No balanço de “um ano estrondoso”, marcado por “muitas mudanças estruturais”, André Villas-Boas afirmou que têm sido feitas “muito poucas abordagens aos jogadores mais consagrados da equipa”, o que considera ser “um sinal de proteção dos ativos”. O presidente do FC Porto disse ainda que o objetivo passa por “manter a base da equipa para o próximo ano e reforçá-la” e confirmou que o Clube vai “ao mercado por um ponta de lança”, com os alvos “perfeitamente identificados”.
Na 4.ª Conferência Bola Branca, da Rádio Renascença, desmentiu o interesse em Cardoso Varela, “um jovem a quem foram vendidos sonhos” e a quem desejou “a maior sorte do mundo”, e deixou elogios a Rodrigo Mora – “um dos maiores talentos do mundo” -, a Diogo Costa – “um guarda-redes muito requisitado” e “capaz de aguentar o peso e carga que traz a camisola com o número dois” – e ainda a João Afonso, primeiro reforço para 2026/27, em quem deposita “grandes esperanças”. O dirigente abordou também a nova chave de repartição do processo de centralização dos direitos televisivos da Liga, que classificou como “uma ideia que pode implodir o futebol português”.
O mercado
“Não temos indicações nem abordagens nenhumas. Ainda ontem neguei uma abordagem do FC Barcelona. Há muita gente que funciona a partir das notícias, principalmente dos meios de comunicação social mais ligados ao mercado. Os movimentos de mercado atraem sempre o seu público, os adeptos dos clubes, que gostam de ver os movimentos em antecipação. Tudo isto gera expectativas, ansiedade, excitação e é natural que o mercado tenda a oscilar muito. A verdade é que, em relação aos jogadores mais consagrados da equipa, temos tido muitas poucas abordagens. Isto é um bom sinal, de proteção dos nossos ativos e do nosso talento. Queremos manter a base da equipa para o próximo ano e reforçá-la. Temos algumas modificações para fazer, poucas, mas temos de ter também noção de que os clubes portugueses vivem muito também do mercado.”
A ampliação do Estádio do Dragão
“É difícil pensar na ampliação do estádio. Tivemos 91% de ocupação do nosso estádio, tivemos muitos jogos cheios, com os 45 ou 48.000 adeptos, tocámos nos 50.000 frente ao Santa Clara, mas não nos vejo em condições financeiro-económicas para permitir um sonho desses tão cedo. Estamos a refazer as áreas de corporate hospitality, de serviços, catering e restaurantes, mas para aumentar a lotação do Estádio do Dragão ainda é muito cedo. Só para lá de 2032, seguramente, porque na realidade chegamos a dezembro e janeiro e temos assistências a rondar os 35 mil adeptos. Ainda temos uma oscilação muito grande. Temos Lugares Anuais em espera, um crescimento associativo de 20% ao ano, tudo são bons sinais, mas para lá de 2032 até 2040 possamos pensar na ampliação do Estádio do Dragão.”