O Porto reforçou-se este ano, sobretudo na defesa.
Para a próxima época já se começa a fazer um esboço de quem é quem, de quem fica, de quem se afirmou, de quem não merece cá estar, quais os sectores a reforçar.
Espero que o Porto não venda o Diogo, é uma peça fundamental deste plantel.
Os centrais estão sólidos, o Alberto é um bom jogador, o Martim começou titubeante mas tem finalmente conseguido afirmar-se, o que nos deixa contentes.
A lateral esquerda. Reforçar. No resto da defesa não mexe.
Meio campo, Varela que tem sido criticado em vários jogos por exibições aquém, parece ter-se reencontrado nos últimos jogos. Froholdt é uma das contratações da época. Gabri não convenceu, aparece a espaços, não é consistente. Mas ok. Se Fofana não ficar, ir ao mercado por um jogador das.mesmas funções.
Alas. Dos dois lados. Reforçar. Não podemos ficar à espera que os Williams se cheguem à frente (ainda para mais quando tem carências que lhe são intrínsecas), precisamos de alguém que agarre o lugar já. Rápidos, técnicos, bons no 1x1, que saibam cruzar. O Pepê não é bom nem é mau. É morno. E pouco decide. Claramente reforçar o lado direito. Emprestar o William. Ou ficar com William no banco e vender Pepê.
Tiro o Borja da esquerda e fica no banco como falso avançado esquerdo. Vale-lhe o arreganho. Ainda tem golos por marcar, não desisti dele. Pietus é para entrar aos poucos, é um agitador mas ainda não é um jogador feito. Ainda não é dono do lado esquerdo. Precisamos de ir buscar alguém para a esquerda.
Ataque. Gul, Moffi, De Jong e um Samu sempre com problemas físicos. Não dá. O Moffi é para devolver, como é óbvio. O De Jong não dá mais. O Porto não pode correr o risco de atacar a próxima época com um avançado daquela idade e vindo de uma grande lesão. Não dá mesmo. É pena mas não dá. Absolutamente imperativo reforçar o ataque. Trazer um homem-golo. Custa dinheiro? Custa bem mais perder o comboio da CL, onde cada vitória vale muito dinheiro.
Desde a perda de Samu, já é o 3° jogo seguido que o Porto apresenta outras dinâmicas de jogo, a equipa está mais móvel e o futebol mais rápido. Deixámos de jogar para uma referência de ataque, que nos afunilava o jogo e temos jogado mais como equipa. Eu tenho gostado da transformação. Mais mobilidade, maior acutilância. O Samu... não foi à sorte que o Atlético o vendeu e o Chelsea não o quis comprar... vamos a ver como regressa para o ano. Mas não posso esquecer o quão inadaptado demonstrou estar em muitos jogos este ano. E a equipa também sofreu com isso.
Se o Porto se souber reforçar bem no defeso, pelo menos na lateral esquerda, na ala direita e no ataque, mantendo o esqueleto, já será uma grandiosa melhoria e estaremos bem mais fortes e coesos. Este ano base pode ser o princípio de algo grande. De uma hegemonia, se soubermos atacar o mercado. Traz água na boca.