As nossas séries e filmes preferidos

Antoine Doinel

Arquibancada
19 Maio 2020
214
746
Visualmente é um realizador espantoso.

Ele está para o David Fincher, como o Christopher Nolan está para o Spielberg.
(Não me leves a mal a opinião discordante, pf.)

Não podia estar em maior desacordo, e não consigo perceber nenhum desses paralelismo traçados.

O Nolan está para o Spielberg em quê exatamente? Em fazerem blockbusters mantendo pretensões artísticas (sendo que o trabalho do Spielberg vai muito além disso)? Isso é uma análise mercantilista do que eles produzem, porque em termos cinematográficos não há razão para serem filiados.
Nem o Nolan pediria para ser "colado" ao Spielberg se pudesse escolher o nome de um realizador a quem o seu trabalho pudesse ser ombreado.
Escolheria o Kubrick (em segredo, porque é ousadia a mais).

Influenciá-lo, óbvio que influenciou (influenciou quase todos os filmes de grandes estúdios), mas certamente menos que Kubrick, Ridley Scott, David Lean, Malick (na epicidade transcendal na lente), Roeg, Tarantino (ligeiramente, na parte da estrutura narrativa). Narrativamente também parece profundamente impactado (sem fazer nenhuma justiça, ou favor) pela tradição não-linear sul-americana de Borges, Cortázar, Bolaño (e os filmes do Resnais e afins, por outro lado, são o oposto)...

De qualquer forma, eu nem gosto muito do Nolan (personagens mal construídas sobretudo se mulheres, exposição descarada, ideias pretensiosas com substância fininha, emoção mal explorada, editing hiperativo, sobrecarga de forma injustificada pelo conteúdo, tropes muito mecânicas e literais, pouca subtileza), mas reconheço o inegável engenho, artifício visual, domínio do meio, takes esplendorosos (e.g. há takes do Tom Hardy no Dunkirk nada menos que groundbreaking, e o mérito não é todo do van Hoytema), o purismo do celulóide,...

Se o Nolan não insistisse em escrever os guiões dos filmes que dirige (o que não faria sentido para a maioria dos seus fãs, que adoram a sua narrativa "inteligente"), acho que o realizador de quem via a sua carreira aproximar-se seria o Ridley Scott, outro mestre do meio com criatividade muito mecanística mas que não escreve os próprios guiões. Se todos os guiões do Ridley tivessem a qualidade dos do David Lean ou Kubrick (muitas vezes injustamente acusado de uma frieza que é desmentida pelo final do Paths of Glory), estava num patamar muito superior.

Não vou fazer o mesmo exercício para o Fincher/ Villeneuve porque assim não sairia mais daqui, mas - mais uma vez - a maior aproximação é serem ambos realizadores com uma estética muito própria e marcada que atingiram o mainstream (o Fincher há mais tempo).

Ambos já atravessaram géneros e têm um ou outro filme que nisso coincide, mas o Fincher é mais Fincher no neo-noir, cinematografia muito característica que emerge na atmosfera magnética e obscuridade das personagens. Os filmes mais Fincher-like do Villeneuve são o Prisoners (claramente, e foi aí que acho que nasceu a ligação dos dois) e o Enemy; se se quiser forçar, pode haver alguma coisa no Incendies (que se calhar o Fincher até melhorava tirando o melodramático sleight-of-hand do final que não é muito do meu gosto), no Sicario só tematicamente; em termos de palete de cores e palete moral, estes quatro são mais negros...

Já os primeiros (os outros francófonos, alguns dele com toques de Assayas, um godardiano, outro se calhar inspirado no novo cinema japonês) e os últimos filmes do Villeneuve, Arrival e BR 2049, - que são os mais marcantes (junto com o Sicario) da sua estética, não têm nada a ver com Fincher. Tem tanto a ver com Fincher como com Paul Thomas Anderson, como com Iñarritu, e trinta e tal outros..., se for só para dizer nomes de outros realizadores mainstream com preocupações artísticas claras e literacia cinematográfica. Percebia melhor comparações nesses com Wong Kar-wai, Jia Zhangke, Bergman na linguagem, um melhor Aronofsky, um mini-neo-Tarkovski, Jeff Nichols, até Cuarón na sensibilidade, Malick na poesia e Spielberg na escala,...
Por outro lado, não estou a ver o Villeneuve a voltar a fazer um filme como o Prisoners (não é material para ele), acho que vai conseguir manter a estética arthouse que o distingue, e acho que ainda não chegou ao pico da sua carreira sempre em crescendo, sendo que o Fincher tem mais oscilações no trajeto (apesar do único filme verdadeiramente mau ser o Alien 3; tem uma obra sólida).
Ou seja, acredito que se admirem mutuamente, mas não vejo nenhuma relação vertical Fincher-Denis com o Denis em baixo...

