A história agitada dos tri perdidos

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hast

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Mergulhando no baú da história do NOSSO clube, eis que encontro esta autêntica \"pérola\" que, sucintamente, nos relata o quão difícil e penoso, se tornou a conquista do primeiro tri do FC PORTO. E também a constatação, caso fosse necessário, do ódio que a \"corte\" sempre nutriu pelo irredutível clube da Mui Nobre, Invicta e Leal cidade do Porto.



A HISTÓRIA AGITADA DOS TRI PERDIDOS
Parte 1
Desde a longínqua época de 1940/1941 que o FC Porto sonhava com a conquista do terceiro campeonato consecutivo. Quase 40 anos mais tarde, na temporada de 1979/80, os portistas deixaram fugir de novo o “tri” e, tal como na primeira vez, o Sporting ficou para a história dos números como o clube que impediu a consagração do FC Porto. Em 1986/87, quando os “Dragões” foram considerados a melhor equipa do mundo, o Benfica conseguiu impedir o pleno “azul e branco”. E, em 1993/94, os “encarnados” voltaram a tirar “o pão da boca” do FC Porto.
Em 1997, apesar das inúmeras polémicas levantadas sobre a equipa portista, os técnicos e dirigentes, o FC Porto conseguiu, finalmente, conquistar o tri-campeonato. Não se julgue, no entanto, que este foi o único em que o futebol português, e em particular, a equipa das Antas, viveu sob um clima de densas nuvens Negras. Uma análise mais aprofundada da história das épocas em que o FC Porto falhou a conquista do terceiro título consecutivo demonstra que, em todos esses anos, o campeonato passou por múltiplas agitações.
Alguns dos que viveram de perto essas emoções falavam já de uma espécie de maldição que impediria, para sempre, os portistas de alcançarem o mítico “tri”. Dez anos depois de ter conseguido o título de Campeão Europeu, o FC Porto gravou a ouro mais uma página do seu centenário património.

1940/1941: FPF IRRADIA PRESIDENTE PORTISTA

Depois de ter conquistado os campeonatos de 1938/39 e 1939/40, o FC Porto sonhava, pela primeira vez, com o seu terceiro título consecutivo. Mas já na época do “bi” a prova teve que ser alargada de forma a repor a justiça, após uma decisão da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) contrária à da Associação de Futebol do Porto, que colocava o Leixões no “Nacional”, em detrimento dos portistas. A ilógica da determinação federativa era tal que a formação de Matosinhos recusou o lugar, alegando que a equipa que deveria estar por direito na fase final era o FC Porto. E o FC Porto, com Mihaly Siska no comando técnico, provou, então, que era melhor equipa nacional.
Na temporada de 1940/41, a FPF radicalizou as suas acções de forma a serem mais eficazes. Ângelo César, presidente do FC Porto, utilizava já naquela altura um discurso (idêntico àquele que viria a ser retomado por Pito da Costa) contra os poderes instituídos em Lisboa, contra as arbitragens que prejudicavam constantemente as equipas do Norte, favorecendo, por outro lado, as do Sul. E quando se levantou a grande polémica que marcou a época de 39/40, Ângelo César clamava por justiça, mais do que nunca.
Para não voltarem a ser incomodados e ainda, por cima, obrigados a conceder-lhe razão, os senhores da FPF irradiaram o presidente portista. Os portistas elegiam simbolicamente Ângelo César para presidente da Assembleia Geral, mas o grito da revolta ecoava por toda a cidade. Por coincidência (?), desde que a voz incómoda de César foi amordaçada, começaram então as arbitragens que de forma descarada prejudicavam sucessivamente o FC Porto, como se pode constatar na consulta de qualquer jornal da época.
Logo no primeiro jogo entre os “grandes”, o Sporting recebeu os portistas e ganhou por concludente 5-1. Como se não bastasse o resultado ser tão equilibrado, o sportinguista João Cruz lesionou gravemente o guarda-redes portista Bela Andrasik, que foi evacuado para o Hospital de são José. Henrique Rosa, o homem que de negro vestido, pintou a sua actuação de verde e branco, encarregou-se de consentir o terceiro golo na sequência de um fora de jogo claríssimo e validou o quarto tento, quando o guardião Andrasik se contorcia com dores no chão – graças a duas fracturas nos ossos da face -, depois da agressão de João Cruz.
A guerra Norte-Sul adensou-se ainda mais quando Carlos Pereira, a meio da época, optava por jogar no Unidos FC, um clube de Lisboa que lhe ofereceu o dobro do vencimento que auferia no FC Porto e ainda 30contos (150 euros, na moeda actual) de luvas. A equipa portista, sempre comandada por Siska, ainda conseguiria fechar o campeonato com uma vitória de 5-2 sobre o Benfica, mas a derrota consentida no Lima, ante o Sporting tinha-a já atirado irremediavelmente para fora da rota do tri, naquele em que seria mais tarde recordado como o ano em que os árbitros viraram “anjos negros”.
 
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A HISTÓRIA AGITADA DOS TRI PERDIDOS
Parte 2
1979/1980: “CONTRA” MANACA, NEM BIFE NEM OLIVEIRA
Já na era de José Maria Pedroto e depois de ter sido quebrado o mais longo jejum de títulos do clube, o FC Porto preparava-se para conquistar o “tri”. A luta entre Norte e Sul estava outra vez reacesa, pois nas Antas estavam de novo homens que não se calavam ao poder instituído na capital. A dupla Pedroto/Pinto da Costa (ainda chefe do departamento de futebol) iniciara uma nova etapa no FC Porto, só interrompida quando Américo de Sá pretendeu livrar-se de tão perturbadora presença. O carisma destes homens, no entanto, fez com que fosse o presidente de então a perder uma “guerra”, em que até os jogadores se ofereceram como “voluntários”.
Nas épocas 77/78 e 78/79, o FC Porto consegue sagrar-se campeão nacional, com Pedroto no comando técnico e Pinto da Costa ao leme da nau do futebol Profissional portista. O efeito da tenacidade e até mesmo a agressividade oral desta dupla começou, porém, a ter alguns reflexos negativos, vindos, uma vez mais, da FPF. Era um inicio conturbado da temporada de 79/80, que se previa ser uma das mais inflamadas.
José Maria Pedroto e Mário Wilson, seleccionador nacional, tornaram-se verdadeiros inimigos figadais. Pedroto não aceitou que a FPF tivesse marcado um jogo com a Espanha, oito dias antes de uma jornada de competições da UEFA. O FC Porto não gostou da proximidade de datas, agravada pelo facto do adversário da segunda eliminatória da Taça dos Campeões Europeus ser o poderoso AC Milan. Mário Wilson, para incendiar mais a fogueira, optou por convocar nove jogadores portistas. Inédito.
Pedroto, inflamado, apelidava Wilson de “palhaço”e, quando em Outubro, recebeu o castigo da FPF que o suspendeu por 30 das e o multou em 500 escudos, foi ainda mais violento. O técnico portista pediu desculpa aos palhaços, pois não era sua intenção ofende-los, e adianta mesmo que se a FPF considerou uma injúria deveria tê-lo castigado com 30 anos de suspensão.
Pinto Da Costa não ficou na sombra enquanto o seu treinador andava na “guerra”. À ordem de convocatória dos futebolistas do FC Porto, na estação de Campanhã, às 14 horas, de 24 de Setembro de 1979, Pinto da Costa, já depois de ter garantido que não dispensaria os seus atletas, convencera uma multidão de sócios a receber a comitiva da selecção a Campanhã. Quando o comboio chegou, em vez dos jogadores convocados, estava Pinto da Costa a comandar uma manifestação de desagrado aos dirigentes da FPF e a Mário Wilson. Era a primeira grande onda de apoio popular a Jorge Nuno Pinto da Costa.
Com um começo de época tão agitado e depois de Oliveira, um dos futebolistas que havia contribuído para o “bi”, ter abandonado as Antas para encetar uma experiência relâmpago no Bétis de Sevilha, o FC Porto dava o primeiro tropeção na carreira para o “tri”ao perder por 1-0 em Alvalade, logo no primeiro fim-de-semana de Dezembro. O árbitro foi, então, severamente criticado por não ter assinalado uma grande penalidade contra o Sporting. Pinto da Costa, demonstrava o que lhe ia na alma, chamando abutre a César Grácio, um homem que era funcionário do Sporting e secretário na FPF e que havia nomeado um árbitro sportinguista para o encontro de Alvalade.
Um mês depois, Bife; um avançado brasileiro, reforçava o plantel do FC Porto, e para gáudio dos portistas, António Oliveira regressava da Andaluzia, para as Antas, ainda a tempo de defrontar o Benfica. O FC Porto conquistava os dois pontos no jogo com os homens da Luz e, pouco tempo depois, ao ganhar em Setúbal, a formação de Pedroto isolava-se no comando do campeonato, apesar do avançado Duda ter ficado gravemente lesionado.
A alegria, porém, seria efémera, pois a2 de Março o Rio Ave conseguia empatar nas Antas, embora a equipa de Vila do conde ainda só tivesse conquistado sete pontos em 20 jornadas. Um outro empate na Póvoa do Varzim, primeira filial dos portistas, colocava o Sporting a caminho do título, apesar de ter ainda, na penúltima jornada, a difícil deslocação a Guimarães. Aliás, este era ainda o último sopro de um sonho “azul e branco” que começava a esfumar-se.
Na cidade “berço”, no entanto, Manaca, o defesa direito do Guimarães e ex-jogador do Sporting, marcava um auto-golo que, para além de dar a vitória aos “leões”, destruía o “tri”do FC Porto.
Nas Antas, poucos acreditaram na inocência e na infelicidade de Manaca. Pinto da Costa e Pedroto nunca se terão convencido…
 
