O why always me do Vini é um ciclo vicioso. É provocador e nunca se fica porque é alvo de racismo, é alvo de racismo porque é provocador e nunca se fica. Quanto mais uma parte carrega, mais forte a outra responde.
Há jogos em que tira qualquer adversário mais calmo do sério, há outros em que sem fazer nada já lhe estão a foder completamente o juízo e lá voltamos nós ao início.
O Balotelli fez coleção também e tinha um "estilo" diferente do do Vini, apesar de tudo. Há, genuinamente, pessoas cuja malícia e carácter vem ao de cima, noutras nem têm noção da merda que estão a dizer.
Dito isto, eu passo-me da tola a ver jogos e posso dizer que tenho um ódio visceral ao Matheus Reis. Mas em nenhum momento estive sequer perto de ter um impulso racista. Digo muita merda, muitos palavrões, mas isso para mim seria tão impensável como acariciar uma camisola do slb.
É que nem sequer me saem merdas pela nacionalidade.
Ironicamente, caindo agora nessa esparrela, quem é minimamente assíduo no Twitter, por exemplo, sabe que muitos (demasiados) argentinos têm um problema muito mal resolvido com o racismo. As cenas que vemos na Libertadores são uma brincadeira ao lado do já vi demasiadas vezes, e não são de contas falsas. Então se é com brasileiros...
Isto para dizer que, até pelo que se vê em muitas atitudes do prestiani, acho bem provável que tenha sido um perfeito cepo. Digamos que não me admirava nada. Por falar em provocadores... só que a esse nunca o vão rebaixar da sua condição de ser humano.