971, e no bilhar o clube obtém o terceiro lugar no campeonato europeu em 1972, melhor classificação da história por um equipa portuguesa. Entretanto, Pavão, antigo futebolista do clube, falece no dia 16 de dezembro de 1973 devido a um ataque cardíaco, durante um jogo em casa para o campeonato. Em 1977, o regresso de José Maria Pedroto, que fora jogador do clube por largas épocas, e a entrada de Jorge Nuno Pinto da Costa para diretor do departamento de futebol acaba com o jejum de títulos no futebol, com a conquista da Taça de Portugal frente ao Braga, e a promessa de uma estrutura mais forte no clube. Em 1977–78, 19 anos depois do último título de campeão nacional de futebol, os dragões voltam a conquistá-lo, mas perdem a final na Taça de Portugal frente ao Sporting, na finalíssima. Na época seguinte: mais uma vez campeão nacional de futebol, e vários títulos nas modalidades, nomeadamente a Taça de Portugal em basquetebol, o campeonato nacional de ciclismo em equipas, a Taça de Portugal de andebol e o campeonato nacional de corta-mato, graças a Aurora Cunha. A 18 de novembro de 1981, o clube foi feito Membro Honorário da Ordem do Infante D. Henrique.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==='''Entrada de Pinto da Costa (1982–1999)'''===&lt;br /&gt;
A 17 de abril de 1982, Jorge Nuno Pinto da Costa é eleito presidente do FC Porto, começando o clube a ganhar terreno ao longo dos anos sobre os rivais de Lisboa em qualquer modalidade. A conquista da Taça das Taças em hóquei em patins na mesma época, frente ao Sporting—naquele que foi o primeiro título internacional do clube—, e a reconquista na época seguinte, frente ao Benfica, foi prova disso mesmo. Em 1982–83, Pedroto regressa, mas não consegue nenhum título na temporada, acabando no segundo lugar do campeonato e perdendo a final da Taça de Portugal diante do Benfica por 1–0 nas Antas. Em 1983–84, na última temporada de Pedroto, que entretanto cedeu o lugar a António Morais por causa de uma doença, o clube acaba a época com a Taça de Portugal no museu, ganha ao Rio Ave por 4–1, e a Supertaça, ganha ao Benfica na segunda mão por 2–1 na Luz, depois dum empate a zero em casa. Para além disso, o FC Porto chegou à primeira final europeia, a Taça das Taças, perdido para a Juventus por 2–1, com uma arbitragem tendenciosa para o lado dos italianos. Na época seguinte, o clube é finalmente campeão graças ao treinador Artur Jorge, vencendo também a Supertaça ao Benfica. Relativamente ao atletismo, Aurora Cunha bateu dois recordes nacionais e sagrou-se campeã mundial dos 10 km de estrada. A equipa de hóquei em patins vence novamente uma competição internacional em 1985–86, a Liga Europeia, numa época em que o FC Porto volta a ser campeão nacional em futebol e Aurora Cunha volta a vencer o Campeonato Mundial dos 15 e dos 10 quilómetros.Entretanto, a 9 de dezembro de 1986, é criada a secção de Desporto Adaptado do clube.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 27 de maio de 1987, na época de 1986–87, o clube finalmente consegue ganhar uma competição europeia no futebol, tendo ganho brilhantemente o favorito Bayern de Munique por 2–1 na final da Taça dos Campeões Europeus de 1986–87. Conquistada no Estádio Prater, em Viena, a equipa portuguesa esteve a perder até aos 78 minutos por 1–0, minuto em que Rabah Madjer se inspira, marca o famoso golo de calcanhar e empata a partida. Poucos minutos a seguir, Juary marca o golo da vitória do terceiro título da Taça dos Campeões Europeus em Portugal. O FC Porto nessa época foi ainda campeão da Supertaça, ganha novamente ao Benfica (1–1 em casa na primeira mão e 4–2 fora no segundo jogo), apesar de ter ficado em segundo lugar e de ter sido eliminado na Taça de Portugal frente ao Sporting.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com a saída de Artur Jorge na época seguinte, Tomislav Ivić assumiu o cargo mas nem por isso quebrou a série vitoriosa internacional—dois títulos internacionais, somando aos dois internos. Entre eles, a primeira Taça Intercontinental do clube e de Portugal, ganha na neve ao Peñarol por 2–1, e a primeira Supertaça Europeia do clube e novamente de Portugal, ganha ao Ajax (1–0 em ambas as mãos). O FC Porto foi ainda campeão nacional a quinze pontos do Benfica, segundo classificado, e vencedor da Taça de Portugal, tendo ganho ao Vitória de Guimarães por 1–0. A 3 de março de 1988, o clube foi feito Membro Honorário da Ordem do Mérito. Mais tarde, em 1989–90, a equipa de hóquei em patins volta a vencer a Liga Europeia, e quatro anos depois conquista pela primeira vez a Taça CERS, o que voltaria a acontecer em 1996. E foi na mesma época que o FC Porto gelou o Estádio da Luz na Supertaça de futebol, com a goleada de 5–0 ao seu maior rival, a sua maior vitória na casa do Benfica, num ano em que venceu o campeonato de futebol pela terceira vez consecutiva. Em 1998–99, o clube consegue vencer o campeonato nacional da mesma modalidade, o quinto consecutivo, um feito inédito e ultrapassado pelo Sporting que detinha o recorde de quatro campeonatos seguidos, alcançado nos anos 50. Apesar de ter sido eliminado na Taça de Portugal pelo Torreense nas Antas, a Supertaça não escapou e é vencida ao Braga.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==='''Novas conquistas internacionais (2000–)'''===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este novo século começou com um segundo lugar no campeonato de futebol, atrás do Boavista, por obra de Fernando Santos que foi depois despedido nessa época devido à falha do objetivo principal dois anos consecutivos. Apesar disso, o FC Porto não deixou de vencer títulos e conquistou a Taça de Portugal frente ao Marítimo. Na época seguinte, valeu a Octávio Machado e a José Mourinho um terceiro lugar no campeonato. No entanto, a Supertaça entrou novamente no palmarés portista, conquistada frente ao Boavista.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 16 de novembro de 2003, o Estádio do Dragão, com capacidade para cerca de 50 mil espetadores, foi inaugurado, mas só começou a ser jogado mais tarde devido a problemas relacionados com a relva. A inauguração ficou marcada pela estreia de Lionel Messi no Barcelona, clube convidado para a inauguração e derrotado por 2–0, com golos de Derlei e Hugo Almeida. Já no ano anterior, havia sido inaugurado outro complexo, a 5 de agosto de 2002: o Centro de Treinos e Formação Desportiva PortoGaia, destinado para os treinos da equipa e construído em Vila Nova de Gaia, composto por um miniestádio com capacidade para três mil pessoas, três campos de relva natural e um campo de relva sintética, entre outras instalações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira época de glória chegou na segunda época de José Mourinho, em 2002–03, com a conquista da primeira Taça UEFA do clube e de Portugal, tendo eliminado pelo caminho nomes ilustres como o Panathinaikos (perdendo a primeira mão por 1–0 em casa, e ganhando fora 2–0, nos quartos de final), a Società Sportiva Lazio (vitória por 4–1 em casa e 0–0 fora, nas meias-finais), e finalmente o Celtic, na final por 3–2, já no prolongamento. Para além disto, Mourinho ganhou também a Taça de Portugal, frente à &amp;quot;sua&amp;quot; União de Leiria, por 1–0, e o campeonato.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar de ter conquistado três títulos, Mourinho atingiu apenas o apogeu da sua carreira no clube no ano seguinte, quando o FC Porto venceu o Mónaco na final da Liga dos Campeões por 3–0, com golos de Carlos Alberto, Deco e Alenichev. Entre as suas vítimas, destacaram-se o Manchester United, que perdeu fora por 2–1 e empatou em casa 1–1, com um golo de Costinha aos 90 minutos que garantiu a passagem aos oitavos de final; o Lyon, que perdeu no Dragão por 2–0 e empatou em casa 2–2; e o Deportivo da Corunha, que, apesar de ter empatado fora, perdeu em casa por 1–0, permitindo à equipa portuguesa passar para a final. Voltou a vencer a Supertaça diante do Leiria, nessa mesma época, e na época seguinte, sob o comando de Víctor Fernández, o FC Porto derrotou o Once Caldas nos penaltis para vencer a segunda Taça Intercontinental, a última disputada. A Supertaça Europeia voltou a escapar, perdendo pela segunda vez consecutiva diante do Valência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 2008–09, o FC Porto sagrou-se tetracampeão nacional de futebol e ganhou a Taça de Portugal—sexta dobradinha da história—, por obra e graça de Jesualdo Ferreira (com a ajuda de Co Adriaanse, que venceu o campeonato em 2005–06). Os dragões atingiram ainda os quartos de final da Liga dos Campeões (depois de eliminarem o Atlético de Madrid nos oitavos), tendo sido eliminados graças a um golo de Cristiano Ronaldo na segunda mão, no Dragão, que valeu a passagem do Manchester United à fase seguinte, depois de ter empatado por 2–2 em casa dos red devils. Entretanto, com uma capacidade de 2 179 lugares, o Dragão Caixa, palco das modalidades de hóquei em patins, basquetebol e andebol, é inaugurado no dia 23 de abril de 2009, substituindo assim o antigo Pavilhão Américo de Sá.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Depois da época de 2009–10, com apenas dois títulos e um terceiro lugar no campeonato, sob o comando do mesmo Jesualdo Ferreira, André Villas-Boas entra no comando técnico e vence brilhantemente quatro títulos em 2010–11. Um deles internacional, a nova Liga Europa, vencida na final ao Braga por 1–0, com um golo aos 44 minutos do melhor marcador da competição Radamel Falcao, naquela que foi a primeira final entre clubes portugueses numa prova europeia. Entre os adversário eliminados, destacam-se o Villarreal, que foi goleado na primeira mão das meias-finais por 5–1, antes de ter ganho 3–2 em casa na segunda mão; o Spartak de Moscovo, que foi goleado em ambas as mãos, na primeira por 5–1, em casa, e na segunda por 5–2, fora; o CSKA de Moscovo nos oitavos de final e o Sevilha nos dezasseis avos de final. Para além do campeonato (invicto, com 21 pontos de avanço sobre o segundo classificado, o Benfica), da Taça de Portugal (6–2 ao Guimarães na final) e da Supertaça (2–0 ao Benfica), o FC Porto ainda passou a ser a equipa com mais títulos no futebol, com 69 títulos, ultrapassada ao Benfica que tinha na altura 68. Ainda nessa época, os juniores de futebol conquistaram pela primeira vez um título oficial de dimensão internacional para os escalões de formação do clube: o Blue Stars/FIFA Youth Cup. Duas épocas depois, em 2012–13, o FC Porto volta a ser campeão invicto, desta vez sob o comando de Vítor Pereira. Ainda no mesmo ano de 2013, é inaugurado o Museu do FC Porto by BMG.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &amp;lt;big&amp;gt;Recintos&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Campo_do_Prado|Campo do Prado]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Campo_da_Rua_da_Rainha|Campo da Rua da Rainha]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Campo_da_Constituicao|Campo da Constituição]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Estadio_do_Lima|Estádio do Lima]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Campo_do_Ameal|Campo do Ameal]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Estadio_das_Antas|Estádio das Antas]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Estadio_do_Dragao|Estádio do Dragão]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==='''Do Campo do Prado ao Estádio do Dragão'''===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O primeiro campo utilizado pelo FC Porto para a modalidade do futebol foi o [[Campo_do_Prado|Campo do Prado]], em Matosinhos, onde iniciou os seus primeiros treinos no inicío de outubro de 1893. Mais tarde em 1906, é alugado à Companhia Hortícola Portuense o [[Campo_da_Rua_da_Rainha|Campo da Rua da Rainha]], que fora entretanto um terreno não cultivado. Era um pequeno campo de trinta por cinquenta metros, o primeiro relvado de Portugal. No mesmo ano foram transferidos os viveiros de plantas para outro local, permitindo ao clube criar um campo com as medidas oficiais, rodeado de bancos para 600 pessoas e ainda uma pista de atletismo, balneários e um bar. O aluguer anual era de 20.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para além de tanta assistência que a equipa trazia ao recinto, no final de 1911, o FC Porto foi informado da gradual desocupação do Campo da Rainha para a construção de uma fábrica, que iria ser construído no relvado. Portanto em julho de 1912, uma assembleia geral aprova um novo terreno, o [[Campo_da_Constituicao|Campo da Constituição]], na Rua da Constituição, alugado por 350 escudos anuais e também subalugado por outras três equipas. Para comemorar a nova casa, os ingleses do Oporto Cricket Lawn-Tennis Club organizaram uma partida, do qual saíram vencedores por 5–2. Em agosto do mesmo ano, juntamente com o Leixões, o FC Porto cria a Associação de Futebol do Porto, tendo começado na época seguinte o Campeonato do Porto. Na primeira edição da prova, acabou em segundo lugar, ficando atrás do Boavista, tendo ganho na seguinte temporada, numa competição em que viria a ganhar 30 edições, 21 delas consecutivas, entre 1915 e 1947. A outra modalidade do clube, pesos e halteres, destacar-se-ia na seguinte época de 1915–16, com o duplo campeonato nacional alcançado por Carlos Oliveira. A época posterior foi também de grande interesse, devido à inauguração do campo de ténis, substituindo o rinque de patinagem, que serviu para mostrar os troféus e taças conquistados pelo clube. O FC Porto, no entanto, em 1917–18, perde o título para o Salgueiros depois de três temporadas consecutivas a vencê-la, sendo que os motivos prenderam-se no facto de mais de metade dos jogadores estarem a lutar na I Guerra Mundial. Morreu um jogador, Vidal Pinheiro. Na temporada 1920–21, o clube tenta a compra do Campo Nova Sintra, mas desiste da ideia devido ao alto valor do terreno, que custaria 800 contos, continuando o Campo da Constituição como casa do clube.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mais tarde, para mostrar as taças conquistadas do clube, o FC Porto inaugura o campo de ténis em 1917, substituindo assim o antigo rinque de patinagem. Em 1920, o clube adquire o Campo da Constituição, na sequência do arrendamento por dez anos (400 escudos nos primeiros cinco anos e 450 nos restantes cinco). A comemoração foi feita através de um torneio amigável triangular, do qual saiu vencedor. Na temporada 1920–21, o clube tenta a compra do Campo Nova Sintra, mas desiste da ideia devido ao alto valor do terreno, continuando o Campo da Constituição como casa do clube. Na época 1928–29 é renovado o contrato de arrendamento do Campo da Constituição, com uma renda anual de 12 mil escudos, pagos em duas prestações de 6 mil escudos. Em 1938–39, o campo aumenta a lotação para 20 mil pessoas, o que implicou num aumento das receitas de bilheteira. O atual campo começou a ficar pequeno, por isso em 1933 foi proposta numa assembleia geral a aquisição de novos terrenos para um novo estádio, o [[Estadio_das_Antas|Estádio das Antas]]. Enquanto a nova casa não estava disponível, o FC Porto jogava de vez em quando noutros campos emprestados, como o [[Estadio_do_Lima|Estádio do Lima]] ou o [[Campo_do_Ameal|Campo do Ameal]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira pedra foi lançada a dezembro de 1949, mas a obra só começou um mês depois. José Bacelar, sócio número um do clube, pagou o salário do primeiro dia de trabalho a todos os operários. A inauguração acontece finalmente no dia 28 de maio de 1952, oficialmente denominado como &amp;quot;Estádio do Futebol Clube do Porto&amp;quot;, onde esteve presente o general Craveiro Lopes, então presidente da República Portuguesa. O Benfica foi a equipa convidada para a inauguração, e com toda a frieza, o clube de Lisboa goleou o FC Porto por 8–2. Em 1962–63 é inaugurada o sistema elétrico das Antas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao longo do século o recinto foi ficando maior, devido à inclusão do Pavilhão Américo de Sá, para as modalidade de basquetebol, andebol e hóquei em patins, da piscina coberta, três campos relvados de treino, a Loja Azul, o Bingo, a Sala-Museu e a Torre das Antas. Além disso, sofreu um rebaixamento que permitiu aumentar a lotação para noventa mil lugares em 1986, o que levou a ser um dos estádios eleitos para o Mundial de juniores de 1991. Mas ainda antes, em 1973, o recinto foi palco de um triste falecimento de um jogador portista, Pavão, caído no relvado num jogo do campeonato devido a um ataque cardíaco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 9 de março de 1994, o estádio foi penhorado pelo ministro das finanças, Eduardo Catroga, devido a uma dívida fiscal de cerca de 200 mil contos. O estádio começou por ser demolido em 1 de abril de 2004 e acabou em 28 de junho de 2004, sendo substituído pelo atual [[Estadio_do_Dragao|Estádio do Dragão]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Inaugurado no dia 16 de novembro de 2003, o atual estádio do clube só começou a ser jogado em 2004 devido a problemas relacionados com a relva. A construção do estádio custou 98 milhões de euros, e tem uma capacidade para cerca de 50 mil espetadores. O amigável da inauguração resultou numa vitória de 2–0 contra o Barcelona, onde também se estreou Lionel Messi, então com dezasseis anos. O estádio também foi utilizado para o Euro 2004 e recebeu o jogo de abertura do Euro, em que Portugal perdeu 2–1 com a Grécia. O Dragão tem recebido entretanto várias distinções, entre elas a certificação GreenLight, entregue em 2004 pela Comissão Europeia, e a certificação &amp;quot;Sistema de Gestão Ambiental&amp;quot;, entregue em 2007 pela Associação Portuguesa de Certificação. As instalações do recinto também mereceram o certificado de &amp;quot;Sistema de Gestão de Qualidade&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==='''Outros recintos e infraestruturas'''===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O FC Porto, para além destes recintos, possui também o Dragão Caixa: o pavilhão para as modalidades de hóquei em patins, basquetebol e andebol, inaugurado no dia 23 de abril de 2009 com uma capacidade para 2 179 espetadores; e um centro de treinos alugado para a modalidade de futebol, de nome Centro de Treinos e Formação Desportiva PortoGaia, inaugurado em 5 de agosto de 2002 em Vila Nova de Gaia e cedido pela Câmara Municipal de Gaia por um período de 50 anos. Para além destes centros desportivos, o clube possui também um museu: o chamado Museu do FC Porto by BMG, inaugurado no dia 28 de setembro de 2013. Contudo, o museu só abriu oficialmente ao público no dia 26 de outubro do mesmo ano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &amp;lt;big&amp;gt;Emblema&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1906, é criado o primeiro emblema do clube, que consistia numa bola de futebol azul com as iniciais &amp;quot;FCP&amp;quot;. Mais tarde, na Assembleia Geral de 26 de outubro de 1922, é aprovado o novo símbolo do FC Porto, desenhado pelo artista gráfico e também jogador do clube, Augusto Baptista Ferreira, mais conhecido por &amp;quot;Simplício&amp;quot;. Este novo logótipo representa uma simbiose do antigo emblema com as armas da cidade do Porto. A bola azul representa a modalidade mais antiga do clube. D. Maria II atribiu armas à cidade do Porto em janeiro de 1837: um escudo esquartejado com as armas reais (sete castelos e cinco quinas) no primeiro e quarto quartéis, e as mais antigas armas da cidade do Porto. No segundo e terceito quartéis, um coração, que representa o legado que D. Pedro IV deixou à cidade. Daí a presença das armas no logótipo do clube. O Colar e Grã-Cruz, da Antiga e Muito Nobre Ordem da Torre e espada de Valor Lealdade e Mérito, do qual pende a respetiva medalha, encontram-se presenciados à volta das Armas. Por fim, a Coroa Ducal e o dragão negro do poder, eram pertencentes às antigas armas dos Senhores Reis destes Reinos, em cujo pescoço está uma fita com a palavra Invicta, nome que D. Maria II atribuiu ao Porto&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:FC Porto.png|miniaturadaimagem|Emblema 1906]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:FC Porto emblema.png|miniaturadaimagem]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Sem Título 1922.png|miniaturadaimagem|Emblema 1922]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:279 logo fc porto.gif|miniaturadaimagem]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:1119 logo 2005.png|miniaturadaimagem|Emblema 2005]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:FC Porto logo|miniaturadaimagem|Emblema 2005]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:F.C. Porto logo actual.png|miniaturadaimagem|Emblema actual]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Fil</name></author>
		
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		<summary type="html">&lt;p&gt;Fil: /* Recintos */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== &amp;lt;big&amp;gt;História&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===  '''A Fundação e os primeiros anos''' ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Antonio Nicolau d'Almeida.jpg|miniaturadaimagem|António Nicolau d'Almeida, fundador do FC Porto]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 28 de setembro de 1893 no dia do aniversário do rei D. Carlos e da rainha D. Amélia, o Foot-Ball Club do Porto é fundado, por obra e graça do jovem de 20 anos António Nicolau d'Almeida, um comerciante do vinho do Porto que descobriu o futebol nas suas viagens a Inglaterra. O FC Porto inicia então os seus primeiros treinos no Campo do Prado, em Matosinhos, e no dia 8 de outubro disputa o primeiro jogo da história do clube, contra o Clube de Aveiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 25 de outubro de 1893, Nicolau d'Almeida convida o Club Lisbonense para uma partida de futebol, que decorreria no dia 2 de novembro. O Diário Ilustrado, com sede em Lisboa, é quem noticia o convite, e até a resposta do Club Lisbonense. Guilherme Pinto Basto, o então presidente do Club Lisbonense, aceitara então o convite mas não no dia previsto. A data escolhida foi o dia 2 de março do ano seguinte e para além disso, Pinto Basto conseguiu convencer D. Carlos a patrocinar o jogo, oferecendo também uma taça por parte do rei. O nome escolhido foi Taça D. Carlos I, ou ainda Cup d'El Rey. Jogado no Campo Alegre, no Porto, também chamado Campo dos Ingleses, casa do Oporto Cricket and Lawn-Tennis Club, o jogo acaba com uma derrota do FC Porto, por 1–0.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1896, António Nicolau d'Almeida casa-se com Hilda Rumsey e esta pede-lhe para se afastar do futebol, que considerava uma modalidade demasiado violenta. António aceita o seu pedido e afasta-se do clube que entrou num período de letargia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== '''A Refundação''' ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:JMC.jpg|miniaturadaimagem|José Monteiro da Costa, responsável pelo renascimento do Clube]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Doze anos depois, em 1906, José Monteiro da Costa regressou de Inglaterra, fascinado pelo mesmo desporto que encantara o seu amigo há mais de uma década e resolveu criar uma equipa de futebol, sob o nome &amp;quot;Grupo do Destino&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entretanto, José conversou com Nicolau d'Almeida sobre o projeto que iniciara em 1893. José não hesitou e extingue o Destino, refundando assim o FC Porto e instalando a primeira sede do clube nas instalações do recém-extinto Destino. A nova fundação ocorre no dia 2 de agosto de 1906, assumindo desde logo uma faceta de clube eclético, no qual se começaram a praticar também diversas outras modalidades. José decidiu o azul e branco como as cores do clube e manteve o nome do mesmo. Para além disso, foi desenhado o primeiro emblema do clube, que consistiu numa bola de metal azul com as iniciais &amp;quot;FCP&amp;quot;. Entretanto, é alugado à Companhia Hortícola Portuense o primeiro campo do clube, o Campo da Rainha, que fora simultaneamente o primeiro relvado de Portugal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
José Monteiro da Costa escolheu pintar o FC Porto de azul e branco, então as cores da bandeira nacional, e aprovou o primeiro emblema: uma bola de futebol azul, com as iniciais FCP em branco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== '''Divergências sobre o ano de fundação ''' === &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Até ao ano de 1988 era oficial a data de fundação do FC Porto como tendo sido a 2 de agosto de 1906, por iniciativa de José Monteiro da Costa. A 26 de fevereiro de 1988, realizou-se mais uma Assembleia Geral Ordinária, que tinha como principal ponto agendado a apreciação e votação do Relatório e Contas da Direção e Parecer do Conselho Fiscal referente à anuidade de 1987. Após várias intervenções de apoio ao presidente em funções, Jorge Nuno Pinto da Costa, o sócio Custódio Castro, encarregado da comissão nomeada para apreciar a problemática da fundação do clube, dissecou a questão, tendo decidido que &amp;quot;o FC Porto foi fundado em 1906 embora a semente tenha sido lançada em 1893&amp;quot;.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Foi, no entanto, a apresentação de Rui Guedes, autor da &amp;quot;Fotobiografia do FC Porto&amp;quot; quem haveria de dominar a noite, apresentando dois recortes de jornais da década de 90 do século XIX que, a seu entender, corroboraram a sua teoria de fundação do clube. Tendo sido apresentada e votada por ampla maioria a sua proposta de alteração dos estatutos, a redação do artigo primeiro passou a referir que o FC Porto, pessoa coletiva e de utilidade pública, foi fundado em 28 de setembro de 1893, tendo iniciado imediatamente a sua atividade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durante a vida do Futebol Clube do Porto existiram múltiplas atividades dos seus aniversários e comemorações centradas na sua data de fundação de 2 de agosto de 1906. Ao completar 50 anos de atividade, em 1956, foi uma vez mais campeão nacional, um objetivo que perseguia há 16 anos, tendo constituído ainda maior júbilo. Na obra &amp;quot;História do F.C. Porto&amp;quot; publicada por António Rodrigues Teles nesse mesmo ano comemorativo, na sua página 68 entre os 100 primeiros sócios do clube não consta António Nicolau d'Almeida. Uma das mais ativas diligências para a angariação de sócios realizou-se com as festividades do 70º aniversário do clube, entre agosto e novembro de 1976, com a Campanha dos 70.000 sócios. No final da década seguinte, festejando o 80º aniversário, a Companhia Seiva Trupe criou uma atraente obra intitulada &amp;quot;Um cálice de Porto: 1906-1986, 80 anos do Futebol Clube do Porto&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==='''Primeiros títulos nacionais e períodos de menor fulgor (1922–1981)'''===&lt;br /&gt;
Em junho de 1922, arranca a primeira edição do Campeonato de Portugal, primeira prova nacional oficial, criada pela União Portuguesa de Futebol, antecessora da Federação Portuguesa de Futebol, com o objetivo de juntar os campeões regionais de Lisboa e Porto. É o FC Porto quem leva a melhor na primeira edição, ganhando ao Sporting por 3–1, na finalíssima, a 18 de junho, e tornando-se no primeiro campeão português de futebol. Nesse mesmo ano, o futebolista &amp;quot;Simplício&amp;quot;, que fora também artista gráfico, conjugou o antigo símbolo do FC Porto com as armas da cidade do Porto, dando origem ao atual emblema do clube.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dois anos depois, na primeira prova de sempre nas piscinas do FC Porto, Luíz Canto Moniz ganha os 200 metros livres do campeonato nacional de natação, iniciando-se no mesmo ano a prática do hóquei em patins. Na modalidade de futebol, dias depois da derrota do FC Porto contra o Deportivo por 7–3, já na época seguinte a 15 de julho de 1925, Velez Carneiro, então jogador portista, é assassinado com quatro tiros pelo escriturário Carmindo Duarte, tendo a sua homenagem sido feita por Coelho da Costa, jogador que marcou o golo que valeu o título de campeão nacional de futebol. A 1926, inicia-se o basquetebol, por iniciativa de três jogadores, e três anos depois o clube estreia-se no hóquei em campo, a 20 de outubro de 1929.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O FC Porto conseguia tanto público que o Campo da Constituição começou a ficar pequeno. Por isso em 1933, foi proposta em Assembleia Geral a aquisição de terrenos para a construção de um novo estádio, o futuro Estádio das Antas. Enquanto não estava disponível, o clube jogava não só na Constituição, mas também em outros campos emprestados, de vez em quando, como o Campo do Ameal ou o Estádio do Lima.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1934–35, arranca a primeira edição do Campeonato Nacional da Primeira Divisão, ou simplesmente da Primeira Divisão, estimulada pela necessidade de se estabelecer uma estrutura futebolística mais forte no país, tendo essa ideia surgido após Portugal ter perdido com a Espanha por 9–0, na eliminatória de acesso ao Mundial de 1934. É o FC Porto quem a vence, com dois pontos de avanço sobre o segundo classificado, o Sporting, sob a gerência do húngaro Joseph Szabo. Contudo, o FC Porto só volta a ser campeão nacional quatro anos depois, em 1938–39, no mesmo ano em que o Campo da Constituição aumenta a lotação para 20 mil lugares. Foi por pouco que o FC Porto não garantiu a descida à Segunda Divisão na temporada seguinte, pois a equipa futebolística acabou o campeonato regional na terceira posição nesse mesmo ano, lugar que não dava acesso à Primeira Divisão. Mas devido ao alargamento de clubes do principal escalão, o clube manteve-se na mais alta competição de futebol e curiosamente foi bicampeão pela primeira vez na sua história, em 1939–40. O mesmo aconteceu em 1941–42, quando o FC Porto voltou a ficar num lugar do campeonato regional que não dava acesso à Primeira Divisão, mas graças a um novo alargamento efetuado pela Federação, o FC Porto manteve-se novamente na Primeira Liga.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Logo na temporada seguinte, em 1942–43, o clube conseguiu um humilhante sétimo lugar no campeonato, pior da história até aquela altura. Os 12–2 sofridos pelo Benfica para o campeonato no dia 7 de fevereiro de 1943, e a eliminação na Taça de Portugal, sucessora do Campeonato de Portugal, pelo Vitória de Setúbal por 7–0, reforçaram ainda mais a fraca época dirigida pelo técnico húngaro Lipo Herczka. Apesar disso, o clube é hexacampeão nacional de andebol na temporada seguinte, e o número de sócios dos dragões aumenta, passando dos 1800 sócios para 4 mil.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1948, Fernando Moreira vence a 13ª edição da Volta a Portugal em bicicleta, e em 1952 o clube vence pela primeira vez o campeonato de basquetebol. Ainda no mesmo ano, desta vez na modalidade de futebol, o FC Porto venceu o poderoso Arsenal num amigável, considerado a melhor equipa do mundo na altura, por 3–2. Para compensar o feito, um grupo de seis sócios lançou uma campanha para a compra de uma taça: a &amp;quot;Taça Arsenal&amp;quot;, a maior taça do mundo, tendo custado duzentos contos e pesando cerca de 250 quilos, repartidos por 130 quilos de prata, os restantes num relicário com quase três metros de altura.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Depois das obras terem começado em inícios de 1951, o &amp;quot;Estádio do Futebol Clube do Porto&amp;quot; é inaugurado em 28 de maio de 1952, mas ficou para a história como Estádio das Antas. Na inauguração, os dragões perdem por uns incríveis 8–2 contra o convidado Benfica. Apesar de tudo, o clube chega à sua primeira final da Taça de Portugal na época seguinte, mas é novamente vencido pelo mesmo Benfica por 5–0. Estes episódios dramáticos chegaram ao fim em 1955–56, quando o clube portuense venceu a primeira dobradinha de futebol da sua história, ganhando ao Torreense na final da Taça por 2–0, e terminando em igualdade pontual com o Benfica no campeonato, que só deu o título de campeão por ter perdido 3–0 nas Antas e empatado em casa 1–1,campeonato esse que foi ganho quinze épocas depois. Com efeito, o clube participa pela primeira vez em competições europeias na época seguinte, mas o sonho de seguir longe terminou rapidamente após a eliminação contra o Atlético de Bilbao na 1ª eliminatória da Taça dos Clubes Campeões Europeus (derrota por 2–1 em casa na primeira mão e por 3–2 fora no segundo jogo).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nas épocas posteriores, entraram para o palmarés do clube duas Taças de Portugal de futebol, em 1958 e em 1968, um campeonato da mesma modalidade em 1959, quatro títulos consecutivos de Volta a Portugal em bicicleta em 1963 e o primeiro título de campeão nacional de voleibol em 1965. No futebol, o cenário inverteu-se quando o FC Porto termina a liga em nono lugar em 1969–70, pior da história, e é eliminado tanto na Taça de Portugal pelo Tirsense, como na Taça das Cidades com Feiras pelos ingleses do Newcastle. O número de sócios aumenta para cerca de 41 mil em 1971, e no bilhar o clube obtém o terceiro lugar no campeonato europeu em 1972, melhor classificação da história por um equipa portuguesa. Entretanto, Pavão, antigo futebolista do clube, falece no dia 16 de dezembro de 1973 devido a um ataque cardíaco, durante um jogo em casa para o campeonato. Em 1977, o regresso de José Maria Pedroto, que fora jogador do clube por largas épocas, e a entrada de Jorge Nuno Pinto da Costa para diretor do departamento de futebol acaba com o jejum de títulos no futebol, com a conquista da Taça de Portugal frente ao Braga, e a promessa de uma estrutura mais forte no clube. Em 1977–78, 19 anos depois do último título de campeão nacional de futebol, os dragões voltam a conquistá-lo, mas perdem a final na Taça de Portugal frente ao Sporting, na finalíssima. Na época seguinte: mais uma vez campeão nacional de futebol, e vários títulos nas modalidades, nomeadamente a Taça de Portugal em basquetebol, o campeonato nacional de ciclismo em equipas, a Taça de Portugal de andebol e o campeonato nacional de corta-mato, graças a Aurora Cunha. A 18 de novembro de 1981, o clube foi feito Membro Honorário da Ordem do Infante D. Henrique.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==='''Entrada de Pinto da Costa (1982–1999)'''===&lt;br /&gt;
A 17 de abril de 1982, Jorge Nuno Pinto da Costa é eleito presidente do FC Porto, começando o clube a ganhar terreno ao longo dos anos sobre os rivais de Lisboa em qualquer modalidade. A conquista da Taça das Taças em hóquei em patins na mesma época, frente ao Sporting—naquele que foi o primeiro título internacional do clube—, e a reconquista na época seguinte, frente ao Benfica, foi prova disso mesmo. Em 1982–83, Pedroto regressa, mas não consegue nenhum título na temporada, acabando no segundo lugar do campeonato e perdendo a final da Taça de Portugal diante do Benfica por 1–0 nas Antas. Em 1983–84, na última temporada de Pedroto, que entretanto cedeu o lugar a António Morais por causa de uma doença, o clube acaba a época com a Taça de Portugal no museu, ganha ao Rio Ave por 4–1, e a Supertaça, ganha ao Benfica na segunda mão por 2–1 na Luz, depois dum empate a zero em casa. Para além disso, o FC Porto chegou à primeira final europeia, a Taça das Taças, perdido para a Juventus por 2–1, com uma arbitragem tendenciosa para o lado dos italianos. Na época seguinte, o clube é finalmente campeão graças ao treinador Artur Jorge, vencendo também a Supertaça ao Benfica. Relativamente ao atletismo, Aurora Cunha bateu dois recordes nacionais e sagrou-se campeã mundial dos 10 km de estrada. A equipa de hóquei em patins vence novamente uma competição internacional em 1985–86, a Liga Europeia, numa época em que o FC Porto volta a ser campeão nacional em futebol e Aurora Cunha volta a vencer o Campeonato Mundial dos 15 e dos 10 quilómetros.Entretanto, a 9 de dezembro de 1986, é criada a secção de Desporto Adaptado do clube.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 27 de maio de 1987, na época de 1986–87, o clube finalmente consegue ganhar uma competição europeia no futebol, tendo ganho brilhantemente o favorito Bayern de Munique por 2–1 na final da Taça dos Campeões Europeus de 1986–87. Conquistada no Estádio Prater, em Viena, a equipa portuguesa esteve a perder até aos 78 minutos por 1–0, minuto em que Rabah Madjer se inspira, marca o famoso golo de calcanhar e empata a partida. Poucos minutos a seguir, Juary marca o golo da vitória do terceiro título da Taça dos Campeões Europeus em Portugal. O FC Porto nessa época foi ainda campeão da Supertaça, ganha novamente ao Benfica (1–1 em casa na primeira mão e 4–2 fora no segundo jogo), apesar de ter ficado em segundo lugar e de ter sido eliminado na Taça de Portugal frente ao Sporting.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com a saída de Artur Jorge na época seguinte, Tomislav Ivić assumiu o cargo mas nem por isso quebrou a série vitoriosa internacional—dois títulos internacionais, somando aos dois internos. Entre eles, a primeira Taça Intercontinental do clube e de Portugal, ganha na neve ao Peñarol por 2–1, e a primeira Supertaça Europeia do clube e novamente de Portugal, ganha ao Ajax (1–0 em ambas as mãos). O FC Porto foi ainda campeão nacional a quinze pontos do Benfica, segundo classificado, e vencedor da Taça de Portugal, tendo ganho ao Vitória de Guimarães por 1–0. A 3 de março de 1988, o clube foi feito Membro Honorário da Ordem do Mérito. Mais tarde, em 1989–90, a equipa de hóquei em patins volta a vencer a Liga Europeia, e quatro anos depois conquista pela primeira vez a Taça CERS, o que voltaria a acontecer em 1996. E foi na mesma época que o FC Porto gelou o Estádio da Luz na Supertaça de futebol, com a goleada de 5–0 ao seu maior rival, a sua maior vitória na casa do Benfica, num ano em que venceu o campeonato de futebol pela terceira vez consecutiva. Em 1998–99, o clube consegue vencer o campeonato nacional da mesma modalidade, o quinto consecutivo, um feito inédito e ultrapassado pelo Sporting que detinha o recorde de quatro campeonatos seguidos, alcançado nos anos 50. Apesar de ter sido eliminado na Taça de Portugal pelo Torreense nas Antas, a Supertaça não escapou e é vencida ao Braga.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==='''Novas conquistas internacionais (2000–)'''===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este novo século começou com um segundo lugar no campeonato de futebol, atrás do Boavista, por obra de Fernando Santos que foi depois despedido nessa época devido à falha do objetivo principal dois anos consecutivos. Apesar disso, o FC Porto não deixou de vencer títulos e conquistou a Taça de Portugal frente ao Marítimo. Na época seguinte, valeu a Octávio Machado e a José Mourinho um terceiro lugar no campeonato. No entanto, a Supertaça entrou novamente no palmarés portista, conquistada frente ao Boavista.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 16 de novembro de 2003, o Estádio do Dragão, com capacidade para cerca de 50 mil espetadores, foi inaugurado, mas só começou a ser jogado mais tarde devido a problemas relacionados com a relva. A inauguração ficou marcada pela estreia de Lionel Messi no Barcelona, clube convidado para a inauguração e derrotado por 2–0, com golos de Derlei e Hugo Almeida. Já no ano anterior, havia sido inaugurado outro complexo, a 5 de agosto de 2002: o Centro de Treinos e Formação Desportiva PortoGaia, destinado para os treinos da equipa e construído em Vila Nova de Gaia, composto por um miniestádio com capacidade para três mil pessoas, três campos de relva natural e um campo de relva sintética, entre outras instalações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira época de glória chegou na segunda época de José Mourinho, em 2002–03, com a conquista da primeira Taça UEFA do clube e de Portugal, tendo eliminado pelo caminho nomes ilustres como o Panathinaikos (perdendo a primeira mão por 1–0 em casa, e ganhando fora 2–0, nos quartos de final), a Società Sportiva Lazio (vitória por 4–1 em casa e 0–0 fora, nas meias-finais), e finalmente o Celtic, na final por 3–2, já no prolongamento. Para além disto, Mourinho ganhou também a Taça de Portugal, frente à &amp;quot;sua&amp;quot; União de Leiria, por 1–0, e o campeonato.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar de ter conquistado três títulos, Mourinho atingiu apenas o apogeu da sua carreira no clube no ano seguinte, quando o FC Porto venceu o Mónaco na final da Liga dos Campeões por 3–0, com golos de Carlos Alberto, Deco e Alenichev. Entre as suas vítimas, destacaram-se o Manchester United, que perdeu fora por 2–1 e empatou em casa 1–1, com um golo de Costinha aos 90 minutos que garantiu a passagem aos oitavos de final; o Lyon, que perdeu no Dragão por 2–0 e empatou em casa 2–2; e o Deportivo da Corunha, que, apesar de ter empatado fora, perdeu em casa por 1–0, permitindo à equipa portuguesa passar para a final. Voltou a vencer a Supertaça diante do Leiria, nessa mesma época, e na época seguinte, sob o comando de Víctor Fernández, o FC Porto derrotou o Once Caldas nos penaltis para vencer a segunda Taça Intercontinental, a última disputada. A Supertaça Europeia voltou a escapar, perdendo pela segunda vez consecutiva diante do Valência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 2008–09, o FC Porto sagrou-se tetracampeão nacional de futebol e ganhou a Taça de Portugal—sexta dobradinha da história—, por obra e graça de Jesualdo Ferreira (com a ajuda de Co Adriaanse, que venceu o campeonato em 2005–06). Os dragões atingiram ainda os quartos de final da Liga dos Campeões (depois de eliminarem o Atlético de Madrid nos oitavos), tendo sido eliminados graças a um golo de Cristiano Ronaldo na segunda mão, no Dragão, que valeu a passagem do Manchester United à fase seguinte, depois de ter empatado por 2–2 em casa dos red devils. Entretanto, com uma capacidade de 2 179 lugares, o Dragão Caixa, palco das modalidades de hóquei em patins, basquetebol e andebol, é inaugurado no dia 23 de abril de 2009, substituindo assim o antigo Pavilhão Américo de Sá.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Depois da época de 2009–10, com apenas dois títulos e um terceiro lugar no campeonato, sob o comando do mesmo Jesualdo Ferreira, André Villas-Boas entra no comando técnico e vence brilhantemente quatro títulos em 2010–11. Um deles internacional, a nova Liga Europa, vencida na final ao Braga por 1–0, com um golo aos 44 minutos do melhor marcador da competição Radamel Falcao, naquela que foi a primeira final entre clubes portugueses numa prova europeia. Entre os adversário eliminados, destacam-se o Villarreal, que foi goleado na primeira mão das meias-finais por 5–1, antes de ter ganho 3–2 em casa na segunda mão; o Spartak de Moscovo, que foi goleado em ambas as mãos, na primeira por 5–1, em casa, e na segunda por 5–2, fora; o CSKA de Moscovo nos oitavos de final e o Sevilha nos dezasseis avos de final. Para além do campeonato (invicto, com 21 pontos de avanço sobre o segundo classificado, o Benfica), da Taça de Portugal (6–2 ao Guimarães na final) e da Supertaça (2–0 ao Benfica), o FC Porto ainda passou a ser a equipa com mais títulos no futebol, com 69 títulos, ultrapassada ao Benfica que tinha na altura 68. Ainda nessa época, os juniores de futebol conquistaram pela primeira vez um título oficial de dimensão internacional para os escalões de formação do clube: o Blue Stars/FIFA Youth Cup. Duas épocas depois, em 2012–13, o FC Porto volta a ser campeão invicto, desta vez sob o comando de Vítor Pereira. Ainda no mesmo ano de 2013, é inaugurado o Museu do FC Porto by BMG.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &amp;lt;big&amp;gt;Recintos&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [https://www.fcporto.ws/wiki/index.php?title=Campo_do_Prado&amp;amp;action=edit Campo do Prado]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Campo_da_Rua_da_Rainha|Campo da Rua da Rainha]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Campo_da_Constituicao|Campo da Constituição]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Estadio_do_Lima|Estádio do Lima]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Campo_do_Ameal|Campo do Ameal]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Estadio_das_Antas|Estádio das Antas]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Estadio_do_Dragao|Estádio do Dragão]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==='''Do Campo do Prado ao Estádio do Dragão'''===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O primeiro campo utilizado pelo FC Porto para a modalidade do futebol foi o [[Campo_do_Prado|Campo do Prado]], em Matosinhos, onde iniciou os seus primeiros treinos no inicío de outubro de 1893. Mais tarde em 1906, é alugado à Companhia Hortícola Portuense o [[Campo_da_Rua_da_Rainha|Campo da Rua da Rainha]], que fora entretanto um terreno não cultivado. Era um pequeno campo de trinta por cinquenta metros, o primeiro relvado de Portugal. No mesmo ano foram transferidos os viveiros de plantas para outro local, permitindo ao clube criar um campo com as medidas oficiais, rodeado de bancos para 600 pessoas e ainda uma pista de atletismo, balneários e um bar. O aluguer anual era de 20.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para além de tanta assistência que a equipa trazia ao recinto, no final de 1911, o FC Porto foi informado da gradual desocupação do Campo da Rainha para a construção de uma fábrica, que iria ser construído no relvado. Portanto em julho de 1912, uma assembleia geral aprova um novo terreno, o [[Campo_da_Constituicao|Campo da Constituição]], na Rua da Constituição, alugado por 350 escudos anuais e também subalugado por outras três equipas. Para comemorar a nova casa, os ingleses do Oporto Cricket Lawn-Tennis Club organizaram uma partida, do qual saíram vencedores por 5–2. Em agosto do mesmo ano, juntamente com o Leixões, o FC Porto cria a Associação de Futebol do Porto, tendo começado na época seguinte o Campeonato do Porto. Na primeira edição da prova, acabou em segundo lugar, ficando atrás do Boavista, tendo ganho na seguinte temporada, numa competição em que viria a ganhar 30 edições, 21 delas consecutivas, entre 1915 e 1947. A outra modalidade do clube, pesos e halteres, destacar-se-ia na seguinte época de 1915–16, com o duplo campeonato nacional alcançado por Carlos Oliveira. A época posterior foi também de grande interesse, devido à inauguração do campo de ténis, substituindo o rinque de patinagem, que serviu para mostrar os troféus e taças conquistados pelo clube. O FC Porto, no entanto, em 1917–18, perde o título para o Salgueiros depois de três temporadas consecutivas a vencê-la, sendo que os motivos prenderam-se no facto de mais de metade dos jogadores estarem a lutar na I Guerra Mundial. Morreu um jogador, Vidal Pinheiro. Na temporada 1920–21, o clube tenta a compra do Campo Nova Sintra, mas desiste da ideia devido ao alto valor do terreno, que custaria 800 contos, continuando o Campo da Constituição como casa do clube.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mais tarde, para mostrar as taças conquistadas do clube, o FC Porto inaugura o campo de ténis em 1917, substituindo assim o antigo rinque de patinagem. Em 1920, o clube adquire o Campo da Constituição, na sequência do arrendamento por dez anos (400 escudos nos primeiros cinco anos e 450 nos restantes cinco). A comemoração foi feita através de um torneio amigável triangular, do qual saiu vencedor. Na temporada 1920–21, o clube tenta a compra do Campo Nova Sintra, mas desiste da ideia devido ao alto valor do terreno, continuando o Campo da Constituição como casa do clube. Na época 1928–29 é renovado o contrato de arrendamento do Campo da Constituição, com uma renda anual de 12 mil escudos, pagos em duas prestações de 6 mil escudos. Em 1938–39, o campo aumenta a lotação para 20 mil pessoas, o que implicou num aumento das receitas de bilheteira. O atual campo começou a ficar pequeno, por isso em 1933 foi proposta numa assembleia geral a aquisição de novos terrenos para um novo estádio, o [[Estadio_das_Antas|Estádio das Antas]]. Enquanto a nova casa não estava disponível, o FC Porto jogava de vez em quando noutros campos emprestados, como o [[Estadio_do_Lima|Estádio do Lima]] ou o [[Campo_do_Ameal|Campo do Ameal]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira pedra foi lançada a dezembro de 1949, mas a obra só começou um mês depois. José Bacelar, sócio número um do clube, pagou o salário do primeiro dia de trabalho a todos os operários. A inauguração acontece finalmente no dia 28 de maio de 1952, oficialmente denominado como &amp;quot;Estádio do Futebol Clube do Porto&amp;quot;, onde esteve presente o general Craveiro Lopes, então presidente da República Portuguesa. O Benfica foi a equipa convidada para a inauguração, e com toda a frieza, o clube de Lisboa goleou o FC Porto por 8–2. Em 1962–63 é inaugurada o sistema elétrico das Antas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao longo do século o recinto foi ficando maior, devido à inclusão do Pavilhão Américo de Sá, para as modalidade de basquetebol, andebol e hóquei em patins, da piscina coberta, três campos relvados de treino, a Loja Azul, o Bingo, a Sala-Museu e a Torre das Antas. Além disso, sofreu um rebaixamento que permitiu aumentar a lotação para noventa mil lugares em 1986, o que levou a ser um dos estádios eleitos para o Mundial de juniores de 1991. Mas ainda antes, em 1973, o recinto foi palco de um triste falecimento de um jogador portista, Pavão, caído no relvado num jogo do campeonato devido a um ataque cardíaco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 9 de março de 1994, o estádio foi penhorado pelo ministro das finanças, Eduardo Catroga, devido a uma dívida fiscal de cerca de 200 mil contos. O estádio começou por ser demolido em 1 de abril de 2004 e acabou em 28 de junho de 2004, sendo substituído pelo atual [[Estadio_do_Dragao|Estádio do Dragão]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Inaugurado no dia 16 de novembro de 2003, o atual estádio do clube só começou a ser jogado em 2004 devido a problemas relacionados com a relva. A construção do estádio custou 98 milhões de euros, e tem uma capacidade para cerca de 50 mil espetadores. O amigável da inauguração resultou numa vitória de 2–0 contra o Barcelona, onde também se estreou Lionel Messi, então com dezasseis anos. O estádio também foi utilizado para o Euro 2004 e recebeu o jogo de abertura do Euro, em que Portugal perdeu 2–1 com a Grécia. O Dragão tem recebido entretanto várias distinções, entre elas a certificação GreenLight, entregue em 2004 pela Comissão Europeia, e a certificação &amp;quot;Sistema de Gestão Ambiental&amp;quot;, entregue em 2007 pela Associação Portuguesa de Certificação. As instalações do recinto também mereceram o certificado de &amp;quot;Sistema de Gestão de Qualidade&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==='''Outros recintos e infraestruturas'''===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O FC Porto, para além destes recintos, possui também o Dragão Caixa: o pavilhão para as modalidades de hóquei em patins, basquetebol e andebol, inaugurado no dia 23 de abril de 2009 com uma capacidade para 2 179 espetadores; e um centro de treinos alugado para a modalidade de futebol, de nome Centro de Treinos e Formação Desportiva PortoGaia, inaugurado em 5 de agosto de 2002 em Vila Nova de Gaia e cedido pela Câmara Municipal de Gaia por um período de 50 anos. Para além destes centros desportivos, o clube possui também um museu: o chamado Museu do FC Porto by BMG, inaugurado no dia 28 de setembro de 2013. Contudo, o museu só abriu oficialmente ao público no dia 26 de outubro do mesmo ano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &amp;lt;big&amp;gt;Emblema&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1906, é criado o primeiro emblema do clube, que consistia numa bola de futebol azul com as iniciais &amp;quot;FCP&amp;quot;. Mais tarde, na Assembleia Geral de 26 de outubro de 1922, é aprovado o novo símbolo do FC Porto, desenhado pelo artista gráfico e também jogador do clube, Augusto Baptista Ferreira, mais conhecido por &amp;quot;Simplício&amp;quot;. Este novo logótipo representa uma simbiose do antigo emblema com as armas da cidade do Porto. A bola azul representa a modalidade mais antiga do clube. D. Maria II atribiu armas à cidade do Porto em janeiro de 1837: um escudo esquartejado com as armas reais (sete castelos e cinco quinas) no primeiro e quarto quartéis, e as mais antigas armas da cidade do Porto. No segundo e terceito quartéis, um coração, que representa o legado que D. Pedro IV deixou à cidade. Daí a presença das armas no logótipo do clube. O Colar e Grã-Cruz, da Antiga e Muito Nobre Ordem da Torre e espada de Valor Lealdade e Mérito, do qual pende a respetiva medalha, encontram-se presenciados à volta das Armas. Por fim, a Coroa Ducal e o dragão negro do poder, eram pertencentes às antigas armas dos Senhores Reis destes Reinos, em cujo pescoço está uma fita com a palavra Invicta, nome que D. Maria II atribuiu ao Porto&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:FC Porto.png|miniaturadaimagem|Emblema 1906]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:FC Porto emblema.png|miniaturadaimagem]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Sem Título 1922.png|miniaturadaimagem|Emblema 1922]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:279 logo fc porto.gif|miniaturadaimagem]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:1119 logo 2005.png|miniaturadaimagem|Emblema 2005]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:FC Porto logo|miniaturadaimagem|Emblema 2005]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:F.C. Porto logo actual.png|miniaturadaimagem|Emblema actual]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Fil</name></author>
		
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		<summary type="html">&lt;p&gt;Fil: /* Novas conquistas internacionais (2000–) */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== &amp;lt;big&amp;gt;História&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===  '''A Fundação e os primeiros anos''' ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Antonio Nicolau d'Almeida.jpg|miniaturadaimagem|António Nicolau d'Almeida, fundador do FC Porto]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 28 de setembro de 1893 no dia do aniversário do rei D. Carlos e da rainha D. Amélia, o Foot-Ball Club do Porto é fundado, por obra e graça do jovem de 20 anos António Nicolau d'Almeida, um comerciante do vinho do Porto que descobriu o futebol nas suas viagens a Inglaterra. O FC Porto inicia então os seus primeiros treinos no Campo do Prado, em Matosinhos, e no dia 8 de outubro disputa o primeiro jogo da história do clube, contra o Clube de Aveiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 25 de outubro de 1893, Nicolau d'Almeida convida o Club Lisbonense para uma partida de futebol, que decorreria no dia 2 de novembro. O Diário Ilustrado, com sede em Lisboa, é quem noticia o convite, e até a resposta do Club Lisbonense. Guilherme Pinto Basto, o então presidente do Club Lisbonense, aceitara então o convite mas não no dia previsto. A data escolhida foi o dia 2 de março do ano seguinte e para além disso, Pinto Basto conseguiu convencer D. Carlos a patrocinar o jogo, oferecendo também uma taça por parte do rei. O nome escolhido foi Taça D. Carlos I, ou ainda Cup d'El Rey. Jogado no Campo Alegre, no Porto, também chamado Campo dos Ingleses, casa do Oporto Cricket and Lawn-Tennis Club, o jogo acaba com uma derrota do FC Porto, por 1–0.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1896, António Nicolau d'Almeida casa-se com Hilda Rumsey e esta pede-lhe para se afastar do futebol, que considerava uma modalidade demasiado violenta. António aceita o seu pedido e afasta-se do clube que entrou num período de letargia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== '''A Refundação''' ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:JMC.jpg|miniaturadaimagem|José Monteiro da Costa, responsável pelo renascimento do Clube]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Doze anos depois, em 1906, José Monteiro da Costa regressou de Inglaterra, fascinado pelo mesmo desporto que encantara o seu amigo há mais de uma década e resolveu criar uma equipa de futebol, sob o nome &amp;quot;Grupo do Destino&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entretanto, José conversou com Nicolau d'Almeida sobre o projeto que iniciara em 1893. José não hesitou e extingue o Destino, refundando assim o FC Porto e instalando a primeira sede do clube nas instalações do recém-extinto Destino. A nova fundação ocorre no dia 2 de agosto de 1906, assumindo desde logo uma faceta de clube eclético, no qual se começaram a praticar também diversas outras modalidades. José decidiu o azul e branco como as cores do clube e manteve o nome do mesmo. Para além disso, foi desenhado o primeiro emblema do clube, que consistiu numa bola de metal azul com as iniciais &amp;quot;FCP&amp;quot;. Entretanto, é alugado à Companhia Hortícola Portuense o primeiro campo do clube, o Campo da Rainha, que fora simultaneamente o primeiro relvado de Portugal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
José Monteiro da Costa escolheu pintar o FC Porto de azul e branco, então as cores da bandeira nacional, e aprovou o primeiro emblema: uma bola de futebol azul, com as iniciais FCP em branco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== '''Divergências sobre o ano de fundação ''' === &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Até ao ano de 1988 era oficial a data de fundação do FC Porto como tendo sido a 2 de agosto de 1906, por iniciativa de José Monteiro da Costa. A 26 de fevereiro de 1988, realizou-se mais uma Assembleia Geral Ordinária, que tinha como principal ponto agendado a apreciação e votação do Relatório e Contas da Direção e Parecer do Conselho Fiscal referente à anuidade de 1987. Após várias intervenções de apoio ao presidente em funções, Jorge Nuno Pinto da Costa, o sócio Custódio Castro, encarregado da comissão nomeada para apreciar a problemática da fundação do clube, dissecou a questão, tendo decidido que &amp;quot;o FC Porto foi fundado em 1906 embora a semente tenha sido lançada em 1893&amp;quot;.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Foi, no entanto, a apresentação de Rui Guedes, autor da &amp;quot;Fotobiografia do FC Porto&amp;quot; quem haveria de dominar a noite, apresentando dois recortes de jornais da década de 90 do século XIX que, a seu entender, corroboraram a sua teoria de fundação do clube. Tendo sido apresentada e votada por ampla maioria a sua proposta de alteração dos estatutos, a redação do artigo primeiro passou a referir que o FC Porto, pessoa coletiva e de utilidade pública, foi fundado em 28 de setembro de 1893, tendo iniciado imediatamente a sua atividade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durante a vida do Futebol Clube do Porto existiram múltiplas atividades dos seus aniversários e comemorações centradas na sua data de fundação de 2 de agosto de 1906. Ao completar 50 anos de atividade, em 1956, foi uma vez mais campeão nacional, um objetivo que perseguia há 16 anos, tendo constituído ainda maior júbilo. Na obra &amp;quot;História do F.C. Porto&amp;quot; publicada por António Rodrigues Teles nesse mesmo ano comemorativo, na sua página 68 entre os 100 primeiros sócios do clube não consta António Nicolau d'Almeida. Uma das mais ativas diligências para a angariação de sócios realizou-se com as festividades do 70º aniversário do clube, entre agosto e novembro de 1976, com a Campanha dos 70.000 sócios. No final da década seguinte, festejando o 80º aniversário, a Companhia Seiva Trupe criou uma atraente obra intitulada &amp;quot;Um cálice de Porto: 1906-1986, 80 anos do Futebol Clube do Porto&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==='''Primeiros títulos nacionais e períodos de menor fulgor (1922–1981)'''===&lt;br /&gt;
Em junho de 1922, arranca a primeira edição do Campeonato de Portugal, primeira prova nacional oficial, criada pela União Portuguesa de Futebol, antecessora da Federação Portuguesa de Futebol, com o objetivo de juntar os campeões regionais de Lisboa e Porto. É o FC Porto quem leva a melhor na primeira edição, ganhando ao Sporting por 3–1, na finalíssima, a 18 de junho, e tornando-se no primeiro campeão português de futebol. Nesse mesmo ano, o futebolista &amp;quot;Simplício&amp;quot;, que fora também artista gráfico, conjugou o antigo símbolo do FC Porto com as armas da cidade do Porto, dando origem ao atual emblema do clube.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dois anos depois, na primeira prova de sempre nas piscinas do FC Porto, Luíz Canto Moniz ganha os 200 metros livres do campeonato nacional de natação, iniciando-se no mesmo ano a prática do hóquei em patins. Na modalidade de futebol, dias depois da derrota do FC Porto contra o Deportivo por 7–3, já na época seguinte a 15 de julho de 1925, Velez Carneiro, então jogador portista, é assassinado com quatro tiros pelo escriturário Carmindo Duarte, tendo a sua homenagem sido feita por Coelho da Costa, jogador que marcou o golo que valeu o título de campeão nacional de futebol. A 1926, inicia-se o basquetebol, por iniciativa de três jogadores, e três anos depois o clube estreia-se no hóquei em campo, a 20 de outubro de 1929.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O FC Porto conseguia tanto público que o Campo da Constituição começou a ficar pequeno. Por isso em 1933, foi proposta em Assembleia Geral a aquisição de terrenos para a construção de um novo estádio, o futuro Estádio das Antas. Enquanto não estava disponível, o clube jogava não só na Constituição, mas também em outros campos emprestados, de vez em quando, como o Campo do Ameal ou o Estádio do Lima.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1934–35, arranca a primeira edição do Campeonato Nacional da Primeira Divisão, ou simplesmente da Primeira Divisão, estimulada pela necessidade de se estabelecer uma estrutura futebolística mais forte no país, tendo essa ideia surgido após Portugal ter perdido com a Espanha por 9–0, na eliminatória de acesso ao Mundial de 1934. É o FC Porto quem a vence, com dois pontos de avanço sobre o segundo classificado, o Sporting, sob a gerência do húngaro Joseph Szabo. Contudo, o FC Porto só volta a ser campeão nacional quatro anos depois, em 1938–39, no mesmo ano em que o Campo da Constituição aumenta a lotação para 20 mil lugares. Foi por pouco que o FC Porto não garantiu a descida à Segunda Divisão na temporada seguinte, pois a equipa futebolística acabou o campeonato regional na terceira posição nesse mesmo ano, lugar que não dava acesso à Primeira Divisão. Mas devido ao alargamento de clubes do principal escalão, o clube manteve-se na mais alta competição de futebol e curiosamente foi bicampeão pela primeira vez na sua história, em 1939–40. O mesmo aconteceu em 1941–42, quando o FC Porto voltou a ficar num lugar do campeonato regional que não dava acesso à Primeira Divisão, mas graças a um novo alargamento efetuado pela Federação, o FC Porto manteve-se novamente na Primeira Liga.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Logo na temporada seguinte, em 1942–43, o clube conseguiu um humilhante sétimo lugar no campeonato, pior da história até aquela altura. Os 12–2 sofridos pelo Benfica para o campeonato no dia 7 de fevereiro de 1943, e a eliminação na Taça de Portugal, sucessora do Campeonato de Portugal, pelo Vitória de Setúbal por 7–0, reforçaram ainda mais a fraca época dirigida pelo técnico húngaro Lipo Herczka. Apesar disso, o clube é hexacampeão nacional de andebol na temporada seguinte, e o número de sócios dos dragões aumenta, passando dos 1800 sócios para 4 mil.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1948, Fernando Moreira vence a 13ª edição da Volta a Portugal em bicicleta, e em 1952 o clube vence pela primeira vez o campeonato de basquetebol. Ainda no mesmo ano, desta vez na modalidade de futebol, o FC Porto venceu o poderoso Arsenal num amigável, considerado a melhor equipa do mundo na altura, por 3–2. Para compensar o feito, um grupo de seis sócios lançou uma campanha para a compra de uma taça: a &amp;quot;Taça Arsenal&amp;quot;, a maior taça do mundo, tendo custado duzentos contos e pesando cerca de 250 quilos, repartidos por 130 quilos de prata, os restantes num relicário com quase três metros de altura.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Depois das obras terem começado em inícios de 1951, o &amp;quot;Estádio do Futebol Clube do Porto&amp;quot; é inaugurado em 28 de maio de 1952, mas ficou para a história como Estádio das Antas. Na inauguração, os dragões perdem por uns incríveis 8–2 contra o convidado Benfica. Apesar de tudo, o clube chega à sua primeira final da Taça de Portugal na época seguinte, mas é novamente vencido pelo mesmo Benfica por 5–0. Estes episódios dramáticos chegaram ao fim em 1955–56, quando o clube portuense venceu a primeira dobradinha de futebol da sua história, ganhando ao Torreense na final da Taça por 2–0, e terminando em igualdade pontual com o Benfica no campeonato, que só deu o título de campeão por ter perdido 3–0 nas Antas e empatado em casa 1–1,campeonato esse que foi ganho quinze épocas depois. Com efeito, o clube participa pela primeira vez em competições europeias na época seguinte, mas o sonho de seguir longe terminou rapidamente após a eliminação contra o Atlético de Bilbao na 1ª eliminatória da Taça dos Clubes Campeões Europeus (derrota por 2–1 em casa na primeira mão e por 3–2 fora no segundo jogo).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nas épocas posteriores, entraram para o palmarés do clube duas Taças de Portugal de futebol, em 1958 e em 1968, um campeonato da mesma modalidade em 1959, quatro títulos consecutivos de Volta a Portugal em bicicleta em 1963 e o primeiro título de campeão nacional de voleibol em 1965. No futebol, o cenário inverteu-se quando o FC Porto termina a liga em nono lugar em 1969–70, pior da história, e é eliminado tanto na Taça de Portugal pelo Tirsense, como na Taça das Cidades com Feiras pelos ingleses do Newcastle. O número de sócios aumenta para cerca de 41 mil em 1971, e no bilhar o clube obtém o terceiro lugar no campeonato europeu em 1972, melhor classificação da história por um equipa portuguesa. Entretanto, Pavão, antigo futebolista do clube, falece no dia 16 de dezembro de 1973 devido a um ataque cardíaco, durante um jogo em casa para o campeonato. Em 1977, o regresso de José Maria Pedroto, que fora jogador do clube por largas épocas, e a entrada de Jorge Nuno Pinto da Costa para diretor do departamento de futebol acaba com o jejum de títulos no futebol, com a conquista da Taça de Portugal frente ao Braga, e a promessa de uma estrutura mais forte no clube. Em 1977–78, 19 anos depois do último título de campeão nacional de futebol, os dragões voltam a conquistá-lo, mas perdem a final na Taça de Portugal frente ao Sporting, na finalíssima. Na época seguinte: mais uma vez campeão nacional de futebol, e vários títulos nas modalidades, nomeadamente a Taça de Portugal em basquetebol, o campeonato nacional de ciclismo em equipas, a Taça de Portugal de andebol e o campeonato nacional de corta-mato, graças a Aurora Cunha. A 18 de novembro de 1981, o clube foi feito Membro Honorário da Ordem do Infante D. Henrique.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==='''Entrada de Pinto da Costa (1982–1999)'''===&lt;br /&gt;
A 17 de abril de 1982, Jorge Nuno Pinto da Costa é eleito presidente do FC Porto, começando o clube a ganhar terreno ao longo dos anos sobre os rivais de Lisboa em qualquer modalidade. A conquista da Taça das Taças em hóquei em patins na mesma época, frente ao Sporting—naquele que foi o primeiro título internacional do clube—, e a reconquista na época seguinte, frente ao Benfica, foi prova disso mesmo. Em 1982–83, Pedroto regressa, mas não consegue nenhum título na temporada, acabando no segundo lugar do campeonato e perdendo a final da Taça de Portugal diante do Benfica por 1–0 nas Antas. Em 1983–84, na última temporada de Pedroto, que entretanto cedeu o lugar a António Morais por causa de uma doença, o clube acaba a época com a Taça de Portugal no museu, ganha ao Rio Ave por 4–1, e a Supertaça, ganha ao Benfica na segunda mão por 2–1 na Luz, depois dum empate a zero em casa. Para além disso, o FC Porto chegou à primeira final europeia, a Taça das Taças, perdido para a Juventus por 2–1, com uma arbitragem tendenciosa para o lado dos italianos. Na época seguinte, o clube é finalmente campeão graças ao treinador Artur Jorge, vencendo também a Supertaça ao Benfica. Relativamente ao atletismo, Aurora Cunha bateu dois recordes nacionais e sagrou-se campeã mundial dos 10 km de estrada. A equipa de hóquei em patins vence novamente uma competição internacional em 1985–86, a Liga Europeia, numa época em que o FC Porto volta a ser campeão nacional em futebol e Aurora Cunha volta a vencer o Campeonato Mundial dos 15 e dos 10 quilómetros.Entretanto, a 9 de dezembro de 1986, é criada a secção de Desporto Adaptado do clube.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 27 de maio de 1987, na época de 1986–87, o clube finalmente consegue ganhar uma competição europeia no futebol, tendo ganho brilhantemente o favorito Bayern de Munique por 2–1 na final da Taça dos Campeões Europeus de 1986–87. Conquistada no Estádio Prater, em Viena, a equipa portuguesa esteve a perder até aos 78 minutos por 1–0, minuto em que Rabah Madjer se inspira, marca o famoso golo de calcanhar e empata a partida. Poucos minutos a seguir, Juary marca o golo da vitória do terceiro título da Taça dos Campeões Europeus em Portugal. O FC Porto nessa época foi ainda campeão da Supertaça, ganha novamente ao Benfica (1–1 em casa na primeira mão e 4–2 fora no segundo jogo), apesar de ter ficado em segundo lugar e de ter sido eliminado na Taça de Portugal frente ao Sporting.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com a saída de Artur Jorge na época seguinte, Tomislav Ivić assumiu o cargo mas nem por isso quebrou a série vitoriosa internacional—dois títulos internacionais, somando aos dois internos. Entre eles, a primeira Taça Intercontinental do clube e de Portugal, ganha na neve ao Peñarol por 2–1, e a primeira Supertaça Europeia do clube e novamente de Portugal, ganha ao Ajax (1–0 em ambas as mãos). O FC Porto foi ainda campeão nacional a quinze pontos do Benfica, segundo classificado, e vencedor da Taça de Portugal, tendo ganho ao Vitória de Guimarães por 1–0. A 3 de março de 1988, o clube foi feito Membro Honorário da Ordem do Mérito. Mais tarde, em 1989–90, a equipa de hóquei em patins volta a vencer a Liga Europeia, e quatro anos depois conquista pela primeira vez a Taça CERS, o que voltaria a acontecer em 1996. E foi na mesma época que o FC Porto gelou o Estádio da Luz na Supertaça de futebol, com a goleada de 5–0 ao seu maior rival, a sua maior vitória na casa do Benfica, num ano em que venceu o campeonato de futebol pela terceira vez consecutiva. Em 1998–99, o clube consegue vencer o campeonato nacional da mesma modalidade, o quinto consecutivo, um feito inédito e ultrapassado pelo Sporting que detinha o recorde de quatro campeonatos seguidos, alcançado nos anos 50. Apesar de ter sido eliminado na Taça de Portugal pelo Torreense nas Antas, a Supertaça não escapou e é vencida ao Braga.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==='''Novas conquistas internacionais (2000–)'''===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este novo século começou com um segundo lugar no campeonato de futebol, atrás do Boavista, por obra de Fernando Santos que foi depois despedido nessa época devido à falha do objetivo principal dois anos consecutivos. Apesar disso, o FC Porto não deixou de vencer títulos e conquistou a Taça de Portugal frente ao Marítimo. Na época seguinte, valeu a Octávio Machado e a José Mourinho um terceiro lugar no campeonato. No entanto, a Supertaça entrou novamente no palmarés portista, conquistada frente ao Boavista.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 16 de novembro de 2003, o Estádio do Dragão, com capacidade para cerca de 50 mil espetadores, foi inaugurado, mas só começou a ser jogado mais tarde devido a problemas relacionados com a relva. A inauguração ficou marcada pela estreia de Lionel Messi no Barcelona, clube convidado para a inauguração e derrotado por 2–0, com golos de Derlei e Hugo Almeida. Já no ano anterior, havia sido inaugurado outro complexo, a 5 de agosto de 2002: o Centro de Treinos e Formação Desportiva PortoGaia, destinado para os treinos da equipa e construído em Vila Nova de Gaia, composto por um miniestádio com capacidade para três mil pessoas, três campos de relva natural e um campo de relva sintética, entre outras instalações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira época de glória chegou na segunda época de José Mourinho, em 2002–03, com a conquista da primeira Taça UEFA do clube e de Portugal, tendo eliminado pelo caminho nomes ilustres como o Panathinaikos (perdendo a primeira mão por 1–0 em casa, e ganhando fora 2–0, nos quartos de final), a Società Sportiva Lazio (vitória por 4–1 em casa e 0–0 fora, nas meias-finais), e finalmente o Celtic, na final por 3–2, já no prolongamento. Para além disto, Mourinho ganhou também a Taça de Portugal, frente à &amp;quot;sua&amp;quot; União de Leiria, por 1–0, e o campeonato.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar de ter conquistado três títulos, Mourinho atingiu apenas o apogeu da sua carreira no clube no ano seguinte, quando o FC Porto venceu o Mónaco na final da Liga dos Campeões por 3–0, com golos de Carlos Alberto, Deco e Alenichev. Entre as suas vítimas, destacaram-se o Manchester United, que perdeu fora por 2–1 e empatou em casa 1–1, com um golo de Costinha aos 90 minutos que garantiu a passagem aos oitavos de final; o Lyon, que perdeu no Dragão por 2–0 e empatou em casa 2–2; e o Deportivo da Corunha, que, apesar de ter empatado fora, perdeu em casa por 1–0, permitindo à equipa portuguesa passar para a final. Voltou a vencer a Supertaça diante do Leiria, nessa mesma época, e na época seguinte, sob o comando de Víctor Fernández, o FC Porto derrotou o Once Caldas nos penaltis para vencer a segunda Taça Intercontinental, a última disputada. A Supertaça Europeia voltou a escapar, perdendo pela segunda vez consecutiva diante do Valência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 2008–09, o FC Porto sagrou-se tetracampeão nacional de futebol e ganhou a Taça de Portugal—sexta dobradinha da história—, por obra e graça de Jesualdo Ferreira (com a ajuda de Co Adriaanse, que venceu o campeonato em 2005–06). Os dragões atingiram ainda os quartos de final da Liga dos Campeões (depois de eliminarem o Atlético de Madrid nos oitavos), tendo sido eliminados graças a um golo de Cristiano Ronaldo na segunda mão, no Dragão, que valeu a passagem do Manchester United à fase seguinte, depois de ter empatado por 2–2 em casa dos red devils. Entretanto, com uma capacidade de 2 179 lugares, o Dragão Caixa, palco das modalidades de hóquei em patins, basquetebol e andebol, é inaugurado no dia 23 de abril de 2009, substituindo assim o antigo Pavilhão Américo de Sá.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Depois da época de 2009–10, com apenas dois títulos e um terceiro lugar no campeonato, sob o comando do mesmo Jesualdo Ferreira, André Villas-Boas entra no comando técnico e vence brilhantemente quatro títulos em 2010–11. Um deles internacional, a nova Liga Europa, vencida na final ao Braga por 1–0, com um golo aos 44 minutos do melhor marcador da competição Radamel Falcao, naquela que foi a primeira final entre clubes portugueses numa prova europeia. Entre os adversário eliminados, destacam-se o Villarreal, que foi goleado na primeira mão das meias-finais por 5–1, antes de ter ganho 3–2 em casa na segunda mão; o Spartak de Moscovo, que foi goleado em ambas as mãos, na primeira por 5–1, em casa, e na segunda por 5–2, fora; o CSKA de Moscovo nos oitavos de final e o Sevilha nos dezasseis avos de final. Para além do campeonato (invicto, com 21 pontos de avanço sobre o segundo classificado, o Benfica), da Taça de Portugal (6–2 ao Guimarães na final) e da Supertaça (2–0 ao Benfica), o FC Porto ainda passou a ser a equipa com mais títulos no futebol, com 69 títulos, ultrapassada ao Benfica que tinha na altura 68. Ainda nessa época, os juniores de futebol conquistaram pela primeira vez um título oficial de dimensão internacional para os escalões de formação do clube: o Blue Stars/FIFA Youth Cup. Duas épocas depois, em 2012–13, o FC Porto volta a ser campeão invicto, desta vez sob o comando de Vítor Pereira. Ainda no mesmo ano de 2013, é inaugurado o Museu do FC Porto by BMG.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &amp;lt;big&amp;gt;Recintos&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Campo_do_Prado|Campo do Prado]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Campo_da_Rua_da_Rainha|Campo da Rua da Rainha]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Campo_da_Constituicao|Campo da Constituição]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Estadio_do_Lima|Estádio do Lima]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Campo_do_Ameal|Campo do Ameal]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Estadio_das_Antas|Estádio das Antas]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Estadio_do_Dragao|Estádio do Dragão]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==='''Do Campo do Prado ao Estádio do Dragão'''===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O primeiro campo utilizado pelo FC Porto para a modalidade do futebol foi o [[Campo_do_Prado|Campo do Prado]], em Matosinhos, onde iniciou os seus primeiros treinos no inicío de outubro de 1893. Mais tarde em 1906, é alugado à Companhia Hortícola Portuense o [[Campo_da_Rua_da_Rainha|Campo da Rua da Rainha]], que fora entretanto um terreno não cultivado. Era um pequeno campo de trinta por cinquenta metros, o primeiro relvado de Portugal. No mesmo ano foram transferidos os viveiros de plantas para outro local, permitindo ao clube criar um campo com as medidas oficiais, rodeado de bancos para 600 pessoas e ainda uma pista de atletismo, balneários e um bar. O aluguer anual era de 20.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para além de tanta assistência que a equipa trazia ao recinto, no final de 1911, o FC Porto foi informado da gradual desocupação do Campo da Rainha para a construção de uma fábrica, que iria ser construído no relvado. Portanto em julho de 1912, uma assembleia geral aprova um novo terreno, o [[Campo_da_Constituicao|Campo da Constituição]], na Rua da Constituição, alugado por 350 escudos anuais e também subalugado por outras três equipas. Para comemorar a nova casa, os ingleses do Oporto Cricket Lawn-Tennis Club organizaram uma partida, do qual saíram vencedores por 5–2. Em agosto do mesmo ano, juntamente com o Leixões, o FC Porto cria a Associação de Futebol do Porto, tendo começado na época seguinte o Campeonato do Porto. Na primeira edição da prova, acabou em segundo lugar, ficando atrás do Boavista, tendo ganho na seguinte temporada, numa competição em que viria a ganhar 30 edições, 21 delas consecutivas, entre 1915 e 1947. A outra modalidade do clube, pesos e halteres, destacar-se-ia na seguinte época de 1915–16, com o duplo campeonato nacional alcançado por Carlos Oliveira. A época posterior foi também de grande interesse, devido à inauguração do campo de ténis, substituindo o rinque de patinagem, que serviu para mostrar os troféus e taças conquistados pelo clube. O FC Porto, no entanto, em 1917–18, perde o título para o Salgueiros depois de três temporadas consecutivas a vencê-la, sendo que os motivos prenderam-se no facto de mais de metade dos jogadores estarem a lutar na I Guerra Mundial. Morreu um jogador, Vidal Pinheiro. Na temporada 1920–21, o clube tenta a compra do Campo Nova Sintra, mas desiste da ideia devido ao alto valor do terreno, que custaria 800 contos, continuando o Campo da Constituição como casa do clube.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mais tarde, para mostrar as taças conquistadas do clube, o FC Porto inaugura o campo de ténis em 1917, substituindo assim o antigo rinque de patinagem. Em 1920, o clube adquire o Campo da Constituição, na sequência do arrendamento por dez anos (400 escudos nos primeiros cinco anos e 450 nos restantes cinco). A comemoração foi feita através de um torneio amigável triangular, do qual saiu vencedor. Na temporada 1920–21, o clube tenta a compra do Campo Nova Sintra, mas desiste da ideia devido ao alto valor do terreno, continuando o Campo da Constituição como casa do clube. Na época 1928–29 é renovado o contrato de arrendamento do Campo da Constituição, com uma renda anual de 12 mil escudos, pagos em duas prestações de 6 mil escudos. Em 1938–39, o campo aumenta a lotação para 20 mil pessoas, o que implicou num aumento das receitas de bilheteira. O atual campo começou a ficar pequeno, por isso em 1933 foi proposta numa assembleia geral a aquisição de novos terrenos para um novo estádio, o [[Estadio_das_Antas|Estádio das Antas]]. Enquanto a nova casa não estava disponível, o FC Porto jogava de vez em quando noutros campos emprestados, como o [[Estadio_do_Lima|Estádio do Lima]] ou o [[Campo_do_Ameal|Campo do Ameal]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira pedra foi lançada a dezembro de 1949, mas a obra só começou um mês depois. José Bacelar, sócio número um do clube, pagou o salário do primeiro dia de trabalho a todos os operários. A inauguração acontece finalmente no dia 28 de maio de 1952, oficialmente denominado como &amp;quot;Estádio do Futebol Clube do Porto&amp;quot;, onde esteve presente o general Craveiro Lopes, então presidente da República Portuguesa. O Benfica foi a equipa convidada para a inauguração, e com toda a frieza, o clube de Lisboa goleou o FC Porto por 8–2. Em 1962–63 é inaugurada o sistema elétrico das Antas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao longo do século o recinto foi ficando maior, devido à inclusão do Pavilhão Américo de Sá, para as modalidade de basquetebol, andebol e hóquei em patins, da piscina coberta, três campos relvados de treino, a Loja Azul, o Bingo, a Sala-Museu e a Torre das Antas. Além disso, sofreu um rebaixamento que permitiu aumentar a lotação para noventa mil lugares em 1986, o que levou a ser um dos estádios eleitos para o Mundial de juniores de 1991. Mas ainda antes, em 1973, o recinto foi palco de um triste falecimento de um jogador portista, Pavão, caído no relvado num jogo do campeonato devido a um ataque cardíaco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 9 de março de 1994, o estádio foi penhorado pelo ministro das finanças, Eduardo Catroga, devido a uma dívida fiscal de cerca de 200 mil contos. O estádio começou por ser demolido em 1 de abril de 2004 e acabou em 28 de junho de 2004, sendo substituído pelo atual [[Estadio_do_Dragao|Estádio do Dragão]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Inaugurado no dia 16 de novembro de 2003, o atual estádio do clube só começou a ser jogado em 2004 devido a problemas relacionados com a relva. A construção do estádio custou 98 milhões de euros, e tem uma capacidade para cerca de 50 mil espetadores. O amigável da inauguração resultou numa vitória de 2–0 contra o Barcelona, onde também se estreou Lionel Messi, então com dezasseis anos. O estádio também foi utilizado para o Euro 2004 e recebeu o jogo de abertura do Euro, em que Portugal perdeu 2–1 com a Grécia. O Dragão tem recebido entretanto várias distinções, entre elas a certificação GreenLight, entregue em 2004 pela Comissão Europeia, e a certificação &amp;quot;Sistema de Gestão Ambiental&amp;quot;, entregue em 2007 pela Associação Portuguesa de Certificação. As instalações do recinto também mereceram o certificado de &amp;quot;Sistema de Gestão de Qualidade&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==='''Outros recintos e infraestruturas'''===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O FC Porto, para além destes recintos, possui também o Dragão Caixa: o pavilhão para as modalidades de hóquei em patins, basquetebol e andebol, inaugurado no dia 23 de abril de 2009 com uma capacidade para 2 179 espetadores; e um centro de treinos alugado para a modalidade de futebol, de nome Centro de Treinos e Formação Desportiva PortoGaia, inaugurado em 5 de agosto de 2002 em Vila Nova de Gaia e cedido pela Câmara Municipal de Gaia por um período de 50 anos. Para além destes centros desportivos, o clube possui também um museu: o chamado Museu do FC Porto by BMG, inaugurado no dia 28 de setembro de 2013. Contudo, o museu só abriu oficialmente ao público no dia 26 de outubro do mesmo ano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &amp;lt;big&amp;gt;Emblema&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1906, é criado o primeiro emblema do clube, que consistia numa bola de futebol azul com as iniciais &amp;quot;FCP&amp;quot;. Mais tarde, na Assembleia Geral de 26 de outubro de 1922, é aprovado o novo símbolo do FC Porto, desenhado pelo artista gráfico e também jogador do clube, Augusto Baptista Ferreira, mais conhecido por &amp;quot;Simplício&amp;quot;. Este novo logótipo representa uma simbiose do antigo emblema com as armas da cidade do Porto. A bola azul representa a modalidade mais antiga do clube. D. Maria II atribiu armas à cidade do Porto em janeiro de 1837: um escudo esquartejado com as armas reais (sete castelos e cinco quinas) no primeiro e quarto quartéis, e as mais antigas armas da cidade do Porto. No segundo e terceito quartéis, um coração, que representa o legado que D. Pedro IV deixou à cidade. Daí a presença das armas no logótipo do clube. O Colar e Grã-Cruz, da Antiga e Muito Nobre Ordem da Torre e espada de Valor Lealdade e Mérito, do qual pende a respetiva medalha, encontram-se presenciados à volta das Armas. Por fim, a Coroa Ducal e o dragão negro do poder, eram pertencentes às antigas armas dos Senhores Reis destes Reinos, em cujo pescoço está uma fita com a palavra Invicta, nome que D. Maria II atribuiu ao Porto&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:FC Porto.png|miniaturadaimagem|Emblema 1906]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:FC Porto emblema.png|miniaturadaimagem]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Sem Título 1922.png|miniaturadaimagem|Emblema 1922]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:279 logo fc porto.gif|miniaturadaimagem]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:1119 logo 2005.png|miniaturadaimagem|Emblema 2005]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:FC Porto logo|miniaturadaimagem|Emblema 2005]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:F.C. Porto logo actual.png|miniaturadaimagem|Emblema actual]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Fil</name></author>
		