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A HISTÓRIA AGITADA DOS TRI PERDIDOS
Parte 3
1986/1987: GLÓRIA EUROPEIA MAS O TRI PERDIDO
A temporada de 86/87 marcou decisivamente uma nova era na história do FC Porto. Foi conseguido o difícil e até impensável feito de conquistar a Taça dos Clubes Campeões Europeus,
mas, em Portugal, o FC Porto não conseguiria mais do que o 2º lugar, atrás do Benfica. Mais uma vez o sonho do”tri” era desfeito, embora desta feita fosse largamente compensado com o título europeu.
Novamente, numa época em que os portistas poderiam sagrar-se campeões, o futebol português foi invadido por inúmeras questões paralelas ao que ia decorrendo nos relvados nacionais. As peripécias de Saltillo enchiam as primeiras páginas dos jornais. Pinto da Costa e Francisco Silva acaloravam as manhãs cinzentas de Outono com uma guerra de palavras, mas tudo foi esquecido quando o Sporting de Manuel José, goleou por 7-1 o Benfica, de John Mortimore. O destino demonstrou, uma vez mais, que quem ganha uma batalha, não pode ecoar os cânticos de glória. O Benfica viria a travar a corrida do FC Porto ao “tri”, enquanto o Sporting limitou-se a lutar por um lugar “uefeiro”, ficando na quarta posição do campeonato.
Em Novembro, Artur Jorge, o homem que treinava os portistas, alertou os mais incautos que estava preparada uma orquestra nacional para adormecer o FC Porto. O alerta, contudo, não surtiu grandes efeitos a nível nacional e tudo ficaria praticamente decidido quando o FC Porto perdeu em Alvalade, já no mês de Abril. Até mesmo Pinto da Costa reconheceu que o “tri2 já era inatingível, quando depois do encontro com o Sporting mandou um recado mordaz: “Agora, o Conselho de arbitragem já pode dar descanso ao Carlos Valente, que o Benfica já é campeão…”
 
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A HISTÓRIA AGITADA DOS TRI PERDIDOS
Parte 4
1993/1994: IVIC VOLUNTÁRIO NA CROÁCIA E CATROGA HIPOTECA RETRETE
Carlos Alberto silva chegou do Brasil como um anónimo à Antas, conquistou dois campeonatos consecutivos, e partiu para a sua terra sem que os adeptos portistas o tenham aclamado. Pinto da Costa pensou que havia chegado finalmente a hora de conquistar o primeiro “tri” e apostou num treinador que, no FC Porto só tinha sido eliminado da Taça dos Campeões Europeus pelo Real Madrid. Tomislav Ivic, o homem que tinha treinado o FC Porto em 87/88, foi eleito pelo presidente portista para prosseguir os êxitos iniciados por Carlos Alberto Silva, mas a passagem do técnico croata pelo Benfica no ano anterior não augurava uma época brilhante para Ivic.
Com um inicio de campeonato aos tropeções, tornava-se insustentável a presença do simpático, mas pouco eficiente à frente da equipa técnica do FC Porto. Pinto da Costa anunciou que Ivic havia solicitado para que o clube portista o deixasse partir para reorganizar o futebol no seu país, homem de bons sentimentos, o presidente portista deixou sair um homem que contribuiu para alguns dos mais importantes títulos que estiveram na Sala de Troféus das Antas.
Rapidamente, para tentar salvar o que ainda podia ser salvo, Bobby Robson, despedido de Alvalade, entrou a substituir Ivic que deixara o FC Porto a duas vitórias do Benfica, então líder do campeonato. Pouco tempo depois, os portistas foram derrotados pelo Benfica na Luz, mas para Robson o resultado do jogo havia sido Mozer 2 – F. Couto 0. O central portista agrediu o brasileiro, foi expulso e marcada uma grande penalidade contra a sua equipa. Couto pagou uma multa de mil contos (5mil euros) e foi treinar sozinho, ambos os castigos impostos pelo clube.
O título voltava a ser uma miragem e, nem os 5-0 arrancados em Bremen, na Liga dos Campeões, satisfizeram as hostes portistas. Pinto da Costa, feliz com o resultado, aproveitava o momento para demonstrar a sua indignação pelo facto do Estádio das Antas e, em particular a retrete dos árbitros, ter sido penhorada. Surgiram as manifestações de protesto, em que, se dúvidas houvesse, Pinto da Costa provava a força que tinha junto dos adeptos portistas. Catroga entrava, desta forma, para a história do futebol.
O FC Porto, todavia, perdia a quarta oportunidade de se sagrar tricampeão. A Taça de Portugal e a presença nas meias-finais da liga dos Campeões foram os maiores feitos da última temporada em que o FC Porto não foi campeão nacional.
 
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Parte 5
TRILHO DE UM “TRI” TRIDIMENSINAL
Por quatro vezes o FC Porto esteve à beira de conquistar o tri-campeonato. Por quatro vezes passou tangentes a esse alvo. Mas à quinta foi de vez. Uma Maldição que pairava sobre as Antas foi finalmente banida. Depois de Bobby Robson – coadjuvado por José Mourinho e Augusto Inácio – ter conseguido dois títulos consecutivos, a etapa final ficou ao cuidado técnico de António Oliveira porque o treinador inglês não pôde resistir ao apelo de Barcelona. Mas o próprio fez questão de afirmar que 66 por cento deste “tri” também é dele.

