99-Vitor Baia

H

hast

Guest
Ser guarda-redes nem sequer era um dos mais ardentes sonhos de criança. Médico, isso sim! Depois, por influência da irmã, licenciada em Economia, Vítor Baía pensou mudar de rota e estudar para economista. Guarda-redes seria, por um desses fascinantes caprichos do destino. Antes de ir parar às Antas jogou num clube popular, a Associação Académica de Leça, tendo como parceiro de equipa... Domingos. Num torneio disputado no Estádio do Mar, foram observados por um olheiro do F. C. Porto. Como a sua equipa jogou ao ataque, brilharam Domingos e o guarda-redes adversário, Carlos, de outro clube de Leça. Ambos foram convidados a aparecer nas Antas. «Como eu era pequenino e não oferecia grandes garantias, Fernando Santos, o nosso treinador, mandou-me às Antas com o Domingos. O olheiro não percebeu que eu não era o tal guarda-redes que brilhara no jogo que ele vira, deixou-me insustentável dureza do golo
Sofrer um golo estilhaça-lhe o coração. Mesmo que seja um golo só. Em entrevista a A BOLA haveria de confidenciar: «Terrível a sensação do golo sofrido! Só revejo os golos que consinto uma ou duas semanas após o jogo seguinte! Vivo muito o futebol. Sou um ganhador nato e o facto de a equipa não vencer mexe muito comigo. Fico insuportável e nessas alturas só quero espairecer. Passado algum tempo, com as ideias no lugar, então vejo as gravações em vídeo, sempre com a preocupação de emendar o erro, de não repetir o disparate, quando disparate é.»
Não se atreve a considerar-se o melhor guarda-redes da Europa só porque, ainda agora, recebeu tal prémio. «Nunca penso muito nessas coisas, penso sempre que sou humano, que estou sujeito ao erro, até sujeito ao... frango. A única pessoa que veio ao Mundo e era perfeita era Jesus Cristo. E, mesmo assim, foi crucificado! Tento errar o menos possível, tenho-o conseguido, e daí uma certa regularidade na minha carreira. Mas, às vezes, há razões inexplicáveis para os golos, são esses momentos que me deixam despedaçado, porque, para mim, perder é a pior coisa do Mundo.»
O seu carisma espalha-se para além dos relvados. Não se lhe regateiam elogios quando assume, com a mesma frieza, a mesma racionalidade com que defende a defesa dos interesses profissionais dos futebolistas, que não aceita que sejam títeres de ouro nas mãos de quem quer que seja. Durante muito tempo não quis misturar a profissão com a política, dizendo admirar Narciso Miranda, Cavaco Silva, Mário Soares. «Isso pode parecer algo de paradoxal mas aprecio as pessoas independentemente das suas filiações partidárias. Sei distinguir claramente o carácter, a personalidade de cada um, faço escolhas seleccionadas.» Recentemente foi um pouco mais longe. Envolveu-se. E aceitou um lugar na Comissão de Honra da candidatura de Cavaco Silva à Presidência da República.
Mas do que mais gosta, fora do futebol, é mesmo de... brincar com o filho, Diogo. Revelaria, então, que se um dia tivesse de vir a trocar o F. C. Porto por um clube estrangeiro, fá-lo-ia desde que... fosse «um clube maior que o F. C. Porto, ao qual devo tudo o que sou. E como no mundo inteiro poucos há assim...» Havia o Barcelona, para onde foi e onde não foi, inteiramente, feliz. Ao F. C. Porto regressaria com o sucesso que se sabe...testar e... fiquei. Para mim foi um espanto, até porque, um mês antes, estivera à experiência no Leixões, disseram-me que até tinha jeito, mas que com aquela altura nem para guarda-redes de futebol de salão serviria! Ou seja, foi por ser pequenino que fui parar ao F. C. Porto.»
Seu pai, guarda-fiscal, sua mãe, doméstica, eram, então, benfiquistas assumidos. Só se tornaram portistas quando Vítor começou a traçar o seu destino. Os estudos, no 12.º ano, começaram então a ficar para trás. Seria o futebol a sua estrada de Damasco. Naturalmente. O ar quase angélico de menino de coro, que se mantém foi o ar com que se lançou na odisseia que o transformaria num dos mais carismáticos futebolistas portugueses da década de 90. Mas, por vezes, as aparências iludem. «Sei que tenho este ar de menino bem comportado, mas, em criança, também fiz as minhas traquinices. No casamento de um tio, abri as torneiras de incêndio e inundei o prédio todo. E tenho, também, a recordação de ter sido corrido à sachola, mais a minha seita, de um campo de frutas que existia perto da minha casa... Bom, tenho este ar de quase cientista mas era fresco, embora sempre bom estudante. Só uma vez tirei negativa. Contudo, a imagem que dou corresponde àquilo que, na verdade, sou: um jovem sereno. Essa serenidade tem-me ajudado muito na vida profissional, dentro e fora dos relvados.»