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		<summary type="html">&lt;p&gt;Fil: /* Primeiros títulos nacionais e períodos de menor fulgor (1922–1981) */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== &amp;lt;big&amp;gt;História&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===  '''A Fundação e os primeiros anos''' ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Antonio Nicolau d'Almeida.jpg|miniaturadaimagem|António Nicolau d'Almeida, fundador do FC Porto]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 28 de setembro de 1893 no dia do aniversário do rei D. Carlos e da rainha D. Amélia, o Foot-Ball Club do Porto é fundado, por obra e graça do jovem de 20 anos António Nicolau d'Almeida, um comerciante do vinho do Porto que descobriu o futebol nas suas viagens a Inglaterra. O FC Porto inicia então os seus primeiros treinos no Campo do Prado, em Matosinhos, e no dia 8 de outubro disputa o primeiro jogo da história do clube, contra o Clube de Aveiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 25 de outubro de 1893, Nicolau d'Almeida convida o Club Lisbonense para uma partida de futebol, que decorreria no dia 2 de novembro. O Diário Ilustrado, com sede em Lisboa, é quem noticia o convite, e até a resposta do Club Lisbonense. Guilherme Pinto Basto, o então presidente do Club Lisbonense, aceitara então o convite mas não no dia previsto. A data escolhida foi o dia 2 de março do ano seguinte e para além disso, Pinto Basto conseguiu convencer D. Carlos a patrocinar o jogo, oferecendo também uma taça por parte do rei. O nome escolhido foi Taça D. Carlos I, ou ainda Cup d'El Rey. Jogado no Campo Alegre, no Porto, também chamado Campo dos Ingleses, casa do Oporto Cricket and Lawn-Tennis Club, o jogo acaba com uma derrota do FC Porto, por 1–0.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1896, António Nicolau d'Almeida casa-se com Hilda Rumsey e esta pede-lhe para se afastar do futebol, que considerava uma modalidade demasiado violenta. António aceita o seu pedido e afasta-se do clube que entrou num período de letargia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== '''A Refundação''' ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:JMC.jpg|miniaturadaimagem|José Monteiro da Costa, responsável pelo renascimento do Clube]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Doze anos depois, em 1906, José Monteiro da Costa regressou de Inglaterra, fascinado pelo mesmo desporto que encantara o seu amigo há mais de uma década e resolveu criar uma equipa de futebol, sob o nome &amp;quot;Grupo do Destino&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entretanto, José conversou com Nicolau d'Almeida sobre o projeto que iniciara em 1893. José não hesitou e extingue o Destino, refundando assim o FC Porto e instalando a primeira sede do clube nas instalações do recém-extinto Destino. A nova fundação ocorre no dia 2 de agosto de 1906, assumindo desde logo uma faceta de clube eclético, no qual se começaram a praticar também diversas outras modalidades. José decidiu o azul e branco como as cores do clube e manteve o nome do mesmo. Para além disso, foi desenhado o primeiro emblema do clube, que consistiu numa bola de metal azul com as iniciais &amp;quot;FCP&amp;quot;. Entretanto, é alugado à Companhia Hortícola Portuense o primeiro campo do clube, o Campo da Rainha, que fora simultaneamente o primeiro relvado de Portugal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
José Monteiro da Costa escolheu pintar o FC Porto de azul e branco, então as cores da bandeira nacional, e aprovou o primeiro emblema: uma bola de futebol azul, com as iniciais FCP em branco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== '''Divergências sobre o ano de fundação ''' === &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Até ao ano de 1988 era oficial a data de fundação do FC Porto como tendo sido a 2 de agosto de 1906, por iniciativa de José Monteiro da Costa. A 26 de fevereiro de 1988, realizou-se mais uma Assembleia Geral Ordinária, que tinha como principal ponto agendado a apreciação e votação do Relatório e Contas da Direção e Parecer do Conselho Fiscal referente à anuidade de 1987. Após várias intervenções de apoio ao presidente em funções, Jorge Nuno Pinto da Costa, o sócio Custódio Castro, encarregado da comissão nomeada para apreciar a problemática da fundação do clube, dissecou a questão, tendo decidido que &amp;quot;o FC Porto foi fundado em 1906 embora a semente tenha sido lançada em 1893&amp;quot;.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Foi, no entanto, a apresentação de Rui Guedes, autor da &amp;quot;Fotobiografia do FC Porto&amp;quot; quem haveria de dominar a noite, apresentando dois recortes de jornais da década de 90 do século XIX que, a seu entender, corroboraram a sua teoria de fundação do clube. Tendo sido apresentada e votada por ampla maioria a sua proposta de alteração dos estatutos, a redação do artigo primeiro passou a referir que o FC Porto, pessoa coletiva e de utilidade pública, foi fundado em 28 de setembro de 1893, tendo iniciado imediatamente a sua atividade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durante a vida do Futebol Clube do Porto existiram múltiplas atividades dos seus aniversários e comemorações centradas na sua data de fundação de 2 de agosto de 1906. Ao completar 50 anos de atividade, em 1956, foi uma vez mais campeão nacional, um objetivo que perseguia há 16 anos, tendo constituído ainda maior júbilo. Na obra &amp;quot;História do F.C. Porto&amp;quot; publicada por António Rodrigues Teles nesse mesmo ano comemorativo, na sua página 68 entre os 100 primeiros sócios do clube não consta António Nicolau d'Almeida. Uma das mais ativas diligências para a angariação de sócios realizou-se com as festividades do 70º aniversário do clube, entre agosto e novembro de 1976, com a Campanha dos 70.000 sócios. No final da década seguinte, festejando o 80º aniversário, a Companhia Seiva Trupe criou uma atraente obra intitulada &amp;quot;Um cálice de Porto: 1906-1986, 80 anos do Futebol Clube do Porto&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==='''Primeiros títulos nacionais e períodos de menor fulgor (1922–1981)'''===&lt;br /&gt;
Em junho de 1922, arranca a primeira edição do Campeonato de Portugal, primeira prova nacional oficial, criada pela União Portuguesa de Futebol, antecessora da Federação Portuguesa de Futebol, com o objetivo de juntar os campeões regionais de Lisboa e Porto. É o FC Porto quem leva a melhor na primeira edição, ganhando ao Sporting por 3–1, na finalíssima, a 18 de junho, e tornando-se no primeiro campeão português de futebol. Nesse mesmo ano, o futebolista &amp;quot;Simplício&amp;quot;, que fora também artista gráfico, conjugou o antigo símbolo do FC Porto com as armas da cidade do Porto, dando origem ao atual emblema do clube.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dois anos depois, na primeira prova de sempre nas piscinas do FC Porto, Luíz Canto Moniz ganha os 200 metros livres do campeonato nacional de natação, iniciando-se no mesmo ano a prática do hóquei em patins. Na modalidade de futebol, dias depois da derrota do FC Porto contra o Deportivo por 7–3, já na época seguinte a 15 de julho de 1925, Velez Carneiro, então jogador portista, é assassinado com quatro tiros pelo escriturário Carmindo Duarte, tendo a sua homenagem sido feita por Coelho da Costa, jogador que marcou o golo que valeu o título de campeão nacional de futebol. A 1926, inicia-se o basquetebol, por iniciativa de três jogadores, e três anos depois o clube estreia-se no hóquei em campo, a 20 de outubro de 1929.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O FC Porto conseguia tanto público que o Campo da Constituição começou a ficar pequeno. Por isso em 1933, foi proposta em Assembleia Geral a aquisição de terrenos para a construção de um novo estádio, o futuro Estádio das Antas. Enquanto não estava disponível, o clube jogava não só na Constituição, mas também em outros campos emprestados, de vez em quando, como o Campo do Ameal ou o Estádio do Lima.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1934–35, arranca a primeira edição do Campeonato Nacional da Primeira Divisão, ou simplesmente da Primeira Divisão, estimulada pela necessidade de se estabelecer uma estrutura futebolística mais forte no país, tendo essa ideia surgido após Portugal ter perdido com a Espanha por 9–0, na eliminatória de acesso ao Mundial de 1934. É o FC Porto quem a vence, com dois pontos de avanço sobre o segundo classificado, o Sporting, sob a gerência do húngaro Joseph Szabo. Contudo, o FC Porto só volta a ser campeão nacional quatro anos depois, em 1938–39, no mesmo ano em que o Campo da Constituição aumenta a lotação para 20 mil lugares. Foi por pouco que o FC Porto não garantiu a descida à Segunda Divisão na temporada seguinte, pois a equipa futebolística acabou o campeonato regional na terceira posição nesse mesmo ano, lugar que não dava acesso à Primeira Divisão. Mas devido ao alargamento de clubes do principal escalão, o clube manteve-se na mais alta competição de futebol e curiosamente foi bicampeão pela primeira vez na sua história, em 1939–40. O mesmo aconteceu em 1941–42, quando o FC Porto voltou a ficar num lugar do campeonato regional que não dava acesso à Primeira Divisão, mas graças a um novo alargamento efetuado pela Federação, o FC Porto manteve-se novamente na Primeira Liga.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Logo na temporada seguinte, em 1942–43, o clube conseguiu um humilhante sétimo lugar no campeonato, pior da história até aquela altura. Os 12–2 sofridos pelo Benfica para o campeonato no dia 7 de fevereiro de 1943, e a eliminação na Taça de Portugal, sucessora do Campeonato de Portugal, pelo Vitória de Setúbal por 7–0, reforçaram ainda mais a fraca época dirigida pelo técnico húngaro Lipo Herczka. Apesar disso, o clube é hexacampeão nacional de andebol na temporada seguinte, e o número de sócios dos dragões aumenta, passando dos 1800 sócios para 4 mil.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1948, Fernando Moreira vence a 13ª edição da Volta a Portugal em bicicleta, e em 1952 o clube vence pela primeira vez o campeonato de basquetebol. Ainda no mesmo ano, desta vez na modalidade de futebol, o FC Porto venceu o poderoso Arsenal num amigável, considerado a melhor equipa do mundo na altura, por 3–2. Para compensar o feito, um grupo de seis sócios lançou uma campanha para a compra de uma taça: a &amp;quot;Taça Arsenal&amp;quot;, a maior taça do mundo, tendo custado duzentos contos e pesando cerca de 250 quilos, repartidos por 130 quilos de prata, os restantes num relicário com quase três metros de altura.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Depois das obras terem começado em inícios de 1951, o &amp;quot;Estádio do Futebol Clube do Porto&amp;quot; é inaugurado em 28 de maio de 1952, mas ficou para a história como Estádio das Antas. Na inauguração, os dragões perdem por uns incríveis 8–2 contra o convidado Benfica. Apesar de tudo, o clube chega à sua primeira final da Taça de Portugal na época seguinte, mas é novamente vencido pelo mesmo Benfica por 5–0. Estes episódios dramáticos chegaram ao fim em 1955–56, quando o clube portuense venceu a primeira dobradinha de futebol da sua história, ganhando ao Torreense na final da Taça por 2–0, e terminando em igualdade pontual com o Benfica no campeonato, que só deu o título de campeão por ter perdido 3–0 nas Antas e empatado em casa 1–1,campeonato esse que foi ganho quinze épocas depois. Com efeito, o clube participa pela primeira vez em competições europeias na época seguinte, mas o sonho de seguir longe terminou rapidamente após a eliminação contra o Atlético de Bilbao na 1ª eliminatória da Taça dos Clubes Campeões Europeus (derrota por 2–1 em casa na primeira mão e por 3–2 fora no segundo jogo).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nas épocas posteriores, entraram para o palmarés do clube duas Taças de Portugal de futebol, em 1958 e em 1968, um campeonato da mesma modalidade em 1959, quatro títulos consecutivos de Volta a Portugal em bicicleta em 1963 e o primeiro título de campeão nacional de voleibol em 1965. No futebol, o cenário inverteu-se quando o FC Porto termina a liga em nono lugar em 1969–70, pior da história, e é eliminado tanto na Taça de Portugal pelo Tirsense, como na Taça das Cidades com Feiras pelos ingleses do Newcastle. O número de sócios aumenta para cerca de 41 mil em 1971, e no bilhar o clube obtém o terceiro lugar no campeonato europeu em 1972, melhor classificação da história por um equipa portuguesa. Entretanto, Pavão, antigo futebolista do clube, falece no dia 16 de dezembro de 1973 devido a um ataque cardíaco, durante um jogo em casa para o campeonato. Em 1977, o regresso de José Maria Pedroto, que fora jogador do clube por largas épocas, e a entrada de Jorge Nuno Pinto da Costa para diretor do departamento de futebol acaba com o jejum de títulos no futebol, com a conquista da Taça de Portugal frente ao Braga, e a promessa de uma estrutura mais forte no clube. Em 1977–78, 19 anos depois do último título de campeão nacional de futebol, os dragões voltam a conquistá-lo, mas perdem a final na Taça de Portugal frente ao Sporting, na finalíssima. Na época seguinte: mais uma vez campeão nacional de futebol, e vários títulos nas modalidades, nomeadamente a Taça de Portugal em basquetebol, o campeonato nacional de ciclismo em equipas, a Taça de Portugal de andebol e o campeonato nacional de corta-mato, graças a Aurora Cunha. A 18 de novembro de 1981, o clube foi feito Membro Honorário da Ordem do Infante D. Henrique.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==='''Entrada de Pinto da Costa (1982–1999)'''===&lt;br /&gt;
A 17 de abril de 1982, Jorge Nuno Pinto da Costa é eleito presidente do FC Porto, começando o clube a ganhar terreno ao longo dos anos sobre os rivais de Lisboa em qualquer modalidade. A conquista da Taça das Taças em hóquei em patins na mesma época, frente ao Sporting—naquele que foi o primeiro título internacional do clube—, e a reconquista na época seguinte, frente ao Benfica, foi prova disso mesmo. Em 1982–83, Pedroto regressa, mas não consegue nenhum título na temporada, acabando no segundo lugar do campeonato e perdendo a final da Taça de Portugal diante do Benfica por 1–0 nas Antas. Em 1983–84, na última temporada de Pedroto, que entretanto cedeu o lugar a António Morais por causa de uma doença, o clube acaba a época com a Taça de Portugal no museu, ganha ao Rio Ave por 4–1, e a Supertaça, ganha ao Benfica na segunda mão por 2–1 na Luz, depois dum empate a zero em casa. Para além disso, o FC Porto chegou à primeira final europeia, a Taça das Taças, perdido para a Juventus por 2–1, com uma arbitragem tendenciosa para o lado dos italianos. Na época seguinte, o clube é finalmente campeão graças ao treinador Artur Jorge, vencendo também a Supertaça ao Benfica. Relativamente ao atletismo, Aurora Cunha bateu dois recordes nacionais e sagrou-se campeã mundial dos 10 km de estrada. A equipa de hóquei em patins vence novamente uma competição internacional em 1985–86, a Liga Europeia, numa época em que o FC Porto volta a ser campeão nacional em futebol e Aurora Cunha volta a vencer o Campeonato Mundial dos 15 e dos 10 quilómetros.Entretanto, a 9 de dezembro de 1986, é criada a secção de Desporto Adaptado do clube.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 27 de maio de 1987, na época de 1986–87, o clube finalmente consegue ganhar uma competição europeia no futebol, tendo ganho brilhantemente o favorito Bayern de Munique por 2–1 na final da Taça dos Campeões Europeus de 1986–87. Conquistada no Estádio Prater, em Viena, a equipa portuguesa esteve a perder até aos 78 minutos por 1–0, minuto em que Rabah Madjer se inspira, marca o famoso golo de calcanhar e empata a partida. Poucos minutos a seguir, Juary marca o golo da vitória do terceiro título da Taça dos Campeões Europeus em Portugal. O FC Porto nessa época foi ainda campeão da Supertaça, ganha novamente ao Benfica (1–1 em casa na primeira mão e 4–2 fora no segundo jogo), apesar de ter ficado em segundo lugar e de ter sido eliminado na Taça de Portugal frente ao Sporting.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com a saída de Artur Jorge na época seguinte, Tomislav Ivić assumiu o cargo mas nem por isso quebrou a série vitoriosa internacional—dois títulos internacionais, somando aos dois internos. Entre eles, a primeira Taça Intercontinental do clube e de Portugal, ganha na neve ao Peñarol por 2–1, e a primeira Supertaça Europeia do clube e novamente de Portugal, ganha ao Ajax (1–0 em ambas as mãos). O FC Porto foi ainda campeão nacional a quinze pontos do Benfica, segundo classificado, e vencedor da Taça de Portugal, tendo ganho ao Vitória de Guimarães por 1–0. A 3 de março de 1988, o clube foi feito Membro Honorário da Ordem do Mérito. Mais tarde, em 1989–90, a equipa de hóquei em patins volta a vencer a Liga Europeia, e quatro anos depois conquista pela primeira vez a Taça CERS, o que voltaria a acontecer em 1996. E foi na mesma época que o FC Porto gelou o Estádio da Luz na Supertaça de futebol, com a goleada de 5–0 ao seu maior rival, a sua maior vitória na casa do Benfica, num ano em que venceu o campeonato de futebol pela terceira vez consecutiva. Em 1998–99, o clube consegue vencer o campeonato nacional da mesma modalidade, o quinto consecutivo, um feito inédito e ultrapassado pelo Sporting que detinha o recorde de quatro campeonatos seguidos, alcançado nos anos 50. Apesar de ter sido eliminado na Taça de Portugal pelo Torreense nas Antas, a Supertaça não escapou e é vencida ao Braga.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==='''Novas conquistas internacionais (2000–)'''===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este novo século começou com um segundo lugar no campeonato de futebol, atrás do Boavista, por obra de Fernando Santos que foi depois despedido nessa época devido à falha do objetivo principal dois anos consecutivos. Apesar disso, o FC Porto não deixou de vencer títulos e conquistou a Taça de Portugal frente ao Marítimo. Na época seguinte, valeu a Octávio Machado e a José Mourinho um terceiro lugar no campeonato. No entanto, a Supertaça entrou novamente no palmarés portista, conquistada frente ao Boavista.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 16 de novembro de 2003, o Estádio do Dragão, com capacidade para cerca de 50 mil espetadores, foi inaugurado, mas só começou a ser jogado mais tarde devido a problemas relacionados com a relva. A inauguração ficou marcada pela estreia de Lionel Messi no Barcelona, clube convidado para a inauguração e derrotado por 2–0, com golos de Derlei e Hugo Almeida. Já no ano anterior, havia sido inaugurado outro complexo, a 5 de agosto de 2002: o Centro de Treinos e Formação Desportiva PortoGaia, destinado para os treinos da equipa e construído em Vila Nova de Gaia, composto por um miniestádio com capacidade para três mil pessoas, três campos de relva natural e um campo de relva sintética, entre outras instalações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira época de glória chegou na segunda época de José Mourinho, em 2002–03, com a conquista da primeira Taça UEFA do clube e de Portugal, tendo eliminado pelo caminho nomes ilustres como o Panathinaikos (perdendo a primeira mão por 1–0 em casa, e ganhando fora 2–0, nos quartos de final), a Società Sportiva Lazio (vitória por 4–1 em casa e 0–0 fora, nas meias-finais), e finalmente o Celtic, na final por 3–2, já no prolongamento. Para além disto, Mourinho ganhou também a Taça de Portugal, frente à &amp;quot;sua&amp;quot; União de Leiria, por 1–0, e o campeonato.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar de ter conquistado três títulos, Mourinho atingiu apenas o apogeu da sua carreira no clube no ano seguinte, quando o FC Porto venceu o Mónaco na final da Liga dos Campeões por 3–0, com golos de Carlos Alberto, Deco e Alenichev. Entre as suas vítimas, destacaram-se o Manchester United, que perdeu fora por 2–1 e empatou em casa 1–1, com um golo de Costinha aos 90 minutos que garantiu a passagem aos oitavos de final; o Lyon, que perdeu no Dragão por 2–0 e empatou em casa 2–2; e o Deportivo da Corunha, que, apesar de ter empatado fora, perdeu em casa por 1–0, permitindo à equipa portuguesa passar para a final. Voltou a vencer a Supertaça diante do Leiria, nessa mesma época, e na época seguinte, sob o comando de Víctor Fernández, o FC Porto derrotou o Once Caldas nos penaltis para vencer a segunda Taça Intercontinental, a última disputada. A Supertaça Europeia voltou a escapar, perdendo pela segunda vez consecutiva diante do Valência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 2008–09, o FC Porto sagrou-se tetracampeão nacional de futebol e ganhou a Taça de Portugal—sexta dobradinha da história—, por obra e graça de Jesualdo Ferreira (com a ajuda de Co Adriaanse, que venceu o campeonato em 2005–06). Os dragões atingiram ainda os quartos de final da Liga dos Campeões (depois de eliminarem o Atlético de Madrid nos oitavos), tendo sido eliminados graças a um golo de Cristiano Ronaldo na segunda mão, no Dragão, que valeu a passagem do Manchester United à fase seguinte, depois de ter empatado por 2–2 em casa dos red devils. Entretanto, com uma capacidade de 2 179 lugares, o Dragão Caixa, palco das modalidades de hóquei em patins, basquetebol e andebol, é inaugurado no dia 23 de abril de 2009, substituindo assim o antigo Pavilhão Américo de Sá.[&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Depois da época de 2009–10, com apenas dois títulos e um terceiro lugar no campeonato, sob o comando do mesmo Jesualdo Ferreira, André Villas-Boas entra no comando técnico e vence brilhantemente quatro títulos em 2010–11. Um deles internacional, a nova Liga Europa, vencida na final ao Braga por 1–0, com um golo aos 44 minutos do melhor marcador da competição Radamel Falcao, naquela que foi a primeira final entre clubes portugueses numa prova europeia. Entre os adversário eliminados, destacam-se o Villarreal, que foi goleado na primeira mão das meias-finais por 5–1, antes de ter ganho 3–2 em casa na segunda mão; o Spartak de Moscovo, que foi goleado em ambas as mãos, na primeira por 5–1, em casa, e na segunda por 5–2, fora; o CSKA de Moscovo nos oitavos de final e o Sevilha nos dezasseis avos de final. Para além do campeonato (invicto, com 21 pontos de avanço sobre o segundo classificado, o Benfica), da Taça de Portugal (6–2 ao Guimarães na final) e da Supertaça (2–0 ao Benfica), o FC Porto ainda passou a ser a equipa com mais títulos no futebol, com 69 títulos, ultrapassada ao Benfica que tinha na altura 68. Ainda nessa época, os juniores de futebol conquistaram pela primeira vez um título oficial de dimensão internacional para os escalões de formação do clube: o Blue Stars/FIFA Youth Cup. Duas épocas depois, em 2012–13, o FC Porto volta a ser campeão invicto, desta vez sob o comando de Vítor Pereira. Ainda no mesmo ano de 2013, é inaugurado o Museu do FC Porto by BMG.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &amp;lt;big&amp;gt;Recintos&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Campo_do_Prado|Campo do Prado]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Campo_da_Rua_da_Rainha|Campo da Rua da Rainha]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Campo_da_Constituicao|Campo da Constituição]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Estadio_do_Lima|Estádio do Lima]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Campo_do_Ameal|Campo do Ameal]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Estadio_das_Antas|Estádio das Antas]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Estadio_do_Dragao|Estádio do Dragão]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==='''Do Campo do Prado ao Estádio do Dragão'''===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O primeiro campo utilizado pelo FC Porto para a modalidade do futebol foi o [[Campo_do_Prado|Campo do Prado]], em Matosinhos, onde iniciou os seus primeiros treinos no inicío de outubro de 1893. Mais tarde em 1906, é alugado à Companhia Hortícola Portuense o [[Campo_da_Rua_da_Rainha|Campo da Rua da Rainha]], que fora entretanto um terreno não cultivado. Era um pequeno campo de trinta por cinquenta metros, o primeiro relvado de Portugal. No mesmo ano foram transferidos os viveiros de plantas para outro local, permitindo ao clube criar um campo com as medidas oficiais, rodeado de bancos para 600 pessoas e ainda uma pista de atletismo, balneários e um bar. O aluguer anual era de 20.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para além de tanta assistência que a equipa trazia ao recinto, no final de 1911, o FC Porto foi informado da gradual desocupação do Campo da Rainha para a construção de uma fábrica, que iria ser construído no relvado. Portanto em julho de 1912, uma assembleia geral aprova um novo terreno, o [[Campo_da_Constituicao|Campo da Constituição]], na Rua da Constituição, alugado por 350 escudos anuais e também subalugado por outras três equipas. Para comemorar a nova casa, os ingleses do Oporto Cricket Lawn-Tennis Club organizaram uma partida, do qual saíram vencedores por 5–2. Em agosto do mesmo ano, juntamente com o Leixões, o FC Porto cria a Associação de Futebol do Porto, tendo começado na época seguinte o Campeonato do Porto. Na primeira edição da prova, acabou em segundo lugar, ficando atrás do Boavista, tendo ganho na seguinte temporada, numa competição em que viria a ganhar 30 edições, 21 delas consecutivas, entre 1915 e 1947. A outra modalidade do clube, pesos e halteres, destacar-se-ia na seguinte época de 1915–16, com o duplo campeonato nacional alcançado por Carlos Oliveira. A época posterior foi também de grande interesse, devido à inauguração do campo de ténis, substituindo o rinque de patinagem, que serviu para mostrar os troféus e taças conquistados pelo clube. O FC Porto, no entanto, em 1917–18, perde o título para o Salgueiros depois de três temporadas consecutivas a vencê-la, sendo que os motivos prenderam-se no facto de mais de metade dos jogadores estarem a lutar na I Guerra Mundial. Morreu um jogador, Vidal Pinheiro. Na temporada 1920–21, o clube tenta a compra do Campo Nova Sintra, mas desiste da ideia devido ao alto valor do terreno, que custaria 800 contos, continuando o Campo da Constituição como casa do clube.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mais tarde, para mostrar as taças conquistadas do clube, o FC Porto inaugura o campo de ténis em 1917, substituindo assim o antigo rinque de patinagem. Em 1920, o clube adquire o Campo da Constituição, na sequência do arrendamento por dez anos (400 escudos nos primeiros cinco anos e 450 nos restantes cinco). A comemoração foi feita através de um torneio amigável triangular, do qual saiu vencedor. Na temporada 1920–21, o clube tenta a compra do Campo Nova Sintra, mas desiste da ideia devido ao alto valor do terreno, continuando o Campo da Constituição como casa do clube. Na época 1928–29 é renovado o contrato de arrendamento do Campo da Constituição, com uma renda anual de 12 mil escudos, pagos em duas prestações de 6 mil escudos. Em 1938–39, o campo aumenta a lotação para 20 mil pessoas, o que implicou num aumento das receitas de bilheteira. O atual campo começou a ficar pequeno, por isso em 1933 foi proposta numa assembleia geral a aquisição de novos terrenos para um novo estádio, o [[Estadio_das_Antas|Estádio das Antas]]. Enquanto a nova casa não estava disponível, o FC Porto jogava de vez em quando noutros campos emprestados, como o [[Estadio_do_Lima|Estádio do Lima]] ou o [[Campo_do_Ameal|Campo do Ameal]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira pedra foi lançada a dezembro de 1949, mas a obra só começou um mês depois. José Bacelar, sócio número um do clube, pagou o salário do primeiro dia de trabalho a todos os operários. A inauguração acontece finalmente no dia 28 de maio de 1952, oficialmente denominado como &amp;quot;Estádio do Futebol Clube do Porto&amp;quot;, onde esteve presente o general Craveiro Lopes, então presidente da República Portuguesa. O Benfica foi a equipa convidada para a inauguração, e com toda a frieza, o clube de Lisboa goleou o FC Porto por 8–2. Em 1962–63 é inaugurada o sistema elétrico das Antas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao longo do século o recinto foi ficando maior, devido à inclusão do Pavilhão Américo de Sá, para as modalidade de basquetebol, andebol e hóquei em patins, da piscina coberta, três campos relvados de treino, a Loja Azul, o Bingo, a Sala-Museu e a Torre das Antas. Além disso, sofreu um rebaixamento que permitiu aumentar a lotação para noventa mil lugares em 1986, o que levou a ser um dos estádios eleitos para o Mundial de juniores de 1991. Mas ainda antes, em 1973, o recinto foi palco de um triste falecimento de um jogador portista, Pavão, caído no relvado num jogo do campeonato devido a um ataque cardíaco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 9 de março de 1994, o estádio foi penhorado pelo ministro das finanças, Eduardo Catroga, devido a uma dívida fiscal de cerca de 200 mil contos. O estádio começou por ser demolido em 1 de abril de 2004 e acabou em 28 de junho de 2004, sendo substituído pelo atual [[Estadio_do_Dragao|Estádio do Dragão]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Inaugurado no dia 16 de novembro de 2003, o atual estádio do clube só começou a ser jogado em 2004 devido a problemas relacionados com a relva. A construção do estádio custou 98 milhões de euros, e tem uma capacidade para cerca de 50 mil espetadores. O amigável da inauguração resultou numa vitória de 2–0 contra o Barcelona, onde também se estreou Lionel Messi, então com dezasseis anos. O estádio também foi utilizado para o Euro 2004 e recebeu o jogo de abertura do Euro, em que Portugal perdeu 2–1 com a Grécia. O Dragão tem recebido entretanto várias distinções, entre elas a certificação GreenLight, entregue em 2004 pela Comissão Europeia, e a certificação &amp;quot;Sistema de Gestão Ambiental&amp;quot;, entregue em 2007 pela Associação Portuguesa de Certificação. As instalações do recinto também mereceram o certificado de &amp;quot;Sistema de Gestão de Qualidade&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==='''Outros recintos e infraestruturas'''===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O FC Porto, para além destes recintos, possui também o Dragão Caixa: o pavilhão para as modalidades de hóquei em patins, basquetebol e andebol, inaugurado no dia 23 de abril de 2009 com uma capacidade para 2 179 espetadores; e um centro de treinos alugado para a modalidade de futebol, de nome Centro de Treinos e Formação Desportiva PortoGaia, inaugurado em 5 de agosto de 2002 em Vila Nova de Gaia e cedido pela Câmara Municipal de Gaia por um período de 50 anos. Para além destes centros desportivos, o clube possui também um museu: o chamado Museu do FC Porto by BMG, inaugurado no dia 28 de setembro de 2013. Contudo, o museu só abriu oficialmente ao público no dia 26 de outubro do mesmo ano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &amp;lt;big&amp;gt;Emblema&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1906, é criado o primeiro emblema do clube, que consistia numa bola de futebol azul com as iniciais &amp;quot;FCP&amp;quot;. Mais tarde, na Assembleia Geral de 26 de outubro de 1922, é aprovado o novo símbolo do FC Porto, desenhado pelo artista gráfico e também jogador do clube, Augusto Baptista Ferreira, mais conhecido por &amp;quot;Simplício&amp;quot;. Este novo logótipo representa uma simbiose do antigo emblema com as armas da cidade do Porto. A bola azul representa a modalidade mais antiga do clube. D. Maria II atribiu armas à cidade do Porto em janeiro de 1837: um escudo esquartejado com as armas reais (sete castelos e cinco quinas) no primeiro e quarto quartéis, e as mais antigas armas da cidade do Porto. No segundo e terceito quartéis, um coração, que representa o legado que D. Pedro IV deixou à cidade. Daí a presença das armas no logótipo do clube. O Colar e Grã-Cruz, da Antiga e Muito Nobre Ordem da Torre e espada de Valor Lealdade e Mérito, do qual pende a respetiva medalha, encontram-se presenciados à volta das Armas. Por fim, a Coroa Ducal e o dragão negro do poder, eram pertencentes às antigas armas dos Senhores Reis destes Reinos, em cujo pescoço está uma fita com a palavra Invicta, nome que D. Maria II atribuiu ao Porto&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:FC Porto.png|miniaturadaimagem|Emblema 1906]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:FC Porto emblema.png|miniaturadaimagem]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Sem Título 1922.png|miniaturadaimagem|Emblema 1922]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:279 logo fc porto.gif|miniaturadaimagem]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:1119 logo 2005.png|miniaturadaimagem|Emblema 2005]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:FC Porto logo|miniaturadaimagem|Emblema 2005]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:F.C. Porto logo actual.png|miniaturadaimagem|Emblema actual]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Fil</name></author>
		
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		<updated>2021-01-30T22:56:04Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Fil: /* Novas conquistas internacionais (2000–) */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== &amp;lt;big&amp;gt;História&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===  '''A Fundação e os primeiros anos''' ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Antonio Nicolau d'Almeida.jpg|miniaturadaimagem|António Nicolau d'Almeida, fundador do FC Porto]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 28 de setembro de 1893 no dia do aniversário do rei D. Carlos e da rainha D. Amélia, o Foot-Ball Club do Porto é fundado, por obra e graça do jovem de 20 anos António Nicolau d'Almeida, um comerciante do vinho do Porto que descobriu o futebol nas suas viagens a Inglaterra. O FC Porto inicia então os seus primeiros treinos no Campo do Prado, em Matosinhos, e no dia 8 de outubro disputa o primeiro jogo da história do clube, contra o Clube de Aveiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 25 de outubro de 1893, Nicolau d'Almeida convida o Club Lisbonense para uma partida de futebol, que decorreria no dia 2 de novembro. O Diário Ilustrado, com sede em Lisboa, é quem noticia o convite, e até a resposta do Club Lisbonense. Guilherme Pinto Basto, o então presidente do Club Lisbonense, aceitara então o convite mas não no dia previsto. A data escolhida foi o dia 2 de março do ano seguinte e para além disso, Pinto Basto conseguiu convencer D. Carlos a patrocinar o jogo, oferecendo também uma taça por parte do rei. O nome escolhido foi Taça D. Carlos I, ou ainda Cup d'El Rey. Jogado no Campo Alegre, no Porto, também chamado Campo dos Ingleses, casa do Oporto Cricket and Lawn-Tennis Club, o jogo acaba com uma derrota do FC Porto, por 1–0.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1896, António Nicolau d'Almeida casa-se com Hilda Rumsey e esta pede-lhe para se afastar do futebol, que considerava uma modalidade demasiado violenta. António aceita o seu pedido e afasta-se do clube que entrou num período de letargia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== '''A Refundação''' ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:JMC.jpg|miniaturadaimagem|José Monteiro da Costa, responsável pelo renascimento do Clube]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Doze anos depois, em 1906, José Monteiro da Costa regressou de Inglaterra, fascinado pelo mesmo desporto que encantara o seu amigo há mais de uma década e resolveu criar uma equipa de futebol, sob o nome &amp;quot;Grupo do Destino&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entretanto, José conversou com Nicolau d'Almeida sobre o projeto que iniciara em 1893. José não hesitou e extingue o Destino, refundando assim o FC Porto e instalando a primeira sede do clube nas instalações do recém-extinto Destino. A nova fundação ocorre no dia 2 de agosto de 1906, assumindo desde logo uma faceta de clube eclético, no qual se começaram a praticar também diversas outras modalidades. José decidiu o azul e branco como as cores do clube e manteve o nome do mesmo. Para além disso, foi desenhado o primeiro emblema do clube, que consistiu numa bola de metal azul com as iniciais &amp;quot;FCP&amp;quot;. Entretanto, é alugado à Companhia Hortícola Portuense o primeiro campo do clube, o Campo da Rainha, que fora simultaneamente o primeiro relvado de Portugal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
José Monteiro da Costa escolheu pintar o FC Porto de azul e branco, então as cores da bandeira nacional, e aprovou o primeiro emblema: uma bola de futebol azul, com as iniciais FCP em branco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== '''Divergências sobre o ano de fundação ''' === &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Até ao ano de 1988 era oficial a data de fundação do FC Porto como tendo sido a 2 de agosto de 1906, por iniciativa de José Monteiro da Costa. A 26 de fevereiro de 1988, realizou-se mais uma Assembleia Geral Ordinária, que tinha como principal ponto agendado a apreciação e votação do Relatório e Contas da Direção e Parecer do Conselho Fiscal referente à anuidade de 1987. Após várias intervenções de apoio ao presidente em funções, Jorge Nuno Pinto da Costa, o sócio Custódio Castro, encarregado da comissão nomeada para apreciar a problemática da fundação do clube, dissecou a questão, tendo decidido que &amp;quot;o FC Porto foi fundado em 1906 embora a semente tenha sido lançada em 1893&amp;quot;.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Foi, no entanto, a apresentação de Rui Guedes, autor da &amp;quot;Fotobiografia do FC Porto&amp;quot; quem haveria de dominar a noite, apresentando dois recortes de jornais da década de 90 do século XIX que, a seu entender, corroboraram a sua teoria de fundação do clube. Tendo sido apresentada e votada por ampla maioria a sua proposta de alteração dos estatutos, a redação do artigo primeiro passou a referir que o FC Porto, pessoa coletiva e de utilidade pública, foi fundado em 28 de setembro de 1893, tendo iniciado imediatamente a sua atividade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durante a vida do Futebol Clube do Porto existiram múltiplas atividades dos seus aniversários e comemorações centradas na sua data de fundação de 2 de agosto de 1906. Ao completar 50 anos de atividade, em 1956, foi uma vez mais campeão nacional, um objetivo que perseguia há 16 anos, tendo constituído ainda maior júbilo. Na obra &amp;quot;História do F.C. Porto&amp;quot; publicada por António Rodrigues Teles nesse mesmo ano comemorativo, na sua página 68 entre os 100 primeiros sócios do clube não consta António Nicolau d'Almeida. Uma das mais ativas diligências para a angariação de sócios realizou-se com as festividades do 70º aniversário do clube, entre agosto e novembro de 1976, com a Campanha dos 70.000 sócios. No final da década seguinte, festejando o 80º aniversário, a Companhia Seiva Trupe criou uma atraente obra intitulada &amp;quot;Um cálice de Porto: 1906-1986, 80 anos do Futebol Clube do Porto&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==='''Primeiros títulos nacionais e períodos de menor fulgor (1922–1981)'''===&lt;br /&gt;
Em junho de 1922, arranca a primeira edição do Campeonato de Portugal, primeira prova nacional oficial, criada pela União Portuguesa de Futebol, antecessora da Federação Portuguesa de Futebol, com o objetivo de juntar os campeões regionais de Lisboa e Porto. É o FC Porto quem leva a melhor na primeira edição, ganhando ao Sporting por 3–1, na finalíssima, a 18 de junho, e tornando-se no primeiro campeão português de futebol. Nesse mesmo ano, o futebolista &amp;quot;Simplício&amp;quot;, que fora também artista gráfico, conjugou o antigo símbolo do FC Porto com as armas da cidade do Porto, dando origem ao atual emblema do clube.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dois anos depois, na primeira prova de sempre nas piscinas do FC Porto, Luíz Canto Moniz ganha os 200 metros livres do campeonato nacional de natação, iniciando-se no mesmo ano a prática do hóquei em patins. Na modalidade de futebol, dias depois da derrota do FC Porto contra o Deportivo por 7–3, já na época seguinte a 15 de julho de 1925, Velez Carneiro, então jogador portista, é assassinado com quatro tiros pelo escriturário Carmindo Duarte, tendo a sua homenagem sido feita por Coelho da Costa, jogador que marcou o golo que valeu o título de campeão nacional de futebol. A 1926, inicia-se o basquetebol, por iniciativa de três jogadores, e três anos depois o clube estreia-se no hóquei em campo, a 20 de outubro de 1929.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O FC Porto conseguia tanto público que o Campo da Constituição começou a ficar pequeno. Por isso em 1933, foi proposta em Assembleia Geral a aquisição de terrenos para a construção de um novo estádio, o futuro Estádio das Antas. Enquanto não estava disponível, o clube jogava não só na Constituição, mas também em outros campos emprestados, de vez em quando, como o Campo do Ameal ou o Estádio do Lima.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1934–35, arranca a primeira edição do Campeonato Nacional da Primeira Divisão, ou simplesmente da Primeira Divisão, estimulada pela necessidade de se estabelecer uma estrutura futebolística mais forte no país, tendo essa ideia surgido após Portugal ter perdido com a Espanha por 9–0, na eliminatória de acesso ao Mundial de 1934. É o FC Porto quem a vence, com dois pontos de avanço sobre o segundo classificado, o Sporting, sob a gerência do húngaro Joseph Szabo. Contudo, o FC Porto só volta a ser campeão nacional quatro anos depois, em 1938–39, no mesmo ano em que o Campo da Constituição aumenta a lotação para 20 mil lugares. Foi por pouco que o FC Porto não garantiu a descida à Segunda Divisão na temporada seguinte, pois a equipa futebolística acabou o campeonato regional na terceira posição nesse mesmo ano, lugar que não dava acesso à Primeira Divisão. Mas devido ao alargamento de clubes do principal escalão, o clube manteve-se na mais alta competição de futebol e curiosamente foi bicampeão pela primeira vez na sua história, em 1939–40. O mesmo aconteceu em 1941–42, quando o FC Porto voltou a ficar num lugar do campeonato regional que não dava acesso à Primeira Divisão, mas graças a um novo alargamento efetuado pela Federação, o FC Porto manteve-se novamente na Primeira Liga.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Logo na temporada seguinte, em 1942–43, o clube conseguiu um humilhante sétimo lugar no campeonato, pior da história até aquela altura. Os 12–2 sofridos pelo Benfica para o campeonato no dia 7 de fevereiro de 1943, e a eliminação na Taça de Portugal, sucessora do Campeonato de Portugal, pelo Vitória de Setúbal por 7–0, reforçaram ainda mais a fraca época dirigida pelo técnico húngaro Lipo Herczka. Apesar disso, o clube é hexacampeão nacional de andebol na temporada seguinte, e o número de sócios dos dragões aumenta, passando dos 1800 sócios para 4 mil.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1948, Fernando Moreira vence a 13ª edição da Volta a Portugal em bicicleta, e em 1952 o clube vence pela primeira vez o campeonato de basquetebol. Ainda no mesmo ano, desta vez na modalidade de futebol, o FC Porto venceu o poderoso Arsenal num amigável, considerado a melhor equipa do mundo na altura, por 3–2. Para compensar o feito, um grupo de seis sócios lançou uma campanha para a compra de uma taça: a &amp;quot;Taça Arsenal&amp;quot;, a maior taça do mundo, tendo custado duzentos contos e pesando cerca de 250 quilos, repartidos por 130 quilos de prata, os restantes num relicário com quase três metros de altura.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Depois das obras terem começado em inícios de 1951, o &amp;quot;Estádio do Futebol Clube do Porto&amp;quot; é inaugurado em 28 de maio de 1952, mas ficou para a história como Estádio das Antas. Na inauguração, os dragões perdem por uns incríveis 8–2 contra o convidado Benfica. Apesar de tudo, o clube chega à sua primeira final da Taça de Portugal na época seguinte, mas é novamente vencido pelo mesmo Benfica por 5–0. Estes episódios dramáticos chegaram ao fim em 1955–56, quando o clube portuense venceu a primeira dobradinha de futebol da sua história, ganhando ao Torreense na final da Taça por 2–0, e terminando em igualdade pontual com o Benfica no campeonato, que só deu o título de campeão por ter perdido 3–0 nas Antas e empatado em casa 1–1,campeonato esse que foi ganho quinze épocas depois. Com efeito, o clube participa pela primeira vez em competições europeias na época seguinte, mas o sonho de seguir longe terminou rapidamente após a eliminação contra o Atlético de Bilbao na 1ª eliminatória da Taça dos Clubes Campeões Europeus (derrota por 2–1 em casa na primeira mão e por 3–2 fora no segundo jogo).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nas épocas posteriores, entraram para o palmarés do clube duas Taças de Portugal de futebol, em 1958 e em 1968, um campeonato da mesma modalidade em 1959, quatro títulos consecutivos de Volta a Portugal em bicicleta em 1963 e o primeiro título de campeão nacional de voleibol em 1965. No futebol, o cenário inverteu-se quando o FC Porto termina a liga em nono lugar em 1969–70, pior da história, e é eliminado tanto na Taça de Portugal pelo Tirsense, como na Taça das Cidades com Feiras pelos ingleses do Newcastle. O número de sócios aumenta para cerca de 41 mil em 1971, e no bilhar o clube obtém o terceiro lugar no campeonato europeu em 1972, melhor classificação da história por um equipa portuguesa. Entretanto, Pavão, antigo futebolista do clube, falece no dia 16 de dezembro de 1973 devido a um ataque cardíaco, durante um jogo em casa para o campeonato. Em 1977, o regresso de José Maria Pedroto, que fora jogador do clube por largas épocas, e a entrada de Jorge Nuno Pinto da Costa para diretor do departamento de futebol acaba com o jejum de títulos no futebol, com a conquista da Taça de Portugal frente ao Braga, e a promessa de uma estrutura mais forte no clube. Em 1977–78, 19 anos depois do último título de campeão nacional de futebol, os dragões voltam a conquistá-lo, mas perdem a final na Taça de Portugal frente ao Sporting, na finalíssima.] Na época seguinte: mais uma vez campeão nacional de futebol, e vários títulos nas modalidades, nomeadamente a Taça de Portugal em basquetebol, o campeonato nacional de ciclismo em equipas, a Taça de Portugal de andebol e o campeonato nacional de corta-mato, graças a Aurora Cunha. A 18 de novembro de 1981, o clube foi feito Membro Honorário da Ordem do Infante D. Henrique.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==='''Entrada de Pinto da Costa (1982–1999)'''===&lt;br /&gt;
A 17 de abril de 1982, Jorge Nuno Pinto da Costa é eleito presidente do FC Porto, começando o clube a ganhar terreno ao longo dos anos sobre os rivais de Lisboa em qualquer modalidade. A conquista da Taça das Taças em hóquei em patins na mesma época, frente ao Sporting—naquele que foi o primeiro título internacional do clube—, e a reconquista na época seguinte, frente ao Benfica, foi prova disso mesmo. Em 1982–83, Pedroto regressa, mas não consegue nenhum título na temporada, acabando no segundo lugar do campeonato e perdendo a final da Taça de Portugal diante do Benfica por 1–0 nas Antas. Em 1983–84, na última temporada de Pedroto, que entretanto cedeu o lugar a António Morais por causa de uma doença, o clube acaba a época com a Taça de Portugal no museu, ganha ao Rio Ave por 4–1, e a Supertaça, ganha ao Benfica na segunda mão por 2–1 na Luz, depois dum empate a zero em casa. Para além disso, o FC Porto chegou à primeira final europeia, a Taça das Taças, perdido para a Juventus por 2–1, com uma arbitragem tendenciosa para o lado dos italianos. Na época seguinte, o clube é finalmente campeão graças ao treinador Artur Jorge, vencendo também a Supertaça ao Benfica. Relativamente ao atletismo, Aurora Cunha bateu dois recordes nacionais e sagrou-se campeã mundial dos 10 km de estrada. A equipa de hóquei em patins vence novamente uma competição internacional em 1985–86, a Liga Europeia, numa época em que o FC Porto volta a ser campeão nacional em futebol e Aurora Cunha volta a vencer o Campeonato Mundial dos 15 e dos 10 quilómetros.Entretanto, a 9 de dezembro de 1986, é criada a secção de Desporto Adaptado do clube.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 27 de maio de 1987, na época de 1986–87, o clube finalmente consegue ganhar uma competição europeia no futebol, tendo ganho brilhantemente o favorito Bayern de Munique por 2–1 na final da Taça dos Campeões Europeus de 1986–87. Conquistada no Estádio Prater, em Viena, a equipa portuguesa esteve a perder até aos 78 minutos por 1–0, minuto em que Rabah Madjer se inspira, marca o famoso golo de calcanhar e empata a partida. Poucos minutos a seguir, Juary marca o golo da vitória do terceiro título da Taça dos Campeões Europeus em Portugal. O FC Porto nessa época foi ainda campeão da Supertaça, ganha novamente ao Benfica (1–1 em casa na primeira mão e 4–2 fora no segundo jogo), apesar de ter ficado em segundo lugar e de ter sido eliminado na Taça de Portugal frente ao Sporting.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com a saída de Artur Jorge na época seguinte, Tomislav Ivić assumiu o cargo mas nem por isso quebrou a série vitoriosa internacional—dois títulos internacionais, somando aos dois internos. Entre eles, a primeira Taça Intercontinental do clube e de Portugal, ganha na neve ao Peñarol por 2–1, e a primeira Supertaça Europeia do clube e novamente de Portugal, ganha ao Ajax (1–0 em ambas as mãos). O FC Porto foi ainda campeão nacional a quinze pontos do Benfica, segundo classificado, e vencedor da Taça de Portugal, tendo ganho ao Vitória de Guimarães por 1–0. A 3 de março de 1988, o clube foi feito Membro Honorário da Ordem do Mérito. Mais tarde, em 1989–90, a equipa de hóquei em patins volta a vencer a Liga Europeia, e quatro anos depois conquista pela primeira vez a Taça CERS, o que voltaria a acontecer em 1996. E foi na mesma época que o FC Porto gelou o Estádio da Luz na Supertaça de futebol, com a goleada de 5–0 ao seu maior rival, a sua maior vitória na casa do Benfica, num ano em que venceu o campeonato de futebol pela terceira vez consecutiva. Em 1998–99, o clube consegue vencer o campeonato nacional da mesma modalidade, o quinto consecutivo, um feito inédito e ultrapassado pelo Sporting que detinha o recorde de quatro campeonatos seguidos, alcançado nos anos 50. Apesar de ter sido eliminado na Taça de Portugal pelo Torreense nas Antas, a Supertaça não escapou e é vencida ao Braga.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==='''Novas conquistas internacionais (2000–)'''===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este novo século começou com um segundo lugar no campeonato de futebol, atrás do Boavista, por obra de Fernando Santos que foi depois despedido nessa época devido à falha do objetivo principal dois anos consecutivos. Apesar disso, o FC Porto não deixou de vencer títulos e conquistou a Taça de Portugal frente ao Marítimo. Na época seguinte, valeu a Octávio Machado e a José Mourinho um terceiro lugar no campeonato. No entanto, a Supertaça entrou novamente no palmarés portista, conquistada frente ao Boavista.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 16 de novembro de 2003, o Estádio do Dragão, com capacidade para cerca de 50 mil espetadores, foi inaugurado, mas só começou a ser jogado mais tarde devido a problemas relacionados com a relva. A inauguração ficou marcada pela estreia de Lionel Messi no Barcelona, clube convidado para a inauguração e derrotado por 2–0, com golos de Derlei e Hugo Almeida. Já no ano anterior, havia sido inaugurado outro complexo, a 5 de agosto de 2002: o Centro de Treinos e Formação Desportiva PortoGaia, destinado para os treinos da equipa e construído em Vila Nova de Gaia, composto por um miniestádio com capacidade para três mil pessoas, três campos de relva natural e um campo de relva sintética, entre outras instalações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira época de glória chegou na segunda época de José Mourinho, em 2002–03, com a conquista da primeira Taça UEFA do clube e de Portugal, tendo eliminado pelo caminho nomes ilustres como o Panathinaikos (perdendo a primeira mão por 1–0 em casa, e ganhando fora 2–0, nos quartos de final), a Società Sportiva Lazio (vitória por 4–1 em casa e 0–0 fora, nas meias-finais), e finalmente o Celtic, na final por 3–2, já no prolongamento. Para além disto, Mourinho ganhou também a Taça de Portugal, frente à &amp;quot;sua&amp;quot; União de Leiria, por 1–0, e o campeonato.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar de ter conquistado três títulos, Mourinho atingiu apenas o apogeu da sua carreira no clube no ano seguinte, quando o FC Porto venceu o Mónaco na final da Liga dos Campeões por 3–0, com golos de Carlos Alberto, Deco e Alenichev. Entre as suas vítimas, destacaram-se o Manchester United, que perdeu fora por 2–1 e empatou em casa 1–1, com um golo de Costinha aos 90 minutos que garantiu a passagem aos oitavos de final; o Lyon, que perdeu no Dragão por 2–0 e empatou em casa 2–2; e o Deportivo da Corunha, que, apesar de ter empatado fora, perdeu em casa por 1–0, permitindo à equipa portuguesa passar para a final. Voltou a vencer a Supertaça diante do Leiria, nessa mesma época, e na época seguinte, sob o comando de Víctor Fernández, o FC Porto derrotou o Once Caldas nos penaltis para vencer a segunda Taça Intercontinental, a última disputada. A Supertaça Europeia voltou a escapar, perdendo pela segunda vez consecutiva diante do Valência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 2008–09, o FC Porto sagrou-se tetracampeão nacional de futebol e ganhou a Taça de Portugal—sexta dobradinha da história—, por obra e graça de Jesualdo Ferreira (com a ajuda de Co Adriaanse, que venceu o campeonato em 2005–06). Os dragões atingiram ainda os quartos de final da Liga dos Campeões (depois de eliminarem o Atlético de Madrid nos oitavos), tendo sido eliminados graças a um golo de Cristiano Ronaldo na segunda mão, no Dragão, que valeu a passagem do Manchester United à fase seguinte, depois de ter empatado por 2–2 em casa dos red devils. Entretanto, com uma capacidade de 2 179 lugares, o Dragão Caixa, palco das modalidades de hóquei em patins, basquetebol e andebol, é inaugurado no dia 23 de abril de 2009, substituindo assim o antigo Pavilhão Américo de Sá.[&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Depois da época de 2009–10, com apenas dois títulos e um terceiro lugar no campeonato, sob o comando do mesmo Jesualdo Ferreira, André Villas-Boas entra no comando técnico e vence brilhantemente quatro títulos em 2010–11. Um deles internacional, a nova Liga Europa, vencida na final ao Braga por 1–0, com um golo aos 44 minutos do melhor marcador da competição Radamel Falcao, naquela que foi a primeira final entre clubes portugueses numa prova europeia. Entre os adversário eliminados, destacam-se o Villarreal, que foi goleado na primeira mão das meias-finais por 5–1, antes de ter ganho 3–2 em casa na segunda mão; o Spartak de Moscovo, que foi goleado em ambas as mãos, na primeira por 5–1, em casa, e na segunda por 5–2, fora; o CSKA de Moscovo nos oitavos de final e o Sevilha nos dezasseis avos de final. Para além do campeonato (invicto, com 21 pontos de avanço sobre o segundo classificado, o Benfica), da Taça de Portugal (6–2 ao Guimarães na final) e da Supertaça (2–0 ao Benfica), o FC Porto ainda passou a ser a equipa com mais títulos no futebol, com 69 títulos, ultrapassada ao Benfica que tinha na altura 68. Ainda nessa época, os juniores de futebol conquistaram pela primeira vez um título oficial de dimensão internacional para os escalões de formação do clube: o Blue Stars/FIFA Youth Cup. Duas épocas depois, em 2012–13, o FC Porto volta a ser campeão invicto, desta vez sob o comando de Vítor Pereira. Ainda no mesmo ano de 2013, é inaugurado o Museu do FC Porto by BMG.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &amp;lt;big&amp;gt;Recintos&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Campo_do_Prado|Campo do Prado]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Campo_da_Rua_da_Rainha|Campo da Rua da Rainha]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Campo_da_Constituicao|Campo da Constituição]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Estadio_do_Lima|Estádio do Lima]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Campo_do_Ameal|Campo do Ameal]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Estadio_das_Antas|Estádio das Antas]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Estadio_do_Dragao|Estádio do Dragão]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==='''Do Campo do Prado ao Estádio do Dragão'''===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O primeiro campo utilizado pelo FC Porto para a modalidade do futebol foi o [[Campo_do_Prado|Campo do Prado]], em Matosinhos, onde iniciou os seus primeiros treinos no inicío de outubro de 1893. Mais tarde em 1906, é alugado à Companhia Hortícola Portuense o [[Campo_da_Rua_da_Rainha|Campo da Rua da Rainha]], que fora entretanto um terreno não cultivado. Era um pequeno campo de trinta por cinquenta metros, o primeiro relvado de Portugal. No mesmo ano foram transferidos os viveiros de plantas para outro local, permitindo ao clube criar um campo com as medidas oficiais, rodeado de bancos para 600 pessoas e ainda uma pista de atletismo, balneários e um bar. O aluguer anual era de 20.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para além de tanta assistência que a equipa trazia ao recinto, no final de 1911, o FC Porto foi informado da gradual desocupação do Campo da Rainha para a construção de uma fábrica, que iria ser construído no relvado. Portanto em julho de 1912, uma assembleia geral aprova um novo terreno, o [[Campo_da_Constituicao|Campo da Constituição]], na Rua da Constituição, alugado por 350 escudos anuais e também subalugado por outras três equipas. Para comemorar a nova casa, os ingleses do Oporto Cricket Lawn-Tennis Club organizaram uma partida, do qual saíram vencedores por 5–2. Em agosto do mesmo ano, juntamente com o Leixões, o FC Porto cria a Associação de Futebol do Porto, tendo começado na época seguinte o Campeonato do Porto. Na primeira edição da prova, acabou em segundo lugar, ficando atrás do Boavista, tendo ganho na seguinte temporada, numa competição em que viria a ganhar 30 edições, 21 delas consecutivas, entre 1915 e 1947. A outra modalidade do clube, pesos e halteres, destacar-se-ia na seguinte época de 1915–16, com o duplo campeonato nacional alcançado por Carlos Oliveira. A época posterior foi também de grande interesse, devido à inauguração do campo de ténis, substituindo o rinque de patinagem, que serviu para mostrar os troféus e taças conquistados pelo clube. O FC Porto, no entanto, em 1917–18, perde o título para o Salgueiros depois de três temporadas consecutivas a vencê-la, sendo que os motivos prenderam-se no facto de mais de metade dos jogadores estarem a lutar na I Guerra Mundial. Morreu um jogador, Vidal Pinheiro. Na temporada 1920–21, o clube tenta a compra do Campo Nova Sintra, mas desiste da ideia devido ao alto valor do terreno, que custaria 800 contos, continuando o Campo da Constituição como casa do clube.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mais tarde, para mostrar as taças conquistadas do clube, o FC Porto inaugura o campo de ténis em 1917, substituindo assim o antigo rinque de patinagem. Em 1920, o clube adquire o Campo da Constituição, na sequência do arrendamento por dez anos (400 escudos nos primeiros cinco anos e 450 nos restantes cinco). A comemoração foi feita através de um torneio amigável triangular, do qual saiu vencedor. Na temporada 1920–21, o clube tenta a compra do Campo Nova Sintra, mas desiste da ideia devido ao alto valor do terreno, continuando o Campo da Constituição como casa do clube. Na época 1928–29 é renovado o contrato de arrendamento do Campo da Constituição, com uma renda anual de 12 mil escudos, pagos em duas prestações de 6 mil escudos. Em 1938–39, o campo aumenta a lotação para 20 mil pessoas, o que implicou num aumento das receitas de bilheteira. O atual campo começou a ficar pequeno, por isso em 1933 foi proposta numa assembleia geral a aquisição de novos terrenos para um novo estádio, o [[Estadio_das_Antas|Estádio das Antas]]. Enquanto a nova casa não estava disponível, o FC Porto jogava de vez em quando noutros campos emprestados, como o [[Estadio_do_Lima|Estádio do Lima]] ou o [[Campo_do_Ameal|Campo do Ameal]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira pedra foi lançada a dezembro de 1949, mas a obra só começou um mês depois. José Bacelar, sócio número um do clube, pagou o salário do primeiro dia de trabalho a todos os operários. A inauguração acontece finalmente no dia 28 de maio de 1952, oficialmente denominado como &amp;quot;Estádio do Futebol Clube do Porto&amp;quot;, onde esteve presente o general Craveiro Lopes, então presidente da República Portuguesa. O Benfica foi a equipa convidada para a inauguração, e com toda a frieza, o clube de Lisboa goleou o FC Porto por 8–2. Em 1962–63 é inaugurada o sistema elétrico das Antas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao longo do século o recinto foi ficando maior, devido à inclusão do Pavilhão Américo de Sá, para as modalidade de basquetebol, andebol e hóquei em patins, da piscina coberta, três campos relvados de treino, a Loja Azul, o Bingo, a Sala-Museu e a Torre das Antas. Além disso, sofreu um rebaixamento que permitiu aumentar a lotação para noventa mil lugares em 1986, o que levou a ser um dos estádios eleitos para o Mundial de juniores de 1991. Mas ainda antes, em 1973, o recinto foi palco de um triste falecimento de um jogador portista, Pavão, caído no relvado num jogo do campeonato devido a um ataque cardíaco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 9 de março de 1994, o estádio foi penhorado pelo ministro das finanças, Eduardo Catroga, devido a uma dívida fiscal de cerca de 200 mil contos. O estádio começou por ser demolido em 1 de abril de 2004 e acabou em 28 de junho de 2004, sendo substituído pelo atual [[Estadio_do_Dragao|Estádio do Dragão]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Inaugurado no dia 16 de novembro de 2003, o atual estádio do clube só começou a ser jogado em 2004 devido a problemas relacionados com a relva. A construção do estádio custou 98 milhões de euros, e tem uma capacidade para cerca de 50 mil espetadores. O amigável da inauguração resultou numa vitória de 2–0 contra o Barcelona, onde também se estreou Lionel Messi, então com dezasseis anos. O estádio também foi utilizado para o Euro 2004 e recebeu o jogo de abertura do Euro, em que Portugal perdeu 2–1 com a Grécia. O Dragão tem recebido entretanto várias distinções, entre elas a certificação GreenLight, entregue em 2004 pela Comissão Europeia, e a certificação &amp;quot;Sistema de Gestão Ambiental&amp;quot;, entregue em 2007 pela Associação Portuguesa de Certificação. As instalações do recinto também mereceram o certificado de &amp;quot;Sistema de Gestão de Qualidade&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==='''Outros recintos e infraestruturas'''===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O FC Porto, para além destes recintos, possui também o Dragão Caixa: o pavilhão para as modalidades de hóquei em patins, basquetebol e andebol, inaugurado no dia 23 de abril de 2009 com uma capacidade para 2 179 espetadores; e um centro de treinos alugado para a modalidade de futebol, de nome Centro de Treinos e Formação Desportiva PortoGaia, inaugurado em 5 de agosto de 2002 em Vila Nova de Gaia e cedido pela Câmara Municipal de Gaia por um período de 50 anos. Para além destes centros desportivos, o clube possui também um museu: o chamado Museu do FC Porto by BMG, inaugurado no dia 28 de setembro de 2013. Contudo, o museu só abriu oficialmente ao público no dia 26 de outubro do mesmo ano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &amp;lt;big&amp;gt;Emblema&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1906, é criado o primeiro emblema do clube, que consistia numa bola de futebol azul com as iniciais &amp;quot;FCP&amp;quot;. Mais tarde, na Assembleia Geral de 26 de outubro de 1922, é aprovado o novo símbolo do FC Porto, desenhado pelo artista gráfico e também jogador do clube, Augusto Baptista Ferreira, mais conhecido por &amp;quot;Simplício&amp;quot;. Este novo logótipo representa uma simbiose do antigo emblema com as armas da cidade do Porto. A bola azul representa a modalidade mais antiga do clube. D. Maria II atribiu armas à cidade do Porto em janeiro de 1837: um escudo esquartejado com as armas reais (sete castelos e cinco quinas) no primeiro e quarto quartéis, e as mais antigas armas da cidade do Porto. No segundo e terceito quartéis, um coração, que representa o legado que D. Pedro IV deixou à cidade. Daí a presença das armas no logótipo do clube. O Colar e Grã-Cruz, da Antiga e Muito Nobre Ordem da Torre e espada de Valor Lealdade e Mérito, do qual pende a respetiva medalha, encontram-se presenciados à volta das Armas. Por fim, a Coroa Ducal e o dragão negro do poder, eram pertencentes às antigas armas dos Senhores Reis destes Reinos, em cujo pescoço está uma fita com a palavra Invicta, nome que D. Maria II atribuiu ao Porto&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:FC Porto.png|miniaturadaimagem|Emblema 1906]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:FC Porto emblema.png|miniaturadaimagem]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Sem Título 1922.png|miniaturadaimagem|Emblema 1922]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:279 logo fc porto.gif|miniaturadaimagem]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:1119 logo 2005.png|miniaturadaimagem|Emblema 2005]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:FC Porto logo|miniaturadaimagem|Emblema 2005]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:F.C. Porto logo actual.png|miniaturadaimagem|Emblema actual]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Fil</name></author>
		
	</entry>
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		<id>https://www.fcporto.ws/wiki/index.php?title=P%C3%A1gina_principal&amp;diff=74</id>
		<title>Página principal</title>
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		<updated>2021-01-30T22:54:04Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Fil: /* Outros recintos e infraestruturas */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== &amp;lt;big&amp;gt;História&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===  '''A Fundação e os primeiros anos''' ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Antonio Nicolau d'Almeida.jpg|miniaturadaimagem|António Nicolau d'Almeida, fundador do FC Porto]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 28 de setembro de 1893 no dia do aniversário do rei D. Carlos e da rainha D. Amélia, o Foot-Ball Club do Porto é fundado, por obra e graça do jovem de 20 anos António Nicolau d'Almeida, um comerciante do vinho do Porto que descobriu o futebol nas suas viagens a Inglaterra. O FC Porto inicia então os seus primeiros treinos no Campo do Prado, em Matosinhos, e no dia 8 de outubro disputa o primeiro jogo da história do clube, contra o Clube de Aveiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 25 de outubro de 1893, Nicolau d'Almeida convida o Club Lisbonense para uma partida de futebol, que decorreria no dia 2 de novembro. O Diário Ilustrado, com sede em Lisboa, é quem noticia o convite, e até a resposta do Club Lisbonense. Guilherme Pinto Basto, o então presidente do Club Lisbonense, aceitara então o convite mas não no dia previsto. A data escolhida foi o dia 2 de março do ano seguinte e para além disso, Pinto Basto conseguiu convencer D. Carlos a patrocinar o jogo, oferecendo também uma taça por parte do rei. O nome escolhido foi Taça D. Carlos I, ou ainda Cup d'El Rey. Jogado no Campo Alegre, no Porto, também chamado Campo dos Ingleses, casa do Oporto Cricket and Lawn-Tennis Club, o jogo acaba com uma derrota do FC Porto, por 1–0.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1896, António Nicolau d'Almeida casa-se com Hilda Rumsey e esta pede-lhe para se afastar do futebol, que considerava uma modalidade demasiado violenta. António aceita o seu pedido e afasta-se do clube que entrou num período de letargia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== '''A Refundação''' ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:JMC.jpg|miniaturadaimagem|José Monteiro da Costa, responsável pelo renascimento do Clube]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Doze anos depois, em 1906, José Monteiro da Costa regressou de Inglaterra, fascinado pelo mesmo desporto que encantara o seu amigo há mais de uma década e resolveu criar uma equipa de futebol, sob o nome &amp;quot;Grupo do Destino&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entretanto, José conversou com Nicolau d'Almeida sobre o projeto que iniciara em 1893. José não hesitou e extingue o Destino, refundando assim o FC Porto e instalando a primeira sede do clube nas instalações do recém-extinto Destino. A nova fundação ocorre no dia 2 de agosto de 1906, assumindo desde logo uma faceta de clube eclético, no qual se começaram a praticar também diversas outras modalidades. José decidiu o azul e branco como as cores do clube e manteve o nome do mesmo. Para além disso, foi desenhado o primeiro emblema do clube, que consistiu numa bola de metal azul com as iniciais &amp;quot;FCP&amp;quot;. Entretanto, é alugado à Companhia Hortícola Portuense o primeiro campo do clube, o Campo da Rainha, que fora simultaneamente o primeiro relvado de Portugal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
José Monteiro da Costa escolheu pintar o FC Porto de azul e branco, então as cores da bandeira nacional, e aprovou o primeiro emblema: uma bola de futebol azul, com as iniciais FCP em branco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== '''Divergências sobre o ano de fundação ''' === &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Até ao ano de 1988 era oficial a data de fundação do FC Porto como tendo sido a 2 de agosto de 1906, por iniciativa de José Monteiro da Costa. A 26 de fevereiro de 1988, realizou-se mais uma Assembleia Geral Ordinária, que tinha como principal ponto agendado a apreciação e votação do Relatório e Contas da Direção e Parecer do Conselho Fiscal referente à anuidade de 1987. Após várias intervenções de apoio ao presidente em funções, Jorge Nuno Pinto da Costa, o sócio Custódio Castro, encarregado da comissão nomeada para apreciar a problemática da fundação do clube, dissecou a questão, tendo decidido que &amp;quot;o FC Porto foi fundado em 1906 embora a semente tenha sido lançada em 1893&amp;quot;.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Foi, no entanto, a apresentação de Rui Guedes, autor da &amp;quot;Fotobiografia do FC Porto&amp;quot; quem haveria de dominar a noite, apresentando dois recortes de jornais da década de 90 do século XIX que, a seu entender, corroboraram a sua teoria de fundação do clube. Tendo sido apresentada e votada por ampla maioria a sua proposta de alteração dos estatutos, a redação do artigo primeiro passou a referir que o FC Porto, pessoa coletiva e de utilidade pública, foi fundado em 28 de setembro de 1893, tendo iniciado imediatamente a sua atividade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durante a vida do Futebol Clube do Porto existiram múltiplas atividades dos seus aniversários e comemorações centradas na sua data de fundação de 2 de agosto de 1906. Ao completar 50 anos de atividade, em 1956, foi uma vez mais campeão nacional, um objetivo que perseguia há 16 anos, tendo constituído ainda maior júbilo. Na obra &amp;quot;História do F.C. Porto&amp;quot; publicada por António Rodrigues Teles nesse mesmo ano comemorativo, na sua página 68 entre os 100 primeiros sócios do clube não consta António Nicolau d'Almeida. Uma das mais ativas diligências para a angariação de sócios realizou-se com as festividades do 70º aniversário do clube, entre agosto e novembro de 1976, com a Campanha dos 70.000 sócios. No final da década seguinte, festejando o 80º aniversário, a Companhia Seiva Trupe criou uma atraente obra intitulada &amp;quot;Um cálice de Porto: 1906-1986, 80 anos do Futebol Clube do Porto&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==='''Primeiros títulos nacionais e períodos de menor fulgor (1922–1981)'''===&lt;br /&gt;
Em junho de 1922, arranca a primeira edição do Campeonato de Portugal, primeira prova nacional oficial, criada pela União Portuguesa de Futebol, antecessora da Federação Portuguesa de Futebol, com o objetivo de juntar os campeões regionais de Lisboa e Porto. É o FC Porto quem leva a melhor na primeira edição, ganhando ao Sporting por 3–1, na finalíssima, a 18 de junho, e tornando-se no primeiro campeão português de futebol. Nesse mesmo ano, o futebolista &amp;quot;Simplício&amp;quot;, que fora também artista gráfico, conjugou o antigo símbolo do FC Porto com as armas da cidade do Porto, dando origem ao atual emblema do clube.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dois anos depois, na primeira prova de sempre nas piscinas do FC Porto, Luíz Canto Moniz ganha os 200 metros livres do campeonato nacional de natação, iniciando-se no mesmo ano a prática do hóquei em patins. Na modalidade de futebol, dias depois da derrota do FC Porto contra o Deportivo por 7–3, já na época seguinte a 15 de julho de 1925, Velez Carneiro, então jogador portista, é assassinado com quatro tiros pelo escriturário Carmindo Duarte, tendo a sua homenagem sido feita por Coelho da Costa, jogador que marcou o golo que valeu o título de campeão nacional de futebol. A 1926, inicia-se o basquetebol, por iniciativa de três jogadores, e três anos depois o clube estreia-se no hóquei em campo, a 20 de outubro de 1929.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O FC Porto conseguia tanto público que o Campo da Constituição começou a ficar pequeno. Por isso em 1933, foi proposta em Assembleia Geral a aquisição de terrenos para a construção de um novo estádio, o futuro Estádio das Antas. Enquanto não estava disponível, o clube jogava não só na Constituição, mas também em outros campos emprestados, de vez em quando, como o Campo do Ameal ou o Estádio do Lima.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1934–35, arranca a primeira edição do Campeonato Nacional da Primeira Divisão, ou simplesmente da Primeira Divisão, estimulada pela necessidade de se estabelecer uma estrutura futebolística mais forte no país, tendo essa ideia surgido após Portugal ter perdido com a Espanha por 9–0, na eliminatória de acesso ao Mundial de 1934. É o FC Porto quem a vence, com dois pontos de avanço sobre o segundo classificado, o Sporting, sob a gerência do húngaro Joseph Szabo. Contudo, o FC Porto só volta a ser campeão nacional quatro anos depois, em 1938–39, no mesmo ano em que o Campo da Constituição aumenta a lotação para 20 mil lugares. Foi por pouco que o FC Porto não garantiu a descida à Segunda Divisão na temporada seguinte, pois a equipa futebolística acabou o campeonato regional na terceira posição nesse mesmo ano, lugar que não dava acesso à Primeira Divisão. Mas devido ao alargamento de clubes do principal escalão, o clube manteve-se na mais alta competição de futebol e curiosamente foi bicampeão pela primeira vez na sua história, em 1939–40. O mesmo aconteceu em 1941–42, quando o FC Porto voltou a ficar num lugar do campeonato regional que não dava acesso à Primeira Divisão, mas graças a um novo alargamento efetuado pela Federação, o FC Porto manteve-se novamente na Primeira Liga.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Logo na temporada seguinte, em 1942–43, o clube conseguiu um humilhante sétimo lugar no campeonato, pior da história até aquela altura. Os 12–2 sofridos pelo Benfica para o campeonato no dia 7 de fevereiro de 1943, e a eliminação na Taça de Portugal, sucessora do Campeonato de Portugal, pelo Vitória de Setúbal por 7–0, reforçaram ainda mais a fraca época dirigida pelo técnico húngaro Lipo Herczka. Apesar disso, o clube é hexacampeão nacional de andebol na temporada seguinte, e o número de sócios dos dragões aumenta, passando dos 1800 sócios para 4 mil.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1948, Fernando Moreira vence a 13ª edição da Volta a Portugal em bicicleta, e em 1952 o clube vence pela primeira vez o campeonato de basquetebol. Ainda no mesmo ano, desta vez na modalidade de futebol, o FC Porto venceu o poderoso Arsenal num amigável, considerado a melhor equipa do mundo na altura, por 3–2. Para compensar o feito, um grupo de seis sócios lançou uma campanha para a compra de uma taça: a &amp;quot;Taça Arsenal&amp;quot;, a maior taça do mundo, tendo custado duzentos contos e pesando cerca de 250 quilos, repartidos por 130 quilos de prata, os restantes num relicário com quase três metros de altura.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Depois das obras terem começado em inícios de 1951, o &amp;quot;Estádio do Futebol Clube do Porto&amp;quot; é inaugurado em 28 de maio de 1952, mas ficou para a história como Estádio das Antas. Na inauguração, os dragões perdem por uns incríveis 8–2 contra o convidado Benfica. Apesar de tudo, o clube chega à sua primeira final da Taça de Portugal na época seguinte, mas é novamente vencido pelo mesmo Benfica por 5–0. Estes episódios dramáticos chegaram ao fim em 1955–56, quando o clube portuense venceu a primeira dobradinha de futebol da sua história, ganhando ao Torreense na final da Taça por 2–0, e terminando em igualdade pontual com o Benfica no campeonato, que só deu o título de campeão por ter perdido 3–0 nas Antas e empatado em casa 1–1,campeonato esse que foi ganho quinze épocas depois. Com efeito, o clube participa pela primeira vez em competições europeias na época seguinte, mas o sonho de seguir longe terminou rapidamente após a eliminação contra o Atlético de Bilbao na 1ª eliminatória da Taça dos Clubes Campeões Europeus (derrota por 2–1 em casa na primeira mão e por 3–2 fora no segundo jogo).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nas épocas posteriores, entraram para o palmarés do clube duas Taças de Portugal de futebol, em 1958 e em 1968, um campeonato da mesma modalidade em 1959, quatro títulos consecutivos de Volta a Portugal em bicicleta em 1963 e o primeiro título de campeão nacional de voleibol em 1965. No futebol, o cenário inverteu-se quando o FC Porto termina a liga em nono lugar em 1969–70, pior da história, e é eliminado tanto na Taça de Portugal pelo Tirsense, como na Taça das Cidades com Feiras pelos ingleses do Newcastle. O número de sócios aumenta para cerca de 41 mil em 1971, e no bilhar o clube obtém o terceiro lugar no campeonato europeu em 1972, melhor classificação da história por um equipa portuguesa. Entretanto, Pavão, antigo futebolista do clube, falece no dia 16 de dezembro de 1973 devido a um ataque cardíaco, durante um jogo em casa para o campeonato. Em 1977, o regresso de José Maria Pedroto, que fora jogador do clube por largas épocas, e a entrada de Jorge Nuno Pinto da Costa para diretor do departamento de futebol acaba com o jejum de títulos no futebol, com a conquista da Taça de Portugal frente ao Braga, e a promessa de uma estrutura mais forte no clube. Em 1977–78, 19 anos depois do último título de campeão nacional de futebol, os dragões voltam a conquistá-lo, mas perdem a final na Taça de Portugal frente ao Sporting, na finalíssima.] Na época seguinte: mais uma vez campeão nacional de futebol, e vários títulos nas modalidades, nomeadamente a Taça de Portugal em basquetebol, o campeonato nacional de ciclismo em equipas, a Taça de Portugal de andebol e o campeonato nacional de corta-mato, graças a Aurora Cunha. A 18 de novembro de 1981, o clube foi feito Membro Honorário da Ordem do Infante D. Henrique.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==='''Entrada de Pinto da Costa (1982–1999)'''===&lt;br /&gt;
A 17 de abril de 1982, Jorge Nuno Pinto da Costa é eleito presidente do FC Porto, começando o clube a ganhar terreno ao longo dos anos sobre os rivais de Lisboa em qualquer modalidade. A conquista da Taça das Taças em hóquei em patins na mesma época, frente ao Sporting—naquele que foi o primeiro título internacional do clube—, e a reconquista na época seguinte, frente ao Benfica, foi prova disso mesmo. Em 1982–83, Pedroto regressa, mas não consegue nenhum título na temporada, acabando no segundo lugar do campeonato e perdendo a final da Taça de Portugal diante do Benfica por 1–0 nas Antas. Em 1983–84, na última temporada de Pedroto, que entretanto cedeu o lugar a António Morais por causa de uma doença, o clube acaba a época com a Taça de Portugal no museu, ganha ao Rio Ave por 4–1, e a Supertaça, ganha ao Benfica na segunda mão por 2–1 na Luz, depois dum empate a zero em casa. Para além disso, o FC Porto chegou à primeira final europeia, a Taça das Taças, perdido para a Juventus por 2–1, com uma arbitragem tendenciosa para o lado dos italianos. Na época seguinte, o clube é finalmente campeão graças ao treinador Artur Jorge, vencendo também a Supertaça ao Benfica. Relativamente ao atletismo, Aurora Cunha bateu dois recordes nacionais e sagrou-se campeã mundial dos 10 km de estrada. A equipa de hóquei em patins vence novamente uma competição internacional em 1985–86, a Liga Europeia, numa época em que o FC Porto volta a ser campeão nacional em futebol e Aurora Cunha volta a vencer o Campeonato Mundial dos 15 e dos 10 quilómetros.Entretanto, a 9 de dezembro de 1986, é criada a secção de Desporto Adaptado do clube.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 27 de maio de 1987, na época de 1986–87, o clube finalmente consegue ganhar uma competição europeia no futebol, tendo ganho brilhantemente o favorito Bayern de Munique por 2–1 na final da Taça dos Campeões Europeus de 1986–87. Conquistada no Estádio Prater, em Viena, a equipa portuguesa esteve a perder até aos 78 minutos por 1–0, minuto em que Rabah Madjer se inspira, marca o famoso golo de calcanhar e empata a partida. Poucos minutos a seguir, Juary marca o golo da vitória do terceiro título da Taça dos Campeões Europeus em Portugal. O FC Porto nessa época foi ainda campeão da Supertaça, ganha novamente ao Benfica (1–1 em casa na primeira mão e 4–2 fora no segundo jogo), apesar de ter ficado em segundo lugar e de ter sido eliminado na Taça de Portugal frente ao Sporting.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com a saída de Artur Jorge na época seguinte, Tomislav Ivić assumiu o cargo mas nem por isso quebrou a série vitoriosa internacional—dois títulos internacionais, somando aos dois internos. Entre eles, a primeira Taça Intercontinental do clube e de Portugal, ganha na neve ao Peñarol por 2–1, e a primeira Supertaça Europeia do clube e novamente de Portugal, ganha ao Ajax (1–0 em ambas as mãos). O FC Porto foi ainda campeão nacional a quinze pontos do Benfica, segundo classificado, e vencedor da Taça de Portugal, tendo ganho ao Vitória de Guimarães por 1–0. A 3 de março de 1988, o clube foi feito Membro Honorário da Ordem do Mérito. Mais tarde, em 1989–90, a equipa de hóquei em patins volta a vencer a Liga Europeia, e quatro anos depois conquista pela primeira vez a Taça CERS, o que voltaria a acontecer em 1996. E foi na mesma época que o FC Porto gelou o Estádio da Luz na Supertaça de futebol, com a goleada de 5–0 ao seu maior rival, a sua maior vitória na casa do Benfica, num ano em que venceu o campeonato de futebol pela terceira vez consecutiva. Em 1998–99, o clube consegue vencer o campeonato nacional da mesma modalidade, o quinto consecutivo, um feito inédito e ultrapassado pelo Sporting que detinha o recorde de quatro campeonatos seguidos, alcançado nos anos 50. Apesar de ter sido eliminado na Taça de Portugal pelo Torreense nas Antas, a Supertaça não escapou e é vencida ao Braga.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==='''Novas conquistas internacionais (2000–)'''===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O &amp;quot;onze&amp;quot; que derrotou o Mónaco na final da Liga dos Campeões por 3–0.&lt;br /&gt;
Este novo século começou com um segundo lugar no campeonato de futebol, atrás do Boavista, por obra de Fernando Santos que foi depois despedido nessa época devido à falha do objetivo principal dois anos consecutivos. Apesar disso, o FC Porto não deixou de vencer títulos e conquistou a Taça de Portugal frente ao Marítimo. Na época seguinte, valeu a Octávio Machado e a José Mourinho um terceiro lugar no campeonato. No entanto, a Supertaça entrou novamente no palmarés portista, conquistada frente ao Boavista.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 16 de novembro de 2003, o Estádio do Dragão, com capacidade para cerca de 50 mil espetadores, foi inaugurado, mas só começou a ser jogado mais tarde devido a problemas relacionados com a relva. A inauguração ficou marcada pela estreia de Lionel Messi no Barcelona, clube convidado para a inauguração e derrotado por 2–0, com golos de Derlei e Hugo Almeida. Já no ano anterior, havia sido inaugurado outro complexo, a 5 de agosto de 2002: o Centro de Treinos e Formação Desportiva PortoGaia, destinado para os treinos da equipa e construído em Vila Nova de Gaia, composto por um miniestádio com capacidade para três mil pessoas, três campos de relva natural e um campo de relva sintética, entre outras instalações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira época de glória chegou na segunda época de José Mourinho, em 2002–03, com a conquista da primeira Taça UEFA do clube e de Portugal, tendo eliminado pelo caminho nomes ilustres como o Panathinaikos (perdendo a primeira mão por 1–0 em casa, e ganhando fora 2–0, nos quartos de final), a Società Sportiva Lazio (vitória por 4–1 em casa e 0–0 fora, nas meias-finais), e finalmente o Celtic, na final por 3–2, já no prolongamento. Para além disto, Mourinho ganhou também a Taça de Portugal, frente à &amp;quot;sua&amp;quot; União de Leiria, por 1–0, e o campeonato.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar de ter conquistado três títulos, Mourinho atingiu apenas o apogeu da sua carreira no clube no ano seguinte, quando o FC Porto venceu o Mónaco na final da Liga dos Campeões por 3–0, com golos de Carlos Alberto, Deco e Alenichev. Entre as suas vítimas, destacaram-se o Manchester United, que perdeu fora por 2–1 e empatou em casa 1–1, com um golo de Costinha aos 90 minutos que garantiu a passagem aos oitavos de final; o Lyon, que perdeu no Dragão por 2–0 e empatou em casa 2–2; e o Deportivo da Corunha, que, apesar de ter empatado fora, perdeu em casa por 1–0, permitindo à equipa portuguesa passar para a final. Voltou a vencer a Supertaça diante do Leiria, nessa mesma época, e na época seguinte, sob o comando de Víctor Fernández, o FC Porto derrotou o Once Caldas nos penaltis para vencer a segunda Taça Intercontinental, a última disputada. A Supertaça Europeia voltou a escapar, perdendo pela segunda vez consecutiva diante do Valência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 2008–09, o FC Porto sagrou-se tetracampeão nacional de futebol e ganhou a Taça de Portugal—sexta dobradinha da história—, por obra e graça de Jesualdo Ferreira (com a ajuda de Co Adriaanse, que venceu o campeonato em 2005–06). Os dragões atingiram ainda os quartos de final da Liga dos Campeões (depois de eliminarem o Atlético de Madrid nos oitavos), tendo sido eliminados graças a um golo de Cristiano Ronaldo na segunda mão, no Dragão, que valeu a passagem do Manchester United à fase seguinte, depois de ter empatado por 2–2 em casa dos red devils. Entretanto, com uma capacidade de 2 179 lugares, o Dragão Caixa, palco das modalidades de hóquei em patins, basquetebol e andebol, é inaugurado no dia 23 de abril de 2009, substituindo assim o antigo Pavilhão Américo de Sá.[&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Depois da época de 2009–10, com apenas dois títulos e um terceiro lugar no campeonato, sob o comando do mesmo Jesualdo Ferreira, André Villas-Boas entra no comando técnico e vence brilhantemente quatro títulos em 2010–11. Um deles internacional, a nova Liga Europa, vencida na final ao Braga por 1–0, com um golo aos 44 minutos do melhor marcador da competição Radamel Falcao, naquela que foi a primeira final entre clubes portugueses numa prova europeia. Entre os adversário eliminados, destacam-se o Villarreal, que foi goleado na primeira mão das meias-finais por 5–1, antes de ter ganho 3–2 em casa na segunda mão; o Spartak de Moscovo, que foi goleado em ambas as mãos, na primeira por 5–1, em casa, e na segunda por 5–2, fora; o CSKA de Moscovo nos oitavos de final e o Sevilha nos dezasseis avos de final. Para além do campeonato (invicto, com 21 pontos de avanço sobre o segundo classificado, o Benfica), da Taça de Portugal (6–2 ao Guimarães na final) e da Supertaça (2–0 ao Benfica), o FC Porto ainda passou a ser a equipa com mais títulos no futebol, com 69 títulos, ultrapassada ao Benfica que tinha na altura 68. Ainda nessa época, os juniores de futebol conquistaram pela primeira vez um título oficial de dimensão internacional para os escalões de formação do clube: o Blue Stars/FIFA Youth Cup. Duas épocas depois, em 2012–13, o FC Porto volta a ser campeão invicto, desta vez sob o comando de Vítor Pereira. Ainda no mesmo ano de 2013, é inaugurado o Museu do FC Porto by BMG.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &amp;lt;big&amp;gt;Recintos&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Campo_do_Prado|Campo do Prado]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Campo_da_Rua_da_Rainha|Campo da Rua da Rainha]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Campo_da_Constituicao|Campo da Constituição]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Estadio_do_Lima|Estádio do Lima]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Campo_do_Ameal|Campo do Ameal]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Estadio_das_Antas|Estádio das Antas]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Estadio_do_Dragao|Estádio do Dragão]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==='''Do Campo do Prado ao Estádio do Dragão'''===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O primeiro campo utilizado pelo FC Porto para a modalidade do futebol foi o [[Campo_do_Prado|Campo do Prado]], em Matosinhos, onde iniciou os seus primeiros treinos no inicío de outubro de 1893. Mais tarde em 1906, é alugado à Companhia Hortícola Portuense o [[Campo_da_Rua_da_Rainha|Campo da Rua da Rainha]], que fora entretanto um terreno não cultivado. Era um pequeno campo de trinta por cinquenta metros, o primeiro relvado de Portugal. No mesmo ano foram transferidos os viveiros de plantas para outro local, permitindo ao clube criar um campo com as medidas oficiais, rodeado de bancos para 600 pessoas e ainda uma pista de atletismo, balneários e um bar. O aluguer anual era de 20.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para além de tanta assistência que a equipa trazia ao recinto, no final de 1911, o FC Porto foi informado da gradual desocupação do Campo da Rainha para a construção de uma fábrica, que iria ser construído no relvado. Portanto em julho de 1912, uma assembleia geral aprova um novo terreno, o [[Campo_da_Constituicao|Campo da Constituição]], na Rua da Constituição, alugado por 350 escudos anuais e também subalugado por outras três equipas. Para comemorar a nova casa, os ingleses do Oporto Cricket Lawn-Tennis Club organizaram uma partida, do qual saíram vencedores por 5–2. Em agosto do mesmo ano, juntamente com o Leixões, o FC Porto cria a Associação de Futebol do Porto, tendo começado na época seguinte o Campeonato do Porto. Na primeira edição da prova, acabou em segundo lugar, ficando atrás do Boavista, tendo ganho na seguinte temporada, numa competição em que viria a ganhar 30 edições, 21 delas consecutivas, entre 1915 e 1947. A outra modalidade do clube, pesos e halteres, destacar-se-ia na seguinte época de 1915–16, com o duplo campeonato nacional alcançado por Carlos Oliveira. A época posterior foi também de grande interesse, devido à inauguração do campo de ténis, substituindo o rinque de patinagem, que serviu para mostrar os troféus e taças conquistados pelo clube. O FC Porto, no entanto, em 1917–18, perde o título para o Salgueiros depois de três temporadas consecutivas a vencê-la, sendo que os motivos prenderam-se no facto de mais de metade dos jogadores estarem a lutar na I Guerra Mundial. Morreu um jogador, Vidal Pinheiro. Na temporada 1920–21, o clube tenta a compra do Campo Nova Sintra, mas desiste da ideia devido ao alto valor do terreno, que custaria 800 contos, continuando o Campo da Constituição como casa do clube.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mais tarde, para mostrar as taças conquistadas do clube, o FC Porto inaugura o campo de ténis em 1917, substituindo assim o antigo rinque de patinagem. Em 1920, o clube adquire o Campo da Constituição, na sequência do arrendamento por dez anos (400 escudos nos primeiros cinco anos e 450 nos restantes cinco). A comemoração foi feita através de um torneio amigável triangular, do qual saiu vencedor. Na temporada 1920–21, o clube tenta a compra do Campo Nova Sintra, mas desiste da ideia devido ao alto valor do terreno, continuando o Campo da Constituição como casa do clube. Na época 1928–29 é renovado o contrato de arrendamento do Campo da Constituição, com uma renda anual de 12 mil escudos, pagos em duas prestações de 6 mil escudos. Em 1938–39, o campo aumenta a lotação para 20 mil pessoas, o que implicou num aumento das receitas de bilheteira. O atual campo começou a ficar pequeno, por isso em 1933 foi proposta numa assembleia geral a aquisição de novos terrenos para um novo estádio, o [[Estadio_das_Antas|Estádio das Antas]]. Enquanto a nova casa não estava disponível, o FC Porto jogava de vez em quando noutros campos emprestados, como o [[Estadio_do_Lima|Estádio do Lima]] ou o [[Campo_do_Ameal|Campo do Ameal]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira pedra foi lançada a dezembro de 1949, mas a obra só começou um mês depois. José Bacelar, sócio número um do clube, pagou o salário do primeiro dia de trabalho a todos os operários. A inauguração acontece finalmente no dia 28 de maio de 1952, oficialmente denominado como &amp;quot;Estádio do Futebol Clube do Porto&amp;quot;, onde esteve presente o general Craveiro Lopes, então presidente da República Portuguesa. O Benfica foi a equipa convidada para a inauguração, e com toda a frieza, o clube de Lisboa goleou o FC Porto por 8–2. Em 1962–63 é inaugurada o sistema elétrico das Antas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao longo do século o recinto foi ficando maior, devido à inclusão do Pavilhão Américo de Sá, para as modalidade de basquetebol, andebol e hóquei em patins, da piscina coberta, três campos relvados de treino, a Loja Azul, o Bingo, a Sala-Museu e a Torre das Antas. Além disso, sofreu um rebaixamento que permitiu aumentar a lotação para noventa mil lugares em 1986, o que levou a ser um dos estádios eleitos para o Mundial de juniores de 1991. Mas ainda antes, em 1973, o recinto foi palco de um triste falecimento de um jogador portista, Pavão, caído no relvado num jogo do campeonato devido a um ataque cardíaco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 9 de março de 1994, o estádio foi penhorado pelo ministro das finanças, Eduardo Catroga, devido a uma dívida fiscal de cerca de 200 mil contos. O estádio começou por ser demolido em 1 de abril de 2004 e acabou em 28 de junho de 2004, sendo substituído pelo atual [[Estadio_do_Dragao|Estádio do Dragão]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Inaugurado no dia 16 de novembro de 2003, o atual estádio do clube só começou a ser jogado em 2004 devido a problemas relacionados com a relva. A construção do estádio custou 98 milhões de euros, e tem uma capacidade para cerca de 50 mil espetadores. O amigável da inauguração resultou numa vitória de 2–0 contra o Barcelona, onde também se estreou Lionel Messi, então com dezasseis anos. O estádio também foi utilizado para o Euro 2004 e recebeu o jogo de abertura do Euro, em que Portugal perdeu 2–1 com a Grécia. O Dragão tem recebido entretanto várias distinções, entre elas a certificação GreenLight, entregue em 2004 pela Comissão Europeia, e a certificação &amp;quot;Sistema de Gestão Ambiental&amp;quot;, entregue em 2007 pela Associação Portuguesa de Certificação. As instalações do recinto também mereceram o certificado de &amp;quot;Sistema de Gestão de Qualidade&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==='''Outros recintos e infraestruturas'''===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O FC Porto, para além destes recintos, possui também o Dragão Caixa: o pavilhão para as modalidades de hóquei em patins, basquetebol e andebol, inaugurado no dia 23 de abril de 2009 com uma capacidade para 2 179 espetadores; e um centro de treinos alugado para a modalidade de futebol, de nome Centro de Treinos e Formação Desportiva PortoGaia, inaugurado em 5 de agosto de 2002 em Vila Nova de Gaia e cedido pela Câmara Municipal de Gaia por um período de 50 anos. Para além destes centros desportivos, o clube possui também um museu: o chamado Museu do FC Porto by BMG, inaugurado no dia 28 de setembro de 2013. Contudo, o museu só abriu oficialmente ao público no dia 26 de outubro do mesmo ano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &amp;lt;big&amp;gt;Emblema&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1906, é criado o primeiro emblema do clube, que consistia numa bola de futebol azul com as iniciais &amp;quot;FCP&amp;quot;. Mais tarde, na Assembleia Geral de 26 de outubro de 1922, é aprovado o novo símbolo do FC Porto, desenhado pelo artista gráfico e também jogador do clube, Augusto Baptista Ferreira, mais conhecido por &amp;quot;Simplício&amp;quot;. Este novo logótipo representa uma simbiose do antigo emblema com as armas da cidade do Porto. A bola azul representa a modalidade mais antiga do clube. D. Maria II atribiu armas à cidade do Porto em janeiro de 1837: um escudo esquartejado com as armas reais (sete castelos e cinco quinas) no primeiro e quarto quartéis, e as mais antigas armas da cidade do Porto. No segundo e terceito quartéis, um coração, que representa o legado que D. Pedro IV deixou à cidade. Daí a presença das armas no logótipo do clube. O Colar e Grã-Cruz, da Antiga e Muito Nobre Ordem da Torre e espada de Valor Lealdade e Mérito, do qual pende a respetiva medalha, encontram-se presenciados à volta das Armas. Por fim, a Coroa Ducal e o dragão negro do poder, eram pertencentes às antigas armas dos Senhores Reis destes Reinos, em cujo pescoço está uma fita com a palavra Invicta, nome que D. Maria II atribuiu ao Porto&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:FC Porto.png|miniaturadaimagem|Emblema 1906]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:FC Porto emblema.png|miniaturadaimagem]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Sem Título 1922.png|miniaturadaimagem|Emblema 1922]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:279 logo fc porto.gif|miniaturadaimagem]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:1119 logo 2005.png|miniaturadaimagem|Emblema 2005]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:FC Porto logo|miniaturadaimagem|Emblema 2005]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:F.C. Porto logo actual.png|miniaturadaimagem|Emblema actual]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Fil</name></author>
		
