CD Santa Clara
0
FC Porto
1
Jan 04, 2026 at 06:00 PM
Hangyodon

Hangyodon

Tribuna Presidencial
15 Maio 2009
7,884
2,589
Se há algo que estes jogos mostram, é que os problemas ofensivos do FCP não podem ser analisados sem olhar para o outro lado do campo. Vejamos os dados, porque eles dão contexto e ajudam a perceber o que está realmente em causa.

O Santa Clara terminou o jogo com 0,29 de expected goals, o pior registo ofensivo da equipa em toda a época na I Liga.
Esta foi já a 10.ª vez neste campeonato em que um adversário do FC Porto acaba um jogo com menos de 0,5 xG.
Em 17 jogos, o FC Porto sofreu apenas 4 golos. E dois desses golos foram auto-golos.
Isto não é ruído estatístico. É um padrão claro.

É legítimo dizer que, ofensivamente, o Porto nem sempre convence. Há jogos em que a criação é curta, o ritmo é baixo e as oportunidades claras demoram a aparecer. Mas essa dificuldade raramente surge em jogos abertos. Surge quase sempre em contextos muito específicos, com adversários profundamente condicionados, mais preocupados em sobreviver do que em atacar.

E aqui está o ponto central: quem nos limita ofensivamente fá-lo, muitas vezes, à custa de se limitar ainda mais ofensivamente a si próprio.

Para travar o FCP, os adversários baixam linhas, fecham o corredor central, reduzem risco, abdicam de pressionar alto e aceitam ataques longos e previsíveis. O jogo torna-se mais fechado, mais tático e mais dependente do erro. Isso tira fluidez ao nosso ataque, mas seca quase por completo a capacidade ofensiva do outro lado. Os expected goals ajudam precisamente a perceber isto. Não estamos apenas a defender bem. Estamos a retirar qualidade às oportunidades do adversário, a empurrar o jogo para zonas inofensivas e a transformar posse em posse estéril.

No fundo, estes dados mostram que o FCP tem uma base defensiva sólida, consistente e repetível. Pode não ganhar sempre com brilho ofensivo, mas controla o risco, protege a baliza e impede o jogo adversário de existir. E num campeonato decidido pela regularidade, isso raramente é um detalhe.
 
14 Janeiro 2025
3,889
5,527
A jogar assim vamos cair com estrondo.

Vem ai uma descida ao inferno.

Ta feito o aviso.
O relvado pesadissimo, a equipa adversaria a defender com 10 e com o incentivo das maletas, o árbitro com faltinhas e mais faltinhas contra nós, tens de ter tudo isso em conta.
Vai haver muitos jogos daqui prá frente em que vamos jogar muito melhor e vencer com outro desafogo.
 

jusTiNO AZUL

Bancada central
22 Agosto 2012
1,427
583
Se há algo que estes jogos mostram, é que os problemas ofensivos do FCP não podem ser analisados sem olhar para o outro lado do campo. Vejamos os dados, porque eles dão contexto e ajudam a perceber o que está realmente em causa.

O Santa Clara terminou o jogo com 0,29 de expected goals, o pior registo ofensivo da equipa em toda a época na I Liga.
Esta foi já a 10.ª vez neste campeonato em que um adversário do FC Porto acaba um jogo com menos de 0,5 xG.
Em 17 jogos, o FC Porto sofreu apenas 4 golos. E dois desses golos foram auto-golos.
Isto não é ruído estatístico. É um padrão claro.

É legítimo dizer que, ofensivamente, o Porto nem sempre convence. Há jogos em que a criação é curta, o ritmo é baixo e as oportunidades claras demoram a aparecer. Mas essa dificuldade raramente surge em jogos abertos. Surge quase sempre em contextos muito específicos, com adversários profundamente condicionados, mais preocupados em sobreviver do que em atacar.

E aqui está o ponto central: quem nos limita ofensivamente fá-lo, muitas vezes, à custa de se limitar ainda mais ofensivamente a si próprio.

