FC Porto

Um dos rostos do FC Porto campeão: Os 2 caminhos do capitão Diogo ‘muralha’ Costa

O FC Porto sagrou-se campeão nacional pela 31.ª vez na noite de sábado, depois de derrotar o Alverca por 1-0, em encontro da 32.ª e antepenúltima jornada da I Liga. Com ainda duas rondas por disputar, os dragões orientados por Francesco Farioli confirmaram o título, depois de terem chegado ao comando da prova na 4.ª jornada.

Com um futebol de pressão alta, o FC Porto rompeu com a linha dos últimos tempos e, para isso, tiveram peso determinante os reforços que chegaram ao Dragão no último verão. Ainda assim, um dos nomes em destaque neste plantel campeão é um jogador que já estava há bastante tempo no clube.

E um dos símbolos dessa caminhada é Diogo Costa, o capitão de muralha que, agora, tem dois caminhos pela frente.

O impacto nesta época…

Diogo Costa dispensa apresentações. Formado no Olival, o guarda-redes português, nascido na Suíça, percorreu com distinção todos os escalões até se estrear pela equipa principal, em 2019/20. Porém, só duas épocas mais tarde é que Diogo Costa se afirmou como titular, respondendo sempre à altura da responsabilidade, sobretudo depois de Iker Casillas ter afirmado que era um “fenómeno” e de os adeptos o apontarem como o novo Vítor Baía.

Na verdade, Diogo Costa não sentiu o peso da pressão colocada sobre os seus ombros e já soma três títulos de campeão, tendo regressado a um nível exibicional muito elevado nesta temporada.

Curiosamente, a melhor exibição acabou por surgir na Liga Europa, competição em que o FC Porto caiu nos quartos de final, no Estádio do Dragão, que se rendeu às defesas impossíveis que levaram os alemães do Estugarda ao desespero.

Mais do que a tranquilidade entre os postes, Diogo Costa foi também o capitão que liderou pelo exemplo, dando a cara nos momentos mais difíceis e devolvendo valores que os adeptos do FC Porto há muito reclamavam.

Ao longo de 32 jornadas, o guarda-redes de 26 anos sofreu 15 golos, o melhor registo entre os titulares da competição. Trubin, do Benfica, encaixou 21 em 30 jogos, e Rui Silva, do Sporting, também sofreu 21 nas 29 jornadas em que esteve em campo.

Além disso, Diogo Costa apresenta ainda uma média de 1,74 golos evitados ao longo destas jornadas, segundo os dados da Sofascore, que avalia a eficácia de um guarda-redes na prevenção de golos. Na prática, este indicador tem em conta a “relação entre os golos sofridos e o número esperado de golos com base na qualidade dos remates”.

…e o que reserva o futuro

Capitão e visto como um dos rostos do atual FC Porto, Diogo Costa vai cumprir 27 anos no próximo mês de setembro. Isso significa que poderá estar, talvez, no momento ideal para definir o rumo que quer dar ao resto da carreira – podendo mesmo seguir o exemplo dos compatriotas Cristiano Ronaldo e Pepe e continuar a jogar depois dos 40 anos.

Com o Mundial2026 como mais uma montra, Diogo Costa terá de decidir se pretende prolongar a permanência no Dragão e seguir a lógica de uma carreira ligada apenas a um clube ou se chegou a altura de partir para outras realidades.

O Bayern Munique e o Liverpool são exemplos de clubes que podem olhar para Diogo Costa, uma vez que os ciclos de Manuel Neuer e Alisson Becker, os respetivos guarda-redes, estão a chegar ao fim. Qualidade e experiência não faltam; resta saber se o FC Porto estará disposto a facilitar uma eventual negociação com um jogador que renovou recentemente até 2030.

Ainda assim, caso opte por continuar no Dragão, Diogo Costa tem caminho aberto para se tornar numa das maiores lendas do FC Porto. Com 245 jogos pela equipa principal, o guarda-redes natural de Rothrist já ocupa o 15.º lugar entre os jogadores com mais partidas na história do clube, tendo igualado Héctor Herrera, e pode ter como objetivo, perfeitamente alcançável, atingir e ultrapassar as 535 partidas de Vítor Baía, tornando-se o jogador mais vezes utilizado pelo FC Porto.