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		<summary type="html">&lt;p&gt;Fil: /* Do Campo do Prado ao Estádio do Dragão */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== &amp;lt;big&amp;gt;História&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===  '''A Fundação e os primeiros anos''' ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Antonio Nicolau d'Almeida.jpg|miniaturadaimagem|António Nicolau d'Almeida, fundador do FC Porto]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 28 de setembro de 1893 no dia do aniversário do rei D. Carlos e da rainha D. Amélia, o Foot-Ball Club do Porto é fundado, por obra e graça do jovem de 20 anos António Nicolau d'Almeida, um comerciante do vinho do Porto que descobriu o futebol nas suas viagens a Inglaterra. O FC Porto inicia então os seus primeiros treinos no Campo do Prado, em Matosinhos, e no dia 8 de outubro disputa o primeiro jogo da história do clube, contra o Clube de Aveiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 25 de outubro de 1893, Nicolau d'Almeida convida o Club Lisbonense para uma partida de futebol, que decorreria no dia 2 de novembro. O Diário Ilustrado, com sede em Lisboa, é quem noticia o convite, e até a resposta do Club Lisbonense. Guilherme Pinto Basto, o então presidente do Club Lisbonense, aceitara então o convite mas não no dia previsto. A data escolhida foi o dia 2 de março do ano seguinte e para além disso, Pinto Basto conseguiu convencer D. Carlos a patrocinar o jogo, oferecendo também uma taça por parte do rei. O nome escolhido foi Taça D. Carlos I, ou ainda Cup d'El Rey. Jogado no Campo Alegre, no Porto, também chamado Campo dos Ingleses, casa do Oporto Cricket and Lawn-Tennis Club, o jogo acaba com uma derrota do FC Porto, por 1–0.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1896, António Nicolau d'Almeida casa-se com Hilda Rumsey e esta pede-lhe para se afastar do futebol, que considerava uma modalidade demasiado violenta. António aceita o seu pedido e afasta-se do clube que entrou num período de letargia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== '''A Refundação''' ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:JMC.jpg|miniaturadaimagem|José Monteiro da Costa, responsável pelo renascimento do Clube]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Doze anos depois, em 1906, José Monteiro da Costa regressou de Inglaterra, fascinado pelo mesmo desporto que encantara o seu amigo há mais de uma década e resolveu criar uma equipa de futebol, sob o nome &amp;quot;Grupo do Destino&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entretanto, José conversou com Nicolau d'Almeida sobre o projeto que iniciara em 1893. José não hesitou e extingue o Destino, refundando assim o FC Porto e instalando a primeira sede do clube nas instalações do recém-extinto Destino. A nova fundação ocorre no dia 2 de agosto de 1906, assumindo desde logo uma faceta de clube eclético, no qual se começaram a praticar também diversas outras modalidades. José decidiu o azul e branco como as cores do clube e manteve o nome do mesmo. Para além disso, foi desenhado o primeiro emblema do clube, que consistiu numa bola de metal azul com as iniciais &amp;quot;FCP&amp;quot;. Entretanto, é alugado à Companhia Hortícola Portuense o primeiro campo do clube, o Campo da Rainha, que fora simultaneamente o primeiro relvado de Portugal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
José Monteiro da Costa escolheu pintar o FC Porto de azul e branco, então as cores da bandeira nacional, e aprovou o primeiro emblema: uma bola de futebol azul, com as iniciais FCP em branco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== '''Divergências sobre o ano de fundação ''' === &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Até ao ano de 1988 era oficial a data de fundação do FC Porto como tendo sido a 2 de agosto de 1906, por iniciativa de José Monteiro da Costa. A 26 de fevereiro de 1988, realizou-se mais uma Assembleia Geral Ordinária, que tinha como principal ponto agendado a apreciação e votação do Relatório e Contas da Direção e Parecer do Conselho Fiscal referente à anuidade de 1987. Após várias intervenções de apoio ao presidente em funções, Jorge Nuno Pinto da Costa, o sócio Custódio Castro, encarregado da comissão nomeada para apreciar a problemática da fundação do clube, dissecou a questão, tendo decidido que &amp;quot;o FC Porto foi fundado em 1906 embora a semente tenha sido lançada em 1893&amp;quot;.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Foi, no entanto, a apresentação de Rui Guedes, autor da &amp;quot;Fotobiografia do FC Porto&amp;quot; quem haveria de dominar a noite, apresentando dois recortes de jornais da década de 90 do século XIX que, a seu entender, corroboraram a sua teoria de fundação do clube. Tendo sido apresentada e votada por ampla maioria a sua proposta de alteração dos estatutos, a redação do artigo primeiro passou a referir que o FC Porto, pessoa coletiva e de utilidade pública, foi fundado em 28 de setembro de 1893, tendo iniciado imediatamente a sua atividade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durante a vida do Futebol Clube do Porto existiram múltiplas atividades dos seus aniversários e comemorações centradas na sua data de fundação de 2 de agosto de 1906. Ao completar 50 anos de atividade, em 1956, foi uma vez mais campeão nacional, um objetivo que perseguia há 16 anos, tendo constituído ainda maior júbilo. Na obra &amp;quot;História do F.C. Porto&amp;quot; publicada por António Rodrigues Teles nesse mesmo ano comemorativo, na sua página 68 entre os 100 primeiros sócios do clube não consta António Nicolau d'Almeida. Uma das mais ativas diligências para a angariação de sócios realizou-se com as festividades do 70º aniversário do clube, entre agosto e novembro de 1976, com a Campanha dos 70.000 sócios. No final da década seguinte, festejando o 80º aniversário, a Companhia Seiva Trupe criou uma atraente obra intitulada &amp;quot;Um cálice de Porto: 1906-1986, 80 anos do Futebol Clube do Porto&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==='''Primeiros títulos nacionais e períodos de menor fulgor (1922–1981)'''===&lt;br /&gt;
Em junho de 1922, arranca a primeira edição do Campeonato de Portugal, primeira prova nacional oficial, criada pela União Portuguesa de Futebol, antecessora da Federação Portuguesa de Futebol, com o objetivo de juntar os campeões regionais de Lisboa e Porto. É o FC Porto quem leva a melhor na primeira edição, ganhando ao Sporting por 3–1, na finalíssima, a 18 de junho, e tornando-se no primeiro campeão português de futebol. Nesse mesmo ano, o futebolista &amp;quot;Simplício&amp;quot;, que fora também artista gráfico, conjugou o antigo símbolo do FC Porto com as armas da cidade do Porto, dando origem ao atual emblema do clube.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dois anos depois, na primeira prova de sempre nas piscinas do FC Porto, Luíz Canto Moniz ganha os 200 metros livres do campeonato nacional de natação, iniciando-se no mesmo ano a prática do hóquei em patins. Na modalidade de futebol, dias depois da derrota do FC Porto contra o Deportivo por 7–3, já na época seguinte a 15 de julho de 1925, Velez Carneiro, então jogador portista, é assassinado com quatro tiros pelo escriturário Carmindo Duarte, tendo a sua homenagem sido feita por Coelho da Costa, jogador que marcou o golo que valeu o título de campeão nacional de futebol. A 1926, inicia-se o basquetebol, por iniciativa de três jogadores, e três anos depois o clube estreia-se no hóquei em campo, a 20 de outubro de 1929.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O FC Porto conseguia tanto público que o Campo da Constituição começou a ficar pequeno. Por isso em 1933, foi proposta em Assembleia Geral a aquisição de terrenos para a construção de um novo estádio, o futuro Estádio das Antas. Enquanto não estava disponível, o clube jogava não só na Constituição, mas também em outros campos emprestados, de vez em quando, como o Campo do Ameal ou o Estádio do Lima.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1934–35, arranca a primeira edição do Campeonato Nacional da Primeira Divisão, ou simplesmente da Primeira Divisão, estimulada pela necessidade de se estabelecer uma estrutura futebolística mais forte no país, tendo essa ideia surgido após Portugal ter perdido com a Espanha por 9–0, na eliminatória de acesso ao Mundial de 1934. É o FC Porto quem a vence, com dois pontos de avanço sobre o segundo classificado, o Sporting, sob a gerência do húngaro Joseph Szabo. Contudo, o FC Porto só volta a ser campeão nacional quatro anos depois, em 1938–39, no mesmo ano em que o Campo da Constituição aumenta a lotação para 20 mil lugares. Foi por pouco que o FC Porto não garantiu a descida à Segunda Divisão na temporada seguinte, pois a equipa futebolística acabou o campeonato regional na terceira posição nesse mesmo ano, lugar que não dava acesso à Primeira Divisão. Mas devido ao alargamento de clubes do principal escalão, o clube manteve-se na mais alta competição de futebol e curiosamente foi bicampeão pela primeira vez na sua história, em 1939–40. O mesmo aconteceu em 1941–42, quando o FC Porto voltou a ficar num lugar do campeonato regional que não dava acesso à Primeira Divisão, mas graças a um novo alargamento efetuado pela Federação, o FC Porto manteve-se novamente na Primeira Liga.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Logo na temporada seguinte, em 1942–43, o clube conseguiu um humilhante sétimo lugar no campeonato, pior da história até aquela altura. Os 12–2 sofridos pelo Benfica para o campeonato no dia 7 de fevereiro de 1943, e a eliminação na Taça de Portugal, sucessora do Campeonato de Portugal, pelo Vitória de Setúbal por 7–0, reforçaram ainda mais a fraca época dirigida pelo técnico húngaro Lipo Herczka. Apesar disso, o clube é hexacampeão nacional de andebol na temporada seguinte, e o número de sócios dos dragões aumenta, passando dos 1800 sócios para 4 mil.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1948, Fernando Moreira vence a 13ª edição da Volta a Portugal em bicicleta, e em 1952 o clube vence pela primeira vez o campeonato de basquetebol. Ainda no mesmo ano, desta vez na modalidade de futebol, o FC Porto venceu o poderoso Arsenal num amigável, considerado a melhor equipa do mundo na altura, por 3–2. Para compensar o feito, um grupo de seis sócios lançou uma campanha para a compra de uma taça: a &amp;quot;Taça Arsenal&amp;quot;, a maior taça do mundo, tendo custado duzentos contos e pesando cerca de 250 quilos, repartidos por 130 quilos de prata, os restantes num relicário com quase três metros de altura.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Depois das obras terem começado em inícios de 1951, o &amp;quot;Estádio do Futebol Clube do Porto&amp;quot; é inaugurado em 28 de maio de 1952, mas ficou para a história como Estádio das Antas. Na inauguração, os dragões perdem por uns incríveis 8–2 contra o convidado Benfica. Apesar de tudo, o clube chega à sua primeira final da Taça de Portugal na época seguinte, mas é novamente vencido pelo mesmo Benfica por 5–0. Estes episódios dramáticos chegaram ao fim em 1955–56, quando o clube portuense venceu a primeira dobradinha de futebol da sua história, ganhando ao Torreense na final da Taça por 2–0, e terminando em igualdade pontual com o Benfica no campeonato, que só deu o título de campeão por ter perdido 3–0 nas Antas e empatado em casa 1–1,campeonato esse que foi ganho quinze épocas depois. Com efeito, o clube participa pela primeira vez em competições europeias na época seguinte, mas o sonho de seguir longe terminou rapidamente após a eliminação contra o Atlético de Bilbao na 1ª eliminatória da Taça dos Clubes Campeões Europeus (derrota por 2–1 em casa na primeira mão e por 3–2 fora no segundo jogo).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nas épocas posteriores, entraram para o palmarés do clube duas Taças de Portugal de futebol, em 1958 e em 1968, um campeonato da mesma modalidade em 1959, quatro títulos consecutivos de Volta a Portugal em bicicleta em 1963 e o primeiro título de campeão nacional de voleibol em 1965. No futebol, o cenário inverteu-se quando o FC Porto termina a liga em nono lugar em 1969–70, pior da história, e é eliminado tanto na Taça de Portugal pelo Tirsense, como na Taça das Cidades com Feiras pelos ingleses do Newcastle. O número de sócios aumenta para cerca de 41 mil em 1971, e no bilhar o clube obtém o terceiro lugar no campeonato europeu em 1972, melhor classificação da história por um equipa portuguesa. Entretanto, Pavão, antigo futebolista do clube, falece no dia 16 de dezembro de 1973 devido a um ataque cardíaco, durante um jogo em casa para o campeonato. Em 1977, o regresso de José Maria Pedroto, que fora jogador do clube por largas épocas, e a entrada de Jorge Nuno Pinto da Costa para diretor do departamento de futebol acaba com o jejum de títulos no futebol, com a conquista da Taça de Portugal frente ao Braga, e a promessa de uma estrutura mais forte no clube. Em 1977–78, 19 anos depois do último título de campeão nacional de futebol, os dragões voltam a conquistá-lo, mas perdem a final na Taça de Portugal frente ao Sporting, na finalíssima.] Na época seguinte: mais uma vez campeão nacional de futebol, e vários títulos nas modalidades, nomeadamente a Taça de Portugal em basquetebol, o campeonato nacional de ciclismo em equipas, a Taça de Portugal de andebol e o campeonato nacional de corta-mato, graças a Aurora Cunha. A 18 de novembro de 1981, o clube foi feito Membro Honorário da Ordem do Infante D. Henrique.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==='''Entrada de Pinto da Costa (1982–1999)'''===&lt;br /&gt;
A 17 de abril de 1982, Jorge Nuno Pinto da Costa é eleito presidente do FC Porto, começando o clube a ganhar terreno ao longo dos anos sobre os rivais de Lisboa em qualquer modalidade. A conquista da Taça das Taças em hóquei em patins na mesma época, frente ao Sporting—naquele que foi o primeiro título internacional do clube—, e a reconquista na época seguinte, frente ao Benfica, foi prova disso mesmo. Em 1982–83, Pedroto regressa, mas não consegue nenhum título na temporada, acabando no segundo lugar do campeonato e perdendo a final da Taça de Portugal diante do Benfica por 1–0 nas Antas. Em 1983–84, na última temporada de Pedroto, que entretanto cedeu o lugar a António Morais por causa de uma doença, o clube acaba a época com a Taça de Portugal no museu, ganha ao Rio Ave por 4–1, e a Supertaça, ganha ao Benfica na segunda mão por 2–1 na Luz, depois dum empate a zero em casa. Para além disso, o FC Porto chegou à primeira final europeia, a Taça das Taças, perdido para a Juventus por 2–1, com uma arbitragem tendenciosa para o lado dos italianos. Na época seguinte, o clube é finalmente campeão graças ao treinador Artur Jorge, vencendo também a Supertaça ao Benfica. Relativamente ao atletismo, Aurora Cunha bateu dois recordes nacionais e sagrou-se campeã mundial dos 10 km de estrada. A equipa de hóquei em patins vence novamente uma competição internacional em 1985–86, a Liga Europeia, numa época em que o FC Porto volta a ser campeão nacional em futebol e Aurora Cunha volta a vencer o Campeonato Mundial dos 15 e dos 10 quilómetros.Entretanto, a 9 de dezembro de 1986, é criada a secção de Desporto Adaptado do clube.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 27 de maio de 1987, na época de 1986–87, o clube finalmente consegue ganhar uma competição europeia no futebol, tendo ganho brilhantemente o favorito Bayern de Munique por 2–1 na final da Taça dos Campeões Europeus de 1986–87. Conquistada no Estádio Prater, em Viena, a equipa portuguesa esteve a perder até aos 78 minutos por 1–0, minuto em que Rabah Madjer se inspira, marca o famoso golo de calcanhar e empata a partida. Poucos minutos a seguir, Juary marca o golo da vitória do terceiro título da Taça dos Campeões Europeus em Portugal. O FC Porto nessa época foi ainda campeão da Supertaça, ganha novamente ao Benfica (1–1 em casa na primeira mão e 4–2 fora no segundo jogo), apesar de ter ficado em segundo lugar e de ter sido eliminado na Taça de Portugal frente ao Sporting.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com a saída de Artur Jorge na época seguinte, Tomislav Ivić assumiu o cargo mas nem por isso quebrou a série vitoriosa internacional—dois títulos internacionais, somando aos dois internos. Entre eles, a primeira Taça Intercontinental do clube e de Portugal, ganha na neve ao Peñarol por 2–1, e a primeira Supertaça Europeia do clube e novamente de Portugal, ganha ao Ajax (1–0 em ambas as mãos). O FC Porto foi ainda campeão nacional a quinze pontos do Benfica, segundo classificado, e vencedor da Taça de Portugal, tendo ganho ao Vitória de Guimarães por 1–0. A 3 de março de 1988, o clube foi feito Membro Honorário da Ordem do Mérito. Mais tarde, em 1989–90, a equipa de hóquei em patins volta a vencer a Liga Europeia, e quatro anos depois conquista pela primeira vez a Taça CERS, o que voltaria a acontecer em 1996. E foi na mesma época que o FC Porto gelou o Estádio da Luz na Supertaça de futebol, com a goleada de 5–0 ao seu maior rival, a sua maior vitória na casa do Benfica, num ano em que venceu o campeonato de futebol pela terceira vez consecutiva. Em 1998–99, o clube consegue vencer o campeonato nacional da mesma modalidade, o quinto consecutivo, um feito inédito e ultrapassado pelo Sporting que detinha o recorde de quatro campeonatos seguidos, alcançado nos anos 50. Apesar de ter sido eliminado na Taça de Portugal pelo Torreense nas Antas, a Supertaça não escapou e é vencida ao Braga.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==='''Novas conquistas internacionais (2000–)'''===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O &amp;quot;onze&amp;quot; que derrotou o Mónaco na final da Liga dos Campeões por 3–0.&lt;br /&gt;
Este novo século começou com um segundo lugar no campeonato de futebol, atrás do Boavista, por obra de Fernando Santos que foi depois despedido nessa época devido à falha do objetivo principal dois anos consecutivos. Apesar disso, o FC Porto não deixou de vencer títulos e conquistou a Taça de Portugal frente ao Marítimo. Na época seguinte, valeu a Octávio Machado e a José Mourinho um terceiro lugar no campeonato. No entanto, a Supertaça entrou novamente no palmarés portista, conquistada frente ao Boavista.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 16 de novembro de 2003, o Estádio do Dragão, com capacidade para cerca de 50 mil espetadores, foi inaugurado, mas só começou a ser jogado mais tarde devido a problemas relacionados com a relva. A inauguração ficou marcada pela estreia de Lionel Messi no Barcelona, clube convidado para a inauguração e derrotado por 2–0, com golos de Derlei e Hugo Almeida. Já no ano anterior, havia sido inaugurado outro complexo, a 5 de agosto de 2002: o Centro de Treinos e Formação Desportiva PortoGaia, destinado para os treinos da equipa e construído em Vila Nova de Gaia, composto por um miniestádio com capacidade para três mil pessoas, três campos de relva natural e um campo de relva sintética, entre outras instalações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira época de glória chegou na segunda época de José Mourinho, em 2002–03, com a conquista da primeira Taça UEFA do clube e de Portugal, tendo eliminado pelo caminho nomes ilustres como o Panathinaikos (perdendo a primeira mão por 1–0 em casa, e ganhando fora 2–0, nos quartos de final), a Società Sportiva Lazio (vitória por 4–1 em casa e 0–0 fora, nas meias-finais), e finalmente o Celtic, na final por 3–2, já no prolongamento. Para além disto, Mourinho ganhou também a Taça de Portugal, frente à &amp;quot;sua&amp;quot; União de Leiria, por 1–0, e o campeonato.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar de ter conquistado três títulos, Mourinho atingiu apenas o apogeu da sua carreira no clube no ano seguinte, quando o FC Porto venceu o Mónaco na final da Liga dos Campeões por 3–0, com golos de Carlos Alberto, Deco e Alenichev. Entre as suas vítimas, destacaram-se o Manchester United, que perdeu fora por 2–1 e empatou em casa 1–1, com um golo de Costinha aos 90 minutos que garantiu a passagem aos oitavos de final; o Lyon, que perdeu no Dragão por 2–0 e empatou em casa 2–2; e o Deportivo da Corunha, que, apesar de ter empatado fora, perdeu em casa por 1–0, permitindo à equipa portuguesa passar para a final. Voltou a vencer a Supertaça diante do Leiria, nessa mesma época, e na época seguinte, sob o comando de Víctor Fernández, o FC Porto derrotou o Once Caldas nos penaltis para vencer a segunda Taça Intercontinental, a última disputada. A Supertaça Europeia voltou a escapar, perdendo pela segunda vez consecutiva diante do Valência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 2008–09, o FC Porto sagrou-se tetracampeão nacional de futebol e ganhou a Taça de Portugal—sexta dobradinha da história—, por obra e graça de Jesualdo Ferreira (com a ajuda de Co Adriaanse, que venceu o campeonato em 2005–06). Os dragões atingiram ainda os quartos de final da Liga dos Campeões (depois de eliminarem o Atlético de Madrid nos oitavos), tendo sido eliminados graças a um golo de Cristiano Ronaldo na segunda mão, no Dragão, que valeu a passagem do Manchester United à fase seguinte, depois de ter empatado por 2–2 em casa dos red devils. Entretanto, com uma capacidade de 2 179 lugares, o Dragão Caixa, palco das modalidades de hóquei em patins, basquetebol e andebol, é inaugurado no dia 23 de abril de 2009, substituindo assim o antigo Pavilhão Américo de Sá.[&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Depois da época de 2009–10, com apenas dois títulos e um terceiro lugar no campeonato, sob o comando do mesmo Jesualdo Ferreira, André Villas-Boas entra no comando técnico e vence brilhantemente quatro títulos em 2010–11. Um deles internacional, a nova Liga Europa, vencida na final ao Braga por 1–0, com um golo aos 44 minutos do melhor marcador da competição Radamel Falcao, naquela que foi a primeira final entre clubes portugueses numa prova europeia. Entre os adversário eliminados, destacam-se o Villarreal, que foi goleado na primeira mão das meias-finais por 5–1, antes de ter ganho 3–2 em casa na segunda mão; o Spartak de Moscovo, que foi goleado em ambas as mãos, na primeira por 5–1, em casa, e na segunda por 5–2, fora; o CSKA de Moscovo nos oitavos de final e o Sevilha nos dezasseis avos de final. Para além do campeonato (invicto, com 21 pontos de avanço sobre o segundo classificado, o Benfica), da Taça de Portugal (6–2 ao Guimarães na final) e da Supertaça (2–0 ao Benfica), o FC Porto ainda passou a ser a equipa com mais títulos no futebol, com 69 títulos, ultrapassada ao Benfica que tinha na altura 68. Ainda nessa época, os juniores de futebol conquistaram pela primeira vez um título oficial de dimensão internacional para os escalões de formação do clube: o Blue Stars/FIFA Youth Cup. Duas épocas depois, em 2012–13, o FC Porto volta a ser campeão invicto, desta vez sob o comando de Vítor Pereira. Ainda no mesmo ano de 2013, é inaugurado o Museu do FC Porto by BMG.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &amp;lt;big&amp;gt;Recintos&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Campo_do_Prado|Campo do Prado]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Campo_da_Rua_da_Rainha|Campo da Rua da Rainha]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Campo_da_Constituicao|Campo da Constituição]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Estadio_do_Lima|Estádio do Lima]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Campo_do_Ameal|Campo do Ameal]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Estadio_das_Antas|Estádio das Antas]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Estadio_do_Dragao|Estádio do Dragão]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==='''Do Campo do Prado ao Estádio do Dragão'''===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O primeiro campo utilizado pelo FC Porto para a modalidade do futebol foi o [[Campo_do_Prado|Campo do Prado]], em Matosinhos, onde iniciou os seus primeiros treinos no inicío de outubro de 1893. Mais tarde em 1906, é alugado à Companhia Hortícola Portuense o [[Campo_da_Rua_da_Rainha|Campo da Rua da Rainha]], que fora entretanto um terreno não cultivado. Era um pequeno campo de trinta por cinquenta metros, o primeiro relvado de Portugal. No mesmo ano foram transferidos os viveiros de plantas para outro local, permitindo ao clube criar um campo com as medidas oficiais, rodeado de bancos para 600 pessoas e ainda uma pista de atletismo, balneários e um bar. O aluguer anual era de 20.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para além de tanta assistência que a equipa trazia ao recinto, no final de 1911, o FC Porto foi informado da gradual desocupação do Campo da Rainha para a construção de uma fábrica, que iria ser construído no relvado. Portanto em julho de 1912, uma assembleia geral aprova um novo terreno, o [[Campo_da_Constituicao|Campo da Constituição]], na Rua da Constituição, alugado por 350 escudos anuais e também subalugado por outras três equipas. Para comemorar a nova casa, os ingleses do Oporto Cricket Lawn-Tennis Club organizaram uma partida, do qual saíram vencedores por 5–2. Em agosto do mesmo ano, juntamente com o Leixões, o FC Porto cria a Associação de Futebol do Porto, tendo começado na época seguinte o Campeonato do Porto. Na primeira edição da prova, acabou em segundo lugar, ficando atrás do Boavista, tendo ganho na seguinte temporada, numa competição em que viria a ganhar 30 edições, 21 delas consecutivas, entre 1915 e 1947. A outra modalidade do clube, pesos e halteres, destacar-se-ia na seguinte época de 1915–16, com o duplo campeonato nacional alcançado por Carlos Oliveira. A época posterior foi também de grande interesse, devido à inauguração do campo de ténis, substituindo o rinque de patinagem, que serviu para mostrar os troféus e taças conquistados pelo clube. O FC Porto, no entanto, em 1917–18, perde o título para o Salgueiros depois de três temporadas consecutivas a vencê-la, sendo que os motivos prenderam-se no facto de mais de metade dos jogadores estarem a lutar na I Guerra Mundial. Morreu um jogador, Vidal Pinheiro. Na temporada 1920–21, o clube tenta a compra do Campo Nova Sintra, mas desiste da ideia devido ao alto valor do terreno, que custaria 800 contos, continuando o Campo da Constituição como casa do clube.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mais tarde, para mostrar as taças conquistadas do clube, o FC Porto inaugura o campo de ténis em 1917, substituindo assim o antigo rinque de patinagem. Em 1920, o clube adquire o Campo da Constituição, na sequência do arrendamento por dez anos (400 escudos nos primeiros cinco anos e 450 nos restantes cinco). A comemoração foi feita através de um torneio amigável triangular, do qual saiu vencedor. Na temporada 1920–21, o clube tenta a compra do Campo Nova Sintra, mas desiste da ideia devido ao alto valor do terreno, continuando o Campo da Constituição como casa do clube. Na época 1928–29 é renovado o contrato de arrendamento do Campo da Constituição, com uma renda anual de 12 mil escudos, pagos em duas prestações de 6 mil escudos. Em 1938–39, o campo aumenta a lotação para 20 mil pessoas, o que implicou num aumento das receitas de bilheteira. O atual campo começou a ficar pequeno, por isso em 1933 foi proposta numa assembleia geral a aquisição de novos terrenos para um novo estádio, o [[Estadio_das_Antas|Estádio das Antas]]. Enquanto a nova casa não estava disponível, o FC Porto jogava de vez em quando noutros campos emprestados, como o [[Estadio_do_Lima|Estádio do Lima]] ou o [[Campo_do_Ameal|Campo do Ameal]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira pedra foi lançada a dezembro de 1949, mas a obra só começou um mês depois. José Bacelar, sócio número um do clube, pagou o salário do primeiro dia de trabalho a todos os operários. A inauguração acontece finalmente no dia 28 de maio de 1952, oficialmente denominado como &amp;quot;Estádio do Futebol Clube do Porto&amp;quot;, onde esteve presente o general Craveiro Lopes, então presidente da República Portuguesa. O Benfica foi a equipa convidada para a inauguração, e com toda a frieza, o clube de Lisboa goleou o FC Porto por 8–2. Em 1962–63 é inaugurada o sistema elétrico das Antas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao longo do século o recinto foi ficando maior, devido à inclusão do Pavilhão Américo de Sá, para as modalidade de basquetebol, andebol e hóquei em patins, da piscina coberta, três campos relvados de treino, a Loja Azul, o Bingo, a Sala-Museu e a Torre das Antas. Além disso, sofreu um rebaixamento que permitiu aumentar a lotação para noventa mil lugares em 1986, o que levou a ser um dos estádios eleitos para o Mundial de juniores de 1991. Mas ainda antes, em 1973, o recinto foi palco de um triste falecimento de um jogador portista, Pavão, caído no relvado num jogo do campeonato devido a um ataque cardíaco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 9 de março de 1994, o estádio foi penhorado pelo ministro das finanças, Eduardo Catroga, devido a uma dívida fiscal de cerca de 200 mil contos. O estádio começou por ser demolido em 1 de abril de 2004 e acabou em 28 de junho de 2004, sendo substituído pelo atual [[Estadio_do_Dragao|Estádio do Dragão]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Inaugurado no dia 16 de novembro de 2003, o atual estádio do clube só começou a ser jogado em 2004 devido a problemas relacionados com a relva. A construção do estádio custou 98 milhões de euros, e tem uma capacidade para cerca de 50 mil espetadores. O amigável da inauguração resultou numa vitória de 2–0 contra o Barcelona, onde também se estreou Lionel Messi, então com dezasseis anos. O estádio também foi utilizado para o Euro 2004 e recebeu o jogo de abertura do Euro, em que Portugal perdeu 2–1 com a Grécia. O Dragão tem recebido entretanto várias distinções, entre elas a certificação GreenLight, entregue em 2004 pela Comissão Europeia, e a certificação &amp;quot;Sistema de Gestão Ambiental&amp;quot;, entregue em 2007 pela Associação Portuguesa de Certificação. As instalações do recinto também mereceram o certificado de &amp;quot;Sistema de Gestão de Qualidade&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Outros recintos e infraestruturas===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O FC Porto, para além destes recintos, possui também o Dragão Caixa: o pavilhão para as modalidades de hóquei em patins, basquetebol e andebol, inaugurado no dia 23 de abril de 2009 com uma capacidade para 2 179 espetadores; e um centro de treinos alugado para a modalidade de futebol, de nome Centro de Treinos e Formação Desportiva PortoGaia, inaugurado em 5 de agosto de 2002 em Vila Nova de Gaia e cedido pela Câmara Municipal de Gaia por um período de 50 anos. Para além destes centros desportivos, o clube possui também um museu: o chamado Museu do FC Porto by BMG, inaugurado no dia 28 de setembro de 2013. Contudo, o museu só abriu oficialmente ao público no dia 26 de outubro do mesmo ano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &amp;lt;big&amp;gt;Emblema&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1906, é criado o primeiro emblema do clube, que consistia numa bola de futebol azul com as iniciais &amp;quot;FCP&amp;quot;. Mais tarde, na Assembleia Geral de 26 de outubro de 1922, é aprovado o novo símbolo do FC Porto, desenhado pelo artista gráfico e também jogador do clube, Augusto Baptista Ferreira, mais conhecido por &amp;quot;Simplício&amp;quot;. Este novo logótipo representa uma simbiose do antigo emblema com as armas da cidade do Porto. A bola azul representa a modalidade mais antiga do clube. D. Maria II atribiu armas à cidade do Porto em janeiro de 1837: um escudo esquartejado com as armas reais (sete castelos e cinco quinas) no primeiro e quarto quartéis, e as mais antigas armas da cidade do Porto. No segundo e terceito quartéis, um coração, que representa o legado que D. Pedro IV deixou à cidade. Daí a presença das armas no logótipo do clube. O Colar e Grã-Cruz, da Antiga e Muito Nobre Ordem da Torre e espada de Valor Lealdade e Mérito, do qual pende a respetiva medalha, encontram-se presenciados à volta das Armas. Por fim, a Coroa Ducal e o dragão negro do poder, eram pertencentes às antigas armas dos Senhores Reis destes Reinos, em cujo pescoço está uma fita com a palavra Invicta, nome que D. Maria II atribuiu ao Porto&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:FC Porto.png|miniaturadaimagem|Emblema 1906]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:FC Porto emblema.png|miniaturadaimagem]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Sem Título 1922.png|miniaturadaimagem|Emblema 1922]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:279 logo fc porto.gif|miniaturadaimagem]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:1119 logo 2005.png|miniaturadaimagem|Emblema 2005]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:FC Porto logo|miniaturadaimagem|Emblema 2005]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:F.C. Porto logo actual.png|miniaturadaimagem|Emblema actual]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Fil</name></author>
		
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&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== &amp;lt;big&amp;gt;História&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===  '''A Fundação e os primeiros anos''' ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Antonio Nicolau d'Almeida.jpg|miniaturadaimagem|António Nicolau d'Almeida, fundador do FC Porto]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 28 de setembro de 1893 no dia do aniversário do rei D. Carlos e da rainha D. Amélia, o Foot-Ball Club do Porto é fundado, por obra e graça do jovem de 20 anos António Nicolau d'Almeida, um comerciante do vinho do Porto que descobriu o futebol nas suas viagens a Inglaterra. O FC Porto inicia então os seus primeiros treinos no Campo do Prado, em Matosinhos, e no dia 8 de outubro disputa o primeiro jogo da história do clube, contra o Clube de Aveiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 25 de outubro de 1893, Nicolau d'Almeida convida o Club Lisbonense para uma partida de futebol, que decorreria no dia 2 de novembro. O Diário Ilustrado, com sede em Lisboa, é quem noticia o convite, e até a resposta do Club Lisbonense. Guilherme Pinto Basto, o então presidente do Club Lisbonense, aceitara então o convite mas não no dia previsto. A data escolhida foi o dia 2 de março do ano seguinte e para além disso, Pinto Basto conseguiu convencer D. Carlos a patrocinar o jogo, oferecendo também uma taça por parte do rei. O nome escolhido foi Taça D. Carlos I, ou ainda Cup d'El Rey. Jogado no Campo Alegre, no Porto, também chamado Campo dos Ingleses, casa do Oporto Cricket and Lawn-Tennis Club, o jogo acaba com uma derrota do FC Porto, por 1–0.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1896, António Nicolau d'Almeida casa-se com Hilda Rumsey e esta pede-lhe para se afastar do futebol, que considerava uma modalidade demasiado violenta. António aceita o seu pedido e afasta-se do clube que entrou num período de letargia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== '''A Refundação''' ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:JMC.jpg|miniaturadaimagem|José Monteiro da Costa, responsável pelo renascimento do Clube]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Doze anos depois, em 1906, José Monteiro da Costa regressou de Inglaterra, fascinado pelo mesmo desporto que encantara o seu amigo há mais de uma década e resolveu criar uma equipa de futebol, sob o nome &amp;quot;Grupo do Destino&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entretanto, José conversou com Nicolau d'Almeida sobre o projeto que iniciara em 1893. José não hesitou e extingue o Destino, refundando assim o FC Porto e instalando a primeira sede do clube nas instalações do recém-extinto Destino. A nova fundação ocorre no dia 2 de agosto de 1906, assumindo desde logo uma faceta de clube eclético, no qual se começaram a praticar também diversas outras modalidades. José decidiu o azul e branco como as cores do clube e manteve o nome do mesmo. Para além disso, foi desenhado o primeiro emblema do clube, que consistiu numa bola de metal azul com as iniciais &amp;quot;FCP&amp;quot;. Entretanto, é alugado à Companhia Hortícola Portuense o primeiro campo do clube, o Campo da Rainha, que fora simultaneamente o primeiro relvado de Portugal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
José Monteiro da Costa escolheu pintar o FC Porto de azul e branco, então as cores da bandeira nacional, e aprovou o primeiro emblema: uma bola de futebol azul, com as iniciais FCP em branco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== '''Divergências sobre o ano de fundação ''' === &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Até ao ano de 1988 era oficial a data de fundação do FC Porto como tendo sido a 2 de agosto de 1906, por iniciativa de José Monteiro da Costa. A 26 de fevereiro de 1988, realizou-se mais uma Assembleia Geral Ordinária, que tinha como principal ponto agendado a apreciação e votação do Relatório e Contas da Direção e Parecer do Conselho Fiscal referente à anuidade de 1987. Após várias intervenções de apoio ao presidente em funções, Jorge Nuno Pinto da Costa, o sócio Custódio Castro, encarregado da comissão nomeada para apreciar a problemática da fundação do clube, dissecou a questão, tendo decidido que &amp;quot;o FC Porto foi fundado em 1906 embora a semente tenha sido lançada em 1893&amp;quot;.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Foi, no entanto, a apresentação de Rui Guedes, autor da &amp;quot;Fotobiografia do FC Porto&amp;quot; quem haveria de dominar a noite, apresentando dois recortes de jornais da década de 90 do século XIX que, a seu entender, corroboraram a sua teoria de fundação do clube. Tendo sido apresentada e votada por ampla maioria a sua proposta de alteração dos estatutos, a redação do artigo primeiro passou a referir que o FC Porto, pessoa coletiva e de utilidade pública, foi fundado em 28 de setembro de 1893, tendo iniciado imediatamente a sua atividade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durante a vida do Futebol Clube do Porto existiram múltiplas atividades dos seus aniversários e comemorações centradas na sua data de fundação de 2 de agosto de 1906. Ao completar 50 anos de atividade, em 1956, foi uma vez mais campeão nacional, um objetivo que perseguia há 16 anos, tendo constituído ainda maior júbilo. Na obra &amp;quot;História do F.C. Porto&amp;quot; publicada por António Rodrigues Teles nesse mesmo ano comemorativo, na sua página 68 entre os 100 primeiros sócios do clube não consta António Nicolau d'Almeida. Uma das mais ativas diligências para a angariação de sócios realizou-se com as festividades do 70º aniversário do clube, entre agosto e novembro de 1976, com a Campanha dos 70.000 sócios. No final da década seguinte, festejando o 80º aniversário, a Companhia Seiva Trupe criou uma atraente obra intitulada &amp;quot;Um cálice de Porto: 1906-1986, 80 anos do Futebol Clube do Porto&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==='''Primeiros títulos nacionais e períodos de menor fulgor (1922–1981)'''===&lt;br /&gt;
Em junho de 1922, arranca a primeira edição do Campeonato de Portugal, primeira prova nacional oficial, criada pela União Portuguesa de Futebol, antecessora da Federação Portuguesa de Futebol, com o objetivo de juntar os campeões regionais de Lisboa e Porto. É o FC Porto quem leva a melhor na primeira edição, ganhando ao Sporting por 3–1, na finalíssima, a 18 de junho, e tornando-se no primeiro campeão português de futebol. Nesse mesmo ano, o futebolista &amp;quot;Simplício&amp;quot;, que fora também artista gráfico, conjugou o antigo símbolo do FC Porto com as armas da cidade do Porto, dando origem ao atual emblema do clube.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dois anos depois, na primeira prova de sempre nas piscinas do FC Porto, Luíz Canto Moniz ganha os 200 metros livres do campeonato nacional de natação, iniciando-se no mesmo ano a prática do hóquei em patins. Na modalidade de futebol, dias depois da derrota do FC Porto contra o Deportivo por 7–3, já na época seguinte a 15 de julho de 1925, Velez Carneiro, então jogador portista, é assassinado com quatro tiros pelo escriturário Carmindo Duarte, tendo a sua homenagem sido feita por Coelho da Costa, jogador que marcou o golo que valeu o título de campeão nacional de futebol. A 1926, inicia-se o basquetebol, por iniciativa de três jogadores, e três anos depois o clube estreia-se no hóquei em campo, a 20 de outubro de 1929.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O FC Porto conseguia tanto público que o Campo da Constituição começou a ficar pequeno. Por isso em 1933, foi proposta em Assembleia Geral a aquisição de terrenos para a construção de um novo estádio, o futuro Estádio das Antas. Enquanto não estava disponível, o clube jogava não só na Constituição, mas também em outros campos emprestados, de vez em quando, como o Campo do Ameal ou o Estádio do Lima.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1934–35, arranca a primeira edição do Campeonato Nacional da Primeira Divisão, ou simplesmente da Primeira Divisão, estimulada pela necessidade de se estabelecer uma estrutura futebolística mais forte no país, tendo essa ideia surgido após Portugal ter perdido com a Espanha por 9–0, na eliminatória de acesso ao Mundial de 1934. É o FC Porto quem a vence, com dois pontos de avanço sobre o segundo classificado, o Sporting, sob a gerência do húngaro Joseph Szabo. Contudo, o FC Porto só volta a ser campeão nacional quatro anos depois, em 1938–39, no mesmo ano em que o Campo da Constituição aumenta a lotação para 20 mil lugares. Foi por pouco que o FC Porto não garantiu a descida à Segunda Divisão na temporada seguinte, pois a equipa futebolística acabou o campeonato regional na terceira posição nesse mesmo ano, lugar que não dava acesso à Primeira Divisão. Mas devido ao alargamento de clubes do principal escalão, o clube manteve-se na mais alta competição de futebol e curiosamente foi bicampeão pela primeira vez na sua história, em 1939–40. O mesmo aconteceu em 1941–42, quando o FC Porto voltou a ficar num lugar do campeonato regional que não dava acesso à Primeira Divisão, mas graças a um novo alargamento efetuado pela Federação, o FC Porto manteve-se novamente na Primeira Liga.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Logo na temporada seguinte, em 1942–43, o clube conseguiu um humilhante sétimo lugar no campeonato, pior da história até aquela altura. Os 12–2 sofridos pelo Benfica para o campeonato no dia 7 de fevereiro de 1943, e a eliminação na Taça de Portugal, sucessora do Campeonato de Portugal, pelo Vitória de Setúbal por 7–0, reforçaram ainda mais a fraca época dirigida pelo técnico húngaro Lipo Herczka. Apesar disso, o clube é hexacampeão nacional de andebol na temporada seguinte, e o número de sócios dos dragões aumenta, passando dos 1800 sócios para 4 mil.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1948, Fernando Moreira vence a 13ª edição da Volta a Portugal em bicicleta, e em 1952 o clube vence pela primeira vez o campeonato de basquetebol. Ainda no mesmo ano, desta vez na modalidade de futebol, o FC Porto venceu o poderoso Arsenal num amigável, considerado a melhor equipa do mundo na altura, por 3–2. Para compensar o feito, um grupo de seis sócios lançou uma campanha para a compra de uma taça: a &amp;quot;Taça Arsenal&amp;quot;, a maior taça do mundo, tendo custado duzentos contos e pesando cerca de 250 quilos, repartidos por 130 quilos de prata, os restantes num relicário com quase três metros de altura.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Depois das obras terem começado em inícios de 1951, o &amp;quot;Estádio do Futebol Clube do Porto&amp;quot; é inaugurado em 28 de maio de 1952, mas ficou para a história como Estádio das Antas. Na inauguração, os dragões perdem por uns incríveis 8–2 contra o convidado Benfica. Apesar de tudo, o clube chega à sua primeira final da Taça de Portugal na época seguinte, mas é novamente vencido pelo mesmo Benfica por 5–0. Estes episódios dramáticos chegaram ao fim em 1955–56, quando o clube portuense venceu a primeira dobradinha de futebol da sua história, ganhando ao Torreense na final da Taça por 2–0, e terminando em igualdade pontual com o Benfica no campeonato, que só deu o título de campeão por ter perdido 3–0 nas Antas e empatado em casa 1–1,campeonato esse que foi ganho quinze épocas depois. Com efeito, o clube participa pela primeira vez em competições europeias na época seguinte, mas o sonho de seguir longe terminou rapidamente após a eliminação contra o Atlético de Bilbao na 1ª eliminatória da Taça dos Clubes Campeões Europeus (derrota por 2–1 em casa na primeira mão e por 3–2 fora no segundo jogo).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nas épocas posteriores, entraram para o palmarés do clube duas Taças de Portugal de futebol, em 1958 e em 1968, um campeonato da mesma modalidade em 1959, quatro títulos consecutivos de Volta a Portugal em bicicleta em 1963 e o primeiro título de campeão nacional de voleibol em 1965. No futebol, o cenário inverteu-se quando o FC Porto termina a liga em nono lugar em 1969–70, pior da história, e é eliminado tanto na Taça de Portugal pelo Tirsense, como na Taça das Cidades com Feiras pelos ingleses do Newcastle. O número de sócios aumenta para cerca de 41 mil em 1971, e no bilhar o clube obtém o terceiro lugar no campeonato europeu em 1972, melhor classificação da história por um equipa portuguesa. Entretanto, Pavão, antigo futebolista do clube, falece no dia 16 de dezembro de 1973 devido a um ataque cardíaco, durante um jogo em casa para o campeonato. Em 1977, o regresso de José Maria Pedroto, que fora jogador do clube por largas épocas, e a entrada de Jorge Nuno Pinto da Costa para diretor do departamento de futebol acaba com o jejum de títulos no futebol, com a conquista da Taça de Portugal frente ao Braga, e a promessa de uma estrutura mais forte no clube. Em 1977–78, 19 anos depois do último título de campeão nacional de futebol, os dragões voltam a conquistá-lo, mas perdem a final na Taça de Portugal frente ao Sporting, na finalíssima.] Na época seguinte: mais uma vez campeão nacional de futebol, e vários títulos nas modalidades, nomeadamente a Taça de Portugal em basquetebol, o campeonato nacional de ciclismo em equipas, a Taça de Portugal de andebol e o campeonato nacional de corta-mato, graças a Aurora Cunha. A 18 de novembro de 1981, o clube foi feito Membro Honorário da Ordem do Infante D. Henrique.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==='''Entrada de Pinto da Costa (1982–1999)'''===&lt;br /&gt;
A 17 de abril de 1982, Jorge Nuno Pinto da Costa é eleito presidente do FC Porto, começando o clube a ganhar terreno ao longo dos anos sobre os rivais de Lisboa em qualquer modalidade. A conquista da Taça das Taças em hóquei em patins na mesma época, frente ao Sporting—naquele que foi o primeiro título internacional do clube—, e a reconquista na época seguinte, frente ao Benfica, foi prova disso mesmo. Em 1982–83, Pedroto regressa, mas não consegue nenhum título na temporada, acabando no segundo lugar do campeonato e perdendo a final da Taça de Portugal diante do Benfica por 1–0 nas Antas. Em 1983–84, na última temporada de Pedroto, que entretanto cedeu o lugar a António Morais por causa de uma doença, o clube acaba a época com a Taça de Portugal no museu, ganha ao Rio Ave por 4–1, e a Supertaça, ganha ao Benfica na segunda mão por 2–1 na Luz, depois dum empate a zero em casa. Para além disso, o FC Porto chegou à primeira final europeia, a Taça das Taças, perdido para a Juventus por 2–1, com uma arbitragem tendenciosa para o lado dos italianos. Na época seguinte, o clube é finalmente campeão graças ao treinador Artur Jorge, vencendo também a Supertaça ao Benfica. Relativamente ao atletismo, Aurora Cunha bateu dois recordes nacionais e sagrou-se campeã mundial dos 10 km de estrada. A equipa de hóquei em patins vence novamente uma competição internacional em 1985–86, a Liga Europeia, numa época em que o FC Porto volta a ser campeão nacional em futebol e Aurora Cunha volta a vencer o Campeonato Mundial dos 15 e dos 10 quilómetros.Entretanto, a 9 de dezembro de 1986, é criada a secção de Desporto Adaptado do clube.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 27 de maio de 1987, na época de 1986–87, o clube finalmente consegue ganhar uma competição europeia no futebol, tendo ganho brilhantemente o favorito Bayern de Munique por 2–1 na final da Taça dos Campeões Europeus de 1986–87. Conquistada no Estádio Prater, em Viena, a equipa portuguesa esteve a perder até aos 78 minutos por 1–0, minuto em que Rabah Madjer se inspira, marca o famoso golo de calcanhar e empata a partida. Poucos minutos a seguir, Juary marca o golo da vitória do terceiro título da Taça dos Campeões Europeus em Portugal. O FC Porto nessa época foi ainda campeão da Supertaça, ganha novamente ao Benfica (1–1 em casa na primeira mão e 4–2 fora no segundo jogo), apesar de ter ficado em segundo lugar e de ter sido eliminado na Taça de Portugal frente ao Sporting.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com a saída de Artur Jorge na época seguinte, Tomislav Ivić assumiu o cargo mas nem por isso quebrou a série vitoriosa internacional—dois títulos internacionais, somando aos dois internos. Entre eles, a primeira Taça Intercontinental do clube e de Portugal, ganha na neve ao Peñarol por 2–1, e a primeira Supertaça Europeia do clube e novamente de Portugal, ganha ao Ajax (1–0 em ambas as mãos). O FC Porto foi ainda campeão nacional a quinze pontos do Benfica, segundo classificado, e vencedor da Taça de Portugal, tendo ganho ao Vitória de Guimarães por 1–0. A 3 de março de 1988, o clube foi feito Membro Honorário da Ordem do Mérito. Mais tarde, em 1989–90, a equipa de hóquei em patins volta a vencer a Liga Europeia, e quatro anos depois conquista pela primeira vez a Taça CERS, o que voltaria a acontecer em 1996. E foi na mesma época que o FC Porto gelou o Estádio da Luz na Supertaça de futebol, com a goleada de 5–0 ao seu maior rival, a sua maior vitória na casa do Benfica, num ano em que venceu o campeonato de futebol pela terceira vez consecutiva. Em 1998–99, o clube consegue vencer o campeonato nacional da mesma modalidade, o quinto consecutivo, um feito inédito e ultrapassado pelo Sporting que detinha o recorde de quatro campeonatos seguidos, alcançado nos anos 50. Apesar de ter sido eliminado na Taça de Portugal pelo Torreense nas Antas, a Supertaça não escapou e é vencida ao Braga.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==='''Novas conquistas internacionais (2000–)'''===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O &amp;quot;onze&amp;quot; que derrotou o Mónaco na final da Liga dos Campeões por 3–0.&lt;br /&gt;
Este novo século começou com um segundo lugar no campeonato de futebol, atrás do Boavista, por obra de Fernando Santos que foi depois despedido nessa época devido à falha do objetivo principal dois anos consecutivos. Apesar disso, o FC Porto não deixou de vencer títulos e conquistou a Taça de Portugal frente ao Marítimo. Na época seguinte, valeu a Octávio Machado e a José Mourinho um terceiro lugar no campeonato. No entanto, a Supertaça entrou novamente no palmarés portista, conquistada frente ao Boavista.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 16 de novembro de 2003, o Estádio do Dragão, com capacidade para cerca de 50 mil espetadores, foi inaugurado, mas só começou a ser jogado mais tarde devido a problemas relacionados com a relva. A inauguração ficou marcada pela estreia de Lionel Messi no Barcelona, clube convidado para a inauguração e derrotado por 2–0, com golos de Derlei e Hugo Almeida. Já no ano anterior, havia sido inaugurado outro complexo, a 5 de agosto de 2002: o Centro de Treinos e Formação Desportiva PortoGaia, destinado para os treinos da equipa e construído em Vila Nova de Gaia, composto por um miniestádio com capacidade para três mil pessoas, três campos de relva natural e um campo de relva sintética, entre outras instalações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira época de glória chegou na segunda época de José Mourinho, em 2002–03, com a conquista da primeira Taça UEFA do clube e de Portugal, tendo eliminado pelo caminho nomes ilustres como o Panathinaikos (perdendo a primeira mão por 1–0 em casa, e ganhando fora 2–0, nos quartos de final), a Società Sportiva Lazio (vitória por 4–1 em casa e 0–0 fora, nas meias-finais), e finalmente o Celtic, na final por 3–2, já no prolongamento. Para além disto, Mourinho ganhou também a Taça de Portugal, frente à &amp;quot;sua&amp;quot; União de Leiria, por 1–0, e o campeonato.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar de ter conquistado três títulos, Mourinho atingiu apenas o apogeu da sua carreira no clube no ano seguinte, quando o FC Porto venceu o Mónaco na final da Liga dos Campeões por 3–0, com golos de Carlos Alberto, Deco e Alenichev. Entre as suas vítimas, destacaram-se o Manchester United, que perdeu fora por 2–1 e empatou em casa 1–1, com um golo de Costinha aos 90 minutos que garantiu a passagem aos oitavos de final; o Lyon, que perdeu no Dragão por 2–0 e empatou em casa 2–2; e o Deportivo da Corunha, que, apesar de ter empatado fora, perdeu em casa por 1–0, permitindo à equipa portuguesa passar para a final. Voltou a vencer a Supertaça diante do Leiria, nessa mesma época, e na época seguinte, sob o comando de Víctor Fernández, o FC Porto derrotou o Once Caldas nos penaltis para vencer a segunda Taça Intercontinental, a última disputada. A Supertaça Europeia voltou a escapar, perdendo pela segunda vez consecutiva diante do Valência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 2008–09, o FC Porto sagrou-se tetracampeão nacional de futebol e ganhou a Taça de Portugal—sexta dobradinha da história—, por obra e graça de Jesualdo Ferreira (com a ajuda de Co Adriaanse, que venceu o campeonato em 2005–06). Os dragões atingiram ainda os quartos de final da Liga dos Campeões (depois de eliminarem o Atlético de Madrid nos oitavos), tendo sido eliminados graças a um golo de Cristiano Ronaldo na segunda mão, no Dragão, que valeu a passagem do Manchester United à fase seguinte, depois de ter empatado por 2–2 em casa dos red devils. Entretanto, com uma capacidade de 2 179 lugares, o Dragão Caixa, palco das modalidades de hóquei em patins, basquetebol e andebol, é inaugurado no dia 23 de abril de 2009, substituindo assim o antigo Pavilhão Américo de Sá.[&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Depois da época de 2009–10, com apenas dois títulos e um terceiro lugar no campeonato, sob o comando do mesmo Jesualdo Ferreira, André Villas-Boas entra no comando técnico e vence brilhantemente quatro títulos em 2010–11. Um deles internacional, a nova Liga Europa, vencida na final ao Braga por 1–0, com um golo aos 44 minutos do melhor marcador da competição Radamel Falcao, naquela que foi a primeira final entre clubes portugueses numa prova europeia. Entre os adversário eliminados, destacam-se o Villarreal, que foi goleado na primeira mão das meias-finais por 5–1, antes de ter ganho 3–2 em casa na segunda mão; o Spartak de Moscovo, que foi goleado em ambas as mãos, na primeira por 5–1, em casa, e na segunda por 5–2, fora; o CSKA de Moscovo nos oitavos de final e o Sevilha nos dezasseis avos de final. Para além do campeonato (invicto, com 21 pontos de avanço sobre o segundo classificado, o Benfica), da Taça de Portugal (6–2 ao Guimarães na final) e da Supertaça (2–0 ao Benfica), o FC Porto ainda passou a ser a equipa com mais títulos no futebol, com 69 títulos, ultrapassada ao Benfica que tinha na altura 68. Ainda nessa época, os juniores de futebol conquistaram pela primeira vez um título oficial de dimensão internacional para os escalões de formação do clube: o Blue Stars/FIFA Youth Cup. Duas épocas depois, em 2012–13, o FC Porto volta a ser campeão invicto, desta vez sob o comando de Vítor Pereira. Ainda no mesmo ano de 2013, é inaugurado o Museu do FC Porto by BMG.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &amp;lt;big&amp;gt;Recintos&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Campo_do_Prado|Campo do Prado]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Campo_da_Rua_da_Rainha|Campo da Rua da Rainha]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Campo_da_Constituicao|Campo da Constituição]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Estadio_do_Lima|Estádio do Lima]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Campo_do_Ameal|Campo do Ameal]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Estadio_das_Antas|Estádio das Antas]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Estadio_do_Dragao|Estádio do Dragão]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Do Campo do Prado ao Estádio do Dragão===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O primeiro campo utilizado pelo FC Porto para a modalidade do futebol foi o [[Campo_do_Prado|Campo do Prado]], em Matosinhos, onde iniciou os seus primeiros treinos no inicío de outubro de 1893. Mais tarde em 1906, é alugado à Companhia Hortícola Portuense o [[Campo_da_Rua_da_Rainha|Campo da Rua da Rainha]], que fora entretanto um terreno não cultivado. Era um pequeno campo de trinta por cinquenta metros, o primeiro relvado de Portugal. No mesmo ano foram transferidos os viveiros de plantas para outro local, permitindo ao clube criar um campo com as medidas oficiais, rodeado de bancos para 600 pessoas e ainda uma pista de atletismo, balneários e um bar. O aluguer anual era de 20.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para além de tanta assistência que a equipa trazia ao recinto, no final de 1911, o FC Porto foi informado da gradual desocupação do Campo da Rainha para a construção de uma fábrica, que iria ser construído no relvado. Portanto em julho de 1912, uma assembleia geral aprova um novo terreno, o [[Campo_da_Constituicao|Campo da Constituição]], na Rua da Constituição, alugado por 350 escudos anuais e também subalugado por outras três equipas. Para comemorar a nova casa, os ingleses do Oporto Cricket Lawn-Tennis Club organizaram uma partida, do qual saíram vencedores por 5–2. Em agosto do mesmo ano, juntamente com o Leixões, o FC Porto cria a Associação de Futebol do Porto, tendo começado na época seguinte o Campeonato do Porto. Na primeira edição da prova, acabou em segundo lugar, ficando atrás do Boavista, tendo ganho na seguinte temporada, numa competição em que viria a ganhar 30 edições, 21 delas consecutivas, entre 1915 e 1947. A outra modalidade do clube, pesos e halteres, destacar-se-ia na seguinte época de 1915–16, com o duplo campeonato nacional alcançado por Carlos Oliveira. A época posterior foi também de grande interesse, devido à inauguração do campo de ténis, substituindo o rinque de patinagem, que serviu para mostrar os troféus e taças conquistados pelo clube. O FC Porto, no entanto, em 1917–18, perde o título para o Salgueiros depois de três temporadas consecutivas a vencê-la, sendo que os motivos prenderam-se no facto de mais de metade dos jogadores estarem a lutar na I Guerra Mundial. Morreu um jogador, Vidal Pinheiro. Na temporada 1920–21, o clube tenta a compra do Campo Nova Sintra, mas desiste da ideia devido ao alto valor do terreno, que custaria 800 contos, continuando o Campo da Constituição como casa do clube.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mais tarde, para mostrar as taças conquistadas do clube, o FC Porto inaugura o campo de ténis em 1917, substituindo assim o antigo rinque de patinagem. Em 1920, o clube adquire o Campo da Constituição, na sequência do arrendamento por dez anos (400 escudos nos primeiros cinco anos e 450 nos restantes cinco). A comemoração foi feita através de um torneio amigável triangular, do qual saiu vencedor. Na temporada 1920–21, o clube tenta a compra do Campo Nova Sintra, mas desiste da ideia devido ao alto valor do terreno, continuando o Campo da Constituição como casa do clube. Na época 1928–29 é renovado o contrato de arrendamento do Campo da Constituição, com uma renda anual de 12 mil escudos, pagos em duas prestações de 6 mil escudos. Em 1938–39, o campo aumenta a lotação para 20 mil pessoas, o que implicou num aumento das receitas de bilheteira. O atual campo começou a ficar pequeno, por isso em 1933 foi proposta numa assembleia geral a aquisição de novos terrenos para um novo estádio, o [[Estadio_das_Antas|Estádio das Antas]]. Enquanto a nova casa não estava disponível, o FC Porto jogava de vez em quando noutros campos emprestados, como o [[Estadio_do_Lima|Estádio do Lima]] ou o [[Campo_do_Ameal|Campo do Ameal]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira pedra foi lançada a dezembro de 1949, mas a obra só começou um mês depois. José Bacelar, sócio número um do clube, pagou o salário do primeiro dia de trabalho a todos os operários. A inauguração acontece finalmente no dia 28 de maio de 1952, oficialmente denominado como &amp;quot;Estádio do Futebol Clube do Porto&amp;quot;, onde esteve presente o general Craveiro Lopes, então presidente da República Portuguesa. O Benfica foi a equipa convidada para a inauguração, e com toda a frieza, o clube de Lisboa goleou o FC Porto por 8–2. Em 1962–63 é inaugurada o sistema elétrico das Antas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao longo do século o recinto foi ficando maior, devido à inclusão do Pavilhão Américo de Sá, para as modalidade de basquetebol, andebol e hóquei em patins, da piscina coberta, três campos relvados de treino, a Loja Azul, o Bingo, a Sala-Museu e a Torre das Antas. Além disso, sofreu um rebaixamento que permitiu aumentar a lotação para noventa mil lugares em 1986, o que levou a ser um dos estádios eleitos para o Mundial de juniores de 1991. Mas ainda antes, em 1973, o recinto foi palco de um triste falecimento de um jogador portista, Pavão, caído no relvado num jogo do campeonato devido a um ataque cardíaco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 9 de março de 1994, o estádio foi penhorado pelo ministro das finanças, Eduardo Catroga, devido a uma dívida fiscal de cerca de 200 mil contos. O estádio começou por ser demolido em 1 de abril de 2004 e acabou em 28 de junho de 2004, sendo substituído pelo atual [[Estadio_do_Dragao|Estádio do Dragão]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Inaugurado no dia 16 de novembro de 2003, o atual estádio do clube só começou a ser jogado em 2004 devido a problemas relacionados com a relva. A construção do estádio custou 98 milhões de euros, e tem uma capacidade para cerca de 50 mil espetadores. O amigável da inauguração resultou numa vitória de 2–0 contra o Barcelona, onde também se estreou Lionel Messi, então com dezasseis anos. O estádio também foi utilizado para o Euro 2004 e recebeu o jogo de abertura do Euro, em que Portugal perdeu 2–1 com a Grécia. O Dragão tem recebido entretanto várias distinções, entre elas a certificação GreenLight, entregue em 2004 pela Comissão Europeia, e a certificação &amp;quot;Sistema de Gestão Ambiental&amp;quot;, entregue em 2007 pela Associação Portuguesa de Certificação. As instalações do recinto também mereceram o certificado de &amp;quot;Sistema de Gestão de Qualidade&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Outros recintos e infraestruturas===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O FC Porto, para além destes recintos, possui também o Dragão Caixa: o pavilhão para as modalidades de hóquei em patins, basquetebol e andebol, inaugurado no dia 23 de abril de 2009 com uma capacidade para 2 179 espetadores; e um centro de treinos alugado para a modalidade de futebol, de nome Centro de Treinos e Formação Desportiva PortoGaia, inaugurado em 5 de agosto de 2002 em Vila Nova de Gaia e cedido pela Câmara Municipal de Gaia por um período de 50 anos. Para além destes centros desportivos, o clube possui também um museu: o chamado Museu do FC Porto by BMG, inaugurado no dia 28 de setembro de 2013. Contudo, o museu só abriu oficialmente ao público no dia 26 de outubro do mesmo ano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &amp;lt;big&amp;gt;Emblema&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1906, é criado o primeiro emblema do clube, que consistia numa bola de futebol azul com as iniciais &amp;quot;FCP&amp;quot;. Mais tarde, na Assembleia Geral de 26 de outubro de 1922, é aprovado o novo símbolo do FC Porto, desenhado pelo artista gráfico e também jogador do clube, Augusto Baptista Ferreira, mais conhecido por &amp;quot;Simplício&amp;quot;. Este novo logótipo representa uma simbiose do antigo emblema com as armas da cidade do Porto. A bola azul representa a modalidade mais antiga do clube. D. Maria II atribiu armas à cidade do Porto em janeiro de 1837: um escudo esquartejado com as armas reais (sete castelos e cinco quinas) no primeiro e quarto quartéis, e as mais antigas armas da cidade do Porto. No segundo e terceito quartéis, um coração, que representa o legado que D. Pedro IV deixou à cidade. Daí a presença das armas no logótipo do clube. O Colar e Grã-Cruz, da Antiga e Muito Nobre Ordem da Torre e espada de Valor Lealdade e Mérito, do qual pende a respetiva medalha, encontram-se presenciados à volta das Armas. Por fim, a Coroa Ducal e o dragão negro do poder, eram pertencentes às antigas armas dos Senhores Reis destes Reinos, em cujo pescoço está uma fita com a palavra Invicta, nome que D. Maria II atribuiu ao Porto&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:FC Porto.png|miniaturadaimagem|Emblema 1906]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:FC Porto emblema.png|miniaturadaimagem]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Sem Título 1922.png|miniaturadaimagem|Emblema 1922]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:279 logo fc porto.gif|miniaturadaimagem]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:1119 logo 2005.png|miniaturadaimagem|Emblema 2005]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:FC Porto logo|miniaturadaimagem|Emblema 2005]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:F.C. Porto logo actual.png|miniaturadaimagem|Emblema actual]]&lt;/div&gt;</summary>
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&lt;div&gt;== &amp;lt;big&amp;gt;História&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===  '''A Fundação e os primeiros anos''' ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Antonio Nicolau d'Almeida.jpg|miniaturadaimagem|António Nicolau d'Almeida, fundador do FC Porto]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 28 de setembro de 1893 no dia do aniversário do rei D. Carlos e da rainha D. Amélia, o Foot-Ball Club do Porto é fundado, por obra e graça do jovem de 20 anos António Nicolau d'Almeida, um comerciante do vinho do Porto que descobriu o futebol nas suas viagens a Inglaterra. O FC Porto inicia então os seus primeiros treinos no Campo do Prado, em Matosinhos, e no dia 8 de outubro disputa o primeiro jogo da história do clube, contra o Clube de Aveiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 25 de outubro de 1893, Nicolau d'Almeida convida o Club Lisbonense para uma partida de futebol, que decorreria no dia 2 de novembro. O Diário Ilustrado, com sede em Lisboa, é quem noticia o convite, e até a resposta do Club Lisbonense. Guilherme Pinto Basto, o então presidente do Club Lisbonense, aceitara então o convite mas não no dia previsto. A data escolhida foi o dia 2 de março do ano seguinte e para além disso, Pinto Basto conseguiu convencer D. Carlos a patrocinar o jogo, oferecendo também uma taça por parte do rei. O nome escolhido foi Taça D. Carlos I, ou ainda Cup d'El Rey. Jogado no Campo Alegre, no Porto, também chamado Campo dos Ingleses, casa do Oporto Cricket and Lawn-Tennis Club, o jogo acaba com uma derrota do FC Porto, por 1–0.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1896, António Nicolau d'Almeida casa-se com Hilda Rumsey e esta pede-lhe para se afastar do futebol, que considerava uma modalidade demasiado violenta. António aceita o seu pedido e afasta-se do clube que entrou num período de letargia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== '''A Refundação''' ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:JMC.jpg|miniaturadaimagem|José Monteiro da Costa, responsável pelo renascimento do Clube]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Doze anos depois, em 1906, José Monteiro da Costa regressou de Inglaterra, fascinado pelo mesmo desporto que encantara o seu amigo há mais de uma década e resolveu criar uma equipa de futebol, sob o nome &amp;quot;Grupo do Destino&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entretanto, José conversou com Nicolau d'Almeida sobre o projeto que iniciara em 1893. José não hesitou e extingue o Destino, refundando assim o FC Porto e instalando a primeira sede do clube nas instalações do recém-extinto Destino. A nova fundação ocorre no dia 2 de agosto de 1906, assumindo desde logo uma faceta de clube eclético, no qual se começaram a praticar também diversas outras modalidades. José decidiu o azul e branco como as cores do clube e manteve o nome do mesmo. Para além disso, foi desenhado o primeiro emblema do clube, que consistiu numa bola de metal azul com as iniciais &amp;quot;FCP&amp;quot;. Entretanto, é alugado à Companhia Hortícola Portuense o primeiro campo do clube, o Campo da Rainha, que fora simultaneamente o primeiro relvado de Portugal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
José Monteiro da Costa escolheu pintar o FC Porto de azul e branco, então as cores da bandeira nacional, e aprovou o primeiro emblema: uma bola de futebol azul, com as iniciais FCP em branco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== '''Divergências sobre o ano de fundação ''' === &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Até ao ano de 1988 era oficial a data de fundação do FC Porto como tendo sido a 2 de agosto de 1906, por iniciativa de José Monteiro da Costa. A 26 de fevereiro de 1988, realizou-se mais uma Assembleia Geral Ordinária, que tinha como principal ponto agendado a apreciação e votação do Relatório e Contas da Direção e Parecer do Conselho Fiscal referente à anuidade de 1987. Após várias intervenções de apoio ao presidente em funções, Jorge Nuno Pinto da Costa, o sócio Custódio Castro, encarregado da comissão nomeada para apreciar a problemática da fundação do clube, dissecou a questão, tendo decidido que &amp;quot;o FC Porto foi fundado em 1906 embora a semente tenha sido lançada em 1893&amp;quot;.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Foi, no entanto, a apresentação de Rui Guedes, autor da &amp;quot;Fotobiografia do FC Porto&amp;quot; quem haveria de dominar a noite, apresentando dois recortes de jornais da década de 90 do século XIX que, a seu entender, corroboraram a sua teoria de fundação do clube. Tendo sido apresentada e votada por ampla maioria a sua proposta de alteração dos estatutos, a redação do artigo primeiro passou a referir que o FC Porto, pessoa coletiva e de utilidade pública, foi fundado em 28 de setembro de 1893, tendo iniciado imediatamente a sua atividade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durante a vida do Futebol Clube do Porto existiram múltiplas atividades dos seus aniversários e comemorações centradas na sua data de fundação de 2 de agosto de 1906. Ao completar 50 anos de atividade, em 1956, foi uma vez mais campeão nacional, um objetivo que perseguia há 16 anos, tendo constituído ainda maior júbilo. Na obra &amp;quot;História do F.C. Porto&amp;quot; publicada por António Rodrigues Teles nesse mesmo ano comemorativo, na sua página 68 entre os 100 primeiros sócios do clube não consta António Nicolau d'Almeida. Uma das mais ativas diligências para a angariação de sócios realizou-se com as festividades do 70º aniversário do clube, entre agosto e novembro de 1976, com a Campanha dos 70.000 sócios. No final da década seguinte, festejando o 80º aniversário, a Companhia Seiva Trupe criou uma atraente obra intitulada &amp;quot;Um cálice de Porto: 1906-1986, 80 anos do Futebol Clube do Porto&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==='''Primeiros títulos nacionais e períodos de menor fulgor (1922–1981)'''===&lt;br /&gt;
Em junho de 1922, arranca a primeira edição do Campeonato de Portugal, primeira prova nacional oficial, criada pela União Portuguesa de Futebol, antecessora da Federação Portuguesa de Futebol, com o objetivo de juntar os campeões regionais de Lisboa e Porto. É o FC Porto quem leva a melhor na primeira edição, ganhando ao Sporting por 3–1, na finalíssima, a 18 de junho, e tornando-se no primeiro campeão português de futebol. Nesse mesmo ano, o futebolista &amp;quot;Simplício&amp;quot;, que fora também artista gráfico, conjugou o antigo símbolo do FC Porto com as armas da cidade do Porto, dando origem ao atual emblema do clube.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dois anos depois, na primeira prova de sempre nas piscinas do FC Porto, Luíz Canto Moniz ganha os 200 metros livres do campeonato nacional de natação, iniciando-se no mesmo ano a prática do hóquei em patins. Na modalidade de futebol, dias depois da derrota do FC Porto contra o Deportivo por 7–3, já na época seguinte a 15 de julho de 1925, Velez Carneiro, então jogador portista, é assassinado com quatro tiros pelo escriturário Carmindo Duarte, tendo a sua homenagem sido feita por Coelho da Costa, jogador que marcou o golo que valeu o título de campeão nacional de futebol. A 1926, inicia-se o basquetebol, por iniciativa de três jogadores, e três anos depois o clube estreia-se no hóquei em campo, a 20 de outubro de 1929.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O FC Porto conseguia tanto público que o Campo da Constituição começou a ficar pequeno. Por isso em 1933, foi proposta em Assembleia Geral a aquisição de terrenos para a construção de um novo estádio, o futuro Estádio das Antas. Enquanto não estava disponível, o clube jogava não só na Constituição, mas também em outros campos emprestados, de vez em quando, como o Campo do Ameal ou o Estádio do Lima.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1934–35, arranca a primeira edição do Campeonato Nacional da Primeira Divisão, ou simplesmente da Primeira Divisão, estimulada pela necessidade de se estabelecer uma estrutura futebolística mais forte no país, tendo essa ideia surgido após Portugal ter perdido com a Espanha por 9–0, na eliminatória de acesso ao Mundial de 1934. É o FC Porto quem a vence, com dois pontos de avanço sobre o segundo classificado, o Sporting, sob a gerência do húngaro Joseph Szabo. Contudo, o FC Porto só volta a ser campeão nacional quatro anos depois, em 1938–39, no mesmo ano em que o Campo da Constituição aumenta a lotação para 20 mil lugares. Foi por pouco que o FC Porto não garantiu a descida à Segunda Divisão na temporada seguinte, pois a equipa futebolística acabou o campeonato regional na terceira posição nesse mesmo ano, lugar que não dava acesso à Primeira Divisão. Mas devido ao alargamento de clubes do principal escalão, o clube manteve-se na mais alta competição de futebol e curiosamente foi bicampeão pela primeira vez na sua história, em 1939–40. O mesmo aconteceu em 1941–42, quando o FC Porto voltou a ficar num lugar do campeonato regional que não dava acesso à Primeira Divisão, mas graças a um novo alargamento efetuado pela Federação, o FC Porto manteve-se novamente na Primeira Liga.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Logo na temporada seguinte, em 1942–43, o clube conseguiu um humilhante sétimo lugar no campeonato, pior da história até aquela altura. Os 12–2 sofridos pelo Benfica para o campeonato no dia 7 de fevereiro de 1943, e a eliminação na Taça de Portugal, sucessora do Campeonato de Portugal, pelo Vitória de Setúbal por 7–0, reforçaram ainda mais a fraca época dirigida pelo técnico húngaro Lipo Herczka. Apesar disso, o clube é hexacampeão nacional de andebol na temporada seguinte, e o número de sócios dos dragões aumenta, passando dos 1800 sócios para 4 mil.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1948, Fernando Moreira vence a 13ª edição da Volta a Portugal em bicicleta, e em 1952 o clube vence pela primeira vez o campeonato de basquetebol. Ainda no mesmo ano, desta vez na modalidade de futebol, o FC Porto venceu o poderoso Arsenal num amigável, considerado a melhor equipa do mundo na altura, por 3–2. Para compensar o feito, um grupo de seis sócios lançou uma campanha para a compra de uma taça: a &amp;quot;Taça Arsenal&amp;quot;, a maior taça do mundo, tendo custado duzentos contos e pesando cerca de 250 quilos, repartidos por 130 quilos de prata, os restantes num relicário com quase três metros de altura.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Depois das obras terem começado em inícios de 1951, o &amp;quot;Estádio do Futebol Clube do Porto&amp;quot; é inaugurado em 28 de maio de 1952, mas ficou para a história como Estádio das Antas. Na inauguração, os dragões perdem por uns incríveis 8–2 contra o convidado Benfica. Apesar de tudo, o clube chega à sua primeira final da Taça de Portugal na época seguinte, mas é novamente vencido pelo mesmo Benfica por 5–0. Estes episódios dramáticos chegaram ao fim em 1955–56, quando o clube portuense venceu a primeira dobradinha de futebol da sua história, ganhando ao Torreense na final da Taça por 2–0, e terminando em igualdade pontual com o Benfica no campeonato, que só deu o título de campeão por ter perdido 3–0 nas Antas e empatado em casa 1–1,campeonato esse que foi ganho quinze épocas depois. Com efeito, o clube participa pela primeira vez em competições europeias na época seguinte, mas o sonho de seguir longe terminou rapidamente após a eliminação contra o Atlético de Bilbao na 1ª eliminatória da Taça dos Clubes Campeões Europeus (derrota por 2–1 em casa na primeira mão e por 3–2 fora no segundo jogo).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nas épocas posteriores, entraram para o palmarés do clube duas Taças de Portugal de futebol, em 1958 e em 1968, um campeonato da mesma modalidade em 1959, quatro títulos consecutivos de Volta a Portugal em bicicleta em 1963 e o primeiro título de campeão nacional de voleibol em 1965. No futebol, o cenário inverteu-se quando o FC Porto termina a liga em nono lugar em 1969–70, pior da história, e é eliminado tanto na Taça de Portugal pelo Tirsense, como na Taça das Cidades com Feiras pelos ingleses do Newcastle. O número de sócios aumenta para cerca de 41 mil em 1971, e no bilhar o clube obtém o terceiro lugar no campeonato europeu em 1972, melhor classificação da história por um equipa portuguesa. Entretanto, Pavão, antigo futebolista do clube, falece no dia 16 de dezembro de 1973 devido a um ataque cardíaco, durante um jogo em casa para o campeonato. Em 1977, o regresso de José Maria Pedroto, que fora jogador do clube por largas épocas, e a entrada de Jorge Nuno Pinto da Costa para diretor do departamento de futebol acaba com o jejum de títulos no futebol, com a conquista da Taça de Portugal frente ao Braga, e a promessa de uma estrutura mais forte no clube. Em 1977–78, 19 anos depois do último título de campeão nacional de futebol, os dragões voltam a conquistá-lo, mas perdem a final na Taça de Portugal frente ao Sporting, na finalíssima.] Na época seguinte: mais uma vez campeão nacional de futebol, e vários títulos nas modalidades, nomeadamente a Taça de Portugal em basquetebol, o campeonato nacional de ciclismo em equipas, a Taça de Portugal de andebol e o campeonato nacional de corta-mato, graças a Aurora Cunha. A 18 de novembro de 1981, o clube foi feito Membro Honorário da Ordem do Infante D. Henrique.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==='''Entrada de Pinto da Costa (1982–1999)'''===&lt;br /&gt;
A 17 de abril de 1982, Jorge Nuno Pinto da Costa é eleito presidente do FC Porto, começando o clube a ganhar terreno ao longo dos anos sobre os rivais de Lisboa em qualquer modalidade. A conquista da Taça das Taças em hóquei em patins na mesma época, frente ao Sporting—naquele que foi o primeiro título internacional do clube—, e a reconquista na época seguinte, frente ao Benfica, foi prova disso mesmo. Em 1982–83, Pedroto regressa, mas não consegue nenhum título na temporada, acabando no segundo lugar do campeonato e perdendo a final da Taça de Portugal diante do Benfica por 1–0 nas Antas. Em 1983–84, na última temporada de Pedroto, que entretanto cedeu o lugar a António Morais por causa de uma doença, o clube acaba a época com a Taça de Portugal no museu, ganha ao Rio Ave por 4–1, e a Supertaça, ganha ao Benfica na segunda mão por 2–1 na Luz, depois dum empate a zero em casa. Para além disso, o FC Porto chegou à primeira final europeia, a Taça das Taças, perdido para a Juventus por 2–1, com uma arbitragem tendenciosa para o lado dos italianos. Na época seguinte, o clube é finalmente campeão graças ao treinador Artur Jorge, vencendo também a Supertaça ao Benfica. Relativamente ao atletismo, Aurora Cunha bateu dois recordes nacionais e sagrou-se campeã mundial dos 10 km de estrada. A equipa de hóquei em patins vence novamente uma competição internacional em 1985–86, a Liga Europeia, numa época em que o FC Porto volta a ser campeão nacional em futebol e Aurora Cunha volta a vencer o Campeonato Mundial dos 15 e dos 10 quilómetros.Entretanto, a 9 de dezembro de 1986, é criada a secção de Desporto Adaptado do clube.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 27 de maio de 1987, na época de 1986–87, o clube finalmente consegue ganhar uma competição europeia no futebol, tendo ganho brilhantemente o favorito Bayern de Munique por 2–1 na final da Taça dos Campeões Europeus de 1986–87. Conquistada no Estádio Prater, em Viena, a equipa portuguesa esteve a perder até aos 78 minutos por 1–0, minuto em que Rabah Madjer se inspira, marca o famoso golo de calcanhar e empata a partida. Poucos minutos a seguir, Juary marca o golo da vitória do terceiro título da Taça dos Campeões Europeus em Portugal. O FC Porto nessa época foi ainda campeão da Supertaça, ganha novamente ao Benfica (1–1 em casa na primeira mão e 4–2 fora no segundo jogo), apesar de ter ficado em segundo lugar e de ter sido eliminado na Taça de Portugal frente ao Sporting.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com a saída de Artur Jorge na época seguinte, Tomislav Ivić assumiu o cargo mas nem por isso quebrou a série vitoriosa internacional—dois títulos internacionais, somando aos dois internos. Entre eles, a primeira Taça Intercontinental do clube e de Portugal, ganha na neve ao Peñarol por 2–1, e a primeira Supertaça Europeia do clube e novamente de Portugal, ganha ao Ajax (1–0 em ambas as mãos). O FC Porto foi ainda campeão nacional a quinze pontos do Benfica, segundo classificado, e vencedor da Taça de Portugal, tendo ganho ao Vitória de Guimarães por 1–0. A 3 de março de 1988, o clube foi feito Membro Honorário da Ordem do Mérito. Mais tarde, em 1989–90, a equipa de hóquei em patins volta a vencer a Liga Europeia, e quatro anos depois conquista pela primeira vez a Taça CERS, o que voltaria a acontecer em 1996. E foi na mesma época que o FC Porto gelou o Estádio da Luz na Supertaça de futebol, com a goleada de 5–0 ao seu maior rival, a sua maior vitória na casa do Benfica, num ano em que venceu o campeonato de futebol pela terceira vez consecutiva. Em 1998–99, o clube consegue vencer o campeonato nacional da mesma modalidade, o quinto consecutivo, um feito inédito e ultrapassado pelo Sporting que detinha o recorde de quatro campeonatos seguidos, alcançado nos anos 50. Apesar de ter sido eliminado na Taça de Portugal pelo Torreense nas Antas, a Supertaça não escapou e é vencida ao Braga.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==='''Novas conquistas internacionais (2000–)'''===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O &amp;quot;onze&amp;quot; que derrotou o Mónaco na final da Liga dos Campeões por 3–0.&lt;br /&gt;
Este novo século começou com um segundo lugar no campeonato de futebol, atrás do Boavista, por obra de Fernando Santos que foi depois despedido nessa época devido à falha do objetivo principal dois anos consecutivos. Apesar disso, o FC Porto não deixou de vencer títulos e conquistou a Taça de Portugal frente ao Marítimo. Na época seguinte, valeu a Octávio Machado e a José Mourinho um terceiro lugar no campeonato. No entanto, a Supertaça entrou novamente no palmarés portista, conquistada frente ao Boavista.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 16 de novembro de 2003, o Estádio do Dragão, com capacidade para cerca de 50 mil espetadores, foi inaugurado, mas só começou a ser jogado mais tarde devido a problemas relacionados com a relva. A inauguração ficou marcada pela estreia de Lionel Messi no Barcelona, clube convidado para a inauguração e derrotado por 2–0, com golos de Derlei e Hugo Almeida. Já no ano anterior, havia sido inaugurado outro complexo, a 5 de agosto de 2002: o Centro de Treinos e Formação Desportiva PortoGaia, destinado para os treinos da equipa e construído em Vila Nova de Gaia, composto por um miniestádio com capacidade para três mil pessoas, três campos de relva natural e um campo de relva sintética, entre outras instalações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira época de glória chegou na segunda época de José Mourinho, em 2002–03, com a conquista da primeira Taça UEFA do clube e de Portugal, tendo eliminado pelo caminho nomes ilustres como o Panathinaikos (perdendo a primeira mão por 1–0 em casa, e ganhando fora 2–0, nos quartos de final), a Società Sportiva Lazio (vitória por 4–1 em casa e 0–0 fora, nas meias-finais), e finalmente o Celtic, na final por 3–2, já no prolongamento. Para além disto, Mourinho ganhou também a Taça de Portugal, frente à &amp;quot;sua&amp;quot; União de Leiria, por 1–0, e o campeonato.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar de ter conquistado três títulos, Mourinho atingiu apenas o apogeu da sua carreira no clube no ano seguinte, quando o FC Porto venceu o Mónaco na final da Liga dos Campeões por 3–0, com golos de Carlos Alberto, Deco e Alenichev. Entre as suas vítimas, destacaram-se o Manchester United, que perdeu fora por 2–1 e empatou em casa 1–1, com um golo de Costinha aos 90 minutos que garantiu a passagem aos oitavos de final; o Lyon, que perdeu no Dragão por 2–0 e empatou em casa 2–2; e o Deportivo da Corunha, que, apesar de ter empatado fora, perdeu em casa por 1–0, permitindo à equipa portuguesa passar para a final. Voltou a vencer a Supertaça diante do Leiria, nessa mesma época, e na época seguinte, sob o comando de Víctor Fernández, o FC Porto derrotou o Once Caldas nos penaltis para vencer a segunda Taça Intercontinental, a última disputada. A Supertaça Europeia voltou a escapar, perdendo pela segunda vez consecutiva diante do Valência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 2008–09, o FC Porto sagrou-se tetracampeão nacional de futebol e ganhou a Taça de Portugal—sexta dobradinha da história—, por obra e graça de Jesualdo Ferreira (com a ajuda de Co Adriaanse, que venceu o campeonato em 2005–06). Os dragões atingiram ainda os quartos de final da Liga dos Campeões (depois de eliminarem o Atlético de Madrid nos oitavos), tendo sido eliminados graças a um golo de Cristiano Ronaldo na segunda mão, no Dragão, que valeu a passagem do Manchester United à fase seguinte, depois de ter empatado por 2–2 em casa dos red devils. Entretanto, com uma capacidade de 2 179 lugares, o Dragão Caixa, palco das modalidades de hóquei em patins, basquetebol e andebol, é inaugurado no dia 23 de abril de 2009, substituindo assim o antigo Pavilhão Américo de Sá.[&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Depois da época de 2009–10, com apenas dois títulos e um terceiro lugar no campeonato, sob o comando do mesmo Jesualdo Ferreira, André Villas-Boas entra no comando técnico e vence brilhantemente quatro títulos em 2010–11. Um deles internacional, a nova Liga Europa, vencida na final ao Braga por 1–0, com um golo aos 44 minutos do melhor marcador da competição Radamel Falcao, naquela que foi a primeira final entre clubes portugueses numa prova europeia. Entre os adversário eliminados, destacam-se o Villarreal, que foi goleado na primeira mão das meias-finais por 5–1, antes de ter ganho 3–2 em casa na segunda mão; o Spartak de Moscovo, que foi goleado em ambas as mãos, na primeira por 5–1, em casa, e na segunda por 5–2, fora; o CSKA de Moscovo nos oitavos de final e o Sevilha nos dezasseis avos de final. Para além do campeonato (invicto, com 21 pontos de avanço sobre o segundo classificado, o Benfica), da Taça de Portugal (6–2 ao Guimarães na final) e da Supertaça (2–0 ao Benfica), o FC Porto ainda passou a ser a equipa com mais títulos no futebol, com 69 títulos, ultrapassada ao Benfica que tinha na altura 68. Ainda nessa época, os juniores de futebol conquistaram pela primeira vez um título oficial de dimensão internacional para os escalões de formação do clube: o Blue Stars/FIFA Youth Cup. Duas épocas depois, em 2012–13, o FC Porto volta a ser campeão invicto, desta vez sob o comando de Vítor Pereira. Ainda no mesmo ano de 2013, é inaugurado o Museu do FC Porto by BMG.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &amp;lt;big&amp;gt;Recintos&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Campo_do_Prado|Campo do Prado]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Campo_da_Rua_da_Rainha|Campo da Rua da Rainha]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Campo_da_Constituicao|Campo da Constituição]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Estadio_do_Lima|Estádio do Lima]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Campo_do_Ameal|Campo do Ameal]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Estadio_das_Antas|Estádio das Antas]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Estadio_do_Dragao|Estádio do Dragão]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Do Campo do Prado ao Estádio do Dragão===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O primeiro campo utilizado pelo FC Porto para a modalidade do futebol foi o [[Campo_do_Prado|Campo do Prado]], em Matosinhos, onde iniciou os seus primeiros treinos no inicío de outubro de 1893. Mais tarde em 1906, é alugado à Companhia Hortícola Portuense o [[Campo_da_Rua_da_Rainha|Campo da Rua da Rainha]], que fora entretanto um terreno não cultivado. Era um pequeno campo de trinta por cinquenta metros, o primeiro relvado de Portugal. No mesmo ano foram transferidos os viveiros de plantas para outro local, permitindo ao clube criar um campo com as medidas oficiais, rodeado de bancos para 600 pessoas e ainda uma pista de atletismo, balneários e um bar. O aluguer anual era de 20.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para além de tanta assistência que a equipa trazia ao recinto, no final de 1911, o FC Porto foi informado da gradual desocupação do Campo da Rainha para a construção de uma fábrica, que iria ser construído no relvado. Portanto em julho de 1912, uma assembleia geral aprova um novo terreno, o [[Campo_da_Constituicao|Campo da Constituição]], na Rua da Constituição, alugado por 350 escudos anuais e também subalugado por outras três equipas. Para comemorar a nova casa, os ingleses do Oporto Cricket Lawn-Tennis Club organizaram uma partida, do qual saíram vencedores por 5–2. Em agosto do mesmo ano, juntamente com o Leixões, o FC Porto cria a Associação de Futebol do Porto, tendo começado na época seguinte o Campeonato do Porto. Na primeira edição da prova, acabou em segundo lugar, ficando atrás do Boavista, tendo ganho na seguinte temporada, numa competição em que viria a ganhar 30 edições, 21 delas consecutivas, entre 1915 e 1947. A outra modalidade do clube, pesos e halteres, destacar-se-ia na seguinte época de 1915–16, com o duplo campeonato nacional alcançado por Carlos Oliveira. A época posterior foi também de grande interesse, devido à inauguração do campo de ténis, substituindo o rinque de patinagem, que serviu para mostrar os troféus e taças conquistados pelo clube. O FC Porto, no entanto, em 1917–18, perde o título para o Salgueiros depois de três temporadas consecutivas a vencê-la, sendo que os motivos prenderam-se no facto de mais de metade dos jogadores estarem a lutar na I Guerra Mundial. Morreu um jogador, Vidal Pinheiro. Na temporada 1920–21, o clube tenta a compra do Campo Nova Sintra, mas desiste da ideia devido ao alto valor do terreno, que custaria 800 contos, continuando o Campo da Constituição como casa do clube.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mais tarde, para mostrar as taças conquistadas do clube, o FC Porto inaugura o campo de ténis em 1917, substituindo assim o antigo rinque de patinagem. Em 1920, o clube adquire o Campo da Constituição, na sequência do arrendamento por dez anos (400 escudos nos primeiros cinco anos e 450 nos restantes cinco). A comemoração foi feita através de um torneio amigável triangular, do qual saiu vencedor. Na temporada 1920–21, o clube tenta a compra do Campo Nova Sintra, mas desiste da ideia devido ao alto valor do terreno, continuando o Campo da Constituição como casa do clube. Na época 1928–29 é renovado o contrato de arrendamento do Campo da Constituição, com uma renda anual de 12 mil escudos, pagos em duas prestações de 6 mil escudos. Em 1938–39, o campo aumenta a lotação para 20 mil pessoas, o que implicou num aumento das receitas de bilheteira. O atual campo começou a ficar pequeno, por isso em 1933 foi proposta numa assembleia geral a aquisição de novos terrenos para um novo estádio, o [[Estadio_das_Antas|Estádio das Antas]]. Enquanto a nova casa não estava disponível, o FC Porto jogava de vez em quando noutros campos emprestados, como o [[Estadio_do_Lima|Estádio do Lima]] ou o [[Campo_do_Ameal|Campo do Ameal]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira pedra foi lançada a dezembro de 1949, mas a obra só começou um mês depois. José Bacelar, sócio número um do clube, pagou o salário do primeiro dia de trabalho a todos os operários. A inauguração acontece finalmente no dia 28 de maio de 1952, oficialmente denominado como &amp;quot;Estádio do Futebol Clube do Porto&amp;quot;, onde esteve presente o general Craveiro Lopes, então presidente da República Portuguesa. O Benfica foi a equipa convidada para a inauguração, e com toda a frieza, o clube de Lisboa goleou o FC Porto por 8–2. Em 1962–63 é inaugurada o sistema elétrico das Antas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao longo do século o recinto foi ficando maior, devido à inclusão do Pavilhão Américo de Sá, para as modalidade de basquetebol, andebol e hóquei em patins, da piscina coberta, três campos relvados de treino, a Loja Azul, o Bingo, a Sala-Museu e a Torre das Antas. Além disso, sofreu um rebaixamento que permitiu aumentar a lotação para noventa mil lugares em 1986, o que levou a ser um dos estádios eleitos para o Mundial de juniores de 1991. Mas ainda antes, em 1973, o recinto foi palco de um triste falecimento de um jogador portista, Pavão, caído no relvado num jogo do campeonato devido a um ataque cardíaco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 9 de março de 1994, o estádio foi penhorado pelo ministro das finanças, Eduardo Catroga, devido a uma dívida fiscal de cerca de 200 mil contos. O estádio começou por ser demolido em 1 de abril de 2004 e acabou em 28 de junho de 2004, sendo substituído pelo atual [[Estadio_do_Dragao|Estádio do Dragão]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Inaugurado no dia 16 de novembro de 2003, o atual estádio do clube só começou a ser jogado em 2004 devido a problemas relacionados com a relva. A construção do estádio custou 98 milhões de euros, e tem uma capacidade para cerca de 50 mil espetadores. O amigável da inauguração resultou numa vitória de 2–0 contra o Barcelona, onde também se estreou Lionel Messi, então com dezasseis anos. O estádio também foi utilizado para o Euro 2004 e recebeu o jogo de abertura do Euro, em que Portugal perdeu 2–1 com a Grécia. O Dragão tem recebido entretanto várias distinções, entre elas a certificação GreenLight, entregue em 2004 pela Comissão Europeia, e a certificação &amp;quot;Sistema de Gestão Ambiental&amp;quot;, entregue em 2007 pela Associação Portuguesa de Certificação. As instalações do recinto também mereceram o certificado de &amp;quot;Sistema de Gestão de Qualidade&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Outros recintos e infraestruturas===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O FC Porto, para além destes recintos, possui também o Dragão Caixa: o pavilhão para as modalidades de hóquei em patins, basquetebol e andebol, inaugurado no dia 23 de abril de 2009 com uma capacidade para 2 179 espetadores; e um centro de treinos alugado para a modalidade de futebol, de nome Centro de Treinos e Formação Desportiva PortoGaia, inaugurado em 5 de agosto de 2002 em Vila Nova de Gaia e cedido pela Câmara Municipal de Gaia por um período de 50 anos. Para além destes centros desportivos, o clube possui também um museu: o chamado Museu do FC Porto by BMG, inaugurado no dia 28 de setembro de 2013. Contudo, o museu só abriu oficialmente ao público no dia 26 de outubro do mesmo ano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &amp;lt;big&amp;gt;Emblema&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1906, é criado o primeiro emblema do clube, que consistia numa bola de futebol azul com as iniciais &amp;quot;FCP&amp;quot;. Mais tarde, na Assembleia Geral de 26 de outubro de 1922, é aprovado o novo símbolo do FC Porto, desenhado pelo artista gráfico e também jogador do clube, Augusto Baptista Ferreira, mais conhecido por &amp;quot;Simplício&amp;quot;. Este novo logótipo representa uma simbiose do antigo emblema com as armas da cidade do Porto. A bola azul representa a modalidade mais antiga do clube. D. Maria II atribiu armas à cidade do Porto em janeiro de 1837: um escudo esquartejado com as armas reais (sete castelos e cinco quinas) no primeiro e quarto quartéis, e as mais antigas armas da cidade do Porto. No segundo e terceito quartéis, um coração, que representa o legado que D. Pedro IV deixou à cidade. Daí a presença das armas no logótipo do clube. O Colar e Grã-Cruz, da Antiga e Muito Nobre Ordem da Torre e espada de Valor Lealdade e Mérito, do qual pende a respetiva medalha, encontram-se presenciados à volta das Armas. Por fim, a Coroa Ducal e o dragão negro do poder, eram pertencentes às antigas armas dos Senhores Reis destes Reinos, em cujo pescoço está uma fita com a palavra Invicta, nome que D. Maria II atribuiu ao Porto&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:FC Porto.png|miniaturadaimagem|Emblema 1906]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:FC Porto emblema.png|miniaturadaimagem]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Fil</name></author>
		
