António Frasco

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António Manuel Frasco Vieira nasceu no dia 16 de Janeiro de 1955 em Leça da Palmeira na cidade de Matosinhos e foi Leixões SC, principal clube daquele burgo, que Frasco - nome pelo qual ficou conhecido no futebol português – iniciou a sua carreira de futebolista.

Apesar de ser com o nome de Frasco que viria a ficar famoso no panorama do futebol português, a verdade é que a sua primeira alcunha, ainda miúdo, nas escolas de formação do Leixões SC, era de Pelezinho, por comparação com o avançado brasileiro Pelé ainda hoje considerado como o melhor jogador de futebol no mundo.

Frasco fez a sua primeira inscrição oficial na época de 1969/70 pelo Leixões SC, com apenas 14 anos de idade. Estava incorporada numa das melhores “canteras” do futebol nacional apelidadas de “bebes de Matosinhos”. Fez todo o seu trajecto de formação no Leixões SC e será nesse clube que fará a sua estreia na principal liga portuguesa.

Faz a sua estreia na 1ª Divisão Nacional na temporada de 1973/74 com apenas 18 anos de idade pelo Leixões SC treinado em primeiro lugar por António Teixeira e mais tarde por Haroldo de Campos. Nesta altura, Frasco ainda ocupava preferencialmente a posição de avançado e só mais tarde foi recuado para a posição que se notabilizou como meio campista.

Na primeira época na 1ª Divisão Nacional, num campeonato em que o Leixões SC se classificou na 14ª posição da geral, Frasco foi utilizado apenas em 10 ocasiões sem ter apontado qualquer golo.

Mas seria na temporada seguinte que Frasco se irá afirmar definitivamente na equipa de Matosinhos, já ocupando a posição de médio, disputando o nacional maior da época de 1974/75 onde o Leixões SC, treinado inicialmente por Haroldo de Campos e Raul Oliveira e mais tarde por Filpo Nuñez, terminou a prova num honroso 9º lugar.
Frasco foi dos jogadores mais preponderantes nesta equipa do Leixões, pois actuou em 27 partidas oficiais no Campeonato Nacional concretizando 3 golos.
A partir daí passou a ser dos jogadores mais importantes na equipa do Leixões SC que nas épocas de 1975/76 e 1976/77 disputou a 1ª Divisão Nacional. Nesta ultima época de 1976/77 o Leixões SC acabou por descer à 2ª Divisão Nacional pois não conseguiu ir alem do penúltimo lugar na prova não evitando dessa forma a despromoção.

Nesta altura, Frasco era já um jogador altamente pretendido por clubes de maior nomeada e que jogaria no primeiro escalão, mas o certo é que ainda permaneceria durante mais uma temporada ao serviço do clube da sua terra, desta feita, disputando a Zona Norte da 2ª Divisão Nacional na época de 1977/78.

No início da temporada de 1978/79 transferiu-se para o FC Porto treinado por José Maria Pedroto, ingressando assim num dos mais importantes clubes nacionais.

O certo é que, ao serviço dos dragões, Frasco iria projectar-se definitivamente no futebol português, conquistando títulos nacionais e internacionais, passando ainda a representar a Selecção Nacional com regularidade.

Seriam 11 épocas consecutivas ao serviço dos azuis e brancos onde integrou equipas recheadas de grandes jogadores e treinadas por técnicos de renome nacional e internacional. Integra uma geração de jogadores do FC Porto, como João Pinto, Lima Pereira, Jaime Pacheco, Sousa, André, Gomes, Futre, entre outros, que ficaram para sempre ligados à história do principal clube da cidade invicta.

Logo na época de estreia ao serviço do FC Porto, em 1978/79, Frasco conquistou o seu primeiro título de Campeão Nacional. José Maria Pedroto entregou a titularidade ao jovem Frasco de apenas 23 anos de idade e este não se fez rogado exibindo-se ao mais alto nível durante aquela temporada. Foi o único totalista da equipa do FC Porto no Campeonato Nacional de 1978/79, alinhando as 30 partidas da prova e apontando 2 golos.

Esta utilização diz bem do contributo de Frasco para o êxito do FC Porto. Contributo que foi devidamente recompensado pela Direcção portista que ofereceu ao jogador um apartamento.
Frasco destacava-se por ser um médio centro de baixa estatura, franzino mas com grande entrega ao jogo e espírito de sacrifício. Era uma verdadeira carraça em termos defensivos, sendo duro o quanto baste e com uma capacidade física que dava muita acutilância ao futebol da equipa portista.

