Enaltecer a Invicta

8 Fevereiro 2023
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A emblemática Ponte D. Luís I foi inaugurada no Porto a 31 de outubro de 1886. Com um arco metálico de 172 metros, era na altura a maior do mundo na sua categoria. Projetada pelo engenheiro belga Théophile Seyrig, discípulo de Eiffel, a ponte uniu as margens do Douro e tornou-se um dos maiores símbolos da cidade. 🌉
 
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Helder Pacheco

"Do Azul

Foi noticiado que os 120 anos da Livraria Lello seriam, entre outros acontecimentos, celebrados pela adopção do azul no seu símbolo de distinção. E justificava-se pela «cor dos azulejos típicos da cidade, do mar e do rio que a abraçam». De facto, a cor portuense é o azul, mas por motivos muito mais sérios e profundos (e darão maior significado àquela adopção), que remontam ao séc. XIX e à vitória liberal após a epopeia do Cerco do Porto.

Entre 1830 e 1910, a bandeira nacional foi azul e branca e até o republicano Guerra Junqeiro apresentaria ao governo do regime instaurado em 5 de Outubro daquele último ano, um projecto de bandeira que continha as mesmas cores. Há também testemunhos (designadamente descritos por Alberto Pimentel) de que, na jornada que antecedeu o Cerco, no caminho entre Arenosa de Pampelido (onde desembarcaram) e o Burgo, os soldados liberais recolheram hidrângeas azuis e brancas, que colocaram nos canos das espingardas. Assim entraram na cidade, pela Rua de Cedofeita onde, nas varandas e janelas, muitas senhoras, saudando-os, penduraram colchas também azuis.

Após a vitória liberal, por Decreto de 14.1.1837, redigido, «com muito amor», por Garrett e assinado por Passos Manuel, o governo concedeu à cidade o título de «Invicta», aposto no seu novo brasão, contendo «o dragão negro das antigas armas dos senhores reis destes reinos, com a divisa em letras de ouro sobre fita azul». Este símbolo, que honrava o Burgo e os tripeiros, foi vergonhosamente substituído, por Portaria de 25.4.1940, do Governo salazarista, por lamentável proposta da CMP, invocando erros heráldicos. A cor azul passou ao verde actual, numa bandeira normalizada para todos os municípios.

A dignidade daquele brasão, de que nos podemos orgulhar, foi mantida pelo FCP que, desde a fundação, o adoptou no seu emblema. E o azul regressa agora, neste acto da Lello. Talvez um dia, contra os pruridos centralistas dos guardiões da heráldica que ilude e confunde a História, o Burgo possa reassumir o seu mais coerente distintivo. Já propus a um Presidente da Câmara que consultasse os portuenses sobre o assunto, através de um referendo para que escolhessem entre o brasão liberal e o do Estado Novo. Esteve quase, mas sucederam eleições e a iniciativa gorou-se."
 
8 Fevereiro 2023
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𝗠𝗶𝗴𝘂𝗲𝗹 𝗚𝘂𝗲𝗱𝗲𝘀 𝗶𝗻𝗱𝗶𝗰𝗮𝗱𝗼 𝗽𝗲𝗹𝗮 𝗔𝗠𝗣 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗰𝗼𝗻𝘁𝗶𝗻𝘂𝗮𝗿 𝗮 𝗽𝗿𝗲𝘀𝗶𝗱𝗶𝗿 𝗮𝗼 𝗖𝗼𝗹𝗶𝘀𝗲𝘂 𝗱𝗼 𝗣𝗼𝗿𝘁𝗼

O nome do músico Miguel Guedes foi esta sexta-feira aprovado por unanimidade pelos autarcas da Área Metropolitana do Porto (AMP) para continuar a presidir à Associação Amigos do Coliseu do Porto, constatou a Lusa no local.

A votação decorreu na reunião do Conselho Metropolitano do Porto (CmP), órgão que reúne os 17 municípios da AMP, que é uma das entidades que faz parte da direção da Associação, e a quem coube indicar os seus representantes.

"Há de facto um consenso muito grande, uma unanimidade de elogio ao trabalho que o Miguel Guedes tem feito à frente do Coliseu", disse o presidente da AMP e também da Câmara do Porto, Pedro Duarte, na reunião.

Foram também aprovados os nomes de Andreia Ferreira para representar a AMP na assembleia-geral e Pedro Sampaio no Conselho Fiscal.

Em dezembro de 2022, Miguel Guedes tinha sido convidado pela Câmara Municipal do Porto a assumir o cargo de presidente da direção do Coliseu.

Músico, autor e intérprete, conhecido como vocalista da banda Blind Zero, Miguel Guedes nasceu no Porto e é colunista semanal de política no Jornal de Notícias.

Miguel Guedes é cronista e conferencista em temas relacionados com as áreas da política, cultura, desporto e ciências sociais, tendo sido colunista semanal no Público, Jornal I e na revista Focus.

Em 2014, foi agraciado com a Medalha Municipal de Mérito da cidade do Porto, Grau Ouro.