Qual ADN?É essa panca e a panca do FC Porto ter de jogar em 433.
“Porque está no nosso ADN”.
O ADN Porto é vencer! Ponto final.
Seja em 433, 343, 352, 442.. quero lá saber.
Qual ADN?É essa panca e a panca do FC Porto ter de jogar em 433.
“Porque está no nosso ADN”.
Mas também não é algo que um bom treinador não perceba rapidamente se for devidamente enquadrado pelo clubeMais do que uma questão de nacionalidade, o que realmente importa é o treinador perceber a realidade do sítio onde está.
O futebol não é uma ciência exata. Não chega ser bom no papel, com boas ideias ou grandes conceitos.
É contexto, é balneário, é cultura tática, é pressão.
E perceber onde se está inserido faz toda a diferença.
No FC Porto, por exemplo, um treinador tem de lidar com um campeonato que é uma autêntica guerrilha.
Mais de metade das equipas jogam fechadas com bloco baixo com uma agressividade tremenda.
Os relvados fora de casa estão em mau estado.
Os árbitros permitem contacto físico contra o FC Porto, mas não te deixam usar a mesma arma.
E uma série de jogos menos conseguidos pode transformar-se numa crise interna no dia seguinte.
Por isso, “conhecer o futebol português” não é uma frase feita — é saber navegar nesta realidade.
É perceber que aqui não há muita margem e não há tempo para aprender com os próprios erros.
Quem chega com ideias muito bonitas, mas sem saber ao que vem… leva com a realidade em cheio.
E isto aplica-se a qualquer treinador, seja argentino, alemão ou português.
O que conta não é o passaporte. É a lucidez de perceber onde está e o que é preciso para ganhar ali.
No fundo, o futebol continua simples, como sempre, quem percebe o jogo — e o contexto — sobrevive. Quem não percebe… vai de regresso antes de perceber o que falhou.
Eu percebo a ideia disto mas no jogo contra o Nacional passávamos para a frente e não foi nada disto.Mais do que uma questão de nacionalidade, o que realmente importa é o treinador perceber a realidade do sítio onde está.
O futebol não é uma ciência exata. Não chega ser bom no papel, com boas ideias ou grandes conceitos.
É contexto, é balneário, é cultura tática, é pressão.
E perceber onde se está inserido faz toda a diferença.
No FC Porto, por exemplo, um treinador tem de lidar com um campeonato que é uma autêntica guerrilha.
Mais de metade das equipas jogam fechadas com bloco baixo com uma agressividade tremenda.
Os relvados fora de casa estão em mau estado.
Os árbitros permitem contacto físico contra o FC Porto, mas não te deixam usar a mesma arma.
E uma série de jogos menos conseguidos pode transformar-se numa crise interna no dia seguinte.
Por isso, “conhecer o futebol português” não é uma frase feita — é saber navegar nesta realidade.
É perceber que aqui não há muita margem e não há tempo para aprender com os próprios erros.
Quem chega com ideias muito bonitas, mas sem saber ao que vem… leva com a realidade em cheio.
E isto aplica-se a qualquer treinador, seja argentino, alemão ou português.
O que conta não é o passaporte. É a lucidez de perceber onde está e o que é preciso para ganhar ali.
No fundo, o futebol continua simples, como sempre, quem percebe o jogo — e o contexto — sobrevive. Quem não percebe… vai de regresso antes de perceber o que falhou.
Do Barcelona não duvido. Quem não conhece.Que puta de panca é essa do conhecedor do futebol português?
Bom treinador é bom em qualquer lado e o mesmo se coloca em relação aos jogadores. Ponto final.
Hans-Dieter Flick, esse profundo conhecedor do futebol espanhol e do Barcelona.
Certo, mas entende que nunca lá tinha posto os pés. Não é conhecedor do momento do clube.Do Barcelona não duvido. Quem não conhece.
Sim, um bom treinador é sempre um bom treinador — pela sua capacidade de organizar, comunicar, treinar comportamentos, dar identidade a uma equipa. Isso é inegável.Mas vamos continuar a achar que vivemos num país à parte em que as regras do futebol não se aplicam?
Entendo a questão do contexto, mas isso terá de ser indicado a quem vem por quem cá está.
Um bom treinador será sempre um bom treinador. Se é ou não bem aconselhado no que ao contexto da liga diz respeito isso já é outra questão.
Não é comparável. Flick foi pro Barcelona e tem experiência nos grandes palcos. Anselmi tava no México, e duvido que andasse acompanhando o campeonato português. O espanhol é normal ver.Certo, mas entende que nunca lá tinha posto os pés. Não é conhecedor do momento do clube.
A qualidade deste forum também se vê pelas qualidades dos participantes e este é um que enriquece imenso este espaço.Agradeço mesmo as tuas palavras. É bom ver que ainda há espaço para discutir o futebol do FC Porto com esta seriedade, sem entrar em trincheiras ou manias de superioridade moral. Ou comportamento de bot como diz o @Edgar Siska.