	</entry>
	<entry>
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		<summary type="html">&lt;p&gt;Fil: /* Emblema */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== &amp;lt;big&amp;gt;História&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===  '''A Fundação e os primeiros anos''' ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Antonio Nicolau d'Almeida.jpg|miniaturadaimagem|António Nicolau d'Almeida, fundador do FC Porto]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 28 de setembro de 1893 no dia do aniversário do rei D. Carlos e da rainha D. Amélia, o Foot-Ball Club do Porto é fundado, por obra e graça do jovem de 20 anos António Nicolau d'Almeida, um comerciante do vinho do Porto que descobriu o futebol nas suas viagens a Inglaterra. O FC Porto inicia então os seus primeiros treinos no Campo do Prado, em Matosinhos, e no dia 8 de outubro disputa o primeiro jogo da história do clube, contra o Clube de Aveiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 25 de outubro de 1893, Nicolau d'Almeida convida o Club Lisbonense para uma partida de futebol, que decorreria no dia 2 de novembro. O Diário Ilustrado, com sede em Lisboa, é quem noticia o convite, e até a resposta do Club Lisbonense. Guilherme Pinto Basto, o então presidente do Club Lisbonense, aceitara então o convite mas não no dia previsto. A data escolhida foi o dia 2 de março do ano seguinte e para além disso, Pinto Basto conseguiu convencer D. Carlos a patrocinar o jogo, oferecendo também uma taça por parte do rei. O nome escolhido foi Taça D. Carlos I, ou ainda Cup d'El Rey. Jogado no Campo Alegre, no Porto, também chamado Campo dos Ingleses, casa do Oporto Cricket and Lawn-Tennis Club, o jogo acaba com uma derrota do FC Porto, por 1–0.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1896, António Nicolau d'Almeida casa-se com Hilda Rumsey e esta pede-lhe para se afastar do futebol, que considerava uma modalidade demasiado violenta. António aceita o seu pedido e afasta-se do clube que entrou num período de letargia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== '''A Refundação''' ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:JMC.jpg|miniaturadaimagem|José Monteiro da Costa, responsável pelo renascimento do Clube]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Doze anos depois, em 1906, José Monteiro da Costa regressou de Inglaterra, fascinado pelo mesmo desporto que encantara o seu amigo há mais de uma década e resolveu criar uma equipa de futebol, sob o nome &amp;quot;Grupo do Destino&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entretanto, José conversou com Nicolau d'Almeida sobre o projeto que iniciara em 1893. José não hesitou e extingue o Destino, refundando assim o FC Porto e instalando a primeira sede do clube nas instalações do recém-extinto Destino. A nova fundação ocorre no dia 2 de agosto de 1906, assumindo desde logo uma faceta de clube eclético, no qual se começaram a praticar também diversas outras modalidades. José decidiu o azul e branco como as cores do clube e manteve o nome do mesmo. Para além disso, foi desenhado o primeiro emblema do clube, que consistiu numa bola de metal azul com as iniciais &amp;quot;FCP&amp;quot;. Entretanto, é alugado à Companhia Hortícola Portuense o primeiro campo do clube, o Campo da Rainha, que fora simultaneamente o primeiro relvado de Portugal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
José Monteiro da Costa escolheu pintar o FC Porto de azul e branco, então as cores da bandeira nacional, e aprovou o primeiro emblema: uma bola de futebol azul, com as iniciais FCP em branco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== '''Divergências sobre o ano de fundação ''' === &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Até ao ano de 1988 era oficial a data de fundação do FC Porto como tendo sido a 2 de agosto de 1906, por iniciativa de José Monteiro da Costa. A 26 de fevereiro de 1988, realizou-se mais uma Assembleia Geral Ordinária, que tinha como principal ponto agendado a apreciação e votação do Relatório e Contas da Direção e Parecer do Conselho Fiscal referente à anuidade de 1987. Após várias intervenções de apoio ao presidente em funções, Jorge Nuno Pinto da Costa, o sócio Custódio Castro, encarregado da comissão nomeada para apreciar a problemática da fundação do clube, dissecou a questão, tendo decidido que &amp;quot;o FC Porto foi fundado em 1906 embora a semente tenha sido lançada em 1893&amp;quot;.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Foi, no entanto, a apresentação de Rui Guedes, autor da &amp;quot;Fotobiografia do FC Porto&amp;quot; quem haveria de dominar a noite, apresentando dois recortes de jornais da década de 90 do século XIX que, a seu entender, corroboraram a sua teoria de fundação do clube. Tendo sido apresentada e votada por ampla maioria a sua proposta de alteração dos estatutos, a redação do artigo primeiro passou a referir que o FC Porto, pessoa coletiva e de utilidade pública, foi fundado em 28 de setembro de 1893, tendo iniciado imediatamente a sua atividade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durante a vida do Futebol Clube do Porto existiram múltiplas atividades dos seus aniversários e comemorações centradas na sua data de fundação de 2 de agosto de 1906. Ao completar 50 anos de atividade, em 1956, foi uma vez mais campeão nacional, um objetivo que perseguia há 16 anos, tendo constituído ainda maior júbilo. Na obra &amp;quot;História do F.C. Porto&amp;quot; publicada por António Rodrigues Teles nesse mesmo ano comemorativo, na sua página 68 entre os 100 primeiros sócios do clube não consta António Nicolau d'Almeida. Uma das mais ativas diligências para a angariação de sócios realizou-se com as festividades do 70º aniversário do clube, entre agosto e novembro de 1976, com a Campanha dos 70.000 sócios. No final da década seguinte, festejando o 80º aniversário, a Companhia Seiva Trupe criou uma atraente obra intitulada &amp;quot;Um cálice de Porto: 1906-1986, 80 anos do Futebol Clube do Porto&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==='''Primeiros títulos nacionais e períodos de menor fulgor (1922–1981)'''===&lt;br /&gt;
Em junho de 1922, arranca a primeira edição do Campeonato de Portugal, primeira prova nacional oficial, criada pela União Portuguesa de Futebol, antecessora da Federação Portuguesa de Futebol, com o objetivo de juntar os campeões regionais de Lisboa e Porto. É o FC Porto quem leva a melhor na primeira edição, ganhando ao Sporting por 3–1, na finalíssima, a 18 de junho, e tornando-se no primeiro campeão português de futebol. Nesse mesmo ano, o futebolista &amp;quot;Simplício&amp;quot;, que fora também artista gráfico, conjugou o antigo símbolo do FC Porto com as armas da cidade do Porto, dando origem ao atual emblema do clube.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dois anos depois, na primeira prova de sempre nas piscinas do FC Porto, Luíz Canto Moniz ganha os 200 metros livres do campeonato nacional de natação, iniciando-se no mesmo ano a prática do hóquei em patins. Na modalidade de futebol, dias depois da derrota do FC Porto contra o Deportivo por 7–3, já na época seguinte a 15 de julho de 1925, Velez Carneiro, então jogador portista, é assassinado com quatro tiros pelo escriturário Carmindo Duarte, tendo a sua homenagem sido feita por Coelho da Costa, jogador que marcou o golo que valeu o título de campeão nacional de futebol. A 1926, inicia-se o basquetebol, por iniciativa de três jogadores, e três anos depois o clube estreia-se no hóquei em campo, a 20 de outubro de 1929.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O FC Porto conseguia tanto público que o Campo da Constituição começou a ficar pequeno. Por isso em 1933, foi proposta em Assembleia Geral a aquisição de terrenos para a construção de um novo estádio, o futuro Estádio das Antas. Enquanto não estava disponível, o clube jogava não só na Constituição, mas também em outros campos emprestados, de vez em quando, como o Campo do Ameal ou o Estádio do Lima.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1934–35, arranca a primeira edição do Campeonato Nacional da Primeira Divisão, ou simplesmente da Primeira Divisão, estimulada pela necessidade de se estabelecer uma estrutura futebolística mais forte no país, tendo essa ideia surgido após Portugal ter perdido com a Espanha por 9–0, na eliminatória de acesso ao Mundial de 1934. É o FC Porto quem a vence, com dois pontos de avanço sobre o segundo classificado, o Sporting, sob a gerência do húngaro Joseph Szabo. Contudo, o FC Porto só volta a ser campeão nacional quatro anos depois, em 1938–39, no mesmo ano em que o Campo da Constituição aumenta a lotação para 20 mil lugares. Foi por pouco que o FC Porto não garantiu a descida à Segunda Divisão na temporada seguinte, pois a equipa futebolística acabou o campeonato regional na terceira posição nesse mesmo ano, lugar que não dava acesso à Primeira Divisão. Mas devido ao alargamento de clubes do principal escalão, o clube manteve-se na mais alta competição de futebol e curiosamente foi bicampeão pela primeira vez na sua história, em 1939–40. O mesmo aconteceu em 1941–42, quando o FC Porto voltou a ficar num lugar do campeonato regional que não dava acesso à Primeira Divisão, mas graças a um novo alargamento efetuado pela Federação, o FC Porto manteve-se novamente na Primeira Liga.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Logo na temporada seguinte, em 1942–43, o clube conseguiu um humilhante sétimo lugar no campeonato, pior da história até aquela altura. Os 12–2 sofridos pelo Benfica para o campeonato no dia 7 de fevereiro de 1943, e a eliminação na Taça de Portugal, sucessora do Campeonato de Portugal, pelo Vitória de Setúbal por 7–0, reforçaram ainda mais a fraca época dirigida pelo técnico húngaro Lipo Herczka. Apesar disso, o clube é hexacampeão nacional de andebol na temporada seguinte, e o número de sócios dos dragões aumenta, passando dos 1800 sócios para 4 mil.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1948, Fernando Moreira vence a 13ª edição da Volta a Portugal em bicicleta, e em 1952 o clube vence pela primeira vez o campeonato de basquetebol. Ainda no mesmo ano, desta vez na modalidade de futebol, o FC Porto venceu o poderoso Arsenal num amigável, considerado a melhor equipa do mundo na altura, por 3–2. Para compensar o feito, um grupo de seis sócios lançou uma campanha para a compra de uma taça: a &amp;quot;Taça Arsenal&amp;quot;, a maior taça do mundo, tendo custado duzentos contos e pesando cerca de 250 quilos, repartidos por 130 quilos de prata, os restantes num relicário com quase três metros de altura.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Depois das obras terem começado em inícios de 1951, o &amp;quot;Estádio do Futebol Clube do Porto&amp;quot; é inaugurado em 28 de maio de 1952, mas ficou para a história como Estádio das Antas. Na inauguração, os dragões perdem por uns incríveis 8–2 contra o convidado Benfica. Apesar de tudo, o clube chega à sua primeira final da Taça de Portugal na época seguinte, mas é novamente vencido pelo mesmo Benfica por 5–0. Estes episódios dramáticos chegaram ao fim em 1955–56, quando o clube portuense venceu a primeira dobradinha de futebol da sua história, ganhando ao Torreense na final da Taça por 2–0, e terminando em igualdade pontual com o Benfica no campeonato, que só deu o título de campeão por ter perdido 3–0 nas Antas e empatado em casa 1–1,campeonato esse que foi ganho quinze épocas depois. Com efeito, o clube participa pela primeira vez em competições europeias na época seguinte, mas o sonho de seguir longe terminou rapidamente após a eliminação contra o Atlético de Bilbao na 1ª eliminatória da Taça dos Clubes Campeões Europeus (derrota por 2–1 em casa na primeira mão e por 3–2 fora no segundo jogo).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nas épocas posteriores, entraram para o palmarés do clube duas Taças de Portugal de futebol, em 1958 e em 1968, um campeonato da mesma modalidade em 1959, quatro títulos consecutivos de Volta a Portugal em bicicleta em 1963 e o primeiro título de campeão nacional de voleibol em 1965. No futebol, o cenário inverteu-se quando o FC Porto termina a liga em nono lugar em 1969–70, pior da história, e é eliminado tanto na Taça de Portugal pelo Tirsense, como na Taça das Cidades com Feiras pelos ingleses do Newcastle. O número de sócios aumenta para cerca de 41 mil em 1971, e no bilhar o clube obtém o terceiro lugar no campeonato europeu em 1972, melhor classificação da história por um equipa portuguesa. Entretanto, Pavão, antigo futebolista do clube, falece no dia 16 de dezembro de 1973 devido a um ataque cardíaco, durante um jogo em casa para o campeonato. Em 1977, o regresso de José Maria Pedroto, que fora jogador do clube por largas épocas, e a entrada de Jorge Nuno Pinto da Costa para diretor do departamento de futebol acaba com o jejum de títulos no futebol, com a conquista da Taça de Portugal frente ao Braga, e a promessa de uma estrutura mais forte no clube. Em 1977–78, 19 anos depois do último título de campeão nacional de futebol, os dragões voltam a conquistá-lo, mas perdem a final na Taça de Portugal frente ao Sporting, na finalíssima.] Na época seguinte: mais uma vez campeão nacional de futebol, e vários títulos nas modalidades, nomeadamente a Taça de Portugal em basquetebol, o campeonato nacional de ciclismo em equipas, a Taça de Portugal de andebol e o campeonato nacional de corta-mato, graças a Aurora Cunha. A 18 de novembro de 1981, o clube foi feito Membro Honorário da Ordem do Infante D. Henrique.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==='''Entrada de Pinto da Costa (1982–1999)'''===&lt;br /&gt;
A 17 de abril de 1982, Jorge Nuno Pinto da Costa é eleito presidente do FC Porto, começando o clube a ganhar terreno ao longo dos anos sobre os rivais de Lisboa em qualquer modalidade. A conquista da Taça das Taças em hóquei em patins na mesma época, frente ao Sporting—naquele que foi o primeiro título internacional do clube—, e a reconquista na época seguinte, frente ao Benfica, foi prova disso mesmo. Em 1982–83, Pedroto regressa, mas não consegue nenhum título na temporada, acabando no segundo lugar do campeonato e perdendo a final da Taça de Portugal diante do Benfica por 1–0 nas Antas. Em 1983–84, na última temporada de Pedroto, que entretanto cedeu o lugar a António Morais por causa de uma doença, o clube acaba a época com a Taça de Portugal no museu, ganha ao Rio Ave por 4–1, e a Supertaça, ganha ao Benfica na segunda mão por 2–1 na Luz, depois dum empate a zero em casa. Para além disso, o FC Porto chegou à primeira final europeia, a Taça das Taças, perdido para a Juventus por 2–1, com uma arbitragem tendenciosa para o lado dos italianos. Na época seguinte, o clube é finalmente campeão graças ao treinador Artur Jorge, vencendo também a Supertaça ao Benfica. Relativamente ao atletismo, Aurora Cunha bateu dois recordes nacionais e sagrou-se campeã mundial dos 10 km de estrada. A equipa de hóquei em patins vence novamente uma competição internacional em 1985–86, a Liga Europeia, numa época em que o FC Porto volta a ser campeão nacional em futebol e Aurora Cunha volta a vencer o Campeonato Mundial dos 15 e dos 10 quilómetros.Entretanto, a 9 de dezembro de 1986, é criada a secção de Desporto Adaptado do clube.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 27 de maio de 1987, na época de 1986–87, o clube finalmente consegue ganhar uma competição europeia no futebol, tendo ganho brilhantemente o favorito Bayern de Munique por 2–1 na final da Taça dos Campeões Europeus de 1986–87. Conquistada no Estádio Prater, em Viena, a equipa portuguesa esteve a perder até aos 78 minutos por 1–0, minuto em que Rabah Madjer se inspira, marca o famoso golo de calcanhar e empata a partida. Poucos minutos a seguir, Juary marca o golo da vitória do terceiro título da Taça dos Campeões Europeus em Portugal. O FC Porto nessa época foi ainda campeão da Supertaça, ganha novamente ao Benfica (1–1 em casa na primeira mão e 4–2 fora no segundo jogo), apesar de ter ficado em segundo lugar e de ter sido eliminado na Taça de Portugal frente ao Sporting.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com a saída de Artur Jorge na época seguinte, Tomislav Ivić assumiu o cargo mas nem por isso quebrou a série vitoriosa internacional—dois títulos internacionais, somando aos dois internos. Entre eles, a primeira Taça Intercontinental do clube e de Portugal, ganha na neve ao Peñarol por 2–1, e a primeira Supertaça Europeia do clube e novamente de Portugal, ganha ao Ajax (1–0 em ambas as mãos). O FC Porto foi ainda campeão nacional a quinze pontos do Benfica, segundo classificado, e vencedor da Taça de Portugal, tendo ganho ao Vitória de Guimarães por 1–0. A 3 de março de 1988, o clube foi feito Membro Honorário da Ordem do Mérito. Mais tarde, em 1989–90, a equipa de hóquei em patins volta a vencer a Liga Europeia, e quatro anos depois conquista pela primeira vez a Taça CERS, o que voltaria a acontecer em 1996. E foi na mesma época que o FC Porto gelou o Estádio da Luz na Supertaça de futebol, com a goleada de 5–0 ao seu maior rival, a sua maior vitória na casa do Benfica, num ano em que venceu o campeonato de futebol pela terceira vez consecutiva. Em 1998–99, o clube consegue vencer o campeonato nacional da mesma modalidade, o quinto consecutivo, um feito inédito e ultrapassado pelo Sporting que detinha o recorde de quatro campeonatos seguidos, alcançado nos anos 50. Apesar de ter sido eliminado na Taça de Portugal pelo Torreense nas Antas, a Supertaça não escapou e é vencida ao Braga.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==='''Novas conquistas internacionais (2000–)'''===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O &amp;quot;onze&amp;quot; que derrotou o Mónaco na final da Liga dos Campeões por 3–0.&lt;br /&gt;
Este novo século começou com um segundo lugar no campeonato de futebol, atrás do Boavista, por obra de Fernando Santos que foi depois despedido nessa época devido à falha do objetivo principal dois anos consecutivos. Apesar disso, o FC Porto não deixou de vencer títulos e conquistou a Taça de Portugal frente ao Marítimo. Na época seguinte, valeu a Octávio Machado e a José Mourinho um terceiro lugar no campeonato. No entanto, a Supertaça entrou novamente no palmarés portista, conquistada frente ao Boavista.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 16 de novembro de 2003, o Estádio do Dragão, com capacidade para cerca de 50 mil espetadores, foi inaugurado, mas só começou a ser jogado mais tarde devido a problemas relacionados com a relva. A inauguração ficou marcada pela estreia de Lionel Messi no Barcelona, clube convidado para a inauguração e derrotado por 2–0, com golos de Derlei e Hugo Almeida. Já no ano anterior, havia sido inaugurado outro complexo, a 5 de agosto de 2002: o Centro de Treinos e Formação Desportiva PortoGaia, destinado para os treinos da equipa e construído em Vila Nova de Gaia, composto por um miniestádio com capacidade para três mil pessoas, três campos de relva natural e um campo de relva sintética, entre outras instalações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira época de glória chegou na segunda época de José Mourinho, em 2002–03, com a conquista da primeira Taça UEFA do clube e de Portugal, tendo eliminado pelo caminho nomes ilustres como o Panathinaikos (perdendo a primeira mão por 1–0 em casa, e ganhando fora 2–0, nos quartos de final), a Società Sportiva Lazio (vitória por 4–1 em casa e 0–0 fora, nas meias-finais), e finalmente o Celtic, na final por 3–2, já no prolongamento. Para além disto, Mourinho ganhou também a Taça de Portugal, frente à &amp;quot;sua&amp;quot; União de Leiria, por 1–0, e o campeonato.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar de ter conquistado três títulos, Mourinho atingiu apenas o apogeu da sua carreira no clube no ano seguinte, quando o FC Porto venceu o Mónaco na final da Liga dos Campeões por 3–0, com golos de Carlos Alberto, Deco e Alenichev. Entre as suas vítimas, destacaram-se o Manchester United, que perdeu fora por 2–1 e empatou em casa 1–1, com um golo de Costinha aos 90 minutos que garantiu a passagem aos oitavos de final; o Lyon, que perdeu no Dragão por 2–0 e empatou em casa 2–2; e o Deportivo da Corunha, que, apesar de ter empatado fora, perdeu em casa por 1–0, permitindo à equipa portuguesa passar para a final. Voltou a vencer a Supertaça diante do Leiria, nessa mesma época, e na época seguinte, sob o comando de Víctor Fernández, o FC Porto derrotou o Once Caldas nos penaltis para vencer a segunda Taça Intercontinental, a última disputada. A Supertaça Europeia voltou a escapar, perdendo pela segunda vez consecutiva diante do Valência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 2008–09, o FC Porto sagrou-se tetracampeão nacional de futebol e ganhou a Taça de Portugal—sexta dobradinha da história—, por obra e graça de Jesualdo Ferreira (com a ajuda de Co Adriaanse, que venceu o campeonato em 2005–06). Os dragões atingiram ainda os quartos de final da Liga dos Campeões (depois de eliminarem o Atlético de Madrid nos oitavos), tendo sido eliminados graças a um golo de Cristiano Ronaldo na segunda mão, no Dragão, que valeu a passagem do Manchester United à fase seguinte, depois de ter empatado por 2–2 em casa dos red devils. Entretanto, com uma capacidade de 2 179 lugares, o Dragão Caixa, palco das modalidades de hóquei em patins, basquetebol e andebol, é inaugurado no dia 23 de abril de 2009, substituindo assim o antigo Pavilhão Américo de Sá.[&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Depois da época de 2009–10, com apenas dois títulos e um terceiro lugar no campeonato, sob o comando do mesmo Jesualdo Ferreira, André Villas-Boas entra no comando técnico e vence brilhantemente quatro títulos em 2010–11. Um deles internacional, a nova Liga Europa, vencida na final ao Braga por 1–0, com um golo aos 44 minutos do melhor marcador da competição Radamel Falcao, naquela que foi a primeira final entre clubes portugueses numa prova europeia. Entre os adversário eliminados, destacam-se o Villarreal, que foi goleado na primeira mão das meias-finais por 5–1, antes de ter ganho 3–2 em casa na segunda mão; o Spartak de Moscovo, que foi goleado em ambas as mãos, na primeira por 5–1, em casa, e na segunda por 5–2, fora; o CSKA de Moscovo nos oitavos de final e o Sevilha nos dezasseis avos de final. Para além do campeonato (invicto, com 21 pontos de avanço sobre o segundo classificado, o Benfica), da Taça de Portugal (6–2 ao Guimarães na final) e da Supertaça (2–0 ao Benfica), o FC Porto ainda passou a ser a equipa com mais títulos no futebol, com 69 títulos, ultrapassada ao Benfica que tinha na altura 68. Ainda nessa época, os juniores de futebol conquistaram pela primeira vez um título oficial de dimensão internacional para os escalões de formação do clube: o Blue Stars/FIFA Youth Cup. Duas épocas depois, em 2012–13, o FC Porto volta a ser campeão invicto, desta vez sob o comando de Vítor Pereira. Ainda no mesmo ano de 2013, é inaugurado o Museu do FC Porto by BMG.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &amp;lt;big&amp;gt;Recintos&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Campo_do_Prado|Campo do Prado]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Campo_da_Rua_da_Rainha|Campo da Rua da Rainha]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Campo_da_Constituicao|Campo da Constituição]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Estadio_do_Lima|Estádio do Lima]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Campo_do_Ameal|Campo do Ameal]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Estadio_das_Antas|Estádio das Antas]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Estadio_do_Dragao|Estádio do Dragão]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Do Campo do Prado ao Estádio do Dragão===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O primeiro campo utilizado pelo FC Porto para a modalidade do futebol foi o [[Campo_do_Prado|Campo do Prado]], em Matosinhos, onde iniciou os seus primeiros treinos no inicío de outubro de 1893. Mais tarde em 1906, é alugado à Companhia Hortícola Portuense o [[Campo_da_Rua_da_Rainha|Campo da Rua da Rainha]], que fora entretanto um terreno não cultivado. Era um pequeno campo de trinta por cinquenta metros, o primeiro relvado de Portugal. No mesmo ano foram transferidos os viveiros de plantas para outro local, permitindo ao clube criar um campo com as medidas oficiais, rodeado de bancos para 600 pessoas e ainda uma pista de atletismo, balneários e um bar. O aluguer anual era de 20.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para além de tanta assistência que a equipa trazia ao recinto, no final de 1911, o FC Porto foi informado da gradual desocupação do Campo da Rainha para a construção de uma fábrica, que iria ser construído no relvado. Portanto em julho de 1912, uma assembleia geral aprova um novo terreno, o [[Campo_da_Constituicao|Campo da Constituição]], na Rua da Constituição, alugado por 350 escudos anuais e também subalugado por outras três equipas. Para comemorar a nova casa, os ingleses do Oporto Cricket Lawn-Tennis Club organizaram uma partida, do qual saíram vencedores por 5–2. Em agosto do mesmo ano, juntamente com o Leixões, o FC Porto cria a Associação de Futebol do Porto, tendo começado na época seguinte o Campeonato do Porto. Na primeira edição da prova, acabou em segundo lugar, ficando atrás do Boavista, tendo ganho na seguinte temporada, numa competição em que viria a ganhar 30 edições, 21 delas consecutivas, entre 1915 e 1947. A outra modalidade do clube, pesos e halteres, destacar-se-ia na seguinte época de 1915–16, com o duplo campeonato nacional alcançado por Carlos Oliveira. A época posterior foi também de grande interesse, devido à inauguração do campo de ténis, substituindo o rinque de patinagem, que serviu para mostrar os troféus e taças conquistados pelo clube. O FC Porto, no entanto, em 1917–18, perde o título para o Salgueiros depois de três temporadas consecutivas a vencê-la, sendo que os motivos prenderam-se no facto de mais de metade dos jogadores estarem a lutar na I Guerra Mundial. Morreu um jogador, Vidal Pinheiro. Na temporada 1920–21, o clube tenta a compra do Campo Nova Sintra, mas desiste da ideia devido ao alto valor do terreno, que custaria 800 contos, continuando o Campo da Constituição como casa do clube.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mais tarde, para mostrar as taças conquistadas do clube, o FC Porto inaugura o campo de ténis em 1917, substituindo assim o antigo rinque de patinagem. Em 1920, o clube adquire o Campo da Constituição, na sequência do arrendamento por dez anos (400 escudos nos primeiros cinco anos e 450 nos restantes cinco). A comemoração foi feita através de um torneio amigável triangular, do qual saiu vencedor. Na temporada 1920–21, o clube tenta a compra do Campo Nova Sintra, mas desiste da ideia devido ao alto valor do terreno, continuando o Campo da Constituição como casa do clube. Na época 1928–29 é renovado o contrato de arrendamento do Campo da Constituição, com uma renda anual de 12 mil escudos, pagos em duas prestações de 6 mil escudos. Em 1938–39, o campo aumenta a lotação para 20 mil pessoas, o que implicou num aumento das receitas de bilheteira. O atual campo começou a ficar pequeno, por isso em 1933 foi proposta numa assembleia geral a aquisição de novos terrenos para um novo estádio, o [[Estadio_das_Antas|Estádio das Antas]]. Enquanto a nova casa não estava disponível, o FC Porto jogava de vez em quando noutros campos emprestados, como o [[Estadio_do_Lima|Estádio do Lima]] ou o [[Campo_do_Ameal|Campo do Ameal]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira pedra foi lançada a dezembro de 1949, mas a obra só começou um mês depois. José Bacelar, sócio número um do clube, pagou o salário do primeiro dia de trabalho a todos os operários. A inauguração acontece finalmente no dia 28 de maio de 1952, oficialmente denominado como &amp;quot;Estádio do Futebol Clube do Porto&amp;quot;, onde esteve presente o general Craveiro Lopes, então presidente da República Portuguesa. O Benfica foi a equipa convidada para a inauguração, e com toda a frieza, o clube de Lisboa goleou o FC Porto por 8–2. Em 1962–63 é inaugurada o sistema elétrico das Antas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao longo do século o recinto foi ficando maior, devido à inclusão do Pavilhão Américo de Sá, para as modalidade de basquetebol, andebol e hóquei em patins, da piscina coberta, três campos relvados de treino, a Loja Azul, o Bingo, a Sala-Museu e a Torre das Antas. Além disso, sofreu um rebaixamento que permitiu aumentar a lotação para noventa mil lugares em 1986, o que levou a ser um dos estádios eleitos para o Mundial de juniores de 1991. Mas ainda antes, em 1973, o recinto foi palco de um triste falecimento de um jogador portista, Pavão, caído no relvado num jogo do campeonato devido a um ataque cardíaco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 9 de março de 1994, o estádio foi penhorado pelo ministro das finanças, Eduardo Catroga, devido a uma dívida fiscal de cerca de 200 mil contos. O estádio começou por ser demolido em 1 de abril de 2004 e acabou em 28 de junho de 2004, sendo substituído pelo atual [[Estadio_do_Dragao|Estádio do Dragão]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Inaugurado no dia 16 de novembro de 2003, o atual estádio do clube só começou a ser jogado em 2004 devido a problemas relacionados com a relva. A construção do estádio custou 98 milhões de euros, e tem uma capacidade para cerca de 50 mil espetadores. O amigável da inauguração resultou numa vitória de 2–0 contra o Barcelona, onde também se estreou Lionel Messi, então com dezasseis anos. O estádio também foi utilizado para o Euro 2004 e recebeu o jogo de abertura do Euro, em que Portugal perdeu 2–1 com a Grécia. O Dragão tem recebido entretanto várias distinções, entre elas a certificação GreenLight, entregue em 2004 pela Comissão Europeia, e a certificação &amp;quot;Sistema de Gestão Ambiental&amp;quot;, entregue em 2007 pela Associação Portuguesa de Certificação. As instalações do recinto também mereceram o certificado de &amp;quot;Sistema de Gestão de Qualidade&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Outros recintos e infraestruturas===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O FC Porto, para além destes recintos, possui também o Dragão Caixa: o pavilhão para as modalidades de hóquei em patins, basquetebol e andebol, inaugurado no dia 23 de abril de 2009 com uma capacidade para 2 179 espetadores; e um centro de treinos alugado para a modalidade de futebol, de nome Centro de Treinos e Formação Desportiva PortoGaia, inaugurado em 5 de agosto de 2002 em Vila Nova de Gaia e cedido pela Câmara Municipal de Gaia por um período de 50 anos. Para além destes centros desportivos, o clube possui também um museu: o chamado Museu do FC Porto by BMG, inaugurado no dia 28 de setembro de 2013. Contudo, o museu só abriu oficialmente ao público no dia 26 de outubro do mesmo ano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Emblema ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1906, é criado o primeiro emblema do clube, que consistia numa bola de futebol azul com as iniciais &amp;quot;FCP&amp;quot;. Mais tarde, na Assembleia Geral de 26 de outubro de 1922, é aprovado o novo símbolo do FC Porto, desenhado pelo artista gráfico e também jogador do clube, Augusto Baptista Ferreira, mais conhecido por &amp;quot;Simplício&amp;quot;. Este novo logótipo representa uma simbiose do antigo emblema com as armas da cidade do Porto. A bola azul representa a modalidade mais antiga do clube. D. Maria II atribiu armas à cidade do Porto em janeiro de 1837: um escudo esquartejado com as armas reais (sete castelos e cinco quinas) no primeiro e quarto quartéis, e as mais antigas armas da cidade do Porto. No segundo e terceito quartéis, um coração, que representa o legado que D. Pedro IV deixou à cidade. Daí a presença das armas no logótipo do clube. O Colar e Grã-Cruz, da Antiga e Muito Nobre Ordem da Torre e espada de Valor Lealdade e Mérito, do qual pende a respetiva medalha, encontram-se presenciados à volta das Armas. Por fim, a Coroa Ducal e o dragão negro do poder, eram pertencentes às antigas armas dos Senhores Reis destes Reinos, em cujo pescoço está uma fita com a palavra Invicta, nome que D. Maria II atribuiu ao Porto&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:FC Porto.png|miniaturadaimagem|Emblema 1906]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:FC Porto emblema.png|miniaturadaimagem]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Fil</name></author>
		