Como poderia ter morrido

Tem. Mas, antes da glória, acastelaram-se sombras negras no seu horizonte. De tal forma que até a sua vida periclitou. Parecia que havia em si má sina, adversos fados. Uma lesão impedira-o de sagrar-se, na Checoslováquia, vice-campeão europeu de sub-18. E a recidiva de uma tromboflebite no braço direito afastá-lo-ia da epopeia dourada da Arábia Saudita, onde Portugal conquistaria, pela primeira vez, o título mundial de juniores. «A tromboflebite fora detectada antes de um jogo com o Benfica, os médicos acham que se tivesse jogado nesse dia poderia ter morrido! Dois meses acabei por estar internado, numa clínica do Porto, tentando resolver o problema. Há males que vêm por bem, não fora ter de ficar sob os cuidados do departamento médico do F. C. Porto e teria sido enviado para o Famalicão, então a disputar a III Divisão. Tudo parecia resolvido mas, de um dia para o outro, o problema da flebotrombose agravou-se, foi por isso que não fui integrado na comitiva.» Ainda se colocou a hipótese de ser repescado, quando um médico francês o considerou apto para o futebol, mas como, entretanto, o Mlynarczyck se lesionara e o Zé Beto estava sob alçada disciplinar, Vítor Baía ficou apenas à disposição de Artur Jorge. «Fiquei triste por não ter ido ao Mundial da Arábia Saudita mas o F. C. Porto precisava de mim... Quando fomos campeões, até me correu uma lágrima marota pela cara abaixo, não porque estivesse roído de inveja mas pela felicidade que aquele momento me proporcionou e por sentir que eu também ajudara à saga, na fase de qualificação.»

Caminho da glória aberto pela desgraça de Mly

Vítor Baía surgira, pela primeira vez, na defesa da baliza do F. C. Porto, lançado por Artur Jorge, no dia 29 de Janeiro de 1989, nas Antas, contra o Vitória de Guimarães, rendendo Mlynarczyck, que, nessa semana, fracturara a clavícula, desenlace que lhe colocaria, irremediavelmente, ponto final numa carreira que fora fabulosa. Em 1992 ficaria Baía a escassos minutos de bater um record mundial de imbatibilidade, pertença do colchonero Abel, quando o Atlético Madrid de Paulo Futre era treinado por... Tomislav Ivic. No ano seguinte o L\'Equipe considerava-o já o segundo melhor guarda-redes europeu e de Baía diria, por essa altura, Acúrsio, outro dos grandes guarda-redes portistas: «Assemelha-se aos guardiões do meu tempo. É alto, decidido e corajoso a sair dos postes. Tem planta, falta-lhe apenas um bocadinho mais de agressividade.» Ao que Américo acrescentaria: «A Selecção vai ter guarda-redes, pelo menos, para 10 anos. Parece-me que, por vezes, o Vítor peca por ter calma a mais. Também penso que gosta de passar despercebido e devia mostrar mais a sua presença perante os colegas, não os deixando amolecer.» Baía é assim porque é assim. «Talvez seja um guarda-redes discreto por gostar de tornar fáceis as coisas difíceis.» É, na perfeição, o auto-retrato síntese de si mesmo. Os traços justificam a equação do (seu) sucesso, lançada quando ainda estava na rampa de lançamento para o fastídio por Rui Santos: «Mlynarczyk+Damas=Vítor Baía.» Nesse mesmo ano de 1993 Vítor Baía seria o primeiro futebolista em actividade — porque a primeira edição servira para cumular, simbolicamente, Eusébio — a ganhar A Bola de Ouro, troféu instituído pelo nosso jornal para premiar, anualmente, o melhor jogador nacional. A sua estrela nunca mais parou de lucilar. A EMS, organização que congrega as mais prestigiadas revistas europeias de futebol, escolheu-o como o melhor guarda-redes da Europa, depois de ter estado, outra vez, mais de 1000 minutos sem sofrer um golo...

