O FC Porto recebe o Nottingham Forest às 20h00 desta quinta-feira, com transmissão na Sport TV5, e Francesco Farioli vê este encontro como “um privilégio jogar os quartos de final da Liga Europa contra um adversário destes”. Por isso, sublinha que “a motivação é naturalmente alta” e que “ninguém pode baixar o nível de exigência”. Consciente de que “a qualidade do treinador e do plantel adversários são grandes”, o técnico portista garante que “a ambição é sempre a mesma” e que os jogadores estão “preparados para todos os cenários”, “sempre com a mesma fome e com a mesma paixão”.
“Vamos jogar todas cartas e entrar com muito desejo de fazer o nosso caminho até Istambul”, afirmou o treinador de um grupo “com compromisso e desejo de ganhar”, decidido a apresentar-se em campo “com o mesmo espírito e a mesma atitude de não sofrer, porque isso é essencial nesta fase da temporada”. “Vamos a jogo com a chama e o desejo de fazer uma grande exibição com o apoio dos adeptos. O estádio vai estar cheio e os adeptos vão ter um papel muito importante”, acrescentou na sala de imprensa do CTFD Jorge Costa.
Índices anímicos
“Nesta altura da época, a motivação é naturalmente alta. É um privilégio jogar os quartos de final da Liga Europa contra um adversário destes. Estamos onde devemos estar em termos de nível, compromisso, desejo de ganhar e capacidade de jogar todas as nossas cartas para continuarmos em prova.”
Saber reagir
“Não escondi o sentimento de que no último jogo não estivemos ao nosso nível. Senti isso na primeira parte e disse-lhes ao intervalo. O golo do Seko Fofana podia ter mudado o resultado, mas não alterava a exibição. Sabemos que os jogos após as pausas da seleção são sempre complicados, até porque os jogadores que estiveram fora disputaram jogos muito complicados a nível emocional. Isso esteve à vista durante o fim de semana, todas as equipas de topo tiveram grandes dificuldades. Quando jogamos 5% abaixo do nosso nível, os jogos tornam-se muito complicados, especialmente contra adversários como o FC Famalicão. Não podemos baixar o nível de exigência. É importante voltarmos rapidamente aos bons resultados e melhorarmos alguns aspetos. Agora temos uma nova competição pela frente e vamos defrontar um adversário que vai exigir alguma adaptação, tendo em conta a forma como se vão apresentar, porque eles têm alterado bastante a dinâmica e tanto jogam com uma linha de três na defesa como com uma linha de quatro. Estes dias foram muito atarefados e tentámos preparar todos os cenários para estarmos prontos para o jogo de amanhã.”
Vítor Pereira
“O nível do adversário que vamos defrontar e o papel especial que o Vítor (Pereira) teve no FC Porto é bastante claro. Ele escreveu páginas importantes da nossa história e certamente que terá preparado a sua equipa para dar o máximo. Temos de estar prontos para competir na nossa melhor versão, porque a qualidade do treinador e do plantel adversários são grandes. Eles estão num momento bastante positivo desde que o Vítor assumiu o comando técnico e todos estes elementos vão obrigar-nos a colocar a melhor versão em campo para podermos competir contra um adversário que já conhecemos, apesar de algumas coisas serem diferentes de quando jogámos la. Estamos preparados para eventuais mudanças e preparados para todos os cenários.”
Três frentes de luta
“Já sabem qual é a minha mentalidade. Quando encerrámos um ciclo de jogos em Braga, tentei acalmar os ânimos, porque toda a gente estava entusiasmada com o que tínhamos feito, desde as vitórias no campeonato à qualificação em Estugarda. Um empate não pode ser um drama. Claro que queríamos dar continuidade ao bom momento e ganhar ao FC Famalicão. Conceder um golo, ainda por cima no último minuto, foi muito doloroso, mas temos de virar a página rápido depois de uma má exibição e de um resultado que não foi o melhor. Não queremos minimizar o que aconteceu. É muito importante parar e perceber que chegámos ao início de abril em primeiro lugar na Liga, nos quartos de final da Liga Europa e nas meias finais da Taça. Ainda podemos lutar por todas estas competições. Continuamos com a mesma ambição e temos de nos lembrar que só estamos onde estamos porque trabalhamos muito para chegar aqui.”