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		<summary type="html">&lt;p&gt;Fil: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== &amp;lt;big&amp;gt;História&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===  '''A Fundação e os primeiros anos''' ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Antonio Nicolau d'Almeida.jpg|miniaturadaimagem|António Nicolau d'Almeida, fundador do FC Porto]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 28 de setembro de 1893 no dia do aniversário do rei D. Carlos e da rainha D. Amélia, o Foot-Ball Club do Porto é fundado, por obra e graça do jovem de 20 anos António Nicolau d'Almeida, um comerciante do vinho do Porto que descobriu o futebol nas suas viagens a Inglaterra. O FC Porto inicia então os seus primeiros treinos no Campo do Prado, em Matosinhos, e no dia 8 de outubro disputa o primeiro jogo da história do clube, contra o Clube de Aveiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 25 de outubro de 1893, Nicolau d'Almeida convida o Club Lisbonense para uma partida de futebol, que decorreria no dia 2 de novembro. O Diário Ilustrado, com sede em Lisboa, é quem noticia o convite, e até a resposta do Club Lisbonense. Guilherme Pinto Basto, o então presidente do Club Lisbonense, aceitara então o convite mas não no dia previsto. A data escolhida foi o dia 2 de março do ano seguinte e para além disso, Pinto Basto conseguiu convencer D. Carlos a patrocinar o jogo, oferecendo também uma taça por parte do rei. O nome escolhido foi Taça D. Carlos I, ou ainda Cup d'El Rey. Jogado no Campo Alegre, no Porto, também chamado Campo dos Ingleses, casa do Oporto Cricket and Lawn-Tennis Club, o jogo acaba com uma derrota do FC Porto, por 1–0.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1896, António Nicolau d'Almeida casa-se com Hilda Rumsey e esta pede-lhe para se afastar do futebol, que considerava uma modalidade demasiado violenta. António aceita o seu pedido e afasta-se do clube que entrou num período de letargia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== '''A Refundação''' ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:JMC.jpg|miniaturadaimagem|José Monteiro da Costa, responsável pelo renascimento do Clube]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Doze anos depois, em 1906, José Monteiro da Costa regressou de Inglaterra, fascinado pelo mesmo desporto que encantara o seu amigo há mais de uma década e resolveu criar uma equipa de futebol, sob o nome &amp;quot;Grupo do Destino&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entretanto, José conversou com Nicolau d'Almeida sobre o projeto que iniciara em 1893. José não hesitou e extingue o Destino, refundando assim o FC Porto e instalando a primeira sede do clube nas instalações do recém-extinto Destino. A nova fundação ocorre no dia 2 de agosto de 1906, assumindo desde logo uma faceta de clube eclético, no qual se começaram a praticar também diversas outras modalidades. José decidiu o azul e branco como as cores do clube e manteve o nome do mesmo. Para além disso, foi desenhado o primeiro emblema do clube, que consistiu numa bola de metal azul com as iniciais &amp;quot;FCP&amp;quot;. Entretanto, é alugado à Companhia Hortícola Portuense o primeiro campo do clube, o Campo da Rainha, que fora simultaneamente o primeiro relvado de Portugal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
José Monteiro da Costa escolheu pintar o FC Porto de azul e branco, então as cores da bandeira nacional, e aprovou o primeiro emblema: uma bola de futebol azul, com as iniciais FCP em branco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== '''Divergências sobre o ano de fundação ''' === &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Até ao ano de 1988 era oficial a data de fundação do FC Porto como tendo sido a 2 de agosto de 1906, por iniciativa de José Monteiro da Costa. A 26 de fevereiro de 1988, realizou-se mais uma Assembleia Geral Ordinária, que tinha como principal ponto agendado a apreciação e votação do Relatório e Contas da Direção e Parecer do Conselho Fiscal referente à anuidade de 1987. Após várias intervenções de apoio ao presidente em funções, Jorge Nuno Pinto da Costa, o sócio Custódio Castro, encarregado da comissão nomeada para apreciar a problemática da fundação do clube, dissecou a questão, tendo decidido que &amp;quot;o FC Porto foi fundado em 1906 embora a semente tenha sido lançada em 1893&amp;quot;.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Foi, no entanto, a apresentação de Rui Guedes, autor da &amp;quot;Fotobiografia do FC Porto&amp;quot; quem haveria de dominar a noite, apresentando dois recortes de jornais da década de 90 do século XIX que, a seu entender, corroboraram a sua teoria de fundação do clube. Tendo sido apresentada e votada por ampla maioria a sua proposta de alteração dos estatutos, a redação do artigo primeiro passou a referir que o FC Porto, pessoa coletiva e de utilidade pública, foi fundado em 28 de setembro de 1893, tendo iniciado imediatamente a sua atividade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durante a vida do Futebol Clube do Porto existiram múltiplas atividades dos seus aniversários e comemorações centradas na sua data de fundação de 2 de agosto de 1906. Ao completar 50 anos de atividade, em 1956, foi uma vez mais campeão nacional, um objetivo que perseguia há 16 anos, tendo constituído ainda maior júbilo. Na obra &amp;quot;História do F.C. Porto&amp;quot; publicada por António Rodrigues Teles nesse mesmo ano comemorativo, na sua página 68 entre os 100 primeiros sócios do clube não consta António Nicolau d'Almeida. Uma das mais ativas diligências para a angariação de sócios realizou-se com as festividades do 70º aniversário do clube, entre agosto e novembro de 1976, com a Campanha dos 70.000 sócios. No final da década seguinte, festejando o 80º aniversário, a Companhia Seiva Trupe criou uma atraente obra intitulada &amp;quot;Um cálice de Porto: 1906-1986, 80 anos do Futebol Clube do Porto&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==='''Primeiros títulos nacionais e períodos de menor fulgor (1922–1981)'''===&lt;br /&gt;
Em junho de 1922, arranca a primeira edição do Campeonato de Portugal, primeira prova nacional oficial, criada pela União Portuguesa de Futebol, antecessora da Federação Portuguesa de Futebol, com o objetivo de juntar os campeões regionais de Lisboa e Porto. É o FC Porto quem leva a melhor na primeira edição, ganhando ao Sporting por 3–1, na finalíssima, a 18 de junho, e tornando-se no primeiro campeão português de futebol. Nesse mesmo ano, o futebolista &amp;quot;Simplício&amp;quot;, que fora também artista gráfico, conjugou o antigo símbolo do FC Porto com as armas da cidade do Porto, dando origem ao atual emblema do clube.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dois anos depois, na primeira prova de sempre nas piscinas do FC Porto, Luíz Canto Moniz ganha os 200 metros livres do campeonato nacional de natação, iniciando-se no mesmo ano a prática do hóquei em patins. Na modalidade de futebol, dias depois da derrota do FC Porto contra o Deportivo por 7–3, já na época seguinte a 15 de julho de 1925, Velez Carneiro, então jogador portista, é assassinado com quatro tiros pelo escriturário Carmindo Duarte, tendo a sua homenagem sido feita por Coelho da Costa, jogador que marcou o golo que valeu o título de campeão nacional de futebol. A 1926, inicia-se o basquetebol, por iniciativa de três jogadores, e três anos depois o clube estreia-se no hóquei em campo, a 20 de outubro de 1929.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O FC Porto conseguia tanto público que o Campo da Constituição começou a ficar pequeno. Por isso em 1933, foi proposta em Assembleia Geral a aquisição de terrenos para a construção de um novo estádio, o futuro Estádio das Antas. Enquanto não estava disponível, o clube jogava não só na Constituição, mas também em outros campos emprestados, de vez em quando, como o Campo do Ameal ou o Estádio do Lima.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1934–35, arranca a primeira edição do Campeonato Nacional da Primeira Divisão, ou simplesmente da Primeira Divisão, estimulada pela necessidade de se estabelecer uma estrutura futebolística mais forte no país, tendo essa ideia surgido após Portugal ter perdido com a Espanha por 9–0, na eliminatória de acesso ao Mundial de 1934. É o FC Porto quem a vence, com dois pontos de avanço sobre o segundo classificado, o Sporting, sob a gerência do húngaro Joseph Szabo. Contudo, o FC Porto só volta a ser campeão nacional quatro anos depois, em 1938–39, no mesmo ano em que o Campo da Constituição aumenta a lotação para 20 mil lugares. Foi por pouco que o FC Porto não garantiu a descida à Segunda Divisão na temporada seguinte, pois a equipa futebolística acabou o campeonato regional na terceira posição nesse mesmo ano, lugar que não dava acesso à Primeira Divisão. Mas devido ao alargamento de clubes do principal escalão, o clube manteve-se na mais alta competição de futebol e curiosamente foi bicampeão pela primeira vez na sua história, em 1939–40. O mesmo aconteceu em 1941–42, quando o FC Porto voltou a ficar num lugar do campeonato regional que não dava acesso à Primeira Divisão, mas graças a um novo alargamento efetuado pela Federação, o FC Porto manteve-se novamente na Primeira Liga.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Logo na temporada seguinte, em 1942–43, o clube conseguiu um humilhante sétimo lugar no campeonato, pior da história até aquela altura. Os 12–2 sofridos pelo Benfica para o campeonato no dia 7 de fevereiro de 1943, e a eliminação na Taça de Portugal, sucessora do Campeonato de Portugal, pelo Vitória de Setúbal por 7–0, reforçaram ainda mais a fraca época dirigida pelo técnico húngaro Lipo Herczka. Apesar disso, o clube é hexacampeão nacional de andebol na temporada seguinte, e o número de sócios dos dragões aumenta, passando dos 1800 sócios para 4 mil.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1948, Fernando Moreira vence a 13ª edição da Volta a Portugal em bicicleta, e em 1952 o clube vence pela primeira vez o campeonato de basquetebol. Ainda no mesmo ano, desta vez na modalidade de futebol, o FC Porto venceu o poderoso Arsenal num amigável, considerado a melhor equipa do mundo na altura, por 3–2. Para compensar o feito, um grupo de seis sócios lançou uma campanha para a compra de uma taça: a &amp;quot;Taça Arsenal&amp;quot;, a maior taça do mundo, tendo custado duzentos contos e pesando cerca de 250 quilos, repartidos por 130 quilos de prata, os restantes num relicário com quase três metros de altura.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Depois das obras terem começado em inícios de 1951, o &amp;quot;Estádio do Futebol Clube do Porto&amp;quot; é inaugurado em 28 de maio de 1952, mas ficou para a história como Estádio das Antas. Na inauguração, os dragões perdem por uns incríveis 8–2 contra o convidado Benfica. Apesar de tudo, o clube chega à sua primeira final da Taça de Portugal na época seguinte, mas é novamente vencido pelo mesmo Benfica por 5–0. Estes episódios dramáticos chegaram ao fim em 1955–56, quando o clube portuense venceu a primeira dobradinha de futebol da sua história, ganhando ao Torreense na final da Taça por 2–0, e terminando em igualdade pontual com o Benfica no campeonato, que só deu o título de campeão por ter perdido 3–0 nas Antas e empatado em casa 1–1,campeonato esse que foi ganho quinze épocas depois. Com efeito, o clube participa pela primeira vez em competições europeias na época seguinte, mas o sonho de seguir longe terminou rapidamente após a eliminação contra o Atlético de Bilbao na 1ª eliminatória da Taça dos Clubes Campeões Europeus (derrota por 2–1 em casa na primeira mão e por 3–2 fora no segundo jogo).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nas épocas posteriores, entraram para o palmarés do clube duas Taças de Portugal de futebol, em 1958 e em 1968, um campeonato da mesma modalidade em 1959, quatro títulos consecutivos de Volta a Portugal em bicicleta em 1963 e o primeiro título de campeão nacional de voleibol em 1965. No futebol, o cenário inverteu-se quando o FC Porto termina a liga em nono lugar em 1969–70, pior da história, e é eliminado tanto na Taça de Portugal pelo Tirsense, como na Taça das Cidades com Feiras pelos ingleses do Newcastle. O número de sócios aumenta para cerca de 41 mil em 1971, e no bilhar o clube obtém o terceiro lugar no campeonato europeu em 1972, melhor classificação da história por um equipa portuguesa. Entretanto, Pavão, antigo futebolista do clube, falece no dia 16 de dezembro de 1973 devido a um ataque cardíaco, durante um jogo em casa para o campeonato. Em 1977, o regresso de José Maria Pedroto, que fora jogador do clube por largas épocas, e a entrada de Jorge Nuno Pinto da Costa para diretor do departamento de futebol acaba com o jejum de títulos no futebol, com a conquista da Taça de Portugal frente ao Braga, e a promessa de uma estrutura mais forte no clube. Em 1977–78, 19 anos depois do último título de campeão nacional de futebol, os dragões voltam a conquistá-lo, mas perdem a final na Taça de Portugal frente ao Sporting, na finalíssima.] Na época seguinte: mais uma vez campeão nacional de futebol, e vários títulos nas modalidades, nomeadamente a Taça de Portugal em basquetebol, o campeonato nacional de ciclismo em equipas, a Taça de Portugal de andebol e o campeonato nacional de corta-mato, graças a Aurora Cunha. A 18 de novembro de 1981, o clube foi feito Membro Honorário da Ordem do Infante D. Henrique.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==='''Entrada de Pinto da Costa (1982–1999)'''===&lt;br /&gt;
A 17 de abril de 1982, Jorge Nuno Pinto da Costa é eleito presidente do FC Porto, começando o clube a ganhar terreno ao longo dos anos sobre os rivais de Lisboa em qualquer modalidade. A conquista da Taça das Taças em hóquei em patins na mesma época, frente ao Sporting—naquele que foi o primeiro título internacional do clube—, e a reconquista na época seguinte, frente ao Benfica, foi prova disso mesmo. Em 1982–83, Pedroto regressa, mas não consegue nenhum título na temporada, acabando no segundo lugar do campeonato e perdendo a final da Taça de Portugal diante do Benfica por 1–0 nas Antas. Em 1983–84, na última temporada de Pedroto, que entretanto cedeu o lugar a António Morais por causa de uma doença, o clube acaba a época com a Taça de Portugal no museu, ganha ao Rio Ave por 4–1, e a Supertaça, ganha ao Benfica na segunda mão por 2–1 na Luz, depois dum empate a zero em casa. Para além disso, o FC Porto chegou à primeira final europeia, a Taça das Taças, perdido para a Juventus por 2–1, com uma arbitragem tendenciosa para o lado dos italianos. Na época seguinte, o clube é finalmente campeão graças ao treinador Artur Jorge, vencendo também a Supertaça ao Benfica. Relativamente ao atletismo, Aurora Cunha bateu dois recordes nacionais e sagrou-se campeã mundial dos 10 km de estrada. A equipa de hóquei em patins vence novamente uma competição internacional em 1985–86, a Liga Europeia, numa época em que o FC Porto volta a ser campeão nacional em futebol e Aurora Cunha volta a vencer o Campeonato Mundial dos 15 e dos 10 quilómetros.Entretanto, a 9 de dezembro de 1986, é criada a secção de Desporto Adaptado do clube.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 27 de maio de 1987, na época de 1986–87, o clube finalmente consegue ganhar uma competição europeia no futebol, tendo ganho brilhantemente o favorito Bayern de Munique por 2–1 na final da Taça dos Campeões Europeus de 1986–87. Conquistada no Estádio Prater, em Viena, a equipa portuguesa esteve a perder até aos 78 minutos por 1–0, minuto em que Rabah Madjer se inspira, marca o famoso golo de calcanhar e empata a partida. Poucos minutos a seguir, Juary marca o golo da vitória do terceiro título da Taça dos Campeões Europeus em Portugal. O FC Porto nessa época foi ainda campeão da Supertaça, ganha novamente ao Benfica (1–1 em casa na primeira mão e 4–2 fora no segundo jogo), apesar de ter ficado em segundo lugar e de ter sido eliminado na Taça de Portugal frente ao Sporting.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com a saída de Artur Jorge na época seguinte, Tomislav Ivić assumiu o cargo mas nem por isso quebrou a série vitoriosa internacional—dois títulos internacionais, somando aos dois internos. Entre eles, a primeira Taça Intercontinental do clube e de Portugal, ganha na neve ao Peñarol por 2–1, e a primeira Supertaça Europeia do clube e novamente de Portugal, ganha ao Ajax (1–0 em ambas as mãos). O FC Porto foi ainda campeão nacional a quinze pontos do Benfica, segundo classificado, e vencedor da Taça de Portugal, tendo ganho ao Vitória de Guimarães por 1–0. A 3 de março de 1988, o clube foi feito Membro Honorário da Ordem do Mérito. Mais tarde, em 1989–90, a equipa de hóquei em patins volta a vencer a Liga Europeia, e quatro anos depois conquista pela primeira vez a Taça CERS, o que voltaria a acontecer em 1996. E foi na mesma época que o FC Porto gelou o Estádio da Luz na Supertaça de futebol, com a goleada de 5–0 ao seu maior rival, a sua maior vitória na casa do Benfica, num ano em que venceu o campeonato de futebol pela terceira vez consecutiva. Em 1998–99, o clube consegue vencer o campeonato nacional da mesma modalidade, o quinto consecutivo, um feito inédito e ultrapassado pelo Sporting que detinha o recorde de quatro campeonatos seguidos, alcançado nos anos 50. Apesar de ter sido eliminado na Taça de Portugal pelo Torreense nas Antas, a Supertaça não escapou e é vencida ao Braga.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==='''Novas conquistas internacionais (2000–)'''===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O &amp;quot;onze&amp;quot; que derrotou o Mónaco na final da Liga dos Campeões por 3–0.&lt;br /&gt;
Este novo século começou com um segundo lugar no campeonato de futebol, atrás do Boavista, por obra de Fernando Santos que foi depois despedido nessa época devido à falha do objetivo principal dois anos consecutivos. Apesar disso, o FC Porto não deixou de vencer títulos e conquistou a Taça de Portugal frente ao Marítimo. Na época seguinte, valeu a Octávio Machado e a José Mourinho um terceiro lugar no campeonato. No entanto, a Supertaça entrou novamente no palmarés portista, conquistada frente ao Boavista.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 16 de novembro de 2003, o Estádio do Dragão, com capacidade para cerca de 50 mil espetadores, foi inaugurado, mas só começou a ser jogado mais tarde devido a problemas relacionados com a relva. A inauguração ficou marcada pela estreia de Lionel Messi no Barcelona, clube convidado para a inauguração e derrotado por 2–0, com golos de Derlei e Hugo Almeida. Já no ano anterior, havia sido inaugurado outro complexo, a 5 de agosto de 2002: o Centro de Treinos e Formação Desportiva PortoGaia, destinado para os treinos da equipa e construído em Vila Nova de Gaia, composto por um miniestádio com capacidade para três mil pessoas, três campos de relva natural e um campo de relva sintética, entre outras instalações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira época de glória chegou na segunda época de José Mourinho, em 2002–03, com a conquista da primeira Taça UEFA do clube e de Portugal, tendo eliminado pelo caminho nomes ilustres como o Panathinaikos (perdendo a primeira mão por 1–0 em casa, e ganhando fora 2–0, nos quartos de final), a Società Sportiva Lazio (vitória por 4–1 em casa e 0–0 fora, nas meias-finais), e finalmente o Celtic, na final por 3–2, já no prolongamento. Para além disto, Mourinho ganhou também a Taça de Portugal, frente à &amp;quot;sua&amp;quot; União de Leiria, por 1–0, e o campeonato.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar de ter conquistado três títulos, Mourinho atingiu apenas o apogeu da sua carreira no clube no ano seguinte, quando o FC Porto venceu o Mónaco na final da Liga dos Campeões por 3–0, com golos de Carlos Alberto, Deco e Alenichev. Entre as suas vítimas, destacaram-se o Manchester United, que perdeu fora por 2–1 e empatou em casa 1–1, com um golo de Costinha aos 90 minutos que garantiu a passagem aos oitavos de final; o Lyon, que perdeu no Dragão por 2–0 e empatou em casa 2–2; e o Deportivo da Corunha, que, apesar de ter empatado fora, perdeu em casa por 1–0, permitindo à equipa portuguesa passar para a final. Voltou a vencer a Supertaça diante do Leiria, nessa mesma época, e na época seguinte, sob o comando de Víctor Fernández, o FC Porto derrotou o Once Caldas nos penaltis para vencer a segunda Taça Intercontinental, a última disputada. A Supertaça Europeia voltou a escapar, perdendo pela segunda vez consecutiva diante do Valência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 2008–09, o FC Porto sagrou-se tetracampeão nacional de futebol e ganhou a Taça de Portugal—sexta dobradinha da história—, por obra e graça de Jesualdo Ferreira (com a ajuda de Co Adriaanse, que venceu o campeonato em 2005–06). Os dragões atingiram ainda os quartos de final da Liga dos Campeões (depois de eliminarem o Atlético de Madrid nos oitavos), tendo sido eliminados graças a um golo de Cristiano Ronaldo na segunda mão, no Dragão, que valeu a passagem do Manchester United à fase seguinte, depois de ter empatado por 2–2 em casa dos red devils. Entretanto, com uma capacidade de 2 179 lugares, o Dragão Caixa, palco das modalidades de hóquei em patins, basquetebol e andebol, é inaugurado no dia 23 de abril de 2009, substituindo assim o antigo Pavilhão Américo de Sá.[&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Depois da época de 2009–10, com apenas dois títulos e um terceiro lugar no campeonato, sob o comando do mesmo Jesualdo Ferreira, André Villas-Boas entra no comando técnico e vence brilhantemente quatro títulos em 2010–11. Um deles internacional, a nova Liga Europa, vencida na final ao Braga por 1–0, com um golo aos 44 minutos do melhor marcador da competição Radamel Falcao, naquela que foi a primeira final entre clubes portugueses numa prova europeia. Entre os adversário eliminados, destacam-se o Villarreal, que foi goleado na primeira mão das meias-finais por 5–1, antes de ter ganho 3–2 em casa na segunda mão; o Spartak de Moscovo, que foi goleado em ambas as mãos, na primeira por 5–1, em casa, e na segunda por 5–2, fora; o CSKA de Moscovo nos oitavos de final e o Sevilha nos dezasseis avos de final. Para além do campeonato (invicto, com 21 pontos de avanço sobre o segundo classificado, o Benfica), da Taça de Portugal (6–2 ao Guimarães na final) e da Supertaça (2–0 ao Benfica), o FC Porto ainda passou a ser a equipa com mais títulos no futebol, com 69 títulos, ultrapassada ao Benfica que tinha na altura 68. Ainda nessa época, os juniores de futebol conquistaram pela primeira vez um título oficial de dimensão internacional para os escalões de formação do clube: o Blue Stars/FIFA Youth Cup. Duas épocas depois, em 2012–13, o FC Porto volta a ser campeão invicto, desta vez sob o comando de Vítor Pereira. Ainda no mesmo ano de 2013, é inaugurado o Museu do FC Porto by BMG.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &amp;lt;big&amp;gt;Recintos&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Campo_do_Prado|Campo do Prado]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Campo_da_Rua_da_Rainha|Campo da Rua da Rainha]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Campo_da_Constituicao|Campo da Constituição]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Estadio_do_Lima|Estádio do Lima]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Campo_do_Ameal|Campo do Ameal]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Estadio_das_Antas|Estádio das Antas]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Estadio_do_Dragao|Estádio do Dragão]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Do Campo do Prado ao Estádio do Dragão===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O primeiro campo utilizado pelo FC Porto para a modalidade do futebol foi o [[Campo_do_Prado|Campo do Prado]], em Matosinhos, onde iniciou os seus primeiros treinos no inicío de outubro de 1893. Mais tarde em 1906, é alugado à Companhia Hortícola Portuense o [[Campo_da_Rua_da_Rainha|Campo da Rua da Rainha]], que fora entretanto um terreno não cultivado. Era um pequeno campo de trinta por cinquenta metros, o primeiro relvado de Portugal. No mesmo ano foram transferidos os viveiros de plantas para outro local, permitindo ao clube criar um campo com as medidas oficiais, rodeado de bancos para 600 pessoas e ainda uma pista de atletismo, balneários e um bar. O aluguer anual era de 20.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para além de tanta assistência que a equipa trazia ao recinto, no final de 1911, o FC Porto foi informado da gradual desocupação do Campo da Rainha para a construção de uma fábrica, que iria ser construído no relvado. Portanto em julho de 1912, uma assembleia geral aprova um novo terreno, o [[Campo_da_Constituicao|Campo da Constituição]], na Rua da Constituição, alugado por 350 escudos anuais e também subalugado por outras três equipas. Para comemorar a nova casa, os ingleses do Oporto Cricket Lawn-Tennis Club organizaram uma partida, do qual saíram vencedores por 5–2. Em agosto do mesmo ano, juntamente com o Leixões, o FC Porto cria a Associação de Futebol do Porto, tendo começado na época seguinte o Campeonato do Porto. Na primeira edição da prova, acabou em segundo lugar, ficando atrás do Boavista, tendo ganho na seguinte temporada, numa competição em que viria a ganhar 30 edições, 21 delas consecutivas, entre 1915 e 1947. A outra modalidade do clube, pesos e halteres, destacar-se-ia na seguinte época de 1915–16, com o duplo campeonato nacional alcançado por Carlos Oliveira. A época posterior foi também de grande interesse, devido à inauguração do campo de ténis, substituindo o rinque de patinagem, que serviu para mostrar os troféus e taças conquistados pelo clube. O FC Porto, no entanto, em 1917–18, perde o título para o Salgueiros depois de três temporadas consecutivas a vencê-la, sendo que os motivos prenderam-se no facto de mais de metade dos jogadores estarem a lutar na I Guerra Mundial. Morreu um jogador, Vidal Pinheiro. Na temporada 1920–21, o clube tenta a compra do Campo Nova Sintra, mas desiste da ideia devido ao alto valor do terreno, que custaria 800 contos, continuando o Campo da Constituição como casa do clube.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mais tarde, para mostrar as taças conquistadas do clube, o FC Porto inaugura o campo de ténis em 1917, substituindo assim o antigo rinque de patinagem. Em 1920, o clube adquire o Campo da Constituição, na sequência do arrendamento por dez anos (400 escudos nos primeiros cinco anos e 450 nos restantes cinco). A comemoração foi feita através de um torneio amigável triangular, do qual saiu vencedor. Na temporada 1920–21, o clube tenta a compra do Campo Nova Sintra, mas desiste da ideia devido ao alto valor do terreno, continuando o Campo da Constituição como casa do clube. Na época 1928–29 é renovado o contrato de arrendamento do Campo da Constituição, com uma renda anual de 12 mil escudos, pagos em duas prestações de 6 mil escudos. Em 1938–39, o campo aumenta a lotação para 20 mil pessoas, o que implicou num aumento das receitas de bilheteira. O atual campo começou a ficar pequeno, por isso em 1933 foi proposta numa assembleia geral a aquisição de novos terrenos para um novo estádio, o [[Estadio_das_Antas|Estádio das Antas]]. Enquanto a nova casa não estava disponível, o FC Porto jogava de vez em quando noutros campos emprestados, como o [[Estadio_do_Lima|Estádio do Lima]] ou o [[Campo_do_Ameal|Campo do Ameal]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira pedra foi lançada a dezembro de 1949, mas a obra só começou um mês depois. José Bacelar, sócio número um do clube, pagou o salário do primeiro dia de trabalho a todos os operários. A inauguração acontece finalmente no dia 28 de maio de 1952, oficialmente denominado como &amp;quot;Estádio do Futebol Clube do Porto&amp;quot;, onde esteve presente o general Craveiro Lopes, então presidente da República Portuguesa. O Benfica foi a equipa convidada para a inauguração, e com toda a frieza, o clube de Lisboa goleou o FC Porto por 8–2. Em 1962–63 é inaugurada o sistema elétrico das Antas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao longo do século o recinto foi ficando maior, devido à inclusão do Pavilhão Américo de Sá, para as modalidade de basquetebol, andebol e hóquei em patins, da piscina coberta, três campos relvados de treino, a Loja Azul, o Bingo, a Sala-Museu e a Torre das Antas. Além disso, sofreu um rebaixamento que permitiu aumentar a lotação para noventa mil lugares em 1986, o que levou a ser um dos estádios eleitos para o Mundial de juniores de 1991. Mas ainda antes, em 1973, o recinto foi palco de um triste falecimento de um jogador portista, Pavão, caído no relvado num jogo do campeonato devido a um ataque cardíaco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 9 de março de 1994, o estádio foi penhorado pelo ministro das finanças, Eduardo Catroga, devido a uma dívida fiscal de cerca de 200 mil contos. O estádio começou por ser demolido em 1 de abril de 2004 e acabou em 28 de junho de 2004, sendo substituído pelo atual [[Estadio_do_Dragao|Estádio do Dragão]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Inaugurado no dia 16 de novembro de 2003, o atual estádio do clube só começou a ser jogado em 2004 devido a problemas relacionados com a relva. A construção do estádio custou 98 milhões de euros, e tem uma capacidade para cerca de 50 mil espetadores. O amigável da inauguração resultou numa vitória de 2–0 contra o Barcelona, onde também se estreou Lionel Messi, então com dezasseis anos. O estádio também foi utilizado para o Euro 2004 e recebeu o jogo de abertura do Euro, em que Portugal perdeu 2–1 com a Grécia. O Dragão tem recebido entretanto várias distinções, entre elas a certificação GreenLight, entregue em 2004 pela Comissão Europeia, e a certificação &amp;quot;Sistema de Gestão Ambiental&amp;quot;, entregue em 2007 pela Associação Portuguesa de Certificação. As instalações do recinto também mereceram o certificado de &amp;quot;Sistema de Gestão de Qualidade&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Outros recintos e infraestruturas===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O FC Porto, para além destes recintos, possui também o Dragão Caixa: o pavilhão para as modalidades de hóquei em patins, basquetebol e andebol, inaugurado no dia 23 de abril de 2009 com uma capacidade para 2 179 espetadores; e um centro de treinos alugado para a modalidade de futebol, de nome Centro de Treinos e Formação Desportiva PortoGaia, inaugurado em 5 de agosto de 2002 em Vila Nova de Gaia e cedido pela Câmara Municipal de Gaia por um período de 50 anos. Para além destes centros desportivos, o clube possui também um museu: o chamado Museu do FC Porto by BMG, inaugurado no dia 28 de setembro de 2013. Contudo, o museu só abriu oficialmente ao público no dia 26 de outubro do mesmo ano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== '''Emblema''' ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1906, é criado o primeiro emblema do clube, que consistia numa bola de futebol azul com as iniciais &amp;quot;FCP&amp;quot;. Mais tarde, na Assembleia Geral de 26 de outubro de 1922, é aprovado o novo símbolo do FC Porto, desenhado pelo artista gráfico e também jogador do clube, Augusto Baptista Ferreira, mais conhecido por &amp;quot;Simplício&amp;quot;. Este novo logótipo representa uma simbiose do antigo emblema com as armas da cidade do Porto. A bola azul representa a modalidade mais antiga do clube. D. Maria II atribiu armas à cidade do Porto em janeiro de 1837: um escudo esquartejado com as armas reais (sete castelos e cinco quinas) no primeiro e quarto quartéis, e as mais antigas armas da cidade do Porto. No segundo e terceito quartéis, um coração, que representa o legado que D. Pedro IV deixou à cidade. Daí a presença das armas no logótipo do clube. O Colar e Grã-Cruz, da Antiga e Muito Nobre Ordem da Torre e espada de Valor Lealdade e Mérito, do qual pende a respetiva medalha, encontram-se presenciados à volta das Armas. Por fim, a Coroa Ducal e o dragão negro do poder, eram pertencentes às antigas armas dos Senhores Reis destes Reinos, em cujo pescoço está uma fita com a palavra Invicta, nome que D. Maria II atribuiu ao Porto&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:FC Porto.png|miniaturadaimagem|Emblema 1906]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:FC Porto emblema.png|miniaturadaimagem]]&lt;/div&gt;</summary>
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&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Emblema 1910 1922&lt;/div&gt;</summary>
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		<summary type="html">&lt;p&gt;Fil: /* Novas conquistas internacionais (2000–) */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== &amp;lt;big&amp;gt;História&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===  '''A Fundação e os primeiros anos''' ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Antonio Nicolau d'Almeida.jpg|miniaturadaimagem|António Nicolau d'Almeida, fundador do FC Porto]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 28 de setembro de 1893 no dia do aniversário do rei D. Carlos e da rainha D. Amélia, o Foot-Ball Club do Porto é fundado, por obra e graça do jovem de 20 anos António Nicolau d'Almeida, um comerciante do vinho do Porto que descobriu o futebol nas suas viagens a Inglaterra. O FC Porto inicia então os seus primeiros treinos no Campo do Prado, em Matosinhos, e no dia 8 de outubro disputa o primeiro jogo da história do clube, contra o Clube de Aveiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 25 de outubro de 1893, Nicolau d'Almeida convida o Club Lisbonense para uma partida de futebol, que decorreria no dia 2 de novembro. O Diário Ilustrado, com sede em Lisboa, é quem noticia o convite, e até a resposta do Club Lisbonense. Guilherme Pinto Basto, o então presidente do Club Lisbonense, aceitara então o convite mas não no dia previsto. A data escolhida foi o dia 2 de março do ano seguinte e para além disso, Pinto Basto conseguiu convencer D. Carlos a patrocinar o jogo, oferecendo também uma taça por parte do rei. O nome escolhido foi Taça D. Carlos I, ou ainda Cup d'El Rey. Jogado no Campo Alegre, no Porto, também chamado Campo dos Ingleses, casa do Oporto Cricket and Lawn-Tennis Club, o jogo acaba com uma derrota do FC Porto, por 1–0.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1896, António Nicolau d'Almeida casa-se com Hilda Rumsey e esta pede-lhe para se afastar do futebol, que considerava uma modalidade demasiado violenta. António aceita o seu pedido e afasta-se do clube que entrou num período de letargia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== '''A Refundação''' ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:JMC.jpg|miniaturadaimagem|José Monteiro da Costa, responsável pelo renascimento do Clube]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Doze anos depois, em 1906, José Monteiro da Costa regressou de Inglaterra, fascinado pelo mesmo desporto que encantara o seu amigo há mais de uma década e resolveu criar uma equipa de futebol, sob o nome &amp;quot;Grupo do Destino&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entretanto, José conversou com Nicolau d'Almeida sobre o projeto que iniciara em 1893. José não hesitou e extingue o Destino, refundando assim o FC Porto e instalando a primeira sede do clube nas instalações do recém-extinto Destino. A nova fundação ocorre no dia 2 de agosto de 1906, assumindo desde logo uma faceta de clube eclético, no qual se começaram a praticar também diversas outras modalidades. José decidiu o azul e branco como as cores do clube e manteve o nome do mesmo. Para além disso, foi desenhado o primeiro emblema do clube, que consistiu numa bola de metal azul com as iniciais &amp;quot;FCP&amp;quot;. Entretanto, é alugado à Companhia Hortícola Portuense o primeiro campo do clube, o Campo da Rainha, que fora simultaneamente o primeiro relvado de Portugal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
José Monteiro da Costa escolheu pintar o FC Porto de azul e branco, então as cores da bandeira nacional, e aprovou o primeiro emblema: uma bola de futebol azul, com as iniciais FCP em branco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== '''Divergências sobre o ano de fundação ''' === &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Até ao ano de 1988 era oficial a data de fundação do FC Porto como tendo sido a 2 de agosto de 1906, por iniciativa de José Monteiro da Costa. A 26 de fevereiro de 1988, realizou-se mais uma Assembleia Geral Ordinária, que tinha como principal ponto agendado a apreciação e votação do Relatório e Contas da Direção e Parecer do Conselho Fiscal referente à anuidade de 1987. Após várias intervenções de apoio ao presidente em funções, Jorge Nuno Pinto da Costa, o sócio Custódio Castro, encarregado da comissão nomeada para apreciar a problemática da fundação do clube, dissecou a questão, tendo decidido que &amp;quot;o FC Porto foi fundado em 1906 embora a semente tenha sido lançada em 1893&amp;quot;.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Foi, no entanto, a apresentação de Rui Guedes, autor da &amp;quot;Fotobiografia do FC Porto&amp;quot; quem haveria de dominar a noite, apresentando dois recortes de jornais da década de 90 do século XIX que, a seu entender, corroboraram a sua teoria de fundação do clube. Tendo sido apresentada e votada por ampla maioria a sua proposta de alteração dos estatutos, a redação do artigo primeiro passou a referir que o FC Porto, pessoa coletiva e de utilidade pública, foi fundado em 28 de setembro de 1893, tendo iniciado imediatamente a sua atividade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durante a vida do Futebol Clube do Porto existiram múltiplas atividades dos seus aniversários e comemorações centradas na sua data de fundação de 2 de agosto de 1906. Ao completar 50 anos de atividade, em 1956, foi uma vez mais campeão nacional, um objetivo que perseguia há 16 anos, tendo constituído ainda maior júbilo. Na obra &amp;quot;História do F.C. Porto&amp;quot; publicada por António Rodrigues Teles nesse mesmo ano comemorativo, na sua página 68 entre os 100 primeiros sócios do clube não consta António Nicolau d'Almeida. Uma das mais ativas diligências para a angariação de sócios realizou-se com as festividades do 70º aniversário do clube, entre agosto e novembro de 1976, com a Campanha dos 70.000 sócios. No final da década seguinte, festejando o 80º aniversário, a Companhia Seiva Trupe criou uma atraente obra intitulada &amp;quot;Um cálice de Porto: 1906-1986, 80 anos do Futebol Clube do Porto&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==='''Primeiros títulos nacionais e períodos de menor fulgor (1922–1981)'''===&lt;br /&gt;
Em junho de 1922, arranca a primeira edição do Campeonato de Portugal, primeira prova nacional oficial, criada pela União Portuguesa de Futebol, antecessora da Federação Portuguesa de Futebol, com o objetivo de juntar os campeões regionais de Lisboa e Porto. É o FC Porto quem leva a melhor na primeira edição, ganhando ao Sporting por 3–1, na finalíssima, a 18 de junho, e tornando-se no primeiro campeão português de futebol. Nesse mesmo ano, o futebolista &amp;quot;Simplício&amp;quot;, que fora também artista gráfico, conjugou o antigo símbolo do FC Porto com as armas da cidade do Porto, dando origem ao atual emblema do clube.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dois anos depois, na primeira prova de sempre nas piscinas do FC Porto, Luíz Canto Moniz ganha os 200 metros livres do campeonato nacional de natação, iniciando-se no mesmo ano a prática do hóquei em patins. Na modalidade de futebol, dias depois da derrota do FC Porto contra o Deportivo por 7–3, já na época seguinte a 15 de julho de 1925, Velez Carneiro, então jogador portista, é assassinado com quatro tiros pelo escriturário Carmindo Duarte, tendo a sua homenagem sido feita por Coelho da Costa, jogador que marcou o golo que valeu o título de campeão nacional de futebol. A 1926, inicia-se o basquetebol, por iniciativa de três jogadores, e três anos depois o clube estreia-se no hóquei em campo, a 20 de outubro de 1929.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O FC Porto conseguia tanto público que o Campo da Constituição começou a ficar pequeno. Por isso em 1933, foi proposta em Assembleia Geral a aquisição de terrenos para a construção de um novo estádio, o futuro Estádio das Antas. Enquanto não estava disponível, o clube jogava não só na Constituição, mas também em outros campos emprestados, de vez em quando, como o Campo do Ameal ou o Estádio do Lima.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1934–35, arranca a primeira edição do Campeonato Nacional da Primeira Divisão, ou simplesmente da Primeira Divisão, estimulada pela necessidade de se estabelecer uma estrutura futebolística mais forte no país, tendo essa ideia surgido após Portugal ter perdido com a Espanha por 9–0, na eliminatória de acesso ao Mundial de 1934. É o FC Porto quem a vence, com dois pontos de avanço sobre o segundo classificado, o Sporting, sob a gerência do húngaro Joseph Szabo. Contudo, o FC Porto só volta a ser campeão nacional quatro anos depois, em 1938–39, no mesmo ano em que o Campo da Constituição aumenta a lotação para 20 mil lugares. Foi por pouco que o FC Porto não garantiu a descida à Segunda Divisão na temporada seguinte, pois a equipa futebolística acabou o campeonato regional na terceira posição nesse mesmo ano, lugar que não dava acesso à Primeira Divisão. Mas devido ao alargamento de clubes do principal escalão, o clube manteve-se na mais alta competição de futebol e curiosamente foi bicampeão pela primeira vez na sua história, em 1939–40. O mesmo aconteceu em 1941–42, quando o FC Porto voltou a ficar num lugar do campeonato regional que não dava acesso à Primeira Divisão, mas graças a um novo alargamento efetuado pela Federação, o FC Porto manteve-se novamente na Primeira Liga.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Logo na temporada seguinte, em 1942–43, o clube conseguiu um humilhante sétimo lugar no campeonato, pior da história até aquela altura. Os 12–2 sofridos pelo Benfica para o campeonato no dia 7 de fevereiro de 1943, e a eliminação na Taça de Portugal, sucessora do Campeonato de Portugal, pelo Vitória de Setúbal por 7–0, reforçaram ainda mais a fraca época dirigida pelo técnico húngaro Lipo Herczka. Apesar disso, o clube é hexacampeão nacional de andebol na temporada seguinte, e o número de sócios dos dragões aumenta, passando dos 1800 sócios para 4 mil.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1948, Fernando Moreira vence a 13ª edição da Volta a Portugal em bicicleta, e em 1952 o clube vence pela primeira vez o campeonato de basquetebol. Ainda no mesmo ano, desta vez na modalidade de futebol, o FC Porto venceu o poderoso Arsenal num amigável, considerado a melhor equipa do mundo na altura, por 3–2. Para compensar o feito, um grupo de seis sócios lançou uma campanha para a compra de uma taça: a &amp;quot;Taça Arsenal&amp;quot;, a maior taça do mundo, tendo custado duzentos contos e pesando cerca de 250 quilos, repartidos por 130 quilos de prata, os restantes num relicário com quase três metros de altura.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Depois das obras terem começado em inícios de 1951, o &amp;quot;Estádio do Futebol Clube do Porto&amp;quot; é inaugurado em 28 de maio de 1952, mas ficou para a história como Estádio das Antas. Na inauguração, os dragões perdem por uns incríveis 8–2 contra o convidado Benfica. Apesar de tudo, o clube chega à sua primeira final da Taça de Portugal na época seguinte, mas é novamente vencido pelo mesmo Benfica por 5–0. Estes episódios dramáticos chegaram ao fim em 1955–56, quando o clube portuense venceu a primeira dobradinha de futebol da sua história, ganhando ao Torreense na final da Taça por 2–0, e terminando em igualdade pontual com o Benfica no campeonato, que só deu o título de campeão por ter perdido 3–0 nas Antas e empatado em casa 1–1,campeonato esse que foi ganho quinze épocas depois. Com efeito, o clube participa pela primeira vez em competições europeias na época seguinte, mas o sonho de seguir longe terminou rapidamente após a eliminação contra o Atlético de Bilbao na 1ª eliminatória da Taça dos Clubes Campeões Europeus (derrota por 2–1 em casa na primeira mão e por 3–2 fora no segundo jogo).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nas épocas posteriores, entraram para o palmarés do clube duas Taças de Portugal de futebol, em 1958 e em 1968, um campeonato da mesma modalidade em 1959, quatro títulos consecutivos de Volta a Portugal em bicicleta em 1963 e o primeiro título de campeão nacional de voleibol em 1965. No futebol, o cenário inverteu-se quando o FC Porto termina a liga em nono lugar em 1969–70, pior da história, e é eliminado tanto na Taça de Portugal pelo Tirsense, como na Taça das Cidades com Feiras pelos ingleses do Newcastle. O número de sócios aumenta para cerca de 41 mil em 1971, e no bilhar o clube obtém o terceiro lugar no campeonato europeu em 1972, melhor classificação da história por um equipa portuguesa. Entretanto, Pavão, antigo futebolista do clube, falece no dia 16 de dezembro de 1973 devido a um ataque cardíaco, durante um jogo em casa para o campeonato. Em 1977, o regresso de José Maria Pedroto, que fora jogador do clube por largas épocas, e a entrada de Jorge Nuno Pinto da Costa para diretor do departamento de futebol acaba com o jejum de títulos no futebol, com a conquista da Taça de Portugal frente ao Braga, e a promessa de uma estrutura mais forte no clube. Em 1977–78, 19 anos depois do último título de campeão nacional de futebol, os dragões voltam a conquistá-lo, mas perdem a final na Taça de Portugal frente ao Sporting, na finalíssima.] Na época seguinte: mais uma vez campeão nacional de futebol, e vários títulos nas modalidades, nomeadamente a Taça de Portugal em basquetebol, o campeonato nacional de ciclismo em equipas, a Taça de Portugal de andebol e o campeonato nacional de corta-mato, graças a Aurora Cunha. A 18 de novembro de 1981, o clube foi feito Membro Honorário da Ordem do Infante D. Henrique.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==='''Entrada de Pinto da Costa (1982–1999)'''===&lt;br /&gt;
A 17 de abril de 1982, Jorge Nuno Pinto da Costa é eleito presidente do FC Porto, começando o clube a ganhar terreno ao longo dos anos sobre os rivais de Lisboa em qualquer modalidade. A conquista da Taça das Taças em hóquei em patins na mesma época, frente ao Sporting—naquele que foi o primeiro título internacional do clube—, e a reconquista na época seguinte, frente ao Benfica, foi prova disso mesmo. Em 1982–83, Pedroto regressa, mas não consegue nenhum título na temporada, acabando no segundo lugar do campeonato e perdendo a final da Taça de Portugal diante do Benfica por 1–0 nas Antas. Em 1983–84, na última temporada de Pedroto, que entretanto cedeu o lugar a António Morais por causa de uma doença, o clube acaba a época com a Taça de Portugal no museu, ganha ao Rio Ave por 4–1, e a Supertaça, ganha ao Benfica na segunda mão por 2–1 na Luz, depois dum empate a zero em casa. Para além disso, o FC Porto chegou à primeira final europeia, a Taça das Taças, perdido para a Juventus por 2–1, com uma arbitragem tendenciosa para o lado dos italianos. Na época seguinte, o clube é finalmente campeão graças ao treinador Artur Jorge, vencendo também a Supertaça ao Benfica. Relativamente ao atletismo, Aurora Cunha bateu dois recordes nacionais e sagrou-se campeã mundial dos 10 km de estrada. A equipa de hóquei em patins vence novamente uma competição internacional em 1985–86, a Liga Europeia, numa época em que o FC Porto volta a ser campeão nacional em futebol e Aurora Cunha volta a vencer o Campeonato Mundial dos 15 e dos 10 quilómetros.Entretanto, a 9 de dezembro de 1986, é criada a secção de Desporto Adaptado do clube.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 27 de maio de 1987, na época de 1986–87, o clube finalmente consegue ganhar uma competição europeia no futebol, tendo ganho brilhantemente o favorito Bayern de Munique por 2–1 na final da Taça dos Campeões Europeus de 1986–87. Conquistada no Estádio Prater, em Viena, a equipa portuguesa esteve a perder até aos 78 minutos por 1–0, minuto em que Rabah Madjer se inspira, marca o famoso golo de calcanhar e empata a partida. Poucos minutos a seguir, Juary marca o golo da vitória do terceiro título da Taça dos Campeões Europeus em Portugal. O FC Porto nessa época foi ainda campeão da Supertaça, ganha novamente ao Benfica (1–1 em casa na primeira mão e 4–2 fora no segundo jogo), apesar de ter ficado em segundo lugar e de ter sido eliminado na Taça de Portugal frente ao Sporting.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com a saída de Artur Jorge na época seguinte, Tomislav Ivić assumiu o cargo mas nem por isso quebrou a série vitoriosa internacional—dois títulos internacionais, somando aos dois internos. Entre eles, a primeira Taça Intercontinental do clube e de Portugal, ganha na neve ao Peñarol por 2–1, e a primeira Supertaça Europeia do clube e novamente de Portugal, ganha ao Ajax (1–0 em ambas as mãos). O FC Porto foi ainda campeão nacional a quinze pontos do Benfica, segundo classificado, e vencedor da Taça de Portugal, tendo ganho ao Vitória de Guimarães por 1–0. A 3 de março de 1988, o clube foi feito Membro Honorário da Ordem do Mérito. Mais tarde, em 1989–90, a equipa de hóquei em patins volta a vencer a Liga Europeia, e quatro anos depois conquista pela primeira vez a Taça CERS, o que voltaria a acontecer em 1996. E foi na mesma época que o FC Porto gelou o Estádio da Luz na Supertaça de futebol, com a goleada de 5–0 ao seu maior rival, a sua maior vitória na casa do Benfica, num ano em que venceu o campeonato de futebol pela terceira vez consecutiva. Em 1998–99, o clube consegue vencer o campeonato nacional da mesma modalidade, o quinto consecutivo, um feito inédito e ultrapassado pelo Sporting que detinha o recorde de quatro campeonatos seguidos, alcançado nos anos 50. Apesar de ter sido eliminado na Taça de Portugal pelo Torreense nas Antas, a Supertaça não escapou e é vencida ao Braga.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==='''Novas conquistas internacionais (2000–)'''===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O &amp;quot;onze&amp;quot; que derrotou o Mónaco na final da Liga dos Campeões por 3–0.&lt;br /&gt;
Este novo século começou com um segundo lugar no campeonato de futebol, atrás do Boavista, por obra de Fernando Santos que foi depois despedido nessa época devido à falha do objetivo principal dois anos consecutivos. Apesar disso, o FC Porto não deixou de vencer títulos e conquistou a Taça de Portugal frente ao Marítimo. Na época seguinte, valeu a Octávio Machado e a José Mourinho um terceiro lugar no campeonato. No entanto, a Supertaça entrou novamente no palmarés portista, conquistada frente ao Boavista.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 16 de novembro de 2003, o Estádio do Dragão, com capacidade para cerca de 50 mil espetadores, foi inaugurado, mas só começou a ser jogado mais tarde devido a problemas relacionados com a relva. A inauguração ficou marcada pela estreia de Lionel Messi no Barcelona, clube convidado para a inauguração e derrotado por 2–0, com golos de Derlei e Hugo Almeida. Já no ano anterior, havia sido inaugurado outro complexo, a 5 de agosto de 2002: o Centro de Treinos e Formação Desportiva PortoGaia, destinado para os treinos da equipa e construído em Vila Nova de Gaia, composto por um miniestádio com capacidade para três mil pessoas, três campos de relva natural e um campo de relva sintética, entre outras instalações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira época de glória chegou na segunda época de José Mourinho, em 2002–03, com a conquista da primeira Taça UEFA do clube e de Portugal, tendo eliminado pelo caminho nomes ilustres como o Panathinaikos (perdendo a primeira mão por 1–0 em casa, e ganhando fora 2–0, nos quartos de final), a Società Sportiva Lazio (vitória por 4–1 em casa e 0–0 fora, nas meias-finais), e finalmente o Celtic, na final por 3–2, já no prolongamento. Para além disto, Mourinho ganhou também a Taça de Portugal, frente à &amp;quot;sua&amp;quot; União de Leiria, por 1–0, e o campeonato.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar de ter conquistado três títulos, Mourinho atingiu apenas o apogeu da sua carreira no clube no ano seguinte, quando o FC Porto venceu o Mónaco na final da Liga dos Campeões por 3–0, com golos de Carlos Alberto, Deco e Alenichev. Entre as suas vítimas, destacaram-se o Manchester United, que perdeu fora por 2–1 e empatou em casa 1–1, com um golo de Costinha aos 90 minutos que garantiu a passagem aos oitavos de final; o Lyon, que perdeu no Dragão por 2–0 e empatou em casa 2–2; e o Deportivo da Corunha, que, apesar de ter empatado fora, perdeu em casa por 1–0, permitindo à equipa portuguesa passar para a final. Voltou a vencer a Supertaça diante do Leiria, nessa mesma época, e na época seguinte, sob o comando de Víctor Fernández, o FC Porto derrotou o Once Caldas nos penaltis para vencer a segunda Taça Intercontinental, a última disputada. A Supertaça Europeia voltou a escapar, perdendo pela segunda vez consecutiva diante do Valência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 2008–09, o FC Porto sagrou-se tetracampeão nacional de futebol e ganhou a Taça de Portugal—sexta dobradinha da história—, por obra e graça de Jesualdo Ferreira (com a ajuda de Co Adriaanse, que venceu o campeonato em 2005–06). Os dragões atingiram ainda os quartos de final da Liga dos Campeões (depois de eliminarem o Atlético de Madrid nos oitavos), tendo sido eliminados graças a um golo de Cristiano Ronaldo na segunda mão, no Dragão, que valeu a passagem do Manchester United à fase seguinte, depois de ter empatado por 2–2 em casa dos red devils. Entretanto, com uma capacidade de 2 179 lugares, o Dragão Caixa, palco das modalidades de hóquei em patins, basquetebol e andebol, é inaugurado no dia 23 de abril de 2009, substituindo assim o antigo Pavilhão Américo de Sá.[&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Depois da época de 2009–10, com apenas dois títulos e um terceiro lugar no campeonato, sob o comando do mesmo Jesualdo Ferreira, André Villas-Boas entra no comando técnico e vence brilhantemente quatro títulos em 2010–11. Um deles internacional, a nova Liga Europa, vencida na final ao Braga por 1–0, com um golo aos 44 minutos do melhor marcador da competição Radamel Falcao, naquela que foi a primeira final entre clubes portugueses numa prova europeia. Entre os adversário eliminados, destacam-se o Villarreal, que foi goleado na primeira mão das meias-finais por 5–1, antes de ter ganho 3–2 em casa na segunda mão; o Spartak de Moscovo, que foi goleado em ambas as mãos, na primeira por 5–1, em casa, e na segunda por 5–2, fora; o CSKA de Moscovo nos oitavos de final e o Sevilha nos dezasseis avos de final. Para além do campeonato (invicto, com 21 pontos de avanço sobre o segundo classificado, o Benfica), da Taça de Portugal (6–2 ao Guimarães na final) e da Supertaça (2–0 ao Benfica), o FC Porto ainda passou a ser a equipa com mais títulos no futebol, com 69 títulos, ultrapassada ao Benfica que tinha na altura 68. Ainda nessa época, os juniores de futebol conquistaram pela primeira vez um título oficial de dimensão internacional para os escalões de formação do clube: o Blue Stars/FIFA Youth Cup. Duas épocas depois, em 2012–13, o FC Porto volta a ser campeão invicto, desta vez sob o comando de Vítor Pereira. Ainda no mesmo ano de 2013, é inaugurado o Museu do FC Porto by BMG.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &amp;lt;big&amp;gt;Recintos&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Campo_do_Prado|Campo do Prado]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Campo_da_Rua_da_Rainha|Campo da Rua da Rainha]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Campo_da_Constituicao|Campo da Constituição]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Estadio_do_Lima|Estádio do Lima]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Campo_do_Ameal|Campo do Ameal]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Estadio_das_Antas|Estádio das Antas]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Estadio_do_Dragao|Estádio do Dragão]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Do Campo do Prado ao Estádio do Dragão===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O primeiro campo utilizado pelo FC Porto para a modalidade do futebol foi o [[Campo_do_Prado|Campo do Prado]], em Matosinhos, onde iniciou os seus primeiros treinos no inicío de outubro de 1893. Mais tarde em 1906, é alugado à Companhia Hortícola Portuense o [[Campo_da_Rua_da_Rainha|Campo da Rua da Rainha]], que fora entretanto um terreno não cultivado. Era um pequeno campo de trinta por cinquenta metros, o primeiro relvado de Portugal. No mesmo ano foram transferidos os viveiros de plantas para outro local, permitindo ao clube criar um campo com as medidas oficiais, rodeado de bancos para 600 pessoas e ainda uma pista de atletismo, balneários e um bar. O aluguer anual era de 20.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para além de tanta assistência que a equipa trazia ao recinto, no final de 1911, o FC Porto foi informado da gradual desocupação do Campo da Rainha para a construção de uma fábrica, que iria ser construído no relvado. Portanto em julho de 1912, uma assembleia geral aprova um novo terreno, o [[Campo_da_Constituicao|Campo da Constituição]], na Rua da Constituição, alugado por 350 escudos anuais e também subalugado por outras três equipas. Para comemorar a nova casa, os ingleses do Oporto Cricket Lawn-Tennis Club organizaram uma partida, do qual saíram vencedores por 5–2. Em agosto do mesmo ano, juntamente com o Leixões, o FC Porto cria a Associação de Futebol do Porto, tendo começado na época seguinte o Campeonato do Porto. Na primeira edição da prova, acabou em segundo lugar, ficando atrás do Boavista, tendo ganho na seguinte temporada, numa competição em que viria a ganhar 30 edições, 21 delas consecutivas, entre 1915 e 1947. A outra modalidade do clube, pesos e halteres, destacar-se-ia na seguinte época de 1915–16, com o duplo campeonato nacional alcançado por Carlos Oliveira. A época posterior foi também de grande interesse, devido à inauguração do campo de ténis, substituindo o rinque de patinagem, que serviu para mostrar os troféus e taças conquistados pelo clube. O FC Porto, no entanto, em 1917–18, perde o título para o Salgueiros depois de três temporadas consecutivas a vencê-la, sendo que os motivos prenderam-se no facto de mais de metade dos jogadores estarem a lutar na I Guerra Mundial. Morreu um jogador, Vidal Pinheiro. Na temporada 1920–21, o clube tenta a compra do Campo Nova Sintra, mas desiste da ideia devido ao alto valor do terreno, que custaria 800 contos, continuando o Campo da Constituição como casa do clube.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mais tarde, para mostrar as taças conquistadas do clube, o FC Porto inaugura o campo de ténis em 1917, substituindo assim o antigo rinque de patinagem. Em 1920, o clube adquire o Campo da Constituição, na sequência do arrendamento por dez anos (400 escudos nos primeiros cinco anos e 450 nos restantes cinco). A comemoração foi feita através de um torneio amigável triangular, do qual saiu vencedor. Na temporada 1920–21, o clube tenta a compra do Campo Nova Sintra, mas desiste da ideia devido ao alto valor do terreno, continuando o Campo da Constituição como casa do clube. Na época 1928–29 é renovado o contrato de arrendamento do Campo da Constituição, com uma renda anual de 12 mil escudos, pagos em duas prestações de 6 mil escudos. Em 1938–39, o campo aumenta a lotação para 20 mil pessoas, o que implicou num aumento das receitas de bilheteira. O atual campo começou a ficar pequeno, por isso em 1933 foi proposta numa assembleia geral a aquisição de novos terrenos para um novo estádio, o [[Estadio_das_Antas|Estádio das Antas]]. Enquanto a nova casa não estava disponível, o FC Porto jogava de vez em quando noutros campos emprestados, como o [[Estadio_do_Lima|Estádio do Lima]] ou o [[Campo_do_Ameal|Campo do Ameal]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira pedra foi lançada a dezembro de 1949, mas a obra só começou um mês depois. José Bacelar, sócio número um do clube, pagou o salário do primeiro dia de trabalho a todos os operários. A inauguração acontece finalmente no dia 28 de maio de 1952, oficialmente denominado como &amp;quot;Estádio do Futebol Clube do Porto&amp;quot;, onde esteve presente o general Craveiro Lopes, então presidente da República Portuguesa. O Benfica foi a equipa convidada para a inauguração, e com toda a frieza, o clube de Lisboa goleou o FC Porto por 8–2. Em 1962–63 é inaugurada o sistema elétrico das Antas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao longo do século o recinto foi ficando maior, devido à inclusão do Pavilhão Américo de Sá, para as modalidade de basquetebol, andebol e hóquei em patins, da piscina coberta, três campos relvados de treino, a Loja Azul, o Bingo, a Sala-Museu e a Torre das Antas. Além disso, sofreu um rebaixamento que permitiu aumentar a lotação para noventa mil lugares em 1986, o que levou a ser um dos estádios eleitos para o Mundial de juniores de 1991. Mas ainda antes, em 1973, o recinto foi palco de um triste falecimento de um jogador portista, Pavão, caído no relvado num jogo do campeonato devido a um ataque cardíaco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 9 de março de 1994, o estádio foi penhorado pelo ministro das finanças, Eduardo Catroga, devido a uma dívida fiscal de cerca de 200 mil contos. O estádio começou por ser demolido em 1 de abril de 2004 e acabou em 28 de junho de 2004, sendo substituído pelo atual [[Estadio_do_Dragao|Estádio do Dragão]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Inaugurado no dia 16 de novembro de 2003, o atual estádio do clube só começou a ser jogado em 2004 devido a problemas relacionados com a relva. A construção do estádio custou 98 milhões de euros, e tem uma capacidade para cerca de 50 mil espetadores. O amigável da inauguração resultou numa vitória de 2–0 contra o Barcelona, onde também se estreou Lionel Messi, então com dezasseis anos. O estádio também foi utilizado para o Euro 2004 e recebeu o jogo de abertura do Euro, em que Portugal perdeu 2–1 com a Grécia. O Dragão tem recebido entretanto várias distinções, entre elas a certificação GreenLight, entregue em 2004 pela Comissão Europeia, e a certificação &amp;quot;Sistema de Gestão Ambiental&amp;quot;, entregue em 2007 pela Associação Portuguesa de Certificação. As instalações do recinto também mereceram o certificado de &amp;quot;Sistema de Gestão de Qualidade&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Outros recintos e infraestruturas===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O FC Porto, para além destes recintos, possui também o Dragão Caixa: o pavilhão para as modalidades de hóquei em patins, basquetebol e andebol, inaugurado no dia 23 de abril de 2009 com uma capacidade para 2 179 espetadores; e um centro de treinos alugado para a modalidade de futebol, de nome Centro de Treinos e Formação Desportiva PortoGaia, inaugurado em 5 de agosto de 2002 em Vila Nova de Gaia e cedido pela Câmara Municipal de Gaia por um período de 50 anos. Para além destes centros desportivos, o clube possui também um museu: o chamado Museu do FC Porto by BMG, inaugurado no dia 28 de setembro de 2013. Contudo, o museu só abriu oficialmente ao público no dia 26 de outubro do mesmo ano.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Fil</name></author>
		
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&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== &amp;lt;big&amp;gt;História&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===  '''A Fundação e os primeiros anos''' ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Antonio Nicolau d'Almeida.jpg|miniaturadaimagem|António Nicolau d'Almeida, fundador do FC Porto]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 28 de setembro de 1893 no dia do aniversário do rei D. Carlos e da rainha D. Amélia, o Foot-Ball Club do Porto é fundado, por obra e graça do jovem de 20 anos António Nicolau d'Almeida, um comerciante do vinho do Porto que descobriu o futebol nas suas viagens a Inglaterra. O FC Porto inicia então os seus primeiros treinos no Campo do Prado, em Matosinhos, e no dia 8 de outubro disputa o primeiro jogo da história do clube, contra o Clube de Aveiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 25 de outubro de 1893, Nicolau d'Almeida convida o Club Lisbonense para uma partida de futebol, que decorreria no dia 2 de novembro. O Diário Ilustrado, com sede em Lisboa, é quem noticia o convite, e até a resposta do Club Lisbonense. Guilherme Pinto Basto, o então presidente do Club Lisbonense, aceitara então o convite mas não no dia previsto. A data escolhida foi o dia 2 de março do ano seguinte e para além disso, Pinto Basto conseguiu convencer D. Carlos a patrocinar o jogo, oferecendo também uma taça por parte do rei. O nome escolhido foi Taça D. Carlos I, ou ainda Cup d'El Rey. Jogado no Campo Alegre, no Porto, também chamado Campo dos Ingleses, casa do Oporto Cricket and Lawn-Tennis Club, o jogo acaba com uma derrota do FC Porto, por 1–0.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1896, António Nicolau d'Almeida casa-se com Hilda Rumsey e esta pede-lhe para se afastar do futebol, que considerava uma modalidade demasiado violenta. António aceita o seu pedido e afasta-se do clube que entrou num período de letargia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== '''A Refundação''' ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:JMC.jpg|miniaturadaimagem|José Monteiro da Costa, responsável pelo renascimento do Clube]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Doze anos depois, em 1906, José Monteiro da Costa regressou de Inglaterra, fascinado pelo mesmo desporto que encantara o seu amigo há mais de uma década e resolveu criar uma equipa de futebol, sob o nome &amp;quot;Grupo do Destino&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entretanto, José conversou com Nicolau d'Almeida sobre o projeto que iniciara em 1893. José não hesitou e extingue o Destino, refundando assim o FC Porto e instalando a primeira sede do clube nas instalações do recém-extinto Destino. A nova fundação ocorre no dia 2 de agosto de 1906, assumindo desde logo uma faceta de clube eclético, no qual se começaram a praticar também diversas outras modalidades. José decidiu o azul e branco como as cores do clube e manteve o nome do mesmo. Para além disso, foi desenhado o primeiro emblema do clube, que consistiu numa bola de metal azul com as iniciais &amp;quot;FCP&amp;quot;. Entretanto, é alugado à Companhia Hortícola Portuense o primeiro campo do clube, o Campo da Rainha, que fora simultaneamente o primeiro relvado de Portugal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
José Monteiro da Costa escolheu pintar o FC Porto de azul e branco, então as cores da bandeira nacional, e aprovou o primeiro emblema: uma bola de futebol azul, com as iniciais FCP em branco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== '''Divergências sobre o ano de fundação ''' === &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Até ao ano de 1988 era oficial a data de fundação do FC Porto como tendo sido a 2 de agosto de 1906, por iniciativa de José Monteiro da Costa. A 26 de fevereiro de 1988, realizou-se mais uma Assembleia Geral Ordinária, que tinha como principal ponto agendado a apreciação e votação do Relatório e Contas da Direção e Parecer do Conselho Fiscal referente à anuidade de 1987. Após várias intervenções de apoio ao presidente em funções, Jorge Nuno Pinto da Costa, o sócio Custódio Castro, encarregado da comissão nomeada para apreciar a problemática da fundação do clube, dissecou a questão, tendo decidido que &amp;quot;o FC Porto foi fundado em 1906 embora a semente tenha sido lançada em 1893&amp;quot;.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Foi, no entanto, a apresentação de Rui Guedes, autor da &amp;quot;Fotobiografia do FC Porto&amp;quot; quem haveria de dominar a noite, apresentando dois recortes de jornais da década de 90 do século XIX que, a seu entender, corroboraram a sua teoria de fundação do clube. Tendo sido apresentada e votada por ampla maioria a sua proposta de alteração dos estatutos, a redação do artigo primeiro passou a referir que o FC Porto, pessoa coletiva e de utilidade pública, foi fundado em 28 de setembro de 1893, tendo iniciado imediatamente a sua atividade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durante a vida do Futebol Clube do Porto existiram múltiplas atividades dos seus aniversários e comemorações centradas na sua data de fundação de 2 de agosto de 1906. Ao completar 50 anos de atividade, em 1956, foi uma vez mais campeão nacional, um objetivo que perseguia há 16 anos, tendo constituído ainda maior júbilo. Na obra &amp;quot;História do F.C. Porto&amp;quot; publicada por António Rodrigues Teles nesse mesmo ano comemorativo, na sua página 68 entre os 100 primeiros sócios do clube não consta António Nicolau d'Almeida. Uma das mais ativas diligências para a angariação de sócios realizou-se com as festividades do 70º aniversário do clube, entre agosto e novembro de 1976, com a Campanha dos 70.000 sócios. No final da década seguinte, festejando o 80º aniversário, a Companhia Seiva Trupe criou uma atraente obra intitulada &amp;quot;Um cálice de Porto: 1906-1986, 80 anos do Futebol Clube do Porto&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==='''Primeiros títulos nacionais e períodos de menor fulgor (1922–1981)'''===&lt;br /&gt;
Em junho de 1922, arranca a primeira edição do Campeonato de Portugal, primeira prova nacional oficial, criada pela União Portuguesa de Futebol, antecessora da Federação Portuguesa de Futebol, com o objetivo de juntar os campeões regionais de Lisboa e Porto. É o FC Porto quem leva a melhor na primeira edição, ganhando ao Sporting por 3–1, na finalíssima, a 18 de junho, e tornando-se no primeiro campeão português de futebol. Nesse mesmo ano, o futebolista &amp;quot;Simplício&amp;quot;, que fora também artista gráfico, conjugou o antigo símbolo do FC Porto com as armas da cidade do Porto, dando origem ao atual emblema do clube.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dois anos depois, na primeira prova de sempre nas piscinas do FC Porto, Luíz Canto Moniz ganha os 200 metros livres do campeonato nacional de natação, iniciando-se no mesmo ano a prática do hóquei em patins. Na modalidade de futebol, dias depois da derrota do FC Porto contra o Deportivo por 7–3, já na época seguinte a 15 de julho de 1925, Velez Carneiro, então jogador portista, é assassinado com quatro tiros pelo escriturário Carmindo Duarte, tendo a sua homenagem sido feita por Coelho da Costa, jogador que marcou o golo que valeu o título de campeão nacional de futebol. A 1926, inicia-se o basquetebol, por iniciativa de três jogadores, e três anos depois o clube estreia-se no hóquei em campo, a 20 de outubro de 1929.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O FC Porto conseguia tanto público que o Campo da Constituição começou a ficar pequeno. Por isso em 1933, foi proposta em Assembleia Geral a aquisição de terrenos para a construção de um novo estádio, o futuro Estádio das Antas. Enquanto não estava disponível, o clube jogava não só na Constituição, mas também em outros campos emprestados, de vez em quando, como o Campo do Ameal ou o Estádio do Lima.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1934–35, arranca a primeira edição do Campeonato Nacional da Primeira Divisão, ou simplesmente da Primeira Divisão, estimulada pela necessidade de se estabelecer uma estrutura futebolística mais forte no país, tendo essa ideia surgido após Portugal ter perdido com a Espanha por 9–0, na eliminatória de acesso ao Mundial de 1934. É o FC Porto quem a vence, com dois pontos de avanço sobre o segundo classificado, o Sporting, sob a gerência do húngaro Joseph Szabo. Contudo, o FC Porto só volta a ser campeão nacional quatro anos depois, em 1938–39, no mesmo ano em que o Campo da Constituição aumenta a lotação para 20 mil lugares. Foi por pouco que o FC Porto não garantiu a descida à Segunda Divisão na temporada seguinte, pois a equipa futebolística acabou o campeonato regional na terceira posição nesse mesmo ano, lugar que não dava acesso à Primeira Divisão. Mas devido ao alargamento de clubes do principal escalão, o clube manteve-se na mais alta competição de futebol e curiosamente foi bicampeão pela primeira vez na sua história, em 1939–40. O mesmo aconteceu em 1941–42, quando o FC Porto voltou a ficar num lugar do campeonato regional que não dava acesso à Primeira Divisão, mas graças a um novo alargamento efetuado pela Federação, o FC Porto manteve-se novamente na Primeira Liga.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Logo na temporada seguinte, em 1942–43, o clube conseguiu um humilhante sétimo lugar no campeonato, pior da história até aquela altura. Os 12–2 sofridos pelo Benfica para o campeonato no dia 7 de fevereiro de 1943, e a eliminação na Taça de Portugal, sucessora do Campeonato de Portugal, pelo Vitória de Setúbal por 7–0, reforçaram ainda mais a fraca época dirigida pelo técnico húngaro Lipo Herczka. Apesar disso, o clube é hexacampeão nacional de andebol na temporada seguinte, e o número de sócios dos dragões aumenta, passando dos 1800 sócios para 4 mil.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1948, Fernando Moreira vence a 13ª edição da Volta a Portugal em bicicleta, e em 1952 o clube vence pela primeira vez o campeonato de basquetebol. Ainda no mesmo ano, desta vez na modalidade de futebol, o FC Porto venceu o poderoso Arsenal num amigável, considerado a melhor equipa do mundo na altura, por 3–2. Para compensar o feito, um grupo de seis sócios lançou uma campanha para a compra de uma taça: a &amp;quot;Taça Arsenal&amp;quot;, a maior taça do mundo, tendo custado duzentos contos e pesando cerca de 250 quilos, repartidos por 130 quilos de prata, os restantes num relicário com quase três metros de altura.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Depois das obras terem começado em inícios de 1951, o &amp;quot;Estádio do Futebol Clube do Porto&amp;quot; é inaugurado em 28 de maio de 1952, mas ficou para a história como Estádio das Antas. Na inauguração, os dragões perdem por uns incríveis 8–2 contra o convidado Benfica. Apesar de tudo, o clube chega à sua primeira final da Taça de Portugal na época seguinte, mas é novamente vencido pelo mesmo Benfica por 5–0. Estes episódios dramáticos chegaram ao fim em 1955–56, quando o clube portuense venceu a primeira dobradinha de futebol da sua história, ganhando ao Torreense na final da Taça por 2–0, e terminando em igualdade pontual com o Benfica no campeonato, que só deu o título de campeão por ter perdido 3–0 nas Antas e empatado em casa 1–1,campeonato esse que foi ganho quinze épocas depois. Com efeito, o clube participa pela primeira vez em competições europeias na época seguinte, mas o sonho de seguir longe terminou rapidamente após a eliminação contra o Atlético de Bilbao na 1ª eliminatória da Taça dos Clubes Campeões Europeus (derrota por 2–1 em casa na primeira mão e por 3–2 fora no segundo jogo).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nas épocas posteriores, entraram para o palmarés do clube duas Taças de Portugal de futebol, em 1958 e em 1968, um campeonato da mesma modalidade em 1959, quatro títulos consecutivos de Volta a Portugal em bicicleta em 1963 e o primeiro título de campeão nacional de voleibol em 1965. No futebol, o cenário inverteu-se quando o FC Porto termina a liga em nono lugar em 1969–70, pior da história, e é eliminado tanto na Taça de Portugal pelo Tirsense, como na Taça das Cidades com Feiras pelos ingleses do Newcastle. O número de sócios aumenta para cerca de 41 mil em 1971, e no bilhar o clube obtém o terceiro lugar no campeonato europeu em 1972, melhor classificação da história por um equipa portuguesa. Entretanto, Pavão, antigo futebolista do clube, falece no dia 16 de dezembro de 1973 devido a um ataque cardíaco, durante um jogo em casa para o campeonato. Em 1977, o regresso de José Maria Pedroto, que fora jogador do clube por largas épocas, e a entrada de Jorge Nuno Pinto da Costa para diretor do departamento de futebol acaba com o jejum de títulos no futebol, com a conquista da Taça de Portugal frente ao Braga, e a promessa de uma estrutura mais forte no clube. Em 1977–78, 19 anos depois do último título de campeão nacional de futebol, os dragões voltam a conquistá-lo, mas perdem a final na Taça de Portugal frente ao Sporting, na finalíssima.] Na época seguinte: mais uma vez campeão nacional de futebol, e vários títulos nas modalidades, nomeadamente a Taça de Portugal em basquetebol, o campeonato nacional de ciclismo em equipas, a Taça de Portugal de andebol e o campeonato nacional de corta-mato, graças a Aurora Cunha. A 18 de novembro de 1981, o clube foi feito Membro Honorário da Ordem do Infante D. Henrique.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==='''Entrada de Pinto da Costa (1982–1999)'''===&lt;br /&gt;
A 17 de abril de 1982, Jorge Nuno Pinto da Costa é eleito presidente do FC Porto, começando o clube a ganhar terreno ao longo dos anos sobre os rivais de Lisboa em qualquer modalidade. A conquista da Taça das Taças em hóquei em patins na mesma época, frente ao Sporting—naquele que foi o primeiro título internacional do clube—, e a reconquista na época seguinte, frente ao Benfica, foi prova disso mesmo. Em 1982–83, Pedroto regressa, mas não consegue nenhum título na temporada, acabando no segundo lugar do campeonato e perdendo a final da Taça de Portugal diante do Benfica por 1–0 nas Antas. Em 1983–84, na última temporada de Pedroto, que entretanto cedeu o lugar a António Morais por causa de uma doença, o clube acaba a época com a Taça de Portugal no museu, ganha ao Rio Ave por 4–1, e a Supertaça, ganha ao Benfica na segunda mão por 2–1 na Luz, depois dum empate a zero em casa. Para além disso, o FC Porto chegou à primeira final europeia, a Taça das Taças, perdido para a Juventus por 2–1, com uma arbitragem tendenciosa para o lado dos italianos. Na época seguinte, o clube é finalmente campeão graças ao treinador Artur Jorge, vencendo também a Supertaça ao Benfica. Relativamente ao atletismo, Aurora Cunha bateu dois recordes nacionais e sagrou-se campeã mundial dos 10 km de estrada. A equipa de hóquei em patins vence novamente uma competição internacional em 1985–86, a Liga Europeia, numa época em que o FC Porto volta a ser campeão nacional em futebol e Aurora Cunha volta a vencer o Campeonato Mundial dos 15 e dos 10 quilómetros.Entretanto, a 9 de dezembro de 1986, é criada a secção de Desporto Adaptado do clube.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 27 de maio de 1987, na época de 1986–87, o clube finalmente consegue ganhar uma competição europeia no futebol, tendo ganho brilhantemente o favorito Bayern de Munique por 2–1 na final da Taça dos Campeões Europeus de 1986–87. Conquistada no Estádio Prater, em Viena, a equipa portuguesa esteve a perder até aos 78 minutos por 1–0, minuto em que Rabah Madjer se inspira, marca o famoso golo de calcanhar e empata a partida. Poucos minutos a seguir, Juary marca o golo da vitória do terceiro título da Taça dos Campeões Europeus em Portugal. O FC Porto nessa época foi ainda campeão da Supertaça, ganha novamente ao Benfica (1–1 em casa na primeira mão e 4–2 fora no segundo jogo), apesar de ter ficado em segundo lugar e de ter sido eliminado na Taça de Portugal frente ao Sporting.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com a saída de Artur Jorge na época seguinte, Tomislav Ivić assumiu o cargo mas nem por isso quebrou a série vitoriosa internacional—dois títulos internacionais, somando aos dois internos. Entre eles, a primeira Taça Intercontinental do clube e de Portugal, ganha na neve ao Peñarol por 2–1, e a primeira Supertaça Europeia do clube e novamente de Portugal, ganha ao Ajax (1–0 em ambas as mãos). O FC Porto foi ainda campeão nacional a quinze pontos do Benfica, segundo classificado, e vencedor da Taça de Portugal, tendo ganho ao Vitória de Guimarães por 1–0. A 3 de março de 1988, o clube foi feito Membro Honorário da Ordem do Mérito. Mais tarde, em 1989–90, a equipa de hóquei em patins volta a vencer a Liga Europeia, e quatro anos depois conquista pela primeira vez a Taça CERS, o que voltaria a acontecer em 1996. E foi na mesma época que o FC Porto gelou o Estádio da Luz na Supertaça de futebol, com a goleada de 5–0 ao seu maior rival, a sua maior vitória na casa do Benfica, num ano em que venceu o campeonato de futebol pela terceira vez consecutiva. Em 1998–99, o clube consegue vencer o campeonato nacional da mesma modalidade, o quinto consecutivo, um feito inédito e ultrapassado pelo Sporting que detinha o recorde de quatro campeonatos seguidos, alcançado nos anos 50. Apesar de ter sido eliminado na Taça de Portugal pelo Torreense nas Antas, a Supertaça não escapou e é vencida ao Braga.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==='''Novas conquistas internacionais (2000–)'''===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O &amp;quot;onze&amp;quot; que derrotou o Mónaco na final da Liga dos Campeões por 3–0.&lt;br /&gt;
Este novo século começou com um segundo lugar no campeonato de futebol, atrás do Boavista, por obra de Fernando Santos que foi depois despedido nessa época devido à falha do objetivo principal dois anos consecutivos. Apesar disso, o FC Porto não deixou de vencer títulos e conquistou a Taça de Portugal frente ao Marítimo. Na época seguinte, valeu a Octávio Machado e a José Mourinho um terceiro lugar no campeonato. No entanto, a Supertaça entrou novamente no palmarés portista, conquistada frente ao Boavista.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 16 de novembro de 2003, o Estádio do Dragão, com capacidade para cerca de 50 mil espetadores, foi inaugurado, mas só começou a ser jogado mais tarde devido a problemas relacionados com a relva. A inauguração ficou marcada pela estreia de Lionel Messi no Barcelona, clube convidado para a inauguração e derrotado por 2–0, com golos de Derlei e Hugo Almeida. Já no ano anterior, havia sido inaugurado outro complexo, a 5 de agosto de 2002: o Centro de Treinos e Formação Desportiva PortoGaia, destinado para os treinos da equipa e construído em Vila Nova de Gaia, composto por um miniestádio com capacidade para três mil pessoas, três campos de relva natural e um campo de relva sintética, entre outras instalações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira época de glória chegou na segunda época de José Mourinho, em 2002–03, com a conquista da primeira Taça UEFA do clube e de Portugal, tendo eliminado pelo caminho nomes ilustres como o Panathinaikos (perdendo a primeira mão por 1–0 em casa, e ganhando fora 2–0, nos quartos de final), a Società Sportiva Lazio (vitória por 4–1 em casa e 0–0 fora, nas meias-finais), e finalmente o Celtic, na final por 3–2, já no prolongamento. Para além disto, Mourinho ganhou também a Taça de Portugal, frente à &amp;quot;sua&amp;quot; União de Leiria, por 1–0, e o campeonato.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar de ter conquistado três títulos, Mourinho atingiu apenas o apogeu da sua carreira no clube no ano seguinte, quando o FC Porto venceu o Mónaco na final da Liga dos Campeões por 3–0, com golos de Carlos Alberto, Deco e Alenichev. Entre as suas vítimas, destacaram-se o Manchester United, que perdeu fora por 2–1 e empatou em casa 1–1, com um golo de Costinha aos 90 minutos que garantiu a passagem aos oitavos de final; o Lyon, que perdeu no Dragão por 2–0 e empatou em casa 2–2; e o Deportivo da Corunha, que, apesar de ter empatado fora, perdeu em casa por 1–0, permitindo à equipa portuguesa passar para a final. Voltou a vencer a Supertaça diante do Leiria, nessa mesma época, e na época seguinte, sob o comando de Víctor Fernández, o FC Porto derrotou o Once Caldas nos penaltis para vencer a segunda Taça Intercontinental, a última disputada. A Supertaça Europeia voltou a escapar, perdendo pela segunda vez consecutiva diante do Valência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 2008–09, o FC Porto sagrou-se tetracampeão nacional de futebol e ganhou a Taça de Portugal—sexta dobradinha da história—, por obra e graça de Jesualdo Ferreira (com a ajuda de Co Adriaanse, que venceu o campeonato em 2005–06). Os dragões atingiram ainda os quartos de final da Liga dos Campeões (depois de eliminarem o Atlético de Madrid nos oitavos), tendo sido eliminados graças a um golo de Cristiano Ronaldo na segunda mão, no Dragão, que valeu a passagem do Manchester United à fase seguinte, depois de ter empatado por 2–2 em casa dos red devils. Entretanto, com uma capacidade de 2 179 lugares, o Dragão Caixa, palco das modalidades de hóquei em patins, basquetebol e andebol, é inaugurado no dia 23 de abril de 2009, substituindo assim o antigo Pavilhão Américo de Sá.[&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Depois da época de 2009–10, com apenas dois títulos e um terceiro lugar no campeonato, sob o comando do mesmo Jesualdo Ferreira, André Villas-Boas entra no comando técnico e vence brilhantemente quatro títulos em 2010–11. Um deles internacional, a nova Liga Europa, vencida na final ao Braga por 1–0, com um golo aos 44 minutos do melhor marcador da competição Radamel Falcao, naquela que foi a primeira final entre clubes portugueses numa prova europeia. Entre os adversário eliminados, destacam-se o Villarreal, que foi goleado na primeira mão das meias-finais por 5–1, antes de ter ganho 3–2 em casa na segunda mão; o Spartak de Moscovo, que foi goleado em ambas as mãos, na primeira por 5–1, em casa, e na segunda por 5–2, fora; o CSKA de Moscovo nos oitavos de final e o Sevilha nos dezasseis avos de final. Para além do campeonato (invicto, com 21 pontos de avanço sobre o segundo classificado, o Benfica), da Taça de Portugal (6–2 ao Guimarães na final) e da Supertaça (2–0 ao Benfica), o FC Porto ainda passou a ser a equipa com mais títulos no futebol, com 69 títulos, ultrapassada ao Benfica que tinha na altura 68. Ainda nessa época, os juniores de futebol conquistaram pela primeira vez um título oficial de dimensão internacional para os escalões de formação do clube: o Blue Stars/FIFA Youth Cup. Duas épocas depois, em 2012–13, o FC Porto volta a ser campeão invicto, desta vez sob o comando de Vítor&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &amp;lt;big&amp;gt;Recintos&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Campo_do_Prado|Campo do Prado]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Campo_da_Rua_da_Rainha|Campo da Rua da Rainha]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Campo_da_Constituicao|Campo da Constituição]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Estadio_do_Lima|Estádio do Lima]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Campo_do_Ameal|Campo do Ameal]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Estadio_das_Antas|Estádio das Antas]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Estadio_do_Dragao|Estádio do Dragão]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Do Campo do Prado ao Estádio do Dragão===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O primeiro campo utilizado pelo FC Porto para a modalidade do futebol foi o [[Campo_do_Prado|Campo do Prado]], em Matosinhos, onde iniciou os seus primeiros treinos no inicío de outubro de 1893. Mais tarde em 1906, é alugado à Companhia Hortícola Portuense o [[Campo_da_Rua_da_Rainha|Campo da Rua da Rainha]], que fora entretanto um terreno não cultivado. Era um pequeno campo de trinta por cinquenta metros, o primeiro relvado de Portugal. No mesmo ano foram transferidos os viveiros de plantas para outro local, permitindo ao clube criar um campo com as medidas oficiais, rodeado de bancos para 600 pessoas e ainda uma pista de atletismo, balneários e um bar. O aluguer anual era de 20.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para além de tanta assistência que a equipa trazia ao recinto, no final de 1911, o FC Porto foi informado da gradual desocupação do Campo da Rainha para a construção de uma fábrica, que iria ser construído no relvado. Portanto em julho de 1912, uma assembleia geral aprova um novo terreno, o [[Campo_da_Constituicao|Campo da Constituição]], na Rua da Constituição, alugado por 350 escudos anuais e também subalugado por outras três equipas. Para comemorar a nova casa, os ingleses do Oporto Cricket Lawn-Tennis Club organizaram uma partida, do qual saíram vencedores por 5–2. Em agosto do mesmo ano, juntamente com o Leixões, o FC Porto cria a Associação de Futebol do Porto, tendo começado na época seguinte o Campeonato do Porto. Na primeira edição da prova, acabou em segundo lugar, ficando atrás do Boavista, tendo ganho na seguinte temporada, numa competição em que viria a ganhar 30 edições, 21 delas consecutivas, entre 1915 e 1947. A outra modalidade do clube, pesos e halteres, destacar-se-ia na seguinte época de 1915–16, com o duplo campeonato nacional alcançado por Carlos Oliveira. A época posterior foi também de grande interesse, devido à inauguração do campo de ténis, substituindo o rinque de patinagem, que serviu para mostrar os troféus e taças conquistados pelo clube. O FC Porto, no entanto, em 1917–18, perde o título para o Salgueiros depois de três temporadas consecutivas a vencê-la, sendo que os motivos prenderam-se no facto de mais de metade dos jogadores estarem a lutar na I Guerra Mundial. Morreu um jogador, Vidal Pinheiro. Na temporada 1920–21, o clube tenta a compra do Campo Nova Sintra, mas desiste da ideia devido ao alto valor do terreno, que custaria 800 contos, continuando o Campo da Constituição como casa do clube.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mais tarde, para mostrar as taças conquistadas do clube, o FC Porto inaugura o campo de ténis em 1917, substituindo assim o antigo rinque de patinagem. Em 1920, o clube adquire o Campo da Constituição, na sequência do arrendamento por dez anos (400 escudos nos primeiros cinco anos e 450 nos restantes cinco). A comemoração foi feita através de um torneio amigável triangular, do qual saiu vencedor. Na temporada 1920–21, o clube tenta a compra do Campo Nova Sintra, mas desiste da ideia devido ao alto valor do terreno, continuando o Campo da Constituição como casa do clube. Na época 1928–29 é renovado o contrato de arrendamento do Campo da Constituição, com uma renda anual de 12 mil escudos, pagos em duas prestações de 6 mil escudos. Em 1938–39, o campo aumenta a lotação para 20 mil pessoas, o que implicou num aumento das receitas de bilheteira. O atual campo começou a ficar pequeno, por isso em 1933 foi proposta numa assembleia geral a aquisição de novos terrenos para um novo estádio, o [[Estadio_das_Antas|Estádio das Antas]]. Enquanto a nova casa não estava disponível, o FC Porto jogava de vez em quando noutros campos emprestados, como o [[Estadio_do_Lima|Estádio do Lima]] ou o [[Campo_do_Ameal|Campo do Ameal]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira pedra foi lançada a dezembro de 1949, mas a obra só começou um mês depois. José Bacelar, sócio número um do clube, pagou o salário do primeiro dia de trabalho a todos os operários. A inauguração acontece finalmente no dia 28 de maio de 1952, oficialmente denominado como &amp;quot;Estádio do Futebol Clube do Porto&amp;quot;, onde esteve presente o general Craveiro Lopes, então presidente da República Portuguesa. O Benfica foi a equipa convidada para a inauguração, e com toda a frieza, o clube de Lisboa goleou o FC Porto por 8–2. Em 1962–63 é inaugurada o sistema elétrico das Antas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao longo do século o recinto foi ficando maior, devido à inclusão do Pavilhão Américo de Sá, para as modalidade de basquetebol, andebol e hóquei em patins, da piscina coberta, três campos relvados de treino, a Loja Azul, o Bingo, a Sala-Museu e a Torre das Antas. Além disso, sofreu um rebaixamento que permitiu aumentar a lotação para noventa mil lugares em 1986, o que levou a ser um dos estádios eleitos para o Mundial de juniores de 1991. Mas ainda antes, em 1973, o recinto foi palco de um triste falecimento de um jogador portista, Pavão, caído no relvado num jogo do campeonato devido a um ataque cardíaco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 9 de março de 1994, o estádio foi penhorado pelo ministro das finanças, Eduardo Catroga, devido a uma dívida fiscal de cerca de 200 mil contos. O estádio começou por ser demolido em 1 de abril de 2004 e acabou em 28 de junho de 2004, sendo substituído pelo atual [[Estadio_do_Dragao|Estádio do Dragão]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Inaugurado no dia 16 de novembro de 2003, o atual estádio do clube só começou a ser jogado em 2004 devido a problemas relacionados com a relva. A construção do estádio custou 98 milhões de euros, e tem uma capacidade para cerca de 50 mil espetadores. O amigável da inauguração resultou numa vitória de 2–0 contra o Barcelona, onde também se estreou Lionel Messi, então com dezasseis anos. O estádio também foi utilizado para o Euro 2004 e recebeu o jogo de abertura do Euro, em que Portugal perdeu 2–1 com a Grécia. O Dragão tem recebido entretanto várias distinções, entre elas a certificação GreenLight, entregue em 2004 pela Comissão Europeia, e a certificação &amp;quot;Sistema de Gestão Ambiental&amp;quot;, entregue em 2007 pela Associação Portuguesa de Certificação. As instalações do recinto também mereceram o certificado de &amp;quot;Sistema de Gestão de Qualidade&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Outros recintos e infraestruturas===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O FC Porto, para além destes recintos, possui também o Dragão Caixa: o pavilhão para as modalidades de hóquei em patins, basquetebol e andebol, inaugurado no dia 23 de abril de 2009 com uma capacidade para 2 179 espetadores; e um centro de treinos alugado para a modalidade de futebol, de nome Centro de Treinos e Formação Desportiva PortoGaia, inaugurado em 5 de agosto de 2002 em Vila Nova de Gaia e cedido pela Câmara Municipal de Gaia por um período de 50 anos. Para além destes centros desportivos, o clube possui também um museu: o chamado Museu do FC Porto by BMG, inaugurado no dia 28 de setembro de 2013. Contudo, o museu só abriu oficialmente ao público no dia 26 de outubro do mesmo ano.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Fil</name></author>
		
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&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== &amp;lt;big&amp;gt;História&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===  '''A Fundação e os primeiros anos''' ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Antonio Nicolau d'Almeida.jpg|miniaturadaimagem|António Nicolau d'Almeida, fundador do FC Porto]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 28 de setembro de 1893 no dia do aniversário do rei D. Carlos e da rainha D. Amélia, o Foot-Ball Club do Porto é fundado, por obra e graça do jovem de 20 anos António Nicolau d'Almeida, um comerciante do vinho do Porto que descobriu o futebol nas suas viagens a Inglaterra. O FC Porto inicia então os seus primeiros treinos no Campo do Prado, em Matosinhos, e no dia 8 de outubro disputa o primeiro jogo da história do clube, contra o Clube de Aveiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 25 de outubro de 1893, Nicolau d'Almeida convida o Club Lisbonense para uma partida de futebol, que decorreria no dia 2 de novembro. O Diário Ilustrado, com sede em Lisboa, é quem noticia o convite, e até a resposta do Club Lisbonense. Guilherme Pinto Basto, o então presidente do Club Lisbonense, aceitara então o convite mas não no dia previsto. A data escolhida foi o dia 2 de março do ano seguinte e para além disso, Pinto Basto conseguiu convencer D. Carlos a patrocinar o jogo, oferecendo também uma taça por parte do rei. O nome escolhido foi Taça D. Carlos I, ou ainda Cup d'El Rey. Jogado no Campo Alegre, no Porto, também chamado Campo dos Ingleses, casa do Oporto Cricket and Lawn-Tennis Club, o jogo acaba com uma derrota do FC Porto, por 1–0.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1896, António Nicolau d'Almeida casa-se com Hilda Rumsey e esta pede-lhe para se afastar do futebol, que considerava uma modalidade demasiado violenta. António aceita o seu pedido e afasta-se do clube que entrou num período de letargia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== '''A Refundação''' ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:JMC.jpg|miniaturadaimagem|José Monteiro da Costa, responsável pelo renascimento do Clube]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Doze anos depois, em 1906, José Monteiro da Costa regressou de Inglaterra, fascinado pelo mesmo desporto que encantara o seu amigo há mais de uma década e resolveu criar uma equipa de futebol, sob o nome &amp;quot;Grupo do Destino&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entretanto, José conversou com Nicolau d'Almeida sobre o projeto que iniciara em 1893. José não hesitou e extingue o Destino, refundando assim o FC Porto e instalando a primeira sede do clube nas instalações do recém-extinto Destino. A nova fundação ocorre no dia 2 de agosto de 1906, assumindo desde logo uma faceta de clube eclético, no qual se começaram a praticar também diversas outras modalidades. José decidiu o azul e branco como as cores do clube e manteve o nome do mesmo. Para além disso, foi desenhado o primeiro emblema do clube, que consistiu numa bola de metal azul com as iniciais &amp;quot;FCP&amp;quot;. Entretanto, é alugado à Companhia Hortícola Portuense o primeiro campo do clube, o Campo da Rainha, que fora simultaneamente o primeiro relvado de Portugal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
José Monteiro da Costa escolheu pintar o FC Porto de azul e branco, então as cores da bandeira nacional, e aprovou o primeiro emblema: uma bola de futebol azul, com as iniciais FCP em branco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== '''Divergências sobre o ano de fundação ''' === &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Até ao ano de 1988 era oficial a data de fundação do FC Porto como tendo sido a 2 de agosto de 1906, por iniciativa de José Monteiro da Costa. A 26 de fevereiro de 1988, realizou-se mais uma Assembleia Geral Ordinária, que tinha como principal ponto agendado a apreciação e votação do Relatório e Contas da Direção e Parecer do Conselho Fiscal referente à anuidade de 1987. Após várias intervenções de apoio ao presidente em funções, Jorge Nuno Pinto da Costa, o sócio Custódio Castro, encarregado da comissão nomeada para apreciar a problemática da fundação do clube, dissecou a questão, tendo decidido que &amp;quot;o FC Porto foi fundado em 1906 embora a semente tenha sido lançada em 1893&amp;quot;.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Foi, no entanto, a apresentação de Rui Guedes, autor da &amp;quot;Fotobiografia do FC Porto&amp;quot; quem haveria de dominar a noite, apresentando dois recortes de jornais da década de 90 do século XIX que, a seu entender, corroboraram a sua teoria de fundação do clube. Tendo sido apresentada e votada por ampla maioria a sua proposta de alteração dos estatutos, a redação do artigo primeiro passou a referir que o FC Porto, pessoa coletiva e de utilidade pública, foi fundado em 28 de setembro de 1893, tendo iniciado imediatamente a sua atividade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durante a vida do Futebol Clube do Porto existiram múltiplas atividades dos seus aniversários e comemorações centradas na sua data de fundação de 2 de agosto de 1906. Ao completar 50 anos de atividade, em 1956, foi uma vez mais campeão nacional, um objetivo que perseguia há 16 anos, tendo constituído ainda maior júbilo. Na obra &amp;quot;História do F.C. Porto&amp;quot; publicada por António Rodrigues Teles nesse mesmo ano comemorativo, na sua página 68 entre os 100 primeiros sócios do clube não consta António Nicolau d'Almeida. Uma das mais ativas diligências para a angariação de sócios realizou-se com as festividades do 70º aniversário do clube, entre agosto e novembro de 1976, com a Campanha dos 70.000 sócios. No final da década seguinte, festejando o 80º aniversário, a Companhia Seiva Trupe criou uma atraente obra intitulada &amp;quot;Um cálice de Porto: 1906-1986, 80 anos do Futebol Clube do Porto&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==='''Primeiros títulos nacionais e período de menor fulgor (1922–1981)'''===&lt;br /&gt;
Em junho de 1922, arranca a primeira edição do Campeonato de Portugal, primeira prova nacional oficial, criada pela União Portuguesa de Futebol, antecessora da Federação Portuguesa de Futebol, com o objetivo de juntar os campeões regionais de Lisboa e Porto. É o FC Porto quem leva a melhor na primeira edição, ganhando ao Sporting por 3–1, na finalíssima, a 18 de junho, e tornando-se no primeiro campeão português de futebol. Nesse mesmo ano, o futebolista &amp;quot;Simplício&amp;quot;, que fora também artista gráfico, conjugou o antigo símbolo do FC Porto com as armas da cidade do Porto, dando origem ao atual emblema do clube.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dois anos depois, na primeira prova de sempre nas piscinas do FC Porto, Luíz Canto Moniz ganha os 200 metros livres do campeonato nacional de natação, iniciando-se no mesmo ano a prática do hóquei em patins. Na modalidade de futebol, dias depois da derrota do FC Porto contra o Deportivo por 7–3, já na época seguinte a 15 de julho de 1925, Velez Carneiro, então jogador portista, é assassinado com quatro tiros pelo escriturário Carmindo Duarte, tendo a sua homenagem sido feita por Coelho da Costa, jogador que marcou o golo que valeu o título de campeão nacional de futebol. A 1926, inicia-se o basquetebol, por iniciativa de três jogadores, e três anos depois o clube estreia-se no hóquei em campo, a 20 de outubro de 1929.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O FC Porto conseguia tanto público que o Campo da Constituição começou a ficar pequeno. Por isso em 1933, foi proposta em Assembleia Geral a aquisição de terrenos para a construção de um novo estádio, o futuro Estádio das Antas. Enquanto não estava disponível, o clube jogava não só na Constituição, mas também em outros campos emprestados, de vez em quando, como o Campo do Ameal ou o Estádio do Lima.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1934–35, arranca a primeira edição do Campeonato Nacional da Primeira Divisão, ou simplesmente da Primeira Divisão, estimulada pela necessidade de se estabelecer uma estrutura futebolística mais forte no país, tendo essa ideia surgido após Portugal ter perdido com a Espanha por 9–0, na eliminatória de acesso ao Mundial de 1934. É o FC Porto quem a vence, com dois pontos de avanço sobre o segundo classificado, o Sporting, sob a gerência do húngaro Joseph Szabo. Contudo, o FC Porto só volta a ser campeão nacional quatro anos depois, em 1938–39, no mesmo ano em que o Campo da Constituição aumenta a lotação para 20 mil lugares. Foi por pouco que o FC Porto não garantiu a descida à Segunda Divisão na temporada seguinte, pois a equipa futebolística acabou o campeonato regional na terceira posição nesse mesmo ano, lugar que não dava acesso à Primeira Divisão. Mas devido ao alargamento de clubes do principal escalão, o clube manteve-se na mais alta competição de futebol e curiosamente foi bicampeão pela primeira vez na sua história, em 1939–40. O mesmo aconteceu em 1941–42, quando o FC Porto voltou a ficar num lugar do campeonato regional que não dava acesso à Primeira Divisão, mas graças a um novo alargamento efetuado pela Federação, o FC Porto manteve-se novamente na Primeira Liga.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Logo na temporada seguinte, em 1942–43, o clube conseguiu um humilhante sétimo lugar no campeonato, pior da história até aquela altura. Os 12–2 sofridos pelo Benfica para o campeonato no dia 7 de fevereiro de 1943, e a eliminação na Taça de Portugal, sucessora do Campeonato de Portugal, pelo Vitória de Setúbal por 7–0, reforçaram ainda mais a fraca época dirigida pelo técnico húngaro Lipo Herczka. Apesar disso, o clube é hexacampeão nacional de andebol na temporada seguinte, e o número de sócios dos dragões aumenta, passando dos 1800 sócios para 4 mil.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1948, Fernando Moreira vence a 13ª edição da Volta a Portugal em bicicleta, e em 1952 o clube vence pela primeira vez o campeonato de basquetebol. Ainda no mesmo ano, desta vez na modalidade de futebol, o FC Porto venceu o poderoso Arsenal num amigável, considerado a melhor equipa do mundo na altura, por 3–2. Para compensar o feito, um grupo de seis sócios lançou uma campanha para a compra de uma taça: a &amp;quot;Taça Arsenal&amp;quot;, a maior taça do mundo, tendo custado duzentos contos e pesando cerca de 250 quilos, repartidos por 130 quilos de prata, os restantes num relicário com quase três metros de altura.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Depois das obras terem começado em inícios de 1951, o &amp;quot;Estádio do Futebol Clube do Porto&amp;quot; é inaugurado em 28 de maio de 1952, mas ficou para a história como Estádio das Antas. Na inauguração, os dragões perdem por uns incríveis 8–2 contra o convidado Benfica. Apesar de tudo, o clube chega à sua primeira final da Taça de Portugal na época seguinte, mas é novamente vencido pelo mesmo Benfica por 5–0. Estes episódios dramáticos chegaram ao fim em 1955–56, quando o clube portuense venceu a primeira dobradinha de futebol da sua história, ganhando ao Torreense na final da Taça por 2–0, e terminando em igualdade pontual com o Benfica no campeonato, que só deu o título de campeão por ter perdido 3–0 nas Antas e empatado em casa 1–1,campeonato esse que foi ganho quinze épocas depois. Com efeito, o clube participa pela primeira vez em competições europeias na época seguinte, mas o sonho de seguir longe terminou rapidamente após a eliminação contra o Atlético de Bilbao na 1ª eliminatória da Taça dos Clubes Campeões Europeus (derrota por 2–1 em casa na primeira mão e por 3–2 fora no segundo jogo).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nas épocas posteriores, entraram para o palmarés do clube duas Taças de Portugal de futebol, em 1958 e em 1968, um campeonato da mesma modalidade em 1959, quatro títulos consecutivos de Volta a Portugal em bicicleta em 1963 e o primeiro título de campeão nacional de voleibol em 1965. No futebol, o cenário inverteu-se quando o FC Porto termina a liga em nono lugar em 1969–70, pior da história, e é eliminado tanto na Taça de Portugal pelo Tirsense, como na Taça das Cidades com Feiras pelos ingleses do Newcastle. O número de sócios aumenta para cerca de 41 mil em 1971, e no bilhar o clube obtém o terceiro lugar no campeonato europeu em 1972, melhor classificação da história por um equipa portuguesa. Entretanto, Pavão, antigo futebolista do clube, falece no dia 16 de dezembro de 1973 devido a um ataque cardíaco, durante um jogo em casa para o campeonato. Em 1977, o regresso de José Maria Pedroto, que fora jogador do clube por largas épocas, e a entrada de Jorge Nuno Pinto da Costa para diretor do departamento de futebol acaba com o jejum de títulos no futebol, com a conquista da Taça de Portugal frente ao Braga, e a promessa de uma estrutura mais forte no clube. Em 1977–78, 19 anos depois do último título de campeão nacional de futebol, os dragões voltam a conquistá-lo, mas perdem a final na Taça de Portugal frente ao Sporting, na finalíssima.] Na época seguinte: mais uma vez campeão nacional de futebol, e vários títulos nas modalidades, nomeadamente a Taça de Portugal em basquetebol, o campeonato nacional de ciclismo em equipas, a Taça de Portugal de andebol e o campeonato nacional de corta-mato, graças a Aurora Cunha. A 18 de novembro de 1981, o clube foi feito Membro Honorário da Ordem do Infante D. Henrique.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==='''Entrada de Pinto da Costa (1982–1999)'''===&lt;br /&gt;
A 17 de abril de 1982, Jorge Nuno Pinto da Costa é eleito presidente do FC Porto, começando o clube a ganhar terreno ao longo dos anos sobre os rivais de Lisboa em qualquer modalidade. A conquista da Taça das Taças em hóquei em patins na mesma época, frente ao Sporting—naquele que foi o primeiro título internacional do clube—, e a reconquista na época seguinte, frente ao Benfica, foi prova disso mesmo. Em 1982–83, Pedroto regressa, mas não consegue nenhum título na temporada, acabando no segundo lugar do campeonato e perdendo a final da Taça de Portugal diante do Benfica por 1–0 nas Antas. Em 1983–84, na última temporada de Pedroto, que entretanto cedeu o lugar a António Morais por causa de uma doença, o clube acaba a época com a Taça de Portugal no museu, ganha ao Rio Ave por 4–1, e a Supertaça, ganha ao Benfica na segunda mão por 2–1 na Luz, depois dum empate a zero em casa. Para além disso, o FC Porto chegou à primeira final europeia, a Taça das Taças, perdido para a Juventus por 2–1, com uma arbitragem tendenciosa para o lado dos italianos. Na época seguinte, o clube é finalmente campeão graças ao treinador Artur Jorge, vencendo também a Supertaça ao Benfica. Relativamente ao atletismo, Aurora Cunha bateu dois recordes nacionais e sagrou-se campeã mundial dos 10 km de estrada. A equipa de hóquei em patins vence novamente uma competição internacional em 1985–86, a Liga Europeia, numa época em que o FC Porto volta a ser campeão nacional em futebol e Aurora Cunha volta a vencer o Campeonato Mundial dos 15 e dos 10 quilómetros.Entretanto, a 9 de dezembro de 1986, é criada a secção de Desporto Adaptado do clube.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 27 de maio de 1987, na época de 1986–87, o clube finalmente consegue ganhar uma competição europeia no futebol, tendo ganho brilhantemente o favorito Bayern de Munique por 2–1 na final da Taça dos Campeões Europeus de 1986–87. Conquistada no Estádio Prater, em Viena, a equipa portuguesa esteve a perder até aos 78 minutos por 1–0, minuto em que Rabah Madjer se inspira, marca o famoso golo de calcanhar e empata a partida. Poucos minutos a seguir, Juary marca o golo da vitória do terceiro título da Taça dos Campeões Europeus em Portugal. O FC Porto nessa época foi ainda campeão da Supertaça, ganha novamente ao Benfica (1–1 em casa na primeira mão e 4–2 fora no segundo jogo), apesar de ter ficado em segundo lugar e de ter sido eliminado na Taça de Portugal frente ao Sporting.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com a saída de Artur Jorge na época seguinte, Tomislav Ivić assumiu o cargo mas nem por isso quebrou a série vitoriosa internacional—dois títulos internacionais, somando aos dois internos. Entre eles, a primeira Taça Intercontinental do clube e de Portugal, ganha na neve ao Peñarol por 2–1, e a primeira Supertaça Europeia do clube e novamente de Portugal, ganha ao Ajax (1–0 em ambas as mãos). O FC Porto foi ainda campeão nacional a quinze pontos do Benfica, segundo classificado, e vencedor da Taça de Portugal, tendo ganho ao Vitória de Guimarães por 1–0. A 3 de março de 1988, o clube foi feito Membro Honorário da Ordem do Mérito. Mais tarde, em 1989–90, a equipa de hóquei em patins volta a vencer a Liga Europeia, e quatro anos depois conquista pela primeira vez a Taça CERS, o que voltaria a acontecer em 1996. E foi na mesma época que o FC Porto gelou o Estádio da Luz na Supertaça de futebol, com a goleada de 5–0 ao seu maior rival, a sua maior vitória na casa do Benfica, num ano em que venceu o campeonato de futebol pela terceira vez consecutiva. Em 1998–99, o clube consegue vencer o campeonato nacional da mesma modalidade, o quinto consecutivo, um feito inédito e ultrapassado pelo Sporting que detinha o recorde de quatro campeonatos seguidos, alcançado nos anos 50. Apesar de ter sido eliminado na Taça de Portugal pelo Torreense nas Antas, a Supertaça não escapou e é vencida ao Braga.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==='''Novas conquistas internacionais (2000–)'''===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O &amp;quot;onze&amp;quot; que derrotou o Mónaco na final da Liga dos Campeões por 3–0.&lt;br /&gt;
Este novo século começou com um segundo lugar no campeonato de futebol, atrás do Boavista, por obra de Fernando Santos que foi depois despedido nessa época devido à falha do objetivo principal dois anos consecutivos. Apesar disso, o FC Porto não deixou de vencer títulos e conquistou a Taça de Portugal frente ao Marítimo. Na época seguinte, valeu a Octávio Machado e a José Mourinho um terceiro lugar no campeonato. No entanto, a Supertaça entrou novamente no palmarés portista, conquistada frente ao Boavista.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 16 de novembro de 2003, o Estádio do Dragão, com capacidade para cerca de 50 mil espetadores, foi inaugurado, mas só começou a ser jogado mais tarde devido a problemas relacionados com a relva. A inauguração ficou marcada pela estreia de Lionel Messi no Barcelona, clube convidado para a inauguração e derrotado por 2–0, com golos de Derlei e Hugo Almeida. Já no ano anterior, havia sido inaugurado outro complexo, a 5 de agosto de 2002: o Centro de Treinos e Formação Desportiva PortoGaia, destinado para os treinos da equipa e construído em Vila Nova de Gaia, composto por um miniestádio com capacidade para três mil pessoas, três campos de relva natural e um campo de relva sintética, entre outras instalações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira época de glória chegou na segunda época de José Mourinho, em 2002–03, com a conquista da primeira Taça UEFA do clube e de Portugal, tendo eliminado pelo caminho nomes ilustres como o Panathinaikos (perdendo a primeira mão por 1–0 em casa, e ganhando fora 2–0, nos quartos de final), a Società Sportiva Lazio (vitória por 4–1 em casa e 0–0 fora, nas meias-finais), e finalmente o Celtic, na final por 3–2, já no prolongamento. Para além disto, Mourinho ganhou também a Taça de Portugal, frente à &amp;quot;sua&amp;quot; União de Leiria, por 1–0, e o campeonato.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar de ter conquistado três títulos, Mourinho atingiu apenas o apogeu da sua carreira no clube no ano seguinte, quando o FC Porto venceu o Mónaco na final da Liga dos Campeões por 3–0, com golos de Carlos Alberto, Deco e Alenichev. Entre as suas vítimas, destacaram-se o Manchester United, que perdeu fora por 2–1 e empatou em casa 1–1, com um golo de Costinha aos 90 minutos que garantiu a passagem aos oitavos de final; o Lyon, que perdeu no Dragão por 2–0 e empatou em casa 2–2; e o Deportivo da Corunha, que, apesar de ter empatado fora, perdeu em casa por 1–0, permitindo à equipa portuguesa passar para a final. Voltou a vencer a Supertaça diante do Leiria, nessa mesma época, e na época seguinte, sob o comando de Víctor Fernández, o FC Porto derrotou o Once Caldas nos penaltis para vencer a segunda Taça Intercontinental, a última disputada. A Supertaça Europeia voltou a escapar, perdendo pela segunda vez consecutiva diante do Valência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 2008–09, o FC Porto sagrou-se tetracampeão nacional de futebol e ganhou a Taça de Portugal—sexta dobradinha da história—, por obra e graça de Jesualdo Ferreira (com a ajuda de Co Adriaanse, que venceu o campeonato em 2005–06). Os dragões atingiram ainda os quartos de final da Liga dos Campeões (depois de eliminarem o Atlético de Madrid nos oitavos), tendo sido eliminados graças a um golo de Cristiano Ronaldo na segunda mão, no Dragão, que valeu a passagem do Manchester United à fase seguinte, depois de ter empatado por 2–2 em casa dos red devils. Entretanto, com uma capacidade de 2 179 lugares, o Dragão Caixa, palco das modalidades de hóquei em patins, basquetebol e andebol, é inaugurado no dia 23 de abril de 2009, substituindo assim o antigo Pavilhão Américo de Sá.[&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Depois da época de 2009–10, com apenas dois títulos e um terceiro lugar no campeonato, sob o comando do mesmo Jesualdo Ferreira, André Villas-Boas entra no comando técnico e vence brilhantemente quatro títulos em 2010–11. Um deles internacional, a nova Liga Europa, vencida na final ao Braga por 1–0, com um golo aos 44 minutos do melhor marcador da competição Radamel Falcao, naquela que foi a primeira final entre clubes portugueses numa prova europeia. Entre os adversário eliminados, destacam-se o Villarreal, que foi goleado na primeira mão das meias-finais por 5–1, antes de ter ganho 3–2 em casa na segunda mão; o Spartak de Moscovo, que foi goleado em ambas as mãos, na primeira por 5–1, em casa, e na segunda por 5–2, fora; o CSKA de Moscovo nos oitavos de final e o Sevilha nos dezasseis avos de final. Para além do campeonato (invicto, com 21 pontos de avanço sobre o segundo classificado, o Benfica), da Taça de Portugal (6–2 ao Guimarães na final) e da Supertaça (2–0 ao Benfica), o FC Porto ainda passou a ser a equipa com mais títulos no futebol, com 69 títulos, ultrapassada ao Benfica que tinha na altura 68. Ainda nessa época, os juniores de futebol conquistaram pela primeira vez um título oficial de dimensão internacional para os escalões de formação do clube: o Blue Stars/FIFA Youth Cup. Duas épocas depois, em 2012–13, o FC Porto volta a ser campeão invicto, desta vez sob o comando de Vítor&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &amp;lt;big&amp;gt;Recintos&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Campo_do_Prado|Campo do Prado]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Campo_da_Rua_da_Rainha|Campo da Rua da Rainha]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Campo_da_Constituicao|Campo da Constituição]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Estadio_do_Lima|Estádio do Lima]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Campo_do_Ameal|Campo do Ameal]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Estadio_das_Antas|Estádio das Antas]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Estadio_do_Dragao|Estádio do Dragão]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Do Campo do Prado ao Estádio do Dragão===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O primeiro campo utilizado pelo FC Porto para a modalidade do futebol foi o [[Campo_do_Prado|Campo do Prado]], em Matosinhos, onde iniciou os seus primeiros treinos no inicío de outubro de 1893. Mais tarde em 1906, é alugado à Companhia Hortícola Portuense o [[Campo_da_Rua_da_Rainha|Campo da Rua da Rainha]], que fora entretanto um terreno não cultivado. Era um pequeno campo de trinta por cinquenta metros, o primeiro relvado de Portugal. No mesmo ano foram transferidos os viveiros de plantas para outro local, permitindo ao clube criar um campo com as medidas oficiais, rodeado de bancos para 600 pessoas e ainda uma pista de atletismo, balneários e um bar. O aluguer anual era de 20.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para além de tanta assistência que a equipa trazia ao recinto, no final de 1911, o FC Porto foi informado da gradual desocupação do Campo da Rainha para a construção de uma fábrica, que iria ser construído no relvado. Portanto em julho de 1912, uma assembleia geral aprova um novo terreno, o [[Campo_da_Constituicao|Campo da Constituição]], na Rua da Constituição, alugado por 350 escudos anuais e também subalugado por outras três equipas. Para comemorar a nova casa, os ingleses do Oporto Cricket Lawn-Tennis Club organizaram uma partida, do qual saíram vencedores por 5–2. Em agosto do mesmo ano, juntamente com o Leixões, o FC Porto cria a Associação de Futebol do Porto, tendo começado na época seguinte o Campeonato do Porto. Na primeira edição da prova, acabou em segundo lugar, ficando atrás do Boavista, tendo ganho na seguinte temporada, numa competição em que viria a ganhar 30 edições, 21 delas consecutivas, entre 1915 e 1947. A outra modalidade do clube, pesos e halteres, destacar-se-ia na seguinte época de 1915–16, com o duplo campeonato nacional alcançado por Carlos Oliveira. A época posterior foi também de grande interesse, devido à inauguração do campo de ténis, substituindo o rinque de patinagem, que serviu para mostrar os troféus e taças conquistados pelo clube. O FC Porto, no entanto, em 1917–18, perde o título para o Salgueiros depois de três temporadas consecutivas a vencê-la, sendo que os motivos prenderam-se no facto de mais de metade dos jogadores estarem a lutar na I Guerra Mundial. Morreu um jogador, Vidal Pinheiro. Na temporada 1920–21, o clube tenta a compra do Campo Nova Sintra, mas desiste da ideia devido ao alto valor do terreno, que custaria 800 contos, continuando o Campo da Constituição como casa do clube.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mais tarde, para mostrar as taças conquistadas do clube, o FC Porto inaugura o campo de ténis em 1917, substituindo assim o antigo rinque de patinagem. Em 1920, o clube adquire o Campo da Constituição, na sequência do arrendamento por dez anos (400 escudos nos primeiros cinco anos e 450 nos restantes cinco). A comemoração foi feita através de um torneio amigável triangular, do qual saiu vencedor. Na temporada 1920–21, o clube tenta a compra do Campo Nova Sintra, mas desiste da ideia devido ao alto valor do terreno, continuando o Campo da Constituição como casa do clube. Na época 1928–29 é renovado o contrato de arrendamento do Campo da Constituição, com uma renda anual de 12 mil escudos, pagos em duas prestações de 6 mil escudos. Em 1938–39, o campo aumenta a lotação para 20 mil pessoas, o que implicou num aumento das receitas de bilheteira. O atual campo começou a ficar pequeno, por isso em 1933 foi proposta numa assembleia geral a aquisição de novos terrenos para um novo estádio, o [[Estadio_das_Antas|Estádio das Antas]]. Enquanto a nova casa não estava disponível, o FC Porto jogava de vez em quando noutros campos emprestados, como o [[Estadio_do_Lima|Estádio do Lima]] ou o [[Campo_do_Ameal|Campo do Ameal]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira pedra foi lançada a dezembro de 1949, mas a obra só começou um mês depois. José Bacelar, sócio número um do clube, pagou o salário do primeiro dia de trabalho a todos os operários. A inauguração acontece finalmente no dia 28 de maio de 1952, oficialmente denominado como &amp;quot;Estádio do Futebol Clube do Porto&amp;quot;, onde esteve presente o general Craveiro Lopes, então presidente da República Portuguesa. O Benfica foi a equipa convidada para a inauguração, e com toda a frieza, o clube de Lisboa goleou o FC Porto por 8–2. Em 1962–63 é inaugurada o sistema elétrico das Antas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao longo do século o recinto foi ficando maior, devido à inclusão do Pavilhão Américo de Sá, para as modalidade de basquetebol, andebol e hóquei em patins, da piscina coberta, três campos relvados de treino, a Loja Azul, o Bingo, a Sala-Museu e a Torre das Antas. Além disso, sofreu um rebaixamento que permitiu aumentar a lotação para noventa mil lugares em 1986, o que levou a ser um dos estádios eleitos para o Mundial de juniores de 1991. Mas ainda antes, em 1973, o recinto foi palco de um triste falecimento de um jogador portista, Pavão, caído no relvado num jogo do campeonato devido a um ataque cardíaco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 9 de março de 1994, o estádio foi penhorado pelo ministro das finanças, Eduardo Catroga, devido a uma dívida fiscal de cerca de 200 mil contos. O estádio começou por ser demolido em 1 de abril de 2004 e acabou em 28 de junho de 2004, sendo substituído pelo atual [[Estadio_do_Dragao|Estádio do Dragão]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Inaugurado no dia 16 de novembro de 2003, o atual estádio do clube só começou a ser jogado em 2004 devido a problemas relacionados com a relva. A construção do estádio custou 98 milhões de euros, e tem uma capacidade para cerca de 50 mil espetadores. O amigável da inauguração resultou numa vitória de 2–0 contra o Barcelona, onde também se estreou Lionel Messi, então com dezasseis anos. O estádio também foi utilizado para o Euro 2004 e recebeu o jogo de abertura do Euro, em que Portugal perdeu 2–1 com a Grécia. O Dragão tem recebido entretanto várias distinções, entre elas a certificação GreenLight, entregue em 2004 pela Comissão Europeia, e a certificação &amp;quot;Sistema de Gestão Ambiental&amp;quot;, entregue em 2007 pela Associação Portuguesa de Certificação. As instalações do recinto também mereceram o certificado de &amp;quot;Sistema de Gestão de Qualidade&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Outros recintos e infraestruturas===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O FC Porto, para além destes recintos, possui também o Dragão Caixa: o pavilhão para as modalidades de hóquei em patins, basquetebol e andebol, inaugurado no dia 23 de abril de 2009 com uma capacidade para 2 179 espetadores; e um centro de treinos alugado para a modalidade de futebol, de nome Centro de Treinos e Formação Desportiva PortoGaia, inaugurado em 5 de agosto de 2002 em Vila Nova de Gaia e cedido pela Câmara Municipal de Gaia por um período de 50 anos. Para além destes centros desportivos, o clube possui também um museu: o chamado Museu do FC Porto by BMG, inaugurado no dia 28 de setembro de 2013. Contudo, o museu só abriu oficialmente ao público no dia 26 de outubro do mesmo ano.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Fil</name></author>
		