A explosão foi imensa no dia em que matematicamente já ninguém poderia retirar o terceiro título consecutivo ao FC Porto. Com uma vitória assegurada na cidade “berço” de Portugal, por um concludente 4-0 (houve quem considerasse premonitório para o “tetra”). Este foi só o epicentro que se prolongou desde então e teve o seu epílogo com a conquista do “penta”. O primeiro passo no trilho do “tri” foi dado no estádio das Antas, no mês de Agosto de 1994. E o malogrado Rui Filipe foi o autor do primeiro de mais de duas centenas de golos que foram dando os pontos e as vitórias necessárias para que o FC Porto conseguisse demonstrar de forma inequívoca que, desde 1994, tem sido a equipa que melhor futebol no nosso país.
A Bobby Robson, quando foi para as Antas substituir Ivic, depois de ter sido despedido do Sporting, na temporada de 93/94, já ninguém lhe exigiu que conseguisse conquistar o “tri”, dado que já muitos pontos haviam sido desperdiçados. A Taça de Portugal e uma boa presença na Liga dos Campeões eram as únicas alternativas de que ainda dispunha. Venceu o Sporting no Jamor e só foi derrotado pelo Barcelona nas meias-finais da Liga milionária. No ano seguinte, e depois de já ter conquistado o coração dos adeptos portistas, Robson prometeu tudo fazer para arrebatar o seu primeiro título de campeão em Portugal, afinal aquilo que o Sporting não acreditou que ele conseguisse realizar. O inglês, por muito que pretendesse desforrar-se dos “leões”, jamais imaginaria que o destino lhe iria ser tão fiel e, em simultâneo, tão cruel com Sousa Cintra e o seu clube.
Quando já só faltavam quatro jornadas para o fim do campeonato, o FC Porto foi a Alvalade defrontar um Sporting que ainda ambicionava ser possível sagrar-se finalmente campeão. Um golo isolado de Domingos deu a vitória à formação de Robson… e o campeonato ao FC Porto.
A festa “azul e branca” começou ali mesmo no relvado do adversário, sem grandes exaltações, nas suas memórias estava o incidente ocorrido antes do inicio do encontro com um grupo de adeptos leoninos e presenciado pelos jogadores portistas. Rui Filipe, o autor do golo inaugural do título portista, não foi esquecido: a ele foi dedicado um título que o consagrou de novo campeão. Pinto da Costa, aliás, não escondia a emoção quando afirmou: “Jurei na campa de Rui Filipe que ainda haveria de ser outra vez campeão. E foi”.
Na temporada seguinte, o plantel foi reforçado com as entradas de Lipcsei e Mielcarski, as principais aquisições. Logo no inicio, surgiria a primeira grande contrariedade da época. Bobby Robson faz um “chek-up” clínico, em que foi descoberto um tumor maligno, pelo que ficou em Inglaterra para se tratar, tendo Augusto Inácio ocupado o lugar de técnico principal. Foi o primeiro de alguns azares que acompanharam os portistas durante a época de 1995/96.
Enquanto Robson convalescia no seu país, o FC Porto perdia um dos seus reforços mais importantes da época. O polaco Greg Mielcarski lesionava-se ainda no inicio da Liga dos Campeões e ficaria 100% operacional até ao final da temporada. Entretanto, no campeonato, os portistas mantinham-se em bom ritmo, alcançando mesmo um período em que as goleadas eram consecutivas, quando Robson já havia assumido o comando das operações.
Na 25ª jornada, o percurso do FC Porto sentiu um enorme abalo. Na deslocação a Campo Maior, V. Baía respondeu a um soco de Pedro Morcela, dirigente do clube alentejano e foi imediatamente suspenso. Pouco tempo depois, na deslocação à Luz e quando os portistas ainda não tinham sofrido qualquer derrota no Nacional, Silvino foi vitima de uma entrada cobarde e com toda a intenção de o lesionar, por parte do argentino Mauro Aires. O guardião portista sofreu uma grave lesão no ombro, tendo que abandonar o jogo passados poucos minutos do seu início. Foi o segundo azar consecutivo nas redes portistas e seria a primeira derrota do FC Porto, impossibilitando o clube de conseguir um título sem derrotas.
Semedo, ainda antes de terminar a temporada era dado como dopado num jogo da Taça de Portugal, depois de ter recorrido às habilidades de um tal Casanova. Era a saída pela porta pequena de um grande jogador portista.
Sem Baía e sem Silvino, o FC Porto foi ainda obrigado a contratar dois guarda-redes, Jorge silva e Eriksson, até ao final da temporada. Mas as goleadas e as tardes de espectáculos futebolísticos já não voltariam. O título de campeão foi conseguido com mais antecedência do que na época seguinte, mas terminava o “Nacional” com uma derrota, nas Antas, frente ao V. Guimarães.
No final de Maio, de 1996, o optimismo para a conquista do “tri” começava a esmorecer, com a anunciada saída de Robson. Uma vez mais, o FC Porto mudava de treinador, após o”bi”. Mais tarde, com as saídas de V. Baía para Barcelona, Secretário para o Real Madrid e Emerson para Inglaterra, muitos pensavam que o título seria discutido apenas pelos dois clubes da 2ª Circular.
Lentamente, Pinto da Costa anunciou algumas contratações vindas do Belenenses, como F. Mendes e Lula, Artur do Boavista, Barroso do Sp. Braga, Wetl e Diaz eram nomes de estrangeiros pouco conhecidos. A grande arma estava ainda por contratar. Mário Jardel, ponta de lança brasileiro, era o diamante pretendido para o ataque portista que António Oliveira pretendia ver no plantel. O presidente para além deste desejo ainda lhe concedeu outro, ao contratar Zahovic, o esloveno que jogava em Guimarães e havia terminado o seu contrato.
Ainda assim, a maioria da massa associativa não acreditava nas potencialidades de Oliveira como treinador, adensando-se as dúvidas quando o FC Porto inicia o campeonato com um empate a duas bolas, nas Antas, frente ao V. Setúbal. Do mal, o menos, terão pensado, depois de terem visto a equipa a perder por 2-0.
O mês de Setembro, porém, começou a dissipar as nuvens de cepticismo que pairavam sobre a equipa técnica. Lentamente, o FC Porto foi amealhando pontos e quando chegou o Natal já liderava o “Nacional”, com confortável vantagem sobre os seus rivais lisboetas. Entretanto, quanto mais os portistas se aproximavam do título, mais polémicas rodeavam os jogadores, técnicos e dirigentes do FC Porto. E, se a nível competitivo, o campeonato não foi dos mais difíceis, foi, por certo, o que maior número de opositores teve.
Pelos resultados, no entanto, pode-se concluir que a quantidade de opositores ao “tri” portista não era de grande qualidade, pois sempre estiveram longe de alcançar os seus intentos.
 

jsm

Tribuna
29 Abril 2007
3,318
4
Lembro-me caro hast que no ano do tri as coisas pareceram tremer!O Porto segui com 15 pontos de avanço e sem se perceber muito bem porquê perdeu nas Antas contra o Salgueiros tendo ficado com 12 pontos o que era ainda um bom colchão para gerir até ao fim da época. Só que seguiu-se um empate na Reboleira e a vantagem desceu para 10 pontos!E depois a derrota com o Sporting nas Antas descendo a vantagem sobre os leões para 7 pontos! Em três jogos 1 ponto ganho...OLiveira superticioso como sempre deixou crecer o cabelo e cerrou fileiras nas Antas. A jornada seguinte seria decisiva. O Sporting perdeu na Luz e o Porto foi vencer ao Bessa 2-o com dois belos golos de livre do Fernando Mendes!Já com 10 pontos de avanço a equipa tranquilizou-se e arrancou decisivamente para o tri! Estava vencida a maldição!
 
