Já lá vão quase 48 horas e ainda estou a assimilar ao que assisti no sábado.
Podem dar as voltas que quiserem mas nunca se viu nada assim em Portugal.
Embora isto nem tem nada a ver com números, acho que a quantidade de malta que marcou presença nas ruas foi avassaladora.
Já vi por aí malta a comparar a área do marquês com a dos Aliados e a coisa é ela por ela. 5mil para cima, 5mil para baixo. Não me parece que seja por aí.
A questão é que já os aliados estavam praticamente cheios e a Ribeira estava a abarrotar. Na praça do cubo só se dançava com os olhos. A marginal estava com gente desde a D. Luís até à Dona Maria. Do lado de Gaia estava o Cais cheio de gente. No Morro idem.
Eu, e mais uns milhares, estive a ver o barco a passar naquela ruela abaixo do Quartel que vai do Infante à Ponte D. Luís. Daí segui para o Morro e estava complemente à pinha. Só vi os foguetes que rebentaram mais alto e os drones. O Douro nem uma gota de água vi dele tal era a imensidão de gente.
Depois abriram a ponte. Parecia o São João. Por momentos, fiquei-me a questionar o que estava a assistir pois era surreal. Fui até São Bento ver a equipa e já nem fui aos Aliados.
Esqueçam os 300mil. Éramos muitos mais. Inquestionável!
Mas nem é por aí. O que tornou tudo memorável foi a organização.
A viagem de barco pelo Douro abaixo. A Marginal toda iluminada pelas centenas de verylights que o pessoal acendeu. A chegada à ribeira...
De onde eu estava, do lado de Gaia, ver toda aquela multidão a vibrar com a chegada da equipa é uma imagem que vai ficar comigo na memória para sempre. A viagem da Ribeira até cá cima pelas lindas ruas da Invicta. Pessoas nas ruas, nas janelas, nas varandas! Lindo, lindo, lindo!
E depois nada foi deixado ao acaso. Tudo brilhantemente pensado para que fizesse sentido.
A música do Pedro Abrunhosa parece que foi feita de propósito para aquele momento. O momento do Gavin James que nos fez chorar a todos como se aquela letra fosse escrita para o nosso Jorge Costa. O ambiente de comunhão entre todos... Houve ali um momento que atingi a epítome da felicidade.
A fasquia foi colocada a um nível que não sei como será ultrapassada mas com este homem ao leme do clube já se percebeu que não há impossíveis.
Obrigado a todos por este momento mas um obrigado maior ao meu Presidente André Villas Boas