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&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== &amp;lt;big&amp;gt;História&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===  '''A Fundação e os primeiros anos''' ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Antonio Nicolau d'Almeida.jpg|miniaturadaimagem|António Nicolau d'Almeida, fundador do FC Porto]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 28 de setembro de 1893 no dia do aniversário do rei D. Carlos e da rainha D. Amélia, o Foot-Ball Club do Porto é fundado, por obra e graça do jovem de 20 anos António Nicolau d'Almeida, um comerciante do vinho do Porto que descobriu o futebol nas suas viagens a Inglaterra. O FC Porto inicia então os seus primeiros treinos no Campo do Prado, em Matosinhos, e no dia 8 de outubro disputa o primeiro jogo da história do clube, contra o Clube de Aveiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 25 de outubro de 1893, Nicolau d'Almeida convida o Club Lisbonense para uma partida de futebol, que decorreria no dia 2 de novembro. O Diário Ilustrado, com sede em Lisboa, é quem noticia o convite, e até a resposta do Club Lisbonense. Guilherme Pinto Basto, o então presidente do Club Lisbonense, aceitara então o convite mas não no dia previsto. A data escolhida foi o dia 2 de março do ano seguinte e para além disso, Pinto Basto conseguiu convencer D. Carlos a patrocinar o jogo, oferecendo também uma taça por parte do rei. O nome escolhido foi Taça D. Carlos I, ou ainda Cup d'El Rey. Jogado no Campo Alegre, no Porto, também chamado Campo dos Ingleses, casa do Oporto Cricket and Lawn-Tennis Club, o jogo acaba com uma derrota do FC Porto, por 1–0.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1896, António Nicolau d'Almeida casa-se com Hilda Rumsey e esta pede-lhe para se afastar do futebol, que considerava uma modalidade demasiado violenta. António aceita o seu pedido e afasta-se do clube que entrou num período de letargia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== '''A Refundação''' ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:JMC.jpg|miniaturadaimagem|José Monteiro da Costa, responsável pelo renascimento do Clube]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Doze anos depois, em 1906, José Monteiro da Costa regressou de Inglaterra, fascinado pelo mesmo desporto que encantara o seu amigo há mais de uma década e resolveu criar uma equipa de futebol, sob o nome &amp;quot;Grupo do Destino&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entretanto, José conversou com Nicolau d'Almeida sobre o projeto que iniciara em 1893. José não hesitou e extingue o Destino, refundando assim o FC Porto e instalando a primeira sede do clube nas instalações do recém-extinto Destino. A nova fundação ocorre no dia 2 de agosto de 1906, assumindo desde logo uma faceta de clube eclético, no qual se começaram a praticar também diversas outras modalidades. José decidiu o azul e branco como as cores do clube e manteve o nome do mesmo. Para além disso, foi desenhado o primeiro emblema do clube, que consistiu numa bola de metal azul com as iniciais &amp;quot;FCP&amp;quot;. Entretanto, é alugado à Companhia Hortícola Portuense o primeiro campo do clube, o Campo da Rainha, que fora simultaneamente o primeiro relvado de Portugal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
José Monteiro da Costa escolheu pintar o FC Porto de azul e branco, então as cores da bandeira nacional, e aprovou o primeiro emblema: uma bola de futebol azul, com as iniciais FCP em branco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== '''Divergências sobre o ano de fundação ''' === &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Até ao ano de 1988 era oficial a data de fundação do FC Porto como tendo sido a 2 de agosto de 1906, por iniciativa de José Monteiro da Costa. A 26 de fevereiro de 1988, realizou-se mais uma Assembleia Geral Ordinária, que tinha como principal ponto agendado a apreciação e votação do Relatório e Contas da Direção e Parecer do Conselho Fiscal referente à anuidade de 1987. Após várias intervenções de apoio ao presidente em funções, Jorge Nuno Pinto da Costa, o sócio Custódio Castro, encarregado da comissão nomeada para apreciar a problemática da fundação do clube, dissecou a questão, tendo decidido que &amp;quot;o FC Porto foi fundado em 1906 embora a semente tenha sido lançada em 1893&amp;quot;.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Foi, no entanto, a apresentação de Rui Guedes, autor da &amp;quot;Fotobiografia do FC Porto&amp;quot; quem haveria de dominar a noite, apresentando dois recortes de jornais da década de 90 do século XIX que, a seu entender, corroboraram a sua teoria de fundação do clube. Tendo sido apresentada e votada por ampla maioria a sua proposta de alteração dos estatutos, a redação do artigo primeiro passou a referir que o FC Porto, pessoa coletiva e de utilidade pública, foi fundado em 28 de setembro de 1893, tendo iniciado imediatamente a sua atividade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durante a vida do Futebol Clube do Porto existiram múltiplas atividades dos seus aniversários e comemorações centradas na sua data de fundação de 2 de agosto de 1906. Ao completar 50 anos de atividade, em 1956, foi uma vez mais campeão nacional, um objetivo que perseguia há 16 anos, tendo constituído ainda maior júbilo. Na obra &amp;quot;História do F.C. Porto&amp;quot; publicada por António Rodrigues Teles nesse mesmo ano comemorativo, na sua página 68 entre os 100 primeiros sócios do clube não consta António Nicolau d'Almeida. Uma das mais ativas diligências para a angariação de sócios realizou-se com as festividades do 70º aniversário do clube, entre agosto e novembro de 1976, com a Campanha dos 70.000 sócios. No final da década seguinte, festejando o 80º aniversário, a Companhia Seiva Trupe criou uma atraente obra intitulada &amp;quot;Um cálice de Porto: 1906-1986, 80 anos do Futebol Clube do Porto&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==='''Primeiros títulos nacionais e fases menos boas (1922–1981)'''===&lt;br /&gt;
Em junho de 1922, arranca a primeira edição do Campeonato de Portugal, primeira prova nacional oficial, criada pela União Portuguesa de Futebol, antecessora da Federação Portuguesa de Futebol, com o objetivo de juntar os campeões regionais de Lisboa e Porto. É o FC Porto quem leva a melhor na primeira edição, ganhando ao Sporting por 3–1, na finalíssima, a 18 de junho, e tornando-se no primeiro campeão português de futebol. Nesse mesmo ano, o futebolista &amp;quot;Simplício&amp;quot;, que fora também artista gráfico, conjugou o antigo símbolo do FC Porto com as armas da cidade do Porto, dando origem ao atual emblema do clube.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dois anos depois, na primeira prova de sempre nas piscinas do FC Porto, Luíz Canto Moniz ganha os 200 metros livres do campeonato nacional de natação, iniciando-se no mesmo ano a prática do hóquei em patins. Na modalidade de futebol, dias depois da derrota do FC Porto contra o Deportivo por 7–3, já na época seguinte a 15 de julho de 1925, Velez Carneiro, então jogador portista, é assassinado com quatro tiros pelo escriturário Carmindo Duarte, tendo a sua homenagem sido feita por Coelho da Costa, jogador que marcou o golo que valeu o título de campeão nacional de futebol. A 1926, inicia-se o basquetebol, por iniciativa de três jogadores, e três anos depois o clube estreia-se no hóquei em campo, a 20 de outubro de 1929.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O FC Porto conseguia tanto público que o Campo da Constituição começou a ficar pequeno. Por isso em 1933, foi proposta em Assembleia Geral a aquisição de terrenos para a construção de um novo estádio, o futuro Estádio das Antas. Enquanto não estava disponível, o clube jogava não só na Constituição, mas também em outros campos emprestados, de vez em quando, como o Campo do Ameal ou o Estádio do Lima.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1934–35, arranca a primeira edição do Campeonato Nacional da Primeira Divisão, ou simplesmente da Primeira Divisão, estimulada pela necessidade de se estabelecer uma estrutura futebolística mais forte no país, tendo essa ideia surgido após Portugal ter perdido com a Espanha por 9–0, na eliminatória de acesso ao Mundial de 1934. É o FC Porto quem a vence, com dois pontos de avanço sobre o segundo classificado, o Sporting, sob a gerência do húngaro Joseph Szabo. Contudo, o FC Porto só volta a ser campeão nacional quatro anos depois, em 1938–39, no mesmo ano em que o Campo da Constituição aumenta a lotação para 20 mil lugares. Foi por pouco que o FC Porto não garantiu a descida à Segunda Divisão na temporada seguinte, pois a equipa futebolística acabou o campeonato regional na terceira posição nesse mesmo ano, lugar que não dava acesso à Primeira Divisão. Mas devido ao alargamento de clubes do principal escalão, o clube manteve-se na mais alta competição de futebol e curiosamente foi bicampeão pela primeira vez na sua história, em 1939–40. O mesmo aconteceu em 1941–42, quando o FC Porto voltou a ficar num lugar do campeonato regional que não dava acesso à Primeira Divisão, mas graças a um novo alargamento efetuado pela Federação, o FC Porto manteve-se novamente na Primeira Liga.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Logo na temporada seguinte, em 1942–43, o clube conseguiu um humilhante sétimo lugar no campeonato, pior da história até aquela altura. Os 12–2 sofridos pelo Benfica para o campeonato no dia 7 de fevereiro de 1943, e a eliminação na Taça de Portugal, sucessora do Campeonato de Portugal, pelo Vitória de Setúbal por 7–0, reforçaram ainda mais a fraca época dirigida pelo técnico húngaro Lipo Herczka. Apesar disso, o clube é hexacampeão nacional de andebol na temporada seguinte, e o número de sócios dos dragões aumenta, passando dos 1800 sócios para 4 mil.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1948, Fernando Moreira vence a 13ª edição da Volta a Portugal em bicicleta, e em 1952 o clube vence pela primeira vez o campeonato de basquetebol. Ainda no mesmo ano, desta vez na modalidade de futebol, o FC Porto venceu o poderoso Arsenal num amigável, considerado a melhor equipa do mundo na altura, por 3–2. Para compensar o feito, um grupo de seis sócios lançou uma campanha para a compra de uma taça: a &amp;quot;Taça Arsenal&amp;quot;, a maior taça do mundo, tendo custado duzentos contos e pesando cerca de 250 quilos, repartidos por 130 quilos de prata, os restantes num relicário com quase três metros de altura.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Depois das obras terem começado em inícios de 1951, o &amp;quot;Estádio do Futebol Clube do Porto&amp;quot; é inaugurado em 28 de maio de 1952, mas ficou para a história como Estádio das Antas. Na inauguração, os dragões perdem por uns incríveis 8–2 contra o convidado Benfica. Apesar de tudo, o clube chega à sua primeira final da Taça de Portugal na época seguinte, mas é novamente vencido pelo mesmo Benfica por 5–0. Estes episódios dramáticos chegaram ao fim em 1955–56, quando o clube portuense venceu a primeira dobradinha de futebol da sua história, ganhando ao Torreense na final da Taça por 2–0, e terminando em igualdade pontual com o Benfica no campeonato, que só deu o título de campeão por ter perdido 3–0 nas Antas e empatado em casa 1–1,campeonato esse que foi ganho quinze épocas depois. Com efeito, o clube participa pela primeira vez em competições europeias na época seguinte, mas o sonho de seguir longe terminou rapidamente após a eliminação contra o Atlético de Bilbao na 1ª eliminatória da Taça dos Clubes Campeões Europeus (derrota por 2–1 em casa na primeira mão e por 3–2 fora no segundo jogo).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nas épocas posteriores, entraram para o palmarés do clube duas Taças de Portugal de futebol, em 1958 e em 1968, um campeonato da mesma modalidade em 1959, quatro títulos consecutivos de Volta a Portugal em bicicleta em 1963 e o primeiro título de campeão nacional de voleibol em 1965. No futebol, o cenário inverteu-se quando o FC Porto termina a liga em nono lugar em 1969–70, pior da história, e é eliminado tanto na Taça de Portugal pelo Tirsense, como na Taça das Cidades com Feiras pelos ingleses do Newcastle. O número de sócios aumenta para cerca de 41 mil em 1971, e no bilhar o clube obtém o terceiro lugar no campeonato europeu em 1972, melhor classificação da história por um equipa portuguesa. Entretanto, Pavão, antigo futebolista do clube, falece no dia 16 de dezembro de 1973 devido a um ataque cardíaco, durante um jogo em casa para o campeonato. Em 1977, o regresso de José Maria Pedroto, que fora jogador do clube por largas épocas, e a entrada de Jorge Nuno Pinto da Costa para diretor do departamento de futebol acaba com o jejum de títulos no futebol, com a conquista da Taça de Portugal frente ao Braga, e a promessa de uma estrutura mais forte no clube. Em 1977–78, 19 anos depois do último título de campeão nacional de futebol, os dragões voltam a conquistá-lo, mas perdem a final na Taça de Portugal frente ao Sporting, na finalíssima.] Na época seguinte: mais uma vez campeão nacional de futebol, e vários títulos nas modalidades, nomeadamente a Taça de Portugal em basquetebol, o campeonato nacional de ciclismo em equipas, a Taça de Portugal de andebol e o campeonato nacional de corta-mato, graças a Aurora Cunha. A 18 de novembro de 1981, o clube foi feito Membro Honorário da Ordem do Infante D. Henrique.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==='''Entrada de Pinto da Costa (1982–1999)'''===&lt;br /&gt;
A 17 de abril de 1982, Jorge Nuno Pinto da Costa é eleito presidente do FC Porto, começando o clube a ganhar terreno ao longo dos anos sobre os rivais de Lisboa em qualquer modalidade. A conquista da Taça das Taças em hóquei em patins na mesma época, frente ao Sporting—naquele que foi o primeiro título internacional do clube—, e a reconquista na época seguinte, frente ao Benfica, foi prova disso mesmo. Em 1982–83, Pedroto regressa, mas não consegue nenhum título na temporada, acabando no segundo lugar do campeonato e perdendo a final da Taça de Portugal diante do Benfica por 1–0 nas Antas. Em 1983–84, na última temporada de Pedroto, que entretanto cedeu o lugar a António Morais por causa de uma doença, o clube acaba a época com a Taça de Portugal no museu, ganha ao Rio Ave por 4–1, e a Supertaça, ganha ao Benfica na segunda mão por 2–1 na Luz, depois dum empate a zero em casa. Para além disso, o FC Porto chegou à primeira final europeia, a Taça das Taças, perdido para a Juventus por 2–1, com uma arbitragem tendenciosa para o lado dos italianos. Na época seguinte, o clube é finalmente campeão graças ao treinador Artur Jorge, vencendo também a Supertaça ao Benfica. Relativamente ao atletismo, Aurora Cunha bateu dois recordes nacionais e sagrou-se campeã mundial dos 10 km de estrada. A equipa de hóquei em patins vence novamente uma competição internacional em 1985–86, a Liga Europeia, numa época em que o FC Porto volta a ser campeão nacional em futebol e Aurora Cunha volta a vencer o Campeonato Mundial dos 15 e dos 10 quilómetros.Entretanto, a 9 de dezembro de 1986, é criada a secção de Desporto Adaptado do clube.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 27 de maio de 1987, na época de 1986–87, o clube finalmente consegue ganhar uma competição europeia no futebol, tendo ganho brilhantemente o favorito Bayern de Munique por 2–1 na final da Taça dos Campeões Europeus de 1986–87. Conquistada no Estádio Prater, em Viena, a equipa portuguesa esteve a perder até aos 78 minutos por 1–0, minuto em que Rabah Madjer se inspira, marca o famoso golo de calcanhar e empata a partida. Poucos minutos a seguir, Juary marca o golo da vitória do terceiro título da Taça dos Campeões Europeus em Portugal. O FC Porto nessa época foi ainda campeão da Supertaça, ganha novamente ao Benfica (1–1 em casa na primeira mão e 4–2 fora no segundo jogo), apesar de ter ficado em segundo lugar e de ter sido eliminado na Taça de Portugal frente ao Sporting.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com a saída de Artur Jorge na época seguinte, Tomislav Ivić assumiu o cargo mas nem por isso quebrou a série vitoriosa internacional—dois títulos internacionais, somando aos dois internos. Entre eles, a primeira Taça Intercontinental do clube e de Portugal, ganha na neve ao Peñarol por 2–1, e a primeira Supertaça Europeia do clube e novamente de Portugal, ganha ao Ajax (1–0 em ambas as mãos). O FC Porto foi ainda campeão nacional a quinze pontos do Benfica, segundo classificado, e vencedor da Taça de Portugal, tendo ganho ao Vitória de Guimarães por 1–0. A 3 de março de 1988, o clube foi feito Membro Honorário da Ordem do Mérito. Mais tarde, em 1989–90, a equipa de hóquei em patins volta a vencer a Liga Europeia, e quatro anos depois conquista pela primeira vez a Taça CERS, o que voltaria a acontecer em 1996. E foi na mesma época que o FC Porto gelou o Estádio da Luz na Supertaça de futebol, com a goleada de 5–0 ao seu maior rival, a sua maior vitória na casa do Benfica, num ano em que venceu o campeonato de futebol pela terceira vez consecutiva. Em 1998–99, o clube consegue vencer o campeonato nacional da mesma modalidade, o quinto consecutivo, um feito inédito e ultrapassado pelo Sporting que detinha o recorde de quatro campeonatos seguidos, alcançado nos anos 50. Apesar de ter sido eliminado na Taça de Portugal pelo Torreense nas Antas, a Supertaça não escapou e é vencida ao Braga.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==='''Novas conquistas internacionais (2000–)'''===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O &amp;quot;onze&amp;quot; que derrotou o Mónaco na final da Liga dos Campeões por 3–0.&lt;br /&gt;
Este novo século começou com um segundo lugar no campeonato de futebol, atrás do Boavista, por obra de Fernando Santos que foi depois despedido nessa época devido à falha do objetivo principal dois anos consecutivos. Apesar disso, o FC Porto não deixou de vencer títulos e conquistou a Taça de Portugal frente ao Marítimo. Na época seguinte, valeu a Octávio Machado e a José Mourinho um terceiro lugar no campeonato. No entanto, a Supertaça entrou novamente no palmarés portista, conquistada frente ao Boavista.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 16 de novembro de 2003, o Estádio do Dragão, com capacidade para cerca de 50 mil espetadores, foi inaugurado, mas só começou a ser jogado mais tarde devido a problemas relacionados com a relva. A inauguração ficou marcada pela estreia de Lionel Messi no Barcelona, clube convidado para a inauguração e derrotado por 2–0, com golos de Derlei e Hugo Almeida. Já no ano anterior, havia sido inaugurado outro complexo, a 5 de agosto de 2002: o Centro de Treinos e Formação Desportiva PortoGaia, destinado para os treinos da equipa e construído em Vila Nova de Gaia, composto por um miniestádio com capacidade para três mil pessoas, três campos de relva natural e um campo de relva sintética, entre outras instalações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira época de glória chegou na segunda época de José Mourinho, em 2002–03, com a conquista da primeira Taça UEFA do clube e de Portugal, tendo eliminado pelo caminho nomes ilustres como o Panathinaikos (perdendo a primeira mão por 1–0 em casa, e ganhando fora 2–0, nos quartos de final), a Società Sportiva Lazio (vitória por 4–1 em casa e 0–0 fora, nas meias-finais), e finalmente o Celtic, na final por 3–2, já no prolongamento. Para além disto, Mourinho ganhou também a Taça de Portugal, frente à &amp;quot;sua&amp;quot; União de Leiria, por 1–0, e o campeonato.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar de ter conquistado três títulos, Mourinho atingiu apenas o apogeu da sua carreira no clube no ano seguinte, quando o FC Porto venceu o Mónaco na final da Liga dos Campeões por 3–0, com golos de Carlos Alberto, Deco e Alenichev. Entre as suas vítimas, destacaram-se o Manchester United, que perdeu fora por 2–1 e empatou em casa 1–1, com um golo de Costinha aos 90 minutos que garantiu a passagem aos oitavos de final; o Lyon, que perdeu no Dragão por 2–0 e empatou em casa 2–2; e o Deportivo da Corunha, que, apesar de ter empatado fora, perdeu em casa por 1–0, permitindo à equipa portuguesa passar para a final. Voltou a vencer a Supertaça diante do Leiria, nessa mesma época, e na época seguinte, sob o comando de Víctor Fernández, o FC Porto derrotou o Once Caldas nos penaltis para vencer a segunda Taça Intercontinental, a última disputada. A Supertaça Europeia voltou a escapar, perdendo pela segunda vez consecutiva diante do Valência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 2008–09, o FC Porto sagrou-se tetracampeão nacional de futebol e ganhou a Taça de Portugal—sexta dobradinha da história—, por obra e graça de Jesualdo Ferreira (com a ajuda de Co Adriaanse, que venceu o campeonato em 2005–06). Os dragões atingiram ainda os quartos de final da Liga dos Campeões (depois de eliminarem o Atlético de Madrid nos oitavos), tendo sido eliminados graças a um golo de Cristiano Ronaldo na segunda mão, no Dragão, que valeu a passagem do Manchester United à fase seguinte, depois de ter empatado por 2–2 em casa dos red devils. Entretanto, com uma capacidade de 2 179 lugares, o Dragão Caixa, palco das modalidades de hóquei em patins, basquetebol e andebol, é inaugurado no dia 23 de abril de 2009, substituindo assim o antigo Pavilhão Américo de Sá.[&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Depois da época de 2009–10, com apenas dois títulos e um terceiro lugar no campeonato, sob o comando do mesmo Jesualdo Ferreira, André Villas-Boas entra no comando técnico e vence brilhantemente quatro títulos em 2010–11. Um deles internacional, a nova Liga Europa, vencida na final ao Braga por 1–0, com um golo aos 44 minutos do melhor marcador da competição Radamel Falcao, naquela que foi a primeira final entre clubes portugueses numa prova europeia. Entre os adversário eliminados, destacam-se o Villarreal, que foi goleado na primeira mão das meias-finais por 5–1, antes de ter ganho 3–2 em casa na segunda mão; o Spartak de Moscovo, que foi goleado em ambas as mãos, na primeira por 5–1, em casa, e na segunda por 5–2, fora; o CSKA de Moscovo nos oitavos de final e o Sevilha nos dezasseis avos de final. Para além do campeonato (invicto, com 21 pontos de avanço sobre o segundo classificado, o Benfica), da Taça de Portugal (6–2 ao Guimarães na final) e da Supertaça (2–0 ao Benfica), o FC Porto ainda passou a ser a equipa com mais títulos no futebol, com 69 títulos, ultrapassada ao Benfica que tinha na altura 68. Ainda nessa época, os juniores de futebol conquistaram pela primeira vez um título oficial de dimensão internacional para os escalões de formação do clube: o Blue Stars/FIFA Youth Cup. Duas épocas depois, em 2012–13, o FC Porto volta a ser campeão invicto, desta vez sob o comando de Vítor&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &amp;lt;big&amp;gt;Recintos&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Campo_do_Prado|Campo do Prado]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Campo_da_Rua_da_Rainha|Campo da Rua da Rainha]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Campo_da_Constituicao|Campo da Constituição]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Estadio_do_Lima|Estádio do Lima]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Campo_do_Ameal|Campo do Ameal]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Estadio_das_Antas|Estádio das Antas]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Estadio_do_Dragao|Estádio do Dragão]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Do Campo do Prado ao Estádio do Dragão===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O primeiro campo utilizado pelo FC Porto para a modalidade do futebol foi o [[Campo_do_Prado|Campo do Prado]], em Matosinhos, onde iniciou os seus primeiros treinos no inicío de outubro de 1893. Mais tarde em 1906, é alugado à Companhia Hortícola Portuense o [[Campo_da_Rua_da_Rainha|Campo da Rua da Rainha]], que fora entretanto um terreno não cultivado. Era um pequeno campo de trinta por cinquenta metros, o primeiro relvado de Portugal. No mesmo ano foram transferidos os viveiros de plantas para outro local, permitindo ao clube criar um campo com as medidas oficiais, rodeado de bancos para 600 pessoas e ainda uma pista de atletismo, balneários e um bar. O aluguer anual era de 20.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para além de tanta assistência que a equipa trazia ao recinto, no final de 1911, o FC Porto foi informado da gradual desocupação do Campo da Rainha para a construção de uma fábrica, que iria ser construído no relvado. Portanto em julho de 1912, uma assembleia geral aprova um novo terreno, o [[Campo_da_Constituicao|Campo da Constituição]], na Rua da Constituição, alugado por 350 escudos anuais e também subalugado por outras três equipas. Para comemorar a nova casa, os ingleses do Oporto Cricket Lawn-Tennis Club organizaram uma partida, do qual saíram vencedores por 5–2. Em agosto do mesmo ano, juntamente com o Leixões, o FC Porto cria a Associação de Futebol do Porto, tendo começado na época seguinte o Campeonato do Porto. Na primeira edição da prova, acabou em segundo lugar, ficando atrás do Boavista, tendo ganho na seguinte temporada, numa competição em que viria a ganhar 30 edições, 21 delas consecutivas, entre 1915 e 1947. A outra modalidade do clube, pesos e halteres, destacar-se-ia na seguinte época de 1915–16, com o duplo campeonato nacional alcançado por Carlos Oliveira. A época posterior foi também de grande interesse, devido à inauguração do campo de ténis, substituindo o rinque de patinagem, que serviu para mostrar os troféus e taças conquistados pelo clube. O FC Porto, no entanto, em 1917–18, perde o título para o Salgueiros depois de três temporadas consecutivas a vencê-la, sendo que os motivos prenderam-se no facto de mais de metade dos jogadores estarem a lutar na I Guerra Mundial. Morreu um jogador, Vidal Pinheiro. Na temporada 1920–21, o clube tenta a compra do Campo Nova Sintra, mas desiste da ideia devido ao alto valor do terreno, que custaria 800 contos, continuando o Campo da Constituição como casa do clube.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mais tarde, para mostrar as taças conquistadas do clube, o FC Porto inaugura o campo de ténis em 1917, substituindo assim o antigo rinque de patinagem. Em 1920, o clube adquire o Campo da Constituição, na sequência do arrendamento por dez anos (400 escudos nos primeiros cinco anos e 450 nos restantes cinco). A comemoração foi feita através de um torneio amigável triangular, do qual saiu vencedor. Na temporada 1920–21, o clube tenta a compra do Campo Nova Sintra, mas desiste da ideia devido ao alto valor do terreno, continuando o Campo da Constituição como casa do clube. Na época 1928–29 é renovado o contrato de arrendamento do Campo da Constituição, com uma renda anual de 12 mil escudos, pagos em duas prestações de 6 mil escudos. Em 1938–39, o campo aumenta a lotação para 20 mil pessoas, o que implicou num aumento das receitas de bilheteira. O atual campo começou a ficar pequeno, por isso em 1933 foi proposta numa assembleia geral a aquisição de novos terrenos para um novo estádio, o [[Estadio_das_Antas|Estádio das Antas]]. Enquanto a nova casa não estava disponível, o FC Porto jogava de vez em quando noutros campos emprestados, como o [[Estadio_do_Lima|Estádio do Lima]] ou o [[Campo_do_Ameal|Campo do Ameal]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira pedra foi lançada a dezembro de 1949, mas a obra só começou um mês depois. José Bacelar, sócio número um do clube, pagou o salário do primeiro dia de trabalho a todos os operários. A inauguração acontece finalmente no dia 28 de maio de 1952, oficialmente denominado como &amp;quot;Estádio do Futebol Clube do Porto&amp;quot;, onde esteve presente o general Craveiro Lopes, então presidente da República Portuguesa. O Benfica foi a equipa convidada para a inauguração, e com toda a frieza, o clube de Lisboa goleou o FC Porto por 8–2. Em 1962–63 é inaugurada o sistema elétrico das Antas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao longo do século o recinto foi ficando maior, devido à inclusão do Pavilhão Américo de Sá, para as modalidade de basquetebol, andebol e hóquei em patins, da piscina coberta, três campos relvados de treino, a Loja Azul, o Bingo, a Sala-Museu e a Torre das Antas. Além disso, sofreu um rebaixamento que permitiu aumentar a lotação para noventa mil lugares em 1986, o que levou a ser um dos estádios eleitos para o Mundial de juniores de 1991. Mas ainda antes, em 1973, o recinto foi palco de um triste falecimento de um jogador portista, Pavão, caído no relvado num jogo do campeonato devido a um ataque cardíaco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 9 de março de 1994, o estádio foi penhorado pelo ministro das finanças, Eduardo Catroga, devido a uma dívida fiscal de cerca de 200 mil contos. O estádio começou por ser demolido em 1 de abril de 2004 e acabou em 28 de junho de 2004, sendo substituído pelo atual [[Estadio_do_Dragao|Estádio do Dragão]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Inaugurado no dia 16 de novembro de 2003, o atual estádio do clube só começou a ser jogado em 2004 devido a problemas relacionados com a relva. A construção do estádio custou 98 milhões de euros, e tem uma capacidade para cerca de 50 mil espetadores. O amigável da inauguração resultou numa vitória de 2–0 contra o Barcelona, onde também se estreou Lionel Messi, então com dezasseis anos. O estádio também foi utilizado para o Euro 2004 e recebeu o jogo de abertura do Euro, em que Portugal perdeu 2–1 com a Grécia. O Dragão tem recebido entretanto várias distinções, entre elas a certificação GreenLight, entregue em 2004 pela Comissão Europeia, e a certificação &amp;quot;Sistema de Gestão Ambiental&amp;quot;, entregue em 2007 pela Associação Portuguesa de Certificação. As instalações do recinto também mereceram o certificado de &amp;quot;Sistema de Gestão de Qualidade&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Outros recintos e infraestruturas===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O FC Porto, para além destes recintos, possui também o Dragão Caixa: o pavilhão para as modalidades de hóquei em patins, basquetebol e andebol, inaugurado no dia 23 de abril de 2009 com uma capacidade para 2 179 espetadores; e um centro de treinos alugado para a modalidade de futebol, de nome Centro de Treinos e Formação Desportiva PortoGaia, inaugurado em 5 de agosto de 2002 em Vila Nova de Gaia e cedido pela Câmara Municipal de Gaia por um período de 50 anos. Para além destes centros desportivos, o clube possui também um museu: o chamado Museu do FC Porto by BMG, inaugurado no dia 28 de setembro de 2013. Contudo, o museu só abriu oficialmente ao público no dia 26 de outubro do mesmo ano.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Fil</name></author>
		
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&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== &amp;lt;big&amp;gt;História&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===  '''A Fundação e os primeiros anos''' ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Antonio Nicolau d'Almeida.jpg|miniaturadaimagem|António Nicolau d'Almeida, fundador do FC Porto]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 28 de setembro de 1893 no dia do aniversário do rei D. Carlos e da rainha D. Amélia, o Foot-Ball Club do Porto é fundado, por obra e graça do jovem de 20 anos António Nicolau d'Almeida, um comerciante do vinho do Porto que descobriu o futebol nas suas viagens a Inglaterra. O FC Porto inicia então os seus primeiros treinos no Campo do Prado, em Matosinhos, e no dia 8 de outubro disputa o primeiro jogo da história do clube, contra o Clube de Aveiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 25 de outubro de 1893, Nicolau d'Almeida convida o Club Lisbonense para uma partida de futebol, que decorreria no dia 2 de novembro. O Diário Ilustrado, com sede em Lisboa, é quem noticia o convite, e até a resposta do Club Lisbonense. Guilherme Pinto Basto, o então presidente do Club Lisbonense, aceitara então o convite mas não no dia previsto. A data escolhida foi o dia 2 de março do ano seguinte e para além disso, Pinto Basto conseguiu convencer D. Carlos a patrocinar o jogo, oferecendo também uma taça por parte do rei. O nome escolhido foi Taça D. Carlos I, ou ainda Cup d'El Rey. Jogado no Campo Alegre, no Porto, também chamado Campo dos Ingleses, casa do Oporto Cricket and Lawn-Tennis Club, o jogo acaba com uma derrota do FC Porto, por 1–0.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1896, António Nicolau d'Almeida casa-se com Hilda Rumsey e esta pede-lhe para se afastar do futebol, que considerava uma modalidade demasiado violenta. António aceita o seu pedido e afasta-se do clube que entrou num período de letargia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== '''A Refundação''' ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:JMC.jpg|miniaturadaimagem|José Monteiro da Costa, responsável pelo renascimento do Clube]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Doze anos depois, em 1906, José Monteiro da Costa regressou de Inglaterra, fascinado pelo mesmo desporto que encantara o seu amigo há mais de uma década e resolveu criar uma equipa de futebol, sob o nome &amp;quot;Grupo do Destino&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entretanto, José conversou com Nicolau d'Almeida sobre o projeto que iniciara em 1893. José não hesitou e extingue o Destino, refundando assim o FC Porto e instalando a primeira sede do clube nas instalações do recém-extinto Destino. A nova fundação ocorre no dia 2 de agosto de 1906, assumindo desde logo uma faceta de clube eclético, no qual se começaram a praticar também diversas outras modalidades. José decidiu o azul e branco como as cores do clube e manteve o nome do mesmo. Para além disso, foi desenhado o primeiro emblema do clube, que consistiu numa bola de metal azul com as iniciais &amp;quot;FCP&amp;quot;. Entretanto, é alugado à Companhia Hortícola Portuense o primeiro campo do clube, o Campo da Rainha, que fora simultaneamente o primeiro relvado de Portugal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
José Monteiro da Costa escolheu pintar o FC Porto de azul e branco, então as cores da bandeira nacional, e aprovou o primeiro emblema: uma bola de futebol azul, com as iniciais FCP em branco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== '''Divergências sobre o ano de fundação ''' === &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Até ao ano de 1988 era oficial a data de fundação do FC Porto como tendo sido a 2 de agosto de 1906, por iniciativa de José Monteiro da Costa. A 26 de fevereiro de 1988, realizou-se mais uma Assembleia Geral Ordinária, que tinha como principal ponto agendado a apreciação e votação do Relatório e Contas da Direção e Parecer do Conselho Fiscal referente à anuidade de 1987. Após várias intervenções de apoio ao presidente em funções, Jorge Nuno Pinto da Costa, o sócio Custódio Castro, encarregado da comissão nomeada para apreciar a problemática da fundação do clube, dissecou a questão, tendo decidido que &amp;quot;o FC Porto foi fundado em 1906 embora a semente tenha sido lançada em 1893&amp;quot;.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Foi, no entanto, a apresentação de Rui Guedes, autor da &amp;quot;Fotobiografia do FC Porto&amp;quot; quem haveria de dominar a noite, apresentando dois recortes de jornais da década de 90 do século XIX que, a seu entender, corroboraram a sua teoria de fundação do clube. Tendo sido apresentada e votada por ampla maioria a sua proposta de alteração dos estatutos, a redação do artigo primeiro passou a referir que o FC Porto, pessoa coletiva e de utilidade pública, foi fundado em 28 de setembro de 1893, tendo iniciado imediatamente a sua atividade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durante a vida do Futebol Clube do Porto existiram múltiplas atividades dos seus aniversários e comemorações centradas na sua data de fundação de 2 de agosto de 1906. Ao completar 50 anos de atividade, em 1956, foi uma vez mais campeão nacional, um objetivo que perseguia há 16 anos, tendo constituído ainda maior júbilo. Na obra &amp;quot;História do F.C. Porto&amp;quot; publicada por António Rodrigues Teles nesse mesmo ano comemorativo, na sua página 68 entre os 100 primeiros sócios do clube não consta António Nicolau d'Almeida. Uma das mais ativas diligências para a angariação de sócios realizou-se com as festividades do 70º aniversário do clube, entre agosto e novembro de 1976, com a Campanha dos 70.000 sócios. No final da década seguinte, festejando o 80º aniversário, a Companhia Seiva Trupe criou uma atraente obra intitulada &amp;quot;Um cálice de Porto: 1906-1986, 80 anos do Futebol Clube do Porto&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Primeiros títulos nacionais e fases menos boas(1922–1981)===&lt;br /&gt;
Em junho de 1922, arranca a primeira edição do Campeonato de Portugal, primeira prova nacional oficial, criada pela União Portuguesa de Futebol, antecessora da Federação Portuguesa de Futebol, com o objetivo de juntar os campeões regionais de Lisboa e Porto. É o FC Porto quem leva a melhor na primeira edição, ganhando ao Sporting por 3–1, na finalíssima, a 18 de junho, e tornando-se no primeiro campeão português de futebol. Nesse mesmo ano, o futebolista &amp;quot;Simplício&amp;quot;, que fora também artista gráfico, conjugou o antigo símbolo do FC Porto com as armas da cidade do Porto, dando origem ao atual emblema do clube.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dois anos depois, na primeira prova de sempre nas piscinas do FC Porto, Luíz Canto Moniz ganha os 200 metros livres do campeonato nacional de natação, iniciando-se no mesmo ano a prática do hóquei em patins. Na modalidade de futebol, dias depois da derrota do FC Porto contra o Deportivo por 7–3, já na época seguinte a 15 de julho de 1925, Velez Carneiro, então jogador portista, é assassinado com quatro tiros pelo escriturário Carmindo Duarte, tendo a sua homenagem sido feita por Coelho da Costa, jogador que marcou o golo que valeu o título de campeão nacional de futebol. A 1926, inicia-se o basquetebol, por iniciativa de três jogadores, e três anos depois o clube estreia-se no hóquei em campo, a 20 de outubro de 1929.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O FC Porto conseguia tanto público que o Campo da Constituição começou a ficar pequeno. Por isso em 1933, foi proposta em Assembleia Geral a aquisição de terrenos para a construção de um novo estádio, o futuro Estádio das Antas. Enquanto não estava disponível, o clube jogava não só na Constituição, mas também em outros campos emprestados, de vez em quando, como o Campo do Ameal ou o Estádio do Lima.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1934–35, arranca a primeira edição do Campeonato Nacional da Primeira Divisão, ou simplesmente da Primeira Divisão, estimulada pela necessidade de se estabelecer uma estrutura futebolística mais forte no país, tendo essa ideia surgido após Portugal ter perdido com a Espanha por 9–0, na eliminatória de acesso ao Mundial de 1934. É o FC Porto quem a vence, com dois pontos de avanço sobre o segundo classificado, o Sporting, sob a gerência do húngaro Joseph Szabo. Contudo, o FC Porto só volta a ser campeão nacional quatro anos depois, em 1938–39, no mesmo ano em que o Campo da Constituição aumenta a lotação para 20 mil lugares. Foi por pouco que o FC Porto não garantiu a descida à Segunda Divisão na temporada seguinte, pois a equipa futebolística acabou o campeonato regional na terceira posição nesse mesmo ano, lugar que não dava acesso à Primeira Divisão. Mas devido ao alargamento de clubes do principal escalão, o clube manteve-se na mais alta competição de futebol e curiosamente foi bicampeão pela primeira vez na sua história, em 1939–40. O mesmo aconteceu em 1941–42, quando o FC Porto voltou a ficar num lugar do campeonato regional que não dava acesso à Primeira Divisão, mas graças a um novo alargamento efetuado pela Federação, o FC Porto manteve-se novamente na Primeira Liga.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Logo na temporada seguinte, em 1942–43, o clube conseguiu um humilhante sétimo lugar no campeonato, pior da história até aquela altura. Os 12–2 sofridos pelo Benfica para o campeonato no dia 7 de fevereiro de 1943, e a eliminação na Taça de Portugal, sucessora do Campeonato de Portugal, pelo Vitória de Setúbal por 7–0, reforçaram ainda mais a fraca época dirigida pelo técnico húngaro Lipo Herczka. Apesar disso, o clube é hexacampeão nacional de andebol na temporada seguinte, e o número de sócios dos dragões aumenta, passando dos 1800 sócios para 4 mil.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1948, Fernando Moreira vence a 13ª edição da Volta a Portugal em bicicleta, e em 1952 o clube vence pela primeira vez o campeonato de basquetebol. Ainda no mesmo ano, desta vez na modalidade de futebol, o FC Porto venceu o poderoso Arsenal num amigável, considerado a melhor equipa do mundo na altura, por 3–2. Para compensar o feito, um grupo de seis sócios lançou uma campanha para a compra de uma taça: a &amp;quot;Taça Arsenal&amp;quot;, a maior taça do mundo, tendo custado duzentos contos e pesando cerca de 250 quilos, repartidos por 130 quilos de prata, os restantes num relicário com quase três metros de altura.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Depois das obras terem começado em inícios de 1951, o &amp;quot;Estádio do Futebol Clube do Porto&amp;quot; é inaugurado em 28 de maio de 1952, mas ficou para a história como Estádio das Antas. Na inauguração, os dragões perdem por uns incríveis 8–2 contra o convidado Benfica. Apesar de tudo, o clube chega à sua primeira final da Taça de Portugal na época seguinte, mas é novamente vencido pelo mesmo Benfica por 5–0. Estes episódios dramáticos chegaram ao fim em 1955–56, quando o clube portuense venceu a primeira dobradinha de futebol da sua história, ganhando ao Torreense na final da Taça por 2–0, e terminando em igualdade pontual com o Benfica no campeonato, que só deu o título de campeão por ter perdido 3–0 nas Antas e empatado em casa 1–1,campeonato esse que foi ganho quinze épocas depois. Com efeito, o clube participa pela primeira vez em competições europeias na época seguinte, mas o sonho de seguir longe terminou rapidamente após a eliminação contra o Atlético de Bilbao na 1ª eliminatória da Taça dos Clubes Campeões Europeus (derrota por 2–1 em casa na primeira mão e por 3–2 fora no segundo jogo).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nas épocas posteriores, entraram para o palmarés do clube duas Taças de Portugal de futebol, em 1958 e em 1968, um campeonato da mesma modalidade em 1959, quatro títulos consecutivos de Volta a Portugal em bicicleta em 1963 e o primeiro título de campeão nacional de voleibol em 1965. No futebol, o cenário inverteu-se quando o FC Porto termina a liga em nono lugar em 1969–70, pior da história, e é eliminado tanto na Taça de Portugal pelo Tirsense, como na Taça das Cidades com Feiras pelos ingleses do Newcastle. O número de sócios aumenta para cerca de 41 mil em 1971, e no bilhar o clube obtém o terceiro lugar no campeonato europeu em 1972, melhor classificação da história por um equipa portuguesa. Entretanto, Pavão, antigo futebolista do clube, falece no dia 16 de dezembro de 1973 devido a um ataque cardíaco, durante um jogo em casa para o campeonato. Em 1977, o regresso de José Maria Pedroto, que fora jogador do clube por largas épocas, e a entrada de Jorge Nuno Pinto da Costa para diretor do departamento de futebol acaba com o jejum de títulos no futebol, com a conquista da Taça de Portugal frente ao Braga, e a promessa de uma estrutura mais forte no clube. Em 1977–78, 19 anos depois do último título de campeão nacional de futebol, os dragões voltam a conquistá-lo, mas perdem a final na Taça de Portugal frente ao Sporting, na finalíssima.] Na época seguinte: mais uma vez campeão nacional de futebol, e vários títulos nas modalidades, nomeadamente a Taça de Portugal em basquetebol, o campeonato nacional de ciclismo em equipas, a Taça de Portugal de andebol e o campeonato nacional de corta-mato, graças a Aurora Cunha. A 18 de novembro de 1981, o clube foi feito Membro Honorário da Ordem do Infante D. Henrique.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Entrada de Pinto da Costa (1982–1999)===&lt;br /&gt;
A 17 de abril de 1982, Jorge Nuno Pinto da Costa é eleito presidente do FC Porto, começando o clube a ganhar terreno ao longo dos anos sobre os rivais de Lisboa em qualquer modalidade. A conquista da Taça das Taças em hóquei em patins na mesma época, frente ao Sporting—naquele que foi o primeiro título internacional do clube—, e a reconquista na época seguinte, frente ao Benfica, foi prova disso mesmo. Em 1982–83, Pedroto regressa, mas não consegue nenhum título na temporada, acabando no segundo lugar do campeonato e perdendo a final da Taça de Portugal diante do Benfica por 1–0 nas Antas. Em 1983–84, na última temporada de Pedroto, que entretanto cedeu o lugar a António Morais por causa de uma doença, o clube acaba a época com a Taça de Portugal no museu, ganha ao Rio Ave por 4–1, e a Supertaça, ganha ao Benfica na segunda mão por 2–1 na Luz, depois dum empate a zero em casa. Para além disso, o FC Porto chegou à primeira final europeia, a Taça das Taças, perdido para a Juventus por 2–1, com uma arbitragem tendenciosa para o lado dos italianos. Na época seguinte, o clube é finalmente campeão graças ao treinador Artur Jorge, vencendo também a Supertaça ao Benfica. Relativamente ao atletismo, Aurora Cunha bateu dois recordes nacionais e sagrou-se campeã mundial dos 10 km de estrada. A equipa de hóquei em patins vence novamente uma competição internacional em 1985–86, a Liga Europeia, numa época em que o FC Porto volta a ser campeão nacional em futebol e Aurora Cunha volta a vencer o Campeonato Mundial dos 15 e dos 10 quilómetros.Entretanto, a 9 de dezembro de 1986, é criada a secção de Desporto Adaptado do clube.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 27 de maio de 1987, na época de 1986–87, o clube finalmente consegue ganhar uma competição europeia no futebol, tendo ganho brilhantemente o favorito Bayern de Munique por 2–1 na final da Taça dos Campeões Europeus de 1986–87. Conquistada no Estádio Prater, em Viena, a equipa portuguesa esteve a perder até aos 78 minutos por 1–0, minuto em que Rabah Madjer se inspira, marca o famoso golo de calcanhar e empata a partida. Poucos minutos a seguir, Juary marca o golo da vitória do terceiro título da Taça dos Campeões Europeus em Portugal. O FC Porto nessa época foi ainda campeão da Supertaça, ganha novamente ao Benfica (1–1 em casa na primeira mão e 4–2 fora no segundo jogo), apesar de ter ficado em segundo lugar e de ter sido eliminado na Taça de Portugal frente ao Sporting.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com a saída de Artur Jorge na época seguinte, Tomislav Ivić assumiu o cargo mas nem por isso quebrou a série vitoriosa internacional—dois títulos internacionais, somando aos dois internos. Entre eles, a primeira Taça Intercontinental do clube e de Portugal, ganha na neve ao Peñarol por 2–1, e a primeira Supertaça Europeia do clube e novamente de Portugal, ganha ao Ajax (1–0 em ambas as mãos). O FC Porto foi ainda campeão nacional a quinze pontos do Benfica, segundo classificado, e vencedor da Taça de Portugal, tendo ganho ao Vitória de Guimarães por 1–0. A 3 de março de 1988, o clube foi feito Membro Honorário da Ordem do Mérito. Mais tarde, em 1989–90, a equipa de hóquei em patins volta a vencer a Liga Europeia, e quatro anos depois conquista pela primeira vez a Taça CERS, o que voltaria a acontecer em 1996. E foi na mesma época que o FC Porto gelou o Estádio da Luz na Supertaça de futebol, com a goleada de 5–0 ao seu maior rival, a sua maior vitória na casa do Benfica, num ano em que venceu o campeonato de futebol pela terceira vez consecutiva. Em 1998–99, o clube consegue vencer o campeonato nacional da mesma modalidade, o quinto consecutivo, um feito inédito e ultrapassado pelo Sporting que detinha o recorde de quatro campeonatos seguidos, alcançado nos anos 50. Apesar de ter sido eliminado na Taça de Portugal pelo Torreense nas Antas, a Supertaça não escapou e é vencida ao Braga.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Novas conquistas internacionais (2000–)===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O &amp;quot;onze&amp;quot; que derrotou o Mónaco na final da Liga dos Campeões por 3–0.&lt;br /&gt;
Este novo século começou com um segundo lugar no campeonato de futebol, atrás do Boavista, por obra de Fernando Santos que foi depois despedido nessa época devido à falha do objetivo principal dois anos consecutivos. Apesar disso, o FC Porto não deixou de vencer títulos e conquistou a Taça de Portugal frente ao Marítimo. Na época seguinte, valeu a Octávio Machado e a José Mourinho um terceiro lugar no campeonato. No entanto, a Supertaça entrou novamente no palmarés portista, conquistada frente ao Boavista.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 16 de novembro de 2003, o Estádio do Dragão, com capacidade para cerca de 50 mil espetadores, foi inaugurado, mas só começou a ser jogado mais tarde devido a problemas relacionados com a relva. A inauguração ficou marcada pela estreia de Lionel Messi no Barcelona, clube convidado para a inauguração e derrotado por 2–0, com golos de Derlei e Hugo Almeida. Já no ano anterior, havia sido inaugurado outro complexo, a 5 de agosto de 2002: o Centro de Treinos e Formação Desportiva PortoGaia, destinado para os treinos da equipa e construído em Vila Nova de Gaia, composto por um miniestádio com capacidade para três mil pessoas, três campos de relva natural e um campo de relva sintética, entre outras instalações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira época de glória chegou na segunda época de José Mourinho, em 2002–03, com a conquista da primeira Taça UEFA do clube e de Portugal, tendo eliminado pelo caminho nomes ilustres como o Panathinaikos (perdendo a primeira mão por 1–0 em casa, e ganhando fora 2–0, nos quartos de final), a Società Sportiva Lazio (vitória por 4–1 em casa e 0–0 fora, nas meias-finais), e finalmente o Celtic, na final por 3–2, já no prolongamento. Para além disto, Mourinho ganhou também a Taça de Portugal, frente à &amp;quot;sua&amp;quot; União de Leiria, por 1–0, e o campeonato.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar de ter conquistado três títulos, Mourinho atingiu apenas o apogeu da sua carreira no clube no ano seguinte, quando o FC Porto venceu o Mónaco na final da Liga dos Campeões por 3–0, com golos de Carlos Alberto, Deco e Alenichev. Entre as suas vítimas, destacaram-se o Manchester United, que perdeu fora por 2–1 e empatou em casa 1–1, com um golo de Costinha aos 90 minutos que garantiu a passagem aos oitavos de final; o Lyon, que perdeu no Dragão por 2–0 e empatou em casa 2–2; e o Deportivo da Corunha, que, apesar de ter empatado fora, perdeu em casa por 1–0, permitindo à equipa portuguesa passar para a final. Voltou a vencer a Supertaça diante do Leiria, nessa mesma época, e na época seguinte, sob o comando de Víctor Fernández, o FC Porto derrotou o Once Caldas nos penaltis para vencer a segunda Taça Intercontinental, a última disputada. A Supertaça Europeia voltou a escapar, perdendo pela segunda vez consecutiva diante do Valência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 2008–09, o FC Porto sagrou-se tetracampeão nacional de futebol e ganhou a Taça de Portugal—sexta dobradinha da história—, por obra e graça de Jesualdo Ferreira (com a ajuda de Co Adriaanse, que venceu o campeonato em 2005–06). Os dragões atingiram ainda os quartos de final da Liga dos Campeões (depois de eliminarem o Atlético de Madrid nos oitavos), tendo sido eliminados graças a um golo de Cristiano Ronaldo na segunda mão, no Dragão, que valeu a passagem do Manchester United à fase seguinte, depois de ter empatado por 2–2 em casa dos red devils. Entretanto, com uma capacidade de 2 179 lugares, o Dragão Caixa, palco das modalidades de hóquei em patins, basquetebol e andebol, é inaugurado no dia 23 de abril de 2009, substituindo assim o antigo Pavilhão Américo de Sá.[&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Depois da época de 2009–10, com apenas dois títulos e um terceiro lugar no campeonato, sob o comando do mesmo Jesualdo Ferreira, André Villas-Boas entra no comando técnico e vence brilhantemente quatro títulos em 2010–11. Um deles internacional, a nova Liga Europa, vencida na final ao Braga por 1–0, com um golo aos 44 minutos do melhor marcador da competição Radamel Falcao, naquela que foi a primeira final entre clubes portugueses numa prova europeia. Entre os adversário eliminados, destacam-se o Villarreal, que foi goleado na primeira mão das meias-finais por 5–1, antes de ter ganho 3–2 em casa na segunda mão; o Spartak de Moscovo, que foi goleado em ambas as mãos, na primeira por 5–1, em casa, e na segunda por 5–2, fora; o CSKA de Moscovo nos oitavos de final e o Sevilha nos dezasseis avos de final. Para além do campeonato (invicto, com 21 pontos de avanço sobre o segundo classificado, o Benfica), da Taça de Portugal (6–2 ao Guimarães na final) e da Supertaça (2–0 ao Benfica), o FC Porto ainda passou a ser a equipa com mais títulos no futebol, com 69 títulos, ultrapassada ao Benfica que tinha na altura 68. Ainda nessa época, os juniores de futebol conquistaram pela primeira vez um título oficial de dimensão internacional para os escalões de formação do clube: o Blue Stars/FIFA Youth Cup. Duas épocas depois, em 2012–13, o FC Porto volta a ser campeão invicto, desta vez sob o comando de Vítor&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &amp;lt;big&amp;gt;Recintos&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Campo_do_Prado|Campo do Prado]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Campo_da_Rua_da_Rainha|Campo da Rua da Rainha]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Campo_da_Constituicao|Campo da Constituição]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Estadio_do_Lima|Estádio do Lima]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Campo_do_Ameal|Campo do Ameal]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Estadio_das_Antas|Estádio das Antas]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Estadio_do_Dragao|Estádio do Dragão]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Do Campo do Prado ao Estádio do Dragão===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O primeiro campo utilizado pelo FC Porto para a modalidade do futebol foi o [[Campo_do_Prado|Campo do Prado]], em Matosinhos, onde iniciou os seus primeiros treinos no inicío de outubro de 1893. Mais tarde em 1906, é alugado à Companhia Hortícola Portuense o [[Campo_da_Rua_da_Rainha|Campo da Rua da Rainha]], que fora entretanto um terreno não cultivado. Era um pequeno campo de trinta por cinquenta metros, o primeiro relvado de Portugal. No mesmo ano foram transferidos os viveiros de plantas para outro local, permitindo ao clube criar um campo com as medidas oficiais, rodeado de bancos para 600 pessoas e ainda uma pista de atletismo, balneários e um bar. O aluguer anual era de 20.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para além de tanta assistência que a equipa trazia ao recinto, no final de 1911, o FC Porto foi informado da gradual desocupação do Campo da Rainha para a construção de uma fábrica, que iria ser construído no relvado. Portanto em julho de 1912, uma assembleia geral aprova um novo terreno, o [[Campo_da_Constituicao|Campo da Constituição]], na Rua da Constituição, alugado por 350 escudos anuais e também subalugado por outras três equipas. Para comemorar a nova casa, os ingleses do Oporto Cricket Lawn-Tennis Club organizaram uma partida, do qual saíram vencedores por 5–2. Em agosto do mesmo ano, juntamente com o Leixões, o FC Porto cria a Associação de Futebol do Porto, tendo começado na época seguinte o Campeonato do Porto. Na primeira edição da prova, acabou em segundo lugar, ficando atrás do Boavista, tendo ganho na seguinte temporada, numa competição em que viria a ganhar 30 edições, 21 delas consecutivas, entre 1915 e 1947. A outra modalidade do clube, pesos e halteres, destacar-se-ia na seguinte época de 1915–16, com o duplo campeonato nacional alcançado por Carlos Oliveira. A época posterior foi também de grande interesse, devido à inauguração do campo de ténis, substituindo o rinque de patinagem, que serviu para mostrar os troféus e taças conquistados pelo clube. O FC Porto, no entanto, em 1917–18, perde o título para o Salgueiros depois de três temporadas consecutivas a vencê-la, sendo que os motivos prenderam-se no facto de mais de metade dos jogadores estarem a lutar na I Guerra Mundial. Morreu um jogador, Vidal Pinheiro. Na temporada 1920–21, o clube tenta a compra do Campo Nova Sintra, mas desiste da ideia devido ao alto valor do terreno, que custaria 800 contos, continuando o Campo da Constituição como casa do clube.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mais tarde, para mostrar as taças conquistadas do clube, o FC Porto inaugura o campo de ténis em 1917, substituindo assim o antigo rinque de patinagem. Em 1920, o clube adquire o Campo da Constituição, na sequência do arrendamento por dez anos (400 escudos nos primeiros cinco anos e 450 nos restantes cinco). A comemoração foi feita através de um torneio amigável triangular, do qual saiu vencedor. Na temporada 1920–21, o clube tenta a compra do Campo Nova Sintra, mas desiste da ideia devido ao alto valor do terreno, continuando o Campo da Constituição como casa do clube. Na época 1928–29 é renovado o contrato de arrendamento do Campo da Constituição, com uma renda anual de 12 mil escudos, pagos em duas prestações de 6 mil escudos. Em 1938–39, o campo aumenta a lotação para 20 mil pessoas, o que implicou num aumento das receitas de bilheteira. O atual campo começou a ficar pequeno, por isso em 1933 foi proposta numa assembleia geral a aquisição de novos terrenos para um novo estádio, o [[Estadio_das_Antas|Estádio das Antas]]. Enquanto a nova casa não estava disponível, o FC Porto jogava de vez em quando noutros campos emprestados, como o [[Estadio_do_Lima|Estádio do Lima]] ou o [[Campo_do_Ameal|Campo do Ameal]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira pedra foi lançada a dezembro de 1949, mas a obra só começou um mês depois. José Bacelar, sócio número um do clube, pagou o salário do primeiro dia de trabalho a todos os operários. A inauguração acontece finalmente no dia 28 de maio de 1952, oficialmente denominado como &amp;quot;Estádio do Futebol Clube do Porto&amp;quot;, onde esteve presente o general Craveiro Lopes, então presidente da República Portuguesa. O Benfica foi a equipa convidada para a inauguração, e com toda a frieza, o clube de Lisboa goleou o FC Porto por 8–2. Em 1962–63 é inaugurada o sistema elétrico das Antas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao longo do século o recinto foi ficando maior, devido à inclusão do Pavilhão Américo de Sá, para as modalidade de basquetebol, andebol e hóquei em patins, da piscina coberta, três campos relvados de treino, a Loja Azul, o Bingo, a Sala-Museu e a Torre das Antas. Além disso, sofreu um rebaixamento que permitiu aumentar a lotação para noventa mil lugares em 1986, o que levou a ser um dos estádios eleitos para o Mundial de juniores de 1991. Mas ainda antes, em 1973, o recinto foi palco de um triste falecimento de um jogador portista, Pavão, caído no relvado num jogo do campeonato devido a um ataque cardíaco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 9 de março de 1994, o estádio foi penhorado pelo ministro das finanças, Eduardo Catroga, devido a uma dívida fiscal de cerca de 200 mil contos. O estádio começou por ser demolido em 1 de abril de 2004 e acabou em 28 de junho de 2004, sendo substituído pelo atual [[Estadio_do_Dragao|Estádio do Dragão]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Inaugurado no dia 16 de novembro de 2003, o atual estádio do clube só começou a ser jogado em 2004 devido a problemas relacionados com a relva. A construção do estádio custou 98 milhões de euros, e tem uma capacidade para cerca de 50 mil espetadores. O amigável da inauguração resultou numa vitória de 2–0 contra o Barcelona, onde também se estreou Lionel Messi, então com dezasseis anos. O estádio também foi utilizado para o Euro 2004 e recebeu o jogo de abertura do Euro, em que Portugal perdeu 2–1 com a Grécia. O Dragão tem recebido entretanto várias distinções, entre elas a certificação GreenLight, entregue em 2004 pela Comissão Europeia, e a certificação &amp;quot;Sistema de Gestão Ambiental&amp;quot;, entregue em 2007 pela Associação Portuguesa de Certificação. As instalações do recinto também mereceram o certificado de &amp;quot;Sistema de Gestão de Qualidade&amp;quot;.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Fil</name></author>
		
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&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== &amp;lt;big&amp;gt;História&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===  '''A Fundação e os primeiros anos''' ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Antonio Nicolau d'Almeida.jpg|miniaturadaimagem|António Nicolau d'Almeida, fundador do FC Porto]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 28 de setembro de 1893 no dia do aniversário do rei D. Carlos e da rainha D. Amélia, o Foot-Ball Club do Porto é fundado, por obra e graça do jovem de 20 anos António Nicolau d'Almeida, um comerciante do vinho do Porto que descobriu o futebol nas suas viagens a Inglaterra. O FC Porto inicia então os seus primeiros treinos no Campo do Prado, em Matosinhos, e no dia 8 de outubro disputa o primeiro jogo da história do clube, contra o Clube de Aveiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 25 de outubro de 1893, Nicolau d'Almeida convida o Club Lisbonense para uma partida de futebol, que decorreria no dia 2 de novembro. O Diário Ilustrado, com sede em Lisboa, é quem noticia o convite, e até a resposta do Club Lisbonense. Guilherme Pinto Basto, o então presidente do Club Lisbonense, aceitara então o convite mas não no dia previsto. A data escolhida foi o dia 2 de março do ano seguinte e para além disso, Pinto Basto conseguiu convencer D. Carlos a patrocinar o jogo, oferecendo também uma taça por parte do rei. O nome escolhido foi Taça D. Carlos I, ou ainda Cup d'El Rey. Jogado no Campo Alegre, no Porto, também chamado Campo dos Ingleses, casa do Oporto Cricket and Lawn-Tennis Club, o jogo acaba com uma derrota do FC Porto, por 1–0.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1896, António Nicolau d'Almeida casa-se com Hilda Rumsey e esta pede-lhe para se afastar do futebol, que considerava uma modalidade demasiado violenta. António aceita o seu pedido e afasta-se do clube que entrou num período de letargia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== '''A Refundação''' ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:JMC.jpg|miniaturadaimagem|José Monteiro da Costa, responsável pelo renascimento do Clube]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Doze anos depois, em 1906, José Monteiro da Costa regressou de Inglaterra, fascinado pelo mesmo desporto que encantara o seu amigo há mais de uma década e resolveu criar uma equipa de futebol, sob o nome &amp;quot;Grupo do Destino&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entretanto, José conversou com Nicolau d'Almeida sobre o projeto que iniciara em 1893. José não hesitou e extingue o Destino, refundando assim o FC Porto e instalando a primeira sede do clube nas instalações do recém-extinto Destino. A nova fundação ocorre no dia 2 de agosto de 1906, assumindo desde logo uma faceta de clube eclético, no qual se começaram a praticar também diversas outras modalidades. José decidiu o azul e branco como as cores do clube e manteve o nome do mesmo. Para além disso, foi desenhado o primeiro emblema do clube, que consistiu numa bola de metal azul com as iniciais &amp;quot;FCP&amp;quot;. Entretanto, é alugado à Companhia Hortícola Portuense o primeiro campo do clube, o Campo da Rainha, que fora simultaneamente o primeiro relvado de Portugal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
José Monteiro da Costa escolheu pintar o FC Porto de azul e branco, então as cores da bandeira nacional, e aprovou o primeiro emblema: uma bola de futebol azul, com as iniciais FCP em branco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== '''Divergências sobre o ano de fundação ''' === &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Até ao ano de 1988 era oficial a data de fundação do FC Porto como tendo sido a 2 de agosto de 1906, por iniciativa de José Monteiro da Costa. A 26 de fevereiro de 1988, realizou-se mais uma Assembleia Geral Ordinária, que tinha como principal ponto agendado a apreciação e votação do Relatório e Contas da Direção e Parecer do Conselho Fiscal referente à anuidade de 1987. Após várias intervenções de apoio ao presidente em funções, Jorge Nuno Pinto da Costa, o sócio Custódio Castro, encarregado da comissão nomeada para apreciar a problemática da fundação do clube, dissecou a questão, tendo decidido que &amp;quot;o FC Porto foi fundado em 1906 embora a semente tenha sido lançada em 1893&amp;quot;.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Foi, no entanto, a apresentação de Rui Guedes, autor da &amp;quot;Fotobiografia do FC Porto&amp;quot; quem haveria de dominar a noite, apresentando dois recortes de jornais da década de 90 do século XIX que, a seu entender, corroboraram a sua teoria de fundação do clube. Tendo sido apresentada e votada por ampla maioria a sua proposta de alteração dos estatutos, a redação do artigo primeiro passou a referir que o FC Porto, pessoa coletiva e de utilidade pública, foi fundado em 28 de setembro de 1893, tendo iniciado imediatamente a sua atividade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durante a vida do Futebol Clube do Porto existiram múltiplas atividades dos seus aniversários e comemorações centradas na sua data de fundação de 2 de agosto de 1906. Ao completar 50 anos de atividade, em 1956, foi uma vez mais campeão nacional, um objetivo que perseguia há 16 anos, tendo constituído ainda maior júbilo. Na obra &amp;quot;História do F.C. Porto&amp;quot; publicada por António Rodrigues Teles nesse mesmo ano comemorativo, na sua página 68 entre os 100 primeiros sócios do clube não consta António Nicolau d'Almeida. Uma das mais ativas diligências para a angariação de sócios realizou-se com as festividades do 70º aniversário do clube, entre agosto e novembro de 1976, com a Campanha dos 70.000 sócios. No final da década seguinte, festejando o 80º aniversário, a Companhia Seiva Trupe criou uma atraente obra intitulada &amp;quot;Um cálice de Porto: 1906-1986, 80 anos do Futebol Clube do Porto&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &amp;lt;big&amp;gt;Recintos&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Campo_do_Prado|Campo do Prado]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Campo_da_Rua_da_Rainha|Campo da Rua da Rainha]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Campo_da_Constituicao|Campo da Constituição]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Estadio_do_Lima|Estádio do Lima]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Campo_do_Ameal|Campo do Ameal]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Estadio_das_Antas|Estádio das Antas]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Estadio_do_Dragao|Estádio do Dragão]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Do Campo do Prado ao Estádio do Dragão===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O primeiro campo utilizado pelo FC Porto para a modalidade do futebol foi o [[Campo_do_Prado|Campo do Prado]], em Matosinhos, onde iniciou os seus primeiros treinos no inicío de outubro de 1893. Mais tarde em 1906, é alugado à Companhia Hortícola Portuense o [[Campo_da_Rua_da_Rainha|Campo da Rua da Rainha]], que fora entretanto um terreno não cultivado. Era um pequeno campo de trinta por cinquenta metros, o primeiro relvado de Portugal. No mesmo ano foram transferidos os viveiros de plantas para outro local, permitindo ao clube criar um campo com as medidas oficiais, rodeado de bancos para 600 pessoas e ainda uma pista de atletismo, balneários e um bar. O aluguer anual era de 20.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para além de tanta assistência que a equipa trazia ao recinto, no final de 1911, o FC Porto foi informado da gradual desocupação do Campo da Rainha para a construção de uma fábrica, que iria ser construído no relvado. Portanto em julho de 1912, uma assembleia geral aprova um novo terreno, o [[Campo_da_Constituicao|Campo da Constituição]], na Rua da Constituição, alugado por 350 escudos anuais e também subalugado por outras três equipas. Para comemorar a nova casa, os ingleses do Oporto Cricket Lawn-Tennis Club organizaram uma partida, do qual saíram vencedores por 5–2. Em agosto do mesmo ano, juntamente com o Leixões, o FC Porto cria a Associação de Futebol do Porto, tendo começado na época seguinte o Campeonato do Porto. Na primeira edição da prova, acabou em segundo lugar, ficando atrás do Boavista, tendo ganho na seguinte temporada, numa competição em que viria a ganhar 30 edições, 21 delas consecutivas, entre 1915 e 1947. A outra modalidade do clube, pesos e halteres, destacar-se-ia na seguinte época de 1915–16, com o duplo campeonato nacional alcançado por Carlos Oliveira. A época posterior foi também de grande interesse, devido à inauguração do campo de ténis, substituindo o rinque de patinagem, que serviu para mostrar os troféus e taças conquistados pelo clube. O FC Porto, no entanto, em 1917–18, perde o título para o Salgueiros depois de três temporadas consecutivas a vencê-la, sendo que os motivos prenderam-se no facto de mais de metade dos jogadores estarem a lutar na I Guerra Mundial. Morreu um jogador, Vidal Pinheiro. Na temporada 1920–21, o clube tenta a compra do Campo Nova Sintra, mas desiste da ideia devido ao alto valor do terreno, que custaria 800 contos, continuando o Campo da Constituição como casa do clube.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mais tarde, para mostrar as taças conquistadas do clube, o FC Porto inaugura o campo de ténis em 1917, substituindo assim o antigo rinque de patinagem. Em 1920, o clube adquire o Campo da Constituição, na sequência do arrendamento por dez anos (400 escudos nos primeiros cinco anos e 450 nos restantes cinco). A comemoração foi feita através de um torneio amigável triangular, do qual saiu vencedor. Na temporada 1920–21, o clube tenta a compra do Campo Nova Sintra, mas desiste da ideia devido ao alto valor do terreno, continuando o Campo da Constituição como casa do clube. Na época 1928–29 é renovado o contrato de arrendamento do Campo da Constituição, com uma renda anual de 12 mil escudos, pagos em duas prestações de 6 mil escudos. Em 1938–39, o campo aumenta a lotação para 20 mil pessoas, o que implicou num aumento das receitas de bilheteira. O atual campo começou a ficar pequeno, por isso em 1933 foi proposta numa assembleia geral a aquisição de novos terrenos para um novo estádio, o [[Estadio_das_Antas|Estádio das Antas]]. Enquanto a nova casa não estava disponível, o FC Porto jogava de vez em quando noutros campos emprestados, como o [[Estadio_do_Lima|Estádio do Lima]] ou o [[Campo_do_Ameal|Campo do Ameal]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira pedra foi lançada a dezembro de 1949, mas a obra só começou um mês depois. José Bacelar, sócio número um do clube, pagou o salário do primeiro dia de trabalho a todos os operários. A inauguração acontece finalmente no dia 28 de maio de 1952, oficialmente denominado como &amp;quot;Estádio do Futebol Clube do Porto&amp;quot;, onde esteve presente o general Craveiro Lopes, então presidente da República Portuguesa. O Benfica foi a equipa convidada para a inauguração, e com toda a frieza, o clube de Lisboa goleou o FC Porto por 8–2. Em 1962–63 é inaugurada o sistema elétrico das Antas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao longo do século o recinto foi ficando maior, devido à inclusão do Pavilhão Américo de Sá, para as modalidade de basquetebol, andebol e hóquei em patins, da piscina coberta, três campos relvados de treino, a Loja Azul, o Bingo, a Sala-Museu e a Torre das Antas. Além disso, sofreu um rebaixamento que permitiu aumentar a lotação para noventa mil lugares em 1986, o que levou a ser um dos estádios eleitos para o Mundial de juniores de 1991. Mas ainda antes, em 1973, o recinto foi palco de um triste falecimento de um jogador portista, Pavão, caído no relvado num jogo do campeonato devido a um ataque cardíaco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 9 de março de 1994, o estádio foi penhorado pelo ministro das finanças, Eduardo Catroga, devido a uma dívida fiscal de cerca de 200 mil contos. O estádio começou por ser demolido em 1 de abril de 2004 e acabou em 28 de junho de 2004, sendo substituído pelo atual [[Estadio_do_Dragao|Estádio do Dragão]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Inaugurado no dia 16 de novembro de 2003, o atual estádio do clube só começou a ser jogado em 2004 devido a problemas relacionados com a relva. A construção do estádio custou 98 milhões de euros, e tem uma capacidade para cerca de 50 mil espetadores. O amigável da inauguração resultou numa vitória de 2–0 contra o Barcelona, onde também se estreou Lionel Messi, então com dezasseis anos. O estádio também foi utilizado para o Euro 2004 e recebeu o jogo de abertura do Euro, em que Portugal perdeu 2–1 com a Grécia. O Dragão tem recebido entretanto várias distinções, entre elas a certificação GreenLight, entregue em 2004 pela Comissão Europeia, e a certificação &amp;quot;Sistema de Gestão Ambiental&amp;quot;, entregue em 2007 pela Associação Portuguesa de Certificação. As instalações do recinto também mereceram o certificado de &amp;quot;Sistema de Gestão de Qualidade&amp;quot;.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Fil</name></author>
		