A fisionomia apresentava um bigode muito tradicional para a época que ainda hoje continua a usar. Mas Frasco sobressaia sobretudo pela forma como fazia a retenção do esférico tornando-se por essa característica essencial para a posse de bola da formação portista. Era também muito habilidoso na condução do jogo de ataque.
Chegou à Selecção Nacional de Portugal pela primeira vez no dia 17 de Outubro de 1979, num jogo frente à Bélgica, em Bruxelas no Heysel Park, em partida a contar para o apuramento para o Europeu de 1980. No jogo da estreia Frasco foi suplente, entrando para o lugar do defesa Eurico Gomes.

O seu primeiro jogo como titular na equipa das quinas ocorreu em 1 de Novembro de 1979, frente à Noruega, no Estádio Nacional, quando Portugal derrotou a equipa nórdica por 3-1.
Frasco completou 23 internacionalizações pela Selecção A de Portugal durante os 8 anos em que foi regularmente convocado para os trabalhos da Selecção. Apontou somente 1 golo, num jogo amigável frente à Bélgica no Estádio 1º Maio em Braga realizado no dia 4 de Fevereiro de 1987, em que os portugueses venceram por 1-0.

O seu ultimo jogo pela Selecção Nacional realizou-o no Estádio das Antas, na cidade do Porto, num empate a zero bolas frente à Suiça no dia 11 de Novembro de 1987 aquando do apuramento para o Europeu de 1988.
Ao nível da Selecção o ponto mais alto da sua carreira foi naturalmente a presença no Europeu de França de 1984 onde Portugal espalhou o perfume do futebol luso pelos relvados de terras gaulesas. Frasco figura assim no quadro de honra da equipa de Portugal que se classificou num brilhante 3º lugar na principal prova de selecções na Europa.

Ao nível da Selecção o ponto mais alto da sua carreira foi naturalmente a presença no Europeu de França de 1984 onde Portugal espalhou o perfume do futebol luso pelos relvados de terras gaulesas. Frasco figura assim no quadro de honra da equipa de Portugal que se classificou num brilhante 3º lugar na principal prova de selecções na Europa.
Ao nível da Selecção o ponto mais alto da sua carreira foi naturalmente a presença no Europeu de França de 1984 onde Portugal espalhou o perfume do futebol luso pelos relvados de terras gaulesas. Frasco figura assim no quadro de honra da equipa de Portugal que se classificou num brilhante 3º lugar na principal prova de selecções na Europa.
Ao serviço dos azuis e brancos, Frasco conheceu vários treinadores, dos quais se destacam evidentemente o mestre José Maria Pedroto, Artur Jorge e Tomislav Ivic, com quem ganhou diversos títulos, ou ainda com António Morais, Herman Stessl.
Em 1983/84 conquistou o seu segundo titulo no palmares individual com a vitória do FC Porto na Taça de Portugal e na época seguinte venceu novamente o Campeonato Nacional da 1ª Divisão já com Artur Jorge ao leme do conjunto azul e branco.

Em tantos anos a disputar a principal prova nacional ao serviço do Leixões SC e do FC Porto, naturalmente que Frasco enfrentou dezenas de vezes o Vitoria de Guimarães. Destacamos uma dessas partidas, aquela que ocorreu à passagem da 20ª Jornada do Campeonato Nacional da 1ª Divisão da época de 1983/84.

O FC Porto que era 2ª classificado visitava o Vitoria de Guimarães que se encontrava na 4ª posição da tabela. O jogo foi disputado no Estádio Municipal de Guimarães sob arbitragem de Marques Pires da A.F. Setúbal. Em dia de sol fraco e algum vento frio o FC Porto venceu o Vitoria em Guimarães por 0-1 com um golo apontado por Vermelhinho bem perto do final do jogo.

Nesse jogo que contou com a presença de cerca de 25.000 espectadores que lotaram o Estádio Municipal de Guimarães, o que proporcionou uma receita para os cofres do clube vimaranense a rondar os 5.000 contos, o Vitoria, treinado por Herman Stessl, apresentou a seguinte formação: Jesus; Gregório Freixo, Tozé, Alfredo Murça e Laureta; Nivaldo, Barrinha, Fonseca e Joaquim Murça; Eldon e Da Silva. No Vitoria entrou Paquito e Dimas para os lugares de Da Silva e Joaquim Murça no decorrer da segunda metade do jogo.