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hast

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Para além do sonhado \"tri\", jsm, foi uma época a todos títulos notável. Atingiu-se os 1/4 de final da Liga dos Campeões (na fase de grupos uma vitória espectacular, 3-2, em S. Siro, frente ao AC Milan), o não menos memorável jogo da Supertaça, na Luz, com uma vitória por espancamento, 5-0, sobre o D. Marraquexe, e chegamos à meia-final da Taça de Portugal onde fomos eliminados pelos ditos cujos. Curiosamente e vendo a classificação da época, verifica-se que o SLM ficou em 3º lugar a 27 (vinte e sete) pontos! Se este ano ficaram a 23, pode-se dizer que estão melhor alguma coisa, passados que estão 11 anos. ;-))))

Classificação - Época 1996/1997

1º- FC Porto 34 27 4 3 80 24 85
2º- Sporting 34 22 6 6 55 19 72
3º- Benfica 34 17 7 10 49 30 58
 

fcporto56

Tribuna Presidencial
26 Julho 2006
7,173
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Sacramento
> hast Comentou:

> Para além do sonhado \"tri\", jsm, foi uma época a todos títulos notável. Atingiu-se os 1/4 de final da Liga dos Campeões (na fase de grupos uma vitória espectacular, 3-2, em S. Siro, frente ao AC Milan), o não menos memorável jogo da Supertaça, na Luz, com uma vitória por espancamento, 5-0, sobre o D. Marraquexe, e chegamos à meia-final da Taça de Portugal onde fomos eliminados pelos ditos cujos. Curiosamente e vendo a classificação da época, verifica-se que o SLM ficou em 3º lugar a 27 (vinte e sete) pontos! Se este ano ficaram a 23, pode-se dizer que estão melhor alguma coisa, passados que estão 11 anos. ;-))))

Classificação - Época 1996/1997

1º- FC Porto 34 27 4 3 80 24 85
2º- Sporting 34 22 6 6 55 19 72
3º- Benfica 34 17 7 10 49 30 58


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Essa deve ter sido a epoca em que o Pred\'home os salvou da descida de divisao.
 
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hast

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A HISTÓRIA AGITADA DOS TRI PERDIDOS
Parte 6
A LUZ FOI OURO
No ano em que tudo na Luz foi ouro, o FC Porto não se limitou a conseguir o primeiro tricampeonato da sua história. Arrecadou também uma Supertaça europeia e na liga dos Campeões amealhou cerca de dois milhões de contos (10 milhões de €), chegando aos quartos-de-final, para aí baquear, com algum estrondo, frente ao Manchester United.
A época abriu com uma vitória sobre o Benfica, nas Antas, por um magro 1-0, na 1ª mão da Supertaça. E a primeira escorregadela aconteceu ainda em Agosto, empate a duas bolas (Domingos, Jardel) nas Antas, na abertura do campeonato, perante o V. Setúbal. Na jornada seguinte, em Leiria, os golos (três) só chegaram a poucos minutos do fim. Muitos foram os que chegaram a temer o pior em Milão, no jogo inaugural da Liga dos campeões. Mas aí o “Dragão”deitou fogo e derrotou os super favoritos. Foi a volta de mar.
Retomado o campeonato com uma vitória em casa sobre o D. Chaves, nova jornada gloriosa, esta na Luz, (18-09-96, nunca, jamais, esquecerei esta data), na decisão da “Super”, cinco murros no estômago benfiquista… sem Jardel a marcar. Mais duas vitórias, uma para o campeonato e outra para a LC, nas Antas, e campeão de vento em popa, mas eis que o E. Amadora vai às Antas ofuscar as estrelas portistas, arrancando um empate sem golos. Ouvem-se alguns assobios no famoso “Tribunal das Antas”.
Mas a pausa do campeonato por causa da selecção, acaba por ser benéfica e os comandados de Oliveira conseguem, em Alvalade, uma vitória preciosa Neste jogo, arbitrado por Lucílio Baptista, o guarda-redes Hilário faz a sua estreia com a camisola do FC Porto. Era o início de um ciclo de 21jogos consecutivos, tremendamente vitorioso, onde o FC Porto ganhou 20 e empatou apenas 1!
Mas não há bela sem senão, uma derrota, em casa, frente ao Salgueiros e um empate na Amadora, são aproveitados pelo Sporting para uma aproximação já fora das previsões. A equipa de Octávio consegue mesmo ficar a sete pontos dos “Dragões”, depois de vencer nas Antas. Mas o campeão responde com quatro vitórias de enfiada no campeonato, apenas interroompidas por um empate caseiro frente ao Rio Ave, mas com o Sporting a largar lastro depois de ter perdido na Luz (estádio talismã, nessa época, para os portistas).
Em Guimarães, a três jornadas do fim do campeonato, o FC Porto festeja o seu 15º título nacional. Sem deixar margens mesmo para os duvidosos do costume.

PARA TI, RUI
Meia centena de jogadores entrou para a história do FC Porto como protagonistas, sazonais ou a tempo inteiro, deste tricampeonato. Mas apenas nove conseguiram estar em todas. Apenas? Nove são quase uma equipa de futebol, dando para ver por aqui que um dos segredos do FC Porto é mesmo ser capaz de manter todos os anos uma base sólida.
Domingos, Rui Barros, Paulinho Santos, Jorge Costa, Rui Jorge, Folha, Aloísio, Drulovic e João Pinto foram os tricampeões integrais. A acompanha-los esteve também o Dr. Domingos Gomes, o massagista Rodolfo Moura e o roupeiro Fernando Brandão, para só falarmos naqueles que estão mais directamente ligados à equipa.
Outros nomes de campeões para a história reter: Vítor Baía, Emerson, José Carlos, Secretário, Kulkov, Iuran, Latapy, Jorge Couto, Baroni, Bandeirinha, André, Kostadinov, Semedo, Cândido, Jaime Magalhães, Vítor Nóvoa, Lipcsei, Mielcarski, Bino, Silvino, João Manuel Pinto, Matias, Quinzinho, Erikson, Jorge Silva, Edmilson, Wozniak, Hilário, Barroso, Artur, Zahovic, Sérgio Conceição, Wetl, Jardel Lula, Fernando Mendes, Rui Óscar, Buturovic e Diaz.
No lote dos outros campeões, um deles logo foi destacado na hora em que se confirmou o feito:Rui Filipe. O malogrado futebolista – desaparecido aos 26 anos, num acidente de viação – foi o autor do primeiro de uma série de 237 golos que foram o enchimento de três campeonatos vitoriosos.
Rui Filipe Tavares Bastos marcou o primeiro golo da vitória por 2-0 sobre o Sp. Braga, nas antas, jogando os noventa minutos. O médio nascido em Vale de Cambra viria ainda a vestir mais uma vez a camisola das listas “azuis e brancas”, na Luz, num jogo da Supertaça, no qual viu um cartão vermelho que o colocou fora da convocatória para mais uma partida do campeonato, em Aveiro, com o Beira Mar.
Na Madrugada de 28 de Agosto de 1994, a morte na estrada. Rui Filipe seria, no entanto, uma imagem bem viva que acompanharia os portistas nas pelejas que se seguiram. E mais uma vez a equipa lhe rendeu a homenagem da memória antes do jogo da consagração do “tri”, deixando junto ao seu busto, no parque de estacionamento das Antas, um ramo de flores. Talvez tenham sido amarelas, como os cabelos do Rui.

OLIVEIRA BATEU ROBSON
Ao vencer na última jornada, da época 96/97 (a), o FC Porto de Oliveira ultrapassou, em termos de rendimento no campeonato, os FC Porto de Robson que estiveram na base deste “tri”.
Em 102 pontos possíveis, os portistas conseguiram 85 (!), o que proporcionou um rendimento de 83.3 %, superando os 82.3 % de 95/96 e os 79.4 % relativos a 94/95.
Mas a melhor “performance” dos “Dragões” continua a pertencer a Mihaly Siska, com uma facturação de 94.4 % dos pontos possíveis (34 em 36) na já longínqua época de 1939/40 (b). Artur Jorge, na antecâmara do título europeu, também conseguiu um bom resultado, em 85/86 (c), com 91.6 %, entrando no clube restrito dos treinadores que atingiram uma percentagem superior a nove dezenas.