A insustentável dureza do golo

Sofrer um golo estilhaça-lhe o coração. Mesmo que seja um golo só. Em entrevista a A BOLA haveria de confidenciar: «Terrível a sensação do golo sofrido! Só revejo os golos que consinto uma ou duas semanas após o jogo seguinte! Vivo muito o futebol. Sou um ganhador nato e o facto de a equipa não vencer mexe muito comigo. Fico insuportável e nessas alturas só quero espairecer. Passado algum tempo, com as ideias no lugar, então vejo as gravações em vídeo, sempre com a preocupação de emendar o erro, de não repetir o disparate, quando disparate é.»
Não se atreve a considerar-se o melhor guarda-redes da Europa só porque, ainda agora, recebeu tal prémio. «Nunca penso muito nessas coisas, penso sempre que sou humano, que estou sujeito ao erro, até sujeito ao... frango. A única pessoa que veio ao Mundo e era perfeita era Jesus Cristo. E, mesmo assim, foi crucificado! Tento errar o menos possível, tenho-o conseguido, e daí uma certa regularidade na minha carreira. Mas, às vezes, há razões inexplicáveis para os golos, são esses momentos que me deixam despedaçado, porque, para mim, perder é a pior coisa do Mundo.»
O seu carisma espalha-se para além dos relvados. Não se lhe regateiam elogios quando assume, com a mesma frieza, a mesma racionalidade com que defende a defesa dos interesses profissionais dos futebolistas, que não aceita que sejam títeres de ouro nas mãos de quem quer que seja. Durante muito tempo não quis misturar a profissão com a política, dizendo admirar Narciso Miranda, Cavaco Silva, Mário Soares. «Isso pode parecer algo de paradoxal mas aprecio as pessoas independentemente das suas filiações partidárias. Sei distinguir claramente o carácter, a personalidade de cada um, faço escolhas seleccionadas.» Recentemente foi um pouco mais longe. Envolveu-se. E aceitou um lugar na Comissão de Honra da candidatura de Cavaco Silva à Presidência da República.
Mas do que mais gosta, fora do futebol, é mesmo de... brincar com o filho, Diogo. Revelaria, então, que se um dia tivesse de vir a trocar o F. C. Porto por um clube estrangeiro, fá-lo-ia desde que... fosse «um clube maior que o F. C. Porto, ao qual devo tudo o que sou. E como no mundo inteiro poucos há assim...» Havia o Barcelona, para onde foi e onde não foi, inteiramente, feliz. Ao F. C. Porto regressaria com o sucesso que se sabe...
 

madjer87

Tribuna Presidencial
18 Julho 2006
11,817
0
50
Porto
Este país que te viu nascer ,não merece ter um ser Humano,um G.Redes dos melhores entre os melhores que este mundo já viu.

Hoje ao ver alguns colegas do Vitor a serem homenageados pelo BARBAS da selecção ,esquecendo-se mais uma vez deste GRANDE CAMPEÃO,quero homenagear-te lembrando-me de ti .

Hoje lembrei-me de ti Vitor.Fomos adversários nas camadas jovens ,cada um defendendo as suas cores.Admirei-te e admiro quer como G.Redes quer com Ser Humano.

Portugal esqueceu-te, mas os teus adeptos,os portistas e o MUNDO jamais se esquecerá de ti.

Obrigado 99 Vitor Baia


http://www.youtube.com/watch?v=LGwQxwE4bMU


Vitor Baía terminou a carreira no fim da epoca 06/07 com 37 anos,actualmente é Director das Relações Externas do Futebol Clube Porto

