Há prostitutas mais dignas
Nos anos 80 ja andava a mamar em Famalicao. Este gajo é a personificação do lodo que é o futebol portugues
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Os irmãos de armas
Carlos Janela é uma velha raposa do futebol português, com passagens por Famalicão, nos anos 80, Sporting, no final dos anos 90, e Belenenses, na primeira década deste século. Foi diretor desportivo nesses três clubes, e nesses três períodos houve casos, como o que envolveu o Macedo de Cavaleiros e o Fafe em 1988 (uma invasão de campo e uma acusação de suborno) e o “Processo Meyong” (utilização irregular do jogador), e contratações falhadas (em Alvalade, ficaram célebres as de Didier Lang, Skuhravy e Ouattara). É no Belenenses que trabalha com Jorge Jesus, e é daí que muita gente data o início da relação entre ambos, mas a verdade é que esta começou há muito, muito tempo, quase há 40 anos, quando os dois coincidiram no Riopele — Janela era juvenil, Jesus era sénior, tornaram-se amigos. E foi essa mesma amizade que levou o treinador a interceder por ele junto dos dirigentes do Benfica quando foi contratado em 2009: Janela era o tipo indicado para andar nos bastidores, porque conhecia meio mundo e porque mantinha boas relações com clubes de associações nortenhas.
O ex-diretor desportivo do Belenenses começou como consultor do Benfica e trilhou o caminho até chegar a autor da ‘cartilha’, coordenando essa função supervisionado por João Gabriel, antigo diretor de comunicação dos encarnados. Por este trabalho, Carlos Janela recebia cinco mil euros por mês, ordenado que poderá ter subido, talvez duplicado, quando Jesus pulou para o outro lado da Segunda Circular e o quis levar com ele.