A cidade de Lisboa tem um poder que todas as outras cidades juntas do país jamais terão. A comunicação social toda sediada em Lisboa tem um poder que jamais outra fonte de informação (e de divulgação) exterior a Lisboa alguma vez terá.
Vide o caso dos delinquentes, condenados pela justiça por tentativa de HOMICÍDIO, que incendiaram um automóvel com pessoas lá dentro, em plena luz do dia no centro de Lisboa, que podia ter resultado em pessoas a morrerem queimadas vivas, e por isso a pena de tentativa de homicídio. Um caso que foi tratado como nota de rodapé pela imprensa sediada na capital.
Vide o "caso" dos apanha bolas e das toalhas ao minuto 93, e do cheiro no balneário, que obrigou os jogadores do andebol a equiparem-se no corredor, não sem antes se tirarem as convenientes fotos da tragédia e do horror, tudo no chão, em posição de assassinato, corpos serpenteados, metade no chão, parte das pernas em cima de cadeiras. E as publicações em barda que me correm pelo feed. Vão para o caralho...
Estes números de circo interessam aos clubes lisboetas, neste caso particular, ao Sporting. Interessa criar uma nova caricatura do mal, do clube a norte. A imprensa está a tratar do cozinhado, a mexer a panela com colher de pau as instruções que lhe são dadas.
"Um cheiro forte". Parangonas, cartas ao governo. Numa semana que sucede a um episódio que adeptos puseram fogo às bancadas com um jogo a decorrer. Vão para o caralho...
Vide a divulgação de ambos os comunicados, de Porto e Sporting, e a projecção na imprensa que cada um deles teve. Vão para o caralho...
A imagem de Villas está a ser cozinhada em Lisboa, como o novo "terrorista" do futebol, das "práticas antigas". A fonte de todo o mal. O "mau", na luta contra os "bons", agora, a partir deste ano, quando viram que o Porto se pôs de pé e que vai firme, com colhões de aço, como jamais o julgavam que o fizesse tão cedo. É preciso minar, minar, minar. A imprensa está lá com a colher, pronta a mexer. Vão para o caralho.
A agenda destes filhos da puta é óbvia. Estão a tentar arrastar o Porto para a lama e a tentar fazer o Porto reagir. Cabeca, Presidente, não lhes podemos dar aquilo que eles querem. Essa narração que querem construir deste Porto da nova era. Um Porto que eles vêem a crescer e a solidificar-se. Algo que os assusta.
Para cima deles. Rebentar com eles dentro das 4 linhas.