O lance de Zaidu
“Eu revi as imagens e não acho que seja penálti ou cartão amarelo.”
Opções para o onze
“O Rodrigo (Mora) teve um problema físico no último jogo, uma espécie de espasmo ou cãibra forte, mas na ressonância estava tudo limpo e fez tratamento e treino individual durante dois dias. Hoje treinou integrado com a equipa e está preparado para fazer parte do jogo. Quanto ao resto, deem-me 5% de hipóteses de manter o onze inicial em segredo até amanhã.”
Não há favoritos
“Em todas as competições e especialmente em jogos deste nível é muito difícil dizer quem é o favorito. Acredito que temos uma oportunidade de seguir em frente, mas temos de jogar todas as nossas cartas sem esquecer o nível do nosso adversário, quer em termos de equipa, organização e experiência. Se olharmos para a classificação na Premier League podemos ficar com uma sensação diferente, mas se tivermos em conta que eles jogam na melhor Liga do mundo, que ainda na época passada ficaram em sétimo lugar e que têm um dos plantéis mais valiosos do mundo, percebemos que têm qualidade suficiente para fazer do Nottingham Forest um dos maiores candidatos a ganhar a Liga Europa, mas nós não queremos ser as vítimas. Vamos apostar todas as nossas cartas e entrar com muito desejo de fazer o nosso caminho até Istambul.”
8 golos sofridos nos últimos 8 jogos
“Não houve grandes mudanças na preparação. Para manter o registo defensivo que tivemos durante tantas semanas, em que era quase impossível sofrermos golos e muito raro os adversários fazerem remates enquadrados, era preciso que tudo corresse bem e exige um nível de concentração que exige muita energia. No último jogo não concedemos assim tanto e, nas poucas oportunidades que concedemos, pagámos caro a falta de eficácia e de atenção ao detalhe. O mais importante é voltarmos com o mesmo espírito e a mesma atitude de não sofrer, porque isso é essencial nesta fase da temporada. Assim foi e assim será nos próximos meses, sempre com a mesma fome e com a mesma paixão, talvez mais do que fizemos até agora.”
Emoções à flor da pele
“Celebrámos muito o golo do Froholdt e ele mereceu, porque realmente marcou um grande golo. Se falarmos ainda sobre a obra de arte que o Fofana marcou no último jogo e que fez o estádio explodir, confesso que me deixei levar pela emoção. A parte emocional desempenha um papel-chave nesta fase. Sou um treinador que costuma estar muito envolvido emocionalmente nos jogos. Podem ver isso pelo meu passado, faz parte da minha forma de ser. Quando somos tão exigentes e vemos golos destes é normal ficarmos envolvidos neste ambiente, embora não nos possamos desconectar do jogo, mas acho que isso não aconteceu.”
Adversário à altura
“Quando jogámos contra o Nottingham foi o primeiro jogo do Sean Dyche e muito do nosso trabalho foi focado em aspetos trabalhados pelo Ange (Postecoglou). Para ser sincero, o jogo em Inglaterra deixou-me uma boa impressão, porque sofremos dois golos de penálti e fizemos uma boa exibição. Agora estamos a falar de uma realidade completamente diferente, especialmente nos últimos meses, em que eles estão num bom momento e a conseguir resultados importantes e positivos. São uma equipa recheada de qualidade e de boas individualidades, têm quatro ou cinco extremos que podem ser titulares e os avançados, jogue quem jogar, são fortes a atacar o espaço e a atuar como jogadores-alvo. São fortes no meio-campo e nas bolas paradas, há muitos fatores que podem decidir este jogo e é muito difícil dizer qual a melhor versão do Nottingham, mas sabemos que vamos ter de estar no nosso melhor. Para competir a este nível, contra este tipo de adversários, não podemos estar abaixo do exigido. O foco está nestas 24 ou 30 horas até ao jogo, para continuarmos focados nos pequenos detalhes e a preparar-nos para chegarmos ao jogo com a chama e o desejo de fazer uma grande exibição com o apoio dos adeptos. O estádio vai estar cheio e os adeptos vão ter um papel muito importante.”