	</entry>
	<entry>
		<id>https://www.fcporto.ws/wiki/index.php?title=P%C3%A1gina_principal&amp;diff=56</id>
		<title>Página principal</title>
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		<updated>2021-01-30T21:55:59Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Fil: /* Recintos - Do Campo do Prado ao Estádio do Dragão */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== &amp;lt;big&amp;gt;História&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===  '''A Fundação e os primeiros anos''' ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Antonio Nicolau d'Almeida.jpg|miniaturadaimagem|António Nicolau d'Almeida, fundador do FC Porto]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 28 de setembro de 1893 no dia do aniversário do rei D. Carlos e da rainha D. Amélia, o Foot-Ball Club do Porto é fundado, por obra e graça do jovem de 20 anos António Nicolau d'Almeida, um comerciante do vinho do Porto que descobriu o futebol nas suas viagens a Inglaterra. O FC Porto inicia então os seus primeiros treinos no Campo do Prado, em Matosinhos, e no dia 8 de outubro disputa o primeiro jogo da história do clube, contra o Clube de Aveiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 25 de outubro de 1893, Nicolau d'Almeida convida o Club Lisbonense para uma partida de futebol, que decorreria no dia 2 de novembro. O Diário Ilustrado, com sede em Lisboa, é quem noticia o convite, e até a resposta do Club Lisbonense. Guilherme Pinto Basto, o então presidente do Club Lisbonense, aceitara então o convite mas não no dia previsto. A data escolhida foi o dia 2 de março do ano seguinte e para além disso, Pinto Basto conseguiu convencer D. Carlos a patrocinar o jogo, oferecendo também uma taça por parte do rei. O nome escolhido foi Taça D. Carlos I, ou ainda Cup d'El Rey. Jogado no Campo Alegre, no Porto, também chamado Campo dos Ingleses, casa do Oporto Cricket and Lawn-Tennis Club, o jogo acaba com uma derrota do FC Porto, por 1–0.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1896, António Nicolau d'Almeida casa-se com Hilda Rumsey e esta pede-lhe para se afastar do futebol, que considerava uma modalidade demasiado violenta. António aceita o seu pedido e afasta-se do clube que entrou num período de letargia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== '''A Refundação''' ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:JMC.jpg|miniaturadaimagem|José Monteiro da Costa, responsável pelo renascimento do Clube]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Doze anos depois, em 1906, José Monteiro da Costa regressou de Inglaterra, fascinado pelo mesmo desporto que encantara o seu amigo há mais de uma década e resolveu criar uma equipa de futebol, sob o nome &amp;quot;Grupo do Destino&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entretanto, José conversou com Nicolau d'Almeida sobre o projeto que iniciara em 1893. José não hesitou e extingue o Destino, refundando assim o FC Porto e instalando a primeira sede do clube nas instalações do recém-extinto Destino. A nova fundação ocorre no dia 2 de agosto de 1906, assumindo desde logo uma faceta de clube eclético, no qual se começaram a praticar também diversas outras modalidades. José decidiu o azul e branco como as cores do clube e manteve o nome do mesmo. Para além disso, foi desenhado o primeiro emblema do clube, que consistiu numa bola de metal azul com as iniciais &amp;quot;FCP&amp;quot;. Entretanto, é alugado à Companhia Hortícola Portuense o primeiro campo do clube, o Campo da Rainha, que fora simultaneamente o primeiro relvado de Portugal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
José Monteiro da Costa escolheu pintar o FC Porto de azul e branco, então as cores da bandeira nacional, e aprovou o primeiro emblema: uma bola de futebol azul, com as iniciais FCP em branco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== '''Divergências sobre o ano de fundação ''' === &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Até ao ano de 1988 era oficial a data de fundação do FC Porto como tendo sido a 2 de agosto de 1906, por iniciativa de José Monteiro da Costa. A 26 de fevereiro de 1988, realizou-se mais uma Assembleia Geral Ordinária, que tinha como principal ponto agendado a apreciação e votação do Relatório e Contas da Direção e Parecer do Conselho Fiscal referente à anuidade de 1987. Após várias intervenções de apoio ao presidente em funções, Jorge Nuno Pinto da Costa, o sócio Custódio Castro, encarregado da comissão nomeada para apreciar a problemática da fundação do clube, dissecou a questão, tendo decidido que &amp;quot;o FC Porto foi fundado em 1906 embora a semente tenha sido lançada em 1893&amp;quot;.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Foi, no entanto, a apresentação de Rui Guedes, autor da &amp;quot;Fotobiografia do FC Porto&amp;quot; quem haveria de dominar a noite, apresentando dois recortes de jornais da década de 90 do século XIX que, a seu entender, corroboraram a sua teoria de fundação do clube. Tendo sido apresentada e votada por ampla maioria a sua proposta de alteração dos estatutos, a redação do artigo primeiro passou a referir que o FC Porto, pessoa coletiva e de utilidade pública, foi fundado em 28 de setembro de 1893, tendo iniciado imediatamente a sua atividade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durante a vida do Futebol Clube do Porto existiram múltiplas atividades dos seus aniversários e comemorações centradas na sua data de fundação de 2 de agosto de 1906. Ao completar 50 anos de atividade, em 1956, foi uma vez mais campeão nacional, um objetivo que perseguia há 16 anos, tendo constituído ainda maior júbilo. Na obra &amp;quot;História do F.C. Porto&amp;quot; publicada por António Rodrigues Teles nesse mesmo ano comemorativo, na sua página 68 entre os 100 primeiros sócios do clube não consta António Nicolau d'Almeida. Uma das mais ativas diligências para a angariação de sócios realizou-se com as festividades do 70º aniversário do clube, entre agosto e novembro de 1976, com a Campanha dos 70.000 sócios. No final da década seguinte, festejando o 80º aniversário, a Companhia Seiva Trupe criou uma atraente obra intitulada &amp;quot;Um cálice de Porto: 1906-1986, 80 anos do Futebol Clube do Porto&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &amp;lt;big&amp;gt;Recintos - Do Campo do Prado ao Estádio do Dragão&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Campo_do_Prado|Campo do Prado]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Campo_da_Rua_da_Rainha|Campo da Rua da Rainha]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Campo_da_Constituicao|Campo da Constituição]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Estadio_do_Lima|Estádio do Lima]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Campo_do_Ameal|Campo do Ameal]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Estadio_das_Antas|Estádio das Antas]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Estadio_do_Dragao|Estádio do Dragão]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O primeiro campo utilizado pelo FC Porto para a modalidade do futebol foi o [[Campo_do_Prado|Campo do Prado]], em Matosinhos, onde iniciou os seus primeiros treinos no inicío de outubro de 1893. Mais tarde em 1906, é alugado à Companhia Hortícola Portuense o [[Campo_da_Rua_da_Rainha|Campo da Rua da Rainha]], que fora entretanto um terreno não cultivado. Era um pequeno campo de trinta por cinquenta metros, o primeiro relvado de Portugal. No mesmo ano foram transferidos os viveiros de plantas para outro local, permitindo ao clube criar um campo com as medidas oficiais, rodeado de bancos para 600 pessoas e ainda uma pista de atletismo, balneários e um bar. O aluguer anual era de 20.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para além de tanta assistência que a equipa trazia ao recinto, no final de 1911, o FC Porto foi informado da gradual desocupação do Campo da Rainha para a construção de uma fábrica, que iria ser construído no relvado. Portanto em julho de 1912, uma assembleia geral aprova um novo terreno, o [[Campo_da_Constituicao|Campo da Constituição]], na Rua da Constituição, alugado por 350 escudos anuais e também subalugado por outras três equipas. Para comemorar a nova casa, os ingleses do Oporto Cricket Lawn-Tennis Club organizaram uma partida, do qual saíram vencedores por 5–2. Em agosto do mesmo ano, juntamente com o Leixões, o FC Porto cria a Associação de Futebol do Porto, tendo começado na época seguinte o Campeonato do Porto. Na primeira edição da prova, acabou em segundo lugar, ficando atrás do Boavista, tendo ganho na seguinte temporada, numa competição em que viria a ganhar 30 edições, 21 delas consecutivas, entre 1915 e 1947. A outra modalidade do clube, pesos e halteres, destacar-se-ia na seguinte época de 1915–16, com o duplo campeonato nacional alcançado por Carlos Oliveira. A época posterior foi também de grande interesse, devido à inauguração do campo de ténis, substituindo o rinque de patinagem, que serviu para mostrar os troféus e taças conquistados pelo clube. O FC Porto, no entanto, em 1917–18, perde o título para o Salgueiros depois de três temporadas consecutivas a vencê-la, sendo que os motivos prenderam-se no facto de mais de metade dos jogadores estarem a lutar na I Guerra Mundial. Morreu um jogador, Vidal Pinheiro. Na temporada 1920–21, o clube tenta a compra do Campo Nova Sintra, mas desiste da ideia devido ao alto valor do terreno, que custaria 800 contos, continuando o Campo da Constituição como casa do clube.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mais tarde, para mostrar as taças conquistadas do clube, o FC Porto inaugura o campo de ténis em 1917, substituindo assim o antigo rinque de patinagem. Em 1920, o clube adquire o Campo da Constituição, na sequência do arrendamento por dez anos (400 escudos nos primeiros cinco anos e 450 nos restantes cinco). A comemoração foi feita através de um torneio amigável triangular, do qual saiu vencedor. Na temporada 1920–21, o clube tenta a compra do Campo Nova Sintra, mas desiste da ideia devido ao alto valor do terreno, continuando o Campo da Constituição como casa do clube. Na época 1928–29 é renovado o contrato de arrendamento do Campo da Constituição, com uma renda anual de 12 mil escudos, pagos em duas prestações de 6 mil escudos. Em 1938–39, o campo aumenta a lotação para 20 mil pessoas, o que implicou num aumento das receitas de bilheteira. O atual campo começou a ficar pequeno, por isso em 1933 foi proposta numa assembleia geral a aquisição de novos terrenos para um novo estádio, o [[Estadio_das_Antas|Estádio das Antas]]. Enquanto a nova casa não estava disponível, o FC Porto jogava de vez em quando noutros campos emprestados, como o [[Estadio_do_Lima|Estádio do Lima]] ou o [[Campo_do_Ameal|Campo do Ameal]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira pedra foi lançada a dezembro de 1949, mas a obra só começou um mês depois. José Bacelar, sócio número um do clube, pagou o salário do primeiro dia de trabalho a todos os operários. A inauguração acontece finalmente no dia 28 de maio de 1952, oficialmente denominado como &amp;quot;Estádio do Futebol Clube do Porto&amp;quot;, onde esteve presente o general Craveiro Lopes, então presidente da República Portuguesa. O Benfica foi a equipa convidada para a inauguração, e com toda a frieza, o clube de Lisboa goleou o FC Porto por 8–2. Em 1962–63 é inaugurada o sistema elétrico das Antas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao longo do século o recinto foi ficando maior, devido à inclusão do Pavilhão Américo de Sá, para as modalidade de basquetebol, andebol e hóquei em patins, da piscina coberta, três campos relvados de treino, a Loja Azul, o Bingo, a Sala-Museu e a Torre das Antas. Além disso, sofreu um rebaixamento que permitiu aumentar a lotação para noventa mil lugares em 1986, o que levou a ser um dos estádios eleitos para o Mundial de juniores de 1991. Mas ainda antes, em 1973, o recinto foi palco de um triste falecimento de um jogador portista, Pavão, caído no relvado num jogo do campeonato devido a um ataque cardíaco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 9 de março de 1994, o estádio foi penhorado pelo ministro das finanças, Eduardo Catroga, devido a uma dívida fiscal de cerca de 200 mil contos. O estádio começou por ser demolido em 1 de abril de 2004 e acabou em 28 de junho de 2004, sendo substituído pelo atual [[Estadio_do_Dragao|Estádio do Dragão]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Inaugurado no dia 16 de novembro de 2003, o atual estádio do clube só começou a ser jogado em 2004 devido a problemas relacionados com a relva. A construção do estádio custou 98 milhões de euros, e tem uma capacidade para cerca de 50 mil espetadores. O amigável da inauguração resultou numa vitória de 2–0 contra o Barcelona, onde também se estreou Lionel Messi, então com dezasseis anos. O estádio também foi utilizado para o Euro 2004 e recebeu o jogo de abertura do Euro, em que Portugal perdeu 2–1 com a Grécia. O Dragão tem recebido entretanto várias distinções, entre elas a certificação GreenLight, entregue em 2004 pela Comissão Europeia, e a certificação &amp;quot;Sistema de Gestão Ambiental&amp;quot;, entregue em 2007 pela Associação Portuguesa de Certificação. As instalações do recinto também mereceram o certificado de &amp;quot;Sistema de Gestão de Qualidade&amp;quot;.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Fil</name></author>
		
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		<summary type="html">&lt;p&gt;Fil: /* Do Campo do Prado ao Estádio do Dragão */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== &amp;lt;big&amp;gt;História&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===  '''A Fundação e os primeiros anos''' ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Antonio Nicolau d'Almeida.jpg|miniaturadaimagem|António Nicolau d'Almeida, fundador do FC Porto]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 28 de setembro de 1893 no dia do aniversário do rei D. Carlos e da rainha D. Amélia, o Foot-Ball Club do Porto é fundado, por obra e graça do jovem de 20 anos António Nicolau d'Almeida, um comerciante do vinho do Porto que descobriu o futebol nas suas viagens a Inglaterra. O FC Porto inicia então os seus primeiros treinos no Campo do Prado, em Matosinhos, e no dia 8 de outubro disputa o primeiro jogo da história do clube, contra o Clube de Aveiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 25 de outubro de 1893, Nicolau d'Almeida convida o Club Lisbonense para uma partida de futebol, que decorreria no dia 2 de novembro. O Diário Ilustrado, com sede em Lisboa, é quem noticia o convite, e até a resposta do Club Lisbonense. Guilherme Pinto Basto, o então presidente do Club Lisbonense, aceitara então o convite mas não no dia previsto. A data escolhida foi o dia 2 de março do ano seguinte e para além disso, Pinto Basto conseguiu convencer D. Carlos a patrocinar o jogo, oferecendo também uma taça por parte do rei. O nome escolhido foi Taça D. Carlos I, ou ainda Cup d'El Rey. Jogado no Campo Alegre, no Porto, também chamado Campo dos Ingleses, casa do Oporto Cricket and Lawn-Tennis Club, o jogo acaba com uma derrota do FC Porto, por 1–0.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1896, António Nicolau d'Almeida casa-se com Hilda Rumsey e esta pede-lhe para se afastar do futebol, que considerava uma modalidade demasiado violenta. António aceita o seu pedido e afasta-se do clube que entrou num período de letargia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== '''A Refundação''' ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:JMC.jpg|miniaturadaimagem|José Monteiro da Costa, responsável pelo renascimento do Clube]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Doze anos depois, em 1906, José Monteiro da Costa regressou de Inglaterra, fascinado pelo mesmo desporto que encantara o seu amigo há mais de uma década e resolveu criar uma equipa de futebol, sob o nome &amp;quot;Grupo do Destino&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entretanto, José conversou com Nicolau d'Almeida sobre o projeto que iniciara em 1893. José não hesitou e extingue o Destino, refundando assim o FC Porto e instalando a primeira sede do clube nas instalações do recém-extinto Destino. A nova fundação ocorre no dia 2 de agosto de 1906, assumindo desde logo uma faceta de clube eclético, no qual se começaram a praticar também diversas outras modalidades. José decidiu o azul e branco como as cores do clube e manteve o nome do mesmo. Para além disso, foi desenhado o primeiro emblema do clube, que consistiu numa bola de metal azul com as iniciais &amp;quot;FCP&amp;quot;. Entretanto, é alugado à Companhia Hortícola Portuense o primeiro campo do clube, o Campo da Rainha, que fora simultaneamente o primeiro relvado de Portugal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
José Monteiro da Costa escolheu pintar o FC Porto de azul e branco, então as cores da bandeira nacional, e aprovou o primeiro emblema: uma bola de futebol azul, com as iniciais FCP em branco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== '''Divergências sobre o ano de fundação ''' === &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Até ao ano de 1988 era oficial a data de fundação do FC Porto como tendo sido a 2 de agosto de 1906, por iniciativa de José Monteiro da Costa. A 26 de fevereiro de 1988, realizou-se mais uma Assembleia Geral Ordinária, que tinha como principal ponto agendado a apreciação e votação do Relatório e Contas da Direção e Parecer do Conselho Fiscal referente à anuidade de 1987. Após várias intervenções de apoio ao presidente em funções, Jorge Nuno Pinto da Costa, o sócio Custódio Castro, encarregado da comissão nomeada para apreciar a problemática da fundação do clube, dissecou a questão, tendo decidido que &amp;quot;o FC Porto foi fundado em 1906 embora a semente tenha sido lançada em 1893&amp;quot;.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Foi, no entanto, a apresentação de Rui Guedes, autor da &amp;quot;Fotobiografia do FC Porto&amp;quot; quem haveria de dominar a noite, apresentando dois recortes de jornais da década de 90 do século XIX que, a seu entender, corroboraram a sua teoria de fundação do clube. Tendo sido apresentada e votada por ampla maioria a sua proposta de alteração dos estatutos, a redação do artigo primeiro passou a referir que o FC Porto, pessoa coletiva e de utilidade pública, foi fundado em 28 de setembro de 1893, tendo iniciado imediatamente a sua atividade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durante a vida do Futebol Clube do Porto existiram múltiplas atividades dos seus aniversários e comemorações centradas na sua data de fundação de 2 de agosto de 1906. Ao completar 50 anos de atividade, em 1956, foi uma vez mais campeão nacional, um objetivo que perseguia há 16 anos, tendo constituído ainda maior júbilo. Na obra &amp;quot;História do F.C. Porto&amp;quot; publicada por António Rodrigues Teles nesse mesmo ano comemorativo, na sua página 68 entre os 100 primeiros sócios do clube não consta António Nicolau d'Almeida. Uma das mais ativas diligências para a angariação de sócios realizou-se com as festividades do 70º aniversário do clube, entre agosto e novembro de 1976, com a Campanha dos 70.000 sócios. No final da década seguinte, festejando o 80º aniversário, a Companhia Seiva Trupe criou uma atraente obra intitulada &amp;quot;Um cálice de Porto: 1906-1986, 80 anos do Futebol Clube do Porto&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &amp;lt;big&amp;gt;Recintos - Do Campo do Prado ao Estádio do Dragão&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Campo_do_Prado|Campo do Prado]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Campo_da_Rua_da_Rainha|Campo da Rua da Rainha]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Campo_da_Constituicao|Campo da Constituição]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Estadio_do_Lima|Estádio do Lima]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Campo_do_Ameal|Campo do Ameal]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Estadio_das_Antas|Estádio das Antas]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Estadio_do_Dragao|Estádio do Dragão]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O primeiro campo utilizado pelo FC Porto para a modalidade do futebol foi o Campo do Prado, em Matosinhos, onde iniciou os seus primeiros treinos no inicío de outubro de 1893. Mais tarde em 1906, é alugado à Companhia Hortícola Portuense o Campo da Rainha, que fora entretanto um terreno não cultivado. Era um pequeno campo de trinta por cinquenta metros, o primeiro relvado de Portugal. No mesmo ano foram transferidos os viveiros de plantas para outro local, permitindo ao clube criar um campo com as medidas oficiais, rodeado de bancos para 600 pessoas e ainda uma pista de atletismo, balneários e um bar. O aluguer anual era de 20.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para além de tanta assistência que a equipa trazia ao recinto, no final de 1911, o FC Porto foi informado da gradual desocupação do Campo da Rainha para a construção de uma fábrica, que iria ser construído no relvado. Portanto em julho de 1912, uma assembleia geral aprova um novo terreno, o Campo da Constituição, na Rua da Constituição, alugado por 350 escudos anuais e também subalugado por outras três equipas. Para comemorar a nova casa, os ingleses do Oporto Cricket Lawn-Tennis Club organizaram uma partida, do qual saíram vencedores por 5–2. Em agosto do mesmo ano, juntamente com o Leixões, o FC Porto cria a Associação de Futebol do Porto, tendo começado na época seguinte o Campeonato do Porto. Na primeira edição da prova, acabou em segundo lugar, ficando atrás do Boavista, tendo ganho na seguinte temporada, numa competição em que viria a ganhar 30 edições, 21 delas consecutivas, entre 1915 e 1947. A outra modalidade do clube, pesos e halteres, destacar-se-ia na seguinte época de 1915–16, com o duplo campeonato nacional alcançado por Carlos Oliveira. A época posterior foi também de grande interesse, devido à inauguração do campo de ténis, substituindo o rinque de patinagem, que serviu para mostrar os troféus e taças conquistados pelo clube. O FC Porto, no entanto, em 1917–18, perde o título para o Salgueiros depois de três temporadas consecutivas a vencê-la, sendo que os motivos prenderam-se no facto de mais de metade dos jogadores estarem a lutar na I Guerra Mundial. Morreu um jogador, Vidal Pinheiro. Na temporada 1920–21, o clube tenta a compra do Campo Nova Sintra, mas desiste da ideia devido ao alto valor do terreno, que custaria 800 contos, continuando o Campo da Constituição como casa do clube.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mais tarde, para mostrar as taças conquistadas do clube, o FC Porto inaugura o campo de ténis em 1917, substituindo assim o antigo rinque de patinagem. Em 1920, o clube adquire o Campo da Constituição, na sequência do arrendamento por dez anos (400 escudos nos primeiros cinco anos e 450 nos restantes cinco). A comemoração foi feita através de um torneio amigável triangular, do qual saiu vencedor. Na temporada 1920–21, o clube tenta a compra do Campo Nova Sintra, mas desiste da ideia devido ao alto valor do terreno, continuando o Campo da Constituição como casa do clube. Na época 1928–29 é renovado o contrato de arrendamento do Campo da Constituição, com uma renda anual de 12 mil escudos, pagos em duas prestações de 6 mil escudos. Em 1938–39, o campo aumenta a lotação para 20 mil pessoas, o que implicou num aumento das receitas de bilheteira. O atual campo começou a ficar pequeno, por isso em 1933 foi proposta numa assembleia geral a aquisição de novos terrenos para um novo estádio, o Estádio das Antas. Enquanto a nova casa não estava disponível, o FC Porto jogava de vez em quando noutros campos emprestados, como o Estádio do Lima ou o Campo do Ameal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira pedra foi lançada a dezembro de 1949, mas a obra só começou um mês depois. José Bacelar, sócio número um do clube, pagou o salário do primeiro dia de trabalho a todos os operários. A inauguração acontece finalmente no dia 28 de maio de 1952, oficialmente denominado como &amp;quot;Estádio do Futebol Clube do Porto&amp;quot;, onde esteve presente o general Craveiro Lopes, então presidente da República Portuguesa. O Benfica foi a equipa convidada para a inauguração, e com toda a frieza, o clube de Lisboa goleou o FC Porto por 8–2. Em 1962–63 é inaugurada o sistema elétrico das Antas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao longo do século o recinto foi ficando maior, devido à inclusão do Pavilhão Américo de Sá, para as modalidade de basquetebol, andebol e hóquei em patins, da piscina coberta, três campos relvados de treino, a Loja Azul, o Bingo, a Sala-Museu e a Torre das Antas. Além disso, sofreu um rebaixamento que permitiu aumentar a lotação para noventa mil lugares em 1986, o que levou a ser um dos estádios eleitos para o Mundial de juniores de 1991. Mas ainda antes, em 1973, o recinto foi palco de um triste falecimento de um jogador portista, Pavão, caído no relvado num jogo do campeonato devido a um ataque cardíaco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 9 de março de 1994, o estádio foi penhorado pelo ministro das finanças, Eduardo Catroga, devido a uma dívida fiscal de cerca de 200 mil contos. O estádio começou por ser demolido em 1 de abril de 2004 e acabou em 28 de junho de 2004, sendo substituído pelo atual Estádio do Dragão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Inaugurado no dia 16 de novembro de 2003, o atual estádio do clube só começou a ser jogado em 2004 devido a problemas relacionados com a relva. A construção do estádio custou 98 milhões de euros, e tem uma capacidade para cerca de 50 mil espetadores. O amigável da inauguração resultou numa vitória de 2–0 contra o Barcelona, onde também se estreou Lionel Messi, então com dezasseis anos. O estádio também foi utilizado para o Euro 2004 e recebeu o jogo de abertura do Euro, em que Portugal perdeu 2–1 com a Grécia. O Dragão tem recebido entretanto várias distinções, entre elas a certificação GreenLight, entregue em 2004 pela Comissão Europeia, e a certificação &amp;quot;Sistema de Gestão Ambiental&amp;quot;, entregue em 2007 pela Associação Portuguesa de Certificação. As instalações do recinto também mereceram o certificado de &amp;quot;Sistema de Gestão de Qualidade&amp;quot;.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Fil</name></author>
		
	</entry>
	<entry>
		<id>https://www.fcporto.ws/wiki/index.php?title=P%C3%A1gina_principal&amp;diff=54</id>
		<title>Página principal</title>
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		<updated>2021-01-30T21:47:17Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Fil: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== &amp;lt;big&amp;gt;História&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===  '''A Fundação e os primeiros anos''' ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Antonio Nicolau d'Almeida.jpg|miniaturadaimagem|António Nicolau d'Almeida, fundador do FC Porto]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 28 de setembro de 1893 no dia do aniversário do rei D. Carlos e da rainha D. Amélia, o Foot-Ball Club do Porto é fundado, por obra e graça do jovem de 20 anos António Nicolau d'Almeida, um comerciante do vinho do Porto que descobriu o futebol nas suas viagens a Inglaterra. O FC Porto inicia então os seus primeiros treinos no Campo do Prado, em Matosinhos, e no dia 8 de outubro disputa o primeiro jogo da história do clube, contra o Clube de Aveiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 25 de outubro de 1893, Nicolau d'Almeida convida o Club Lisbonense para uma partida de futebol, que decorreria no dia 2 de novembro. O Diário Ilustrado, com sede em Lisboa, é quem noticia o convite, e até a resposta do Club Lisbonense. Guilherme Pinto Basto, o então presidente do Club Lisbonense, aceitara então o convite mas não no dia previsto. A data escolhida foi o dia 2 de março do ano seguinte e para além disso, Pinto Basto conseguiu convencer D. Carlos a patrocinar o jogo, oferecendo também uma taça por parte do rei. O nome escolhido foi Taça D. Carlos I, ou ainda Cup d'El Rey. Jogado no Campo Alegre, no Porto, também chamado Campo dos Ingleses, casa do Oporto Cricket and Lawn-Tennis Club, o jogo acaba com uma derrota do FC Porto, por 1–0.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1896, António Nicolau d'Almeida casa-se com Hilda Rumsey e esta pede-lhe para se afastar do futebol, que considerava uma modalidade demasiado violenta. António aceita o seu pedido e afasta-se do clube que entrou num período de letargia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== '''A Refundação''' ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:JMC.jpg|miniaturadaimagem|José Monteiro da Costa, responsável pelo renascimento do Clube]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Doze anos depois, em 1906, José Monteiro da Costa regressou de Inglaterra, fascinado pelo mesmo desporto que encantara o seu amigo há mais de uma década e resolveu criar uma equipa de futebol, sob o nome &amp;quot;Grupo do Destino&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entretanto, José conversou com Nicolau d'Almeida sobre o projeto que iniciara em 1893. José não hesitou e extingue o Destino, refundando assim o FC Porto e instalando a primeira sede do clube nas instalações do recém-extinto Destino. A nova fundação ocorre no dia 2 de agosto de 1906, assumindo desde logo uma faceta de clube eclético, no qual se começaram a praticar também diversas outras modalidades. José decidiu o azul e branco como as cores do clube e manteve o nome do mesmo. Para além disso, foi desenhado o primeiro emblema do clube, que consistiu numa bola de metal azul com as iniciais &amp;quot;FCP&amp;quot;. Entretanto, é alugado à Companhia Hortícola Portuense o primeiro campo do clube, o Campo da Rainha, que fora simultaneamente o primeiro relvado de Portugal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
José Monteiro da Costa escolheu pintar o FC Porto de azul e branco, então as cores da bandeira nacional, e aprovou o primeiro emblema: uma bola de futebol azul, com as iniciais FCP em branco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== '''Divergências sobre o ano de fundação ''' === &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Até ao ano de 1988 era oficial a data de fundação do FC Porto como tendo sido a 2 de agosto de 1906, por iniciativa de José Monteiro da Costa. A 26 de fevereiro de 1988, realizou-se mais uma Assembleia Geral Ordinária, que tinha como principal ponto agendado a apreciação e votação do Relatório e Contas da Direção e Parecer do Conselho Fiscal referente à anuidade de 1987. Após várias intervenções de apoio ao presidente em funções, Jorge Nuno Pinto da Costa, o sócio Custódio Castro, encarregado da comissão nomeada para apreciar a problemática da fundação do clube, dissecou a questão, tendo decidido que &amp;quot;o FC Porto foi fundado em 1906 embora a semente tenha sido lançada em 1893&amp;quot;.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Foi, no entanto, a apresentação de Rui Guedes, autor da &amp;quot;Fotobiografia do FC Porto&amp;quot; quem haveria de dominar a noite, apresentando dois recortes de jornais da década de 90 do século XIX que, a seu entender, corroboraram a sua teoria de fundação do clube. Tendo sido apresentada e votada por ampla maioria a sua proposta de alteração dos estatutos, a redação do artigo primeiro passou a referir que o FC Porto, pessoa coletiva e de utilidade pública, foi fundado em 28 de setembro de 1893, tendo iniciado imediatamente a sua atividade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durante a vida do Futebol Clube do Porto existiram múltiplas atividades dos seus aniversários e comemorações centradas na sua data de fundação de 2 de agosto de 1906. Ao completar 50 anos de atividade, em 1956, foi uma vez mais campeão nacional, um objetivo que perseguia há 16 anos, tendo constituído ainda maior júbilo. Na obra &amp;quot;História do F.C. Porto&amp;quot; publicada por António Rodrigues Teles nesse mesmo ano comemorativo, na sua página 68 entre os 100 primeiros sócios do clube não consta António Nicolau d'Almeida. Uma das mais ativas diligências para a angariação de sócios realizou-se com as festividades do 70º aniversário do clube, entre agosto e novembro de 1976, com a Campanha dos 70.000 sócios. No final da década seguinte, festejando o 80º aniversário, a Companhia Seiva Trupe criou uma atraente obra intitulada &amp;quot;Um cálice de Porto: 1906-1986, 80 anos do Futebol Clube do Porto&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &amp;lt;big&amp;gt;Do Campo do Prado ao Estádio do Dragão&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Campo_do_Prado|Campo do Prado]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Campo_da_Rua_da_Rainha|Campo da Rua da Rainha]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Campo_da_Constituicao|Campo da Constituição]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Estadio_do_Lima|Estádio do Lima]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Campo_do_Ameal|Campo do Ameal]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Estadio_das_Antas|Estádio das Antas]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Estadio_do_Dragao|Estádio do Dragão]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O primeiro campo utilizado pelo FC Porto para a modalidade do futebol foi o Campo do Prado, em Matosinhos, onde iniciou os seus primeiros treinos no inicío de outubro de 1893. Mais tarde em 1906, é alugado à Companhia Hortícola Portuense o Campo da Rainha, que fora entretanto um terreno não cultivado. Era um pequeno campo de trinta por cinquenta metros, o primeiro relvado de Portugal. No mesmo ano foram transferidos os viveiros de plantas para outro local, permitindo ao clube criar um campo com as medidas oficiais, rodeado de bancos para 600 pessoas e ainda uma pista de atletismo, balneários e um bar. O aluguer anual era de 20.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para além de tanta assistência que a equipa trazia ao recinto, no final de 1911, o FC Porto foi informado da gradual desocupação do Campo da Rainha para a construção de uma fábrica, que iria ser construído no relvado. Portanto em julho de 1912, uma assembleia geral aprova um novo terreno, o Campo da Constituição, na Rua da Constituição, alugado por 350 escudos anuais e também subalugado por outras três equipas. Para comemorar a nova casa, os ingleses do Oporto Cricket Lawn-Tennis Club organizaram uma partida, do qual saíram vencedores por 5–2. Em agosto do mesmo ano, juntamente com o Leixões, o FC Porto cria a Associação de Futebol do Porto, tendo começado na época seguinte o Campeonato do Porto. Na primeira edição da prova, acabou em segundo lugar, ficando atrás do Boavista, tendo ganho na seguinte temporada, numa competição em que viria a ganhar 30 edições, 21 delas consecutivas, entre 1915 e 1947. A outra modalidade do clube, pesos e halteres, destacar-se-ia na seguinte época de 1915–16, com o duplo campeonato nacional alcançado por Carlos Oliveira. A época posterior foi também de grande interesse, devido à inauguração do campo de ténis, substituindo o rinque de patinagem, que serviu para mostrar os troféus e taças conquistados pelo clube. O FC Porto, no entanto, em 1917–18, perde o título para o Salgueiros depois de três temporadas consecutivas a vencê-la, sendo que os motivos prenderam-se no facto de mais de metade dos jogadores estarem a lutar na I Guerra Mundial. Morreu um jogador, Vidal Pinheiro. Na temporada 1920–21, o clube tenta a compra do Campo Nova Sintra, mas desiste da ideia devido ao alto valor do terreno, que custaria 800 contos, continuando o Campo da Constituição como casa do clube.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mais tarde, para mostrar as taças conquistadas do clube, o FC Porto inaugura o campo de ténis em 1917, substituindo assim o antigo rinque de patinagem. Em 1920, o clube adquire o Campo da Constituição, na sequência do arrendamento por dez anos (400 escudos nos primeiros cinco anos e 450 nos restantes cinco). A comemoração foi feita através de um torneio amigável triangular, do qual saiu vencedor. Na temporada 1920–21, o clube tenta a compra do Campo Nova Sintra, mas desiste da ideia devido ao alto valor do terreno, continuando o Campo da Constituição como casa do clube. Na época 1928–29 é renovado o contrato de arrendamento do Campo da Constituição, com uma renda anual de 12 mil escudos, pagos em duas prestações de 6 mil escudos. Em 1938–39, o campo aumenta a lotação para 20 mil pessoas, o que implicou num aumento das receitas de bilheteira. O atual campo começou a ficar pequeno, por isso em 1933 foi proposta numa assembleia geral a aquisição de novos terrenos para um novo estádio, o Estádio das Antas. Enquanto a nova casa não estava disponível, o FC Porto jogava de vez em quando noutros campos emprestados, como o Estádio do Lima ou o Campo do Ameal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira pedra foi lançada a dezembro de 1949, mas a obra só começou um mês depois. José Bacelar, sócio número um do clube, pagou o salário do primeiro dia de trabalho a todos os operários. A inauguração acontece finalmente no dia 28 de maio de 1952, oficialmente denominado como &amp;quot;Estádio do Futebol Clube do Porto&amp;quot;, onde esteve presente o general Craveiro Lopes, então presidente da República Portuguesa. O Benfica foi a equipa convidada para a inauguração, e com toda a frieza, o clube de Lisboa goleou o FC Porto por 8–2. Em 1962–63 é inaugurada o sistema elétrico das Antas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao longo do século o recinto foi ficando maior, devido à inclusão do Pavilhão Américo de Sá, para as modalidade de basquetebol, andebol e hóquei em patins, da piscina coberta, três campos relvados de treino, a Loja Azul, o Bingo, a Sala-Museu e a Torre das Antas. Além disso, sofreu um rebaixamento que permitiu aumentar a lotação para noventa mil lugares em 1986, o que levou a ser um dos estádios eleitos para o Mundial de juniores de 1991. Mas ainda antes, em 1973, o recinto foi palco de um triste falecimento de um jogador portista, Pavão, caído no relvado num jogo do campeonato devido a um ataque cardíaco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 9 de março de 1994, o estádio foi penhorado pelo ministro das finanças, Eduardo Catroga, devido a uma dívida fiscal de cerca de 200 mil contos. O estádio começou por ser demolido em 1 de abril de 2004 e acabou em 28 de junho de 2004, sendo substituído pelo atual Estádio do Dragão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Inaugurado no dia 16 de novembro de 2003, o atual estádio do clube só começou a ser jogado em 2004 devido a problemas relacionados com a relva. A construção do estádio custou 98 milhões de euros, e tem uma capacidade para cerca de 50 mil espetadores. O amigável da inauguração resultou numa vitória de 2–0 contra o Barcelona, onde também se estreou Lionel Messi, então com dezasseis anos. O estádio também foi utilizado para o Euro 2004 e recebeu o jogo de abertura do Euro, em que Portugal perdeu 2–1 com a Grécia. O Dragão tem recebido entretanto várias distinções, entre elas a certificação GreenLight, entregue em 2004 pela Comissão Europeia, e a certificação &amp;quot;Sistema de Gestão Ambiental&amp;quot;, entregue em 2007 pela Associação Portuguesa de Certificação. As instalações do recinto também mereceram o certificado de &amp;quot;Sistema de Gestão de Qualidade&amp;quot;.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Fil</name></author>
		
	</entry>
	<entry>
		<id>https://www.fcporto.ws/wiki/index.php?title=Estadio_do_Dragao&amp;diff=53</id>
		<title>Estadio do Dragao</title>
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		<updated>2021-01-30T21:43:46Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Fil: Criou a página com &amp;quot;O Estádio do Dragão é um estádio de futebol, localizado na freguesia de Campanhã, cidade do Porto, atualmente propriedade do FC Porto, sendo neste recinto que a equipa...&amp;quot;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;O Estádio do Dragão é um estádio de futebol, localizado na freguesia de Campanhã, cidade do Porto, atualmente propriedade do FC Porto, sendo neste recinto que a equipa de futebol joga as suas partidas em casa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O estádio foi inaugurado a 16 de novembro de 2003, e tem uma capacidade para 50 033 espetadores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O recinto também tem sido palco de inúmeros eventos, tais como a sua utilização para o Euro 2004, para a Liga das Nações da UEFA 2019 e os muitos concertos musicais já realizados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &amp;lt;big&amp;gt;História&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Estádio do Dragão foi construído para substituir o Estádio das Antas, que abriu as portas ainda antes em 1952. Foi inaugurado a 16 de novembro de 2003, num jogo particular com o Barcelona. O resultado favoreceu a equipa portista, pois ganhou por 2–0, mas a partida foi marcada sobretudo pela estreia de Lionel Messi, com dezasseis anos, que se viria a tornar um dos melhores jogadores da História do futebol.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O estádio teve uma construção conturbada, conflitos entre o presidente do clube, Jorge Nuno Pinto da Costa e o presidente da autarquia Rui Rio, levaram a sucessivas paragens na obra e adiamentos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O estádio foi projetado pelo arquitecto Manuel Salgado e custou cerca de 98 milhões de euros. Durante a construção, houve uma viva discussão sobre o nome a dar ao estádio. &amp;quot;Estádio das Antas&amp;quot;, &amp;quot;Novo Estádio das Antas&amp;quot; e &amp;quot;Estádio Pinto da Costa&amp;quot; foram alguns dos nomes propostos. Pinto da Costa recusou o seu próprio nome e escolheu &amp;quot;Estádio do Dragão&amp;quot;, por referência ao dragão que figura no emblema do clube.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 2004, foi utilizado em cinco jogos do Euro 2004, tendo sido palco inaugural deste grande evento desportivo, num jogo disputado entre Portugal e a Grécia no dia 12 de Junho, onde a equipa anfitriã foi derrotada por 2–1. Aqui também tiveram lugar alguns jogos da fase-de-grupos, o jogo dos quartos-de-final entre a República Checa e a Dinamarca, e a meia-final que opôs a Grécia e a República Checa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Estádio do Dragão, pela sua excelência e beleza, tem servido de inspiração para construções similares noutros países. Exemplos: o estádio do RasenBallsport Leipzig foi inspirado no Estádio do Dragão; um dos projetos para o novo estádio nacional da Irlanda do Norte, a construir em Maze (perto de Lisburn), tem o Dragão como modelo; no âmbito do Campeonato da Europa de 2004 uma delegação constituída por empresários, arquitectos, representantes de clubes, do sector da construção e de governos estaduais e perfeituras visitou os estádios do Euro 2004, tendo elegido o Dragão como o &amp;quot;mais bonito&amp;quot;, &amp;quot;harmonioso&amp;quot; e &amp;quot;interessante&amp;quot; dos visitados e um caso &amp;quot;a copiar&amp;quot; no Brasil.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dados gerais ==&lt;br /&gt;
===Custo aproximado===&lt;br /&gt;
125 000 000 euros&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Realização===&lt;br /&gt;
Somague&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Capacidade===&lt;br /&gt;
50 033 espetadores&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Iluminação===&lt;br /&gt;
220 projectores de 2000 watt&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Som===&lt;br /&gt;
«Bose» (70 000 watt)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Painéis electrónicos===&lt;br /&gt;
«Barco» (2 painéis rotativos de 48 m²)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Classificação internacional===&lt;br /&gt;
Grau A - O estádio do Dragão pode ser o palco de qualquer evento futebolístico nacional ou internacional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Certificações===&lt;br /&gt;
O Estádio do Dragão é o primeiro estádio europeu a conseguir a certificação «GreenLight». Esta é uma certificação da Comissão Europeia (através da ADENE - Agência para a Energia), premiando o esforço realizado em termos da utilização racional de energia e na qualidade da iluminação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Distribuição dos lugares de bancada===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Camarotes Empresa: 1369&lt;br /&gt;
Tribuna Empresas: 1154&lt;br /&gt;
Camarotes Sócio: 174&lt;br /&gt;
Tribuna Sócios: 1036&lt;br /&gt;
Bancada Central: 19 536&lt;br /&gt;
Bancada Central 2.º nível: 12 270&lt;br /&gt;
Topos: 14 494&lt;br /&gt;
Total: 50 033 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Lugares de estacionamento ===&lt;br /&gt;
1187 lugares (47.749,0 m²)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Venda livre: 516&lt;br /&gt;
Vip: 272&lt;br /&gt;
Lugares de empresa: 240&lt;br /&gt;
Zona técnica: 100&lt;br /&gt;
Zona desportiva: 48&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Concertos ==&lt;br /&gt;
* 18 de Julho de 2004, Deep Purple &lt;br /&gt;
* 12 de Agosto de 2006, Rolling Stones – A Bigger Bang&lt;br /&gt;
* 18 de Maio de 2012, Coldplay – Mylo Xyloto Tour, 52 457 pessoas&lt;br /&gt;
* 10 de Junho de 2013, Muse &lt;br /&gt;
* 13 de Julho de 2014, One Direction – Where We Are Tour, 45 001 pessoas&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Fil</name></author>
		
	</entry>
	<entry>
		<id>https://www.fcporto.ws/wiki/index.php?title=Estadio_do_Drag%C3%A3o&amp;diff=52</id>
		<title>Estadio do Dragão</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://www.fcporto.ws/wiki/index.php?title=Estadio_do_Drag%C3%A3o&amp;diff=52"/>
		<updated>2021-01-30T21:42:00Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Fil: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;O Estádio do Dragao é um estádio de futebol, localizado na freguesia de Campanhã, cidade do Porto, atualmente propriedade do FC Porto, sendo neste recinto que a equipa de futebol joga as suas partidas em casa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O estádio foi inaugurado a 16 de novembro de 2003, e tem uma capacidade para 50 033 espetadores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O recinto também tem sido palco de inúmeros eventos, tais como a sua utilização para o Euro 2004, para a Liga das Nações da UEFA 2019 e os muitos concertos musicais já realizados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &amp;lt;big&amp;gt;História&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Estádio do Dragão foi construído para substituir o Estádio das Antas, que abriu as portas ainda antes em 1952. Foi inaugurado a 16 de novembro de 2003, num jogo particular com o Barcelona. O resultado favoreceu a equipa portista, pois ganhou por 2–0, mas a partida foi marcada sobretudo pela estreia de Lionel Messi, com dezasseis anos, que se viria a tornar um dos melhores jogadores da História do futebol.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O estádio teve uma construção conturbada, conflitos entre o presidente do clube, Jorge Nuno Pinto da Costa e o presidente da autarquia Rui Rio, levaram a sucessivas paragens na obra e adiamentos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O estádio foi projetado pelo arquitecto Manuel Salgado e custou cerca de 98 milhões de euros. Durante a construção, houve uma viva discussão sobre o nome a dar ao estádio. &amp;quot;Estádio das Antas&amp;quot;, &amp;quot;Novo Estádio das Antas&amp;quot; e &amp;quot;Estádio Pinto da Costa&amp;quot; foram alguns dos nomes propostos. Pinto da Costa recusou o seu próprio nome e escolheu &amp;quot;Estádio do Dragão&amp;quot;, por referência ao dragão que figura no emblema do clube.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 2004, foi utilizado em cinco jogos do Euro 2004, tendo sido palco inaugural deste grande evento desportivo, num jogo disputado entre Portugal e a Grécia no dia 12 de Junho, onde a equipa anfitriã foi derrotada por 2–1. Aqui também tiveram lugar alguns jogos da fase-de-grupos, o jogo dos quartos-de-final entre a República Checa e a Dinamarca, e a meia-final que opôs a Grécia e a República Checa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Estádio do Dragão, pela sua excelência e beleza, tem servido de inspiração para construções similares noutros países. Exemplos: o estádio do RasenBallsport Leipzig foi inspirado no Estádio do Dragão; um dos projetos para o novo estádio nacional da Irlanda do Norte, a construir em Maze (perto de Lisburn), tem o Dragão como modelo; no âmbito do Campeonato da Europa de 2004 uma delegação constituída por empresários, arquitectos, representantes de clubes, do sector da construção e de governos estaduais e perfeituras visitou os estádios do Euro 2004, tendo elegido o Dragão como o &amp;quot;mais bonito&amp;quot;, &amp;quot;harmonioso&amp;quot; e &amp;quot;interessante&amp;quot; dos visitados e um caso &amp;quot;a copiar&amp;quot; no Brasil.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dados gerais ==&lt;br /&gt;
===Custo aproximado===&lt;br /&gt;
125 000 000 euros&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Realização===&lt;br /&gt;
Somague&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Capacidade===&lt;br /&gt;
50 033 espetadores&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Iluminação===&lt;br /&gt;
220 projectores de 2000 watt&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Som===&lt;br /&gt;
«Bose» (70 000 watt)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Painéis electrónicos===&lt;br /&gt;
«Barco» (2 painéis rotativos de 48 m²)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Classificação internacional===&lt;br /&gt;
Grau A - O estádio do Dragão pode ser o palco de qualquer evento futebolístico nacional ou internacional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Certificações===&lt;br /&gt;
O Estádio do Dragão é o primeiro estádio europeu a conseguir a certificação «GreenLight». Esta é uma certificação da Comissão Europeia (através da ADENE - Agência para a Energia), premiando o esforço realizado em termos da utilização racional de energia e na qualidade da iluminação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Distribuição dos lugares de bancada===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Camarotes Empresa: 1369&lt;br /&gt;
Tribuna Empresas: 1154&lt;br /&gt;
Camarotes Sócio: 174&lt;br /&gt;
Tribuna Sócios: 1036&lt;br /&gt;
Bancada Central: 19 536&lt;br /&gt;
Bancada Central 2.º nível: 12 270&lt;br /&gt;
Topos: 14 494&lt;br /&gt;
Total: 50 033 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Lugares de estacionamento ===&lt;br /&gt;
1187 lugares (47.749,0 m²)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Venda livre: 516&lt;br /&gt;
Vip: 272&lt;br /&gt;
Lugares de empresa: 240&lt;br /&gt;
Zona técnica: 100&lt;br /&gt;
Zona desportiva: 48&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Concertos ==&lt;br /&gt;
* 18 de Julho de 2004, Deep Purple &lt;br /&gt;
* 12 de Agosto de 2006, Rolling Stones – A Bigger Bang&lt;br /&gt;
* 18 de Maio de 2012, Coldplay – Mylo Xyloto Tour, 52 457 pessoas&lt;br /&gt;
* 10 de Junho de 2013, Muse &lt;br /&gt;
* 13 de Julho de 2014, One Direction – Where We Are Tour, 45 001 pessoas&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Fil</name></author>
		
	</entry>
	<entry>
		<id>https://www.fcporto.ws/wiki/index.php?title=Estadio_do_Drag%C3%A3o&amp;diff=51</id>
		<title>Estadio do Dragão</title>
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		<updated>2021-01-30T21:38:49Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Fil: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;O Estádio do Dragão é um estádio de futebol, localizado na freguesia de Campanhã, cidade do Porto, atualmente propriedade do FC Porto, sendo neste recinto que a equipa de futebol joga as suas partidas em casa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O estádio foi inaugurado a 16 de novembro de 2003, e tem uma capacidade para 50 033 espetadores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O recinto também tem sido palco de inúmeros eventos, tais como a sua utilização para o Euro 2004, para a Liga das Nações da UEFA 2019 e os muitos concertos musicais já realizados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &amp;lt;big&amp;gt;História&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Estádio do Dragão foi construído para substituir o Estádio das Antas, que abriu as portas ainda antes em 1952. Foi inaugurado a 16 de novembro de 2003, num jogo particular com o Barcelona. O resultado favoreceu a equipa portista, pois ganhou por 2–0, mas a partida foi marcada sobretudo pela estreia de Lionel Messi, com dezasseis anos, que se viria a tornar um dos melhores jogadores da História do futebol.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O estádio teve uma construção conturbada, conflitos entre o presidente do clube, Jorge Nuno Pinto da Costa e o presidente da autarquia Rui Rio, levaram a sucessivas paragens na obra e adiamentos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O estádio foi projetado pelo arquitecto Manuel Salgado e custou cerca de 98 milhões de euros. Durante a construção, houve uma viva discussão sobre o nome a dar ao estádio. &amp;quot;Estádio das Antas&amp;quot;, &amp;quot;Novo Estádio das Antas&amp;quot; e &amp;quot;Estádio Pinto da Costa&amp;quot; foram alguns dos nomes propostos. Pinto da Costa recusou o seu próprio nome e escolheu &amp;quot;Estádio do Dragão&amp;quot;, por referência ao dragão que figura no emblema do clube.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 2004, foi utilizado em cinco jogos do Euro 2004, tendo sido palco inaugural deste grande evento desportivo, num jogo disputado entre Portugal e a Grécia no dia 12 de Junho, onde a equipa anfitriã foi derrotada por 2–1. Aqui também tiveram lugar alguns jogos da fase-de-grupos, o jogo dos quartos-de-final entre a República Checa e a Dinamarca, e a meia-final que opôs a Grécia e a República Checa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Estádio do Dragão, pela sua excelência e beleza, tem servido de inspiração para construções similares noutros países. Exemplos: o estádio do RasenBallsport Leipzig foi inspirado no Estádio do Dragão; um dos projetos para o novo estádio nacional da Irlanda do Norte, a construir em Maze (perto de Lisburn), tem o Dragão como modelo; no âmbito do Campeonato da Europa de 2004 uma delegação constituída por empresários, arquitectos, representantes de clubes, do sector da construção e de governos estaduais e perfeituras visitou os estádios do Euro 2004, tendo elegido o Dragão como o &amp;quot;mais bonito&amp;quot;, &amp;quot;harmonioso&amp;quot; e &amp;quot;interessante&amp;quot; dos visitados e um caso &amp;quot;a copiar&amp;quot; no Brasil.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dados gerais ==&lt;br /&gt;
===Custo aproximado===&lt;br /&gt;
125 000 000 euros&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Realização===&lt;br /&gt;
Somague&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Capacidade===&lt;br /&gt;
50 033 espetadores&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Iluminação===&lt;br /&gt;
220 projectores de 2000 watt&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Som===&lt;br /&gt;
«Bose» (70 000 watt)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Painéis electrónicos===&lt;br /&gt;
«Barco» (2 painéis rotativos de 48 m²)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Classificação internacional===&lt;br /&gt;
Grau A - O estádio do Dragão pode ser o palco de qualquer evento futebolístico nacional ou internacional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Certificações===&lt;br /&gt;
O Estádio do Dragão é o primeiro estádio europeu a conseguir a certificação «GreenLight». Esta é uma certificação da Comissão Europeia (através da ADENE - Agência para a Energia), premiando o esforço realizado em termos da utilização racional de energia e na qualidade da iluminação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Distribuição dos lugares de bancada===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Camarotes Empresa: 1369&lt;br /&gt;
Tribuna Empresas: 1154&lt;br /&gt;
Camarotes Sócio: 174&lt;br /&gt;
Tribuna Sócios: 1036&lt;br /&gt;
Bancada Central: 19 536&lt;br /&gt;
Bancada Central 2.º nível: 12 270&lt;br /&gt;
Topos: 14 494&lt;br /&gt;
Total: 50 033 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Lugares de estacionamento ===&lt;br /&gt;
1187 lugares (47.749,0 m²)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Venda livre: 516&lt;br /&gt;
Vip: 272&lt;br /&gt;
Lugares de empresa: 240&lt;br /&gt;
Zona técnica: 100&lt;br /&gt;
Zona desportiva: 48&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Concertos ==&lt;br /&gt;
* 18 de Julho de 2004, Deep Purple &lt;br /&gt;
* 12 de Agosto de 2006, Rolling Stones – A Bigger Bang&lt;br /&gt;
* 18 de Maio de 2012, Coldplay – Mylo Xyloto Tour, 52 457 pessoas&lt;br /&gt;
* 10 de Junho de 2013, Muse &lt;br /&gt;
* 13 de Julho de 2014, One Direction – Where We Are Tour, 45 001 pessoas&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Fil</name></author>
		
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	<entry>
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		<title>Estadio do Dragão</title>
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		<updated>2021-01-30T21:36:11Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Fil: Criou a página com &amp;quot;O Estádio do Dragão é um estádio de futebol, localizado na freguesia de Campanhã, cidade do Porto, atualmente propriedade do FC Porto, sendo neste recinto que a equipa...&amp;quot;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;O Estádio do Dragão é um estádio de futebol, localizado na freguesia de Campanhã, cidade do Porto, atualmente propriedade do FC Porto, sendo neste recinto que a equipa de futebol joga as suas partidas em casa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O estádio foi inaugurado a 16 de novembro de 2003, e tem uma capacidade para 50 033 espetadores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O recinto também tem sido palco de inúmeros eventos, tais como a sua utilização para o Euro 2004, para a Liga das Nações da UEFA 2019 e os muitos concertos musicais já realizados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &amp;lt;big&amp;gt;História&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Estádio do Dragão foi construído para substituir o Estádio das Antas, que abriu as portas ainda antes em 1952. Foi inaugurado a 16 de novembro de 2003, num jogo particular com o Barcelona. O resultado favoreceu a equipa portista, pois ganhou por 2–0, mas a partida foi marcada sobretudo pela estreia de Lionel Messi, com dezasseis anos, que se viria a tornar um dos melhores jogadores da História do futebol.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O estádio teve uma construção conturbada, conflitos entre o presidente do clube, Jorge Nuno Pinto da Costa e o presidente da autarquia Rui Rio, levaram a sucessivas paragens na obra e adiamentos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O estádio foi projetado pelo arquitecto Manuel Salgado e custou cerca de 98 milhões de euros. Durante a construção, houve uma viva discussão sobre o nome a dar ao estádio. &amp;quot;Estádio das Antas&amp;quot;, &amp;quot;Novo Estádio das Antas&amp;quot; e &amp;quot;Estádio Pinto da Costa&amp;quot; foram alguns dos nomes propostos. Pinto da Costa recusou o seu próprio nome e escolheu &amp;quot;Estádio do Dragão&amp;quot;, por referência ao dragão que figura no emblema do clube.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 2004, foi utilizado em cinco jogos do Euro 2004, tendo sido palco inaugural deste grande evento desportivo, num jogo disputado entre Portugal e a Grécia no dia 12 de Junho, onde a equipa anfitriã foi derrotada por 2–1. Aqui também tiveram lugar alguns jogos da fase-de-grupos, o jogo dos quartos-de-final entre a República Checa e a Dinamarca, e a meia-final que opôs a Grécia e a República Checa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Estádio do Dragão, pela sua excelência e beleza, tem servido de inspiração para construções similares noutros países. Exemplos: o estádio do RasenBallsport Leipzig foi inspirado no Estádio do Dragão; um dos projetos para o novo estádio nacional da Irlanda do Norte, a construir em Maze (perto de Lisburn), tem o Dragão como modelo; no âmbito do Campeonato da Europa de 2004 uma delegação constituída por empresários, arquitectos, representantes de clubes, do sector da construção e de governos estaduais e perfeituras visitou os estádios do Euro 2004, tendo elegido o Dragão como o &amp;quot;mais bonito&amp;quot;, &amp;quot;harmonioso&amp;quot; e &amp;quot;interessante&amp;quot; dos visitados e um caso &amp;quot;a copiar&amp;quot; no Brasil.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dados gerais ==&lt;br /&gt;
===Custo aproximado===&lt;br /&gt;
125 000 000 euros&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Realização===&lt;br /&gt;
Somague&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Capacidade===&lt;br /&gt;
50 033 espetadores&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Iluminação===&lt;br /&gt;
220 projectores de 2000 watt&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Som===&lt;br /&gt;
«Bose» (70 000 watt)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Painéis electrónicos===&lt;br /&gt;
«Barco» (2 painéis rotativos de 48 m²)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Classificação internacional===&lt;br /&gt;
Grau A - O estádio do Dragão pode ser o palco de qualquer evento futebolístico nacional ou internacional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Certificações===&lt;br /&gt;
O Estádio do Dragão é o primeiro estádio europeu a conseguir a certificação «GreenLight». Esta é uma certificação da Comissão Europeia (através da ADENE - Agência para a Energia), premiando o esforço realizado em termos da utilização racional de energia e na qualidade da iluminação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Distribuição dos lugares de bancada===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Camarotes Empresa: 1369&lt;br /&gt;
Tribuna Empresas: 1154&lt;br /&gt;
Camarotes Sócio: 174&lt;br /&gt;
Tribuna Sócios: 1036&lt;br /&gt;
Bancada Central: 19 536&lt;br /&gt;
Bancada Central 2.º nível: 12 270&lt;br /&gt;
Topos: 14 494&lt;br /&gt;
Total: 50 033 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Lugares de estacionamento ===&lt;br /&gt;
1187 lugares (47.749,0 m²)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Venda livre: 516&lt;br /&gt;
Vip: 272&lt;br /&gt;
Lugares de empresa: 240&lt;br /&gt;
Zona técnica: 100&lt;br /&gt;
Zona desportiva: 48&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Concertos ==&lt;br /&gt;
18 de Julho de 2004,&lt;br /&gt;
Deep Purple –&lt;br /&gt;
12 de Agosto de 2006,&lt;br /&gt;
Rolling Stones – A Bigger Bang&lt;br /&gt;
18 de Maio de 2012,&lt;br /&gt;
Coldplay – Mylo Xyloto Tour&lt;br /&gt;
52 457 pessoas&lt;br /&gt;
10 de Junho de 2013,&lt;br /&gt;
Muse –&lt;br /&gt;
13 de Julho de 2014,&lt;br /&gt;
One Direction – Where We Are Tour&lt;br /&gt;
45 001 pessoas&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Fil</name></author>
		
	</entry>
	<entry>
		<id>https://www.fcporto.ws/wiki/index.php?title=P%C3%A1gina_principal&amp;diff=49</id>
		<title>Página principal</title>
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		<updated>2021-01-30T21:26:27Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Fil: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== &amp;lt;big&amp;gt;História&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===  '''A Fundação e os primeiros anos''' ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Antonio Nicolau d'Almeida.jpg|miniaturadaimagem|António Nicolau d'Almeida, fundador do FC Porto]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 28 de setembro de 1893 no dia do aniversário do rei D. Carlos e da rainha D. Amélia, o Foot-Ball Club do Porto é fundado, por obra e graça do jovem de 20 anos António Nicolau d'Almeida, um comerciante do vinho do Porto que descobriu o futebol nas suas viagens a Inglaterra. O FC Porto inicia então os seus primeiros treinos no Campo do Prado, em Matosinhos, e no dia 8 de outubro disputa o primeiro jogo da história do clube, contra o Clube de Aveiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 25 de outubro de 1893, Nicolau d'Almeida convida o Club Lisbonense para uma partida de futebol, que decorreria no dia 2 de novembro. O Diário Ilustrado, com sede em Lisboa, é quem noticia o convite, e até a resposta do Club Lisbonense. Guilherme Pinto Basto, o então presidente do Club Lisbonense, aceitara então o convite mas não no dia previsto. A data escolhida foi o dia 2 de março do ano seguinte e para além disso, Pinto Basto conseguiu convencer D. Carlos a patrocinar o jogo, oferecendo também uma taça por parte do rei. O nome escolhido foi Taça D. Carlos I, ou ainda Cup d'El Rey. Jogado no Campo Alegre, no Porto, também chamado Campo dos Ingleses, casa do Oporto Cricket and Lawn-Tennis Club, o jogo acaba com uma derrota do FC Porto, por 1–0.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1896, António Nicolau d'Almeida casa-se com Hilda Rumsey e esta pede-lhe para se afastar do futebol, que considerava uma modalidade demasiado violenta. António aceita o seu pedido e afasta-se do clube que entrou num período de letargia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== '''A Refundação''' ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:JMC.jpg|miniaturadaimagem|José Monteiro da Costa, responsável pelo renascimento do Clube]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Doze anos depois, em 1906, José Monteiro da Costa regressou de Inglaterra, fascinado pelo mesmo desporto que encantara o seu amigo há mais de uma década e resolveu criar uma equipa de futebol, sob o nome &amp;quot;Grupo do Destino&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entretanto, José conversou com Nicolau d'Almeida sobre o projeto que iniciara em 1893. José não hesitou e extingue o Destino, refundando assim o FC Porto e instalando a primeira sede do clube nas instalações do recém-extinto Destino. A nova fundação ocorre no dia 2 de agosto de 1906, assumindo desde logo uma faceta de clube eclético, no qual se começaram a praticar também diversas outras modalidades. José decidiu o azul e branco como as cores do clube e manteve o nome do mesmo. Para além disso, foi desenhado o primeiro emblema do clube, que consistiu numa bola de metal azul com as iniciais &amp;quot;FCP&amp;quot;. Entretanto, é alugado à Companhia Hortícola Portuense o primeiro campo do clube, o Campo da Rainha, que fora simultaneamente o primeiro relvado de Portugal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
José Monteiro da Costa escolheu pintar o FC Porto de azul e branco, então as cores da bandeira nacional, e aprovou o primeiro emblema: uma bola de futebol azul, com as iniciais FCP em branco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== '''Divergências sobre o ano de fundação ''' === &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Até ao ano de 1988 era oficial a data de fundação do FC Porto como tendo sido a 2 de agosto de 1906, por iniciativa de José Monteiro da Costa. A 26 de fevereiro de 1988, realizou-se mais uma Assembleia Geral Ordinária, que tinha como principal ponto agendado a apreciação e votação do Relatório e Contas da Direção e Parecer do Conselho Fiscal referente à anuidade de 1987. Após várias intervenções de apoio ao presidente em funções, Jorge Nuno Pinto da Costa, o sócio Custódio Castro, encarregado da comissão nomeada para apreciar a problemática da fundação do clube, dissecou a questão, tendo decidido que &amp;quot;o FC Porto foi fundado em 1906 embora a semente tenha sido lançada em 1893&amp;quot;.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Foi, no entanto, a apresentação de Rui Guedes, autor da &amp;quot;Fotobiografia do FC Porto&amp;quot; quem haveria de dominar a noite, apresentando dois recortes de jornais da década de 90 do século XIX que, a seu entender, corroboraram a sua teoria de fundação do clube. Tendo sido apresentada e votada por ampla maioria a sua proposta de alteração dos estatutos, a redação do artigo primeiro passou a referir que o FC Porto, pessoa coletiva e de utilidade pública, foi fundado em 28 de setembro de 1893, tendo iniciado imediatamente a sua atividade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durante a vida do Futebol Clube do Porto existiram múltiplas atividades dos seus aniversários e comemorações centradas na sua data de fundação de 2 de agosto de 1906. Ao completar 50 anos de atividade, em 1956, foi uma vez mais campeão nacional, um objetivo que perseguia há 16 anos, tendo constituído ainda maior júbilo. Na obra &amp;quot;História do F.C. Porto&amp;quot; publicada por António Rodrigues Teles nesse mesmo ano comemorativo, na sua página 68 entre os 100 primeiros sócios do clube não consta António Nicolau d'Almeida. Uma das mais ativas diligências para a angariação de sócios realizou-se com as festividades do 70º aniversário do clube, entre agosto e novembro de 1976, com a Campanha dos 70.000 sócios. No final da década seguinte, festejando o 80º aniversário, a Companhia Seiva Trupe criou uma atraente obra intitulada &amp;quot;Um cálice de Porto: 1906-1986, 80 anos do Futebol Clube do Porto&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &amp;lt;big&amp;gt;Do Campo do Prado ao Estádio do Dragão&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O primeiro campo utilizado pelo FC Porto para a modalidade do futebol foi o Campo do Prado, em Matosinhos, onde iniciou os seus primeiros treinos no inicío de outubro de 1893. Mais tarde em 1906, é alugado à Companhia Hortícola Portuense o Campo da Rainha, que fora entretanto um terreno não cultivado. Era um pequeno campo de trinta por cinquenta metros, o primeiro relvado de Portugal. No mesmo ano foram transferidos os viveiros de plantas para outro local, permitindo ao clube criar um campo com as medidas oficiais, rodeado de bancos para 600 pessoas e ainda uma pista de atletismo, balneários e um bar. O aluguer anual era de 20.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para além de tanta assistência que a equipa trazia ao recinto, no final de 1911, o FC Porto foi informado da gradual desocupação do Campo da Rainha para a construção de uma fábrica, que iria ser construído no relvado. Portanto em julho de 1912, uma assembleia geral aprova um novo terreno, o Campo da Constituição, na Rua da Constituição, alugado por 350 escudos anuais e também subalugado por outras três equipas. Para comemorar a nova casa, os ingleses do Oporto Cricket Lawn-Tennis Club organizaram uma partida, do qual saíram vencedores por 5–2. Em agosto do mesmo ano, juntamente com o Leixões, o FC Porto cria a Associação de Futebol do Porto, tendo começado na época seguinte o Campeonato do Porto. Na primeira edição da prova, acabou em segundo lugar, ficando atrás do Boavista, tendo ganho na seguinte temporada, numa competição em que viria a ganhar 30 edições, 21 delas consecutivas, entre 1915 e 1947. A outra modalidade do clube, pesos e halteres, destacar-se-ia na seguinte época de 1915–16, com o duplo campeonato nacional alcançado por Carlos Oliveira. A época posterior foi também de grande interesse, devido à inauguração do campo de ténis, substituindo o rinque de patinagem, que serviu para mostrar os troféus e taças conquistados pelo clube. O FC Porto, no entanto, em 1917–18, perde o título para o Salgueiros depois de três temporadas consecutivas a vencê-la, sendo que os motivos prenderam-se no facto de mais de metade dos jogadores estarem a lutar na I Guerra Mundial. Morreu um jogador, Vidal Pinheiro. Na temporada 1920–21, o clube tenta a compra do Campo Nova Sintra, mas desiste da ideia devido ao alto valor do terreno, que custaria 800 contos, continuando o Campo da Constituição como casa do clube.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mais tarde, para mostrar as taças conquistadas do clube, o FC Porto inaugura o campo de ténis em 1917, substituindo assim o antigo rinque de patinagem. Em 1920, o clube adquire o Campo da Constituição, na sequência do arrendamento por dez anos (400 escudos nos primeiros cinco anos e 450 nos restantes cinco). A comemoração foi feita através de um torneio amigável triangular, do qual saiu vencedor. Na temporada 1920–21, o clube tenta a compra do Campo Nova Sintra, mas desiste da ideia devido ao alto valor do terreno, continuando o Campo da Constituição como casa do clube. Na época 1928–29 é renovado o contrato de arrendamento do Campo da Constituição, com uma renda anual de 12 mil escudos, pagos em duas prestações de 6 mil escudos. Em 1938–39, o campo aumenta a lotação para 20 mil pessoas, o que implicou num aumento das receitas de bilheteira. O atual campo começou a ficar pequeno, por isso em 1933 foi proposta numa assembleia geral a aquisição de novos terrenos para um novo estádio, o Estádio das Antas. Enquanto a nova casa não estava disponível, o FC Porto jogava de vez em quando noutros campos emprestados, como o Estádio do Lima ou o Campo do Ameal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira pedra foi lançada a dezembro de 1949, mas a obra só começou um mês depois. José Bacelar, sócio número um do clube, pagou o salário do primeiro dia de trabalho a todos os operários. A inauguração acontece finalmente no dia 28 de maio de 1952, oficialmente denominado como &amp;quot;Estádio do Futebol Clube do Porto&amp;quot;, onde esteve presente o general Craveiro Lopes, então presidente da República Portuguesa. O Benfica foi a equipa convidada para a inauguração, e com toda a frieza, o clube de Lisboa goleou o FC Porto por 8–2. Em 1962–63 é inaugurada o sistema elétrico das Antas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao longo do século o recinto foi ficando maior, devido à inclusão do Pavilhão Américo de Sá, para as modalidade de basquetebol, andebol e hóquei em patins, da piscina coberta, três campos relvados de treino, a Loja Azul, o Bingo, a Sala-Museu e a Torre das Antas. Além disso, sofreu um rebaixamento que permitiu aumentar a lotação para noventa mil lugares em 1986, o que levou a ser um dos estádios eleitos para o Mundial de juniores de 1991. Mas ainda antes, em 1973, o recinto foi palco de um triste falecimento de um jogador portista, Pavão, caído no relvado num jogo do campeonato devido a um ataque cardíaco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 9 de março de 1994, o estádio foi penhorado pelo ministro das finanças, Eduardo Catroga, devido a uma dívida fiscal de cerca de 200 mil contos. O estádio começou por ser demolido em 1 de abril de 2004 e acabou em 28 de junho de 2004, sendo substituído pelo atual Estádio do Dragão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Inaugurado no dia 16 de novembro de 2003, o atual estádio do clube só começou a ser jogado em 2004 devido a problemas relacionados com a relva. A construção do estádio custou 98 milhões de euros, e tem uma capacidade para cerca de 50 mil espetadores. O amigável da inauguração resultou numa vitória de 2–0 contra o Barcelona, onde também se estreou Lionel Messi, então com dezasseis anos. O estádio também foi utilizado para o Euro 2004 e recebeu o jogo de abertura do Euro, em que Portugal perdeu 2–1 com a Grécia. O Dragão tem recebido entretanto várias distinções, entre elas a certificação GreenLight, entregue em 2004 pela Comissão Europeia, e a certificação &amp;quot;Sistema de Gestão Ambiental&amp;quot;, entregue em 2007 pela Associação Portuguesa de Certificação. As instalações do recinto também mereceram o certificado de &amp;quot;Sistema de Gestão de Qualidade&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Campo_do_Prado|Campo do Prado]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Campo_da_Rua_da_Rainha|Campo da Rua da Rainha]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Campo_da_Constituicao|Campo da Constituição]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Estadio_do_Lima|Estádio do Lima]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Campo_do_Ameal|Campo do Ameal]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Estadio_das_Antas|Estádio das Antas]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Fil</name></author>
		
	</entry>
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		<id>https://www.fcporto.ws/wiki/index.php?title=Estadio_das_Antas&amp;diff=48</id>
		<title>Estadio das Antas</title>
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		<updated>2021-01-30T21:24:42Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Fil: Criou a página com &amp;quot;O Estádio das Antas foi o estádio do Futebol Clube do Porto durante 52 anos, após ser substituído pelo Estádio do Dragão, inaugurado no ano de 2003.  == &amp;lt;big&amp;gt;História...&amp;quot;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;O Estádio das Antas foi o estádio do Futebol Clube do Porto durante 52 anos, após ser substituído pelo Estádio do Dragão, inaugurado no ano de 2003.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &amp;lt;big&amp;gt;História &amp;lt;/big&amp;gt;==&lt;br /&gt;
Foi numa Assembleia-Geral em 1933 que surgiu a proposta de construção de um novo estádio, já que o Campo da Constituição começava a revelar-se pequeno para o FC Porto. A proposta foi aprovada por unanimidade, mas só em 1937 começaram a ser tomadas medidas no sentido de concretizar o objectivo, com a criação de um empréstimo obrigacionista. Dez anos depois foi comprada uma área de 48.000 metros quadrados na zona das Antas, na parte leste da cidade do Porto. A primeira pedra foi lançada em acto simbólico em Dezembro de 1949, tendo a obra começado cerca de um mês depois.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==='''Escolha dos terrenos das Antas'''===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Chegou a falar-se que o Estádio do FC Porto poderia ser construído na Quinta da China. Chegou, mesmo, a dar-se um «sinal» de compra pelo terreno. Mas, depois, houve um certo «desinteresse». Em meados de 1937 constitui-se a chamada Comissão Pró-Campo (Domingos Ferreira, José Donas, Sebastião Ferreira Mendes, Carlos Lello e António Martins). Após demoradas negociações, o Clube dispunha-se a construir o seu estádio em cerca de 65mil metros quadrados na Vilarinha, no entanto tudo se complicou mais tarde, e…nasceu o «duelo» – Vilarinha/Antas. O tempo foi decorrendo até que em 1943 Manuel Correia Monteiro amparado nos seus passos pelo dr. Cesário Bonito, aponta com o dedo para as Antas. Talvez por estar mais perto do local onde o Clube deu os primeiros passos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''“	Antas ! Vamos para as Antas !	”''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E a ideia parece ter triunfado… Em princípios de 1944 o Arquitecto Oldemiro Carneiro embrenhou-se nos primeiros estudos. E em Março do ano seguinte o anteprojecto do Estádio foi apresentado em assembleia geral, que nunca caiu mesmo que tomando em conta que a Comissão Pró-Campo se demitiu em 1946. Em Maio de 1946 , o sr Engenheiro Cancela de Abreu, então titular do Ministério das Obras Públicas emitiu a sua autorizada opinião. Havia na Areosa, uns terrenos admiráveis para o efeito. Mas não pôde levar-se por diante essa sugestão por várias dificuldades. E voltaram a centrar todas as atenções nas Antas. Já em 1948 o Ministro das Obras públicas, sr Engenheiro José Frederico do Casal Ribeiro Ulrich, que chegou a fazer parte da Assembleia Delegada como associado portista, aprovou o anteprojecto do Estádio, que compreendia uma área de 65mil metros quadrados. Apesar de tudo continuavam a surgir entraves para a transformação do sonho em realidade. Clube e proprietários do terreno nem sempre estiveram de acordo. E um destes levou longe de mais a sua intransigência. Mas o precioso despacho ministerial de 1 Setembro de 1949, colocou ponto final nas dissidências, mandando expropriar os terrenos. Desde essa hora o sr Engenheiro Frederico Ulrich entrou no coração de todos os portuenses, e não mais o esqueceram.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outra data importante de assinalar é a de 4 de Dezembro de 1949. Pela manhã desse domingo o FC porto toma posse dos terrenos das Antas. O Dr. Miguel Pereira, ao tempo, presidente do Clube, orgulhoso, lê o discurso de agradecimento, não esquecendo os cooperadores do Estado e da Câmara, os cooperadores anónimos e os dos clubes que ajudaram a viver aquele momento inesquecível. O engenheiro Frederico Ulrich fala também frequentemente interrompido por aplausos:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''“	A concessão de 3 000 contos para a obra hoje iniciada foi dos actos que pratiquei com mais prazer, no exercício do meu actual cargo, pois se tratava de tornar viável uma velha aspiração local que talvez muitos considerassem um sonho impossível de materializar. Enganaram-se esses eternos incredulous, porquanto o campo de jogos do FC Porto sera dentro em breve uma magnífica realidade. E nesse dia, sejam quais forem as minhas ocupações, espero ser convidado para a grande festa!	”''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==='''Obras do estádio''' ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
José Bacelar, sócio n.º 1 do FC Porto na altura, pagou o salário do primeiro dia de trabalho a todos os operários. A solidariedade da população da cidade e da região para com o FC Porto ficou também marcada por dois &amp;quot;cortejos de materiais&amp;quot;, em que dezenas de camionetas, autocarros e furgonetas seguiram em cortejo para o estádio levando material de construção. Ao longo do processo foi necessário comprar terrenos adjacentes aos originais, pois concluiu-se que 48 000 metros quadrados não seriam suficientes para o complexo desportivo que o clube pretendia construir. Comprados os referidos terrenos, a área total ascendeu aos 63 220 metros quadrados. A capacidade original do estádio era de 48000 espectadores, distribuídos por três bancadas - duas superiores e uma lateral. O lado leste do campo não tinha bancada, sendo chamado de &amp;quot;Porta da Maratona&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No final da obra tinham sido consumidos mais de sete mil e quinhentos contos, um facto e uma cifra que ajuda a compreender o prestígio do FC Porto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No dia 28 de Maio de 1952 o estádio foi inaugurado numa cerimónia pomposa que contou com a presença do General Craveiro Lopes, então presidente de Portugal. Urgel Horta presidia ao FC Porto na altura. Após a cerimónia foi realizado um jogo inaugural efectuado perante os rivais S.L. Benfica. A partida terminou com a vitória do S.L. Benfica, por 2-8.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Modificações ==&lt;br /&gt;
* 1960 - inauguração da pista de ciclismo&lt;br /&gt;
* 1962 - inauguração da iluminação artificial&lt;br /&gt;
* 1976 - fecho da Porta da Maratona, ou seja, construção de uma bancada ao longo da lateral leste do campo, acrescida de um segundo anel - a arquibancada, que aumentou a capacidade do estádio para 65 000 lugares. estando apenas 30% da bancada encadeirada.&lt;br /&gt;
* 16 de dezembro de 1986 - a capacidade do estádio aumentou para 95 000 lugares. Rebaixamento do campo - a bancada avança na direcção do campo, substituindo a pista de ciclismo e atletismo.&lt;br /&gt;
* na década seguinte o estádio foi sendo gradualmente encadeirado - terminado o procedimento, a capacidade do estádio diminuiu para cerca de 75 000 lugares.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==O complexo==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando se fala no Estádio das Antas, nem sempre se fala apenas no estádio em si; a expressão pode designar também todo o complexo desportivo que, ao longo das cinco décadas de existência do estádio, foi sendo construído à sua volta. Esse complexo incluía, entre outros:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* o Pavilhão Américo de Sá (com capacidade para 7 000 pessoas), onde actuavam as equipas de andebol, basquetebol e hóquei em patins do FC Porto (a de basquetebol passaria a jogar no Pavilhão Rosa Mota em meados dos anos noventa)&lt;br /&gt;
* o Pavilhão Afonso Pinto de Magalhães&lt;br /&gt;
* uma piscina coberta (utilizada quer pela equipa de natação do FC Porto, quer por utilizadores pagantes)&lt;br /&gt;
três campos de treinos relvados&lt;br /&gt;
* a primeira Loja Azul&lt;br /&gt;
* o Bingo do FC Porto&lt;br /&gt;
* a sala-museu do FC Porto&lt;br /&gt;
* a Torre das Antas, onde foi instalada a sede do FC Porto&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Momentos especiais==&lt;br /&gt;
* 19 de Outubro de 1977 - FC Porto 4 x 0 Manchester United, 1ª mão da 2ª eliminatória da Taça das Taças 1977/78&lt;br /&gt;
* 11 de Junho de 1978 - FC Porto 4 x 0 SC Braga, vitória na última jornada do campeonato 1977/78, que permitiu ao FC Porto sagrar-se novamente campeão nacional após um jejum de 19 anos&lt;br /&gt;
* 28 de Maio de 1987 - recepção, de madrugada, aos vencedores da Taça dos Clubes Campeões Europeus que chegavam directamente de Viena&lt;br /&gt;
* 13 de Janeiro de 1988 - FC Porto 1 x 0 AFC Ajax, 2ª mão da Supertaça Europeia 1987, vencida pelo FC Porto&lt;br /&gt;
* 15 de Junho de 1997 - FC Porto 3 x 0 Gil Vicente, a festa do primeiro Tricampeonato na história do clube&lt;br /&gt;
* 30 de Junho de 1999 - FC Porto 2 x 0 Estrela da Amadora, a festa do Penta, feito inédito no futebol português&lt;br /&gt;
* 10 de Abril de 2003 - FC Porto 4 x 1 SS Lazio, 1ª mão das meias-finais da Taça UEFA 2002/03, que o FC Porto viria a ganhar&lt;br /&gt;
* 22 de Maio de 2003 - recepção, de madrugada, aos vencedores da Taça UEFA vindos de Sevilha&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por outro lado, o dia mais negro da história do Estádio das Antas foi 16 de Dezembro de 1973, dia em que Pavão, grande jogador e ídolo dos adeptos, caiu por terra ao minuto 13 da jornada 13, contra o Vitória de Setúbal. Tinha apenas 26 anos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==O fim==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O complexo das Antas começou a ser demolido em 2001; nessa altura, as equipas de andebol, hóquei em patins e natação do FC Porto passaram a competir em casa &amp;quot;emprestada&amp;quot;: o Pavilhão Municipal de Santo Tirso, o Pavilhão Municipal de Fânzeres e a Piscina de Campanhã, respectivamente. Também a equipa de basquetebol deixou o Pavilhão Rosa Mota, passando a jogar no Centro de Desportos e Congressos de Matosinhos. Estas equipas continuam deslocadas mesmo após a inauguração do Estádio do Dragão, uma vez que este não inclui pavilhão nem piscina. Existe agora um pavilhão junto ao estádio, o Dragão Caixa, que ficou concluído em meados de 2008.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Estádio das Antas propriamente dito permaneceria intacto até à inauguração do Estádio do Dragão, em Novembro de 2003, e mesmo para além dela: devido a um grave problema com a relva do novo estádio, este não pôde começar a ser utilizado para jogos oficiais logo após a inauguração, pelo que o Estádio das Antas foi ainda palco de oito jogos oficiais, o último deles contra o Estrela da Amadora a 24 de Janeiro de 2004. A demolição começaria cerca de um mês e meio depois, colocando assim o fim a um estádio com 52 anos de história. Atualmente, no local onde existia o estádio, foram feitas novas ruas, e o único vestígio que sobra do estádio, é um dos seus quatro holofotes de iluminação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==='''Balanço final'''===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No Estádio das Antas o FC Porto jogou 1002 jogos, tendo vencido 803, empatado 119 e perdido 80&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Fil</name></author>
		