Prémios Individuais
1988/89 - Troféu \"Foot-Reuch\": Melhor Guarda-Redes do Campeonato Nacional
1989 - Troféu Jornal \"Record\": Revelação do Ano
1989 - Dragão de Ouro: Futebolista do Ano
1989 - Futebolista do Ano da CNID
1989/90 - Melhor Jogador Hummel
1989/90 - Prémio Regularidade do Jornal \"A Bola\"
1990 - Prémio Trevo de Ouro: Adidas
1990 - Melhor Jogador do Torneio Phillips Cup
1990/91 - Troféu \"Foot-Reuch\": Melhor Guarda-Redes do Campeonato Nacional
1991 - Futebolista do Ano da CNID
1991 - Prémio Gandula para Melhor Guarda-Redes
1991/92 - Troféu Jornal \"Público\": Melhor Guarda-Redes do Ano
1991/92 - Troféu Jornal \"Público\": Melhor Jogador do Ano
1992 - Prémio Gandula para Melhor Guarda-Redes
1992 - Troféu Jornal \"Record\" - Melhor Guarda-Redes do Ano
1992/93 - Troféu jornal \"Público\": Melhor Guarda-Redes do Ano
1993 - Melhor Futebolista do Torneio Centenário do FC Porto
1993 - Prémio Gandula para Melhor Guarda-Redes
1993 - Prémio Jornal \"Público\": Melhor Guarda-Redes do Campeonato Nacional
1993 - Melhor Guarda-Redes do Mundo: Jornal L´Equipe
1993/94 - Troféu Jornal \"Público\": Melhor Guarda-Redes do Ano
1994/95 - Guarda-Redes mais valioso do Campeonato Nacional
1994/95 - Guarda-Redes do Ano da \"European Sports Magazine\"
1995 - 6ºmelhor guarda-redes do mundo eleito pelo IFFHS
1996 - Fase Final do EURO 96
1996 - Troféu Jornal \"Record\": Melhor Jogador do Ano
1996 - 5ºmelhor guarda-redes do mundo eleito pelo IFFHS
1996/97 - Troféu Jornal \"A Marca\": Melhor Guarda-Redes do Ano Do Campeonato Espanhol
1997 - 7ºmelhor guarda-redes do mundo eleito pelo IFFHS
1999 - 9ºmelhor guarda-redes do mundo eleito pelo IFFHS
2000- 9ºmelhor guarda-redes do mundo eleito pelo IFFHS
2000 - Fase Final do Euro 2000
2002 - Fase Final do Campeonato do Mundo 2002
2002 - Figura Nacional do Ano na III Gala Nacional do Desporto
2003 - Prémio Carreira na Gala de Desporto em Gaia
2004 - Prémio UEFA \"Best Goalkeeper 2003/04\": Melhor Guarda-Redes da Europa
2004- 8ºmelhor guarda-redes do mundo eleito pelo IFFHS
2004 - Medalha de Mérito Desportivo
2004/05 - Melhor Guarda-Redes do Campeonato Nacional na gala da superliga
2004/05 - Troféu Jornal \"Público\": Melhor Guarda-Redes do Ano
2004/05 - Troféu Carreira da Superliga / Jornal Notícias
Palmarés
10 Campeonatos Nacionais (Portugal): época 89/90, 91/92, 92/93, 94/95, 95/96, 98/99, 02/03, 03/04, 05/06 e 06/07
5 Taças de Portugal (Portugal): 90/91, 93/94, 99/2000, 02/03 e 05/06
8 Supertaças Cândido de Oliveira (Portugal): 90/91, 91/92, 93/94, 94/95, 99/00, 02/03, 03/04, 05/06
2 Taça do Rei (Espanha): 96/97 e 97/98
1 Liga (Espanha): 97/98
1 Supertaça de Espanha: 97/98
1 Taça das Taças (UEFA): 96/97
1 Supertaça Europeia (UEFA): 97/98
1 Taça UEFA (UEFA): 02/03
1 Liga dos Campeões (UEFA): 03/04
1 Taça Intercontinental (FIFA): 04/05

Curiosidades
-É o detentor do 5º melhor registo de imbatibilidade de sempre da Federação Internacional de História e Estatística do Futebol,1192 minutos sem sofrer golos,ou seja cerca de 13 jogos e meio sem sofrer golos,curiosamente o jogador que marcou 1 golo ao baia 13 jogos depois foi Paulo Bento actual treinador do Sporting de penaltie
-Recusou ir ao campeonato mundial de sub 20 em 1989 onde Portugal sagrou campeao mundial.Motivo:Os 2 guarda-redes do fcporto Mlynarzick e Zé Beto ambos estiveram lesionados,baía era o unico guarda-redes disponivel na altura e estreou assim no campeonato com apenas 19 anos.
-Tem 80 internacionalizações na seleccão principal de Portugal (16 de Agosto de 2000).
-Em 1994, obtém o Recorde de 1192 minutos sem sofrer golos no Campeonato Nacional.
Conquistou 10 campeonatos nacionais de séniores.
-É atribuída a designação de futebolista com mais títulos, na história do futebol mundial, alcançados na sua longa carreira: 32. Pelé e Rijkaard são os que se seguem, com 25 títulos.
-Na cápsula do tempo enterrada pela UEFA aquando do seu jubileu de ouro em 2004, foi colocado um par de luvas de Vítor Baía.
-Tem uma fundação em seu nome: A Fundação Vítor Baía 99, tem como objectivo apoiar as crianças e os adolescentes carenciados das mais diversas formas.
99 é o número que ostenta nas costas desde que voltou ao FC Porto.
-Baia tambem participa em varias outras acções de caridade
-Em 11 de Novembro de 2005, lançou a sua autobiografia.
-Tem 1 automovel Mercedes-Benz SLR McLaren desde 2006 que custou cerca de 600 mil euros
-Tem 3 filhos