Sei que escrevi de mais dizendo de menos mas queria responder a algo que me pareceu desarrazoado, e não queria dizê-lo sem tentar sequer substanciar alguma coisa.

Apologies.
 
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Miguel Alexandre

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10 Março 2016
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  • Campeão Nacional 19/20
  • José Maria Pedroto
Um dos meus filmes preferidos de sempre, e que me fez seguir a obra do David Fincher de maneira muito atenta, faz 25 anos.

Genial. E do Fincher junta o Fight Club.
 

Miguel Alexandre

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Não podia estar em maior desacordo, e não consigo perceber nenhum desses paralelismo traçados.

O Nolan está para o Spielberg em quê exatamente? Em fazerem blockbusters mantendo pretensões artísticas (sendo que o trabalho do Spielberg vai muito além disso)? Isso é uma análise mercantilista do que eles produzem, porque em termos cinematográficos não há razão para serem filiados.
Nem o Nolan pediria para ser "colado" ao Spielberg se pudesse escolher o nome de um realizador a quem o seu trabalho pudesse ser ombreado.
Escolheria o Kubrick (em segredo, porque é ousadia a mais).

Influenciá-lo, óbvio que influenciou (influenciou quase todos os filmes de grandes estúdios), mas certamente menos que Kubrick, Ridley Scott, David Lean, Malick (na epicidade transcendal na lente), Roeg, Tarantino (ligeiramente, na parte da estrutura narrativa). Narrativamente também parece profundamente impactado (sem fazer justiça) pela tradição não-linear da tradição sul-americana de Borges, Cortázar, Bolaño...

De qualquer forma, eu nem gosto muito do Nolan (personagens mal construídas sobretudo se mulheres, exposição descarada, ideias pretensiosas com substância fininha, emoção mal explorada, editing hiperativo, sobrecarga de forma injustificada sem conteúdo, tropes muito mecânicas e literais, zero subtileza), mas reconheço o inegável engenho, artifício visual, domínio do meio, takes esplendorosos (e.g. há takes do Tom Hardy no Dunkirk nada menos que groundbreaking, e o mérito não é todo do van Hoytema), o purismo do celulóide,...

Se o Nolan não insistisse em escrever os guiões dos filmes que dirige (o que não faria sentido para a maioria dos seus fãs, que adoram a sua narrativa "inteligente"), acho que o realizador de quem via a sua carreira aproximar-se seria o Ridley Scott, outro mestre do meio com criatividade muito mecanística mas que não escreve os próprios guiões. Se todos os guiões do Ridley tivessem a qualidade dos do David Lean ou Kubrick (muitas vezes injustamente acusado de uma frieza que é desmentida pelo final do Paths of Glory), estava num patamar muito superior.

Não vou fazer o mesmo exercício para o Fincher/ Villeneuve porque assim não saio mais daqui, mas - mais uma vez - a maior aproximação é serem ambos realizadores com uma estética muito própria e marcada que atingiram o mainstream (o Fincher há mais tempo).

Ambos já atravessaram géneros e têm um ou outro filme que nisso coincide, mas o Fincher é mais Fincher no neo-noir, cinematografia muito característica que emerge na atmosfera magnética e obscuridade das personagens. Os filmes mais Fincher-like do Villeneuve são o Prisoners (claramente, e foi aí que acho que nasceu a ligação dos dois) e o Enemy; se se quiser forçar, pode haver alguma coisa no Incendies (que se calhar o Fincher até melhorava tirando o melodramático sleight-of-hand do final que não é muito do meu gosto), no Sicario só tematicamente; em termos de palete de cores e palete moral, estes quatro são mais negros...

Já os primeiros (os outros francófonos, alguns dele com toques de Assayas e outros do novo cinema japonês) e os últimos filmes do Villeneuve, Arrival e BR 2049, - que são os mais marcantes (junto com o Sicario) da sua estética, não têm nada a ver com Fincher. Tem tanto a ver com Fincher, como com Paul Thomas Anderson, como com Iñarritu, e trinta e tal outros, se for só para dizer nomes de outros realizadores mainstream com preocupações artísticas claras. Percebia melhor comparações nesses com Wong Kar-wai, Jia Zhangke, Bergman na linguagem, um melhor Aronofsky, um mini-neo-Tarkovski, Jeff Nichols, até Cuarón na sensibilidade, Malick na poesia e Spielberg na escala.
Por outro lado, não estou a ver o Villeneuve a voltar a fazer um filme como o Prisoners, acho que vai conseguir manter a estética arthouse que o distingue, e acho que ainda não chegou ao pico da sua carreira sempre em crescendo, sendo que o Fincher tem mais oscilações (apesar do único filme verdadeiramente mau ser o Alien 3).
Ou seja, acredito que se admirem mutuamente, mas não vejo nenhuma relação vertical Fincher-Denis com o Denis em baixo...

