Seis encontros pelo FC Porto, três deles a titular, e um impacto imediato no momento certo. Imune às barreiras dos 17 anos, o talento polaco contratado ao Jagiellonia impôs-se como a grande sensação da equipa quando a temporada entra na fase decisiva. Os sinais surgiram desde a estreia: Oskar Pietuszewski conquistou a grande penalidade que valeu os três pontos em Guimarães.
Na primeira vez no onze, na Choupana, deixou indicações muito promissoras, mantendo-se nas opções iniciais para a receção ao Rio Ave, onde forneceu a assistência a Froholdt para o único golo do encontro. Na sexta-feira, frente ao Arouca, entrou decidido e, aos 14 segundos, abriu o marcador – estreou-se a marcar e entrou na história: assinou o golo mais rápido dos portistas no Estádio do Dragão e tornou-se o jogador estrangeiro mais jovem a marcar pelos azuis e brancos.
Como é natural na sua tenra idade, Pietuszewski olha já em frente: março pode ser determinante na sua ainda curta carreira profissional, com um ciclo de elevada exigência competitiva onde poderá voltar a ter um papel de relevo. Oskar tem caminho livre para integrar o onze do FC Porto no encontro de amanhã com o Sporting, na primeira mão das meias‑finais da Taça de Portugal. Borja Sainz só retoma os treinos hoje (ver peça ao lado) e Francesco Farioli quererá tirar partido do bom momento do extremo polaco. Seja a titular ou a entrar do banco, o duelo em Alvalade será o primeiro clássico da carreira da camisola 77, uma vez que, na Polónia, o Jagiellonia não vive uma rivalidade com a dimensão daquela entre dragões e leões.
Não fica por aí: no fim de semana seguinte há nova deslocação à capital para medir forças com o Benfica, no domingo. São dois clássicos seguidos em que Pietuszewski poderá contribuir – antes de ter descanso, já que não foi inscrito na UEFA Europa League devido ao limite de novas inscrições, ocupado por Thiago Silva, Seko Fofana e Terem Moffi, ficando de fora do jogo com o Estugarda.
Paralelamente, Oskar pauta-se também pela seleção polaca. Já com lugar assegurado nos sub‑21, alimenta sérias esperanças de fazer a estreia na equipa principal de Jan Urban. O rendimento mostrado ao serviço do FC Porto reforça a hipótese de uma primeira chamada e, apesar do selecionador ter fama de perfil conservador nas escolhas, a imprensa polaca noticiou a possível convocatória para o play‑off de acesso ao Mundial, no final de março. Se isso não se concretizar, a porta deverá abrir‑se mais adiante, muito provavelmente em junho, no Mundial – perspetivas auspiciosas que o jovem extremo pretende prolongar.