A musica dedicada ao Vitor Baia

http://www.youtube.com/watch?v=ZOKi659J72g
 

madjer87

Tribuna Presidencial
18 Julho 2006
11,817
0
50
Porto
> Bruno 99 Comentou:

> Madjer, já agora jogaste onde?
------------------------------------------------------------------------

Joguei nas camadas jovens do Salgueiros(iniciados e 1 ano de juvenis) e Leixões (2º ano de Juvenis e Juniores).
 
D

Dragão do Sul

Guest
Não há palavras suficientes para descrever Vitor Baía! Simplesmente o maior e sempre me acompanhará na memória! Obrigado
 
H

hast

Guest
A prometida festa de homenagem já era. Por muitas voltas que dê à imaginação não percebo porque é que não se presta a devida homenagem a quem honrou e dignificou as cores do o FC Porto, como o fez, por exemplo, o V. Baía.
Olhando para o excelente «post» do madjer87, ainda se torna mais difícil, para não dizer impossível, ter o mínimo entendimento.
É algo que está enraizado no nosso clube, incompreensivelmente.

Se houver alguém que me consiga explicar este \"non sense\", fico desde já, muito agradecido.
 
D

Dragão do Sul

Guest
> hast Comentou:

> A prometida festa de homenagem já era. Por muitas voltas que dê à imaginação não percebo porque é que não se presta a devida homenagem a quem honrou e dignificou as cores do o FC Porto, como o fez, por exemplo, o V. Baía.
Olhando para o excelente «post» do madjer87, ainda se torna mais difícil, para não dizer impossível, ter o mínimo entendimento.
É algo que está enraizado no nosso clube, incompreensivelmente.

Se houver alguém que me consiga explicar este \"non sense\", fico desde já, muito agradecido.

------------------------------
Subscrevo totalmente
 
T

Timofte 2-3

Guest
O melhor guarda-redes português de sempre....que classe meu Deus! como dizia Valdano, até a sofrer um golo aquele homem tinha classe!

Continuo à espera da prometida homenagem. Ele não teve o mesmo comportamento de outros como J. Costa, ou até J. Magalhães que veio a acabar a carreira no Leça. Adoptou sempre uma atitude de grande dignidade e foi imprescindível elemento de balneário até encerrar a carreira. Mereces a tua festa campeão, tu é que és o verdadeiro maestro (das balizas!)
 

madjer87

Tribuna Presidencial
18 Julho 2006
11,817
0
50
Porto
Vítor Baía vai ser condecorado pelo Presidente da República, Cavavo Silva, na Comemoração do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas que se celebra no feriado de 10 de Junho. O antigo guarda-redes vai ser investido como Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, numa cerimónia que terá lugar na próxima terça-feira, desta vez em Viana do Castelo.

O Director de Relações Externas do F.C. Porto vai ser condecorado juntamente com mais 39 personalidades, entre as quais os políticos Almeida Santos e Marques Mendes, o escritor Urbano Tavares Rodrigues, o historiador Veríssimo Serrão e a pianista Olga Prats. Vítor Baía entre assim no lote restrito de desportistas que foram distinguidos no 10 de Junho, do qual fazem parte Eusébio, Figo e José Mourinho.

IN Mais Futebol

-----------------------------------------------------------------------------------
É clara e inquestionável a condecoração a VÍTOR BAÍA. É inteiramente justa, não só pelo que fez enquanto atleta mas por aquilo que representa enquanto HOMEM e cidadão.


Parabens e Obrigado eterno 99 Vitor Baia.
 
D

Diogo Loureiro

Guest
que o 99 numca mais na vida seja utilizado por nimguem no nosso clube...
 

dragão_100

Tribuna
4 Janeiro 2007
4,095
0
Coimbra, 1992
> madjer87 Comentou:

> Nunca te esqueceremos Vitor.

O teu cantico e as tuas imagens.

http://www.youtube.com/watch?v=IhW68pUH9kY

o 99 é Eterno




Lol, esse video fui em que fiz.
Está um bucado fraquinho fiz no movie maker, mas foi uma pequena homenagem (simbólica apenas!!).
Espero que tenham gostado!!!
 