Sei que escrevi de mais dizendo de menos mas queria responder a algo que me pareceu desarrazoado, e não queria dizê-lo sem tentar sequer substanciar alguma coisa.

Apologies.
Falando em cinema de autor vi há pouco a "trilogia" do Polanski.
Repulsion, Rosemary's Baby e The Tenant e há lá Kubrick.

Nota: Discordo relativamente ao Nolan q gosto do q ele faz (dispenso os Marvels), o Dunkirk é um filme em q nunca vez o inimigo, ouves, "sentes" mas tem sempre uma subtileza q transforma a proposta.
Doido para ver o Tenet.
Concordo q não linka ao Spielberg de quem agradeço o Jaws, encontros imediatos 3grau, e coisas mais pronto-a-comer como em puto a delirar com o Indiana Jones, mas fez demasiada banalidade entretanto.
 

Antoine Doinel

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Falando em cinema de autor vi há pouco a "trilogia" do Polanski.
Repulsion, Rosemary's Baby e The Tenant e há lá Kubrick.

Nota: Discordo relativamente ao Nolan q gosto do q ele faz (dispenso os Marvels), o Dunkirk é um filme em q nunca vez o inimigo, ouves, "sentes" mas tem sempre uma subtileza q transforma a proposta.
Doido para ver o Tenet.
Concordo q não linka ao Spielberg de quem agradeço o Jaws, encontros imediatos 3grau, e coisas mais pronto-a-comer como em puto a delirar com o Indiana Jones, mas fez demasiada banalidade entretanto.
Não sou o maior apreciador do Nolan (o que mais gosto é o Dunkirk, claramente, que só acho que ganhava se o score fosse menos ubíquo) mas não o poria ao nível dos "Marvels", que são outra categoria de filme inteiramente (não para mim, mas - como em tudo - são gostos; também é injusto avaliá-los porque vi poucos).

O Polanski não só era grande amigo do Kubrick (mais telefonicamente, devido à famosa misantropia do Kubrick) como várias vezes disse que ele era o melhor realizador em atividade.

Por sinal, o último filme do Polanski - o J' accuse sobre o caso Dreyfus -, se ignorarmos que existe uma muito ilegítima tentativa de colar o caso ao próprio, é um regresso à forma que não merece as críticas (que são maioritariamente morais) que recebeu - dos melhores filmes de época dos últimos anos.

Gosto muito do trabalho do diretor Polanski (e faço esforço por separar a obra da biografia) mas, ainda assim, entre os polacos, acho que ainda ponho antes o Wajda e acima de todos o Kieslowski.
 
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Não sou o maior apreciador do Nolan (o que mais gosto é o Dunkirk, claramente, que só acho que ganhava se o score fosse menos ubíquo) mas não o poria ao nível dos "Marvels", que são outra categoria de filme inteiramente (não para mim, mas - como em tudo - são gostos; também é injusto avaliá-los porque vi poucos).

O Polanski não só era grande amigo do Kubrick (mais telefonicamente, devido à famosa misantropia do Kubrick) como várias vezes disse que ele era o melhor realizador em atividade.

Por sinal, o último filme do Polanski - o J' accuse sobre o caso Dreyfus -, se ignorarmos que existe uma muito ilegítima tentativa de colar o caso ao próprio, é um regresso à forma que não merece as críticas (que são maioritariamente morais) que recebeu - dos melhores filmes de época dos últimos anos.

Gosto muito do trabalho do diretor Polanski (e faço esforço por separar a obra da biografia) mas, ainda assim, entre os polacos, acho que ainda ponho antes o Wajda e acima de todos o Kieslowski.
A última coisa q vi do Polanski foi o Carnage, q por sinal gostei.
E tens razão, apesar de Eu gostar do Hans Zimmer, a banda sonora do Dunkirk impõe-se em demasia.

Filmes da Marvel não é para mim... excepção feita ao velhinho Batman doTim Burton q parece q estou a ver BD no grande écrã.

Kieslowski só conheço o Azul/Branco/Vermelho e gostei.
 
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O Polanski não só era grande amigo do Kubrick (mais telefonicamente, devido à famosa misantropia do Kubrick) como várias vezes disse que ele era o melhor realizador em atividade.