	</entry>
	<entry>
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		<title>Estádio das Antas</title>
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&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;O Estádio das Antas foi o estádio do Futebol Clube do Porto durante 52 anos, após ser substituído pelo Estádio do Dragão, inaugurado no ano de 2003.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &amp;lt;big&amp;gt;História &amp;lt;/big&amp;gt;==&lt;br /&gt;
Foi numa Assembleia-Geral em 1933 que surgiu a proposta de construção de um novo estádio, já que o Campo da Constituição começava a revelar-se pequeno para o FC Porto. A proposta foi aprovada por unanimidade, mas só em 1937 começaram a ser tomadas medidas no sentido de concretizar o objectivo, com a criação de um empréstimo obrigacionista. Dez anos depois foi comprada uma área de 48.000 metros quadrados na zona das Antas, na parte leste da cidade do Porto. A primeira pedra foi lançada em acto simbólico em Dezembro de 1949, tendo a obra começado cerca de um mês depois.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==='''Escolha dos terrenos das Antas'''===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Chegou a falar-se que o Estádio do FC Porto poderia ser construído na Quinta da China. Chegou, mesmo, a dar-se um «sinal» de compra pelo terreno. Mas, depois, houve um certo «desinteresse». Em meados de 1937 constitui-se a chamada Comissão Pró-Campo (Domingos Ferreira, José Donas, Sebastião Ferreira Mendes, Carlos Lello e António Martins). Após demoradas negociações, o Clube dispunha-se a construir o seu estádio em cerca de 65mil metros quadrados na Vilarinha, no entanto tudo se complicou mais tarde, e…nasceu o «duelo» – Vilarinha/Antas. O tempo foi decorrendo até que em 1943 Manuel Correia Monteiro amparado nos seus passos pelo dr. Cesário Bonito, aponta com o dedo para as Antas. Talvez por estar mais perto do local onde o Clube deu os primeiros passos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''“	Antas ! Vamos para as Antas !	”''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E a ideia parece ter triunfado… Em princípios de 1944 o Arquitecto Oldemiro Carneiro embrenhou-se nos primeiros estudos. E em Março do ano seguinte o anteprojecto do Estádio foi apresentado em assembleia geral, que nunca caiu mesmo que tomando em conta que a Comissão Pró-Campo se demitiu em 1946. Em Maio de 1946 , o sr Engenheiro Cancela de Abreu, então titular do Ministério das Obras Públicas emitiu a sua autorizada opinião. Havia na Areosa, uns terrenos admiráveis para o efeito. Mas não pôde levar-se por diante essa sugestão por várias dificuldades. E voltaram a centrar todas as atenções nas Antas. Já em 1948 o Ministro das Obras públicas, sr Engenheiro José Frederico do Casal Ribeiro Ulrich, que chegou a fazer parte da Assembleia Delegada como associado portista, aprovou o anteprojecto do Estádio, que compreendia uma área de 65mil metros quadrados. Apesar de tudo continuavam a surgir entraves para a transformação do sonho em realidade. Clube e proprietários do terreno nem sempre estiveram de acordo. E um destes levou longe de mais a sua intransigência. Mas o precioso despacho ministerial de 1 Setembro de 1949, colocou ponto final nas dissidências, mandando expropriar os terrenos. Desde essa hora o sr Engenheiro Frederico Ulrich entrou no coração de todos os portuenses, e não mais o esqueceram.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outra data importante de assinalar é a de 4 de Dezembro de 1949. Pela manhã desse domingo o FC porto toma posse dos terrenos das Antas. O Dr. Miguel Pereira, ao tempo, presidente do Clube, orgulhoso, lê o discurso de agradecimento, não esquecendo os cooperadores do Estado e da Câmara, os cooperadores anónimos e os dos clubes que ajudaram a viver aquele momento inesquecível. O engenheiro Frederico Ulrich fala também frequentemente interrompido por aplausos:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''“	A concessão de 3 000 contos para a obra hoje iniciada foi dos actos que pratiquei com mais prazer, no exercício do meu actual cargo, pois se tratava de tornar viável uma velha aspiração local que talvez muitos considerassem um sonho impossível de materializar. Enganaram-se esses eternos incredulous, porquanto o campo de jogos do FC Porto sera dentro em breve uma magnífica realidade. E nesse dia, sejam quais forem as minhas ocupações, espero ser convidado para a grande festa!	”''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==='''Obras do estádio''' ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
José Bacelar, sócio n.º 1 do FC Porto na altura, pagou o salário do primeiro dia de trabalho a todos os operários. A solidariedade da população da cidade e da região para com o FC Porto ficou também marcada por dois &amp;quot;cortejos de materiais&amp;quot;, em que dezenas de camionetas, autocarros e furgonetas seguiram em cortejo para o estádio levando material de construção. Ao longo do processo foi necessário comprar terrenos adjacentes aos originais, pois concluiu-se que 48 000 metros quadrados não seriam suficientes para o complexo desportivo que o clube pretendia construir. Comprados os referidos terrenos, a área total ascendeu aos 63 220 metros quadrados. A capacidade original do estádio era de 48000 espectadores, distribuídos por três bancadas - duas superiores e uma lateral. O lado leste do campo não tinha bancada, sendo chamado de &amp;quot;Porta da Maratona&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No final da obra tinham sido consumidos mais de sete mil e quinhentos contos, um facto e uma cifra que ajuda a compreender o prestígio do FC Porto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No dia 28 de Maio de 1952 o estádio foi inaugurado numa cerimónia pomposa que contou com a presença do General Craveiro Lopes, então presidente de Portugal. Urgel Horta presidia ao FC Porto na altura. Após a cerimónia foi realizado um jogo inaugural efectuado perante os rivais S.L. Benfica. A partida terminou com a vitória do S.L. Benfica, por 2-8.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Modificações ==&lt;br /&gt;
* 1960 - inauguração da pista de ciclismo&lt;br /&gt;
* 1962 - inauguração da iluminação artificial&lt;br /&gt;
* 1976 - fecho da Porta da Maratona, ou seja, construção de uma bancada ao longo da lateral leste do campo, acrescida de um segundo anel - a arquibancada, que aumentou a capacidade do estádio para 65 000 lugares. estando apenas 30% da bancada encadeirada.&lt;br /&gt;
* 16 de dezembro de 1986 - a capacidade do estádio aumentou para 95 000 lugares. Rebaixamento do campo - a bancada avança na direcção do campo, substituindo a pista de ciclismo e atletismo.&lt;br /&gt;
* na década seguinte o estádio foi sendo gradualmente encadeirado - terminado o procedimento, a capacidade do estádio diminuiu para cerca de 75 000 lugares.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==O complexo==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando se fala no Estádio das Antas, nem sempre se fala apenas no estádio em si; a expressão pode designar também todo o complexo desportivo que, ao longo das cinco décadas de existência do estádio, foi sendo construído à sua volta. Esse complexo incluía, entre outros:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* o Pavilhão Américo de Sá (com capacidade para 7 000 pessoas), onde actuavam as equipas de andebol, basquetebol e hóquei em patins do FC Porto (a de basquetebol passaria a jogar no Pavilhão Rosa Mota em meados dos anos noventa)&lt;br /&gt;
* o Pavilhão Afonso Pinto de Magalhães&lt;br /&gt;
* uma piscina coberta (utilizada quer pela equipa de natação do FC Porto, quer por utilizadores pagantes)&lt;br /&gt;
três campos de treinos relvados&lt;br /&gt;
* a primeira Loja Azul&lt;br /&gt;
* o Bingo do FC Porto&lt;br /&gt;
* a sala-museu do FC Porto&lt;br /&gt;
* a Torre das Antas, onde foi instalada a sede do FC Porto&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Momentos especiais==&lt;br /&gt;
* 19 de Outubro de 1977 - FC Porto 4 x 0 Manchester United, 1ª mão da 2ª eliminatória da Taça das Taças 1977/78&lt;br /&gt;
* 11 de Junho de 1978 - FC Porto 4 x 0 SC Braga, vitória na última jornada do campeonato 1977/78, que permitiu ao FC Porto sagrar-se novamente campeão nacional após um jejum de 19 anos&lt;br /&gt;
* 28 de Maio de 1987 - recepção, de madrugada, aos vencedores da Taça dos Clubes Campeões Europeus que chegavam directamente de Viena&lt;br /&gt;
* 13 de Janeiro de 1988 - FC Porto 1 x 0 AFC Ajax, 2ª mão da Supertaça Europeia 1987, vencida pelo FC Porto&lt;br /&gt;
* 15 de Junho de 1997 - FC Porto 3 x 0 Gil Vicente, a festa do primeiro Tricampeonato na história do clube&lt;br /&gt;
* 30 de Junho de 1999 - FC Porto 2 x 0 Estrela da Amadora, a festa do Penta, feito inédito no futebol português&lt;br /&gt;
* 10 de Abril de 2003 - FC Porto 4 x 1 SS Lazio, 1ª mão das meias-finais da Taça UEFA 2002/03, que o FC Porto viria a ganhar&lt;br /&gt;
* 22 de Maio de 2003 - recepção, de madrugada, aos vencedores da Taça UEFA vindos de Sevilha&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por outro lado, o dia mais negro da história do Estádio das Antas foi 16 de Dezembro de 1973, dia em que Pavão, grande jogador e ídolo dos adeptos, caiu por terra ao minuto 13 da jornada 13, contra o Vitória de Setúbal. Tinha apenas 26 anos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==O fim==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O complexo das Antas começou a ser demolido em 2001; nessa altura, as equipas de andebol, hóquei em patins e natação do FC Porto passaram a competir em casa &amp;quot;emprestada&amp;quot;: o Pavilhão Municipal de Santo Tirso, o Pavilhão Municipal de Fânzeres e a Piscina de Campanhã, respectivamente. Também a equipa de basquetebol deixou o Pavilhão Rosa Mota, passando a jogar no Centro de Desportos e Congressos de Matosinhos. Estas equipas continuam deslocadas mesmo após a inauguração do Estádio do Dragão, uma vez que este não inclui pavilhão nem piscina. Existe agora um pavilhão junto ao estádio, o Dragão Caixa, que ficou concluído em meados de 2008.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Estádio das Antas propriamente dito permaneceria intacto até à inauguração do Estádio do Dragão, em Novembro de 2003, e mesmo para além dela: devido a um grave problema com a relva do novo estádio, este não pôde começar a ser utilizado para jogos oficiais logo após a inauguração, pelo que o Estádio das Antas foi ainda palco de oito jogos oficiais, o último deles contra o Estrela da Amadora a 24 de Janeiro de 2004. A demolição começaria cerca de um mês e meio depois, colocando assim o fim a um estádio com 52 anos de história. Atualmente, no local onde existia o estádio, foram feitas novas ruas, e o único vestígio que sobra do estádio, é um dos seus quatro holofotes de iluminação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==='''Balanço final'''===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No Estádio das Antas o FC Porto jogou 1002 jogos, tendo vencido 803, empatado 119 e perdido 80&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Fil</name></author>
		
	</entry>
	<entry>
		<id>https://www.fcporto.ws/wiki/index.php?title=P%C3%A1gina_principal&amp;diff=46</id>
		<title>Página principal</title>
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		<updated>2021-01-30T20:54:16Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Fil: /* Do Campo do Prado ao Estádio do Dragão */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== &amp;lt;big&amp;gt;História&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===  '''A Fundação e os primeiros anos''' ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Antonio Nicolau d'Almeida.jpg|miniaturadaimagem|António Nicolau d'Almeida, fundador do FC Porto]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 28 de setembro de 1893 no dia do aniversário do rei D. Carlos e da rainha D. Amélia, o Foot-Ball Club do Porto é fundado, por obra e graça do jovem de 20 anos António Nicolau d'Almeida, um comerciante do vinho do Porto que descobriu o futebol nas suas viagens a Inglaterra. O FC Porto inicia então os seus primeiros treinos no Campo do Prado, em Matosinhos, e no dia 8 de outubro disputa o primeiro jogo da história do clube, contra o Clube de Aveiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 25 de outubro de 1893, Nicolau d'Almeida convida o Club Lisbonense para uma partida de futebol, que decorreria no dia 2 de novembro. O Diário Ilustrado, com sede em Lisboa, é quem noticia o convite, e até a resposta do Club Lisbonense. Guilherme Pinto Basto, o então presidente do Club Lisbonense, aceitara então o convite mas não no dia previsto. A data escolhida foi o dia 2 de março do ano seguinte e para além disso, Pinto Basto conseguiu convencer D. Carlos a patrocinar o jogo, oferecendo também uma taça por parte do rei. O nome escolhido foi Taça D. Carlos I, ou ainda Cup d'El Rey. Jogado no Campo Alegre, no Porto, também chamado Campo dos Ingleses, casa do Oporto Cricket and Lawn-Tennis Club, o jogo acaba com uma derrota do FC Porto, por 1–0.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1896, António Nicolau d'Almeida casa-se com Hilda Rumsey e esta pede-lhe para se afastar do futebol, que considerava uma modalidade demasiado violenta. António aceita o seu pedido e afasta-se do clube que entrou num período de letargia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== '''A Refundação''' ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:JMC.jpg|miniaturadaimagem|José Monteiro da Costa, responsável pelo renascimento do Clube]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Doze anos depois, em 1906, José Monteiro da Costa regressou de Inglaterra, fascinado pelo mesmo desporto que encantara o seu amigo há mais de uma década e resolveu criar uma equipa de futebol, sob o nome &amp;quot;Grupo do Destino&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entretanto, José conversou com Nicolau d'Almeida sobre o projeto que iniciara em 1893. José não hesitou e extingue o Destino, refundando assim o FC Porto e instalando a primeira sede do clube nas instalações do recém-extinto Destino. A nova fundação ocorre no dia 2 de agosto de 1906, assumindo desde logo uma faceta de clube eclético, no qual se começaram a praticar também diversas outras modalidades. José decidiu o azul e branco como as cores do clube e manteve o nome do mesmo. Para além disso, foi desenhado o primeiro emblema do clube, que consistiu numa bola de metal azul com as iniciais &amp;quot;FCP&amp;quot;. Entretanto, é alugado à Companhia Hortícola Portuense o primeiro campo do clube, o Campo da Rainha, que fora simultaneamente o primeiro relvado de Portugal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
José Monteiro da Costa escolheu pintar o FC Porto de azul e branco, então as cores da bandeira nacional, e aprovou o primeiro emblema: uma bola de futebol azul, com as iniciais FCP em branco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== '''Divergências sobre o ano de fundação ''' === &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Até ao ano de 1988 era oficial a data de fundação do FC Porto como tendo sido a 2 de agosto de 1906, por iniciativa de José Monteiro da Costa. A 26 de fevereiro de 1988, realizou-se mais uma Assembleia Geral Ordinária, que tinha como principal ponto agendado a apreciação e votação do Relatório e Contas da Direção e Parecer do Conselho Fiscal referente à anuidade de 1987. Após várias intervenções de apoio ao presidente em funções, Jorge Nuno Pinto da Costa, o sócio Custódio Castro, encarregado da comissão nomeada para apreciar a problemática da fundação do clube, dissecou a questão, tendo decidido que &amp;quot;o FC Porto foi fundado em 1906 embora a semente tenha sido lançada em 1893&amp;quot;.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Foi, no entanto, a apresentação de Rui Guedes, autor da &amp;quot;Fotobiografia do FC Porto&amp;quot; quem haveria de dominar a noite, apresentando dois recortes de jornais da década de 90 do século XIX que, a seu entender, corroboraram a sua teoria de fundação do clube. Tendo sido apresentada e votada por ampla maioria a sua proposta de alteração dos estatutos, a redação do artigo primeiro passou a referir que o FC Porto, pessoa coletiva e de utilidade pública, foi fundado em 28 de setembro de 1893, tendo iniciado imediatamente a sua atividade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durante a vida do Futebol Clube do Porto existiram múltiplas atividades dos seus aniversários e comemorações centradas na sua data de fundação de 2 de agosto de 1906. Ao completar 50 anos de atividade, em 1956, foi uma vez mais campeão nacional, um objetivo que perseguia há 16 anos, tendo constituído ainda maior júbilo. Na obra &amp;quot;História do F.C. Porto&amp;quot; publicada por António Rodrigues Teles nesse mesmo ano comemorativo, na sua página 68 entre os 100 primeiros sócios do clube não consta António Nicolau d'Almeida. Uma das mais ativas diligências para a angariação de sócios realizou-se com as festividades do 70º aniversário do clube, entre agosto e novembro de 1976, com a Campanha dos 70.000 sócios. No final da década seguinte, festejando o 80º aniversário, a Companhia Seiva Trupe criou uma atraente obra intitulada &amp;quot;Um cálice de Porto: 1906-1986, 80 anos do Futebol Clube do Porto&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &amp;lt;big&amp;gt;Do Campo do Prado ao Estádio do Dragão&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O primeiro campo utilizado pelo FC Porto para a modalidade do futebol foi o Campo do Prado, em Matosinhos, onde iniciou os seus primeiros treinos no inicío de outubro de 1893. Mais tarde em 1906, é alugado à Companhia Hortícola Portuense o Campo da Rainha, que fora entretanto um terreno não cultivado. Era um pequeno campo de trinta por cinquenta metros, o primeiro relvado de Portugal. No mesmo ano foram transferidos os viveiros de plantas para outro local, permitindo ao clube criar um campo com as medidas oficiais, rodeado de bancos para 600 pessoas e ainda uma pista de atletismo, balneários e um bar. O aluguer anual era de 20.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para além de tanta assistência que a equipa trazia ao recinto, no final de 1911, o FC Porto foi informado da gradual desocupação do Campo da Rainha para a construção de uma fábrica, que iria ser construído no relvado. Portanto em julho de 1912, uma assembleia geral aprova um novo terreno, o Campo da Constituição, na Rua da Constituição, alugado por 350 escudos anuais e também subalugado por outras três equipas. Para comemorar a nova casa, os ingleses do Oporto Cricket Lawn-Tennis Club organizaram uma partida, do qual saíram vencedores por 5–2. Em agosto do mesmo ano, juntamente com o Leixões, o FC Porto cria a Associação de Futebol do Porto, tendo começado na época seguinte o Campeonato do Porto. Na primeira edição da prova, acabou em segundo lugar, ficando atrás do Boavista, tendo ganho na seguinte temporada, numa competição em que viria a ganhar 30 edições, 21 delas consecutivas, entre 1915 e 1947. A outra modalidade do clube, pesos e halteres, destacar-se-ia na seguinte época de 1915–16, com o duplo campeonato nacional alcançado por Carlos Oliveira. A época posterior foi também de grande interesse, devido à inauguração do campo de ténis, substituindo o rinque de patinagem, que serviu para mostrar os troféus e taças conquistados pelo clube. O FC Porto, no entanto, em 1917–18, perde o título para o Salgueiros depois de três temporadas consecutivas a vencê-la, sendo que os motivos prenderam-se no facto de mais de metade dos jogadores estarem a lutar na I Guerra Mundial. Morreu um jogador, Vidal Pinheiro. Na temporada 1920–21, o clube tenta a compra do Campo Nova Sintra, mas desiste da ideia devido ao alto valor do terreno, que custaria 800 contos, continuando o Campo da Constituição como casa do clube.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mais tarde, para mostrar as taças conquistadas do clube, o FC Porto inaugura o campo de ténis em 1917, substituindo assim o antigo rinque de patinagem. Em 1920, o clube adquire o Campo da Constituição, na sequência do arrendamento por dez anos (400 escudos nos primeiros cinco anos e 450 nos restantes cinco). A comemoração foi feita através de um torneio amigável triangular, do qual saiu vencedor. Na temporada 1920–21, o clube tenta a compra do Campo Nova Sintra, mas desiste da ideia devido ao alto valor do terreno, continuando o Campo da Constituição como casa do clube. Na época 1928–29 é renovado o contrato de arrendamento do Campo da Constituição, com uma renda anual de 12 mil escudos, pagos em duas prestações de 6 mil escudos. Em 1938–39, o campo aumenta a lotação para 20 mil pessoas, o que implicou num aumento das receitas de bilheteira. O atual campo começou a ficar pequeno, por isso em 1933 foi proposta numa assembleia geral a aquisição de novos terrenos para um novo estádio, o Estádio das Antas. Enquanto a nova casa não estava disponível, o FC Porto jogava de vez em quando noutros campos emprestados, como o Estádio do Lima ou o Campo do Ameal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira pedra foi lançada a dezembro de 1949, mas a obra só começou um mês depois. José Bacelar, sócio número um do clube, pagou o salário do primeiro dia de trabalho a todos os operários. A inauguração acontece finalmente no dia 28 de maio de 1952, oficialmente denominado como &amp;quot;Estádio do Futebol Clube do Porto&amp;quot;, onde esteve presente o general Craveiro Lopes, então presidente da República Portuguesa. O Benfica foi a equipa convidada para a inauguração, e com toda a frieza, o clube de Lisboa goleou o FC Porto por 8–2. Em 1962–63 é inaugurada o sistema elétrico das Antas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao longo do século o recinto foi ficando maior, devido à inclusão do Pavilhão Américo de Sá, para as modalidade de basquetebol, andebol e hóquei em patins, da piscina coberta, três campos relvados de treino, a Loja Azul, o Bingo, a Sala-Museu e a Torre das Antas. Além disso, sofreu um rebaixamento que permitiu aumentar a lotação para noventa mil lugares em 1986, o que levou a ser um dos estádios eleitos para o Mundial de juniores de 1991. Mas ainda antes, em 1973, o recinto foi palco de um triste falecimento de um jogador portista, Pavão, caído no relvado num jogo do campeonato devido a um ataque cardíaco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 9 de março de 1994, o estádio foi penhorado pelo ministro das finanças, Eduardo Catroga, devido a uma dívida fiscal de cerca de 200 mil contos. O estádio começou por ser demolido em 1 de abril de 2004 e acabou em 28 de junho de 2004, sendo substituído pelo atual Estádio do Dragão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Inaugurado no dia 16 de novembro de 2003, o atual estádio do clube só começou a ser jogado em 2004 devido a problemas relacionados com a relva. A construção do estádio custou 98 milhões de euros, e tem uma capacidade para cerca de 50 mil espetadores. O amigável da inauguração resultou numa vitória de 2–0 contra o Barcelona, onde também se estreou Lionel Messi, então com dezasseis anos. O estádio também foi utilizado para o Euro 2004 e recebeu o jogo de abertura do Euro, em que Portugal perdeu 2–1 com a Grécia. O Dragão tem recebido entretanto várias distinções, entre elas a certificação GreenLight, entregue em 2004 pela Comissão Europeia, e a certificação &amp;quot;Sistema de Gestão Ambiental&amp;quot;, entregue em 2007 pela Associação Portuguesa de Certificação. As instalações do recinto também mereceram o certificado de &amp;quot;Sistema de Gestão de Qualidade&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Campo_do_Prado|Campo do Prado]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Campo_da_Rua_da_Rainha|Campo da Rua da Rainha]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Campo_da_Constituicao|Campo da Constituição]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Estadio_do_Lima|Estádio do Lima]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Campo_do_Ameal|Campo do Ameal]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Fil</name></author>
		
	</entry>
	<entry>
		<id>https://www.fcporto.ws/wiki/index.php?title=Estadio_do_Lima&amp;diff=45</id>
		<title>Estadio do Lima</title>
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		<updated>2021-01-30T20:53:33Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Fil: Criou a página com &amp;quot;== &amp;lt;big&amp;gt;Estádio do Lima&amp;lt;/big&amp;gt; ==  O Estádio do Lima foi um estádio de futebol português inaugurado em 1924 na cidade do Porto.[1] Foi utilizado pelo Académico e pelo FC...&amp;quot;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== &amp;lt;big&amp;gt;Estádio do Lima&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Estádio do Lima foi um estádio de futebol português inaugurado em 1924 na cidade do Porto.[1] Foi utilizado pelo Académico e pelo FC Porto, este último por empréstimo.[2]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O estádio do Lima, inaugurado em 1924 pelo Académico Futebol Clube foi o primeiro estádio relvado em Portugal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O campo de futebol tinha em volta duas pistas: a de atletismo, em cinza, e a de ciclismo e automobilismo, em cimento.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Fil</name></author>
		
	</entry>
	<entry>
		<id>https://www.fcporto.ws/wiki/index.php?title=Campo_da_Constituicao&amp;diff=44</id>
		<title>Campo da Constituicao</title>
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		<updated>2021-01-30T20:52:10Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Fil: /* A criar Campo da Constituicao  */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== &amp;lt;big&amp;gt;A criar Campo da Constituição &amp;lt;/big&amp;gt;==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Campo da Constituição foi o principal recinto do Futebol Clube do Porto de 1913 a 1952, altura em que foi substituído pelo Estádio das Antas. Hoje, é utilizado pelas equipas dos escalões de formação do clube.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== '''História''' ===&lt;br /&gt;
No final do ano de 1911, o FC Porto foi informado de que teria que desocupar o Campo da Rua da Rainha, já que, no local, seria construída uma fábrica. Começou-se então a procurar um espaço adequado às novas instalações e com facilidade se encontrou um terreno próximo à Rua da Rainha (cujo nome havia já sido alterado, após a Implantação da República, para Rua de Antero de Quental), na Rua da Constituição. Em Julho de 1912 é dado o aval em assembleia-geral e o terreno é arrendado por 350 escudos anuais. Nele é construído um campo de futebol, inaugurado no dia 1 de Janeiro de 1913 (embora o torneio oficial de inauguração tenha acontecido apenas entre os dias 26 e 28 do mesmo mês). A sede já havia sido transferida da Rua da Rainha para a Constituição em Novembro de 1912. Em 1914 é inaugurado um rinque de patinagem, que três anos depois é substituído por um campo de ténis.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durante um largo período, o Campo da Constituição serviu também de casa a outros clubes, como o Salgueiros, o Vilanovense ou o Sporting de Espinho, a quem o FC Porto subarrendava as instalações. Contudo, o FC Porto cresceu rapidamente e, em cerca de duas décadas, o Campo da Constituição tornou-se pequeno demais para o clube. Em 1933 foi apresentada em assembleia-geral a proposta de aquisição de terrenos para um novo estádio. O Estádio das Antas só ficaria pronto em 1952, pelo que, desde a década de 1930 e até à inauguração do novo estádio, o FC Porto teve muitas vezes necessidade de jogar em campo emprestado, por vezes no Amial, do Sport Progresso, mas sobretudo no Estádio do Lima, do Académico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1952 deu-se a mudança definitiva para as Antas. A sede já havia sido transferida, em 1933, para a actual Praça General Humberto Delgado Avenida dos Aliados. O Campo da Constituição encontra-se ainda hoje em actividade, servindo de casa aos escalões de formação do FC Porto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== '''Momentos especiais''' ===&lt;br /&gt;
'''5 de Abril de 1921''' - FC Porto 5 x 0 Real Madrid, em jogo amigável&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''23 de Abril de 1939''' - FC Porto 3 x 3 Benfica, empate que garantiu a conquista do título na primeira edição do Campeonato Nacional&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Fil</name></author>
		
	</entry>
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		<title>Campo da Constituicao</title>
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&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== &amp;lt;big&amp;gt;A criar Campo da Constituicao &amp;lt;/big&amp;gt;==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Campo da Constituição foi o principal recinto do Futebol Clube do Porto de 1913 a 1952, altura em que foi substituído pelo Estádio das Antas. Hoje, é utilizado pelas equipas dos escalões de formação do clube.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== '''História''' ===&lt;br /&gt;
No final do ano de 1911, o FC Porto foi informado de que teria que desocupar o Campo da Rua da Rainha, já que, no local, seria construída uma fábrica. Começou-se então a procurar um espaço adequado às novas instalações e com facilidade se encontrou um terreno próximo à Rua da Rainha (cujo nome havia já sido alterado, após a Implantação da República, para Rua de Antero de Quental), na Rua da Constituição. Em Julho de 1912 é dado o aval em assembleia-geral e o terreno é arrendado por 350 escudos anuais. Nele é construído um campo de futebol, inaugurado no dia 1 de Janeiro de 1913 (embora o torneio oficial de inauguração tenha acontecido apenas entre os dias 26 e 28 do mesmo mês). A sede já havia sido transferida da Rua da Rainha para a Constituição em Novembro de 1912. Em 1914 é inaugurado um rinque de patinagem, que três anos depois é substituído por um campo de ténis.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durante um largo período, o Campo da Constituição serviu também de casa a outros clubes, como o Salgueiros, o Vilanovense ou o Sporting de Espinho, a quem o FC Porto subarrendava as instalações. Contudo, o FC Porto cresceu rapidamente e, em cerca de duas décadas, o Campo da Constituição tornou-se pequeno demais para o clube. Em 1933 foi apresentada em assembleia-geral a proposta de aquisição de terrenos para um novo estádio. O Estádio das Antas só ficaria pronto em 1952, pelo que, desde a década de 1930 e até à inauguração do novo estádio, o FC Porto teve muitas vezes necessidade de jogar em campo emprestado, por vezes no Amial, do Sport Progresso, mas sobretudo no Estádio do Lima, do Académico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1952 deu-se a mudança definitiva para as Antas. A sede já havia sido transferida, em 1933, para a actual Praça General Humberto Delgado Avenida dos Aliados. O Campo da Constituição encontra-se ainda hoje em actividade, servindo de casa aos escalões de formação do FC Porto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== '''Momentos especiais''' ===&lt;br /&gt;
'''5 de Abril de 1921''' - FC Porto 5 x 0 Real Madrid, em jogo amigável&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''23 de Abril de 1939''' - FC Porto 3 x 3 Benfica, empate que garantiu a conquista do título na primeira edição do Campeonato Nacional&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Fil</name></author>
		
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		<title>Estádio do Lima</title>
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&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== &amp;lt;big&amp;gt;Estádio do Lima&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Estádio do Lima foi um estádio de futebol português inaugurado em 1924 na cidade do Porto. Foi utilizado pelo Académico e pelo FC Porto, este último por empréstimo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O estádio do Lima, inaugurado em 1924 pelo Académico Futebol Clube foi o primeiro estádio relvado em Portugal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O campo de futebol tinha em volta duas pistas: a de atletismo, em cinza, e a de ciclismo e automobilismo, em cimento.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Fil</name></author>
		
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&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== &amp;lt;big&amp;gt;Estadio do Lima&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Estádio do Lima foi um estádio de futebol português inaugurado em 1924 na cidade do Porto. Foi utilizado pelo Académico e pelo FC Porto, este último por empréstimo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O estádio do Lima, inaugurado em 1924 pelo Académico Futebol Clube foi o primeiro estádio relvado em Portugal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O campo de futebol tinha em volta duas pistas: a de atletismo, em cinza, e a de ciclismo e automobilismo, em cimento.&lt;/div&gt;</summary>
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&lt;hr /&gt;
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&lt;br /&gt;
===  '''A Fundação e os primeiros anos''' ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Antonio Nicolau d'Almeida.jpg|miniaturadaimagem|António Nicolau d'Almeida, fundador do FC Porto]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 28 de setembro de 1893 no dia do aniversário do rei D. Carlos e da rainha D. Amélia, o Foot-Ball Club do Porto é fundado, por obra e graça do jovem de 20 anos António Nicolau d'Almeida, um comerciante do vinho do Porto que descobriu o futebol nas suas viagens a Inglaterra. O FC Porto inicia então os seus primeiros treinos no Campo do Prado, em Matosinhos, e no dia 8 de outubro disputa o primeiro jogo da história do clube, contra o Clube de Aveiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 25 de outubro de 1893, Nicolau d'Almeida convida o Club Lisbonense para uma partida de futebol, que decorreria no dia 2 de novembro. O Diário Ilustrado, com sede em Lisboa, é quem noticia o convite, e até a resposta do Club Lisbonense. Guilherme Pinto Basto, o então presidente do Club Lisbonense, aceitara então o convite mas não no dia previsto. A data escolhida foi o dia 2 de março do ano seguinte e para além disso, Pinto Basto conseguiu convencer D. Carlos a patrocinar o jogo, oferecendo também uma taça por parte do rei. O nome escolhido foi Taça D. Carlos I, ou ainda Cup d'El Rey. Jogado no Campo Alegre, no Porto, também chamado Campo dos Ingleses, casa do Oporto Cricket and Lawn-Tennis Club, o jogo acaba com uma derrota do FC Porto, por 1–0.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1896, António Nicolau d'Almeida casa-se com Hilda Rumsey e esta pede-lhe para se afastar do futebol, que considerava uma modalidade demasiado violenta. António aceita o seu pedido e afasta-se do clube que entrou num período de letargia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== '''A Refundação''' ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:JMC.jpg|miniaturadaimagem|José Monteiro da Costa, responsável pelo renascimento do Clube]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Doze anos depois, em 1906, José Monteiro da Costa regressou de Inglaterra, fascinado pelo mesmo desporto que encantara o seu amigo há mais de uma década e resolveu criar uma equipa de futebol, sob o nome &amp;quot;Grupo do Destino&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entretanto, José conversou com Nicolau d'Almeida sobre o projeto que iniciara em 1893. José não hesitou e extingue o Destino, refundando assim o FC Porto e instalando a primeira sede do clube nas instalações do recém-extinto Destino. A nova fundação ocorre no dia 2 de agosto de 1906, assumindo desde logo uma faceta de clube eclético, no qual se começaram a praticar também diversas outras modalidades. José decidiu o azul e branco como as cores do clube e manteve o nome do mesmo. Para além disso, foi desenhado o primeiro emblema do clube, que consistiu numa bola de metal azul com as iniciais &amp;quot;FCP&amp;quot;. Entretanto, é alugado à Companhia Hortícola Portuense o primeiro campo do clube, o Campo da Rainha, que fora simultaneamente o primeiro relvado de Portugal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
José Monteiro da Costa escolheu pintar o FC Porto de azul e branco, então as cores da bandeira nacional, e aprovou o primeiro emblema: uma bola de futebol azul, com as iniciais FCP em branco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== '''Divergências sobre o ano de fundação ''' === &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Até ao ano de 1988 era oficial a data de fundação do FC Porto como tendo sido a 2 de agosto de 1906, por iniciativa de José Monteiro da Costa. A 26 de fevereiro de 1988, realizou-se mais uma Assembleia Geral Ordinária, que tinha como principal ponto agendado a apreciação e votação do Relatório e Contas da Direção e Parecer do Conselho Fiscal referente à anuidade de 1987. Após várias intervenções de apoio ao presidente em funções, Jorge Nuno Pinto da Costa, o sócio Custódio Castro, encarregado da comissão nomeada para apreciar a problemática da fundação do clube, dissecou a questão, tendo decidido que &amp;quot;o FC Porto foi fundado em 1906 embora a semente tenha sido lançada em 1893&amp;quot;.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Foi, no entanto, a apresentação de Rui Guedes, autor da &amp;quot;Fotobiografia do FC Porto&amp;quot; quem haveria de dominar a noite, apresentando dois recortes de jornais da década de 90 do século XIX que, a seu entender, corroboraram a sua teoria de fundação do clube. Tendo sido apresentada e votada por ampla maioria a sua proposta de alteração dos estatutos, a redação do artigo primeiro passou a referir que o FC Porto, pessoa coletiva e de utilidade pública, foi fundado em 28 de setembro de 1893, tendo iniciado imediatamente a sua atividade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durante a vida do Futebol Clube do Porto existiram múltiplas atividades dos seus aniversários e comemorações centradas na sua data de fundação de 2 de agosto de 1906. Ao completar 50 anos de atividade, em 1956, foi uma vez mais campeão nacional, um objetivo que perseguia há 16 anos, tendo constituído ainda maior júbilo. Na obra &amp;quot;História do F.C. Porto&amp;quot; publicada por António Rodrigues Teles nesse mesmo ano comemorativo, na sua página 68 entre os 100 primeiros sócios do clube não consta António Nicolau d'Almeida. Uma das mais ativas diligências para a angariação de sócios realizou-se com as festividades do 70º aniversário do clube, entre agosto e novembro de 1976, com a Campanha dos 70.000 sócios. No final da década seguinte, festejando o 80º aniversário, a Companhia Seiva Trupe criou uma atraente obra intitulada &amp;quot;Um cálice de Porto: 1906-1986, 80 anos do Futebol Clube do Porto&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &amp;lt;big&amp;gt;Do Campo do Prado ao Estádio do Dragão&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O primeiro campo utilizado pelo FC Porto para a modalidade do futebol foi o Campo do Prado, em Matosinhos, onde iniciou os seus primeiros treinos no inicío de outubro de 1893. Mais tarde em 1906, é alugado à Companhia Hortícola Portuense o Campo da Rainha, que fora entretanto um terreno não cultivado. Era um pequeno campo de trinta por cinquenta metros, o primeiro relvado de Portugal. No mesmo ano foram transferidos os viveiros de plantas para outro local, permitindo ao clube criar um campo com as medidas oficiais, rodeado de bancos para 600 pessoas e ainda uma pista de atletismo, balneários e um bar. O aluguer anual era de 20.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para além de tanta assistência que a equipa trazia ao recinto, no final de 1911, o FC Porto foi informado da gradual desocupação do Campo da Rainha para a construção de uma fábrica, que iria ser construído no relvado. Portanto em julho de 1912, uma assembleia geral aprova um novo terreno, o Campo da Constituição, na Rua da Constituição, alugado por 350 escudos anuais e também subalugado por outras três equipas. Para comemorar a nova casa, os ingleses do Oporto Cricket Lawn-Tennis Club organizaram uma partida, do qual saíram vencedores por 5–2. Em agosto do mesmo ano, juntamente com o Leixões, o FC Porto cria a Associação de Futebol do Porto, tendo começado na época seguinte o Campeonato do Porto. Na primeira edição da prova, acabou em segundo lugar, ficando atrás do Boavista, tendo ganho na seguinte temporada, numa competição em que viria a ganhar 30 edições, 21 delas consecutivas, entre 1915 e 1947. A outra modalidade do clube, pesos e halteres, destacar-se-ia na seguinte época de 1915–16, com o duplo campeonato nacional alcançado por Carlos Oliveira. A época posterior foi também de grande interesse, devido à inauguração do campo de ténis, substituindo o rinque de patinagem, que serviu para mostrar os troféus e taças conquistados pelo clube. O FC Porto, no entanto, em 1917–18, perde o título para o Salgueiros depois de três temporadas consecutivas a vencê-la, sendo que os motivos prenderam-se no facto de mais de metade dos jogadores estarem a lutar na I Guerra Mundial. Morreu um jogador, Vidal Pinheiro. Na temporada 1920–21, o clube tenta a compra do Campo Nova Sintra, mas desiste da ideia devido ao alto valor do terreno, que custaria 800 contos, continuando o Campo da Constituição como casa do clube.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mais tarde, para mostrar as taças conquistadas do clube, o FC Porto inaugura o campo de ténis em 1917, substituindo assim o antigo rinque de patinagem. Em 1920, o clube adquire o Campo da Constituição, na sequência do arrendamento por dez anos (400 escudos nos primeiros cinco anos e 450 nos restantes cinco). A comemoração foi feita através de um torneio amigável triangular, do qual saiu vencedor. Na temporada 1920–21, o clube tenta a compra do Campo Nova Sintra, mas desiste da ideia devido ao alto valor do terreno, continuando o Campo da Constituição como casa do clube. Na época 1928–29 é renovado o contrato de arrendamento do Campo da Constituição, com uma renda anual de 12 mil escudos, pagos em duas prestações de 6 mil escudos. Em 1938–39, o campo aumenta a lotação para 20 mil pessoas, o que implicou num aumento das receitas de bilheteira. O atual campo começou a ficar pequeno, por isso em 1933 foi proposta numa assembleia geral a aquisição de novos terrenos para um novo estádio, o Estádio das Antas. Enquanto a nova casa não estava disponível, o FC Porto jogava de vez em quando noutros campos emprestados, como o Estádio do Lima ou o Campo do Ameal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira pedra foi lançada a dezembro de 1949, mas a obra só começou um mês depois. José Bacelar, sócio número um do clube, pagou o salário do primeiro dia de trabalho a todos os operários. A inauguração acontece finalmente no dia 28 de maio de 1952, oficialmente denominado como &amp;quot;Estádio do Futebol Clube do Porto&amp;quot;, onde esteve presente o general Craveiro Lopes, então presidente da República Portuguesa. O Benfica foi a equipa convidada para a inauguração, e com toda a frieza, o clube de Lisboa goleou o FC Porto por 8–2. Em 1962–63 é inaugurada o sistema elétrico das Antas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao longo do século o recinto foi ficando maior, devido à inclusão do Pavilhão Américo de Sá, para as modalidade de basquetebol, andebol e hóquei em patins, da piscina coberta, três campos relvados de treino, a Loja Azul, o Bingo, a Sala-Museu e a Torre das Antas. Além disso, sofreu um rebaixamento que permitiu aumentar a lotação para noventa mil lugares em 1986, o que levou a ser um dos estádios eleitos para o Mundial de juniores de 1991. Mas ainda antes, em 1973, o recinto foi palco de um triste falecimento de um jogador portista, Pavão, caído no relvado num jogo do campeonato devido a um ataque cardíaco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 9 de março de 1994, o estádio foi penhorado pelo ministro das finanças, Eduardo Catroga, devido a uma dívida fiscal de cerca de 200 mil contos. O estádio começou por ser demolido em 1 de abril de 2004 e acabou em 28 de junho de 2004, sendo substituído pelo atual Estádio do Dragão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Inaugurado no dia 16 de novembro de 2003, o atual estádio do clube só começou a ser jogado em 2004 devido a problemas relacionados com a relva. A construção do estádio custou 98 milhões de euros, e tem uma capacidade para cerca de 50 mil espetadores. O amigável da inauguração resultou numa vitória de 2–0 contra o Barcelona, onde também se estreou Lionel Messi, então com dezasseis anos. O estádio também foi utilizado para o Euro 2004 e recebeu o jogo de abertura do Euro, em que Portugal perdeu 2–1 com a Grécia. O Dragão tem recebido entretanto várias distinções, entre elas a certificação GreenLight, entregue em 2004 pela Comissão Europeia, e a certificação &amp;quot;Sistema de Gestão Ambiental&amp;quot;, entregue em 2007 pela Associação Portuguesa de Certificação. As instalações do recinto também mereceram o certificado de &amp;quot;Sistema de Gestão de Qualidade&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*Campo do Prado &lt;br /&gt;
*Campo da Rua da Rainha&lt;br /&gt;
*Campo da Constituição&lt;br /&gt;
*Estádio do Lima&lt;br /&gt;
*Campo do Ameal&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Fil</name></author>
		
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		<title>Campo do Ameal</title>
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&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== &amp;lt;big&amp;gt;Campo do Ameal&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Campo do Ameal, conhecido também por Estádio do Ameal, foi um estádio de futebol português inaugurado em 1920 na cidade do Porto.Foi utilizado pelo Sport Progresso e pelo Futebol Clube do Porto, este último por empréstimo, e foi palco da final da Campeonato de Portugal de 1925–26.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Fil</name></author>
		
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&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== &amp;lt;big&amp;gt;Estádio do Lima&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Estádio do Lima foi um estádio de futebol português inaugurado em 1924 na cidade do Porto. Foi utilizado pelo Académico e pelo FC Porto, este último por empréstimo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O estádio do Lima, inaugurado em 1924 pelo Académico Futebol Clube foi o primeiro estádio relvado em Portugal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O campo de futebol tinha em volta duas pistas: a de atletismo, em cinza, e a de ciclismo e automobilismo, em cimento.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Fil</name></author>
		
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		<title>Campo da Constituição</title>
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&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== &amp;lt;big&amp;gt;Campo da Constituição&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Campo da Constituição foi o principal recinto do Futebol Clube do Porto de 1913 a 1952, altura em que foi substituído pelo Estádio das Antas. Hoje, é utilizado pelas equipas dos escalões de formação do clube.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== '''História''' ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No final do ano de 1911, o FC Porto foi informado de que teria que desocupar o Campo da Rua da Rainha, já que, no local, seria construída uma fábrica. Começou-se então a procurar um espaço adequado às novas instalações e com facilidade se encontrou um terreno próximo à Rua da Rainha (cujo nome havia já sido alterado, após a Implantação da República, para Rua de Antero de Quental), na Rua da Constituição. Em Julho de 1912 é dado o aval em assembleia-geral e o terreno é arrendado por 350 escudos anuais. Nele é construído um campo de futebol, inaugurado no dia 1 de Janeiro de 1913 (embora o torneio oficial de inauguração tenha acontecido apenas entre os dias 26 e 28 do mesmo mês). A sede já havia sido transferida da Rua da Rainha para a Constituição em Novembro de 1912. Em 1914 é inaugurado um rinque de patinagem, que três anos depois é substituído por um campo de ténis.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durante um largo período, o Campo da Constituição serviu também de casa a outros clubes, como o Salgueiros, o Vilanovense ou o Sporting de Espinho, a quem o FC Porto subarrendava as instalações. Contudo, o FC Porto cresceu rapidamente e, em cerca de duas décadas, o Campo da Constituição tornou-se pequeno demais para o clube. Em 1933 foi apresentada em assembleia-geral a proposta de aquisição de terrenos para um novo estádio. O Estádio das Antas só ficaria pronto em 1952, pelo que, desde a década de 1930 e até à inauguração do novo estádio, o FC Porto teve muitas vezes necessidade de jogar em campo emprestado, por vezes no Amial, do Sport Progresso, mas sobretudo no Estádio do Lima, do Académico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1952 deu-se a mudança definitiva para as Antas. A sede já havia sido transferida, em 1933, para a actual Praça General Humberto Delgado Avenida dos Aliados. O Campo da Constituição encontra-se ainda hoje em actividade, servindo de casa aos escalões de formação do FC Porto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== '''Momentos especiais''' ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''* 5 de Abril de 1921''' - FC Porto 5 x 0 Real Madrid, em jogo amigável.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''* 23 de Abril de 1939''' - FC Porto 3 x 3 Benfica, empate que garantiu a conquista do título na primeira edição do Campeonato Nacional.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Fil</name></author>
		
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		<id>https://www.fcporto.ws/wiki/index.php?title=Campo_da_Rua_da_Rainha&amp;diff=36</id>
		<title>Campo da Rua da Rainha</title>
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		<updated>2021-01-30T20:25:34Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Fil: Criou a página com &amp;quot;== &amp;lt;big&amp;gt;Campo da Rua da Rainha&amp;lt;/big&amp;gt; ==  === '''História''' ===  Reactivado a 2 de Agosto de 1906 por José Monteiro da Costa, o FC Porto procurou de imediato um local onde...&amp;quot;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== &amp;lt;big&amp;gt;Campo da Rua da Rainha&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== '''História''' ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Reactivado a 2 de Agosto de 1906 por José Monteiro da Costa, o FC Porto procurou de imediato um local onde construir as suas instalações desportivas. Junto à casa do refundador e presidente, na Rua da Rainha (cujo nome seria alterado após a Implantação da República para Rua Antero de Quental), havia um terreno alugado à Companhia Hortícola Portuense, do qual sobrava um espaço não cultivado. Decidiu-se aproveitá-lo, tendo Jerónimo Monteiro da Costa, pai de José, presidido à comissão instaladora. Construiu-se apenas um pequeno campo de 30x50 metros - o primeiro campo relvado em Portugal - mas ainda em 1906 os viveiros de plantas seriam transferidos para outro local, permitindo ao FC Porto criar um campo com as medidas oficiais rodeado de bancos para 600 pessoas e ainda uma pista de atletismo (para saltos e lançamentos), balneários e um bar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1907 a sede do FC Porto foi transferida da sua primeira localização, na Rua de Santa Teresa, para junto do Campo da Rua da Rainha. No mesmo ano foi acrescentado ao complexo um campo de ténis.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No final do ano de 1911 o FC Porto foi informado de que teria que desocupar o terreno da Rua Antero de Quental, para que no local fosse construída uma fábrica. A mudança para o Campo da Constituição realizar-se-ia cerca de um ano depois.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== '''Momentos especiais''' ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* '''1907'''  - FC Porto 1 x 5 Boavista FC, no primeiro jogo oficial que se viria a tornar ''«derby»'' entre as duas equipas.&lt;br /&gt;
* '''15 de Dezembro de 1907''' - FC Porto x Real Fortuna de Vigo, primeira recepção de um clube português a uma equipa estrangeira. Desconhece-se o resultado.&lt;br /&gt;
* '''2 de Abril de 1911''' - FC Porto 3 x 1 Boavista, que garantiu a vitória na primeira edição da Taça José Monteiro da Costa, o primeiro título oficial da história do FC Porto.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Fil</name></author>
		
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		<title>Campo do Prado</title>
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&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== &amp;lt;big&amp;gt;Campo do Prado&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O primeiro campo utilizado pelo FC Porto para a modalidade do futebol foi o Campo do Prado, em Matosinhos, onde iniciou os seus primeiros treinos no inicio de outubro de 1893.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Fil</name></author>
		
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		<summary type="html">&lt;p&gt;Fil: /* Do Campo do Padro ao Estádio do Dragão */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== &amp;lt;big&amp;gt;História&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===  '''A Fundação e os primeiros anos''' ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Antonio Nicolau d'Almeida.jpg|miniaturadaimagem|António Nicolau d'Almeida, fundador do FC Porto]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 28 de setembro de 1893 no dia do aniversário do rei D. Carlos e da rainha D. Amélia, o Foot-Ball Club do Porto é fundado, por obra e graça do jovem de 20 anos António Nicolau d'Almeida, um comerciante do vinho do Porto que descobriu o futebol nas suas viagens a Inglaterra. O FC Porto inicia então os seus primeiros treinos no Campo do Prado, em Matosinhos, e no dia 8 de outubro disputa o primeiro jogo da história do clube, contra o Clube de Aveiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 25 de outubro de 1893, Nicolau d'Almeida convida o Club Lisbonense para uma partida de futebol, que decorreria no dia 2 de novembro. O Diário Ilustrado, com sede em Lisboa, é quem noticia o convite, e até a resposta do Club Lisbonense. Guilherme Pinto Basto, o então presidente do Club Lisbonense, aceitara então o convite mas não no dia previsto. A data escolhida foi o dia 2 de março do ano seguinte e para além disso, Pinto Basto conseguiu convencer D. Carlos a patrocinar o jogo, oferecendo também uma taça por parte do rei. O nome escolhido foi Taça D. Carlos I, ou ainda Cup d'El Rey. Jogado no Campo Alegre, no Porto, também chamado Campo dos Ingleses, casa do Oporto Cricket and Lawn-Tennis Club, o jogo acaba com uma derrota do FC Porto, por 1–0.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1896, António Nicolau d'Almeida casa-se com Hilda Rumsey e esta pede-lhe para se afastar do futebol, que considerava uma modalidade demasiado violenta. António aceita o seu pedido e afasta-se do clube que entrou num período de letargia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== '''A Refundação''' ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:JMC.jpg|miniaturadaimagem|José Monteiro da Costa, responsável pelo renascimento do Clube]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Doze anos depois, em 1906, José Monteiro da Costa regressou de Inglaterra, fascinado pelo mesmo desporto que encantara o seu amigo há mais de uma década e resolveu criar uma equipa de futebol, sob o nome &amp;quot;Grupo do Destino&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entretanto, José conversou com Nicolau d'Almeida sobre o projeto que iniciara em 1893. José não hesitou e extingue o Destino, refundando assim o FC Porto e instalando a primeira sede do clube nas instalações do recém-extinto Destino. A nova fundação ocorre no dia 2 de agosto de 1906, assumindo desde logo uma faceta de clube eclético, no qual se começaram a praticar também diversas outras modalidades. José decidiu o azul e branco como as cores do clube e manteve o nome do mesmo. Para além disso, foi desenhado o primeiro emblema do clube, que consistiu numa bola de metal azul com as iniciais &amp;quot;FCP&amp;quot;. Entretanto, é alugado à Companhia Hortícola Portuense o primeiro campo do clube, o Campo da Rainha, que fora simultaneamente o primeiro relvado de Portugal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
José Monteiro da Costa escolheu pintar o FC Porto de azul e branco, então as cores da bandeira nacional, e aprovou o primeiro emblema: uma bola de futebol azul, com as iniciais FCP em branco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== '''Divergências sobre o ano de fundação ''' === &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Até ao ano de 1988 era oficial a data de fundação do FC Porto como tendo sido a 2 de agosto de 1906, por iniciativa de José Monteiro da Costa. A 26 de fevereiro de 1988, realizou-se mais uma Assembleia Geral Ordinária, que tinha como principal ponto agendado a apreciação e votação do Relatório e Contas da Direção e Parecer do Conselho Fiscal referente à anuidade de 1987. Após várias intervenções de apoio ao presidente em funções, Jorge Nuno Pinto da Costa, o sócio Custódio Castro, encarregado da comissão nomeada para apreciar a problemática da fundação do clube, dissecou a questão, tendo decidido que &amp;quot;o FC Porto foi fundado em 1906 embora a semente tenha sido lançada em 1893&amp;quot;.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Foi, no entanto, a apresentação de Rui Guedes, autor da &amp;quot;Fotobiografia do FC Porto&amp;quot; quem haveria de dominar a noite, apresentando dois recortes de jornais da década de 90 do século XIX que, a seu entender, corroboraram a sua teoria de fundação do clube. Tendo sido apresentada e votada por ampla maioria a sua proposta de alteração dos estatutos, a redação do artigo primeiro passou a referir que o FC Porto, pessoa coletiva e de utilidade pública, foi fundado em 28 de setembro de 1893, tendo iniciado imediatamente a sua atividade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durante a vida do Futebol Clube do Porto existiram múltiplas atividades dos seus aniversários e comemorações centradas na sua data de fundação de 2 de agosto de 1906. Ao completar 50 anos de atividade, em 1956, foi uma vez mais campeão nacional, um objetivo que perseguia há 16 anos, tendo constituído ainda maior júbilo. Na obra &amp;quot;História do F.C. Porto&amp;quot; publicada por António Rodrigues Teles nesse mesmo ano comemorativo, na sua página 68 entre os 100 primeiros sócios do clube não consta António Nicolau d'Almeida. Uma das mais ativas diligências para a angariação de sócios realizou-se com as festividades do 70º aniversário do clube, entre agosto e novembro de 1976, com a Campanha dos 70.000 sócios. No final da década seguinte, festejando o 80º aniversário, a Companhia Seiva Trupe criou uma atraente obra intitulada &amp;quot;Um cálice de Porto: 1906-1986, 80 anos do Futebol Clube do Porto&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== '''Do Campo do Padro ao Estádio do Dragão''' === &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O primeiro campo utilizado pelo FC Porto para a modalidade do futebol foi o Campo do Padro, em Matosinhos, onde iniciou os seus primeiros treinos no inicío de outubro de 1893. Mais tarde em 1906, é alugado à Companhia Hortícola Portuense o Campo da Rainha, que fora entretanto um terreno não cultivado. Era um pequeno campo de trinta por cinquenta metros, o primeiro relvado de Portugal. No mesmo ano foram transferidos os viveiros de plantas para outro local, permitindo ao clube criar um campo com as medidas oficiais, rodeado de bancos para 600 pessoas e ainda uma pista de atletismo, balneários e um bar. O aluguer anual era de 20.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para além de tanta assistência que a equipa trazia ao recinto, no final de 1911, o FC Porto foi informado da gradual desocupação do Campo da Rainha para a construção de uma fábrica, que iria ser construído no relvado. Portanto em julho de 1912, uma assembleia geral aprova um novo terreno, o Campo da Constituição, na Rua da Constituição, alugado por 350 escudos anuais e também subalugado por outras três equipas. Para comemorar a nova casa, os ingleses do Oporto Cricket Lawn-Tennis Club organizaram uma partida, do qual saíram vencedores por 5–2. Em agosto do mesmo ano, juntamente com o Leixões, o FC Porto cria a Associação de Futebol do Porto, tendo começado na época seguinte o Campeonato do Porto. Na primeira edição da prova, acabou em segundo lugar, ficando atrás do Boavista, tendo ganho na seguinte temporada, numa competição em que viria a ganhar 30 edições, 21 delas consecutivas, entre 1915 e 1947. A outra modalidade do clube, pesos e halteres, destacar-se-ia na seguinte época de 1915–16, com o duplo campeonato nacional alcançado por Carlos Oliveira. A época posterior foi também de grande interesse, devido à inauguração do campo de ténis, substituindo o rinque de patinagem, que serviu para mostrar os troféus e taças conquistados pelo clube. O FC Porto, no entanto, em 1917–18, perde o título para o Salgueiros depois de três temporadas consecutivas a vencê-la, sendo que os motivos prenderam-se no facto de mais de metade dos jogadores estarem a lutar na I Guerra Mundial. Morreu um jogador, Vidal Pinheiro. Na temporada 1920–21, o clube tenta a compra do Campo Nova Sintra, mas desiste da ideia devido ao alto valor do terreno, que custaria 800 contos, continuando o Campo da Constituição como casa do clube.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mais tarde, para mostrar as taças conquistadas do clube, o FC Porto inaugura o campo de ténis em 1917, substituindo assim o antigo rinque de patinagem. Em 1920, o clube adquire o Campo da Constituição, na sequência do arrendamento por dez anos (400 escudos nos primeiros cinco anos e 450 nos restantes cinco). A comemoração foi feita através de um torneio amigável triangular, do qual saiu vencedor. Na temporada 1920–21, o clube tenta a compra do Campo Nova Sintra, mas desiste da ideia devido ao alto valor do terreno, continuando o Campo da Constituição como casa do clube. Na época 1928–29 é renovado o contrato de arrendamento do Campo da Constituição, com uma renda anual de 12 mil escudos, pagos em duas prestações de 6 mil escudos. Em 1938–39, o campo aumenta a lotação para 20 mil pessoas, o que implicou num aumento das receitas de bilheteira. O atual campo começou a ficar pequeno, por isso em 1933 foi proposta numa assembleia geral a aquisição de novos terrenos para um novo estádio, o Estádio das Antas. Enquanto a nova casa não estava disponível, o FC Porto jogava de vez em quando noutros campos emprestados, como o Estádio do Lima ou o Campo do Ameal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira pedra foi lançada a dezembro de 1949, mas a obra só começou um mês depois. José Bacelar, sócio número um do clube, pagou o salário do primeiro dia de trabalho a todos os operários. A inauguração acontece finalmente no dia 28 de maio de 1952, oficialmente denominado como &amp;quot;Estádio do Futebol Clube do Porto&amp;quot;, onde esteve presente o general Craveiro Lopes, então presidente da República Portuguesa. O Benfica foi a equipa convidada para a inauguração, e com toda a frieza, o clube de Lisboa goleou o FC Porto por 8–2. Em 1962–63 é inaugurada o sistema elétrico das Antas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao longo do século o recinto foi ficando maior, devido à inclusão do Pavilhão Américo de Sá, para as modalidade de basquetebol, andebol e hóquei em patins, da piscina coberta, três campos relvados de treino, a Loja Azul, o Bingo, a Sala-Museu e a Torre das Antas. Além disso, sofreu um rebaixamento que permitiu aumentar a lotação para noventa mil lugares em 1986, o que levou a ser um dos estádios eleitos para o Mundial de juniores de 1991. Mas ainda antes, em 1973, o recinto foi palco de um triste falecimento de um jogador portista, Pavão, caído no relvado num jogo do campeonato devido a um ataque cardíaco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 9 de março de 1994, o estádio foi penhorado pelo ministro das finanças, Eduardo Catroga, devido a uma dívida fiscal de cerca de 200 mil contos. O estádio começou por ser demolido em 1 de abril de 2004 e acabou em 28 de junho de 2004, sendo substituído pelo atual Estádio do Dragão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Inaugurado no dia 16 de novembro de 2003, o atual estádio do clube só começou a ser jogado em 2004 devido a problemas relacionados com a relva. A construção do estádio custou 98 milhões de euros, e tem uma capacidade para cerca de 50 mil espetadores. O amigável da inauguração resultou numa vitória de 2–0 contra o Barcelona, onde também se estreou Lionel Messi, então com dezasseis anos. O estádio também foi utilizado para o Euro 2004 e recebeu o jogo de abertura do Euro, em que Portugal perdeu 2–1 com a Grécia. O Dragão tem recebido entretanto várias distinções, entre elas a certificação GreenLight, entregue em 2004 pela Comissão Europeia, e a certificação &amp;quot;Sistema de Gestão Ambiental&amp;quot;, entregue em 2007 pela Associação Portuguesa de Certificação. As instalações do recinto também mereceram o certificado de &amp;quot;Sistema de Gestão de Qualidade&amp;quot;.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Fil</name></author>
		
	</entry>
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		<title>Página principal</title>
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&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== &amp;lt;big&amp;gt;História&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===  '''A Fundação e os primeiros anos''' ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Antonio Nicolau d'Almeida.jpg|miniaturadaimagem|António Nicolau d'Almeida, fundador do FC Porto]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 28 de setembro de 1893 no dia do aniversário do rei D. Carlos e da rainha D. Amélia, o Foot-Ball Club do Porto é fundado, por obra e graça do jovem de 20 anos António Nicolau d'Almeida, um comerciante do vinho do Porto que descobriu o futebol nas suas viagens a Inglaterra. O FC Porto inicia então os seus primeiros treinos no Campo do Prado, em Matosinhos, e no dia 8 de outubro disputa o primeiro jogo da história do clube, contra o Clube de Aveiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 25 de outubro de 1893, Nicolau d'Almeida convida o Club Lisbonense para uma partida de futebol, que decorreria no dia 2 de novembro. O Diário Ilustrado, com sede em Lisboa, é quem noticia o convite, e até a resposta do Club Lisbonense. Guilherme Pinto Basto, o então presidente do Club Lisbonense, aceitara então o convite mas não no dia previsto. A data escolhida foi o dia 2 de março do ano seguinte e para além disso, Pinto Basto conseguiu convencer D. Carlos a patrocinar o jogo, oferecendo também uma taça por parte do rei. O nome escolhido foi Taça D. Carlos I, ou ainda Cup d'El Rey. Jogado no Campo Alegre, no Porto, também chamado Campo dos Ingleses, casa do Oporto Cricket and Lawn-Tennis Club, o jogo acaba com uma derrota do FC Porto, por 1–0.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1896, António Nicolau d'Almeida casa-se com Hilda Rumsey e esta pede-lhe para se afastar do futebol, que considerava uma modalidade demasiado violenta. António aceita o seu pedido e afasta-se do clube que entrou num período de letargia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== '''A Refundação''' ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:JMC.jpg|miniaturadaimagem|José Monteiro da Costa, responsável pelo renascimento do Clube]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Doze anos depois, em 1906, José Monteiro da Costa regressou de Inglaterra, fascinado pelo mesmo desporto que encantara o seu amigo há mais de uma década e resolveu criar uma equipa de futebol, sob o nome &amp;quot;Grupo do Destino&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entretanto, José conversou com Nicolau d'Almeida sobre o projeto que iniciara em 1893. José não hesitou e extingue o Destino, refundando assim o FC Porto e instalando a primeira sede do clube nas instalações do recém-extinto Destino. A nova fundação ocorre no dia 2 de agosto de 1906, assumindo desde logo uma faceta de clube eclético, no qual se começaram a praticar também diversas outras modalidades. José decidiu o azul e branco como as cores do clube e manteve o nome do mesmo. Para além disso, foi desenhado o primeiro emblema do clube, que consistiu numa bola de metal azul com as iniciais &amp;quot;FCP&amp;quot;. Entretanto, é alugado à Companhia Hortícola Portuense o primeiro campo do clube, o Campo da Rainha, que fora simultaneamente o primeiro relvado de Portugal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
José Monteiro da Costa escolheu pintar o FC Porto de azul e branco, então as cores da bandeira nacional, e aprovou o primeiro emblema: uma bola de futebol azul, com as iniciais FCP em branco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== '''Divergências sobre o ano de fundação ''' === &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Até ao ano de 1988 era oficial a data de fundação do FC Porto como tendo sido a 2 de agosto de 1906, por iniciativa de José Monteiro da Costa. A 26 de fevereiro de 1988, realizou-se mais uma Assembleia Geral Ordinária, que tinha como principal ponto agendado a apreciação e votação do Relatório e Contas da Direção e Parecer do Conselho Fiscal referente à anuidade de 1987. Após várias intervenções de apoio ao presidente em funções, Jorge Nuno Pinto da Costa, o sócio Custódio Castro, encarregado da comissão nomeada para apreciar a problemática da fundação do clube, dissecou a questão, tendo decidido que &amp;quot;o FC Porto foi fundado em 1906 embora a semente tenha sido lançada em 1893&amp;quot;.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Foi, no entanto, a apresentação de Rui Guedes, autor da &amp;quot;Fotobiografia do FC Porto&amp;quot; quem haveria de dominar a noite, apresentando dois recortes de jornais da década de 90 do século XIX que, a seu entender, corroboraram a sua teoria de fundação do clube. Tendo sido apresentada e votada por ampla maioria a sua proposta de alteração dos estatutos, a redação do artigo primeiro passou a referir que o FC Porto, pessoa coletiva e de utilidade pública, foi fundado em 28 de setembro de 1893, tendo iniciado imediatamente a sua atividade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durante a vida do Futebol Clube do Porto existiram múltiplas atividades dos seus aniversários e comemorações centradas na sua data de fundação de 2 de agosto de 1906. Ao completar 50 anos de atividade, em 1956, foi uma vez mais campeão nacional, um objetivo que perseguia há 16 anos, tendo constituído ainda maior júbilo. Na obra &amp;quot;História do F.C. Porto&amp;quot; publicada por António Rodrigues Teles nesse mesmo ano comemorativo, na sua página 68 entre os 100 primeiros sócios do clube não consta António Nicolau d'Almeida. Uma das mais ativas diligências para a angariação de sócios realizou-se com as festividades do 70º aniversário do clube, entre agosto e novembro de 1976, com a Campanha dos 70.000 sócios. No final da década seguinte, festejando o 80º aniversário, a Companhia Seiva Trupe criou uma atraente obra intitulada &amp;quot;Um cálice de Porto: 1906-1986, 80 anos do Futebol Clube do Porto&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== '''Do Campo do Padro ao Estádio do Dragão''' === &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O primeiro campo utilizado pelo FC Porto para a modalidade do futebol foi o Campo do Padro, em Matosinhos, onde iniciou os seus primeiros treinos no inicío de outubro de 1893. Mais tarde em 1906, é alugado à Companhia Hortícola Portuense o Campo da Rainha, que fora entretanto um terreno não cultivado. Era um pequeno campo de trinta por cinquenta metros, o primeiro relvado de Portugal. No mesmo ano foram transferidos os viveiros de plantas para outro local, permitindo ao clube criar um campo com as medidas oficiais, rodeado de bancos para 600 pessoas e ainda uma pista de atletismo, balneários e um bar. O aluguer anual era de 20.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para além de tanta assistência que a equipa trazia ao recinto, no final de 1911, o FC Porto foi informado da gradual desocupação do Campo da Rainha para a construção de uma fábrica, que iria ser construído no relvado. Portanto em julho de 1912, uma assembleia geral aprova um novo terreno, o Campo da Constituição, na Rua da Constituição, alugado por 350 escudos anuais e também subalugado por outras três equipas. Para comemorar a nova casa, os ingleses do Oporto Cricket Lawn-Tennis Club organizaram uma partida, do qual saíram vencedores por 5–2. Em agosto do mesmo ano, juntamente com o Leixões, o FC Porto cria a Associação de Futebol do Porto, tendo começado na época seguinte o Campeonato do Porto. Na primeira edição da prova, acabou em segundo lugar, ficando atrás do Boavista, tendo ganho na seguinte temporada, numa competição em que viria a ganhar 30 edições, 21 delas consecutivas, entre 1915 e 1947. A outra modalidade do clube, pesos e halteres, destacar-se-ia na seguinte época de 1915–16, com o duplo campeonato nacional alcançado por Carlos Oliveira. A época posterior foi também de grande interesse, devido à inauguração do campo de ténis, substituindo o rinque de patinagem, que serviu para mostrar os troféus e taças conquistados pelo clube. O FC Porto, no entanto, em 1917–18, perde o título para o Salgueiros depois de três temporadas consecutivas a vencê-la, sendo que os motivos prenderam-se no facto de mais de metade dos jogadores estarem a lutar na I Guerra Mundial. Morreu um jogador, Vidal Pinheiro. Na temporada 1920–21, o clube tenta a compra do Campo Nova Sintra, mas desiste da ideia devido ao alto valor do terreno, que custaria 800 contos, continuando o Campo da Constituição como casa do clube.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mais tarde, para mostrar as taças conquistadas do clube, o FC Porto inaugura o campo de ténis em 1917, substituindo assim o antigo rinque de patinagem. Em 1920, o clube adquire o Campo da Constituição, na sequência do arrendamento por dez anos (400 escudos nos primeiros cinco anos e 450 nos restantes cinco). A comemoração foi feita através de um torneio amigável triangular, do qual saiu vencedor. Na temporada 1920–21, o clube tenta a compra do Campo Nova Sintra, mas desiste da ideia devido ao alto valor do terreno, continuando o Campo da Constituição como casa do clube. Na época 1928–29 é renovado o contrato de arrendamento do Campo da Constituição, com uma renda anual de 12 mil escudos, pagos em duas prestações de 6 mil escudos. Em 1938–39, o campo aumenta a lotação para 20 mil pessoas, o que implicou num aumento das receitas de bilheteira. O atual campo começou a ficar pequeno, por isso em 1933 foi proposta numa assembleia geral a aquisição de novos terrenos para um novo estádio, o Estádio das Antas. Enquanto a nova casa não estava disponível, o FC Porto jogava de vez em quando noutros campos emprestados, como o Estádio do Lima ou o Campo do Ameal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira pedra foi lançada a dezembro de 1949, mas a obra só começou um mês depois. José Bacelar, sócio número um do clube, pagou o salário do primeiro dia de trabalho a todos os operários.[65] A inauguração acontece finalmente no dia 28 de maio de 1952, oficialmente denominado como &amp;quot;Estádio do Futebol Clube do Porto&amp;quot;, onde esteve presente o general Craveiro Lopes, então presidente da República Portuguesa.[40] O Benfica foi a equipa convidada para a inauguração, e com toda a frieza, o clube de Lisboa goleou o FC Porto por 8–2. Em 1962–63 é inaugurada o sistema elétrico das Antas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao longo do século o recinto foi ficando maior, devido à inclusão do Pavilhão Américo de Sá, para as modalidade de basquetebol, andebol e hóquei em patins, da piscina coberta, três campos relvados de treino, a Loja Azul, o Bingo, a Sala-Museu e a Torre das Antas. Além disso, sofreu um rebaixamento que permitiu aumentar a lotação para noventa mil lugares em 1986, o que levou a ser um dos estádios eleitos para o Mundial de juniores de 1991. Mas ainda antes, em 1973, o recinto foi palco de um triste falecimento de um jogador portista, Pavão, caído no relvado num jogo do campeonato devido a um ataque cardíaco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 9 de março de 1994, o estádio foi penhorado pelo ministro das finanças, Eduardo Catroga, devido a uma dívida fiscal de cerca de 200 mil contos. O estádio começou por ser demolido em 1 de abril de 2004 e acabou em 28 de junho de 2004, sendo substituído pelo atual Estádio do Dragão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Inaugurado no dia 16 de novembro de 2003, o atual estádio do clube só começou a ser jogado em 2004 devido a problemas relacionados com a relva. A construção do estádio custou 98 milhões de euros, e tem uma capacidade para cerca de 50 mil espetadores. O amigável da inauguração resultou numa vitória de 2–0 contra o Barcelona, onde também se estreou Lionel Messi, então com dezesseis anos. O estádio também foi utilizado para o Euro 2004 e recebeu o jogo de abertura do Euro, em que Portugal perdeu 2–1 com a Grécia. O Dragão tem recebido entretanto várias distinções, entre elas a certificação GreenLight, entregue em 2004 pela Comissão Europeia, e a certificação &amp;quot;Sistema de Gestão Ambiental&amp;quot;, entregue em 2007 pela Associação Portuguesa de Certificação. As instalações do recinto também mereceram o certificado de &amp;quot;Sistema de Gestão de Qualidade&amp;quot;.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Fil</name></author>
		
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		<updated>2021-01-27T18:16:41Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Fil: /* O Renascimento */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== &amp;lt;big&amp;gt;História&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===  '''A Fundação e os primeiros anos''' ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Antonio Nicolau d'Almeida.jpg|miniaturadaimagem|António Nicolau d'Almeida, fundador do FC Porto]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 28 de setembro de 1893 no dia do aniversário do rei D. Carlos e da rainha D. Amélia, o Foot-Ball Club do Porto é fundado, por obra e graça do jovem de 20 anos António Nicolau d'Almeida, um comerciante do vinho do Porto que descobriu o futebol nas suas viagens a Inglaterra. O FC Porto inicia então os seus primeiros treinos no Campo do Prado, em Matosinhos, e no dia 8 de outubro disputa o primeiro jogo da história do clube, contra o Clube de Aveiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 25 de outubro de 1893, Nicolau d'Almeida convida o Club Lisbonense para uma partida de futebol, que decorreria no dia 2 de novembro. O Diário Ilustrado, com sede em Lisboa, é quem noticia o convite, e até a resposta do Club Lisbonense. Guilherme Pinto Basto, o então presidente do Club Lisbonense, aceitara então o convite mas não no dia previsto. A data escolhida foi o dia 2 de março do ano seguinte e para além disso, Pinto Basto conseguiu convencer D. Carlos a patrocinar o jogo, oferecendo também uma taça por parte do rei. O nome escolhido foi Taça D. Carlos I, ou ainda Cup d'El Rey. Jogado no Campo Alegre, no Porto, também chamado Campo dos Ingleses, casa do Oporto Cricket and Lawn-Tennis Club, o jogo acaba com uma derrota do FC Porto, por 1–0.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1896, António Nicolau d'Almeida casa-se com Hilda Rumsey e esta pede-lhe para se afastar do futebol, que considerava uma modalidade demasiado violenta. António aceita o seu pedido e afasta-se do clube que entrou num período de letargia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== '''A Refundação''' ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:JMC.jpg|miniaturadaimagem|José Monteiro da Costa, responsável pelo renascimento do Clube]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Doze anos depois, em 1906, José Monteiro da Costa regressou de Inglaterra, fascinado pelo mesmo desporto que encantara o seu amigo há mais de uma década e resolveu criar uma equipa de futebol, sob o nome &amp;quot;Grupo do Destino&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entretanto, José conversou com Nicolau d'Almeida sobre o projeto que iniciara em 1893. José não hesitou e extingue o Destino, refundando assim o FC Porto e instalando a primeira sede do clube nas instalações do recém-extinto Destino. A nova fundação ocorre no dia 2 de agosto de 1906, assumindo desde logo uma faceta de clube eclético, no qual se começaram a praticar também diversas outras modalidades. José decidiu o azul e branco como as cores do clube e manteve o nome do mesmo. Para além disso, foi desenhado o primeiro emblema do clube, que consistiu numa bola de metal azul com as iniciais &amp;quot;FCP&amp;quot;. Entretanto, é alugado à Companhia Hortícola Portuense o primeiro campo do clube, o Campo da Rainha, que fora simultaneamente o primeiro relvado de Portugal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
José Monteiro da Costa escolheu pintar o FC Porto de azul e branco, então as cores da bandeira nacional, e aprovou o primeiro emblema: uma bola de futebol azul, com as iniciais FCP em branco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== '''Divergências sobre o ano de fundação ''' === &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Até ao ano de 1988 era oficial a data de fundação do FC Porto como tendo sido a 2 de agosto de 1906, por iniciativa de José Monteiro da Costa. A 26 de fevereiro de 1988, realizou-se mais uma Assembleia Geral Ordinária, que tinha como principal ponto agendado a apreciação e votação do Relatório e Contas da Direção e Parecer do Conselho Fiscal referente à anuidade de 1987. Após várias intervenções de apoio ao presidente em funções, Jorge Nuno Pinto da Costa, o sócio Custódio Castro, encarregado da comissão nomeada para apreciar a problemática da fundação do clube, dissecou a questão, tendo decidido que &amp;quot;o FC Porto foi fundado em 1906 embora a semente tenha sido lançada em 1893&amp;quot;.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Foi, no entanto, a apresentação de Rui Guedes, autor da &amp;quot;Fotobiografia do FC Porto&amp;quot; quem haveria de dominar a noite, apresentando dois recortes de jornais da década de 90 do século XIX que, a seu entender, corroboraram a sua teoria de fundação do clube. Tendo sido apresentada e votada por ampla maioria a sua proposta de alteração dos estatutos, a redação do artigo primeiro passou a referir que o FC Porto, pessoa coletiva e de utilidade pública, foi fundado em 28 de setembro de 1893, tendo iniciado imediatamente a sua atividade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durante a vida do Futebol Clube do Porto existiram múltiplas atividades dos seus aniversários e comemorações centradas na sua data de fundação de 2 de agosto de 1906. Ao completar 50 anos de atividade, em 1956, foi uma vez mais campeão nacional, um objetivo que perseguia há 16 anos, tendo constituído ainda maior júbilo. Na obra &amp;quot;História do F.C. Porto&amp;quot; publicada por António Rodrigues Teles nesse mesmo ano comemorativo, na sua página 68 entre os 100 primeiros sócios do clube não consta António Nicolau d'Almeida. Uma das mais ativas diligências para a angariação de sócios realizou-se com as festividades do 70º aniversário do clube, entre agosto e novembro de 1976, com a Campanha dos 70.000 sócios. No final da década seguinte, festejando o 80º aniversário, a Companhia Seiva Trupe criou uma atraente obra intitulada &amp;quot;Um cálice de Porto: 1906-1986, 80 anos do Futebol Clube do Porto&amp;quot;.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Fil</name></author>
		
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&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== &amp;lt;big&amp;gt;História&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===  '''A Fundação e os primeiros anos''' ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Antonio Nicolau d'Almeida.jpg|miniaturadaimagem|António Nicolau d'Almeida, fundador do FC Porto]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 28 de setembro de 1893 no dia do aniversário do rei D. Carlos e da rainha D. Amélia, o Foot-Ball Club do Porto é fundado, por obra e graça do jovem de 20 anos António Nicolau d'Almeida, um comerciante do vinho do Porto que descobriu o futebol nas suas viagens a Inglaterra. O FC Porto inicia então os seus primeiros treinos no Campo do Prado, em Matosinhos, e no dia 8 de outubro disputa o primeiro jogo da história do clube, contra o Clube de Aveiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 25 de outubro de 1893, Nicolau d'Almeida convida o Club Lisbonense para uma partida de futebol, que decorreria no dia 2 de novembro. O Diário Ilustrado, com sede em Lisboa, é quem noticia o convite, e até a resposta do Club Lisbonense. Guilherme Pinto Basto, o então presidente do Club Lisbonense, aceitara então o convite mas não no dia previsto. A data escolhida foi o dia 2 de março do ano seguinte e para além disso, Pinto Basto conseguiu convencer D. Carlos a patrocinar o jogo, oferecendo também uma taça por parte do rei. O nome escolhido foi Taça D. Carlos I, ou ainda Cup d'El Rey. Jogado no Campo Alegre, no Porto, também chamado Campo dos Ingleses, casa do Oporto Cricket and Lawn-Tennis Club, o jogo acaba com uma derrota do FC Porto, por 1–0.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1896, António Nicolau d'Almeida casa-se com Hilda Rumsey e esta pede-lhe para se afastar do futebol, que considerava uma modalidade demasiado violenta. António aceita o seu pedido e afasta-se do clube que entrou num período de letargia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== '''O Renascimento''' ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:JMC.jpg|miniaturadaimagem|José Monteiro da Costa, responsável pelo renascimento do Clube]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Doze anos depois, em 1906, José Monteiro da Costa regressou de Inglaterra, fascinado pelo mesmo desporto que encantara o seu amigo há mais de uma década e resolveu criar uma equipa de futebol, sob o nome &amp;quot;Grupo do Destino&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entretanto, José conversou com Nicolau d'Almeida sobre o projeto que iniciara em 1893. José não hesitou e extingue o Destino, refundando assim o FC Porto e instalando a primeira sede do clube nas instalações do recém-extinto Destino. A nova fundação ocorre no dia 2 de agosto de 1906, assumindo desde logo uma faceta de clube eclético, no qual se começaram a praticar também diversas outras modalidades. José decidiu o azul e branco como as cores do clube e manteve o nome do mesmo. Para além disso, foi desenhado o primeiro emblema do clube, que consistiu numa bola de metal azul com as iniciais &amp;quot;FCP&amp;quot;. Entretanto, é alugado à Companhia Hortícola Portuense o primeiro campo do clube, o Campo da Rainha, que fora simultaneamente o primeiro relvado de Portugal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
José Monteiro da Costa escolheu pintar o FC Porto de azul e branco, então as cores da bandeira nacional, e aprovou o primeiro emblema: uma bola de futebol azul, com as iniciais FCP em branco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== '''Divergências sobre o ano de fundação ''' === &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Até ao ano de 1988 era oficial a data de fundação do FC Porto como tendo sido a 2 de agosto de 1906, por iniciativa de José Monteiro da Costa. A 26 de fevereiro de 1988, realizou-se mais uma Assembleia Geral Ordinária, que tinha como principal ponto agendado a apreciação e votação do Relatório e Contas da Direção e Parecer do Conselho Fiscal referente à anuidade de 1987. Após várias intervenções de apoio ao presidente em funções, Jorge Nuno Pinto da Costa, o sócio Custódio Castro, encarregado da comissão nomeada para apreciar a problemática da fundação do clube, dissecou a questão, tendo decidido que &amp;quot;o FC Porto foi fundado em 1906 embora a semente tenha sido lançada em 1893&amp;quot;.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Foi, no entanto, a apresentação de Rui Guedes, autor da &amp;quot;Fotobiografia do FC Porto&amp;quot; quem haveria de dominar a noite, apresentando dois recortes de jornais da década de 90 do século XIX que, a seu entender, corroboraram a sua teoria de fundação do clube. Tendo sido apresentada e votada por ampla maioria a sua proposta de alteração dos estatutos, a redação do artigo primeiro passou a referir que o FC Porto, pessoa coletiva e de utilidade pública, foi fundado em 28 de setembro de 1893, tendo iniciado imediatamente a sua atividade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durante a vida do Futebol Clube do Porto existiram múltiplas atividades dos seus aniversários e comemorações centradas na sua data de fundação de 2 de agosto de 1906. Ao completar 50 anos de atividade, em 1956, foi uma vez mais campeão nacional, um objetivo que perseguia há 16 anos, tendo constituído ainda maior júbilo. Na obra &amp;quot;História do F.C. Porto&amp;quot; publicada por António Rodrigues Teles nesse mesmo ano comemorativo, na sua página 68 entre os 100 primeiros sócios do clube não consta António Nicolau d'Almeida. Uma das mais ativas diligências para a angariação de sócios realizou-se com as festividades do 70º aniversário do clube, entre agosto e novembro de 1976, com a Campanha dos 70.000 sócios. No final da década seguinte, festejando o 80º aniversário, a Companhia Seiva Trupe criou uma atraente obra intitulada &amp;quot;Um cálice de Porto: 1906-1986, 80 anos do Futebol Clube do Porto&amp;quot;.&lt;/div&gt;</summary>
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&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== &amp;lt;big&amp;gt;História&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===  '''A Fundação e os primeiros anos''' ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Antonio Nicolau d'Almeida.jpg|miniaturadaimagem|António Nicolau d'Almeida, fundador do FC Porto]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 28 de setembro de 1893 no dia do aniversário do rei D. Carlos e da rainha D. Amélia, o Foot-Ball Club do Porto é fundado, por obra e graça do jovem de 20 anos António Nicolau d'Almeida, um comerciante do vinho do Porto que descobriu o futebol nas suas viagens a Inglaterra. O FC Porto inicia então os seus primeiros treinos no Campo do Prado, em Matosinhos, e no dia 8 de outubro disputa o primeiro jogo da história do clube, contra o Clube de Aveiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 25 de outubro de 1893, Nicolau d'Almeida convida o Club Lisbonense para uma partida de futebol, que decorreria no dia 2 de novembro. O Diário Ilustrado, com sede em Lisboa, é quem noticia o convite, e até a resposta do Club Lisbonense. Guilherme Pinto Basto, o então presidente do Club Lisbonense, aceitara então o convite mas não no dia previsto. A data escolhida foi o dia 2 de março do ano seguinte e para além disso, Pinto Basto conseguiu convencer D. Carlos a patrocinar o jogo, oferecendo também uma taça por parte do rei. O nome escolhido foi Taça D. Carlos I, ou ainda Cup d'El Rey. Jogado no Campo Alegre, no Porto, também chamado Campo dos Ingleses, casa do Oporto Cricket and Lawn-Tennis Club, o jogo acaba com uma derrota do FC Porto, por 1–0.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1896, António Nicolau d'Almeida casa-se com Hilda Rumsey e esta pede-lhe para se afastar do futebol, que considerava uma modalidade demasiado violenta. António aceita o seu pedido e afasta-se do clube que entrou num período de letargia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== '''O Renascimento''' ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:JMC.jpg|miniaturadaimagem|José Monteiro da Costa, responsável pelo renascimento do Clube]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Doze anos depois, em 1906, José Monteiro da Costa regressou de Inglaterra, fascinado pelo mesmo desporto que encantara o seu amigo há mais de uma década e resolveu criar uma equipa de futebol, sob o nome &amp;quot;Grupo do Destino&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entretanto, José conversou com Nicolau d'Almeida sobre o projeto que iniciara em 1893. José não hesitou e extingue o Destino, refundando assim o FC Porto e instalando a primeira sede do clube nas instalações do recém-extinto Destino. A nova fundação ocorre no dia 2 de agosto de 1906, assumindo desde logo uma faceta de clube eclético, no qual se começaram a praticar também diversas outras modalidades. José decidiu o azul e branco como as cores do clube e manteve o nome do mesmo. Para além disso, foi desenhado o primeiro emblema do clube, que consistiu numa bola de metal azul com as iniciais &amp;quot;FCP&amp;quot;. Entretanto, é alugado à Companhia Hortícola Portuense o primeiro campo do clube, o Campo da Rainha, que fora simultaneamente o primeiro relvado de Portugal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
José Monteiro da Costa escolheu pintar o FC Porto de azul e branco, então as cores da bandeira nacional, e aprovou o primeiro emblema: uma bola de futebol azul, com as iniciais FCP em branco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== '''Divergências sobre o ano de fundação ''' === &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Até ao ano de 1988 era oficial a data de fundação do FC Porto como tendo sido a 2 de agosto de 1906, por iniciativa de José Monteiro da Costa. A 26 de fevereiro de 1988, realizou-se mais uma Assembleia Geral Ordinária, que tinha como principal ponto agendado a apreciação e votação do Relatório e Contas da Direção e Parecer do Conselho Fiscal referente à anuidade de 1987. Após várias intervenções de apoio ao presidente em funções, Jorge Nuno Pinto da Costa, o sócio Custódio Castro, encarregado da comissão nomeada para apreciar a problemática da fundação do clube, dissecou a questão, tendo decidido que &amp;quot;o FC Porto foi fundado em 1906 embora a semente tenha sido lançada em 1893&amp;quot;.&lt;br /&gt;
 Foi, no entanto, a apresentação de Rui Guedes, autor da &amp;quot;Fotobiografia do FC Porto&amp;quot; quem haveria de dominar a noite, apresentando dois recortes de jornais da década de 90 do século XIX que, a seu entender, corroboraram a sua teoria de fundação do clube. Tendo sido apresentada e votada por ampla maioria a sua proposta de alteração dos estatutos, a redação do artigo primeiro passou a referir que o FC Porto, pessoa coletiva e de utilidade pública, foi fundado em 28 de setembro de 1893, tendo iniciado imediatamente a sua atividade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durante a vida do Futebol Clube do Porto existiram múltiplas atividades dos seus aniversários e comemorações centradas na sua data de fundação de 2 de agosto de 1906. Ao completar 50 anos de atividade, em 1956, foi uma vez mais campeão nacional, um objetivo que perseguia há 16 anos, tendo constituído ainda maior júbilo. Na obra &amp;quot;História do F.C. Porto&amp;quot; publicada por António Rodrigues Teles nesse mesmo ano comemorativo, na sua página 68 entre os 100 primeiros sócios do clube não consta António Nicolau d'Almeida. Uma das mais ativas diligências para a angariação de sócios realizou-se com as festividades do 70º aniversário do clube, entre agosto e novembro de 1976, com a Campanha dos 70.000 sócios. No final da década seguinte, festejando o 80º aniversário, a Companhia Seiva Trupe criou uma atraente obra intitulada &amp;quot;Um cálice de Porto: 1906-1986, 80 anos do Futebol Clube do Porto&amp;quot;.&lt;/div&gt;</summary>
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