(a)-18 Equipas – 34 Jogos
(b)-10 Equipas - 18 Jogos
(c)-16 Equipas – 30 Jogos
 

jsm

Tribuna
29 Abril 2007
3,318
4
Mas o pior de tudo e que nunca foi investigado foi o golo do Manaca. Nunca vi um defesa central marcar um golo à ponta de lança!Um grande golo só que na baliza errada...Claro que para a segunda circular e para o noticiaristas do regime não se passou nada. Foi tudo perfeitamente normal, tal como os puxões ao Jardel em Campomaior no famoso campeonato que nos poderia dar o hexa ou se quisermos o bitri...
 
H

hast

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A HISTÓRIA AGITADA DOS TRI PERDIDOS
Parte 7
Os Tricampeões um a um
António Oliveira utilizou 29 jogadores na campanha que culminou na conquista do tricampeonato. Mário Jardel e Paulinho santos foram os craques do campeonato. O primeiro pelos golos, o segundo pela alma. A revelação da época foi o jovem Sérgio Conceição, mais um jogador da escola de futebol do clube. Para a história ficam os “triplos” campeões:

HILÁRIO – GR – 21 anos – 18 jogos – 14 golos sofridos
A surpresa. Vindo da Académica, agarrou a oportunidade que lhe surgiu em Alvalade, e só viria a acusar a responsabilidade de suceder a Baía depois do desastre de Manchester.
WOZNIAK – GR – 32 anos – 7 jogos – 2 golos sofridos
Começou a época na baliza, mas o titubeante início de temporada portista ajudou-o a perder o lugar. Voltou à 24ª jornada, após a crise de Hilário, mas apenas resistiu dois jogos na baliza, devido essencialmente à instabilidade manifestada no “jogo de pés”.
SILVINO – 38 anos – 7 jogos – 6 golos sofridos
De quase dispensado a primeira opção. O veterano guarda-redes acabou a temporada como incontestável dono da baliza portista. Surpreendente. Mas apenas para quem não esteve muito atento à carreira do setubalense.
ERIKSSON – GR – 31 anos – 1 jogo – 1 golo sofrido
O prémio de consolação chegou no fim do campeonato. O suplente de Ravelli, na selecção sueca, viveu uma época “branca”. Para esquecer. Mas quem o viu treinar sabe que foi um dos que mais sujou o equipamento.
JOÃO PINTO – Defesa direito – 35 anos – 12 jogos – 4 cartões amarelos
O “capitão” esteve de reserva mas quando foi chamado respondeu à sua maneira. Naquela que foi a sua última época, o mais internacional dos jogadores portugueses, na altura, voltou a provar nos relvados o sentido do seu profissionalismo.
SÉRGIO CONCEIÇÃO – Defesa médio direito – 22 anos – 25 jogos – 3 golos – 10 cartões amarelos – 3 vermelhos
Chegou, jogou e venceu. À sua brilhante época apenas faltou um golo no campeonato. De resto, o jovem que veio do Felgueiras - depois de tarimbar em Leça da Palmeira – foi “apenas” a revelação do tricampeão.
ALOÍSIO – Defesa central – 33 anos – 27 jogos – 5 cartões amarelos
Acabou a época acusando algum declínio, mas enquanto esteve em forma foi sempre um pilar da defesa azul e branca. Os anos começavam a pesar, mas o “central” brasileiro continuava a saber estar no local de todas as decisões.
JORGE COSTA – Defesa central – 25 anos – 4 golos – 10 cartões amarelos
O “Panzer” da equipa portista assumiu-se como o patrão da defesa. E no ataque foi também precioso, marcando e abrindo alas nos lances de bola parada. Atingiu a sua maturidade competiva, na linha dos melhores centrais do futebol português.
JOÃO M. PINTO – Defesa central – 24 anos – 18 jogos – 3 golos – 2 cartões amarelos
Mais um título e desta feita com uma participação mais efectiva, dando a sensação que no futuro poderia ser o parceiro de J. Costa no eixo da defesa dos “Dragões”. Excelente também no jogo aéreo, a defender e a atacar.
LULA – 31 anos – 5 jogos
Titular desde a 3ª jornada, fracturou uma perna à 5ª, quando parecia assumir-se como um valor acrescentado na defesa Portista. Apesar da idade, continuou a ser um jogador a ter em conta na equipa azul e branca.
RUI ÓSCAR – defesa esquerdo - 21 anos – 1 jogo
Produto das escolas Portistas, apenas esteve em campo 24 minutos, precisamente quando a sua equipa perdeu em casa com o Salgueiros. Jogador de raça, como o provou com a camisola do Leça.
FERNANDO MENDES – Defesa esquerdo – 30 anos – 21 jogos – 4 golos
O rebelde deixou-se “domar” no covil dos Dragões. E acabou por fazer um dos melhores campeonatos da sua carreira. A equipa Portista sintonizou-se mesmo em “FM”.
BUTUROVIC – Defesa direito – 26 anos – 3 jogos
O defesa sérvio “aterrou nas Antas a meio da época e demorou algum tempo a adquirir a forma. Entrou na equipa mas não correspondeu em pleno, voltando por isso, para as reservas.
RUI JORGE – Defesa esquerdo – 23 anos – 11 jogos – 3 cartões amarelos
Pagou o esforço desenvolvido nos Jogos Olímpicos e teve de enfrentar a concorrência, assanhada, de F. Mendes. Quando chamado, foi jogador para todo o terreno na ala esquerda Portista, onde deu cartas, sobretudo quando jogou mais adiantado.
PAULINHO SANTOS – Defesa direito/médio – 30 jogos – 9 cartões amarelos e 1 vermelho
O exemplo. A mais perfeita síntese da mística Portista. Quer como defesa, quer como médio, foi sempre um jogador que sentiu a menos interessante partida como se se tratasse da final do Campeonato do Mundo. De mangas arregaçadas e meias presas acima do joelho.
DIAZ – defesa central – 23 anos – 10jogo
Chegou ao mesmo tempo de Jardel mas esteve muito longe do rendimento do brasileiro. O defesa uruguaio ainda estava muito verde para estas andanças. Rapidamente foi esquecido.
WETL – Médio – 26 anos – 11 jogos – 2 golos
Começou como titular mas não convenceu António Oliveira, que logo procurou outras soluções para o meio campo Portista. O futebol austríaco não tem o andamento do nosso e essa terá sido uma das razões da época menos bem sucedida.
COSTA – Médio – 23 anos – 3 jogos – 1 golo
A primeira vitória surgiu quando escapou da lista de dispensas. Mas foi “vida difícil” conseguir um lugar no “onze”. O golo marcado na despedida do campeonato chegou tarde.
BINO – 24 anos – 1 jogo
Titular no primeiro jogo na posição de lateral direito. O que viria a pagar caro, acabando por ser cedido alguns meses depois, ao Marítimo de Augusto Inácio. Faltou-lhe uma janela para mostrar o que valia e por isso mais uma vez conheceu o caminho da porta…
BARROSO – Médio – 26 anos – 26 jogos – 3 golos – 10 cartões amarelos e 1 vermelho
Finalmente, a grande oportunidade. Demorou a entrar na equipa mas depois de lá chegar só a espaços cedeu a posição. A equipa jogou muitas vezes à procura do livre e do consequente disparar do “canhão” do ex-bracarense.
ARTUR – 28 anos – 30 jogos – 10 golos – 11 cartões amarelos e 1 vermelho
Ficou muito aquém da expectativa, principalmente no campeonato (5 golos). Mas no geral acabou por fazer uma época abaixo daquilo que tinha mostrado com a camisola do Boavista. O brasileiro dos pés grandes não deu um passo atrás, mas também não avançou muito.
DOMINGOS – Ponta-de-lança – 27 anos – 15 jogos – 5 golos
Uma época quase para esquecer. Uma lesão a meio da época e Mário Jardel apagaram o habitual brilho do número nove Portista, assim a perder a embalagem que resultou da época em que foi o melhor marcador do campeonato.
ZAHOVIC – Avançado – 26 anos – 26 jogos – 9 golos
Um grande recuperador de bolas e também um finalizador. Qualidades difíceis de reunir a que se juntou um pé esquerdo tipo colher. O FC Porto foi um com ele em campo e foi outro quando não pode contar com o esloveno que veio do V. Guimarães.
RUI BARROS – Avançado – 31 anos – 24 jogos – 3 golos – 4 cartões amarelos
O “rato atómico” já não foi tão nuclear como noutras épocas, mas voltou a ser decisivo em determinados momentos do campeonato. Um final de carreira sereno em que não se notou o arrastar das botas no relvado.
DRULOVIC – 28 anos – 29 jogos - 3 golos – 2 cartões amarelos
O rei das assistências. Os seus cruzamentos e passes foram mortíferos para os adversários dos Dragões. Capaz de alinhar quer à esquerda, quer à direita. Versatilidade e polivalência acima do “q.b.” e um “QI” futebolístico muito alto.
EDMILSON – Avançado – 25 anos – 27 jogos – 16 golos – 4 cartões amarelos
Mais uma época em cheio. O segundo melhor marcador da equipa (11 golos no campeonato), embora não jogue à boca da baliza. Um felino quando a equipa armava o contra-ataque. Ao qual terá apenas faltado alguma serenidade para além das quatro linhas…
MIELCARSKI – Ponta-de-lança – 26 anos – 10 jogos – 1 golo
A recuperação, muito lenta, de uma grave lesão, voltou a perturbar a ascensão do polaco no futebol Portista. Nunca conseguiu recuperar o tempo e terreno perdidos.
JARDEL – Ponta-de-lança – 23 anos – 31 jogos – 33 golos – 4 cartões amarelos
Quase um golo por jogo, num campeonato em que marcou 30.Dele já se dizia ser o abono de família da equipa e que se tinha encontrado o sucessor de Fernando Gomes. O brasileiro que nasceu em Fortaleza, foi o homem do campeonato-tri.
FOLHA – Avançado – 26 anos – 14 jogos – 3 golos – 1 cartão amarelo
Pouco utilizado, o “Ventoínha”, nem por isso deixou os seus créditos por pés alheios. Como aconteceu na Madeira, num momento decisivo do campeonato. Mas foi uma época falhada do ponto de vista pessoal.
 
