Muito bem dito, e não diria toscos, diria jogadores úteis, tal como um Namaso que temos atualmente ou um Zé Pedro ou Vasco Sousa. São jogadores que se encaixam perfeitamente num plantel e, melhor, não criam problemas perante tal estatuto. Nem tudo que é contratado ou sobe à primeira equipe precisa ser craque de primeira linha, nem sequer titular quanto mais. O problema é quando alguns destes tipos de jogadores acham que podem ser mais. Aí sim, têm que acabar por sair.E o Joselu continua a ser jogador para os Espanyois da vida. Mas se não fosse ele a marcar 2 golos mesmo a acabar o jogo da 2a mão das meias finais da champions 23/24, o Real Madrid não tinha ganho a última edição da champions.
E se não fosse o Adriano Louzada a marcar um golo de muito querer, com o Paços, mesmo a acabar o jogo, o Porto do 1° ano do Jesualdo não tinha sido campeão.
O Freitas era um central muito tosco que quase só sabia mandar bolas para o quintal mas foi uma peça importante no Porto de 77/78 que quebrou o jejum de 19 anos do Porto sem ganhar o campeonato.
O futebol não é só para os craques. Os toscos também têm lugar, desde que compensem com outras qualidades.
É sempre preciso haver craques numa grande equipa mas também há lugar para um ou outro tosco desde que compensem com grande entrega, inteligência e humildade.
Acho, por exemplo, que atualmente temos entre 15 e 17 jogadores que podem perfeitamente se enquadrar num plantel do FC Porto, o problema é que muitos desses jogadores são ou deviam ser suplentes e são titulares, ou seja, por teimosia da equipa da equipa técnica ou seja por falta de mais qualidade para serem titulares.

