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Jota é o atirador da equipa do FC Porto. Otávio é o altruísta

O ex-Paços de Ferreira , que também joga no eixo do ataque, remata mais e melhor. Já o brasileiro, que começou a época no onze, destaca-se na qualidade do passe e no trabalho defensivo

Os extremos do FC Porto são, por decisão de Nuno, muito diferentes na forma de jogar. Essa foi uma questão essencial na escolha dos elementos para a mesma posição. Os números médios dos vários itens estatísticos comprovam que há soluções para todos os gostos e que as escolhas do treinador vão quase sempre ao encontro de algo que este queira em particular.

De todos, Brahimi é o mais completo. O argelino “só” lidera dois rankings internos, mas aparece nos dois primeiros lugares em praticamente todos. O “8” está, no entanto, de castigo. E, se Nuno Espírito Santo não surpreender com João Teixeira, Herrera, Óliver, André André ou Layún, então serão Diogo Jota e Otávio a discutir o lugar. O que os itens estatísticos nos dizem é que o primeiro é um jogador mais vertical e rematador. Nenhum outro marca tanto como ele, o que é normal tendo em conta que o ex-Paços de Ferreira também é quem mais e melhor remata entre os extremos portistas.

Otávio destaca-se essencialmente pelo jogo interior e capacidade de passe, o que também se explica pela formação dos primeiros anos em Portugal, passados no meio, ora a jogar como “8”, ora como “10”. Otávio é o ala que mais passes faz a cada 90 minutos e isso nota-se especialmente quando se isolam as ações no último terço do campo. Na qualidade de passe, só Brahimi é melhor, mas “Tavinho” é o mais eficiente a cruzar e quem melhor defende.

(fonte ojogo.pt)