H

hast

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A HISTÓRIA AGITADA DOS TRI PERDIDOS
Parte 8

UM PRESIDENTE, NOVE TÍTULOS
Pinto da Costa é, claramente, o presidente PORTISTA que mais se distinguiu na liderança do FC Porto. Nesta altura, NOVE títulos nacionais, UM título europeu e OUTRO mundial, mais uma mão cheia de importantes troféus, compunham um currículo que dispensava adjectivos e ao qual se devem juntar ainda mais dois títulos nacionais conseguidos na qualidade de chefe do departamento de futebol PORTISTA.
Os números mágicos de Jorge Nuno Lima Pinto da Costa aquando da conquista do “tri”: 85,86,88,90,93,95,96 e 97. E, pelos vistos, não queria ficar por aqui. O criador e líder dos “DRAGÕES” tem uma ambição desmedida. Ele sabe, melhor do que ninguém, como foi difícil inverter a tendência de vitórias, no futebol português, para a capital do Norte.
Ângelo César (1939) Cesário Bonito (1956), Ferreira Alves (1959), e Américo de Sá (1977 e 1978), também foram presidentes vitoriosos. Mas Pinto da Costa fez quase o impossível. Transformou o FC Porto na grande potência futebolística nacional do século XX. Um trabalho notável talvez por vezes criticável pela sua elevada carga emocional, que os PORTISTAS (e não só) aprenderam a respeitar. O antigo seccionista do hóquei em patins e do boxe chegou ao futebol com “tarimba” e teve privilégio de ser um dos discípulos de José Maria Pedroto. Uma referência dos PORTISTAS, um exemplo para o presidente.
A fluência e a acidez do discurso de Pinto da Costa tornaram-no também um presidente que “arrastou” para o sucesso uma série de treinadores. Artur Jorge (um “tri” espaçado, em 85, 86 e 90), Tomislav Ivic (88), Carlos Alberto Silva (92 e 93), Bobby Robson (95 e 96) e António Oliveira, foram os técnicos que tiveram o privilégio de ter em Pinto da Costa o 12º jogador. Pedroto (campeão em 78 e 79), Bella Guttman (59), Dorival Yustrich (56) e Mihaly Syska (39 e 40), outros treinadores campeões no FC Porto, não teriam desdenhado também esta “muleta”…
 
H

hast

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A HISTÓRIA AGITADA DOS TRI PERDIDOS
Parte 9

TRI… À MODA DO PORTO
Na sua afirmação determinada e convicta como potência do primeiro plano no futebol português, o FC Porto acabou por ultrapassar uma das barreiras psicológicas que mais vinha condicionando a sua ascensão e que consistia na conquista do terceiro título consecutivo, o chamado tri, eternamente adiado.
Aparentemente, vários ingredientes deram sabor a este tri à moda do Porto. Hierarquizando as suas razões podemos elencá-las do seguinte modo:
1) - Existência de um conjunto de jogadores de qualidade e com um elevado índice de flexibilidade posicional.
2) – Implemento de uma gestão racional e agressiva do plantel, por parte do técnico António Oliveira.
3) – Manutenção de um comando firme, a nível técnico e directivo, destacando-se, neste aspecto, a acção personalizada do presidente Pinto da Costa.
4) – Intensificação da mística dragoniana e reforço da coesão da equipa, não obstante a eclosão de inúmeras campanhas exteriores tendentes a criar desestabilização no seio da equipa, um fenómeno que acabaria por ter efeitos contrários.
5) – Persistência de uma máquina modelar, responsável pela resolução de todos os problemas de planeamento e de administração dos recursos do clube.
6) – Dedicação de uma massa associativa entusiástica que se assumiu como uma motivação suplementar para os atletas e como uma força anímica que contribuiu, à sua maneira, para redimensionar os padrões de rendimento da equipa.
7) – A pobreza franciscana dos clubes da 2ª Circular, formações ainda em fase de transição na área do comando técnico e de renovação dos respectivos plante.

Foi este o quadro, mais coisa menos coisa, em que se desenvolveu a ampla superioridade PORTISTA e que redundou na conquista tranquila do tão almejado tri. Assim, face a esta caracterização é possível afirmar-se que os “DRAGÕES” voltaram a fazer uma campanha à PORTO.
Daí o tri…à moda do Porto
 
H

hast

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A HISTÓRIA AGITADA DOS TRI PERDIDOS
10ª e última parte

MENSAGEM DO PRESIDENTE
O Futebol Clube do Porto é Tricampeão, a festa é merecida e definitivamente Azul e Branca…
Muito embora a rotina do muito que conquistamos nos últimos anos possa, de algum modo, esbater o inexorável casamento do FC do Porto com o êxito, o “Tri” agora alcançado transforma finalmente o sonho de mais um século em incontornável realidade e inunda de alegria os corações de todos os Portistas, e de muito mais gente anónima que connosco compartilha os sacrifícios do quotidiano, os obstáculos, as agruras, as injustiças, mas também, em momento como este, ÚNICO, o êxito e a glória.
Os artífices desta vitória, foram todos os que, no passado lançaram as sementes do êxito. Dirigentes, técnicos, jogadores e a fidelíssima massa associativa, legaram-nos esta fé inquebrantável, que nos leva a todos a superar as dificuldades, por maiores que sejam. A todos, sem excepção, recordamos hoje, no momento em que festejamos o “Tri”, dedicamos a vitória.
Finalmente, ao POVO ANÓNIMO, que nos apoiam em todos os momentos, dedicamos esta hora sublime!
É neles que pensamos, e por eles sempre lutamos.
Jorge Nuno Pinto da Costa
 
H

hast

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Caro diego 10, isto é um trabalho de pesquisa, feito nos jornais (\"OJogo\", principalmente) e revistas (Os Dragões) da altura, apontamentos meus et.,etc.. Nada demais.