H

hast

Guest
Que dizer de um jogador que, apesar de ser conhecido internacionalmente, apenas representou dois grandes clubes em toda a carreira? É exactamente este o caso de Vítor Manuel Martins Baía, guarda-redes cujo nome ficará eternamente ligado ao do Futebol Clube do Porto. De facto, a ligação de Baía ao clube nortenho continuou mesmo depois da reforma profissional: o antigo internacional português faz hoje parte dos quadros da SAD portista, como Director de Relações Externas.

No entanto, será pelos seus feitos futebolísticos que Baía será para sempre lembrado. Desde os seus inícios no modesto Académico de Leça até à passagem por Barcelona e o regresso ao Porto, o guardião deixou sempre uma imagem de serenidade, rectidão e, sobretudo, muita segurança no comando da área. Características, aliás, que fizeram dele um dos nomes de ouro do futebol português, bem como o jogador com mais títulos conquistados em todo o Mundo.

As origens do mito, no entanto, foram bastante mais humildes. Nascido no bairro da Afurada, no Porto, Vítor Baía viu a luz a 15 de Outubro de 1969. Como tantos outros nomes conhecidos, cedo revelou aptidão para a \"bola\", o que o levou a ingressar nas camadas jovens do minúsculo Académico de Leça. No entanto, duraria pouco esta estadia, a ponto de o clube nem figurar no seu historial oficial. Com apenas 13 anos, o jovem Baía mudava-se para o todo-poderoso Futebol Clube do Porto, onde chegava na condição de Iniciado com algum talento. Curiosamente, ao mesmo tempo que Baía, ingressava no Porto outro jogador do Académico: um avançado, da mesma idade, e que dava pelo nome de Domingos Paciência...

Ao contrário do que tantas vezes acontece - basta ver outros artigos publicados nestas páginas - Baía \"pegou de estaca\" na equipa azul e branca. Após uma lesão no braço, aos 16 anos, foi aconselhado a deixar o futebol, mas não desistiu. Seguiu em frente e, após ter cumprido os restantes escalões normais de formação, deu entrada na equipa sénior do Porto, como suplente do guardião da altura, o polaco Mlynarczick. Estávamos em 1989, e o treinador do Porto era Artur Jorge.

Titularidade: um pau de dois bicos

Por esta altura, preparava-se para arrancar, em Riade, o Campeonato do Mundo de sub-20. Baía era dado como certo na convocatória portuguesa, mas uma lesão do titular Mlynarczick acaba, inesperadamente, por lhe dar a titularidade na equipa portista. Este facto pode ser considerado um \"pau de dois bicos\" para Baía: por um lado, agarrava um lugar na equipa principal do Porto com apenas 19 anos; por outro lado, este feito implicava o seu afastamento da Selecção, devido à necessidade de preparar a nova época futebolística. Baía acabaria assim por ser substituído por Bizarro e Brassard, o primeiro dos quais teria, em situação normal, sido o seu suplente.

O certo é que Baía conquistaria mesmo a titularidade na baliza dos azuis-e-brancos, titularidade essa que não mais lhe fugiria. Estreando-se em Setembro de 1989, contra o Vitória de Guimarães, o guarda-redes rapidamente se tornou sinónimo com a equipa do Porto, representando um rochedo imutável nos diferentes plantéis que a formação azul-e-branca apresentava de ano para ano.

De vento em popa

As boas exibições do guardião portista rapidamente captam a atenção dos responsáveis da Federação. E assim, aquele guarda-redes que ficara de fora de Riade, que não levantara a Taça do Mundo de sub-20, entraria pela porta grande na Selecção AA. Contava então 21 anos, e a baliza portista há mais de um ano lhe pertencia com exclusividade. Estreou-se a 19 de Dezembro de 1990, frente aos Estados Unidos, entrando ao intervalo para o lugar de Silvino. Sem saber, Baía iniciava nesse momento um período de uma década em que nunca deixaria de envergar a camisola número 1 da Selecção. De facto, logo a partir desse jogo, o nortenho \"destronou\" Silvino, até então titular, e afirmou-se como indiscutível também na turma das Quinas.

Logo na época seguinte (em 1991/92), o guarda-redes portuense adiciona mais um enorme feito à sua lista: entre 15 de Setembro e 5 de Janeiro bate o recorde de invencibilidade do lendário Manuel Bento, estabelecido seis anos antes, ao passar 1191 minutos sem sofrer qualquer golo. E a marca só não é maior porque Paulo Bento (esse mesmo!), então jogador do Guimarães, o viria a desfeitear da marca de grande penalidade. Ainda assim, um marco admirável para um jogador que contava, na altura, com apenas 22 anos. Ainda hoje, este é o quinto melhor registo de imbatibilidade de sempre, segundo a Federação Internacional de História e Estatística do Futebol. (Curiosamente, muitas fontes dão o ano de 2004 como data da obtenção deste recorde).

