FC Porto

Farioli reclama “vermelho muito claro” e explica festejo “mais longo do que o costume”

Francesco Farioli mostrou-se satisfeito com a atitude da equipa depois de sofrer o golo, mas salientou vários factores fora do relvado que, na sua opinião, prejudicaram o FC Porto.

Os suplentes entraram bem, mas Seko Fofana mudou o jogo: “Fala dele, mas não podemos esquecer os e os outros que entraram. Seko entrou para ganhar metros, ser agressivo, carregar e recuperar a bola em momentos de transição… Agora é aproveitar durante algumas horas e dentro de alguns dias recomeçamos com a mesma humildade e desejo de melhorar. Quando voltarmos, estaremos na última parte da maratona e vamos precisar de todos em níveis de topo e em ótima condição física. Será importante que todos estejam prontos para o esforço final”.

Pareceu estar mais nervoso do que o costume no fim, foi pela importância deste jogo? “Hoje era um jogo muito importante e viram-me provavelmente acima em algumas coisas porque acho que houve um vermelho muito claro com o Oskar [Pietuszewski]. O jogador [Lagerbielke] impediu [Oskar Pietuszewski] de avançar com um golpe na cara e ter um homem a mais seria uma grande vantagem. A situação do Deniz [Gul] pode ser discutida, há situações que podem mudar o jogo e era importante manter todos unidos. O leme da nossa época tem sido ‘seguimos juntos’, porque sabemos o cenário difícil que enfrentamos, mas a melhor parte da noite foi a reação da equipa, o poder e o desejo de voltar à carga”.

Já disse que vai deixar a equipa celebrar mais tempo do que o normal. Sente que ir com esta vantagem para a pausa de seleções atira a equipa com muita confiança para a reta final do campeonato? “A celebração é pela exibição de hoje. Há dois dias vencemos uma equipa de topo da Bundesliga duas vezes [Estugarda] e chegámos aos quartos de final [da Liga Europa]. [O festejo desse feito] Foi só um minuto no balneário e depois virámos a página para estarmos ligados hoje. A celebração de hoje é pelo trabalho deste mês, porque a dada altura tens de ter algum prazer. Será mais longa do que o costume, mas depois das folgas para quem não for às seleções, voltaremos com os pés no chão e novamente com o desejo de correr e de lutar por cada bola. Quantas folgas vão ter? Terão alguns dias, tenho de negociar internamente”.