O que é que veio a seguir ao \"TRI\"?
 
H

hast

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CRONOLOGIA DO TRI

Temporada 1996/97
JUNHO
20: Pinto da Costa revela ter sondado António Oliveira para substituir Bobby Robson no comando técnico do FC Porto antes da partida da Selecção Nacional para Inglaterra
JULHO
05: O guarda-redes Vítor Baía assina um contrato fabuloso com o Barcelona “de” Bobby Robson pelo período de oito anos. O FC Porto arrecada mais de 1 milhão de contos (5 milhões de €) com a transferência. No mesmo dia, Carlos Secretário, rubrica um acordo com o R. Madrid válido por quatro temporadas, e o FC Porto recebe 300 mil contos (600 mil €) com o negócio.
08 - O guarda-redes da selecção polaca Andrzej Wosniak, torna-se no “sucessor” de V. Baía, por cerca de 75 mil contos (150 mil €) e com um contrato de três temporadas com os bicampeões nacionais.
10 – O ex-seleccionador António Oliveira, vincula-se ao FC Porto por duas temporadas. Ao mesmo tempo , os Azuis e Brancos asseguram a contratação do internacional uruguaio Alejandro Diaz, por quatro épocas.
11 – Arnold Wetl, ex-jogador do Sturm Graz, da Áustria, é novo reforço do FC Porto.
12 – António Oliveira é oficialmente apresentado como treinador do FC Porto. O novo técnico dos bicampeões nacionais é acompanhado por Hernâni Gonçalves, Joaquim Teixeira, André, Mlynarczyck e ainda pelo médico José Carlos Esteves, que trocou a selecção pelo FC Porto.
15 – O FC Porto assegura a contratação do ponta-de-lança brasileiro Mário Jardel, por quatro temporadas, batendo para o efeito o Benfica e o PS Germain, que se encontravam interessados no concurso do atleta.
17 – Augusto Inácio sai do FC Porto, ficando ao serviço do clube – a observar os adversários na Liga dos Campeões – enquanto não aceitasse uma proposta de trabalho.
21 – Início da pré-temporada do FC Porto na Escócia.
27 – Os DRAGÕES realizam o primeiro jogo da pré-temporada frente ao Liverpool. Domingos “bisa” e dá a vitória ao FC Porto por 2-0.
31 – Jardel marca os seus dois primeiros golos ao serviço dos PORTISTAS, no jogo de preparação, frente aos escoceses do Hearts of Middlothian (3-1).
AGOSTO
09 – A contratação do esloveno Zahovic, desencadeia um imbróglio jurídico entre o V. Guimarães e o FC Porto.
18 – Abertura da época futebolística, com a realização, no estádio das Antas, do jogo da 1ª mão da Supertaça Cândido de Oliveira. O FC Porto bate o Benfica com um golo solitário, apontado por Domingos
25 – O FC Porto, bicampeão nacional, abre o campeonato nas Antas, com um empate a dois golos, frente ao V. Setúbal. Os portistas tiveram que recuperar a desvantagem de um golo, por duas vezes. Domingos e Jardel asseguraram o ponto.
27 – Domingos lesiona-se gravemente durante um treino da Selecção Nacional.
29 – O melhor marcador da época anterior é operado aos ligamentos, e fica afastado dos relvados por um período de três a quatro meses.
SETEMBRO
07 – Na primeira deslocação da época, o FC Porto vence o U. Leiria por 3-0, com golos “brasileiros” de Jardel, Edmilson e Artur. O encontro é marcado pela arbitragem bastante contestada, de Pinto Correia.
11 – O FC Porto desloca-se a Milão para defrontar o AC Milan, em jogo a contar para a 1ª jornada da fase de grupos, da Liga dos Campeões. Vitória incontestável da melhor equipa em campo. Jardel com dois golos e Artur com outro, deram justiça ao resultado(3-2).
15 – Os comandados de Oliveira recebem e vencem o D. Chaves por 2-0. Os DRAGÕES repartem o comando com Farense, Sp. Braga, Sporting e Benfica.
18 – Sinfonia de futebol na capital. O FC Porto desloca-se ao estádio da Luz para defrontar o Benfica num jogo a contar para a 2ª mão da Supertaça. Os campeões infligiram uma derrota copiosa e histórica aos avermelhados, por 5-0. Artur, Edmilson, Jorge Costa, Wetl e Drulovic foram os carrascos das águias. O jornalista do jornal “ABola”, Nuno Ferrari, viria a falecer, vítima de ataque cardíaco, durante o encontro.
22 – Jardel volta a facturar, e o FC Porto vence o Salgueiros, na Maia, com um golo do brasileiro.
25 – 2ª jornada da Liga dos Campeões. O FC Porto recebe e bate o Gotemburgo, campeão sueco, por 2-1. Os dois golos foram da autoria de Artur.
29 – Tarde cinzenta nas Antas, com o segundo empate do FC Porto em três jogos caseiros. Desta vez o desmancha-prazeres foi o E. Amadora. O central Lula fracturou o perónio, e fica inactivo durante três meses. Benfica e Sporting assumem a liderança na tabela classificativa com mais dois pontos do que os DRAGÕES.
OUTUBRO
08 – Edmilson em declarações a o “JOGO” era peremptório: “Quero marcar em Alvalade”. Até parecia premonitório…
12 – No primeiro clássico da temporada, os bicampeões deslocam-se a Alvalade e derrotam o Sporting com um golo de…Edmilson. A grande novidade é a inclusão do jovem Hilário no “onze” de Oliveira. Já por estas alturas, o CALABOTE BAPTISTA apitava jogos em Alvalade, quando o FC Porto aí se deslocava. O Benfica, mercê de uma vitória, na Maia, ante o Salgueiros, isola-se no comando.
16 – O FC Porto desloca-se à Noruega para defrontar o Rosenborg e bate o campeão norueguês por 1-0, golo de Jardel, em jogo a contar para a 3ª jornada da Liga dos Campeões.
21 – Zahovic dá a vitória aos Azuis e Brancos sobre o Boavista, em jogo referente à 7ª jornada da I Divisão.
26 – O FC Porto desloca-se à Maia e goleia o Sp. Espinho, com um bis de Jardel. O Benfica perde em Alvalade por 1-0, e a formação comandada por Oliveira isola-se no primeiro posto do “nacional”.
30 – Quarta jornada da Liga dos Campeões e nova vitória Azul e Branca. O Rosenborg visita as Antas e sai derrotado por 3-0, com golos de Zahovic, Drulovic e Artur.
NOVEMBRO
03 – Os DRAGÔES recebem e batem o Farense por 2-0. O FC Porto aumenta a vantagem para o 2º classificado para quatro pontos, em virtude do empate do Benfica em casa com o Boavista, e da derrota do Sporting em Braga.
10 – Domingos dá os primeiros toques na bola após a paragem de três meses devido a lesão.
17 – O FC Porto desloca-se ao reduto do “lanterna vermelha” Rio Ave e vence com um golo de Jardel.
20 – Em jogo a contar para a 5ª jornada da Liga dos Campeões, o FC Porto empata nas Antas com o AC Milan a uma bola. Neste jogo, o avançado liberiano do AC Milan, Weah, agride cobardemente J.Costa, no túnel de acesso aos balneários. O defesa PORTISTA tem que ser internado numa unidade hospitalar.
21 – Jorge Costa é operado ao nariz em virtude da agressão de que foi vítima.
25 – No Estádio das Antas, o FC Porto vence o Marítimo de Manuel José por 4-1. Zahovic e Barroso “bisaram”.
DEZEMBRO
01 – 12º jornada. Deslocação a Leça e vitória por 4-2, com golos R. Barros, Jardel e “bis” de Edmilson.
04 – Outra saída, desta vez à Suécia, para defrontar o Gotemburgo, 6ª jornada da Liga dos Campeões e nova vitória, agora por 2-0. Golos de Jardel e Edmilson.
08 – O FC Porto vai a Barcelos defrontar o G. Vicente, em jogo a contar para ataca de Portugal. Só no prolongamento conseguiria vergar ao”galos” com um golo de Mielcarski.
18 – O croata Buturovic é anunciado como reforço do FC Porto. O lateral-direito, “internacional” pelo seu país, assina até ao ano 2000.
21 – No Restelo, os Azuis e Brancos, ultrapassam o Belenenses, com dois golos de Jardel. A novidade prende-se com a entrada de Domingos, que alinha nos últimos 25 minutos, após a prolongada paragem a que esteve sujeito.

