Se a UAE tinha várias cartas para jogar? É verdade.
Mas a partir do momento que não tens um líder capaz de nada te serve essas cartas a não ser que o DD da Visma adormeça e não veja que um UAE atacou. Ou então para o caso de quereres limpar etapas.
Porque o que iria acontecer é que a maioria dessas cartas iria descolar quando a Visma impusesse ritmo a sério. Tanto o Soler e o Vine não são garantia de nada a nível da geral em grandes voltas. E o próprio Yates está em declínio.
A única hipótese da UAE tirar alguma acoisa daqui a nível da geral era com o João. E aí poderiam jogar outras cartadas.
Concordo contigo sem um líder de CG ao nível do Vingegaard, as “cartas” da UAE não decidem uma grande volta.
Soler, Vine e companhia não são fator na classificação geral quando a corrida entra em montanha a sério, quando a Visma sobe ritmo controlado e constante, esses corredores desaparecem da equação.
O Gall está acima deles em consistência, mas também não está no patamar de alguém que possa pôr pressão real ao Vingegaard, o cenário mais provável é sempre o mesmo: ele resiste, faz o seu ritmo, e limita danos — não força decisões.
Onde a coisa se equilibra um pouco , penso eu de que, é no impacto indireto, eles serviriam para obrigar a Visma a trabalhar mais cedo, fechar fugas, controlar mais variáveis, a Visma, sabe gerir isso sem se partir.
UAE sem João Almeida = equipa que pode mexer na corrida, mas não no vencedor.
Gall/Decathlon = sólido, mas sem capacidade de quebrar o bloco Visma.
Vingegaard = continua a correr numa categoria acima do resto.
Diferente será no Tour, onde todos os entusiastas das duas rodas se irão deleitar com Vinge e Visma vs Pogacar e Emirates pelo menos assim espero eu...