Tal como tu, eu também vejo limitações claras neste plantel. Ninguém está aqui a negar isso.
Mas um treinador serve exatamente para isso: ajudar os jogadores a esconderem o que têm de pior e potenciar o que têm de melhor.
Um bom treinador cria contexto, dá confiança, transmite tranquilidade, estrutura e establidade — não são só os treinadores que necessitam de establidade.
Quando isso acontece, mesmo jogadores medianos passam a parecer competentes — porque estão enquadrados num sistema que os protege.
É como dizia o Peter Crouch sobre o Stoke City do Tony Pulis:
“Éramos jogadores de merda... mas dentro de um sistema que funcionava.”
Claro que no FC Porto não queremos um kick and rush, nem um futebol de segunda bola.
Temos jogadores para fazer bem mais do que isso.
Mas o ponto central é este.
Se o modelo original do treinador não está a funcionar — então tem de o ajustar.
Não pode ser a equipa toda a adaptar-se ao modelo.
Tem de ser o treinador a adaptar o modelo à equipa — e ao contexto.
E se com o tempo vierem reforços para o sistema ideal dele, ótimo.
Mas até lá, tem de trabalhar com o que há. E não sacrificar os jogadores nem o clube só para manter uma ideia rígida.
Aliás, muitas vezes acontece o contrário.
Treinadores moldam a ideia ao plantel, começam a ganhar confiança com pequenos ajustes, e acabam por perceber que o próprio sistema, com aquelas alterações, até funciona melhor.
Futebol também é descoberta.
Mas para isso é preciso humildade — e ter capacidade de leitura.
eu ainda não percebi o que ele esta a fazer....se esta apostar nesta ou na próxima épocaO principal problema do Anselmi é estar mais focado nesta época do que na próxima.
Está época tudo está perdido.
Devia estar a preparar a próxima.
Encostar quem não conta.
Apostar em quem conta.
Mas não. Está se a queimar
Para mim, é da mais elementar decência darem ao homem as condições mínimas que não teve até agora. Plantel como deve ser (1 médio centro de jeito, 2 extremos de jeito, 1 PL experiente e com golo, 1 libero, pelo menos), pré-época, e depois logo se vê: se mostrar que tem unhas fica, senão, vai embora.Acho que temos de separar as coisas.
Sim, o Anselmi caiu aqui num momento complicado, com um balneário sem liderança, uma direção nova com tudo o que isso acarreta.
Mas há algo que me preocupa mais do que tudo isso.
É que ele teve semanas limpas para treinar. Teve jogos acessíveis. E o que vemos é uma equipa cada vez menos ligada, mais exposta, com erros repetidos e sem evolução visível.
E isso já é responsabilidade direta dele.
Não é uma questão de exigir milagres.
É uma questão até de pedir sinais de vida. Sinais de trabalho. De correção. De leitura do que está mal.
E não os estamos a ver.
Porque continuar sem mudar nada é correr o risco de falhar a próxima época antes sequer de ela começar.
Concordo, entendo e como adepto do FCPorto sou tudo isso que enumeras: exigente e habituado a ganhar. E acredito que todos nós assim somos muito devido aos últimos 42 anos.Sim, um bom treinador é sempre um bom treinador — pela sua capacidade de organizar, comunicar, treinar comportamentos, dar identidade a uma equipa. Isso é inegável.
Mas o futebol não é jogado no vácuo. É o que quero dizer.
O mesmo treinador pode ter sucesso num lado e falhar no outro — não porque desaprendeu, mas porque o contexto exige outras respostas.
É isto que quero transmitir.
Treinar o FC Porto não é só treinar um clube grande em Portugal.
É assumir uma estrutura com exigência histórica e uma cultura competitiva no futebol europeu.
É ver adeptos frustados com um empate contra um Inter na Champions, porque estava ao nosso alcance.
Cada jogo é um teste à autoridade do treinador.
A imprensa e o meio externo não perdoam fraqueza.
Cada declaração conta. Cada indecisão pesa. Cada mexida tática errada tem consequências.
O balneário, especialmente com esta nova geração de jogadores, não responde a liderança frágil ou confusa.
Aqui não há tempo para “ganhar o grupo” aos poucos — ou és treinador do FC Porto, ou és engolido.
A comparação com o passado é permanente.
Desde Pedroto a Mourinho, desde André Villas-Boas a Sérgio Conceição e Jesualdo — o padrão é ganhar.
A exigência dos adeptos é diária.
Agora, tanto faz seres inglês ou português, interessa é perceber onde estás.
Também acho, mas, no entanto, olhando para o Martin Anselmi, começo a ter muitas dúvidas lá está da sua capacidade atual e da falta de noção de que clube está a treinar e em que competição está inserido, mas isso também é um trabalho de estrutura que tem que ser feito.Que puta de panca é essa do conhecedor do futebol português?