1997
JANEIRO
04 – O FC Porto vence o V. Guimarães, no Estádio das Antas, por 3-1, com golos de Jardel (2) e Jorge Costa. Os DRAGÕES estreiam-se no novo ano com uma vitória.
11 – 15ª Jornada. O FC Porto dá um passo gigantesco rumo ao tricampeonato, ao vencer na Luz o segundo classificado Benfica, por 1-2. Jardel e Jorge Costa “assinam” o ponto e João Vieira Pinto marca para os vermelhos. Os DRAGÕES têm agora oito pontos de vantagem sobre o rival de Lisboa.
19 – Um FC Porto de gala vence o Sp. Braga por um concludente cinco a zero. Jardel, para não variar, “bisa”novamente. O Benfica perde em Guimarães, o Sporting empata em Belém, e os bicampeões parecem já tricampeões, mercê dos onze pontos de avanço.
26- Em Famalicão, o FC Porto defronta um G. Vicente em casa emprestada, e ganha com três tentos sem resposta, com Domingos a regressar aos golos. O Sporting ascende à segunda posição, com troca com o Benfica, a treze pontos.
31 – No primeiro encontro de 2ª volta, os Azuis e Brancos vão a Setúbal, e no Bonfim, vencem por 1-3. Drulovic, Edmilson e Jardel são os marcadores.
FEVEREIRO
08 – Na 19ª jornada, os DRAGÕES ganham ao U. Leiria, com golos de Barroso, no primeiro minuto de jogo, e do goleador Jardel. Saliência para a estreia do lateral Buturovic em partidas para o “nacional”. O Sporting empata em Faro e o FC Porto “fica” a qinze pontos de distância.
11 – Em jogo a contar para a Taça de Portugal, o FC Porto recebe e bate o Varzim por 4-0. Domingos com dois golos, S. Conceição e o varzinista Slagalo, na própria baliza, constroem o resultado.
15 – Em Chaves, Jardel faz um “hat trick” e perfaz a bonita soma de 20 golos em 19 partidas. O outro golo foi apontado por João Manuel Pinto. O FC Porto vence por 4-2.
23 – Inesperadamente os DRAGÕES sofrem a 1ª derrota do campeonato, nas Antas, ante um surpreendente Salgueiros, por 1-2. O FC Porto “volta à terra”…
28 – Os PORTISTAS continuam na senda dos maus resultados, e empatam na Amadora a dois golos. Artur e Jardel salvam os campeões nacionais da derrota. O Sporting ganha ao Leça e prepara a deslocação às Antas com dez pontos de atraso.
MARÇO
05 – Na 1ª mão, dos Quartos de Final da Liga dos Campeões, o FC Porto desloca-se a Inglaterra, ao terreno do Manchester United e é copiosamente batido por 4-0.
11 – No espaço de pouco mais de 15 dias, o FC Porto volta a defrontar o Salgueiros, agora para a Taça de Portugal e em Vidal Pinheiro. Desta vez os DRAGÕES não se deixam surpreender e vencem os homens de Paranhos por 3-2, com os golos a serem apontados por F. Mendes, Jardel e Zahovic.
15 – O FC Porto, em nítida descida de forma, é derrotado em casa pelo Sporting (1-2). A luta pelo título fica de novo interessante a onze jornadas do final da competição. O Salgueiros continua a surpreender e vence na Luz (3-4).
19 – Apesar da boa exibição e de ter criado grandes oportunidades de golo, as suficientes para complicar a eliminatória ao Manchester United, o FC Porto não foi além do empate a zero frente aos ingleses e, consequentemente, eliminado.
23 – O bicampeão nacional, retoma o “vício” de vencer, e ganha no Bessa por2-0, com um “bis” de F. Mendes.
ABRIL
02 - Nos quartos-de-final da Taça de Portugal, o FC Porto desloca-se a Braga e vence por 2-0. Edmilson bisou.
06 – O Sp. Espinho desloca-se às Antas e o melhor que consegue é sair derrotado por 3-0. Um “bis” de Jardel e um golo de F. Mendes confirmam a vitória PORTISTA.
11 – Na sempre difícil deslocação a Faro, os bicampeões nacionais passam com distinção (1-2), com Artur a facturar por duas vezes.
20 – Inesperadamente, o FC Porto descuida-se, e cede um empate em casa frente à surpresa da 2ª volta, o Rio Ave de Carlos Brito. O Sporting ganha ao G. Vicente, e reduz a diferença para oito pontos.
25 – No dia da Liberdade, o FC Porto vence a tradição, e passa na sempre complicada deslocação à Madeira, batendo o Marítimo por 2-0 (Zahovic e Artur).
30 – A participação do FC Porto na Taça de Portugal chega ao fim. Derrota na Luz, por 2-0.
MAIO
04 - O Sporting perde em Leiria, e hipoteca, talvez irremediavelmente, as hipóteses de alcançar o título. O FC Porto derrota o Leça (2-1), e fica a quatro pontos do tri, quando faltam cinco jornadas para o termo da competição. João Manuel Pinto e Edmilson assinaram o “ponto”.
11 - Na recepção aos azuis do Restelo, Jardel “bisa” uma vez mais, e o FC Porto está a um escasso ponto do velho sonho do tricampeonato.
17 – Na cidade-berço, Zahovic e Jardel assinam os golos que valem o TRICAMPEONATO para o FC Porto. O V. Guimarães é goleado e a festa Azul e Branca começa na “baixa” portuense.
19 - Em entrevista a O JOGO, Pinto da Costa dá largas à sua alegria pelo concretizar do velho sonho, e revela que teve \" a certeza do tri\" quando o FC Porto ganhou na Luz.
24 – Na festa da consagração, o FC Porto ganha ao Benfica por 3-1 e Jardel faz jus ao título de goleador-mor da competição, atingindo os trinta golos, para júbilo dos 50 mil espectadores presentes nas Antas.
31 – No penúltimo jogo do campeonato Nacional da 1ª divisão, os tricampeões, sem poderem contar com Jardel – operado a um ombro durante a semana – são derrotados por um Braga cada vez mais europeu, por 2-1. O golo do FC Porto foi obtido pelo estreante Costa
JUNHO
06 – Grande manifestação de alegria e fervor clubístico no Estádio das Antas. O tão almejado e esperado TRI, foi finalmente conquistado e os PORTISTAS fizeram questão disso mesmo, festejar. O jogo, com o G. Vicente, foi um dos aperitivos da festa. Vitória por 3-0, com os golos a serem marcados por Mielcarski, S. Conceição e pelo “gilista” C. Filipe na própria baliza.