O FC Porto teve o Emerson que era um super médio, hoje em dia, em que o futebol está mais físico, o Emerson valeria o peso dele em milhões. Quando o Emerson se foi o Oliveira, que era um "mestre tático" (é muito desvalorizado as suas mudanças e adaptações do sistema de jogo em Portugal), conseguia dar à equipa mecanismos de jogo que compensava a perca de um médio com esse estilo. E o Jardel, claro, o Jardel era absurdo.
Também tivemos o Doriva, que embora fosse predominantemente um médio defensivo, a sua energia e capacidade de percorrer o campo faziam com que, em certos sistemas, assumisse funções próximas de um box-to-box.
E até o Chaínho que também era conhecido pela sua enorme resistência e robustez física, o que lhe permitia cobrir grandes áreas do terreno. Ele jogou vários jogos com o Fernando Santos porque não tínhamos mais nenhum médio com aquele perfil.
Quando vendemos o Chaínho, acho que a esperança era o Quintana, que meu deus, era tosco, muito tosco.
Aquela fase de 2001/02 estávamos também a apertar o cinto financeiramente, tínhamos andando a viver sempre com risco no máximo, aliás toda a gestão do PdC é sempre de risco elevado nas apostas em jogadores. Tanto que a equipa que depois se faz com o Mourinho em 2002/03 é muito low cost, não tínhamos dinheiro para investir e fomos pelos jogadores que estavam ao nosso alcance.