Desde a lesão do Samu, e com o Luuk também de fora, o Farioli demorou alguns jogos, mas penso que conseguiu resolver de forma inteligente o problema de ficar sem os dois principais pontas de lança disponíveis.
Era sempre complicado colocar no Gül e no Moffi toda a responsabilidade de substituir o peso ofensivo do Samu, obrigando-os a chegar aos mesmos números dele. Em vez disso, a solução passou por repartir essa produção ofensiva, indo buscar os golos que inevitavelmente iriam faltar através de uma maior presença dos médios interiores, como Gabri, Froholdt, Mora e Fofana, em zonas mais adiantadas. Não foi por acaso que os números deles subiram desde a lesão do Samu, a 9 de fevereiro.
Claro que isto também não pode ser dissociado da contratação do Fofana, que permitiu uma melhor gestão do meio campo e garantiu ter constantemente um número 8 em melhores condições físicas. Da mesma forma, a chegada do Oskar trouxe um novo foco de destabilização para as defesas adversárias, criando mais espaço e mais soluções para os restantes jogadores.
De qualquer forma, é interessante notar que, quando perdemos o Samu, passámos primeiro por um período de menor fulgor ofensivo: duas vitórias por 1-0, fora com o Nacional e em casa com o Rio Ave, e outra por 3-1 frente ao Arouca, resolvida já perto do fim. A isso seguiu se a derrota por 1-0 em Alvalade, onde, apesar do resultado, já mostramos sinais de melhoria, algo que depois se confirmou nas semanas seguintes com os jogos na Luz, a eliminatória com o Estugarda, o Moreirense e a deslocação a Braga. Desde esse jogo em Alvalade, tivemos o Gabri com dois golos, o Mora com um, o Fofana com dois e o Froholdt com quatro. A isso podemos ainda juntar o Oskar com dois golos, o William com quatro e o Pepê com um.
Ou seja, a lesão do Samu acabou por ser compensada, acima de tudo, pelos ajustes do Farioli e pela capacidade de quase todos os jogadores ofensivos que não são pontas de lança de responderem positivamente e subirem de patamar nos seus contributos ofensivos.