Já o FC Porto apresentou a seguinte equipa: Zé Beto; João Pinto, Lima Pereira, Eurico e Eduardo Luís; Frasco, Jaime Pacheco e Sousa; Jaime Magalhães, Jacques e Vermelhinho. Costa e Mike Walsh entrariam na 2ª parte do jogo.
Segundo rezam as crónicas o jogo teve uma tendência mais ofensiva do FC Porto que foi quem mais procurou o golo. Por seu turno o Vitoria apresentou uma equipa bem mais centrada nas acções defensivas. Depois de varias oportunidades de golo desperdiçadas o FC Porto acabou por vencer o encontro com um golo já perto do final do jogo por intermédio de Vermelhinho.
Entretanto, ao nível internacional, destaca-se, desde logo, a presença na final da edição de 1983/84 da Taça das Taças frente aos italianos da Juventus. Em jogo disputado no 16 de Maio de 1984, no Estádio St. Jakob, em Basileia na Suiça e arbitrado pelo juiz Adolf Prokop da antiga RDA, o FC Porto foi injustamente derrotado pela Juventus por 1-2 naquela que seria a primeira final europeia da equipa portista.
Mais tarde, na época de 1986/87, o FC Porto venceu a Taça dos Campeões Europeus de Clubes na final no Estádio do Prater em Viena de Áustria frente ao Bayern de Munique, numa partida em que Frasco foi suplente utilizado.

Faz parte ainda das conquistas da Supertaça Europeia frente ao Ajax de Amesterdão e da Taça Intercontinental contra o Penarol. Entretanto, conquistou mais um Campeonato Nacional - o seu terceiro ceptro naquela prova - na época de 1985/86 novamente com Artur Jorge como treinador principal.

Alias, em termos de títulos nacionais, Frasco ainda conquistaria a dobradinha na época de 1987/88 quando o FC Porto treinado por Tomislav Ivic juntou o título de Campeão Nacional à vitória na final da Taça de Portugal frente ao Vitoria de Guimarães.

Frasco acabou por fazer a sua última época de azul e branco na temporada de 1988/89 numa altura em que já não era titular na equipa portista integrando o plantel essencialmente pela sua preponderância no espírito de grupo.
Abandonou as Antas e já com 34 anos de idade jogou ainda uma temporada ao serviço do Leixões SC, o seu primeiro clube, na 2ª Divisão Nacional Zona Norte, contribuindo de alguma forma para o acesso da equipa matosinhense à 2ª Divisão de Honra do futebol português.

Terminada a carreira de futebolista profissional, Frasco manteve a sua ligação ao futebol, concretamente como treinador em equipas dos escalões secundários. Foi adjunto de António Sousa no SC Beira Mar e actualmente integra os quadros de treinadores das camadas jovens do FC Porto. Na época de 2006/07 foi o técnico adjunto da equipa de juniores do FC Porto treinada por Ilídio Vale que disputou o Campeonato Nacional da 1ª Divisão na categoria.
-O seu primeiro jogo na 1ª Divisão foi contra o Oriental, na 11ª jornada do campeonato 1973/74.

-Afirmou-se no meio-campo da equipa leixonense, que havia perdido o Gentil e o Jorge Félix, durante a época seguinte, e marcou o seu primeiro golo contra a CUF, num jogo que o Leixões ganhou 2-0.

-Por último, a história pela qual é mais lembrado entre os adeptos portistas: apesar da morte recente do pai no alto mar, aceitou jogar o desafio contra o Covilhã que daria o título 1985/86 ao Porto.

in «gloriasdopassado»
 

Kelvin87

Tribuna Presidencial
7 Maio 2007
21,876
247
Grande Frasco, Grande Jogador, Grande Dragão, Sâo Estes Homems Que Têm Que Se Manter No Nosso Porto.
Força Grande Porto.
 
H

hast

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Uma curiosidade: tal como o Fernando Gomes, Frasco também marcaria o seu 1º golo na divisão principal à extinta CUF.
 
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Costinha_87

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Nunca vi um jogador português a jogar no FC Porto tão técnico como o frasco. Um orgulho ter jogado no FC Porto e no Leixões. O melhor numero 10 do futebol português.
 
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jorgcastro

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Costinha_87 disse:
Nunca vi um jogador português a jogar no FC Porto tão técnico como o frasco. Um orgulho ter jogado no FC Porto e no Leixões. O melhor numero 10 do futebol português.
Costinha, o Frasco não era um número 10...jogava um bocadinho mais atrás...uma espécie de 8, do lado direito...a ala direita João Pinto, Frasco e Jaime Magalhães era do melhor que alguma vez tivemos.
A qualidade técnica dele era tão boa que ninguém lhe tirava a bola...as voltinhas do Frasco eram míticas!
 
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hm1893

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jorgcastro disse:
Costinha, o Frasco não era um número 10...jogava um bocadinho mais atrás...uma espécie de 8, do lado direito...a ala direita João Pinto, Frasco e Jaime Magalhães era do melhor que alguma vez tivemos.
A qualidade técnica dele era tão boa que ninguém lhe tirava a bola...as voltinhas do Frasco eram míticas!
Pena por ter sido frágil fisicamente, acho que com mais um bocadinho de corpo podia ter sido um jogador excepcional. Mas mesmo ainda muito pequeno, lembro-me da excelente técnica do Frasco, e já agora do farfalhudo bigode!