Para travar o FCP, os adversários baixam linhas, fecham o corredor central, reduzem risco, abdicam de pressionar alto e aceitam ataques longos e previsíveis. O jogo torna-se mais fechado, mais tático e mais dependente do erro. Isso tira fluidez ao nosso ataque, mas seca quase por completo a capacidade ofensiva do outro lado. Os expected goals ajudam precisamente a perceber isto. Não estamos apenas a defender bem. Estamos a retirar qualidade às oportunidades do adversário, a empurrar o jogo para zonas inofensivas e a transformar posse em posse estéril.

No fundo, estes dados mostram que o FCP tem uma base defensiva sólida, consistente e repetível. Pode não ganhar sempre com brilho ofensivo, mas controla o risco, protege a baliza e impede o jogo adversário de existir. E num campeonato decidido pela regularidade, isso raramente é um detalhe.
Lapidar!

Enviado do meu SM-A226B através do Tapatalk
 

Dragão_1977

Bancada lateral
27 Maio 2024
809
1,413
Se há algo que estes jogos mostram, é que os problemas ofensivos do FCP não podem ser analisados sem olhar para o outro lado do campo. Vejamos os dados, porque eles dão contexto e ajudam a perceber o que está realmente em causa.

O Santa Clara terminou o jogo com 0,29 de expected goals, o pior registo ofensivo da equipa em toda a época na I Liga.
Esta foi já a 10.ª vez neste campeonato em que um adversário do FC Porto acaba um jogo com menos de 0,5 xG.
Em 17 jogos, o FC Porto sofreu apenas 4 golos. E dois desses golos foram auto-golos.
Isto não é ruído estatístico. É um padrão claro.

É legítimo dizer que, ofensivamente, o Porto nem sempre convence. Há jogos em que a criação é curta, o ritmo é baixo e as oportunidades claras demoram a aparecer. Mas essa dificuldade raramente surge em jogos abertos. Surge quase sempre em contextos muito específicos, com adversários profundamente condicionados, mais preocupados em sobreviver do que em atacar.

E aqui está o ponto central: quem nos limita ofensivamente fá-lo, muitas vezes, à custa de se limitar ainda mais ofensivamente a si próprio.

Para travar o FCP, os adversários baixam linhas, fecham o corredor central, reduzem risco, abdicam de pressionar alto e aceitam ataques longos e previsíveis. O jogo torna-se mais fechado, mais tático e mais dependente do erro. Isso tira fluidez ao nosso ataque, mas seca quase por completo a capacidade ofensiva do outro lado. Os expected goals ajudam precisamente a perceber isto. Não estamos apenas a defender bem. Estamos a retirar qualidade às oportunidades do adversário, a empurrar o jogo para zonas inofensivas e a transformar posse em posse estéril.

No fundo, estes dados mostram que o FCP tem uma base defensiva sólida, consistente e repetível. Pode não ganhar sempre com brilho ofensivo, mas controla o risco, protege a baliza e impede o jogo adversário de existir. E num campeonato decidido pela regularidade, isso raramente é um detalhe.
Parabéns pela excelente análise. 👌
 

fcportos90

Lugar Anual
30 Julho 2020
31,016
25,743
Conquistas
27
  • Pinto da Costa
  • José Maria Pedroto
  • José Mourinho
  • Paulinho Santos
Já agora é incrível a força que dão a vários centrais adversários contra nós..

Batem e batem.
Agarram como querem.
 

DeZ

Tribuna Presidencial
9 Março 2012
9,630
19,703
Conquistas
5
  • Artur Jorge
  • Jorge Costa
  • Fernando "Bibota" Gomes
  • Alfredo Quintana
A jogar assim vamos cair com estrondo.

Vem ai uma descida ao inferno.

Ta feito o aviso.
Já andas a dizer isso há uns meses Mika. Devemos ter muito bom equilíbrio para andarmos para cair há tanto tempo e ainda não ter acontecido.

Mas continua a torcer por isso, tem resultado bem até agora.
 
  • Like
Reações: patitu