A partir daí, é o apogeu de Baía: titular indiscutível da baliza do Porto, quatro vezes campeão nacional (a somar ao título já conquistado em 1990), três Supertaças (novamente a juntar à de 1990), duas taças de Portugal e a titularidade absoluta na baliza portuguesa para o Euro-96. É claro que estas marcas não podiam passar despercebidas no estrangeiro e, imediatamente a seguir ao Europeu de Inglaterra, Baía dá o primeiro e último grande salto da sua carreira.

Apogeu, queda e re-ascensão

O destino do internacional português não poderia ser mais desejável: trata-se do Barcelona, que o contrata em 1996 e faz dele o guarda-redes mais caro do Mundo. Contra todas as previsões, Baía ganha a titularidade na equipa \"blaugrana\", e realiza uma excelente época: vence a Supertaça de Espanha em 1996, e no ano seguinte conquista a Taça de Espanha e a Taça das Taças.

No entanto, na temporada seguinte, o azar bate-lhe à porta: uma lesão no joelho, que não deixaria de o atormentar até ao final da carreira, mantém-no de fora do onze inicial do técnico Louis Van Gaal. Seria a ascensão de Ruud Hesp, e o ocaso da carreira internacional de Baía. Ainda celebra o título de campeão de Espanha em 1998, mas não torna a conseguir conquistar a titularidade.

Passa mais um ano em Barcelona, quase sem jogar, e, em 1999, aceita com agrado a proposta do Porto para voltar e relançar a sua carreira. A reatada parceria resulta, e Vítor Baía volta aos grandes momentos.

Em 1999, vence mais um campeonato nacional e uma Supertaça. Nesse mesmo ano, está presente no Euro, onde defende uma grande penalidade (frente à Turquia, nos quartos-de-final), mas não consegue evitar a derrota portuguesa frente à França. Dois anos depois, está presente naquele Mundial de má memória por terras asiáticas, onde nada pode fazer para contrariar o mau momento da selecção portuguesa. No entanto, ninguém põe em causa o seu direito a ocupar a baliza das Quinas. Ninguém, isto é, até à chegada de um técnico brasileiro à Selecção.

Proscrito

Luiz Felipe Scolari assume o comando técnico da Selecção pouco depois do desastre da Coreia/Japão. Polémico à chegada, pela nacionalidade e não só, o \"Sargentão\" aumenta ainda mais a antipatia dos adeptos por ele ao deixar Baía de fora dos planos para o Euro-2004. O guarda-redes nortenho despede-se assim das Quinas, após mais de dez anos de serviço, no empate a um frente à Inglaterra, a 7 de Setembro de 2002. Não mais voltaria a vestir a camisola da Selecção, lançando uma \"guerra\" entre apoiantes seus e defensores de Ricardo, até aí seu suplente e desde então seu substituto.

Entretanto, alheia a tudo isto, a carreira no Porto soma e segue. Com a saída de Fernando Santos, chega às Antas um técnico que dá pelo nome de José Mourinho. Sob o seu comando, não só Baía como toda a equipa do Porto viveria momentos de glória.

Segundo renascer

Com Mourinho, Baía ganha tudo o que há para ganhar: Taça UEFA em 2003, Liga dos Campeões em 2004, Taça Intercontinental no mesmo ano, mais dois campeonatos nacionais e uma Supertaça. No entanto, após dois anos de sonho, o \"Special One\" sai para o Chelsea, e a equipa nortenha sofre um período de instabilidade, com duas trocas de treinador em poucos meses. Por fim, assume o comando técnico o holandês Co Adriaanse, que lança o brasileiro Helton em detrimento de Baía. Chegava ao fim mais um reinado para o guardião português, este com mais de 16 anos.

Em 2006, ainda ganha mais um título de campeão nacional (e respectiva Supertaça), antes de se retirar do futebol profissional. No momento da despedida, era o jogador com mais títulos ganhos na história do futebol: um total de 31, obtidos ao serviço dos dois únicos clubes que representou em toda a sua carreira.