Por sinal, o último filme do Polanski - o J' accuse sobre o caso Dreyfus -, se ignorarmos que existe uma muito ilegítima tentativa de colar o caso ao próprio, é um regresso à forma que não merece as críticas (que são maioritariamente morais) que recebeu - dos melhores filmes de época dos últimos anos.

Gosto muito do trabalho do diretor Polanski (e faço esforço por separar a obra da biografia) mas, ainda assim, entre os polacos, acho que ainda ponho antes o Wajda e acima de todos o Kieslowski.
Uma última coisa...i got you (nick) from the beginning...Truffaut aficionado.
 
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Sakamoto

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  • José Mourinho
  • Jardel
@Sakamoto já andas viciado?

Hoje ainda não vi nada, só testei qualidade de imagem, velocidade e catalogo.

Enviado do meu SM-A515F através do Tapatalk
Eu não mas a minha filha já viu variadas coisas da Frozen! 🙄

Para já, tudo bem. A interface é boa, não tão boa como a da Netflix mas a anos luz da HBO. Sem quebras, boa imagem, legendas e idiomas também tudo ok.

O catálogo é gigante e de qualidade.
 
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WaywardPines

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11 Julho 2016
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  • Reinaldo Teles
Eu não mas a minha filha já viu variadas coisas da Frozen! 🙄

Para já, tudo bem. A interface é boa, não tão boa como a da Netflix mas a anos luz da HBO. Sem quebras, boa imagem, legendas e idiomas também tudo ok.

O catálogo é gigante e de qualidade.
Voçês falam do que?
 

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  • Reinaldo Teles
Boa notícia
Vou alertar o miúdo
Pode ser que deixe de ver os YouTuber
Têm conteúdos para quem gosta de estar a ver TV com um copo de Johnnie Walker Black Label 12 Anos? 😉
 
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Sakamoto

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  • José Mourinho
  • Jardel
Como se adere? É de borla?
Tanto a Netflix como a Disney+ são pagas mas o truque é arranjar alguém com quem dividir. A Netflix dá para dividir por 4 e fica a 3,5€ por mês. A Disney+ dá para dividir também por 4 e aproveitamos o preço promocional de lançamento que foram 60€ por ano. A dividir por 4 deu 15€ por ano que fica 1,25€ por mês a cada um. Ate não sei se a Disney da para dividir por 5, tinha que confirmar.
 
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  • Reinaldo Teles
Tanto a Netflix como a Disney+ são pagas mas o truque é arranjar alguém com quem dividir. A Netflix dá para dividir por 4 e fica a 3,5€ por mês. A Disney+ dá para dividir também por 4 e aproveitamos o preço promocional de lançamento que foram 60€ por ano. A dividir por 4 deu 15€ por ano que fica 1,25€ por mês a cada um. Ate não sei se a Disney da para dividir por 5, tinha que confirmar.
Obrigado meu amigo pela informação

Por acaso a Netflix já tenho, duvido com o meu mais velho.
Vou lhe falar disso da Disney 👍👍
 
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MiguelDeco

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  • Alfredo Quintana
Kieslowski só conheço o Azul/Branco/Vermelho e gostei.
Faz um favor a ti mesmo e vê os e.p´s do Decálogo.
Depois diz alguma coisa. Depois disso, filmes como o Przypadek, Krótki film o zabijaniu, o Bez konca são absolutamente imperdíveis.
O La double vie de Véronique já é mais conhecido e curiosamente foi o que menos gostei.
 

MiguelDeco

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  • Alfredo Quintana
Por sinal, o último filme do Polanski - o J' accuse sobre o caso Dreyfus -, se ignorarmos que existe uma muito ilegítima tentativa de colar o caso ao próprio, é um regresso à forma que não merece as críticas (que são maioritariamente morais) que recebeu - dos melhores filmes de época dos últimos anos.

Gosto muito do trabalho do diretor Polanski (e faço esforço por separar a obra da biografia) mas, ainda assim, entre os polacos, acho que ainda ponho antes o Wajda e acima de todos o Kieslowski.
Já tinha falado dele aqui algures. É de facto um filme muito interessante e tecnicamente muito bem elaborado. A analogia com o seu caso é que realmente é imensamente forçada e decalcada que acaba um pouco por influenciar (um pouco em termos negativos) aquilo que acaba por ser um excelente filme.
Já agora e por falar em polacos, o Pawel Pawlikowski também tem lançado obras muito interessantes.
 
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paul93

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  • André Villas-Boas
  • Deco
Faz um favor a ti mesmo e vê os e.p´s do Decálogo.
Depois diz alguma coisa. Depois disso, filmes como o Przypadek, Krótki film o zabijaniu, o Bez konca são absolutamente imperdíveis.
O La double vie de Véronique já é mais conhecido e curiosamente foi o que menos gostei.
Que clássico.