Bom treinador é bom em qualquer lado e o mesmo se coloca em relação aos jogadores. Ponto final.
Hans-Dieter Flick, esse profundo conhecedor do futebol espanhol e do Barcelona.
E do futebol espanhol também. Eu moro em frente à casa dele e ainda me recordo do dia em que ele deixou a janela da sala aberta e estava a ver o Getafe-Alavés. E outra, no dia que o real contratou o carlos queiroz que era adjunto do sir alex no man untd eles estavam indecisos entre o ferguson e o queiroz, escolheram o segundo porque morava mais perto, falava uma lingua quase igual e como morava perto conhecia o campeonato espanhol, alem disso era mais facil para ir de bicicleta para o treinoEm relação ao Barcelona, não duvido. Quem é que não conhece?
Muito obrigado @Tiago SilvaA qualidade deste forum também se vê pelas qualidades dos participantes e este é um que enriquece imenso este espaço.
Raramente concordo na íntegra com o que leio mas os seus post constituem uma óptima excepção.
Foi só o Mora! Não houve mais nada. Foi o Mora que fez com que nesses jogos todos juntos as oportunidades de golo adversárias tenham sido muito menos que as que aconteceram num só jogo com o Estrela. Ok.Se tu ficaste satisfeito com as exibições sofridas contra as equipas que listastes com resultados que só não foram pior devido a momentos de inspiração do Mora só tens de continuar a bater palmas ao Anselmi …
Tens todo o direito de gostar deste treinador e da sua anarquia tática …
O ideal era contratar já três treinadores. Dava-se a cada um três meses para mostrar o que valiam, e no final fazia-se um plebiscito para os sócios decidirem de qual é que gostavam mais.Eu despedia ja o Anselmi, ia buscar outro treinador, levavamos na boca no Mundial com estas vedetas e despedia novamente o treinador.
Se o futebol fosse assim tão simples. Tirando o Estoril, há que entender quando é que o FC Porto se colocou em vantagem nesses jogos e o que passaram a ser esses jogos depois de estarmos em vantagem demasiado cedo. O FC Porto não faz um remate à baliza na segunda parte contra o Casa Pia, o que diz bem do posicionamento e audácia do FC Porto em campo ofensivamente.Então e porque é que não aconteceu igual ou pior com o Famalicão, o Casa Pia, o Estoril, etc.? Seria de esperar que tivesse acontecido ainda pior, são melhores equipas que o Estrela, com muito mais pontos e vitórias. Se é o Porto que é tão mau que levou 2 mas podia ter levado 5 do Estrela, porque não levou ainda mais de outras equipas bem melhores que o Estrela, e, pelo contrário, quase não lhes permitiu oportunidades de golo? Terá sido só sorte? Terão essas equipas resolvido "abrir as pernas" ao Porto? Há aqui qualquer coisa que não bate certo. Tal como já não tinha batido certo no já distante jogo com o Nacional.
O que está aqui em causa não é uma questão de moralidade, é de competência.Para mim, é da mais elementar decência darem ao homem as condições mínimas que não teve até agora. Plantel como deve ser (1 médio centro de jeito, 2 extremos de jeito, 1 PL experiente e com golo, 1 libero, pelo menos), pré-época, e depois logo se vê: se mostrar que tem unhas fica, senão, vai embora.
Manda-lo embora agora, tendo ele vindo a meio da época, sem conhecer o plantel nem o futebol português, tirando do plantel os 2 melhores jogadores mal ele chegou, sem pré-época, depois de fazer um punhado de jogos que serviu essencialmente para tirar apontamentos para a próxima época, é uma insanidade para com o clube e uma indecência para com o treinador.
O Porto não acaba se se der uma oportunidade ao homem e ele falhar. Isso de "se se falhar a Champions mais uma vez é dramático para o FCP"... é uma treta. Na gestão anterior práticamente nunca falhámos uma Champions e estávamos cada vez mais à beira do abismo. Uma gestão séria e competente, onde não haja milhões e mais milhões que vão parar sem justificação nenhuma aos bolsos de empresários, onde não haja elevadas receitas de bilhetica que vão parar aos bolsos de parasitas do Porto, onde não haja salários de jogadores/treinadores incomportáveis para o clube e que nem sequer se justificam tendo em conta o mérito desportivo desses profissionais, onde não haja antecipação de todas as receitas futuras e mais algumas porque não se faz nada para diminuir as despesas e aumentar as receitas, onde não haja venda de craques de nível mundial ao preço da uva mijona... é muito mais importante que qualquer receita da Champions.
Continuar com a gestão financeira que está a ser feita, melhorar (muito) o plantel, é esse o caminho a seguir, com este treinador ou com outro se este não tiver unhas depois de lhe serem dadas verdadeiras condições.