Hoje, Vítor Baía é o patrono de uma Fundação com o seu nome, dedicada a trabalhar com crianças carenciadas, para além de integrar a SAD portista, no cargo referido no início deste texto. Em 2005, lançou a sua auto-biografia, onde comenta na primeira pessoa a sua gloriosa carreira. É, ainda, uma lenda viva do futebol português, que certamente será lembrado e comentado durante muitas gerações, tal como Bento ou Damas, os seus confessos ídolos.
in academia-de-talentos.com
 

ultimate_dr4gon

Tribuna
27 Julho 2006
4,915
74
Hoje estava a desfolhar a revista rascord e há lá uma parte onde fala da selecção de todos os jogadores que a representaram desde sempre, o numero de internacionalizações e os golos marcados ou sofridos no caso dos guarda redes e vi um facto mt curioso.
Top 3 Guarda Redes:

Vitor Baia 80 Int 48 Sofridos
Ricardo 79 Int 68 Sofridos
Bento 63 Int 78 Sofridos
Pará além de ser o Guarda Redes mais internacional de Sempre.
Aqui se vê quem foi o melhor GR de sempre em Portugal o Labrecas com 79 jogos -1 do que o Baia conseguiu sofrer mais 20 golos do que ele o Bento em menos 17 jogos pela selecção consegue sofrer mais 30 golos do que Vitor Baia.
 

mech

Arquibancada
19 Janeiro 2007
468
0
Tarragona, 1985
Ontem estive a ver a grande festa que fizeram na despedida do Kahn. Mostraram imagens da carreira dele e até houve fogo de artificio. Foi num jogo Bayern - Alemanha, ele alinhou pelo Bayern.
Lembrei-me logo do Baía. Será que não tem direito a uma festazinha?
 

patitu

Bancada central
1 Junho 2007
1,360
6
Viana do Castelo
pois quando li o nome do topico foi mesmo isto que me veio a cabeca, sera que o Vitor por tudo o que nos deu nao merece uma festa de consagracao? pode ser tarde e ate pode ser ridiculo o tempo de escolhas mas vale antes tarde do que nunca e ele merece-o.
 

daniel Alexandre

Tribuna Presidencial
23 Janeiro 2007
19,989
0
Grande Porto
Número 1

VÍTOR BAÍA ESTREOU-SE COM CAMISOLA DOS DRAGÕES HÁ 20 ANOS


“Desde que comecei a minha carreira como sénior, aos 18 anos, quis sempre estar entre os melhores do Mundo e demonstrei-o, não de letra, mas em campo, conquistando títulos importantes e sendo considerado pelas maiores entidades ao nível da Europa como o melhor.” São palavras que Vítor Baía proferiu em entrevista ao “Expresso”, quando ainda acrescentava troféus ao mais recheado currículo do futebol internacional. Palavras que se apresentam como o balanço de uma carreira que findou, mas que jamais será apagada. Como não pode ser apagado o dia 11 de Setembro de 1988, data que marcou a sua estreia com a camisola do FC Porto. Cumprem-se hoje, precisamente, duas décadas.

Um cenário caricato permitiu que um jovem de 18 anos entrasse no D. Afonso Henriques como titular dos então campeões nacionais. Quinito era o treinador e o polaco Mlynarczyk a primeira opção para a baliza, mas estava lesionado. O malogrado Zé Beto cumpria castigo e sobrava o jovem Baía, lançado às feras no empate a uma bola. Era difícil de prever que esse momento marcava o início de um percurso verdadeiramente notável e que não se esgota num palmarés ímpar: Baía detém também o recorde de imbatibilidade na Liga portuguesa (1.192 minutos sem sofrer golos), é um dos 10 jogadores que conquistaram todos os títulos europeus (Champions, Taça das Taças e UEFA) e cotou-se como o guarda-redes mais caro do futebol internacional aquando da sua transferência para Barcelona.

O afastamento precoce da Selecção gerou desavenças com Scolari e Ricardo e constituiu o ponto baixo de um percurso que também engloba uma relação impossível com Van Gaal, que lhe fechou as portas do Barça. Não cedeu, ainda aguentou quatro operações e, enquanto competiu, nunca perdeu de vista a missão que sempre o moveu: ganhar, ganhar, ganhar.

in rascord
 

ultimate_dr4gon

Tribuna
27 Julho 2006
4,915
74
Andava eu a ver videos no youtube e então que encontro estas 2 pérolas

http://www.youtube.com/watch?v=WnUhqZ0AXcY (este ver ate ao fim)

http://www.youtube.com/watch?v=RKaCV5t_bXk

http://www.youtube.com/watch?v=wq0vcQzMHeE&feature=related (HAHA) Esta é inesquécivel
 
T

Timofte 2-3

Guest
Infelizmente, continua-se à espera da merecida homenagem, digna de um dos melhores jogadores do mundo